You Are Not Alone
50 Despedaçado
Notas iniciais
Contagem regressiva para o lemon AoiHa: 06
Yooo gente, entramos na dezena final da you are ♥.
E eu ainda nem terminei ela, triste auhuhauhauhahuuhauha, mas tudo bem to bem tranquila e já respondi os reviews.
Mas, como eu sei que vou apanhar nem vou escrever demais aqui, só que nada melhor como começar a última dezena com um cap com esse nome qqq.
Boa leitura.
PS: Feliz dia das mães pras mamis de cada um de vocês ♥.
PPS: 400 reviews, não posso com isso ♥. Obrigada minhas lindas ♥.
PPPS: 3 recomendações, obrigada as lindas Tsuki Senshi, Lucy Kagamine e Su Shibasaki ♥.
— Como se sente Uruha?
Uruha não conseguiu segurar a risada diante da pergunta de Viktor. Recebia outra dose de quimioterapia há alguns minutos e desde então o médico não parou de lhe perguntar sobre seu estado, eternizando ainda mais aquela pergunta que provavelmente faria cada vez que se encontrassem. O Takashima, por sua vez, ria descontraído sem se importar tanto com a cura sendo injetada pelo cateter.
Estava leve desde a noite anterior quando falara com Aoi por mais de quatro horas parecendo novamente duas adolescentes. Riram e trocaram juras de amor, conversaram sobre a situação da banda, mas sem focar na turnê e o moreno finalmente conseguiu fazer com que Uruha pensasse bastante sobre dançar pra ele, o fazendo prometer que daria a resposta assim que chegasse em Tokyo.
Para Aoi aquilo fora como uma conquista e lhe dissera que desde já começaria a contar os dias, horas e minutos tanto para que Uruha se curasse de vez e pudesse voltar, tanto para que pudesse ver seu loiro, quanto para que pudesse vê-lo dançando sensualmente e apenas para si. Quando conseguiram se despedir para irem dormir, Aoi ainda ficou pensando em como seria aquele momento.
Consequentemente fora trabalhar feliz da vida e Uruha também recebia seu tratamento sem muito receio. O que mais incomodava era ter que estar fora da cama num dia frio com parte do ombro e peito descobertos para deixar a parte do cateter livre. Tudo bem estar coberto, mas ainda assim era um tanto quanto problemático. Afora, claro, os sintomas que logo apareceriam. Ainda assim estava bem e despreocupado e conversava amenidades com Viktor e Felipe, só então se lembrando de que nenhum deles estava na cidade 'certa'.
— Como ficou a situação do hospital? – Indagou para o oncologista. – Eu imaginava que fosse terminar o tratamento aqui, mas a ala do hospital de Tokyo ainda está interditada?
- Está sendo liberada aos poucos. – Viktor respondeu. – Várias pessoas ainda estão trabalhando para tentar descobrir realmente o que houve, mas parece que a negligência aconteceu porque alguém espirrou perto das máscaras que são entregues aos pacientes.
Uruha fez uma careta desgostosa.
— E você ainda me deu uma daquela. – Disse falsamente indignado. Os médicos riram.
- Juro que nenhum de nós sabia. – Viktor defendeu-se. – A verdade é que agora estão investigando quem foi e ainda fazendo uma limpeza por toda a ala. Talvez você termine o tratamento lá quando precisar me visitar por meses para os exames de rotina. Mas, por enquanto ainda vai ficar fechado.
- E pelo jeito nós médicos vamos sofrer para trabalhar por lá agora. – Respondeu Felipe. – Vistoria das roupas, assepsia toda hora... Pelo menos por algum tempo, imagino.
- Ao menos você deu sorte por estar perto de casa. – Viktor disse para Uruha. – E o Felipe perto da mãe.
- Ela não tem interesse em conhecer o Reita? – Uruha perguntou um pouco acanhado, mas Felipe lhe sorriu.
- Eu já perguntei, mas ela nunca respondeu com certeza, acho que deve ter receio, afinal de contas ela acha que estragou o primeiro casamento do meu pai.
- Depois de tanto tempo? – Uruha inquiriu.
- Acho que ela sempre se sentiu assim. – Respondeu o hematologista. – Mas, acho que aos poucos esse medo vai acabar. Talvez se Reita-san fosse até lá, você também.
- Mas eu sou literalmente 'meio' da família só. – Os três riram. – Claro que se não for um problema eu iria sim.
- Depois que se curar e tiver feito o transplante, se for antes eu te mato. – Viktor estatuou. – Não é bom sair tanto enquanto ainda está com a saúde frágil.
Uruha ainda tentou convencer Felipe fitando-o mudamente, mas o hematologista e seu 'meio-primo' deu de ombros como quem diz: ele que manda.
