Notas iniciais
Contagem regressiva: 01 para o fim.
Oieee pessoal *-*, tudo bem?
Eu acabei de chegar do curso, to acabada, mais moída que carne moída e vou atualizar o cap tão esperando depois do lemon AoiHa (imagino eu q), e quando voltar respondo os reviews do cap anterior que ficaram atrasados.
Esse cap vai de presente pra sensei, vulgo Miniminisan que eu vou conhecer dia 07 do mês que vem ♥, um presente simples para a grande Vijukei no Monogatari que é toda minha ♥.
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O próximo capítulo é o último e eu nem acredito que cheguei até aqui, parece que foi ontem dia 02 de Novembro de 2011 e eu tava postando o primeiro cap, pensar que caminhamos mais 58 capítulos e agora estamos aqui é muito especial.
Quero agradecer a todos que me fizeram alcançar 500 reviews, eu não teria conseguido sem vocês.
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Espero que gostem muito desse cap, eu vi três vídeos de pole dance para me situar e espero ter conseguido escrever algo bom. No último capítulo, que virá na quarta-feira SEM FALTA, eu adicionei uma foto ao final e no último review de vocês eu quero saber o que acharam qq.
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Mas, enquanto quarta não chega, aproveitem esse ♥.
Boa leitura.
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PS: Ta pouco betado e não sei se o lemon ta bom ;-;, me perdoam?

Aquele show havia sido marcante. Os cinco deram tudo que tinham, pularam com os fãs, fizeram mais fanservices que o normal, extrapolaram, gastaram todas as energias e agora estavam esparramados nos sofás do camarim, exaustos, com garrafas de água em mãos e alguns aperitivos para que não precisassem esperar o ônibus de barriga vazia. Aoi, que estava ao lado de Uruha, roçava discretamente seu mindinho ao do amado.

— Feliz? – Perguntou baixo, apenas para que Uruha conseguisse escutar. Ele assentiu veemente.

- Muito feliz. – Dedicou um sorriso à Aoi. – Só agora eu consigo notar o tamanho da saudade que eu tava sentindo disso tudo.

- E agora está de volta. – O moreno lhe devolveu o sorriso. – E se depender de todos nós vai continuar por mais nove, dezenove, vinte e nove anos. Pra sempre.

- Só faltou uma taça de champanhe ou de sakê pra comemorar.

- Isso é fácil de resolver. – Aoi discretamente se aproximou mais de Uruha, fitando-o com interesse. – Tem sakê e champanhe em casa. Taças também.

- Que convite. – Uruha piscou para o moreno. – Assim eu aceito.

Aoi lhe dedicou um sorriso de canto que não precisava de explicação ou palavra subseqüente. Ambos criaram um diálogo que abrangia aos outros três até que alguns minutos depois o empresário os chamou, avisando que já podiam ir. Cada mínimo detalhe desse era carregado de significados e emoções para Uruha. Aquela rotina quase lhe escapou pelas mãos, mas agora que a vivia novamente se sentia tão feliz que só faltava chorar.

Não o faria claro, mas estava alegre e se sentia livre novamente. Cada passo para dentro do ônibus tinha muito significado para si, passar por baixo da lona de proteção por causa da chuva... Apesar de o cansaço estava desperto e sentindo, vivendo cada ato daquele. Até mesmo se sentar no confortável banco era ainda mais especial do que o normal, apesar de ter relaxado como todas as outras vezes assim que regulou o assento. Aoi, claro, estava a seu lado.

— Não esqueci do convite. – Disse baixinho, fechando os olhos. Aoi o copiou.

- Nem eu, mas podemos descansar antes de chegar em casa.

xXx

Chegaram com a madrugada tingindo o céu com seu azul mais escuro e profundo. Havia poucas estrelas e a lua também não brilhava muito, estava tímida, mas ao todo era uma noite especial. Aoi e Uruha saíram um pouco sonolentos do ônibus, mas a chuva fina que caía combinava aos ventos frios até que atingiram a entrada do hall foi suficiente para lhes despertar e o 'convite' voltar à mente de Aoi. Assim que se viram dentro do elevador uma de suas mãos foi parar no traseiro do maior, que o fitou de imediato.

— Esqueceu do convite?

Uruha soltou um audível 'ahhhh' que levou Aoi a rir e o despertou completamente.

— Quase ia me esquecendo, que erro meu. – Riu. – Tomar champanhe, sakê, isso tudo leva à cama. Só basta saber se pra dormir ou não.

- Eu acho que dessa vez vai ser pra dormir. – Aoi riu. – Depois de um show como esse? Acho que eu só tenho força pra dormir.

- E brindar comigo. – Lembrou Uruha. Aoi lhe sorriu.

- Claro, e brindar com você.

Ambos se sentaram no sofá assim que chegaram ao apartamento de Aoi e pousaram uma garrafa de champanhe e outra de sakê sobre a mesinha de centro. Decidiram por cada um tomar apenas uma taça de cada uma das duas bebidas e então iriam tomar um banho e se deitar. As luzes da sala estavam apagadas e as cortinas afastadas, a luz da noite os iluminava.

— A nós. – Aoi ergueu levemente a taça com champanhe. Uruha bateu de leve a própria na do moreno.

- A nós, a essa volta definitiva, a nossa vitória. – Com um sorriso levou a taça aos lábios.

- E que vitória. – Completou Aoi.

Depois beberam uma taça de sakê e conseguiram se desprender das bebidas. Só não o fizeram de si mesmos quando foram tomar banho, e ali mesmo fizeram amor duas vezes. A primeira só em busca do prazer, para acender aquele fogo que explodiu todo em carinho em seguida quando eles mais se amaram do que completaram o ato em si. O sono havia ido completamente embora, apesar de o cansaço ainda estar em seus corpos.

A madrugada continuava alta do lado de fora e seus estômagos reclamavam por conta da fome. A coragem que tiveram de reunir para cozinhar fora sobre-humana, por conta de seus músculos estarem reclamando pela falta de descanso, que agora estava se tornando necessária. Seu alimento foi um rápido macarrão instantâneo que o devoraram com os olhos quase fechados, os hashis parecendo uma carga muito pesada para se manter no alto.

Quando seus corpos finalmente atingiram a cama ambos mal conseguiram se abraçar, cada um dormiu da forma que havia estacado no colchão.

...

No domingo pela manhã, como de costume recém-adquirido, Uruha acordou primeiro. Continuara na mesma posição em que se deitou e só agora notava como nem ao menos haviam se coberto direito e estava gelado. Cada um se esparramou de uma forma que ambos couberam no colchão, mas o edredom que forrava a cama estava largado no pé da cama quase caindo.

Uruha se espreguiçou e sentou na cama. Abraçou a si mesmo pelo frio, sentindo que o quarto estava muito frio, dando-se conta de que a calefação não havia sido ligada. Aoi também estava frio e circulando a cama até chegar a seu lado puxou o edredom para o corpo ainda em repouso, espreguiçando-se novamente antes de pegar algumas roupas em sua mala. Ainda estava cansado, mas queria organizar mais coisas no próprio apartamento que ainda estava uma bagunça.

Precisaria montar coisas pesadas e o corpo ainda reclamava um pouco, então não teve como evitar a careta de imaginar fazer coisas brutas ainda estando tão cansado. Apenas esse ínfimo pensamento lhe fazia sentir uma enorme preguiça que, combinada com a água quente que caía em seu corpo quase lhe obrigava a voltar a deitar e passar aquele domingo inerte.

Mas, isso não era algo que gostava de fazer. Ver as horas passar deitado em uma cama trazia-lhe um sentimento de repulsa, de asco. Depois que ficou doente isso ficou mais intenso e Uruha queria distância dessa dupla, que foi suficiente para lhe acordar enquanto se ensaboava e relaxava. Estava de costas para a porta do box e lembrou-se de quando foi passar aquela semana na casa de Aoi e o pegou tomando banho.

Corou com a visão do moreno nu e lembrou-se do susto que ele levou. Foi uma semana marcante, a primeira depois de estarem juntos e mesmo que não tivessem tido a oportunidade de fazer mais do que ficar abraçados, aqueles sete dias foram suficientes para deixar marcar em suas mentes e seus corações, e a situação do banho também ficou em suas memórias.

Agora essa mesma cena parecia se repetir. Olhava para o céu da pequena janela a seu lado quando mãos mais frias circundaram-lhe a cintura e o abraçaram com ternura, carregando um calor que não condizia com a tez tão fria. Aoi juntou o corpo nu ao seu que tremeu levemente com a cútis gelada, adentrando o espaço do chuveiro e fechando a porta de vidro fosco atrás de si.

— Assim fica bom tomar banho. – Depositou um beijo no pescoço do maior. – Até acordar fica mais fácil.

- Eu imagino. – Uruha tirou as mãos de Aoi de sua cintura apenas o suficiente para que conseguisse se virar, o abraçando ao terminar o ato. – Temos que fazer isso mais vezes, principalmente quando a gente precisar ir pra companhia.

