Notas iniciais
Contagem regressiva: 04 para o fim.
Geeeente, vim 3 horas mais cedo auhahuauhauhauh, eu não me aguento e os reviews lindos me fizeram vir agora ♥, quero ver quem vai comentar primeiro -qqq.
Nee, finalmente chegamos aqui, queria agradecer a todos por isso, se não fosse o apoio de cada um dos que comentam eu não sei se teria chegado até esse momento, foram 55 capítulos antes desse e tanta coisa aconteceu que eu só consigo dizer 'obrigada' a todos vocês por isso. Esse capítulo não é meu, eu amo demais o casal, mas JESSICHANN, MELKA, FREEASABIRD, CHUNLI W MALFOY, SAA CHAN, DAYZEH NATSUMI, ALINEVKEI, BILL E TOM KAULITZ FOREVER, NINFANEGRA, TAKASHIMA YUUMI, TSUKI SENSHI, KOTORI, RINGO-SAMA, LUCY BABALU, YORI SUZUKI, TAKASHIMA KOU, SOOKY, SU SHIBASAKI, LYNCIS, LITHA-CHAN E TODOS QUE JÁ COMENTARAM: ESSE CAPÍTULO É PARA TODOS VOCÊS, O MAIOR LEMON QUE EU JÁ ESCREVI E O QUE ME FEZ DIZER: FINALMENTE, QUANDO TERMINEI. ELE É ESPECIAL PRA MIM E VOCÊS SÃO ESPECIAIS PRA MIM.
Tenham uma boa leitura e obrigada a todos por tanto amor e carinho, eu amo vocês ♥.

Uma semana depois

— Cara, o outono mal chegou e já ta todo esse frio... – Reita comentava enquanto seus olhos fitavam a pesada chuva caindo do lado de fora da companhia. Os aquecedores haviam sido consertados há alguns meses e por mais que as estações frias mal tivessem começado, um frio inesperado já tomava conta da cidade.

- Nem comenta que eu fico com frio. – Aoi redarguiu abraçando a si mesmo. Nem o casaco pesado que usava era capaz de ajudar. – Agora só falta começar a nevar também.

- Do jeito que as coisas estão eu não duvido de nada. – Disse Ruki. – Bem que a gente podia ficar em casa nesses próximos dois shows. Vão ser aqui em Tokyo mesmo.

- E nós vamos. – Kai apareceu com alguns papéis em mãos. Estava tão agasalhado quanto os outros. – O Koga-san acabou de me dizer que o teto da casa de show ruiu, se os instrumentos estivessem lá junto com alguém a pessoa teria morrido e tudo estaria destruído.

- Então nós demos muita sorte em não mandar as coisas tão adiantado. – Reita comentou com espanto. – A vida de uma pessoa não tem discussão, mas se os instrumentos tivessem sido destruídos eu nem posso imaginar o tamanho do problema que a gente teria.

- Me dá dor de cabeça cogitar isso. – Respondeu o líder. – Pelo menos esse show de sábado foi cancelado. O da semana que vem não se sabe ainda.

- De certa forma não faz mal. Só de me imaginar na minha cama bem quentinho já me dá uma alegria.

Ruki falou, abraçando-se. Os outros riram e decidiram que ensaiar era a melhor coisa. Mesmo que não precisassem estariam tentados a fazê-lo por conta do frio. Mesmo na sala de ensaios podiam ouvir a chuva, que caía implacável sobre os prédios da companhia. Só de se imaginar estar do lado de fora com toda aquela água acompanhada de ventos fortes fazia qualquer um se arrepiar. Somente quando estavam concentrados e coordenados entre si foi que aquele mau tempo deixou de ser parte principal de seus pensamentos para que a música falasse mais alto, e assim permanecesse por horas a fio.

...

Algumas delas mais tarde, quando os relógios marcavam sincronicamente cinco e dez da tarde, Aoi e Ruki normalmente arrumaram as próprias coisas – Já que haviam sido liberados. – e o vocalista chamou o amigo para 'saborear uma torta de chocolate' que, na verdade, tinha o formato de umas das quatro perucas idênticas de Uruha (já que haviam conseguido mais uma réplica) e sabor de fio de cabelo verdadeiro.

Vendo desse ponto, uma nojeira. Mas, para o momento que viviam era como o paraíso, melhor ver aqueles quatro modelos que automaticamente se encaixavam na cabeça do guitarrista do que saborear todas as tortas de chocolate do mundo. Ruki se virou para Aoi.

— Eu conversei com as cabeleireiras e elas acharam melhor que as perucas fossem levadas pra casa, para não correr o risco de alguém entrar aqui e ver os modelos.

- E cada um vai ficar com uma?

- Na verdade eu pensei em você ficar com todas. – Ruki respondeu enquanto penteava os cabelos com os próprios dedos. – Eu não sei por que, mas ando com a impressão de que o pon pode chegar quando a gente menos espere.

Ruki não tinha mesmo como ter certeza. De acordo com os pais de Reita, Uruha ainda estava por lá se tratando e o fato de ter sido liberado para ir embora agora que estava curado foi omitido das palavras de ambos por pedidos do próprio Takashima. Disse que gostaria de fazer uma surpresa e o que os quatro em Tokyo sabiam era que ainda estava se tratando e estava bem. A segunda semana de setembro havia começado, e mesmo que uma preocupação começasse a reinar entre o empresário e os quatro que sabiam da possível volta, Ruki ainda estava desconfiado, e costumava acreditar no que 'as pulgas atrás de suas orelhas' tinham mania de dizer.

Aoi, por fim, o encarou com um sorriso tímido.

— A gente só precisa sair daqui com elas sem causar alarde.

Ruki lhe sorriu abertamente e retirou de uma das gavetas das cinco penteadeiras próprias para camarim duas sacolas pretas e largas que, apesar de terem as laterais e os fundos bem marcados e firmes, como se fossem sacolas de shopping, tinham zíperes internos que eram escondidos, pois, não começavam na parte de cima, rente as alças, e sim mais para baixo, onde passavam a impressão de não existirem.

Mas, que guardariam perfeitamente as quatro cabeças de manequim com as perucas de Uruha. Ruki cuidadosamente passou toucas de renda por cada uma delas para preservar os fios e com ajuda de Aoi colocou dois pares em cada sacola. Ambos fecharam os zíperes e o guitarrista pegou as duas, saindo com Ruki daquele quarto estreito, onde os equipamentos de maquiagem e cabelo ficavam guardados, sendo-os apenas das maquiadoras e cabeleireiras da banda.

— Acho que agora nós merecemos aquela torta de chocolate.

Ruki fitou Aoi e sorriu-lhe, concordando.

...

— Nem esperaram a gente, que pilantras. – O vocalista comentou, batendo as mãos nas coxas. Aoi riu divertido.

- De certa forma foi bom, assim não precisamos ir embora como fugitivos.

- E eu ainda sei chegar na casa do Reita. – Ambos riram e Ruki foi até a janela, ficando na ponta dos pés para observar a rua. – Fora que com essa chuva a gente até conseguiria ir embora fazendo barulho que ninguém iria ouvir.

- Tem isso também. – Aoi respondeu, pegando o estojo da guitarra. – Aliás, to achando que nem o segundo show a gente vai conseguir fazer.

- Menos mal, mais chance para o pon voltar.

- O que você realmente acha que vai acontecer. – Aoi o fitou e sorriu. – Essa sua intuição ta quase passando pra mim.

- Já deveria ter passado, tenho certeza que ele aparece antes de essa turnê acabar. Talvez até mesmo antes de esse mês acabar.

Aoi desejava que sim. Compartilhava com fervor aquele desejo de Ruki, tanto para sanar aquela saudade de oito meses separados, quanto para ver Uruha bem finalmente e compartilhando de um palco com todos eles de novo. Talvez Ruki estivesse certo com relação a ficar tão esperançoso quanto à volta do guitarrista, mesmo que não tivesse certeza de quando ela aconteceria. Era um desejo forte, uma vontade de mudar mais aquele ano que continuava gélido pela distância entre eles. Se fossem contar desde a descoberta da doença, Uruha estava distante de tudo há um ano e dois meses, muito tempo para quem compartilhou com todos eles nove anos de um sonho.