Afora isso trocaram conversas amenas, bobas. A quimioterapia ia sendo absorvida aos poucos pelo organismo de Uruha enquanto Viktor contava-lhe como estava a busca por um doador de medula, explicando-lhe que talvez suas irmãs pudessem lhe doar a medula, mas como eram inacessíveis e o auto-transplante não poderia ser feito, os médicos que cuidavam de sua saúde desde Viktor e Felipe até sua enfermeira e a nutricionista que cuidara de sua alimentação tanto no hospital quanto fora dele fizeram uma reunião e decidiram procurar um doador, o que aconteceu mais ou menos na época em que tivera a pneumonia. Desde então estavam na fila atrás de uma medula compatível.
No começo do tratamento Uruha já tinha certeza de que não seria muito fácil achar uma medula, mas Viktor lhe passava confiança pedindo-lhe que não perdesse as forças e desistisse agora que estava a um passo da cura completa, e tirava por experiência casos que vivenciou em seu pouco tempo como médico formado, contando ao guitarrista como aquelas coisas poderiam demorar realmente, mas que ninguém poderia lhe expulsar da banda, por exemplo, visto que tratamentos como o dele eram à longa data e certas atitudes poderiam ser levadas à justiça. Claro que para Uruha fora um alívio saber daquilo, mas logo os sintomas de sua cura apareceram e ele começou a enjoar. Viktor e Felipe postaram-se a seu lado auxiliando-o e durante mais algumas horas estariam ali para lhe apoiar em mais uma fase de seu tratamento.
xXx
Aoi ainda estava feliz por dentro, apesar de não ter esboçado muitas reações ao chegar à companhia. Falar com Uruha sempre melhorava seu humor, seu dia. Isso, obviamente não era suficiente para amenizar a saudade que sentia do ex-loiro, mas enquanto não podia estar juntos usavam seu tempo livre para conversarem pelo celular. As contas no fim do mês viriam mais caras com certeza, mas esse era um preço que nenhum deles tinha problema em pagar.
Todavia, no momento os cinco estavam dispostos pela sala de descanso, ironicamente, trabalhando. Koga estava junto com eles e cada um possuía duas folhas, uma contendo os dois set lists para os shows na outra cidade, e um contendo as informações sobre o local e aonde seria. Kai estava mais a par de tudo e auxiliava o empresário.
— Se já é nesse fim de semana quando vamos viajar? – Indagou Reita. – Podemos ensaiar no próprio local do show.
- Eu pensei nisso também. – Kai disse. – Também é meio longe daqui então o Koga-san acha melhor irmos de madrugada para não perder ensaio.
- É porque contando que o primeiro show é na sexta e o segundo na segunda-feira e em outro ponto dessa cidade a gente talvez tenha que ensaiar durante esse intervalo. – Agora Aoi quem falava. – Acho melhor fazermos as malas e irmos de uma vez.
- Você não se importa Aoi? – O empresário perguntou visivelmente surpreso. Ele também sabia do caso entre os dois, mas desconhecia o de Reita e Ruki e o de Kai com Miyavi. Aoi arqueou uma sobrancelha. – Quer dizer eu sei que o tempo é apertado, mas eu conversei com o Kai ontem e se precisasse eu te dava um dia para ir ver o Uruha e nos encontrar no local do show.
- Agradeço Koga-san, mas o Uruha não sabe da turnê. Eu não tive muita coragem para contar e hoje ele ia ter mais uma sessão de quimioterapia e eu achei melhor não dizer nada. Então no caso acho melhor seguirmos em turnê e deixar as coisas como estão.
Aoi baixou os olhos para as duas listas de música em suas mãos enquanto Kai conversava com Sugizo e o empresário e Reita e Ruki também o faziam entre si, todos tentando decidir o que fazer. Por fim, Koga se pronunciou:
— Se é assim eu vou manter vocês aqui até a hora do almoço para darem uma aquecida. Depois vocês podem ir para casa e venham de volta às sete horas que o ônibus vai estar esperando se eu conseguir com os Staffs resolver isso hoje. Mas, por enquanto podem se concentrar nas músicas.
Os cinco assentiram e guardaram os papéis consigo. Não necessariamente precisariam das informações dali, mas como Kai sempre pedia que levassem as listas das músicas e os endereços das apresentações para que não ficassem perdidos, estavam acostumados a guardar aqueles sulfites. Deixaram blusas de frio e tudo o mais que fosse atrapalhar para então se encaminharem até a sala de ensaios. Ruki havia ido um pouco à frente cantarolando baixinho para si mesmo ir acostumando a voz, mas logo todos os alcançaram.
Posicionaram-se em seus lugares e a sala se encheu com os acordes de Agony, que aos poucos iam mudando para a extensa lista presa numa das paredes do local. O frio que sentiam começou a ser substituído pela excitação de colocarem seus instrumentos e voz em sincronia para funcionarem enquanto a adrenalina começava a percorrer suas veias.