- Provavelmente a gente chegaria atrasado todos os dias. – Aoi riu contra a pele do pescoço de Uruha, continuando a beijar ali enquanto ambas as mãos desciam para além de sua cintura. – Não acha? – Disse rouco.

- Vendo por esse lado... – Subiu uma das pernas até alcançar o quadril de Aoi, abraçando-o. O novo ângulo fez seus baixos-ventres se tocaram. – Tenho certeza que sim.

Aoi gemeu bem baixinho contra o pescoço de Uruha e pegou o sabonete da base na parede, passando pelas costas do maior. Começou com movimentos circulares e calmos, preenchendo toda a região que ia adquirindo um novo aroma, a fragrância que ia escapando pela barra branca. As mãos com veias aparentes do dono do apartamento foram descendo mais até alcançarem a parte anatômica que vinha logo depois das costas. Ali os dígitos passearam com firmeza, fazendo o caminho das nádegas de maneira lenta, chegando até as coxas onde se demoraram com vontade, a vontade que Uruha sabia que era fruto do desejo de Aoi por aquela parte de seu corpo.

E quando suas mãos alcançaram ali Uruha pôde notar que os dígitos praticamente triplicaram de calor. Aoi passava diversas vezes o sabonete ali sem pressa, fazendo caminhos imaginários que voltaram das coxas para as nádegas. O moreno fez bastante espuma com a mão que o ajudava e colocou a barra de volta na base. Automaticamente seus dedos baixaram para a fenda entre o traseiro de Uruha, insinuando-se ali, os dígitos movimentando-se sem pressa, focando a entrada que ainda não tinha todo o foco de sua atenção, mas que virou assim que a mão se viu livre da espuma e os dedos atrevidos se insinuaram para dentro, começando pelo indicador. Uruha arfou baixinho e pousou a testa no ombro de Aoi.

— Tem razão, a gente sempre chegaria atrasado.

...

Levaram uma hora no banho, fizeram amor sem pressa, sem preocupação com apartamento, com viagem a noite, com o tempo frio. Só pensaram um no outro naquele instante, amaram-se com vontade, deixaram seus sentimentos transparecer e quando estavam reunidos na cozinha para decorar a mesa de maneira saborosa da forma que sempre faziam para tomar café estavam tão leves que quase poderiam flutuar apesar de Uruha estar levemente incomodado por conta da ardência em seu traseiro.

— O Kai disse que horas a gente precisa estar na companhia hoje?

- Ás sete e meia. – Aoi respondeu, sorvendo um gole de chá verde. – O Koga-san sugeriu viajar a noite por conta dos ensaios, para não perder nenhum.

- Mas, será que a gente chega cedo lá? – Uruha se sentou de frente para Aoi e pegou uma torrada. – A não ser que alguém esteja pensando em chegar e já ensaiar, a gente precisa ao menos respirar quando descer do ônibus.

- E se instalar decentemente. – Aoi completou. – Mas, com essa garoa eu não duvido nada que a gente acabe mesmo se atrasando. Também espero que o Koga-san dê tempo pra gente.

- A gente arruma sem ele deixar. – Uruha disse, rindo.

Aoi compartilhou de sua risada e seus olhos caíram rapidamente para as pernas desnudas do maior. Com a calefação ligada, Uruha se muniu de um short que deixava até metade de suas coxas nua e mostrava um aspecto mais vivo, o mesmo Uruha de antes, aquele do qual se recordava dos bons momentos antes de ficar doente. Afora o cabelo que ainda estava extremamente curto, aquele Uruha de um ano e dois meses atrás estava de volta, bem e saudável.

E com frio. Assim que terminaram de arrumar tudo foram para a sala com um edredom e deixaram apenas suas cabeças para fora. Nunca tinham muito para fazer no domingo, às vezes nem ao menos no sábado, apenas quando ainda tinham trabalho que não terminavam na companhia e precisavam realizar no fim de semana. Afora isso sempre estavam 'à toa', às vezes saiam, às vezes ficavam em casa, mas sempre era uma rotina morna.

Ao menos até Uruha se lembrar de um detalhe crucial...

— Meu apartamento ainda está uma bagunça.

...

— Uma bagunça e tanto. – Aoi brincou depois de mais de uma hora montando o local. – Mas, claro que com a minha importante ajuda tudo está ficando lindo.

Uruha jogou uma 'bola' de três cuecas no namorado, rindo e o chamando de convencido. Naqueles sessenta minutos passados desde que haviam saído do apartamento de Aoi para ir ao da frente, ambos arrumaram boa parte das coisas que ainda estavam desorganizadas. Começaram pelo quarto, montando a cama e a cômoda, depois foram para a sala, onde colocaram os sofás, tapetes e outros objetos menores no lugar, e arrumaram a varanda, que agora Uruha terminava de arrumar com os menores. Aoi estava em seu quarto e agora com as roupas íntimas pelo chão resolveu guardar o que ainda estava fora de ordem.

Só então se deu conta de estar no canto mais íntimo da pessoa que mais amava. Nunca havia estado no quarto de Uruha, cada detalhe, cada material dos objetos pessoais era a primeira vez que passavam por seus olhos, desde o preto das portas do guarda-roupa até o marfim da estrutura da cama e dos criados-mudo. A cor da roupa de cama, dos objetos menores, dos porta-retratos... Cada ínfima parte daquele quarto passava a primeira vez pelo olhar de Aoi e ele se sentiu perdido, imerso naquele quarto, na intimidade de Uruha.

— Aoi? – Sentiu a mão do maior em seu ombro e virou o rosto lentamente, fitando-o. – Aconteceu alguma coisa?

Negou. – É só que... Eu nunca estive no seu quarto. Agora que pensei nisso.

- É mesmo... – Uruha se aproximou e fechou a porta do guarda-roupa. – Agora que falou essa é a primeira vez realmente. – Uma das mãos se entrelaçou com a de Aoi. – A gente podia ficar um pouco aqui, até precisar ir tomar banho, se trocar... As malas estão feitas mesmo.

Aoi o fitou, seus orbes se encontrando de maneira perfeita como Yin e Yang. Não precisou pensar muito para concordar e fechar a porta e junto com Uruha se enfiar por baixo de dois edredons e ficar ali abraçado com ele, enquanto o calor ia se acumulando sobre seus corpos e eles iam relaxando, os diálogos ficando cada vez mais baixo pra manter aquele ar gostoso e acolhedor que o ambiente estava exercendo sobre eles. Seus olhos automaticamente foram ficando mais pesados, mais difíceis de manter aberto. A mão de Aoi passeava com carinho pelo rosto de Uruha e o sorriso que lhe foi dedicado o inebriou de maneira gostosa e acolhedora, obrigando-o a se aproximar, a beijar-lhe os lábios de maneira lenta e carinhosa.

Apesar de estarem com sono trocavam carinhos, beijos rápidos, mas intensos, os dígitos passeavam com ternura pela tez, deixando marcas, afofando cada pedacinho de pele que alcançavam enquanto seus corpos estavam cobertos até metade do rosto, praticamente escondidos de qualquer ação exterior. Mal passava das onze da manhã, não tinham pressa em terminar nada, em aprontar nada para a viagem, a atenção era dignada apenas para o outro a centímetros de distância, sem máscaras os barrando, sem efeitos colaterais para colocar medo, sem problemas aparentes para se preocuparem... Apenas eles, e somente eles eram importantes naquele momento, não havia quem pudesse mudar aquilo, o importante era que estavam juntos, se curtindo, e sem que percebessem, adormecendo alguns minutos depois.

Quando acordaram, precisaram se arrumar com alguma pressa, já que apenas às cinco e meia se lembraram de levantar, mas ainda assim ficaram rindo do outro quando um passava correndo, pegando malas, enfiando roupas. Aoi ficou incumbido de chamar o táxi enquanto ainda se vestia e tinha uma toalha na cabeça, e Uruha colocou as quatro malas na entrada do apartamento do moreno, terminando de calçar o sapato. Respiraram fundo em simultâneo quando se encontraram prontos na sala. A calmaria daquela tarde estava totalmente longe de seus olhos e tudo parecia absurdamente caótico agora.

O fato de o interfone ter tocado alguns minutos depois ajudou a dar ênfase a esse pensamento. Cada um pegou as duas malas, Aoi fechou o apartamento e ambos foram de encontro ao automóvel que os levaria mais do que para a companhia, mas sim para o ônibus que os levaria para mais longe de Tokyo durante a noite que começava a surgir e estava ainda acompanhada por uma grossa garoa.

Quando chegaram aos portões do prédio Aoi deixou as chaves com o porteiro enquanto o taxista ajudava Uruha com as malas. Nenhum deles se importou de ir sem guarda-chuva até o carro, e quando finalmente se sentaram nos confortáveis bancos negros as roupas dos três estavam salpicadas pelas pequenas e geladas gotículas, que também tomavam conta das janelas laterais e do pára-brisa. Quando o homem deu a partida, Uruha e Aoi se olharam e suspiro baixo escapou pelos lábios do maior. Agora aquela paixão e todos os carinhos precisavam ser guardados em uma caixinha e deixados de lado enquanto ambos viraram os músicos Aoi e Uruha, e para a visão dos de fora, nada mais.