Agora, enquanto Aoi guardava as sacolas no banco traseiro de seu carro e acenava de longe para Ruki que estava saindo do estacionamento da companhia, pensava em como a volta de Uruha era mais do que matar a saudade de alguém que tanto amava. A volta dele representava uma vitória contra uma guerra que mesmo tendo apoio de muitos outros só podia ser vencida pelo próprio ex-loiro. Se sua força de vontade, se o desejo de vencer começasse aos poucos ser apagado por todos os problemas da leucemia e ele desistisse talvez não estivesse mais ali com eles. Se Aoi podia dizer que fizeram algo foi dar apoio para que as chamas da esperança não se apagassem, mas todo o trabalho foi de Uruha.

E pensando nele enquanto guiava pelas ruas encharcadas pela chuva Aoi se perguntava como seria seu encontro quando ele voltasse. Estavam juntos e isso era inevitável, imutável. Seu amor era forte e intenso e nenhum deles duvidava do outro. Nem mesmo ao ver as fotos Aoi duvidou que Uruha o tivesse traído, mas seu relacionamento quase não havia tido uma mudança, o que marcou foram os dias em que Uruha ficou em seu apartamento. Mas, e quando estivesse curado e ambos pudessem fazer o que tanto desejavam como agiriam? Talvez o choque da realidade lhes atingisse, talvez deixassem todo e qualquer detalhe para fora e aproveitassem a sua maneira aquela volta.

E mais do que isso, quando aconteceria? Demoraria demais, estaria mais perto do que Aoi podia imaginar? Agora aquela esperança de Ruki se enraizava ainda mais em seu coração e a vontade que o Takanori tinha de ver o amigo passar pela porta que sustentava um emblema com o nome da banda com seus dois estojos de guitarra ficava ainda mais forte, mas talvez não para que aparecesse na companhia exatamente, mas para que atravessasse as portas de seu apartamento e dissesse: Agora é para ficar.

Sábado daquela mesma semana

O friozinho gostoso do outono tomava conta de Kanagawa naquela manhã de sábado que tinha tudo para ser calma e tranqüila. Uruha levantou sem pressa, espreguiçando-se e passando a mão pela cabeça, sorrindo para o teto ao sentir os fios sobre seus dígitos. Quase não sentia mais o couro cabeludo, seu cabelo havia crescido rapidamente, apesar de ainda estar muito curto em relação ao que sempre usou desde que entrou para a música. Suas sobrancelhas também haviam crescido e davam mais saúde para seu rosto, que por tanto tempo permaneceu caído e pálido.

Agora que as coisas começavam a entrar nos eixos estava mais leve e animado, e ainda lhe parecia engraçado dizer para si mesmo que estava curado. Parecia utopia poder se olhar no espelho e dizer: eu estou curado. Para ele, por muitas vezes aquele momento pareceu que nunca chegaria que nunca estaria ao alcance de suas mãos e de sua confiança. Mas, vendo todas essas mudanças, todo seu corpo voltando a mostrar aspecto saudável e ele sentir mais confiança, mais vontade de voltar trazia junto uma gama de sensações tão gostosas e acolhedoras que quando se dava conta estava sorrindo bobamente para o nada.

Era como se encontrava no momento. Sentado em sua cama às oito e meia da manhã, com cara de sono, mas totalmente feliz e desperto por dentro, quase pulando da cama para fazer as coisas rapidamente. Mas, ao mesmo tempo não sentia que era algo justo, já que iria embora naquele dia e deixaria novamente os pais sozinhos. Como respeito por tudo que eles haviam feito era mais do que sua obrigação fazer tudo normalmente, como se aquele fosse mais um dia qualquer, por mais que o sentimento de partida estivesse em cada canto daquela casa. Apenas ele podia deixar aquela moradia confortável com as próprias atitudes, sem mostrar que queria ir embora logo, o que era uma grande mentira. Os momentos que passou com seus pais ficaram marcados em sua mente, seu coração, não queria ir embora deixando o sentimento de que não havia ficado feliz estando com eles, pelo contrário, tinha planos para voltar quando pudesse.

Portanto não faria nada apressadamente e se levantou como das outras vezes, bocejando e pegando o que precisava para tomar banho, puxando algumas roupas escuras do fundo da mala, como a calça e a camisa preta e a blusa de frio azul-marinho. A roupa íntima era branca, mas quando puxou uma das peças do compartimento reservado da mala justamente para esse tipo de roupa, acabou trazendo junto uma vermelha, que acabou lhe chamando atenção. Não era uma peça diferente, lembrava-se bem de quando a comprou. O que lhe intrigou foi a cor, aquele tom forte que daria uma ótima roupa, especial para algo que ainda pretendia fazer para Aoi.

Só que ainda era cedo para pensar naquilo, ainda que tenha ido para o banheiro com um sorriso enorme no rosto. Afora o lado do prazer carnal, do sexo e do pole dance, finalmente poderia abraçar Aoi, beijar-lhe como tanto desejava... Mesmo que não quisesse deixar os pais, não estivesse feliz com isso, a ideia de reencontrar Aoi era tão forte que tirar o sorriso de seu rosto parecia uma missão impossível. Ao menos enquanto estava sozinho no banho e depois se trocando. Quando encontrou os pais na cozinha o sorriso se tornou ameno e natural como de todos os dias.

— Só de não precisar usar aquela máscara meu dia fica ainda melhor. – Comentou enquanto se sentava ao lado de Takashi.

- Aquilo faz qualquer um esquecer como é o rosto de uma pessoa. – Akemi terminou de colocar a mesa e sento-se. – Ainda bem que parou de usar antes de ir embora.

- Mas, eu nem ao menos vou agora, não é melhor falarmos de outra coisa? – Perguntou levemente desconfortável. Akemi lhe sorriu e assentiu levemente.

- Você anda com um ar mais saudável. – Comentou Takashi. – Achei que ia demorar para ver isso.

- Eu também. – Disse Akemi. – Fazia tempo que eu não via Kou-chan tão bem, tão corado.

Uruha sorriu para a mãe e os três decidiram seguir aquela linha de conversa, não tentando adiar que o filho iria embora, mas sim se impedir de pensar tanto e acabar sendo uma despedida triste, o que nenhum deles queria. Todos sabiam que uma hora Uruha iria embora, e vários fatores culminavam para que o dia fosse aquele sábado.

Não que Uruha soubesse que Aoi estaria em casa e que os shows seriam adiados, isso ele não sabia mesmo. Mas, talvez estivesse finalmente na hora de ir, Viktor e Felipe haviam ido no dia anterior e numa última consulta o oncologista havia-o liberado, estava livre para voltar a ser independente e fazer tudo que gostava. E essa hora havia chegado, não havia mais nada que o prendesse ali, não por maldade aos próprios pais, mas porque todos os meses perdidos no hospital com a doença gritavam para que ele vivesse de novo, e só conseguiria isso voltando para tudo que o envolvia há nove anos. E tudo isso estava em Tokyo lhe esperando.

...

O relógio de Uruha marcava sete horas da noite e o táxi o esperava do lado de fora da casa dos pais e suas duas malas já haviam sido colocadas no porta-malas. O tempo parecia instável e se chovesse Uruha sabia que demoraria para chegar em Tokyo, então enquanto se despedia dos pais não esqueceu de lembrar-lhes disso, já que Akemi havia pedido que ligasse quando chegasse em casa, mesmo tendo jogado uma indireta, dizendo que muito provavelmente a cama de Aoi estaria ocupada naquela noite e muito provavelmente Uruha esqueceria de ligar. Claro que o guitarrista corou absurdamente e Takashi riu das indiretas da esposa.

— Tudo bem com isso, certo? – Perguntou ao se desvencilhar do pai.

- Claro, se for o caso você pode ligar apenas amanhã.

- Desde que ligue. – Akemi enfatizou, abraçando o filho.

- Eu vou ligar mãe, prometo. – Sorriu. – Nem tenho como pagar tudo que fizeram por mim.

- Pode nos visitar mais vezes. – Akemi redarguiu, desvencilhando-se do filho. – Sempre que tiver uma folga mais longa, e trate de trazer Akira junto, certo?

- Vou dar esse recado pra ele e ainda puxar aquelas orelhas.

- Se quiser mandar pelo correio nós colocamos num quadro.

Akemi fez uma careta direcionada ao marido e Takashi e Uruha riram.