Assim foram até a uma da tarde quando Kai encerrou o ensaio. Os cinco estavam suados e ofegantes e seus membros latejavam um pouco. Os que podiam carregar seus instrumentos o fizeram até a sala de descanso onde se jogaram sobre os sofás e os dois guitarristas e Reita começaram a analisar as cordas que estavam sendo utilizadas. Ruki fora até o banheiro fazer gargarejo com água mesmo e Kai alongava-se perto da janela, fitando o tempo gelado e chuvoso. A garoa que caía não era forte, mas suficiente para fazer qualquer um tremer. Fora o vento impetuoso e que nunca descansava.
Sentiu-se tremer de frio só de se imaginar sem roupas adequadas do lado de fora da companhia e retornou para perto dos amigos que já retiravam as cordas dos instrumentos.
— Voltamos. – Koga apareceu junto com Ruki, que instintivamente sentou-se ao lado de Reita. – O ônibus chega às seis e meia, mas vocês podem chegar as sete como havíamos combinado. Os dois próximos shows depois desses que virão também serão aqui em Tokyo e nós vamos voltar dessa cidade na quarta-feira. Então vocês terão o sábado e o domingo livres, ou parte deles, e depois a terça-feira que será liberada o dia inteiro, tudo bem?
Os cinco assentiram.
— Com mais ou menos essa conta em mente podem imaginar o quanto de coisas precisarão. Vocês que começaram a trocar as cordas podem terminar, mas não precisam afinar nada. Os microfones estão sendo embalados e a bateria desmontada. Se precisarem de algo de fora podem levar, mas os instrumentos ficam aqui para serem colocados no ônibus quando ele chegar.
Todos ouviram atentamente as palavras do empresário e Kai e Ruki ao terminarem de arrumar as próprias coisas juntaram as dos amigos que se concentravam em seus instrumentos de corda. Reita fora o primeiro a terminar e deixou o amado baixo na base enquanto vestia suas roupas quentes. Ruki e Kai estavam prontos e assim que Aoi e Sugizo também terminaram e deixaram as guitarras em suas bases os cinco saíram juntos dali e decidiram almoçarem juntos antes de retornarem para suas casas e voltarem para a continuação de sua turnê.
xXx
Uruha conseguiu almoçar com certa dificuldade. Havia vomitado bastante e tinha razões o suficiente para não querer chegar perto de comida, mas com a paciência da enfermeira e o olhar acolhedor de Viktor ele conseguiu, de colherada em colherada, terminar sua comida. Agora estava com os olhos fechados e respirava fundo para não vomitar. Sentiu a mão de Viktor – Que soube ser do médico quando este falou consigo. – sobre sua testa para descartar febre.
Quando conseguiu abrir os olhos para fitar o médico ainda lhe parecia que toda aquela comida iria voltar em questão de segundos. Para piorar sua cabeça começou a doer. Apertou os olhos e uma careta se formou em seu rosto. Logo, Felipe ajudou Viktor a calçar as mãos com as luvas e lhe entregou o costumeiro remédio que ministrava para as dores de Uruha. O hematologista ditou em voz alta o peso do guitarrista e Viktor fizera as contas de cabeça enquanto separava seus lábios para pingar a droga.
— Se ficar ainda mais enjoado respira fundo devagar. Daqui a pouco você sabe, vai começar a sentir sono.
- H-Hai... – Pronunciou em voz baixa.
Era incrível como as pequenas pontadas em sua cabeça podiam se tornar dores fortes com tanta rapidez. Ainda sentia o amargo do remédio em sua língua e só de pensar em engolir saliva seu estômago revirava inteiro. Sentia-se também lotado com o que comera e não conseguiu impedir que o bolo em sua barriga continuasse por lá. Levou a mão até a boca e se sentou com brusquidão. Viktor foi lhe amparar e conseguiu impedir que o vômito caísse na roupa de cama. Com um olhar do oncologista Felipe já sabia o que fazer e saiu com a prancheta contendo os dados de Uruha atrás das enfermeiras para que lhe conseguisse soro.
— Está tudo bem Uruha, está tudo bem. – Viktor limpou-lhe os lábios com gaze umedecida, ajudando a se ajeitar na cama. – Se quiser não precisa nem me olhar, pode tentar dormir de uma vez. Mas, aperte a minha mão para eu saber que está tudo bem com você.
Os dedos ao redor da mão de Viktor fizeram alguma pressão ali e o médico sorriu aliviado, cobrindo Uruha até a altura limite para não alcançar o cateter. A quimioterapia ainda não havia sido ministrada toda e o oncologista preferia esperar um pouco antes de ministrar o soro. Quando a enfermeira apareceu pediu-lhe que separasse duas bolsas com a mistura e as reservasse. A moça acatou suas ordens e tão logo saiu ele se virou para Felipe.
— As pesquisas da medula que eu fiz em Tokyo chegaram ao meu e-mail agora há pouco. Eu vou cruzar com o que procurei aqui, se precisar eu vou estar na sala que nos arrumaram.
- Tudo bem. Mas, eu acho que ele agora vai dormir por um bom tempo.