Apenas os que conseguiam observar realmente, como seus amigos, viam aquele fio vermelho que pedia sobre eles e se juntava nos indicadores de ambos em delicados laços, mas que eram fortes o suficiente para aguentar tudo como o fizeram, e manter os dois unidos em toda e qualquer situação. Mesmo que agora eles não pudessem mais se tocar como amantes não estavam estranhos, fitando o outro de maneira diferente, nem mesmo se sentindo mal. Achavam divertido aquele jogo de máscaras onde apenas os mais observadores conseguiam ver os olhares mais longos, os sorrisos verdadeiros, as mãos que bobamente se encontravam... Agora que Uruha estava de volta sabia que seria assim e achava divertido, era como se estivessem jogando realmente e às vezes arriscassem, como os sorrisos dedicados e longos e outras ações que poderiam entregar-lhes.

Afora que dentro do ônibus que os esperavam não teriam problema em sentarem juntos e ficarem abraçados. Para Aoi ia ainda mais além, quando eles desceram, meia hora depois em frente à companhia e os dois caminharam até a lateral indo de encontro ao gigante dos cinco, a foto havia sido trocada por uma com Uruha e Aoi sentiu nostalgia quando se lembrou da viagem que fizeram para longe de Tokyo e era Sugizo quem estampava a lateral do ônibus.

Agora, batendo o olhar demoradamente pela nova foto, Aoi podia sentir a força que os cinco representavam, estavam completos agora depois de tanto tempo separados, e mesmo que esse pensamento parecesse desagradável com relação ao que Sugizo representou para todos, Aoi não conseguia não sentir uma felicidade lhe atingindo. A cena era praticamente a mesma, apenas as pessoas invertiam. E por mais que Sugizo tivesse sido importante, Aoi não conseguia deixar de lado o sentimento de que agora tudo estava 'certo'.

— Vocês já chegaram também. – Kai sorriu para os dois e entregou dois pacotes, um para cada. – O Reita e o Ruki estão descendo e dentro dos envelopes tem uma carta do Sugizo-san. O Koga-san também chegou e em mais alguns minutos a gente sai.

Uruha assentiu e enquanto o motorista guardava suas malas e de Aoi, ambos abriram os pacotes, retirando um papel de caderno bem dobrado. No de Uruha ainda tinha uma foto autografada, que imediatamente o fez sorrir. Algumas palavras estavam colocadas no papel e mentalmente Uruha agradeceu pelos amigos terem encontrado alguém tão bom para lhes ajudar, e também agradeceu a Sugizo por tudo que fez, cada viagem, cada momento separado da família e dos amigos, da própria banda. Com certeza aquela foto autografada seria colocada num lugar bem especial em seu novo apartamento.

— Creio que podemos ir. – O empresário apareceu, chamando atenção de todos. Reita e Ruki vieram logo atrás. – Com essa garoa é bem capaz que cheguemos tarde lá, mas sobre qualquer ensaio não se preocupem, se a agenda precisar ser alterada vai ser por motivos aceitáveis, então quando chegarem vão sim se registrarem primeiro e arrumarem o que precisar em cada quarto.

Concordaram enquanto subiam as escadas do grande automóvel negro. Apesar do tamanho, com um local pouco iluminado ele passaria despercebido, também pelo fato das janelas serem escurecidas. A única parte colorida era a da foto e da logomarca da banda que apareciam com ênfase sobre aquele fundo escuro. Lá dentro os confortáveis bancos foram sendo preenchidos pelos seis, sendo que apenas Kai e o empresário se sentaram sozinhos, Aoi e Uruha, Reita e Ruki, como sempre, estavam em outro plano, sem precisarem se preocupar com fotos, murmúrios e qualquer outro detalhe irritante. Ali dentro podiam ser um do outro sem que tivessem receio com a pessoa do lado.

Assim, o ônibus partiu para mais uma viagem longa que passaria pelas rodovias tão conhecidas por todos de Tokyo, atravessaria Kanagawa e mais uma província para então chegar a mais um local para os shows, os dois antes do último na capital japonesa. Aquela turnê havia rodado boa parte do país e era tão grande quanto a outras que eles viveram em anos anteriores. Faltava pouco para completar um ano, assim como também estava chegando o primeiro ano do dia em que todos receberam a notícia de Uruha estava em coma.

O tempo passava depressa, pensar nesse assunto fazia parecer que apenas ontem o guitarrista maior ainda estava acamado e doente e longe da cidade. Ter passado quase um ano mostrava como as coisas estavam acontecendo rapidamente e que logo os planos deixados para trás estariam de volta à mesa, como o single inacabado e o cd que havia atrasado, mas não havia sido descartado. Algumas composições ainda precisavam ser feitas, mas para que não acontecesse caos entre tantas coisas para ser feitas o empresário determinou que os pensamentos se mantivessem apenas na turnê e em seu encerramento, para depois outras coisas se tornarem importantes para eles.

Apesar de que o importante agora era o sono que aos poucos ia se apossando de seus corpos e se agravava com o aquecedor ligado e os bancos confortáveis apoiando seus corpos. Até mesmo Aoi e Uruha que haviam dormido muito durante o dia não escaparam das mãos do sono e logo o ônibus se tornou um grande espaço silencioso que a cada instante ia se afastando mais e mais de Tokyo.

xXx

Quando Uruha abriu os olhos a primeira coisa que notou ao afastar um pouco a cortina de veludo foi o céu claro do lado de fora do ônibus que ainda estava escuro por contas das cortinas que bloqueavam totalmente a passagem de luz. Seus olhos caminharam pelos bancos e notaram que Kai, Reita e Ruki ainda dormiam. Apenas o empresário ele não podia enxergar e com o beijo que recebeu na bochecha soube que mais alguém estava acordado.

— Você e os seus 'bom-dia'. – Disse baixo. – Algo me diz que tem coisa a mais aí.

- Impressão sua. – Aoi riu baixo contra seu pescoço, depositando um beijo ali. – Só tentando agradar para receber a minha dança, sabe?

- Bem que eu desconfiei. – Uruha também riu comedidamente, e com uma das mãos acariciou a cabeça alheia. – Eu não esqueci dela, muito pelo contrário, tem coisas acontecendo que você nem imagina.

Aoi ergueu a cabeça imediatamente, fitando-o com um olhar curioso e desejoso.

— Planos às escondidas né? Quando ia me contar?

- Sei não. – Disse olhando para outro ponto qualquer enquanto enrolava uma mecha dos fios 'falsos' de sua peruca. – Aliás, não direi nada sobre isso, você vai ter que esperar.

Uruha riu com o bico que Aoi fez.

— Esperar quanto? – Perguntou manhoso. – Já esperei demais.

- Só mais um pouco. Na verdade só vai acontecer depois que a turnê acabar. – Uruha se recostou no banco novamente, encarando Aoi.

- Nesse ponto eu até concordo, a gente não precisa correr pra lá e pra cá, vai ser o começo das nossas férias. Acho que eu posso esperar. – Sorriu ternamente para Uruha.

- Mais que isso, também tem que ficar prontas algumas coisas, mas que não vem ao caso agora. Sobre as férias, eu sei que a gente vai estar no inverno, mas eu queria te levar para um lago. Você sabe patinar no gelo?

- Até sei. Faz tempo que não patino, mas sei. – Aoi o fitou curioso. — Agora, um lago?

- Sim, o lago Akai, minha mãe me deu o panfleto e disse que era um bom lugar pra te levar. Eu concordo, vão ser boas férias.

- O lago Akai? Ele fica depois de Mie pelo que eu me lembro. – Uruha fez que 'sim' – Eu nunca cheguei a ir lá, mas dizem maravilhas dele. Acho que eu gostei da ideia.

- Eu disse. – Vangloriou-se. Aoi riu baixo. – Mas, que tal a gente dormir mais um pouco? Depois a gente fala sobre qualquer coisa, inclusive sobre a 'promessa'.

O abraçou que Aoi lhe deu respondeu qualquer coisa. Ambos se aconchegaram de frente para o outro e adormeceram com os dedos entrelaçados enquanto o ônibus ainda se movia, quase chegando à cidade. Ao menos ainda todos podiam dormir mais um pouco enquanto o motorista torcia para chegar logo e ele próprio conseguir descansar um pouco que fosse.

...

— Que saudade disso tudo. – Uruha comentou com Aoi enquanto assinava o próprio nome no livro de registros e pegava as chaves de seu quarto com o recepcionista. – Parece que uns dez anos se passaram desde a última vez.

- Tudo isso? – Aoi riu enquanto pegava as chaves com outro recepcionista. – Se fosse tanto tempo assim acho que algumas coisas não-agradáveis teriam acontecido. – Disse enquanto ambos se encaminhavam com as próprias malas para os elevadores. — Não pode ser menos não? Por exemplo, o tempo que realmente durou?

- É melhor né? – Uruha sorriu. – Dez anos acho que até eu teria desistido.

- Por isso mesmo. – As portas se fecharam e Aoi ficou tentado a dar um beijo no maior, só então se lembrando que havia câmeras escondidas. – Não vamos pensar em coisas tão ruins, só que agora você está de volta e é assim que as coisas permanecerão.