— Não prometo fazer isso, mas vou me lembrar da ameaça.

- Falando em lembrar... – Akemi tirou um folder de dentro do bolso da blusa de frio. – Eu achei isso sem querer, e como sei que quando uma turnê acaba vocês têm a chance de descansar, achei que seria bem propício te entregar isso.

- O Lago Akai? – Uruha pegou o papel, batendo os olhos rapidamente em ambos os lados. – Faz tantos anos que fomos lá, nem me lembrava mais.

- Também, fica depois de Mie, quase na outra província, até eu esqueci dele. – Disse Takashi. – Mas, concordo com sua mãe, é um bom lugar para descansar.

- No frio o lago congela e as cabanas ao redor têm aquecedores, seria uma viagem e tanto.

- Não lembro bem dele no inverno, mas se tivermos férias suficientes para isso pode ter certeza de que eu vou com certeza levar o Aoi até lá.

- Sim, sim. Mas, por enquanto aqueçam os dois as duas partes da cama.

Uruha riu para a mãe e a abraçou novamente, fazendo o mesmo com Takashi e se dirigindo ao táxi em seguida. Entregou o endereço para o taxista e baixou a janela, acenando para os pais enquanto se distanciava dali.

Tantas vezes fora ele quem viu os amigos fazendo aquilo, seguindo aquele mesmo roteiro, pegando a estada principal e saindo de Kanagawa, e agora era ele quem fazia o mesmo, saindo de sua cidade natal rumo a grande Tokyo, onde parte de sua vida adormecida o esperava, suas guitarras em seu apartamento, Aoi na própria casa, a companhia e os amigos... O palco, os fãs, seu espaço dentro da banda. A ansiedade que tomou conta de seu coração conforme o carro saiu da rua residencial em que ficou por tanto tempo espalhou-se por seus braços e suas mãos começaram a suar enquanto seus olhos percorriam as ruas de Kanagawa. Por um momento sentiu saudades de estar indo embora, mas por outro uma alegria tomava conta de si, não era como se não estivesse contente por retornar a sua vida e começar de onde havia parado.

As lembranças que criou ali, todas estariam em sua mente, desde que chegou a casa dos pais depois de tantos anos longe, encontrar Raphael e sentir tudo tremer quando ele e Aoi se viram... Depois as decisões do loiro, que havia lhe mandado um cartão postal da Alemanha em que estava abraçado com um homem moreno e de olhos verdes de nome Marco. Ambos sorriam alegremente para a câmera e ao fundo Uruha pôde ver parte de uma estação de esqui, descobrindo pelas poucas palavras do loiro que estava nos Estados Unidos e havia conhecido alguém que era exatamente oposto a si. Afora isso também estaria marcado para sempre os Polaroids das irmãs que quase acabaram com sua vida, a descoberta de que Kaoru havia morrido...

Eram lembranças boas e ruins, assim como a vida costumava ser. No meio de todas elas a esperança tinha seus picos de força e quebra e por vários momentos Uruha achou que fosse quebrar se perder no meio da dor. Fora como dissera à Viktor, se não tivesse tido o apoio de todos, muito provavelmente não teria conseguido, já que quando se sentiu sozinho e perdido, foram as pessoas que mais ama que estiveram ali de seu lado dizendo que tudo ficaria bem e ele superaria mais aquela barreira. Não foi nada fácil, e nem teria como ser, mas a presença de todos ali foi suficiente para que conseguisse tirar forças para continuar lutando.

E era por essas pessoas e por sua vida que estava voltando, pronto para voltar a caminhar ao lado dos amigos, seguindo aquele sonho, que mesmo depois de nove anos continuaria sendo um objetivo para todos. Já haviam tocado no Tokyo Dome e realizado ideais pessoais, mas ainda assim a palavra 'sonho' viria sempre à frente quando o assunto fosse a banda e em suas mentes aparecessem as lembranças de quando começaram e as coisas eram difíceis e a vontade de desistir era grande. Agora sabiam que os esforços valeram a pena e continuariam naquele mesmo caminho que agora era firme e forte.

xXx

No meio do caminho acabou sendo pego pela chuva e somente conseguiu chegar em Tokyo depois das dez e meia da noite. Agora eram onze e meia e o táxi havia finalmente parado em frente ao apartamento de Aoi e o coração não teve como não disparar. Um sorriso discreto surgiu em seus lábios e enquanto o taxista o ajudava com as duas malas tentou controlar a ansiedade que estava sentindo. Sabia que tinha passe livre pelo porteiro, o que lhe garantia continuar com a surpresa que tinha em mente.

Pagou ao taxista e assim que o porteiro o viu veio até seu encontro, ajudando-o com a segunda mala. Agradeceu-lhe enquanto o homem lhe dava a chave extra que Aoi deixara consigo por causa da turnê, sem perguntar qualquer coisa. Por um momento Uruha quase se perguntou se aquele senhor de tantas primaveras de vida sabia de seu relacionamento, mas lembrou-se que Aoi havia dito que ele iria morar ali por questões da banda, e ter aparecido com as malas talvez tivesse dado a impressão de que iria ficar no apartamento do moreno por aquela noite.

De fato ia, mas se aquele senhor realmente não sabia de nada, que continuasse com sua inocência. O que predominava no coração de Uruha enquanto o elevador fazia seu caminho até o andar de Aoi e ele arrumava a touca na cabeça era o desejo de rever o moreno, abraçar-lhe e dizer que o amava até que não tivesse mais voz para tal, beijar-lhe até que seus lábios ficassem vermelhos como pimentões e inchados, queria fazer cada minuto, cada segundo daquela noite valer a pena, aproveitar cada dia que só pôde conversar por que seu corpo não permitia mais do que isso. Se todos os momentos haviam chegado, entre eles o do transplante e da cura, agora era à hora de devolver aquele 'eu te amo' que estava escrito na folha dentro do relicário que estava em seu pescoço. A hora de amar Aoi como ele lhe amava. Podia correr o risco de não o ver em casa, mas se isso acontecesse era só organizar tudo, deixar aquele apartamento especial e aconchegante e esperar que o moreno aparecesse.

Com um sorriso agradeceu ao porteiro que permaneceu dentro do elevador. Logo as portas pesadas se fecharam atrás de si e ele encaixou a chave em suas mãos na fechadura, girando-a até ouvir o click e a porta de madeira envernizada abrir-se, revelando a sala. As duas guitarras de Aoi estavam no sofá, apoiadas nas próprias capas que eram mais maleáveis que os estojos que eles normalmente usavam. A grande janela estava encoberta pela cortina branca de duas camadas que deixava a luz adentrar parcamente ao cômodo. Os outros móveis e qualquer outro pequeno objeto, de acordo com o que se lembrava continuavam da mesma forma desde que fora passar aquela semana com Aoi.

Sem acender a luz fechou a porta atrás de si e retirou os sapatos, deixando-os no engawa junto com as meias dentro. Uma das malas segurou pela alça e a outra continuou puxando, as rodinhas deslizando sem fazer muito barulho pelo tapete que havia no corredor. Ainda se lembrava da porta do quarto do moreno e qual não foi a surpresa ao vê-lo dormindo tão calmamente. Um sorriso apareceu em seu rosto e com cuidado colocou as duas malas perto da cômoda, caminhando para perto da cama em seguida.

Seus olhos se voltaram para sua foto sorrindo no criado-mudo e inevitavelmente uma lágrima escorreu por seu rosto. Estava muito doente ainda, mas aquele momento, aquele presente de Aoi lhe foi tão especial, por quantas noites não dormiu abraçado com aquela touca com o coração apertado pela saudade, quantas vezes não quis que aquele emaranhando organizado de lã negra fosse os cabelos de Aoi. Seu coração se apertou com aquilo, mas ter o moreno tão perto de seu toque foi suficiente para uma alegria se apossar de si e ele enxugar aquelas lágrimas tristes.

Sentou-se devagar no colchão, causando alguns movimentos por parte de Aoi, que continuou dormindo. Sorriu com a imagem e se deitou sem cobrir, levando alguns dedos até o rosto do moreno, iniciando um carinho suave. Aoi se mexeu novamente, mas não abriu os olhos, arrancando-lhe uma risada baixa. Os dedos então se fecharam sobre a bochecha, imitando seu formato e iniciando mais algum carinho ali. Uruha se aproximou ainda mais do moreno sem se importar em se mexer demais, apoiando o rosto quase no travesseiro ocupado pelo mesmo.