Viktor murmurou um 'tomara' e sorriu cansado para Felipe. O japonês devolveu-lhe o gesto e depositou um beijo em sua cabeça antes de lhe deixar sair porta a fora. Apenas o barulho dos aparelhos mostrava que havia gente dentro daquele quarto, dado o silêncio. Uruha dormia tranquilamente enquanto sua cura continuava sendo jogada para dentro de si. Felipe fitou o céu por trás das janelas do quarto, imaginando que muito provavelmente seu meio-primo precisasse ficar pelo hospital. A chuva estava mais forte e se mandasse Uruha para casa com o tempo ruim daquele jeito era provável que ele voltasse muito mais doente.
Talvez fosse hora de avisar seus tios.
xXx
Numa loja ali mesmo em Kanagawa um envelope de cor madeira fora requisitado para a dona do estabelecimento. Dentro dele algumas coisas foram colocadas deixando-o um pouco alto. A senhora advertiu que aquele tipo de encomenda raramente era aceita pelo correio, pois, os envelopes tinham de estar sem volume, mas um sorriso dirigido a si e uma rápida explicação sobre o envelope não ser colocado no correio fizeram a mulher atender o próximo cliente.
Com a embalagem cheia com tudo que precisavam, um endereço muito conhecido fora colocado como destinatário e tudo fora parar numa sacola. Ainda ali perto compraram um selo simples que o próprio vendedor colou no papel, como uma carta certa deveria ser. Com tudo pronto seguiram seu caminho rumo a casa tão conhecida.
xXx
Seis e meia o táxi que Aoi pedira havia acabado de parar em frente a seu prédio. Despediu-se do porteiro deixando os avisos de sempre e com a ajuda do motorista guardou o que levava no porta-malas antes de se acomodar no banco de trás. Entregou o endereço da companhia para o homem e fitou, quando o carro começou a se mover, as marcas da chuva ainda no asfalto. A garoa havia aumentado e novamente diminuído antes de cessar completamente, mas por um momento deixou Aoi – E provavelmente os outros. – alarmados quantos viajar com um temporal. Para alívio o que restara daquela água toda que caiu durante a tarde fora apenas os ventos enregelados que estavam fazendo Aoi se abraçar mesmo que estivesse bem protegido com seu casaco branco.
Afora isso havia ligado para Akemi que o informou que talvez Uruha fosse passar a noite no hospital por não ter passado muito bem com os efeitos colaterais da quimioterapia, assim como por causa do mau tempo, mas pediu que o genro ficasse calmo e que ligaria para ele assim que tivesse mais notícias. Era muito provável que não ligassem mais naquele dia, mas deixou o aparelho ligado mesmo assim. Depois se recostou no banco e sua atenção se direcionou para a rua, para os lugares que passava. Uma sensação ruim tomava-lhe o peito e mesmo que quisesse não conseguia dissipá-la.
E só não se perdeu naquele mar agitado que estava seu coração porque quando se deu conta estava em frente à PS Company. Pediu desculpas ao taxista por sua falta de atenção e lhe pagou o que devia, tendo ajuda deste novamente para pegar as coisas no porta-malas. O homem lhe desejou boa viagem e com uma vênia Aoi deu-lhe as costas em direção a rua lateral da companhia, onde haviam combinado de se encontrar. De acordo com seu relógio ainda estava na hora e não precisou andar muito para notar o gigante que ostentava a foto dos cinco e os levaria para a próxima cidade.
''- Como eu queria que fosse você aqui, Koi''. – Pensou. Um sorriso um tanto quanto forçado apareceu em seu rosto e como a sorte nunca lhe ajudava, a primeira pessoa que encontrou foi Sugizo.
— Boa-noite, Sugizo-san.
- Boa-noite, Aoi-san.
Sugizo dirigiu-lhe um sorriso que o acabou inebriando. Aoi não estava fora de seu juízo mental e não queria que Uruha fosse substituído, mas não tinha como negar que o guitarrista do X Japan era amável e engraçado e os apoiou em tudo da maneira que podia. Afora Yoshiki e os outros que se dispuseram a deixar com que o moreno participasse da audição. Era um apoio ótimo e companheiro, isso ninguém podia negar. Além de que estava deixando a esposa e as duas filhas para seguir em turnê com uma banda que nem ao menos era sua, mas que ele se dedicava como se fosse.
No fim das contas Aoi soltou um suspiro culpado e foi cumprimentar os outros. No fim das contas Sugizo era outro guerreiro ali com eles.
— Ih, o Aoi ta no mundo da lua. – Ouviu Reita provocar e soltou uma risada baixa e arrastada. – Deve ter conversado a tarde inteira com o Uruha.
- Que nada, lá em Kanagawa ta uma chuva que não pára Akemi-san me disse. – Fitou o Suzuki. — Parece que o Felipe ligou pra eles e avisou que o Uruha ia ficar no hospital hoje à noite, também porque passou mal com a quimioterapia.