Uruha assentiu com um sorriso. Ambos desceram no andar designado para a banda e cada um só foi para o quarto designado para si mesmo por aparência e necessidade de organizar tudo. Passariam duas semanas e meia ali e a melhor coisa a fazer era pendurar todas as roupas como estavam fazendo. Cada um em seu devido quarto, com seus pensamentos, suas ansiedades e impressões para o show de quarta-feira, suas peculiaridades que iam tornando cada quarto original e de faço distinção entre eles.

Mas, foi só deixar tudo organizado que Uruha logo se embrenhou para dentro do quarto de Aoi. Como haviam chegado na hora do almoço comeriam primeiro e só depois iriam para a casa de show, padrão entre as decisões que Kai tomava com o empresário. Aoi já havia pedido o próprio almoço, e como Uruha o estava fazendo naquele momento pediu que a refeição também fosse trazia para o quarto do moreno.

— A companhia nem deveria pagar pelo meu quarto, eu não vou usar ele. Só o guarda-roupa. – Sentou-se do lado de Aoi que verificava uma de suas guitarras antes de guardá-la no estojo e se voltar para si.

- Concordo. – Abraçou Uruha e o derrubou no colchão, postando-se por cima dele. – O banheiro você não vai usar, nem a cama, e até as roupas poderiam ser deixadas aqui. Quem sabe a gente não convence o Koga-san. – Lambeu os lábios. Uruha grunhiu baixinho.

- Acho difícil, mas não tem nem problema, acho que ele já sabia que eu não ia ficar muito tempo dentro do meu próprio quarto.

Ao morder o lábio inferior, Aoi baixou o corpo sobre o maior, beijando seu pescoço enquanto as pernas de Uruha abraçavam-lhe a cintura, acomodando-o melhor sobre ele. Seus lábios ainda estavam pressionando o pescoço alvo e foram se embrenhando mais para cima até alcançarem o lóbulo, mordendo ali. Uruha sibilou baixo de prazer e antes que pudesse agir ouviram batidas na porta do quarto seguido por 'serviço de quarto'.

Entreolharam-se com duas caretas desgostosas, mas atenderam com sorrisos os dois funcionários do hotel. Seus pratos exalavam deliciosas fragrâncias e apesar de terem sido cortados em um momento tão íntimo agora degustavam com vontade tudo que haviam pedido.

...

— Eu vou pegar as guitarras e te encontro no carro. – Uruha saiu porta a fora assim que entregou a bandeja de volta para o funcionário do hotel. Aoi assentiu para suas palavras e começou a se preparar.

Pegou as guitarras e colocou algo quente para poder sair do quarto aquecido. Foi até o banheiro para arrumar rapidamente o cabelo, e quando voltou para o quarto e se sentou na cama para poder calçar os sapatos viu um singelo e pequeno cartão branco perto da porta. Com uma expressão curiosa pegou o pequeno envelope branco com detalhes em dourado nas bordas e duas letras singelas no meio: T K.

Instintivamente abriu a porta, mas o que encontrou foi o corredor vazio, sem qualquer resquício de vida humana ali. Deu de ombros e sem ligar o nome a pessoa abriu o envelopinho e de lá tirou um papel todo em veludo vinho que tinha depressões por onde uma tinta dourada passava, colocando informações. Viu um endereço em específico, o nome de um hotel e só então entendeu que T e K eram as iniciais do nome de Uruha e aquele era um convite e ao mesmo tempo um aviso. O sorriso pervertido que se abriu em seus olhos não tinha preço, e mesmo sendo totalmente viciado e compenetrado em tocar guitarra, desta vez desejou que aquela turnê terminasse logo.

xXx

Um mês depois

A turnê havia se encerrado há uma semana e meia com um grandioso show no Tokyo Dome que estourou o tempo de três horas e deixou a todos inertes no camarim por conta das dores e dos incômodos de tocar tanto. Apesar disso nada era mais especial do que a alegria que eles sentiram, e mesmo tendo que dormir no camarim nenhum deles no dia seguinte se arrependia de nada, todos estavam felizes tanto por terem dado aquele passo com segurança, como por agora estarem de férias, férias de inverno até a segunda semana de Janeiro.

E claro, o que não faltou foram planos para isso. Kai praticamente migrou para a casa de Miyavi e lembrou que nenhum dos amigos conhecia Lovelie, que já estava com um ano e quatro meses e já havia caído da escada enquanto subia quase matando Miyavi do coração, por mais que não tivesse acontecido nada. Ela já estava totalmente sapeca e falava algumas coisas, como Kai e papai, e deixou o próprio pai indignado por ainda não falar seu apelido.

Reita e Ruki não tinham nada realmente planejado, mas não tinham tantas vontades de sair do país ou algo assim. O próprio Suzuki havia se encontrado finalmente com Felipe a sós e ambos foram até Kanagawa onde visitaram Akemi e Takashi e depois foram até a casa da mãe do médico. A surpresa de sua tia foi tão grande que ela quase não podia acreditar. Depois de tantos anos se culpando ela finalmente se viu livre das amarras na qual Akihiro havia lhe prendido e depois de uma tarde ao lado do filho e do sobrinho decidiu ir morar em Tokyo com Felipe.

Ele mal conseguiu formular um agradecimento para Reita, mas junto com Viktor preparou um quarto especial na casa que morava com o oncologista e deu um espaço mais aconchegante e cheio de paz para ela, diferente da casa em Kanagawa que agora era passado.

E Aoi e Uruha... Bem.

Naquela sexta-feira fria de novembro Aoi estava dentro de um táxi em direção a um hotel afastado do centro de Tokyo, numa área mais reservada para aquele tipo de estabelecimento que compunha apenas hotéis e motéis de luxo e ficava um pouco depois do bairro de Ginza num local calmo nas manhãs como outro qualquer. O que o diferenciava de outras partes dali era a movimentação intensa a noite que apesar de abafar qualquer som inadequado pelos quartos a prova de som ainda assim recebia muitos e muitos carros, dentre eles alguns táxis, com o que Aoi estava e havia acabado de parar num hotel que fazia jus ao nome e o carregava em um néon luxuoso: Red.

Aoi pagou ao taxista e saiu do veículo com a cabeça levemente baixa, passando pelo fofo tapete vermelho que recepcionava os hóspedes. Por dentro, na recepção, era todo no tom rubro combinado com branco e dourado. Tinha um aspecto muito caro com detalhes de ouro em cadeiras e apetrechos das roupas dos recepcionistas. A clientela também mantinha um ar elegante e como imaginou aquele não era mais do que um hotel caro, apesar de toda a luxúria que até a estrutura emanava.

Só que Aoi não sabia bem o que fazer. No cartão que recebeu alguns dias antes dizia apenas para esperar quando chegasse e era o que faria. Acomodou-se numa das poltronas, mas não demorou muito para que um dos recepcionistas viesse até si.

— Shiroyama-san? – Indagou baixinho. Aoi assentiu e o homem meneou a cabeça, chamando-o. – Vou te levar até seu quarto.

Aoi assentiu levemente e seguiu o recepcionista por um corredor com tons vermelhos e dourados, mas que em conjunto com a iluminação não deixava um ar impactante e erótico. O piso do elevador também continha um tapete, mas este era todo ornamentado assim como havia detalhes nas paredes gélidas do pequeno cubículo que, Aoi viu, o levaria para o último andar.

— Para a cobertura? – Indagou com surpresa.

- Sim, Kouyou-san me deixou avisado que era para levar o senhor até a cobertura e que nada devia interrompê-los.

- Mas, a cobertura deve custar uma fortuna.

O homem se virou para Aoi e sorriu.

— O dono deste prédio tem uma filha que gosta muito da banda de vocês, e Kouyou-san conseguiu autógrafos de todos para ela. Talvez o senhor não se lembre, mas é por isso que não vão pagar a cobertura e nada que tem ali, é um presente de volta ao que Kouyou-san fez para o dono.

Aoi não se lembrava bem de onde havia autografado algo assim, mas também não lhe parecia importante. Esperou pacientemente que chegasse ao andar da cobertura e com um aceno viu o recepcionista ser encoberto pelas portas do elevador. Pegou-se então vendo onde estava um corredor com uma única porta, dupla, com grandes puxadores verticais, banhados a ouro. A porta, que era branca, também tinha ornamentos em dourado, mas estes eram apenas fruto de tinta. Aoi caminhou até lá, seus passos sendo abafados pelo som de um fofo tapete. Conforme foi se aproximando um som começou a passar por seus ouvidos.

Era de um ritmo diferente do que estava acostumado, mais dançante e com um 'quê' erótico. Desde que chegara ali Aoi sabia do que se tratava, mas estar a apenas um passo de realizar um desejo que há mais de um ano imaginara era suficiente para arrepiar cada pedacinho de seu corpo. A chave em sua mão se encaixava perfeitamente na fechadura e ele abriu as portas com o coração disparado.