Sem obter muito sucesso os dedos foram então para a cabeça, embrenhando-se levemente pelos fios negros e brancos, desta vez um carinho que pareceu surtir mais efeito já que Aoi começou a se mexer, mencionando acordar. Por um momento o coração de Uruha disparou, sua confiança ainda não havia voltado totalmente e tinha receio do que o moreno iria achar de seu corpo, mas não hesitou, continuando aquele toque gentil e acolhedor que bagunçava os fios. Quando o moreno finalmente acordou e seus olhos se encontraram, Uruha sorriu e o outro se sentou com tanta rapidez na cama que quase caiu.

— U-Uruha?! – A surpresa em seu rosto fez o Takashima rir e copiar seu gesto, sentando-se de frente para si.

- Em carne e osso. – Sorriu para o moreno. – E juro, você não está sonhando. – Os dedos foram até o rosto de Aoi que ainda o encarava surpreso.

- Como você chegou aqui? – Indagou, instintivamente colocando a mão sobre a do namorado. – Quando chegou?

- De táxi, agora há pouco. – Riu novamente. – Não fique tão surpreso, ta escondendo algum amante?

- Uns quatro embaixo da cama. – Conseguiu relaxar melhor e sorriu para Uruha. – Isso que eu chamo de surpresa.

- Uma hora eu teria que voltar.

Com outro sorriso para a feição curiosa de Aoi apontou para as malas no canto do quarto, e só então o moreno se deu conta realmente da situação em que se encontravam, Uruha sem máscara, a noite em seu apartamento com mala e tudo. O sorriso que há tanto tempo ficou guardado em seus pensamentos iluminou seu rosto que já não mostrava mais traços de sono. Com um menear leve de cabeça Uruha respondeu que 'sim' e o beijo que desejavam há tanto tempo finalmente aconteceu.

Os dois se aproximaram ao mesmo tempo e fecharam os olhos, juntando os lábios sem medo, sem receio. O gosto que tanto desejavam provar inundou-se nas bocas de ambos. Uruha abraçou-lhe pelo pescoço enquanto que sentiu os braços do moreno fechando-se sobre suas costas. O sentimento que lhes atingiu naquele momento foi tão intenso que as lágrimas brotaram em seus olhos automaticamente enquanto suas veias eram preenchidas de amor e todo esse sentimento ia substituindo qualquer dor que até aquele momento havia-os separado. Suas línguas não brigavam por espaço, mas sim aproveitavam do toque da outra permitindo que aquele beijo durasse o tempo que eles quisessem, sem que seus pulmões precisassem de ar.

Conseguiam respirar com alguma dificuldade, mas sem precisar quebrar o ósculo, já que o faziam calmamente, querendo sentir mais que as próprias línguas, mas o corpo do outro sem qualquer hesitação. Quando não puderam mais Uruha foi o primeiro a quebrar o contato, mas não se separou de Aoi, abraçou-o por completo, baixando as mãos para suas costas e escondendo o rosto perto de seu pescoço. O que eles sentiam não podia ser descrito por ninguém, ia além da compreensão humana, do poder das palavras. O amor simplesmente não podia ser entendido, não havia descrição em que se coubesse. Só era possível sentí-lo, e era o que acontecia com ambos no momento.

— Eu achei que esse momento nunca fosse chegar. – Aoi disse quase em murmúrio, acarinhando suavemente as costas de Uruha. As poucas lágrimas que ainda desciam por seus olhos eram todas carregadas de alegria.

- Eu também achei você sempre parecia tão distante de mim. – Apertou o Shiroyama um pouco mais no abraço, depositando um beijo em seu pescoço. – Mal acredito que finalmente chegou.

Aos poucos foram desvencilhando-se apenas o suficiente para se encararem novamente. Seus olhos estavam carregados de emoções que não precisavam ser vocalizadas, ambos as sentiam apenas com aquela troca de olhares intensa que acabou virando outro beijo depois de mais alguns momentos em silêncio. O pensamento de se verem longe do outro não tinha espaço naquela noite em que as malas de Uruha e todos os móveis daquele quarto silencioso seriam testemunhas de seu amor que por tanto tempo ficou reprimido, mas que agora estava prestes a ser jorrado por cada canto de seus corpos, tornando aquela noite fria de outono memorável e intensa aonde seus seres iriam se emaranhar naquelas cobertas e lençóis e se amarem pelo tempo que achassem necessário sem que permitissem que qualquer problema os atingisse.

Seus cheiros eram inebriantes para o outro e os braços de Uruha acabaram subindo para o pescoço de Aoi conforme as mãos do moreno começaram a percorrer lentamente seu corpo, quase como para ter certeza que aquele em seus braços era mesmo o Takashima e não uma miragem, um sonho que extrapolava os limites e parecia real. Aquela tez em seus dedos era realmente a que tanto queria tocar, tanto desejou sentir e agora tinha a chance depois de mais de um ano. As roupas enregeladas não eram um problema, Aoi circundava-as e embrenhava as mãos pelas costas quentes e macias enquanto seus lábios se separavam novamente pela falta de ar em seus pulmões.

Com alguns beijos depositados calmamente pelo pescoço de Uruha, Aoi tocou cada cantinho de pele das costas do maior e o deitou sobre a cama, postando-se sobre si. Suas mãos continuavam passeando pelo corpo abaixo do seu até que uma foi até a touca que o ex-loiro usava e enquanto depositava beijos em seu pescoço ia retirando a peça, sentindo Uruha retesar sobre seus toques, como imaginou que pudesse acontecer. Na tentativa de fazer com que relaxasse ergueu a cabeça até seus olhos se encontrarem. O que Uruha viu naquele mar enegrecido foi carinho e acolhimento, não pena, como imaginou que pudesse ser. Mal se deu conta de que a touca agora estava escorregando pelo lençol que cobria o colchão e ia de encontro ao chão acarpetado.

Com toda aquela devoção e aquele carinho Uruha conseguiu relaxar de maneira ligeira apesar de gradual e fez uso das próprias mãos, deixando-as criarem caminhos imaginários pelo corpo de Aoi quando ele novamente baixou o corpo, roçando levemente o baixo-ventre contra o seu enquanto os lábios fartos brincavam levemente contra a pele de seu pescoço sem marcar. Uruha podia sentir-lhe melhor, já que o tecido de seu pijama azul marinho era fino, suficiente apenas para aquecer dentro de casa. Seus dígitos invadiram a camisa e começaram a explorar a costa alva, sentindo o calor que no momento emanavam. Com a calefação ligada o ar estava agradável e não precisavam de cobertas para que não passassem frio, ainda que esse não fosse o foco de seus pensamentos.

Em verdade, com Aoi beijando-lhe o pescoço e baixando o toque cálido para seu colo até onde a camisa e a blusa permitiam, Uruha não estava muito certo do que pensar e como racionar. Todo o tempo em que esperou aquilo agora lhe caia prazerosamente nas mãos, e conforme as do moreno iam subindo de leve sua blusa e camisa apenas para tocarem melhor a pele da barriga e a cintura enquanto que seus lábios continuavam focados na pele de seu pescoço e colo, Uruha se permitiu fechar os olhos e esquecer qualquer coisa que lhe fosse inútil no momento, mordendo o lábio inferior com extrema leveza, deixando-se aproveitar daquele toque certo e cálido realizado pelas mãos e lábios da pessoa que há mais de um ano fazia seu coração disparar e bater mais forte e durante muitas noites como aquela foi o foco de seus pensamentos e estava consigo nos momentos doloridos, dando-lhe forças para continuar.

E sentir as mãos de Aoi que quase podia gemer ao tocar sua tez tão macia era como um desejo realizado por si, assim como era um desejo do Shiroyama ver-lhe completamente longe de qualquer tecido para contemplar seu corpo. Aoi não o via direito, mas toda a maciez que seus dedos sentiam não tinha como lhe enganar. Uruha podia negar, dizer repetidamente que 'não', mas com o que conseguia imaginar e sentir, Aoi não podia acreditar que estava feio ou algo havia mudado por causa do tratamento. O corpo que jazia embaixo do seu era tão perfeito que o moreno podia dizer com convicção que havia sido esculpido exclusivamente pelas mãos dos deuses e detalhado pelas dos anjos. E acreditava no que imaginava, não duvidava dos próprios pensamentos, da própria imaginação. Até porque se ela lhe parecesse exagero ainda havia seus dedos para mostrar que toda aquela maciez não era algo inventado e não havia corpo que quisesse mais tocar do que aquele.