- Isso de novo. – Ruki suspirou cansado. – O Pon parece que mais fica doente com a quimioterapia do que se cura dela.
- Nem me fale. – Reita comentou. – Mesmo estando no fim o Uruha ainda passa por essas coisas. Fora essa medula que ninguém nunca encontra alguém compatível para doar.
- Eu lembro que Akemi-san me disse que talvez as irmãs dele pudessem ajudar, mas duvido que isso vá acontecer. – Disse Kai. – Seria uma chance.
- Que provavelmente daria câncer de novo no Uruha. – Reita bateu na própria boca. – Melhor deixar essas pessoas pra lá. Se falar demais do diabo ele aparece.
Aoi concordou com um meneio de cabeça e os outros resolveram mudar o rumo da conversa. O empresário apareceu alguns minutos depois avisando que os Staffs já haviam ido na frente. Era pouco mais de sete e dez da noite quando os seis se acomodaram pelos bancos do ônibus onde haviam cobertas para cada um. O casal 'R' sentou junto, como sempre, Kai, Sugizo e Aoi sentaram-se separados. O líder resolveu conversar por mensagens com Miyavi, Sugizo acomodou-se bem para tirar um cochilo e Aoi continuou inquieto fitando as ruas que eram nítidas a seus olhos pelos vidros do ônibus. Por um momento se perguntou se alguém ia notar, àquela hora da noite, um ônibus com músicos dentro ou se mesmo com um transporte tão grande eles eram como fantasmas.
Todavia a noite estava maravilhosa, o céu completamente azul, ainda que sem estrelas, apenas uma ou outra aparecia. As ruas ainda estavam cheias de carros, afinal de contas o horário de pico ainda não tinha acabado realmente, e por um momento sentiu-se vulnerável com a foto imensa do lado de fora. Nunca tiveram nenhum incidente por saírem abertamente para turnês, mas aquele era um sentimento do moreno que ele carregava consigo todas as vezes que se encontrava numa situação como aquela. Claro que com Uruha a seu lado ele mal ligaria para a foto do lado de fora do ônibus, mas sem ele ali o vazio que lhe cercava era iminente. O ex-loiro lhe fazia uma falta tão grande que ele se perguntava como conseguiu agüentar essa separação até aquele momento.
Além do mais queria entender que sentimento conturbado era aquele que sentia toda vez que se lembrava de seu Takashima. Aquela sensação ruim não parecia querer lhe soltar de maneira nenhuma e ele se pegou pensando em coisas altamente tristes e ruins, só se dando conta da intensidade daquilo quando uma lágrima desceu por seu rosto. Com aquilo balançou a cabeça algumas vezes e inclinou o banco até deixá-lo de maneira confortável para si. Precisou de apenas alguns minutos e o cansaço acumulado lhe atingir que pegou no sono tão rápido quanto os outros ali.
xXx
Uruha acordou durante a tarde quando a quimioterapia já havia sido ministrada. Felipe se encontrava em sua companhia e explicou que precisaria passar a noite ali por causa do tempo e da própria saúde e o ex-loiro assentiu levemente. Disse ainda onde Viktor estava e lhe passou alguma confiança sobre a procura do doador de medula. Com mais alguns minutos de conversa e algumas risadas baixas Uruha acabou pegando no sono novamente.
Agora havia despertado novamente, podia ouvir com clareza a chuva forte cair do lado de fora do hospital, assim como encontrava-se no escuro com apenas a tv ligada num volume realmente baixo. Apertou de leve os olhos e fitou tudo em volta, encontrando sua enfermeira anotando alguma coisa perto da porta. Quando seus olhares se encontraram a mulher lhe sorriu e perguntou se estava tudo bem. Com um meneio Uruha respondeu que sim e fora avisado que logo Viktor ou Felipe estariam ali. Ele agradeceu com um sorriso, mas ainda estava sonolento demais. Quando o médico loiro apareceu só teve tempo de sentir seus dedos em contato com sua pele antes de ouvir-lhe dizer que estava tudo bem e seria bom que dormisse mais.
O atendeu com devoção.
Quando acordou novamente já estava de manhã e o relógio marcava oito horas. Espreguiçou-se levemente e tomou cuidado com a parte onde o cateter estava inserido. Alguns minutos depois Felipe apareceu acompanhado de seus tios. Akemi sorriu para seu menininho com cara de sono.
— Dessa vez a mãe que veio te dar café da manhã. – Felipe brincou. Uruha riu baixinho e foram necessários mais alguns minutos para poder acordar realmente e se sentar na cama.
Só então notou que não ouvia mais barulho de nada, nem da chuva que caíra na noite anterior.
— A chuva parou tem tempo? – Indagou com a voz ainda embargada pelo sono.
- Ainda na madrugada. – Akemi respondeu. – Não teria como você ir para casa.
- Acho que meu corpo já tava com saudade do hospital. – Disse rindo. – Só espero que ele já tenha matado essa saudade e eu possa ir embora hoje.