Empurrou ambas as portas até que elas se abriram por completo, revelando um grande quarto. As paredes eram num tom branco com detalhes em dourado e vermelho que criavam belas paisagens. Uma divisória feita de madeira repartia a parede em dois e a parte que ia do meio para baixo era toda preenchida por um papel de parede aveludado em tom vinho. No centro do aposento havia um sofá de três com nódulos espaçosos de cor vermelha, como se fosse as poltronas que acomodavam quem estava prestes a assistir uma apresentação. Atrás dele havia uma grande cama redonda coberta com um lençol de seda vermelho. Os travesseiros possuíam fronhas de mesmo tecido e cor.

Aoi adentrou o grande e rubro quarto e fechou as portas atrás de si, seus olhos então se encontrando com o palco que ficava de frente para o sofá. O som estava perto da porta e tocava uma canção que quase faria Aoi dançar sozinho se não estivesse hipnotizado pelo palco ali ostentando um solitário poste para pole dance.

Aproximando-se do sofá viu um bilhete que lhe dizia para ficar sentado ali. Não viu Uruha em nenhum outro lugar e sentou-se, se acomodando. Do banheiro, que tinha acesso por uma porta à esquerda da cama Uruha viu-se pelo grande espelho quadrado enquanto tirava a roupa 'comum' que daria lugar ao conjunto inteiramente vermelho. Despia-se sem pressa, fitando o próprio corpo que ficou coberto apenas pela cueca também rubra.

De dentro de uma sacola retirou primeiramente uma meia arrastão vermelha que ia até a metade de suas coxas e possuía uma barra larga para prender a cinta, que subiu em seguida, deixando na altura do quadril. Prendeu as duas meias e em seguida colocou o short de vinil que também terminava na metade de suas coxas, fechando-o e ajeitando o que precisou. Em seguida vieram as botas que terminavam um pouco acima do joelho e possuíam um salto grosso e não muito alto. Uruha precisou se equilibrar um pouco, mas não parecia algo difícil.

Subiu os zíperes de ambos os calçados, que por sorte não ficaram largos, tinham um bom espaço para que conseguisse dançar. A camisa era vermelha e também de vinil. A parte de cima era de zíper, mas abaixo do peito parecia um espartilho, do qual os fechos eram na frente e em aço. Uruha os fechou primeiro e deixou o zíper aberto, mostrando um pouco de pele e o relicário em seu pescoço junto com um segundo colar. A gola, que era um pouco alta ficou dobrada ao meio. Por fim, calçou as luvas (adivinhem de que cor) e colocou as próprias roupas dentro da sacola, deixando-as ali na bancada da pia.

Respirou fundo e arrumou os fios loiros sobre o rosto, usava uma peruca que havia mandado fazer sem que Aoi soubesse e saiu do quarto, encontrando o moreno sentado no sofá, virado para o palco. Como o chão era desprovido de tapetes suas passadas foram logo ouvidas e apesar de estar nervoso continuou andando. Sabia dançar perfeitamente bem e tinha consciência de aquele nervoso era passageiro e logo o Uruha mais leve e livre estaria ocupando aquele posto.

Quando passou pelo sofá Aoi ficou totalmente sem palavras, fitando-o de boca aberta e sem conseguir reagir. A música agora parecia muito mais erótica e juntando com Uruha que se aproximou do palco e logo em seguida do mastro de pole dance apoiando a mão ali deixou o moreno de olhos arregalados.

— U-Uruha?!

- Aoi... – Foi como se toda inibição tivesse ido embora. Uruha começou a girar lentamente com a mão que antes estava presa no mastro, as pernas deslizando perfeitamente pelo chão do palco. – Nós temos um acordo sabe? – Parou de costas para o moreno e deitou-se para trás fitando Aoi de cabeça para baixo. – Só para deixar a coisa mais apimentada.

- E precisa de acordo? – Apesar de ter sido pouca coisa Aoi se pegou batendo leves palmas para o namorado. – A coisa já tão apimentada.

- Só começou. – Uruha riu e se endireitou, caminhando até o moreno e pegando uma algema que Aoi nem viu estar ali. – Você... Não... Pode... Me... Tocar. – Disse pausadamente, apoiando uma das pernas ao lado do corpo de Aoi, pegando seus pulsos e colocando atrás das costas, algemando-os. – Só pra coisa ficar melhor.

- Melhor? – Perguntou com ímpetos de acariciar todo o corpo maior só com a boca. – Eu tenho certeza que a gente não vai precisar disso.

Uruha sorriu e voltou para o palco, pousando da mesma forma, desta vez apoiando uma das mãos na cintura enquanto a outra ia para o mastro.

— Eu vou dançar daqui e você vai ficar aí quietinho só vendo. Se vier aqui pra cima eu paro.

Uruha mandou uma piscadela para Aoi suficiente para que ele assentisse e mordesse o lábio inferior que ostentava novamente o piercing que havia tirado há algum tempo, como um dos pedidos que estava escrito no bilhete que recebeu que também pedia que colocasse uma fivela grande no cinto.

— Você é malvado comigo Uru. – Lambeu os lábios quando Uruha repetiu o gesto de rodar contra o mastro e parar de costas, desta vez virando-se sem fazer uma ponte. – Vai matar de tesão o seu pobre namorado daqui.

- Oh, bom e querido namorado se achar que precisa ir embora pode ir e eu ficarei aqui dançando para esse quarto vazio. – Levou uma das mãos para a testa dramatizando. Aoi riu.

- Nem se tivesse furacão eu ia. Não se preocupe que para o vazio você não vai dançar.

Uruha mandou-lhe outra piscadela e foi até o som voltando o cd e colocando na primeira música. Voltou para perto do mastro e mordeu sensualmente o lábio inferior. A seguir ergueu o braço direito à altura da cabeça, o rosto acompanhando o movimento. Segurou-se apenas com este braço e colocou todo o peso do corpo na parte esquerda, longe do mastro. Começou a balançar o próprio corpo, dançando em volta do mastro, como se o fizesse para ele.

Lentamente começou a andar em volta do objeto deixando a perna esquerda completamente fora do caminho enquanto movia apenas o pé direito e dobrava ligeiramente o joelho daquela perna. Quando terminou de dar uma volta completa fez um gancho com a perna direita, passando a esquerda para trás e colocando novamente todo o peso nessa perna abraçou o mastro com o gancho recém-formado. Começou então a deitar-se para trás como fizera no primeiro movimento, conseguindo um arco perfeito até o chão, fitando Aoi que o olhava com devoção e luxúria.

Aos poucos foi erguendo-se e baixando a perna enquanto a música ainda tocava. Aliás, essa palavra estava totalmente na mente de Aoi, ele sentia uma enorme necessidade de tocar Uruha, experimentar cada milímetro daquela pele coberta em partes pelos tecidos vermelhos. Aquela roupa deixava-o ainda mais sensual, o som característico do vinil fazia Aoi enlouquecer. Ele estava totalmente inebriado pelos movimentos sensuais do agora novamente loiro.

Uruha afastou-se do mastro apenas para voltar caminhando sensualmente. Segurou no objeto novamente com a mão direita, erguendo-a na altura da cabeça como antes, mas desta vez seu rosto não acompanhou, voltou-se, na verdade para baixo enquanto começou a andar ao redor do objeto erguendo bem as pernas do chão. Deu uma volta completa e quando iniciou a segunda deixou que apenas a plataforma da bota que ficava na frente embaixo do bico encostasse-se ao chão, ajudando-o a girar enquanto terminava a segunda volta.

Parou atrás do mastro enquanto ainda o segurava e se abaixou um pouco, mas voltou rapidamente, ainda não perdendo a sensualidade enquanto rebolava levemente até se endireitar totalmente, os olhos focados em Aoi. Deu passo para o lado esquerdo e ficou ao lado do mastro parando com a perna direita esticada e a esquerda levemente flexionada, erguendo o quadril para o lado direito. Aoi enlouqueceu-se com o movimento e estava tendo ímpetos de se levantar, mas sem saber o que queria afora se ver livre daquela algema e agarrar Uruha.

O Takashima então se abaixou novamente quase até o chão, levantando-se e invertendo a posição interior; a perna esquerda ficou esticada e a direita flexionada, o quadril elevado para o lado esquerdo. Rapidamente repetiu esse movimento, intercalando-o e parando com o quadril como iniciou elevado para o lado direito. Aoi sibilou em aprovação. Uruha então juntou as pernas e dessa vez movimentou apenas o quadril, elevando-o para a direita e a esquerda. Quando parou iniciou outro movimento pelo mastro erguendo bem os pés. Caminhou por ele todo uma vez, na segunda girando quando seu corpo passou por trás do objeto.

Parou do lado e segurou-se com o braço direito, esticando-o e voltando no mesmo instante, cada movimento de maneira leve e sensual, o vinil enlouquecendo Aoi com seu som do qual Uruha fazia questão de dar ainda mais ênfase, batendo numa das coxas. Aoi grunhiu aprovando. Finalizou repetindo o movimento anterior com o braço direito, dando um passo para o lado e parando com o quadril erguido para o lado direito. Sorriu sensualmente para Aoi e a música finalizou no mesmo momento.