Bastava apenas que o agora também moreno se desse conta disso. Enquanto permanecia levemente receoso por causa da cabeça descoberta, apesar de ainda passear pelo corpo de Aoi, este aproveitou para se sentar sobre as duas pernas, percorrendo seu corpo com o olhar, notando que os olhos do Takashima não queriam se encontrar com os seus, parte de sua barriga estava descoberta, afora as marcas levemente avermelhadas em seu pescoço que logo sumiriam. Com um suspiro baixinho Aoi passou os dígitos levemente frios pela barriga descoberta, causando um leve arrepio em Uruha. As mãos passeavam pelas laterais do corpo, deixando um carinho por cada ponto que passavam. Ao alcançar a cintura que estava parcialmente coberta decidiu descobrir totalmente a parte de cima, com um gesto que fez Uruha se sentar na cama para lhe ajudar com aquilo.

A proximidade dos rostos os levou a se beijarem novamente. Uruha abraçou o pescoço de Aoi e se deixou cair de novo na cama, trazendo o moreno consigo. O choque mais forte em seus baixos-ventres inspirou um arrepio em suas espinhas e um gemido baixo escapuliu entre o beijo enquanto Uruha incitava ainda mais o toque conforme movia as pernas para aceitar melhor o moreno entre elas. Alguns instantes depois uma linha fina de saliva os manteve unidos quando Aoi se separou e se conteve em erguer o tronco para observar o seu corpo parcialmente nu. Como se aquela pele tão branquinha fosse um imã, sentiu que era necessário beijar e tocar cada cantinho, o fazendo primeiramente pelo colo, onde havia iniciando anteriormente.

Sem pressa beijou por ali explorando a pele alva e cálida, depositando selares tão quente quanto o próprio corpo de Uruha, que não podia ignorar que por onde o moreno passava deixava mais do que uma fina marca de saliva, depositava uma quentura que ele nunca havia sentido, tão gostosa que o fazia se perder imaginando como aquela boca tão pecaminosa podia lhe causar sensações absurdamente excitantes e levar-lhe para longe daquelas paredes e daquele prédio, num lugar em que muito provavelmente sua sanidade não conseguiria alcançar e a vontade de querer voltar para a realidade era praticamente nula. Os dedos também de imenso calor traziam-lhe arrepios ao sentir-lhes brincar com sua cintura conforme notava os beijos do moreno descer mais. Naquele momento fechou os olhos e soube que seria levado para aquele lugar aonde havia apenas ele e Aoi.

Teve ainda mais certeza disso quando um de seus mamilos foi abocanhando e os lábios cálidos passaram toda a quentura para a região sensível, obrigando-o a arfar mais alto. Aoi passava a língua pelo local sem pressa, desejoso de sentir cada pedacinho de Uruha que em contrapartida se deliciava quando suas partes mais sensíveis eram tocadas, mergulhando aos poucos em tudo que o moreno tinha para lhe oferecer, começando por lhe tocar tão intimamente e despejar em si aquela gama de sensações como o fazia, inebriando-o com aquele prazer cálido e intenso que derramava sobre si cada vez que sentia aquela língua insinuar-se contra um de seus mamilos. Nem ao menos se lembrava que precisava ligar para seus pais, e muito provavelmente o faria só de manhã quando pegasse seu celular ou mesmo ao se lembrar de Reita.

Por enquanto o que mais desejava era continuar sentido toda aquela quentura em seu corpo. Seus mamilos haviam enrijecido como Aoi sentiu tanto com a língua como quanto com os dedos, já que intercalava os toques usando a boca e a mão e podia sentir o corpo de Uruha esquentar e estremecer sobre seus toques sem que precisasse fitá-lo. Sua respiração fora ficando mais audível gradualmente e mesmo quando Aoi baixou seus toques para a região onde internamente se situava o diafragma não deixou de lado aquela parte sensível de seu peito, continuando a estimular um deles com os dedos, ajudando ainda mais aquele calor que começava a se formar em suas pernas subir de encontro ao baixo-ventre.

A respiração do moreno quando se chocava contra sua pele fazia-o arrepiar principalmente pela diferença de temperatura entre a própria tez e os lábios tão quentes de Aoi. Quando sentiu que aqueles lábios intensos estavam chegando perto de seu umbigo, Uruha fechou os olhos e deixou-se aproveitar o que viria a seguir, arfando um pouco mais alto quando beijos foram dirigidos pela região em volta e as mãos do Shiroyama passaram da cintura para mais baixo até alcançarem as coxas. Aoi grunhiu em satisfação enquanto provocava Uruha, insinuando-se contra seu umbigo e suas mãos enchiam-se com as duas partes daquela anatomia que tanto quisera sentir.

Aquela era provavelmente a parte do corpo de Uruha que mais desejava tocar, sentir contra os dedos, e que para sua opinião estava deveras coberta. Enquanto se perdia beijando a barriga do maior e se deliciando com os arfares baixinhos que chegavam a seus ouvidos, Aoi se dividia entre dar toda a atenção para o umbigo que aos poucos começou a penetrar com a língua ou se imaginar tocando e beijando com vontade aquelas coxas que sempre lhe pareceram pecaminosas quando Uruha usava aqueles shorts e as linhas da cinta-liga as repartiam em duas, causando tremores em seu baixo-ventre desde que começou a se apaixonar por ele. Naqueles momentos tinha vontade de tocar com devoção cada centímetro daquelas partes, perder-se ali intercalando beijos e mordidas, e agora que aquela chance lhe estava nas mãos podia sentir o baixo-ventre estremecer.

Era a parte mais excitante de Uruha, apesar de que para Aoi cada cantinho daquele corpo era motivo para se perder. Se perder e nunca mais querer se achar, esquecer o que é o mundo, as obrigações e responsabilidades, dedicar-se de corpo e alma a tocar e sentir aquela cútis macia e imaculada que era mais gostosa de sentir do que qualquer outra coisa que pudesse existir, como a seda, que é tida como o item mais macio que existe. A pele de Uruha lhe era muito melhor e mais viciante, e foi com pouca vontade que deixou de lhe tocar para poder visualizar-lhe sentando-se sobre as pernas e tendo uma visão privilegiada daquele corpo.

Quando seus olhares se encontraram Aoi via muito pouco de sanidade naqueles orbes claros. Mesmo que ainda houvesse uma fina linha de hesitação quanto à confiança de lhe mostrar o próprio corpo, Uruha agora estava ainda mais imerso naquele oceano prazeroso de tom negro, mas acolhedor com cheiro amadeirado e ondas suaves que lhe faziam bem e o inspiravam a querer ficar ali por horas a fio sem se importar com nada, apenas aproveitando do toque gostoso daquela água especial que com tanto amor lhe acolhia.

Uruha quase podia sentir nos dedos todo aquele carinho que lhe era exclusivamente dedicado. Aoi acarinhava cada centímetro de sua pele de maneira que todo aquele calor penetrava em sua cútis e se juntava com toda a quentura já acumulada em seu corpo. Seu baixo-ventre latejava dentro daquela calça jeans preta exigindo atenção. Aoi o atendeu devotamente e Uruha arfou, abrindo os olhos e observando as mãos do moreno passeando pela barra da calça sem qualquer pressa, puxando de leve o tecido que se chocava quase sem fazer muito barulho contra sua pele, mas que parecia absurdamente excitante e provocante para ambos.

As palmas e os dígitos de Aoi dançavam de maneira provocante e lentamente — Para a agonia de Uruha. — foram descendo ainda mais pelo baixo-ventre até que os dois polegares tocaram sem pudores o membro já desperto do maior, iniciando uma massagem intensa no local. Uruha afundou a cabeça no travesseiro e arfou em satisfação, apertando com força o lençol que cobria a cama. Seu corpo que já estava quente começou a ficar ainda mais fervente com o calor que lhe subia pelas pernas e ia de encontro ao baixo-ventre sem qualquer parada, sem nada que pudesse impedir, colidindo com o calor que vinha de Aoi, que também não era pouco.

