Notas iniciais
Momentos Reituki pra sanar a vontade dos casais, sem mais ♥.
Boa leitura.

E finalmente, depois de passado um mês, a sorte estava ao lado dos cinco – Agora sete. – e eles se viram caminhando, por volta de meia-noite, até o quarto de Uruha, que havia acordado há dez minutos. Seus corações se aqueceram ao verem o loiro provido de sua touca 'primogênita', ainda deitado, mas livre da máscara, ostentando apenas as cânulas nasais, um semblante cansado preenchendo sua face, mas que ainda assim se iluminou num sorriso tímido ao ver os amigos, seu amor, e um outro convidado na entrada do quarto, apesar de ter fitado o relógio, assustando-se com a hora.

- Minna – A voz rouca e falha. – vocês deveriam estar descansando em casa.

- Pon, não deveria se preocupar conosco, nós é que estamos endoidando por te ver fraco assim. – Ruki acarinhou suavemente uma das pernas do amigo, sorrindo terno para ele.

- Eu sei, mas... – Parou para tossir, chamando a atenção de Viktor.

- Pessoal, eu sei que estão preocupados, mas ele ainda precisa descansar e dessa vez concordo com o que disse. Vocês deveriam ir para casa tentar dormir.

Os cinco fitaram Uruha, que correspondeu, mudo. Não podiam fazer nada, mudar nada. Estavam presos a correntes que lhes impediam de agir, e mesmo contra sua vontade, mesmo querendo ficar, eles se viram cabisbaixos diante da entrada do hospital, o vento frio e mórbido soprando impiedosamente. Não estavam com sono e sabiam que mesmo que estivessem não conseguiriam dormir.

Apenas se viraram para a Senhora Suzuki se despedindo, cada um rumando para seu apartamento, mais preocupados do que imaginaram sair dali. Imersos em pensamentos profundos e incertos, enquanto se sentavam nos confortáveis bancos de seus carros e tentavam manter a sanidade pelo tempo que precisavam dirigir, definitivamente não precisavam de um acidente.

Mas, as preocupações, a agonia de nunca ter respostas, de Uruha sempre estar piorando e precisando dormir quase a força, a anemia resistente que não queria ir embora, cada um ali se perguntava quando todo aquele pesadelo acabaria, ou pelo menos quando o amigo conseguiria realmente melhorar sem uma enxurrada de decaídas virem do oposto e devastarem tudo.

Era mais de um mês que passou tão rápido quanto uma vida. E passou com tantos baixos quanto uma guerra, aonde a esperança, ainda que apareça às vezes, vai tão rápido quanto surgiu. Nenhum deles sabia exatamente o que os mantinha firme, ou pelo menos sãos, mas o sentimento de luta era forte e talvez fosse ele que os equilibrasse, naquele emaranhado que ficava mais embolado cada vez mais.

Uruha oscilava excessivamente entre o bom e o ruim, e Viktor sabia como aquilo não era um bom sinal. Mas, achava que além da doença, algo mais deveria estar acontecendo, ainda que talvez nem Takashima se desse conta. Viu como ele ficou feliz na presença dos pais, mas acabou passando mal e novamente precisou ser sedado. As dores eram fortes, realmente, mas dormir para garantir saúde não ia ajudar em nada, e Viktor sabia perfeitamente que complicações durante o tratamento eram normais. E como médico não podia deixar que Uruha sofresse daquela maneira.

Acabou vendo-se em frente à porta do diretor do hospital, e sabia que se queria fazer alguma coisa por Uruha tinha que começar por tirar ele do inferno em que se encontrava, levando-o a respirar novos ares e se preciso dando um apoio maior ainda, tudo para não precisar ver seu paciente no auge dos trinta anos definhando a cada emoção ou crise mais forte.

xXx

Um comprimido apenas talvez não fosse suficiente, mas Aoi não precisava passar mal. Apenas engoliu o remédio e foi se deitar, abraçando fortemente seu travesseiro, numa tentativa de imaginar Uruha ali em seus braços, tão seguro quanto possível, apreciando de uma noite de sono a seu lado, talvez trocando carinhos ou dormindo de conchinha, apenas confortável sem problemas para pensar ou hesitando em se tocar. Mas, uma realidade que parecia tão distante que chegava a desanimar os mais esperançosos.