- Com certeza vai poder se estiver bem alimentado e sem os sintomas fortes da quimioterapia. – Disse Viktor que havia acabado de chegar. – Eu já cruzei as pesquisas que fiz em Tokyo com as que estão aqui e estamos chegando mais perto. – Sorriu. – Ainda não achei o doador compatível, mas estamos progredindo.
- Isso é bom. – Disse sorridente. – Pelo menos a cura está chegando de um jeito ou de outro.
...
Depois de tomar café e um banho quente, Uruha estava de volta ao quarto, mas agora com as próprias roupas. Felipe examinava-lhe a região do cateter e trocou os curativos em volta do local antes de permitir que fechasse a camisa. Quando Viktor chegou com outros aparelhos para fazer checagens rápidas o hematologista saiu do quarto com os tios.
— Me chame de repetitivo: Como se sente?
- Repetitivo. – Riu. – Me sinto um pouco cansado, com o corpo mais pesado do que deveria. Acho que não dormi muito bem, mesmo que não tenha acordado.
- E também está fraco porque passou mal ontem. – Disse enquanto seus ouvidos treinados examinavam seus pulmões e coração com o estetoscópio. – Tente descansar bastante hoje e evite sair. Está com o sistema imunológico debilitado pela quimioterapia recente e o melhor é ficar em repouso e sem esquecer de comer.
Uruha assentiu.
— Também está com a pressão normal. – Retirou o aparelho do braço esquerdo do guitarrista. – Siga as recomendações e vai se sentir melhor dentro de algumas horas. Se precisar de alguma coisa é só voltar aqui.
- Hai. – Sorriu. – Obrigado por tudo.
Viktor devolveu-lhe o sorriso e o acompanhou até a recepção onde Akemi, Takashi e Felipe os esperavam. A Suzuki abraçou o filho e seu pai pegou-lhe a pequena mala que haviam levado no começo do dia para que ele pudesse tomar banho. Com um sorriso despediu-se de seus dois médicos e junto com Akemi acomodou-se no banco de trás do carro. Seu corpo pesava, mas Felipe havia deixado claro que era uma condição normal. Acabou apoiando a cabeça no ombro da mãe e sorriu ao receber o gostoso cafuné. Aquela fora a combinação perfeita para que acabasse cochilando enquanto voltava para casa.
xXx
A luz da manhã batera no rosto de Aoi e ele apertou os olhos ao abri-los dado o choque com a claridade. O ônibus ainda se movia e ele fitou a paisagem do lado de fora notando a diferença entre Tokyo e ali, concluindo que provavelmente estavam bem próximos do local. Kai àquela hora já estava acordado e dirigiu um 'bom-dia' baixo ao moreno. Aoi sorriu-lhe e devolveu o cumprimento, acomodando melhor o cobertor em si. Fitara as horas em seu relógio descobrindo não passar das sete e meia. Com um olhar que concordava com o do líder os dois se arrumaram em seus bancos, Aoi fechou melhor a cortina e ambos voltaram a dormir.
Acordaram as oito com Reita os chamando. Eram os últimos no veículo e se espreguiçaram antes de saírem.
— Esse será o hotel em que ficarão. – Disse o empresário. – Ruki e Sugizo já estão lá dentro e o sétimo andar é de vocês. As refeições podem ser feitas no salão ou em seus quartos e hoje a uma da tarde o carro vêm pegar vocês para os ensaios. Os Staffs já organizaram tudo no local do show.
- Certo. – Disse Kai enquanto os quatro andavam pela recepção. – Parece que tem outras pessoas aqui, mas as coisas estão calmas. – Koga assentiu. – O café vai ser as sete todos os dias e nós saímos daqui para ensaiar às oito, depois voltamos para almoçar e ensaiamos a tarde novamente.
- Exatamente. Hoje se puderem vão ensaiar até um pouco depois do horário por estarem livres agora e se precisarem sair podem ligar para os números de táxi que deixei com você – Apontou para Kai. – que eles vêm até aqui e depois os trazem novamente.
Os três assentiram para o empresário e pegaram as chaves de seus respectivos quartos. Cada andar continha exatos cinco quartos e uma decoração impecável e limpa. Era um ambiente tranqüilo como os três músicos puderam notar. Passaram por algumas pessoas que pareceram identificá-los, mas que não fizeram mais do que dedicar um sorriso. Seus corações relaxaram ao entenderem que poderiam andar sem problemas pelo hotel, e quando chegaram a seu andar cada um fora para seu respectivo quarto.
Em cada um deles havia uma grande e macia cama de casal com cabeceira acolchoada e um mosqueteiro pendendo do teto. Uma porta de vidro à direita, numa das extremidades da parede dava a um closet bem ventilado e outra ainda na mesma parede dava para o banheiro com direito a uma banheira de tamanho médio. Uma parte da parede da esquerda dava lugar para um nicho que compunha duas poltronas vermelhas de frente para uma tv e um pouco mais perto da porta havia uma penteadeira com um grande espelho.