O moreno tocava com vontade e precisão, fazendo movimentos circulares com os dedos, podendo sentir o membro enrijecer por baixo da calça, para agonia de Uruha que o tinha comprimido por dois tecidos e ainda recebia aquela atenção especial dos dígitos de Aoi, que não parou o atrevimento ali, usando a mesma pressão e ambos os polegares para ir da glande até o fim do corpo do pênis, o que causou um espasmo no baixo-ventre de Uruha, obrigando-o a trincar os dentes para conter um gemido alto. Aoi sentia o próprio corpo estremecer com todas aquelas reações tão entregues do maior que gemia baixinho seu nome, ocasionando situações de arrepios em sua espinha.

Ouviu-o perfeitamente quando gemeu em desagrado assim que parou de seguir aquele caminho luxurioso com os dedos, mas seu próximo ato levou-o a prender a respiração e apertar os olhos quando seus dígitos foram parar no botão do jeans, abrindo-o. O zíper desceu lentamente causando uma nova sensação de agonia em Uruha e Aoi gemeu em agrado ao notar a excitação do maior por cima da boxer branca que perto da glande encontrava-se úmida, causando ainda mais arrepios no Shiroyama que, sem esperar muito moveu o corpo um pouco para o lado apenas para conseguir puxar a peça de roupa, sendo observado pelos orbes chocolate. A peça deslizava com certa facilidade pelas pernas esguias e ao ser totalmente retirada Aoi a jogou para longe, mordendo o lábio para conter um gemido muito alto de aprovação ao fitar aquelas coxas totalmente expostas para si.

Ao notar aquela face desejosa do menor, Uruha sorriu orgulhoso da própria anatomia, ao menos agora tinha certeza de que seu corpo não estava naquele estado deplorável do qual tanto imaginava e suas coxas ainda eram desejadas. Estava então inebriado naquele mar intenso que era o moreno que assim que seus olhares se encontraram e os orbes negros emanavam fome e desejo deixou-se dar uma piscadela para eles causando outra fisgada intensa no baixo-ventre de Aoi que se obrigou a afundar o rosto entre suas pernas causando em si um arrepio em sua região sensível que se alastrou pelo resto do corpo, obrigando-o a gemer.

A gemer o nome de Aoi e causar ainda mais arrepios por seu corpo, principalmente no baixo-ventre que estava ainda mais quente agora e começava a exigir que alguma atenção fosse dirigida ali, o que não parecia que aconteceria tão cedo com o Shiroyama devotamente ocupado em beijar e lamber toda a extensão do membro de Uruha por cima da cueca enquanto apertava com certa força suas coxas e se arrepiava por inteiro com seu nome escapando daqueles lábios fofos e cheios.

Seus dedos se apegaram com força ao lençol e Uruha se continha para não gemer muito alto, mas deixando escapar aqueles que eram mais fortes e se faziam imponentes cada vez que seu corpo tremia ao toque daquela língua cálida e despudorada que trabalhava com firmeza em seu membro, fazendo o mesmo caminho que anteriormente era feito por seus dedos, lambendo por mais tempo perto da glande fazendo todo o corpo de Uruha estremecer em suas mãos, que se enchiam com aquelas coxas fartas, obrigando-o a se focar no interior de uma delas onde passou a lamber ali e intercalou o gesto com mordidas, alcançando ali o limite do qual Uruha podia suportar.

— A... Aoi.. – Gemeu arrastado, deixando que aquele escapasse por completo junto com o nome do moreno. Seu baixo-ventre agora borbulhava e Uruha sabia que ainda tinha mais por vir, bastava que conseguisse se segurar por mais tempo – Por mais que parecesse impossível. — Ante aqueles dígitos, aquelas mordidas e aquela língua e lábios cálidos que compunham um conjunto em Aoi que dificilmente não enlouquecia. Sua respiração estava pesada e bem audível, e a do moreno seguia pelo mesmo caminho, já que ambos estavam devidamente excitados e comprimidos pelas roupas que usavam.

E Aoi iria continuar pressionado pelas peças, visto que toda sua atenção era para Uruha que novamente o fitava com o rosto expressando o mais puro deleite, quase lhe implorando que o livrasse de uma vez por todas daquela única peça de roupa que ainda conseguia comprimir seu membro de maneira quase dolorida. Aoi entendeu aquele olhar e mordeu o lábio inferior ao segurar na barra da cueca e a puxar para baixo, tendo ajuda do outro que ergueu o quadril para que a peça deslizasse melhor. Apesar do alívio, por um momento Uruha sentiu-se envergonhado e Aoi não conseguiu evitar um gemido, aprovando aquele corpo que fitava com devoção, achando um pecado que seu dono tivesse algum receio de ter defeitos por conta da quimioterapia.

— Lindo... – Aoi murmurou, mas pelo silêncio Uruha conseguiu lhe ouvir bem e sentiu o rosto esquentar, não sabendo exatamente se era pelo calor que sentia ou de vergonha. Tentou esboçar algumas palavras, mas antes mesmo que pudesse formulá-las teve os lábios tomados com vontade em mais um beijo intenso que Aoi complementou insinuando-se contra seu baixo-ventre desnudo, ajudando ainda mais a enrijecer seu membro, despertando-o por completo com aquela movimentação despudorada que lhe obrigou a abraçar a cintura do moreno com as pernas de forma que ele não quebrasse aquele contato tão gostoso e pervertidamente excitante que fazia todos os pêlos de seu corpo se eriçarem e poderiam levar-lhe ao orgasmo se continuasse com toda aquela pressão sobre seu membro fervente.

— Ahnn... Hum.. – Expulsou mais gemidos acumulados de sua garganta quando sua boca fora liberada, apertando os olhos mais uma vez e se obrigando a soltar a cintura de Aoi quando arqueou levemente as costas, gemendo audível uma última vez antes de o moreno parar seus movimentos insinuantes arfando pela falta de atenção em si mesmo. Podia sentir seu membro gotejar e umedecer sua roupa íntima, e as expressões que tanto via em Uruha só pioravam a situação. O maior mantinha os olhos semi-abertos e ainda segurava firme no lençol como se aquela fosse à ligação entre a sanidade e a insanidade. Aoi então mordeu o lábio inferior e o lambeu em seguida. Postou-se no meio das pernas de Uruha e segurou seu membro com uma das mãos masturbando-o levemente antes de encobri-lo totalmente com a boca.

Uruha não conteve aquele gemido alto e lânguido que levava o apelido do moreno e sentiu todo seu corpo ser embalado por uma nova onda de prazer e sensações que fizeram seus pêlos arrepiarem e sua respiração ficar ainda mais descompassada sendo necessário que completasse todo o ciclo pela boca, afora os tremores que Aoi podia sentir por segurar em uma de suas coxas de maneira tão possessiva. O ex-loiro teve seu corpo inteiramente tomado pela quentura dos lábios aveludados, e desde que os sentira em seus mamilos soube que qualquer outra parte de seu corpo que fosse abocanhada também seria alvo daquele fervor, e justamente a parte mais sensível de sua anatomia ser o objetivo de Aoi era quase como uma injustiça... Uma deliciosa e prazerosa injustiça.

Seus dedos apertavam o lençol com força, amassando o tecido e deixando o suor que se acumulava em suas mãos ali. Aoi felava-o com vontade, passando a língua na glande de maneira demorada, o que causava espasmos em seu baixo-ventre. O nome do moreno já era o alvo principal de seus gemidos que agora não eram mais controláveis, assim como qualquer outro ato que antes havia sido comedido, agora simplesmente não tinha mais controle, só conseguia manter a atenção naquele calor acumulado, naquela boca tão pecaminosa e em como a língua trabalhava sobre seu falo de maneira que quase o estava enlouquecendo, levando-o a esquecer como se respirava, como se compassava o ato. Somente o prazer lhe dominava e anuviava seus sentidos.

— Aoi... Ahn, Aoi.. – Aquele calor do moreno fizera Uruha perder completamente a sanidade. Seu corpo estava totalmente entregue as mãos cálidas que lhe tocavam sem pudores e lhe causavam diversas sensações, afora os tremores ante os toques em sua intimidade e os espasmos que seu baixo-ventre sofria acompanhados do formigamento que começava a aparecer aos poucos e que se juntava com o calor já acumulado ali e as correntes elétricas que percorriam suas veias, causando um mix de sensações prazerosas que o fazia gemer o nome do moreno a todo o momento sem se importar com a altura de seus clamores, não mais os impedindo de escapar por sua boca.