— Absurdamente lindo. – Aoi mordeu o lábio inferior. – O Reita não podia ter te dado melhor castigo, não podia mesmo.

Uruha riu e desceu do palco lentamente sem se esquecer de rebolar. Foi até Aoi e o empurrou até que suas costas estivessem encostadas no respaldo do sofá. Em seguida subiu por cima de seu corpo apoiando-se nos joelhos e evitando se encostar no moreno. Iniciou um rebolado lento apoiando as mãos também no respaldo do sofá. Aoi se moveu, mas não encostou muito, já que também estava disposto a entrar naquela brincadeira erótica.

— Você ainda não viu nada 'guitarrista-san'. Eu tenho uma coisa ainda melhor e dessa vez mais perto para você, aposto que vai adorar. – Sussurrou perto de seu ouvido, ainda sem tocar-lhe.

- E você ainda quer que eu não te toque. – Aoi disse quase pesaroso. – Podia ser mais bonzinho comigo Uruha-chan. – Disse arrastado. Uruha saiu de cima de si e puxou uma cadeira, sentando-se de frente para Aoi.

- Mas, você está indo tão bem, pra que tanta pressa?

Uruha sorriu maliciosamente e aproximou o braço do rosto de Aoi, acarinhando ali num toque que não condizia com todo o ambiente erótico que reinava ali. Automaticamente sua mão foi descendo para a camisa de manga comprida e preta de Aoi que era fechada por um zíper na frente. Os dígitos embrenharam-se no fecho e foram descendo-o até a metade, a mão embrenhando-se por dentro da camisa, Aoi se arrepiando pelo toque do vinil da luva em sua pele.

Uruha então puxou a mão e saiu de perto de Aoi, voltando para o palco, segurando-se novamente no mastro para sua última e longa seqüência. No intervalo que havia programado uma outra música iniciou e Uruha deu uma volta em torno do mastro, rebolando e mexendo a cabeça. Fez um giro e encostou as costas no mastro, o braço direito parando acima da cabeça sem soltar. Separou as pernas o suficiente para girar cada uma delas enquanto a mão livre passeava pelo tórax coberto e ia até a virilha. Mandou um beijo para Aoi e abaixou o próprio corpo rebolando sensualmente enquanto a cabeça movia-se também e a mão se embrenhava pervertida pelo meio das próprias pernas e depois pela coxa esquerda antes de se levantar enquanto continuava rebolando.

Deu um pequeno passo para o lado e jogou o corpo para frente, a cabeça o acompanhando por último. Andou novamente em torno do mastro, desta vez com passadas mais largas e insinuantes que levaram Aoi a se perguntar o que viria, abrindo a boca e murmurando um 'uau' quando Uruha, na terceira volta enlaçou o mastro com a perna direita e deixou todo o corpo deslizar até o chão. Aoi grunhiu e se mexeu com agonia no sofá, seu baixo-ventre incomodado com a falta de toques ali.

Uruha parou com as pernas bem abertas e apoiadas no chão com os dois joelhos. Deitou-se em seguida e ergueu a perna direita, baixando-a e repetindo o ato com a esquerda. Quando a baixou ergueu bem o traseiro até ficar de frente para Aoi e, apoiando numa das mãos com o quadril longe do chão fez um movimento lateral de abrir e fechar as pernas duas vezes cada uma, sentando-se novamente.

Levou ambas as mãos para trás e ergueu as pernas, fazendo um movimento de pedalar, deitando-se novamente em seguida, repetindo o movimento com as pernas e erguendo o traseiro como anteriormente antes de se apoiar nos joelhos de novo antes de mencionar levantar novamente, dando um pequeno salto e pondo-se realmente de pé, levantando e esticando as pernas primeiro enquanto a parte de cima continuava abaixada. Aoi não se aguentou e se colocou de pé, aproximando-se do palco.

Conforme Uruha foi erguendo o tronco passou as mãos pelas pernas e coxas, voltando para perto do mastro e andando novamente a sua volta. Girou e ficou de costas para ele mais uma vez, encarando Aoi que estava perto enquanto erguia o quadril para os lados enquanto caminhava, mas desta vez deslizando-se com as pernas abertas e entre o mastro, as plataformas das botas patinando sobre o chão do palco.

Seu corpo foi baixando enquanto deslizava e quando chegou ao chão passou a mão livre pelo corpo, encarando Aoi com olhares sensuais, o moreno quase a ponto de subir ao palco e lhe prensar contra a parede. Fazia extrema força para não passar de onde estava e Uruha podia perceber isso pelos olhares quentes e luxuriosos carregados de desejo.

Para provocá-lo mais se levantou esfregando um dos saltos no mastro. Abaixou novamente com as pernas separadas e desta vez de costas para Aoi que se maravilhava com cada ato. Repetiu aquele ato de empinar o quadril. De costas o ato ficava ainda mais erótico, pois, seus glúteos estavam bem marcados pelo vinil. Aoi gemeu aprovando e Uruha virou o rosto e o encarou de esguelha, sorrindo pelo olhar desejoso sobre seu corpo.

Quando findou o ato caminhou novamente ao redor do mastro dando leves reboladas e desta vez esfregando sensualmente as pernas no objeto. Deixou-se deslizar com as pernas entre o mastro, mas desta vez não desceu tanto e voltou rapidamente, no impulso levantando uma das pernas esfregando-a pelo objeto metálico o mais alto que conseguiu, acariciando-a junto com o resto do corpo, o olhar voltado para Aoi.

Continuou girando pelo mastro, e repetiu o movimento anterior, desta vez ficando de frente para Aoi, acariciando sem pudores a própria coxa e a nádega direita. Escorregou novamente com as pernas entre o mastro, mas rapidamente se levantou e desta vez fez um giro e dobrou o corpo o máximo possível para trás, terminando de escorregar até o chão. Deitou-se por cima das pernas e, tocando o próprio corpo, levantou rebolando e finalizou a seqüência girando e ficando atrás do mastro, levantando uma das pernas para trás exatamente quando a música acabou deixando Aoi embasbacado.

— Isso foi...

Uruha sorriu.

— To meio fraco, mas tudo bem, agora meu convidado vai se sentar que o segundo presente vai chegar.

- E imagino que eu não possa te tocar ainda. — Disse, caminhando para trás conforme Uruha vinha em sua direção.

- Exatamente.

Aoi soltou um muxoxo, mas continuou andando. Quando sentiu as panturrilhas baterem no sofá se sentou. Uruha pegou a mesma cadeira e sentou de frente para si, as pernas bem abertas. Baixou o tronco com sensualidade e começou a abrir as botas, iniciando pela direta enquanto passava as mãos sensualmente pela perna ainda coberta pela meia arrastão. Começou a rebolar ainda sentado passando as mãos pelas coxas e subindo para o tronco, o dedo mindinho da mão direita subindo mais até seu rosto, onde ele abocanhou de leve. O baixo-ventre de Aoi foi pego por uma fisgada intensa e cada vez mais se fazia necessário tocar ali. Seu membro estava desperto e comprimido pelo tecido da calça e da cueca.

Como se não pudesse ficar ainda mais quente uma bomba atômica explodiu em seu peito quando Uruha baixou o rosto até o meio de suas pernas e esfregou-se ali, visando a tentativa de abrir a fivela com a boca. Aoi não notou quando prendeu a respiração, mas sabia que a temperatura de seu corpo havia aumentado de uma vez e só piorava conforme Uruha esfregava propositalmente o rosto ali. Para piorar ainda mais começou a passar apenas a língua, erguendo o olhar para si que despejava litros de luxúria por cada poro de seu corpo. Seu membro latejava e Uruha parecia saber daquilo, passando da fivela para a calça, mais precisamente onde se encontrava o zíper. Aoi jogou a cabeça para trás e arfou satisfeito, fechando os olhos em aprovação.

— Delicioso... – Disse arrastado, a voz sôfrega. Uruha sorriu em aprovação.

Levantou-se da cadeira e Aoi se endireitou ao não sentir mais o toque cálido, sendo surpreendido mais uma vez quando Uruha sentou-se com força sobre seu corpo chocando os baixos-ventres. Ambos gemeram em aprovação. Uruha passou a rebolar ali, mordendo o lábio inferior e não esquecendo de fitar Aoi e a jóia pendente em seu lábio inferior. Aproximou-se o suficiente para morder ali, juntando de uma vez os lábios com os de Aoi em um beijo necessitado e apressado enquanto o moreno continuava se movimentando para conseguir mais contato, as mãos desesperadas para se soltar, mas sem sucesso.

Ficaram ligados por uma linha de saliva ao findarem o ósculo, seus pulmões gritando por ar. Uruha já estava tão excitado quanto Aoi e também necessitava da mesma atenção que o moreno, mas não se tocaria ainda. Ao contrário, saiu de cima de seu corpo e voltou para a cadeira, abaixando-se contra o corpo do menor, o rosto roçando contra a fivela. Lambeu o objeto metálico e esfregou-se contra seu membro. Claro que apenas o provocava, já que não conseguiria realizar tal ato, mas apenas aquele contato intenso era capaz de fazer Aoi ter espasmos e gemer com necessidade de algo mais intenso.