Cada um arrumou rapidamente as coisas que haviam trazido de uma forma que deixava o lugar confortável, já que seria sua moradia por alguns dias. Depois tiveram o tempo livre até meio-dia, hora em que iriam almoçar. Reita e Ruki o fizeram juntos no quarto do baixista e os outros também resolveram ficar na companhia de si mesmos comendo sozinhos em seus aposentos. Um pouco depois saíram para o local do show.
...
Agora que os relógios marcavam duas e meia da tarde indicavam que estavam ensaiando há uma hora e meia sem parar. Seus instrumentos e a voz poderosa de Ruki ecoavam pelo local e tocavam com a vivacidade que existia em suas almas quando faziam um show. O frio não era presente ali, estavam concentrados em acertas as notas, em sentir o local e a música, em viver as letras e composições que fizeram durante aqueles nove anos e que perduraria até às oito e meia, horário em que haviam decidido parar para tentar compensar as horas perdidas na parte da manhã.
Sabiam então que por mais seis horas suas mentes e seus corações estariam voltados apenas para aquele ensaio intenso enquanto o resto da equipe trabalhava na parte da iluminação, os Staffs corriam com as camisetas com o rosto de Uruha, o empresário resolvia alguns detalhes com a produção e todo o conjunto trabalhava para mais uma vez tentarem chegar a perfeição e mostrarem uma apresentação digna a todos os fãs.
Ainda assim Aoi continuava com uma sensação ruim no peito.
xXx
Uruha acabou dormindo por boa parte do dia. Quando chegou em casa Akemi o acordou apenas para que fosse até seu quarto para descansar melhor. Acordou à tarde também com intermédio da mãe para que almoçasse, o que fez com certa dificuldade, visto que ainda estava enjoado, mas conseguiu manter o alimento no estômago. Ainda cansado, todavia, e com um pouco de frio, mas que não indicava febre, o guitarrista voltou para o próprio quarto para descansar mais.
Acordou realmente às seis horas quando tomou um banho e jantou com os pais. O clima estava agradável e Akemi não deixou de citar como o filho estava bem mais corado, os olhos mais vivos. Uruha sorria cada vez que recebia um elogio da mãe e naquele bom e leve momento entre eles o Takashima mal se deu conta de que havia comido tudo e estava bem.
Depois seguiram para a sala e decidiram ver um filme que Takashi havia comprado recentemente. Antes, porém, Akemi lembrou-se de um detalhe, e pegou um pacote de cor madeira contendo apenas o endereço e o nome de Uruha e o entregou.
— Kou-chan isso chegou mais cedo para você.
- O que será? – Indagou enquanto fitava curioso a embalagem.
- Não faz ideia de quem mandou? – Perguntou Takashi.
- Nenhuma. – Respondeu. – Mas, como só vou descobrir olhando eu vou lá em cima e depois volto para terminar de ver o filme com vocês.
Seus pais assentiram e Uruha encaminhou-se para seu quarto. Como já estava escuro ele ligou o abajur ao lado da cama que iluminava bem a parte que estava e abriu o envelope, fitando a entrada. Viu algumas coisas menores como se fossem papéis e um menor em que identificou escrita. Sem entender muito pegou primeiro o bolo menor e ao observar a primeira foto, reconhecendo imediatamente aquela Polaroid, seu coração apertou. Muito.
Era como se alguém o estivesse esmagando, apertando-o com força. Um desespero tomou conta de si e ele mal notou quando começou a respirar com certa dificuldade, pela boca.
Ele e Raphael estavam naquelas fotos. Na porta de casa, dentro do restaurante quando o loiro tocou-lhe uma das mãos, quando seus dedos alcançaram-lhe o queixo, dentro da casa de chá, e até mesmo o abraço que Uruha havia lhe dado. A foto fora batida em um ângulo que sugeria que ele havia beijado o loiro. Mal conseguia se manter são. As mãos tremulavam e as fotos foram escorrendo por seus dedos e se espalharam por seu colo e pelo chão. E automaticamente se lembrou há quem pertencia aquele padrão de Polaroid:
À máquina de suas irmãs. Ele se lembrava daquilo por causa do trauma de quando beijou inocentemente Reita e acabou guardando o pequeno quadrado por algum tempo. Chegou a pensar rapidamente que seria apenas algo para lhe assustar, visto que elas não conheciam o endereço de Aoi, mas assim que pegou a carta que quase deixou cair por suas mãos estarem tão trêmulas sentiu um nó se formar na garganta.
Sua dúvida esperançosa havia sido sanada: Elas enviaram a carta para a PSC. Provavelmente devem ter visto ele e Aoi juntos e fizeram o que aterrorizou o loiro: As fotos haviam sido mandadas para Aoi. E a carta digitada era em nome do moreno:
Apenas... Amigos.