O que imperava naquele quarto era o prazer totalmente misturado ao oxigênio e que os envolvia, cobrindo seus corpos de suor, principalmente o de Uruha. Sua pele branca ostentava uma fina camada que o fazia brilhar cada vez que alguma parte de seu corpo era atingida pela luz da luz que adentrava pelos espaços em aberto das cortinas. Aoi não podia vê-lo, pois, estava concentrado no que fazia, sentindo ainda o pré-gozo misturar-se a própria saliva e o corpo de Uruha tremular. Sabia que o amado estava cada vez mais próximo do próprio ápice e só o fato de imaginar-lhe chegar a o orgasmo clamando seu nome era suficiente para que seu corpo todo se arrepiasse e ele desejasse com mais vontade dar-lhe todo aquele prazer.

Quando um de seus dedos da mão livre insinuou-se mais para baixo, em sua entrada, Uruha estremeceu e gemeu em aprovação. Aoi ajeitou-se melhor na cama e parou de lhe felar por um instante apenas para olhar o fazia; o mesmo dedo continuou a se insinuar atrevido contra a entrada de Uruha e se forçou levemente, conseguindo passar sem muita dificuldade já que o maior estava totalmente relaxado pelo prazer acumulado em seu membro totalmente rijo e pulsante com resquícios do pré-gozo na glande. Quando sentiu o dedo de Aoi trabalhar dentro de si gemeu aprovando e afastou mais as pernas. O moreno então segurou seu membro com a outra mão e levou-o novamente à boca trabalhando com a boca e o dedo, obrigando Uruha a afundar a cabeça no travesseiro macio e trincar os dentes para conter um grito que acabou virando um grunhido alto de aprovação que não afetou apenas a própria sanidade, mas também a de Aoi que se encontrava tão necessitado quanto o outro.

Uruha estava completamente extasiado de prazer. Um gemido mais alto e lânguido declarou que havia chegado ao orgasmo de maneira tão intensa quanto os toques de Aoi em sua intimidade. Seu corpo inteiro tremia e o moreno sorveu com vontade seu prazer, retirando aos poucos o dedo de dentro de si e erguendo o próprio corpo, finalmente observando aquela tez que tanto amava brilhando sob a luz da lua. Uruha estava absurdamente belo com aquela expressão deleitosa, os lábios levemente abertos comportando a respiração que ia aos poucos se comportando novamente, os olhos fechados e levemente apertados, as mãos que iam soltando gradativamente o lençol deixando visíveis marcas de amassados.

Aoi não conteve um sorriso ante aquela visão tão bonita e seus olhos foram aos poucos se encontrando com os de Uruha que ia abrindo os próprios, devolvendo-lhe o sorriso. O moreno postou-se de quatro sobre o corpo maior e levou uma das mãos até seu rosto, acarinhando aquela face embebida em suor. Gradativamente viu suas pernas baixando e a sensação de relaxamento que acometeu Uruha era palpável, assim como a excitação ainda pulsante e sem atenção do Shiroyama também era bem visível, como os orbes chocolate puderam notar.

Com um sorriso de canto Uruha mencionou que se levantaria e Aoi lhe deu espaço sentando-se a seu lado. Como o tecido de seu pijama era fino sua ereção ficou ainda mais visível e com um único olhar de Uruha sentiu aquele estremecer na região, acomodando-se com as costas apoiadas na cabeceira da cama enquanto os próprios dedos corriam pelos botões, apressados em se livrar da parte de cima do pijama. Seu corpo fervilhava em ansiedade e ele só parou tudo o que fazia quando sentiu a mão quente de Uruha sobre seu membro, gemendo em alívio e aprovação.

A mão ainda suada do maior massageava toda aquela região com a palma inteira abrangendo boa parte de todo aquele local tão íntimo e suscetível a um toque mais quente, mais intenso. Os dígitos de Uruha conseguiam pegar o membro e massageá-lo como bem quisesse pela flexibilidade do tecido do pijama e da cueca. Aoi sentia espasmos pelos toques cálidos e com certa dificuldade conseguiu retirar e jogar a camisa do pijama no chão, observando a mão de Uruha brincando sem pudores com seu membro totalmente ereto. Ele podia sentir a mesma coisa que causou no maior e quando ele subiu os dedos para a barra de sua calça puxou a roupa íntima junto. Aoi o ajudou a puxar as peças e o Takashima grunhiu em excitação ao ver o moreno também nu.

Desta vez era diferente de quando o viu tomar banho. Naquela época ainda não podia fazer mais do que observar e corar com Aoi tão exposto para si, mas agora seus olhos fervilhavam num mix de desejo e luxúria e aquele sentimento de liberdade fazia com que todo seu corpo voltasse a se arrepiar, junto com o de Aoi que gemeu audível quando seu membro foi encoberto pela boca do maior. Uruha ajeitou-se na cama e ficou de costas para o moreno enquanto masturbava-o com a língua e os dedos e Aoi aproveitou para umedecer dois dos próprios dedos e levar até a fenda entre os glúteos do maior quando achou que já era suficiente, insinuando-se ali.

Uruha arfou ante o toque atrevido, mas não parou de estimular o menor enquanto seu interior era preenchido novamente por um dos dedos dele que se aconchegava sem pressa dentro de si sentindo o calor que aquela parte emanava. Por um momento Aoi se imaginou envolvido por aquela caloria e seu corpo inteiro tremeu em aprovação e expectativa. Estava totalmente excitado, seu membro pulsava a todo o momento dentro daquela cavidade tão quente do maior e a necessidade de se aliviar era tão grande que quase gritava naquele quarto com um ar tão pesado e com cheiro explícito de sexo.

O próprio Uruha estava ficando novamente excitado, mas gemeu levemente em desagrado ao sentir o segundo dedo de Aoi contra si. Aquela parte que nunca havia sido violada ainda não estava bem preparada e relaxada e com aquele sinal de que sentia incômodo o moreno o afastou de perto de si antes que também acabasse tendo um orgasmo e o deitou novamente na cama, retirando o primeiro dedo de dentro de si. Abriu a gaveta de seu criado-mudo onde guardava a própria carteira e de dentro retirou uma camisinha. Uruha o acompanhou com os olhos se afastar para ir até o guarda-roupa enquanto masturbava sem pressa a si mesmo, aos poucos o próprio membro enrijecendo.

De uma das gavetas Aoi retirou um frasco de lubrificante e a pouca bagunça que fez dentro do armário deixou da mesma forma, fechando a porta e voltando para a cama. Colocou o frasco em cima do colchão e enquanto pegava a camisinha Uruha aproveitou para pegar o item que lhes ajudaria e o abriu, despejando parte do conteúdo em dois dedos enquanto Aoi o observava dessa vez. Afastou as próprias pernas e levou a mão para o espaço entre suas nádegas insinuando o dedo em sua própria entrada. Ouviu o moreno arfar enquanto vestia o membro com a camisinha e tinha toda uma visão privilegiada de Uruha semicerrando os olhos e mordendo o lábio inferior enquanto penetrava a si mesmo com um dedo e já insinuava o segundo.

O Shiroyama aproveitou a deixa para também se masturbar quando seu pênis já estava revestido pela camisinha. Com a outra mão resolveu estimular Uruha que gemeu aprovando o ato enquanto o segundo dedo ia entrando em seu próprio corpo. Era um momento em que não se arrepiar era impossível. O corpo de Aoi latejava inteiramente com aquela posição tão pecaminosa de Uruha enquanto em seu rosto o que predominava era uma feição de prazer e deleite totalmente entregue a si mesmo e ao que o moreno quisesse fazer consigo.

Ambos estavam imersos em um prazer que impregnava até mesmo as paredes daquele quarto. Uruha gemia o nome de Aoi enquanto seus olhos continuavam fechados e os próprios dedos insinuavam-se contra ele mesmo e o moreno arfava em agrado enquanto masturbava a si mesmo. Porém, o que realmente desejavam estava além daquele momento, o prazer maior ainda estava para ser alcançado em conjunto num último ato. Aoi gentilmente segurou na mão de Uruha ajudando-o a retirar os dedos de si mesmo. Seus olhares se encontraram novamente, mas o contato dessa vez durou pouco, já que Aoi se voltou para o pote de lubrificante em cima da cama e despejou mais dele no próprio membro sob a visão de Uruha que o fitava concentradamente, luxúria emanando de seus orbes.