— Ah... Ah se eu não estivesse preso...

- Eu sei. — Uruha ergueu o rosto para lhe encarar. – Mas, aí não teria a mínima graça.

Aoi praguejou baixinho. Uruha riu e voltou-se para seu membro totalmente desperto e aparente sob a calça preta, lambendo toda a extensão duas, três vezes antes de se endireitar na cadeira e espalmar a mão sobre a região, passeando ali sem pudores. Aoi estava com a cabeça jogada para trás e arfava satisfeito conforme os dígitos iam acarinhando a região íntima afora apenas passear por ela. A fivela continuava em seu lugar e Uruha a foi soltando aos poucos, jogando-a para trás. Nesse momento Aoi o fitou e o viu continuar o passeio por seu membro latejante antes de lhe provocar enquanto tentava abrir o cinto com apenas uma mão e propositadamente fazia pressão sobre a intimidade do moreno.

Aoi o fitava ansioso e deliciado, já sentindo o toque sobre a pele sem todo aquele tecido para atrapalhar. Uruha demorava de propósito e aquilo lhe era muito excitante, ver Aoi se contorcendo dolorosamente para receber atenção depois de tudo que fizera, de cada movimento da dança, dos estímulos intensos. Seu próprio corpo também precisava de atenção e estava tão dolorido quanto o do moreno, mas o menor receberia uma atenção mais do que especial. Uruha empurrou a cadeira para o lado e se ajoelhou terminando de retirar o cinto. O jogou para qualquer canto e massageou o membro de Aoi com os polegares conforme os outros iam desabotoando e calça e consequentemente baixando o zíper.

Aoi novamente não percebeu quando prendeu a respiração, mas o que mais lhe interessava era aquele toque de Uruha. Ergueu o quadril para lhe ajudar a baixar a calça junto com a cueca, trazendo junto os sapatos. Uruha deixou-os de lado e Aoi arfou em prazer ao sentir-se liberado. Seus olhos se encontraram com os de Uruha e o desejo que ele viu nos orbes chocolate o fez estremecer. Estava totalmente a disposição de Uruha e ele não hesitou, passando primeiramente os dedos, que já não estavam mais com as luvas, sentindo a excitação pele com pele. Aoi gemeu e o ficou observando enquanto seus dedos se fechavam como podiam sobre seu membro e o massageavam com vontade.

A glande já estava umedecida pelo pré-gozo e como se não fosse possível, mas novamente Uruha o surpreendeu, Aoi sentiu uma centelha explodir em seu peito conforme seu sexo foi engolido pela boca do maior. Uruha felava-o sem pressa e com muita devoção e vontade, demorando de propósito na glande que latejava em sua cálida boca. A língua passeava displicente por aquela parte tão sensível e Aoi não continha os próprios gemidos, seu corpo estava totalmente quente, esta quentura se acumulando toda em seu baixo-ventre, piorando quando uma das mãos de Uruha foi até seus testículos, massageando-os como podia. Aquela região parecia febril de tão quente e trêmula. Aoi simplesmente não podia mais aguentar.

Os estímulos eram fortes e contínuos e seu corpo todo tremulava. O apelido do maior escapava intercalado com os gemidos e a respiração descompassada de Aoi indicava que não precisaria de muito para explodir dentro da boca de Uruha, e definitivamente não precisou. Mordeu o lábio inferior para não gritar e suas costas formaram um arco ao gozar dentro da boca do namorado. Sua cabeça, que estava jogada para trás veio com força para frente a tempo de poder ver Uruha sorvendo toda sua excitação com vontade.

Aquela visão por si só foi suficiente para aumentar seu prazer enquanto sua respiração pesava e entrecortada tentava se recompor. Aoi suava e sua pele adquiriu um brilho único que o deixava ainda mais bonito sob as luzes medianas que vinham de pequenos nichos redondos no teto e iluminavam parcamente o quarto, mas de maneira que ambos pudessem se ver, afora a iluminação do chão que também era por pequenas partes redondas e que deram um brilho todo especial à Uruha. Ele se levantou ainda rebolando quando Aoi o fitou e sua excitação ficou visível pelo tecido de vinil.

Uruha então puxou uma correntinha do pescoço e se encaminhou para trás de Aoi, pegando seus pulsos e o libertando da algema. O moreno massageou as partes que ficaram presas e seu olhar caiu sobre Uruha que ainda permanecia atrás do sofá, o encarando com o mindinho entre os dentes, chupando-o e o mordendo.

— Guitarrista-san bem que podia me ajudar, to com uma coisa entalada aqui no meio.

Baixou o indicador apontando para o próprio membro. Aoi mordeu o lábio inferior e arrancou o que faltava de roupa, caminhando até Uruha, tomando seus lábios com ferocidade enquanto ambos caminhavam para uma das paredes onde o moreno prensou o namorado. Ali agarrou uma de suas pernas e subiu para a própria cintura, o tecido do short apertando ainda mais Uruha que gemeu satisfeito. Abraçou a cintura de Aoi e expôs o próprio pescoço que foi aceito de bom grado pelo Shiroyama que o atacou com chupões e mordidas, consequentemente uma de suas mãos chocando-se contra a coxa da qual a perna estava sobre sua cintura. Uruha gemia pelo som erótico.

Aoi compartilhou do gemido e começou a se insinuar contra a roupa do maior, animando-se novamente. Uruha gemia languidamente e seu membro gotejava como uma torneira mal fechada, gota por gota de maneira dolorosamente lenta. Afora a pressão que ainda sentia em seu pescoço, Uruha estava quase se desfazendo nas mãos de Aoi, seus gemidos não eram comedidos e ele clamava o nome do moreno sem pudores, fechando os olhos e erguendo a cabeça. Estava tão embargado em seu próprio prazer que o fato de Aoi ter findado o que fazia não lhe chamou atenção, mas se sentiu obrigado a olhar quando ele colocou as mãos no cós de seu short e então o loiro notou que ele estava abaixado e o encarava com um olhar luxurioso.

Aquele mesmo olhar que o dedicou momentos atrás agora o fazia arrepiar e as pernas tremular. Aoi aproximou-se o máximo que conseguiu e da mesma maneira lenta que Uruha o fez agora se demorava para desabotoar a peça de vinil e baixar o zíper, causando uma ansiedade anormal no Takashima. A vontade de ser tocado era grande e ele não podia evitar gemer somente com os pensamentos de Aoi o felando, o que já era uma visão digna de lhe fazer ter um orgasmo.

— Rá... Rápido... – Gemeu em agonia. Aoi sibilou e seu baixo-ventre gritou novamente. Apesar de ter sido tão torturado queria sentir o amado mais uma vez e baixou seu short, gemendo aprovado ao ver a cinta liga, e principalmente a excitação que jazia por baixo dela. Sem pressa soltou as ligas das meias e puxou a cinta junto com a cueca, libertando Uruha. Ele gemeu aliviado e levantou os pés conforme Aoi ia retirando as peças, seguidas do par de meias. Faltava-lhe apenas a camisa, mas não era de interesse de nenhum dos dois, era apenas um detalhe. Aoi estava mesmo interessado no membro gotejante e o envolveu de uma vez, sentindo os dedos de Uruha se fechando sobre seus cabelos. Suas pernas tremularam no mesmo instante e seu baixo-ventre já formigava em aceitação pelo toque cálido, não duraria muito nas mãos de Aoi.

Nem nas mãos e principalmente em sua boca. O piercing roçava contra seu membro e como um déjà vu viu Aoi massagear sua intimidade e se focar apenas em sua glande umedecida, sorvendo-se dali com vontade enquanto seu membro ia enrijecendo novamente. Podia sentir Uruha latejar em sua boca, seu sexo parecia ficar mais rígido cada vez que sua glande era atingida por sua língua, e como se não bastasse também dedicou alguma atenção aos testículos do loiro, massageando-os. Uruha grunhiu alto e mesmo que não quisesse machucar Aoi simplesmente não conseguia largar seu cabelo, era como se os fios fossem um apoio enquanto suas pernas tremulavam ainda mais e seu prazer parecia preparado para ser jorrado na boca do moreno.

Era prazer demais para conseguir se segurar. A boca de Aoi era como um vulcão, tão quente que Uruha se sentia queimar. Mas, queimar de uma maneira tão gostosa, tão acalorada que não podia estar em melhor situação. Todos os seus sentidos estavam anuviados ele não enxergava mais do que o prazer sob seus olhos e explodiu na boca de Aoi mordendo o lábio inferior e contendo o gemido mais intenso de sua vida. Suas pernas estavam falhando e Aoi sorveu com vontade seu prazer antes de levantar e o apoiar, deixando que apoiasse a testa em seu ombro. Sua respiração estava tão falha quanto a do moreno quando chegou ao próprio orgasmo e o calor foi aos poucos se dissipando de seu baixo-ventre, apesar de ainda continuar por todo o corpo.