É claro, um loiro bonito como Raphael e você me diz que são apenas amigos. Eu deveria ter adivinhado Kouyou, adivinhado que isso era uma mentira. Claro, porque eu sou apenas um guitarrista e ele é um empresário rico e bonitão, nem precisava de muito para saber quem você iria preferir. Ao menos você podia ter sido menos covarde.
Menos covarde e mais homem. Deveria ter me dito que o preferia. Aliás, se o ama tanto assim, porque me aceitou como namorado? Porque não joga as coisas que eu te dei fora, afinal de contas ele é rico, pode ter coisas bem melhores. Isso tudo foi para me provocar? Tem certeza mesmo que você foi abandonado pelos seus pais e tudo isso não é desculpa para mostrar que na verdade o verdadeiro vilão é você?
Afinal de contas quebrar corações está parecendo uma profissão muito boa para você, melhor até do que a guitarra. Tomara que seja expulso da banda, que o Sugizo te supere e você volte a ser o lixo que sempre foi. Aliás, você não devia nem voltar para Tokyo. Agora que a turnê começou eu espero que o Sugizo consiga te superar ainda mais, mas se isso acabar não acontecendo eu espero que você nunca mais fale mais do que o necessário comigo, porque eu não vou me dar ao luxo de responder.
Você devia morrer Kouyou, isso sim. Você deveria sofrer muito pra parar de querer enganar os outros. Tomara que você sucumba, que caia cada vez mais, que essa leucemia nunca se cure e você acabe morrendo. Cada coisa que a gente viveu junto, apague isso da sua mente, você agora é um conhecido de banda pra mim e eu vou esquecer tudo que te fiz. Sinceramente, nem precisa ligar para tentar se explicar, isso é muito claro.
E não espere mais nada de mim, porque eu estou quase saindo da banda, não quero mais olhar na sua cara.
Nunca.
Mais.
E agora é Shiroyama Yuu para você.
Uruha não soube descobrir em que momento sua respiração se tornou falha e agoniada. Quando a dor em seu coração aumentou, ou mesmo quando ele começou a chorar. O que ele sabia, no entanto, é que nunca havia sentido uma dor como aquela, nunca. Um grito necessitado se formou em suas cordas vocais, mas não chegou a se vocalizar. Cada vez que respirava sentia vontade de desaparecer para que aquela agonia, aquela dor sumissem.
Mas, cada respiração só mostrava como ainda estava vivo. Mesmo que desejasse não estar. Mordia o lábio inferior com tanta força que só parou ao sentir a dor aguda e o gosto de sangue em sua língua. Seu choro era contido, mas um som agoniado escapava por sua garganta e ele não sabia o que fazer ou como lidar com aquilo. Estava tão perdido, tão desnorteado. Seu Aoi, não... Não podia ser. Aquele homem que tanto amava não podia estar fazendo aquilo, era quase como surreal, seu chão se abriu junto com suas forças que foram arrancadas.
Sentia-se impotente, sua cabeça explodia de dor e a vontade de vomitar crescia ainda mais, e temendo fazer sujeira no quarto tentou se levantar... E caiu imediatamente no chão, batendo o rosto. Seu lábio maculado chocou-se contra o tapete, mas ele não se importava com isso. Suas pernas tremiam junto com todo seu corpo e ele já não sabia se vomitava ou o que fazia primeiro, estava desnorteado e com medo de irritar seus amados pais, acabou por se sentar no chão com dificuldade e começou a recolher as fotos com as mãos trêmulas.
Juntou tudo de qualquer jeito e colocou dentro da embalagem junto com a carta, praticamente se arrastando até sua cama. Conseguiu se deitar com muita dificuldade e só depois de apagar a luz e se cobrir até a altura dos olhos que ainda estavam inundados de lágrimas, dormiu, mas não sem antes se lembrar de que nem ao menos da turnê sabia. Fora conseguir se entregar ao mundo dos pesadelos chorando, quebrado, despedaçado por dentro...
... E abandonado.
Akemi o encontrou seis horas depois, a uma da manhã com o rosto absurdamente vermelho, tremendo, com o lábio inferior com resquícios de sangue e sujeira e com os olhos inchados. Com um grito chamou o marido... Vinte minutos depois dava entrada na emergência quando Viktor e Felipe se preparavam para dormir um pouco. A primeira reação do oncologista foi descer as escadas correndo, pouco se importando com a dor que surgiu em suas canelas e o pensamento de ódio na pessoa que fizera aquilo quando bateu os olhos em Uruha.
Dificilmente Viktor odiava alguém. Mas, quando Felipe fitou os olhos verdes cheios de ódio de seu companheiro teve certeza que o fato de ser baixo não coincidia com o tamanho da raiva que os orbes emanavam.
Notas finais
Takashima Yuumi ♥;
ninfanegra ♥;
ChunLi W Malfoy ♥;
Dayzeh Natsumi ♥;
Tsuki Senshi ♥;
Ringo-Sama ♥;
freeasabird ♥;
Saa Chan ♥;
Obrigada novamente pelos reviews tão lindos ♥.
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