Viu-o se masturbar mais um pouco para que o lubrificante espalhasse completamente e o sentiu passar o excesso de seus dedos em sua entrada já melada pelo líquido grosso. Para ajudar o moreno segurou as próprias pernas enquanto ele se encaixava melhor entre o espaço formado por elas e o penetrava lentamente, arrancando-lhe quase de imediato um gemido desagradável assim que a glande entrou por completo. Aoi segurou-lhe as pernas para ajudar em seu ato enquanto prestava atenção a cada gesto, cada feição sua. Quando conseguiu entrar todo, por fim, seu membro era dolorosamente pressionado pelo canal quente e aveludado de Uruha e a expressão do Takashima continuava em desagrado, mas parecia relaxar aos poucos.

Aoi, no entanto, não conseguiu não gemer com toda aquela pressão em seu pênis, mas não ousou se mexer. Os olhos de Uruha que estavam fechados começaram a se abrir aos poucos e encontraram os de Aoi que o fitavam ainda com desejo, mas também preocupação. Mas, com o incômodo que sentia realmente não podia estar com uma feição muito boa, não que estivesse insuportável ao ponto de precisar parar. Só necessitava de alguns instantes em que fechou os olhos novamente e respirou fundo esperando que o próprio corpo aceitasse aquele corpo estranho em si.

Enquanto o que apenas se movia era seu peito com a respiração, Aoi se deu conta do que realmente estava acontecendo. Não que ainda achasse que era um sonho, isso não, mas o fato de ter Uruha ali consigo, estar amando-o sem precisar se preocupar com nada, sem ter receio de que a qualquer momento ele poderia passar mal, aquilo era tão perfeito, uma realidade tão especial que tudo que circundava sua mente no momento era regado a alegria, seu coração estava preenchido por uma sensação tão boa, todos os espaços vazios e tristes da distância que o separava do Takashima agora estavam todos tapados pela presença dele ali, mostrando-se bem, ainda com aquela vergonha que para si era algo extremamente fofo, dizendo sem palavras que aquela doença não havia vencido.

Para Aoi a sensação de poder lhe tocar sem medo, sem qualquer problema era tão boa que quando se deu conta havia se deitado sobre seu corpo e o abraçado como se assim pudesse lhe proteger de todo e qualquer perigo. Uruha a princípio não entendeu nada, mas como não estava mais tão incomodado ajeitou as próprias pernas em torno da cintura do moreno e moveu-se indicando que estava melhor para continuar. Aoi ajeitou o próprio corpo sobre o maior e seus rostos acabaram se encontrando, no que Uruha abraçou o pescoço do moreno e iniciou um beijo mais intenso enquanto sentia-o se mover contra si, ambos gemendo no mesmo momento em agrado.

Aoi se apoiou com um dos braços apenas enquanto a mão livre do outro segurou uma das pernas de Uruha enquanto a outra permanecia em sua cintura e ambos mantinham aquele beijo que logo se partiria por sugar mais de seu ar do que antes. A cama começou a se mover junto com eles, mas de maneira mais fraca e sem fazer algum barulho que fosse suficiente para incomodar quem dormia embaixo, e logo os gemidos sobrepujaram o ósculo e ambos apenas se fitavam de perto enquanto Aoi se movia com mais agilidade chocando o próprio quadril contra o de Uruha. O Takashima pôs-se a se masturbar novamente com a mão que lhe estava livre enquanto a outra parara perto das costas de Aoi, arranhando o local de leve e arrancando arfares e arrepios do moreno.

— U-Uruha... Humm... – O Shiroyama mordeu o lábio inferior e ergueu o próprio tronco, segurando as duas pernas de Uruha para conseguir se movimentar de maneira mais livre e ágil, enquanto seu membro ia cada vez mais fundo dentro do corpo do amado e aquele canal aveludado recebia-lhe com uma grande dose de calor que envolvia todo seu membro e o obrigava a jogar a cabeça para trás e morder o lábio inferior para não gemer muito alto. O ato acabara transformando aquele gemido em um grunhido pesado que acabou por ter o mesmo efeito sobre o corpo e os ouvidos do outro.

— A-Aoi... Aooi... – Uruha gemeu mais alto quando sentiu que sua próstata havia sido tocava rapidamente e instintivamente abriu mais as pernas e meneou o quadril como podia, incentivando o moreno a continuar tocando aquele ponto mais sensível dentro de si e que o fazia estremecer por inteiro enquanto que combinava a sensação se masturbando, naquele momento seu membro estava completamente rígido de novo. Ambos sentiam seus baixos-ventres formigando, o de Uruha pela segunda vez. Todo seu calor estava centralizado ali de maneira que sentiam espasmos a todo o momento e de suas gargantas saíam gemidos de aprovação e clamores por parte de Uruha que juntavam a palavra 'mais' com o nome Aoi em seguida e faziam toda a espinha do moreno enrijecer pelo arrepio e a corrente elétrica que a percorria. Quanto mais se insinuava para dentro de Uruha mais seu baixo-ventre se comprimia e a necessidade daquele toque tão prazeroso em seu membro se fazia ainda mais necessário.

Quando aqueles formigamentos atingiram um nível em que faltava pouco para explodir completamente dentro do maior e os gemidos do Takashima também aumentaram um tom Aoi, num último gesto deitou-se novamente sobre o corpo maior, mas desta vez apoiou as pernas de Uruha sobre seus ombros, mudando a posição e se arremetendo com toda a energia que lhe sobrava para dentro do corpo maior, atingindo-lhe em cheio a próstata. Uruha não conteve um grito e arqueou as costas com aquele choque exatamente em seu ponto sensível. O pré-gozo escapava-lhe pela glande e seus gemidos continuaram fortes e roucos acompanhando os de Aoi que continuava se arremetendo com toda a força para dentro de si, gemendo tão intensamente quanto e levando a cama a se mover com alguma força maior.

O que lhes restavam de energia foi totalmente direcionada para aquelas últimas investidas do moreno que continuou acertando Uruha em cheio, obrigando-o a morder a falange do próprio dedo para não gritar repetidas vezes. Em seus pés os dígitos estavam comprimidos sem que percebesse e quando seu próprio gozo despejou-se sobre sua barriga se permitiu gemer uma última vez no tom que achasse necessário junto com Aoi que explodiu dentro de si com uma intensidade que estava guardada desde que a primeira tensão sexual se instalou entre eles. Sua respiração estava entrecortada e era audível do corredor ainda que a porta estivesse fechada e seus corpos brilhavam com ainda mais força pela camada mais grossa de suor sobre suas peles. Aoi se moveu um pouco mais para aumentar o prazer, mas no momento em que gozaram seus baixos-ventres haviam explodido como centelhas e ambos estavam totalmente satisfeitos; satisfeitos e juntos.

As pernas de Uruha tremulavam quando Aoi as soltou e o próprio Shiroyama se encontrava em situação semelhante, respirando pesadamente ao sair de dentro do maior e sentar a seu lado, retirando a camisinha que na ponta armazenava todo seu prazer. Reuniu alguma força e foi até o banheiro da suíte jogar o preservativo no lixo, levando para Uruha um pedaço de papel higiênico para se limpar.

— Obrigado. – Disse rouco enquanto ainda recuperava o fôlego. Aoi meneou a cabeça e se deitou a seu lado sem a mínima intenção de se cobrir.

- Acho que a gente tem algumas para conversar. – Comentou virando apenas o rosto para Uruha que imitou o gesto e riu.

- Tenho certeza que sim. Mas, eu realmente prefiro deixar para amanhã.

- Compartilho da sua decisão.

Riram e se abraçaram beijando-se uma última vez antes de dormirem descobertos no meio de roupas jogadas pelo chão acompanhadas de um edredom e outro que parte estava no pé cama e o resto no chão e sobre um emaranhado de lençóis brancos e amassados, mas que não eram de nenhuma importância para eles quando o que mais desejavam havia acontecido:

Estavam juntos finalmente.