Não era como se tivessem encerrado ainda. Uruha deu o tempo que o corpo precisava para se recuperar, mas ao ver Aoi novamente excitado não se conteve, juntou ambos os membros e os masturbou em simultâneo. O toque repentino pegou o moreno de surpresa, mas logo a excitação começou a crescer novamente entre eles. Com a mão livre Uruha abraçou o pescoço de Aoi e ambos iniciaram então um beijo mais lento e sentimental, depois de todos aqueles toques quentes e despudorados agora queriam dar e receber um pouco de amor e carinho puro e aquele ósculo representava tudo isso.

Carinho, amor e ternura num ambiente ainda preenchido por ares altamente pervertidos que poderiam pegar fogo com um simples toque, uma simples faísca e tudo aquilo explodiria. Eles estavam divididos entre o prazer e o amor, mas sabiam que ali naquele momento o prazer ainda reinaria, mas não tinham problema com isso. Findaram o ósculo e se encararam com aquele fogo em seus orbes, os dois membros novamente rígidos sobre a mão de Uruha que, com um único olhar para a cama disse tudo que Aoi precisava saber. Ambos se agarraram novamente com fervor e foram caminhando a esmo até a cama, mais interessados em se tocaram do que chegarem a ela realmente.

Aoi que podia ver melhor fitou-a apenas de relance, mas suficiente para que parasse apenas para não se machucar e não machucar Uruha. Quando as panturrilhas do maior alcançaram-na o próprio Takashima abriu a veste de cima, jogando-a num canto. Eles se atracaram pela segunda vez e Uruha se deixou cair no colchão redondo e macio, suas pernas sentindo o toque macio da seda enquanto ele ia se encaminhando para o meio da cama tendo Aoi em se encalço que ia engatinhando junto.

Ambos não queriam toques que descessem por suas anatomias até o meio de suas pernas. Eles queriam o ato em si, o sexo consumado da forma como seus olhos diziam que deveria ser e eles não precisavam vocalizar apenas agir, que foi o que Aoi fez. Pegou o pote de lubrificante que havia em cima do criado-mudo, não coincidentemente sendo da cor vermelha e despejou o líquido grosso e rubro sobre dois dedos. Uruha, sem precisar dizer ou ouvir nada abriu as pernas e as segurou enquanto Aoi levava ambos os dígitos para a fenda entre seu traseiro, melando em volta e insinuando os dois de uma vez.

Uma de suas mãos, como não podia deixar de ser, foi parar numa das coxas fartas do loiro. Este fez uma careta desgostosa ao sentir tanto volume de uma vez dentro de si e fechou os olhos tentando relaxar enquanto os dígitos iam se forçando com pressa e calma ao mesmo tempo, de uma forma que apenas ele conseguia fazer. As primeiras falanges passaram com a dificuldade que imaginou encontrar e Uruha arfou em desgosto, tentando não se exasperar e fazer algum movimento impensado. Aoi ia forçando com calma e quando adentrou por inteiro Uruha arfou aliviado.

Os dedos permaneceram inertes e Aoi despejou mais lubrificante perto da entrada espalhando com o polegar. Foi aos poucos puxando os dedos de volta até sair apenas o médio, sobrando ainda o indicador dentro do canal quente. Com apenas ele Aoi o envolveu com o lubrificante remanescente da entrada e iniciou movimentos de vai e vem dentro de Uruha com um espaço que o permitia fazer de maneira rápida e até se tivesse ângulo, alcançar a próstata. Afora isso era incrível como aquele canal desejoso era quente, parecia que todo o calor de Uruha se acumulava ali e aquela não seria a primeira vez que Aoi se veria envolto por tanta quentura.

A face de Uruha agora era de aprovação e seus olhos estavam novamente abertos, encontrando os de Aoi. A luxúria de que os orbes negros emanavam era tão grande que se perder ali o faria ter orgasmos múltiplos sem que precisasse de qualquer estímulo. Aoi era inteiramente quente, não havia um único espaço de seu corpo que não o fosse. E Uruha gostava de se perder ali, gostava de tocar em sua pele quando o assunto era sexo, mas o que se passava em sua mente era diferente do que tinha planejado, pela última vez naquela noite fria da metade de novembro queria surpreender o amado e encerrar aquele dia com uma chave de ouro vermelho com detalhes dourados.

E podia começar pela camisinha. Quando o moreno o preparou e retirou os dois dígitos de dentro de si, Uruha se sentou na cama e pegou as duas embalagens vermelhas que antes estavam ao lado do pote de lubrificante. Destacou a embalagem, o que para Aoi já pareceu a visão do paraíso, e a abriu, pegando a camisinha. Ela também era vermelha, mas não tinha cheiro, era apenas lubrificada com o líquido vermelho. Uruha a ajeitou e colocou na boca, chamando a atenção de Aoi, deixando-o curioso. Empurrou-o com cuidado para que apenas se sentasse e ainda tendo toda sua atenção, baixou o rosto para o meio das pernas do menor, segurando o membro com uma das mãos enquanto a boca o ia envolvendo e o calçando com a camisinha.

Aoi o fitou embasbacado, cada pêlo de seu corpo arrepiado. Aquele ato tão luxurioso fez seu baixo-ventre latejar e a coisa foi de 'mal à pior' quando Uruha o fitou com um sorriso nos lábios e os lambeu, para então virar de costas para si e em vez de deitar, postar-se de quatro sobre a cama. Aoi grunhiu alto e se ajoelhou na cama colocando-se atrás do maior. Masturbou-se um pouco e separou as nádegas de Uruha para então ter a visão de sua entrada toda lubrificada. Seu membro praticamente gritava por aquele espaço e aos poucos Aoi o foi penetrando, desta vez com mais cuidado para não machucar o loiro.

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Uruha, por sua vez estava mais interessado no prazer do ato do que na dor que poderia sentir e movimentou o quadril para que Aoi fosse mais rápido. Por um instante o moreno até achou arriscado, mas com confiança o foi fazendo sem parar, gemendo em aprovação. Uruha também gemeu com o volume dentro de si e desta vez não havia dor, apenas prazer... Um prazer que ia aumentando conforme Aoi ia se movimentando, ia se enfiando com força dentro de si, chocando o baixo-ventre contra seu traseiro, criando aquele som erótico e apreciativo por ambos. Eles estavam totalmente enxarcados com prazer e o suor ainda reinava sobre sua pele, alguns fios de seus cabelos estavam por seu rosto, todos frutos dos atos anteriores que agora geravam estes sem pudores e com ares carregados de erotismo e luxúria sobre ambos. Aoi se insinuava contra o traseiro de Uruha com vontade e desejo acumulado levando a cama a ranger com o ato.

— Mais... Ahn... Aoi... — Uruha gemia seu nome de maneira alta, com clamores que eram aceitáveis por serem os únicos daquele andar. Agora Aoi entendia o porquê de tal escolha e se arrepiava da cabeça aos pés, gemendo tão alto quanto o maior. Quando atingiu sua próstata Uruha não aguentou o peso nos braços e se deixou cair, empinando ainda mais o traseiro. Aoi gemeu aprovado pela visão e com seu baixo-ventre formigando e os gemidos de Uruha explodindo em seus ouvidos não conseguia pensar em mais nada, estava completamente tomado de tesão, investindo forte contra o loiro, arrancando gemidos exasperados de si enquanto ele próprio não sabia se também o fazia ou continuava prolongando o próprio prazer e o de Uruha. Ambos os baixos-ventres estavam formigando e aquele segundo orgasmo veio tão forte quanto o primeiro, ambos usando todas as energias que ainda lhes restavam para terminar o ato tão prazeroso. Aoi se movia mais lentamente contra Uruha prolongando o prazer de ambos. Apenas quando nenhum deles se agüentava mais foi que se deixaram cair no colchão redondo. Suas respirações estavam entrecortadas e apesar do frio do lado de fora eles estavam com calor. Os resquícios do prazer de Uruha jaziam em sua barriga e os de Aoi na camisinha.

Com alguma coragem conseguiu se sentar na cama e retirar o produto de sua intimidade, dando um pequeno nó e deixando sobre o criado-mudo. Quando se deitou Uruha já estava de olhos fechados.

— Já dormiu? — Indagou enquanto acarinhava seu rosto. Ele negou.

- Mas, vamos conversar sobre isso amanhã. — Abriu os olhos e fitou Aoi. — Antes que eu fique com vergonha e saia correndo feito uma mocinha.

Aoi riu e beijou sua testa. Depois colocou o edredom que havia do seu lado da cama e estava no chão sobre ambos até suas cinturas.

— Você quem manda.

Uruha sorriu cansado.

— Boa noite koi.

- Boa noite meu amor. Amo você.

Aoi desligou o abajur e ambos finalmente adormeceram.

Notas finais
Takashima Yuumi ♥;
Bill e Tom Kaulitz LoveForever ♥;
ninfanegra ♥;
ChunLi W Malfoy ♥;
Kotori ♥;
Su Shibasaki ♥;
Melka ♥;
Dayzeh Natsumi ♥;
Yuuki Chibi ♥;
freeasabird ♥.
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Não é muito, penso que não é quase nada comparado a grandiosidade de vocês, mas não posso fazer muito mais, então apenas digo: Obrigada.