E não era apenas Aoi que estava perturbado. Ruki se viu sentado em sua cama, desabafando com a escrita e desenhos, tão absorto na própria agonia que a intensidade do que fazia podia ser sentida de longe, tão forte que estava. Não era nada coerente, ou que ele usaria comercialmente com a banda, precisava apenas exteriorizar os demônios que perseguiam Uruha e consequentemente a eles, e achou que daquela forma seria melhor.

Reita se viu dividido entre tentar ser racional ou jogar tudo para o alto e ir de volta pra o hospital, mas não sabia nem dizer o quanto perderia com qual das duas opções escolhesse. Sua mente era um turbilhão de pensamentos confusos e agoniados e agora já não conseguia mais ficar feliz com seus pais junto com Kouyou, porque ao mesmo tempo em que se encontrava feliz por ele estar realmente bem acompanhado, se perguntava se ele agüentaria a pressão, porque sua doença estava lhe maculando tanto e se tinha algo a mais por trás. Era algo que doía incalculavelmente, e que traria uma ela insônia para si na passagem da madrugada para o dia.

Kai se sentia culpado. O líder tão nato e que se sentia responsável por cada um deles ali, agora se perguntava aonde havia errado, primeiramente por não ter descoberto que Uruha estava mal quando os sintomas da leucemia começaram a surgir, depois com a mídia, de descuidado que foi, e agora novamente, vendo os companheiros que saíram felizes da companhia, deixando o hospital aos prantos e desnorteados, catatônicos por sempre receberem notícias ruins de Uruha. Será que ele estava com alguma infecção que ninguém havia descoberto, ou estava sentindo algo que o estava deixando pior? Não sabia ao certo e lágrimas de alívio deixaram seu rosto quando viu seu celular tocar às duas da manhã, sorrindo ao ver o nome de Miyavi no visor. Não havia esquecido Takashima, mas sabia que poderia desabafar e tentar dormir um pouco.

Mas, encarar um ao outro no dia seguinte não parecia fácil. Não havia constrangimento ou qualquer outro sentimento parecido, havia cansaço físico e perceptível em cada feição, descrença e baixa esperança em cada olho puxadinho, dor e agonia em cada coração com sua cicatriz particular, o nome de uma banda e um festival para carregarem. A prioridade não deveria ser esta, mas o que fazer quando estavam atados a contratos que iam acima de suas capacidades de poder? O empresário os ajudava como podia, mas cada um precisava de um banho de revigoração, uma semana em que Uruha permanecesse bem a todo o momento já era suficiente, mas quando foi mesmo que uma mísera semana se tornou mais longa do que deveria?

Os sorrisos falsos estavam presentes nos semblantes, e se tornaram um pouco verdadeiros quando viram Sugizo conseguir tocar algumas coisas já com certa maestria, ainda se adequando ao estilo da banda, mas conseguindo interagir melhor com todos. O que poderia melhorar? Ser Uruha ali, ou ao menos que eles pudessem ficar a seu lado. Mas, o pouco tempo que lhes restava não dava direitos a visitas no horário de trabalho, o que levava um 'conformismo inconformado' aquelas quatro almas.

A quinta sorria leve para o programa de comédia que era exibido, ainda ligado a um monitor cardíaco que antes lhe parecia irritável com o barulho cadenciado, mas que agora era apenas um detalhe realmente sem importância. Se Uruha estava bem? Não. Estava agradecido por não vomitar e a dor de cabeça que lhe acometia ser absurdamente fraca, apenas incômoda. Queria falar com os amigos e dizer que estava tudo bem, mas no meio da confusão da noite outrora havia perdido o aparelho, o que lhe renderia pedidos de desculpa à Viktor quando o visse novamente.

Não diria que estava bem por dentro, seria calúnia. Mas focando em sua doença podia afirmar que estava melhor e torcia para assim continuar. Sentia algo realmente grande vindo em sua direção, mas não podia pressentir o que, apenas que seria como uma faca de dois gumes, que lhe deixaria absolutamente feliz, e ao mesmo tempo tão triste quanto possível.

Pensar naquilo, entretanto, não estava em seus planos, de maneira alguma. Ele abraçava a touca dada por Aoi sentindo-se aquecer, principalmente o coração. Um simples acessório que era mais especial do que ele imaginou ganhar naquele momento, porque por mais que fosse amigo de cada um deles, uma lembrança vinda de seu amor era mais forte do que qualquer leucemia e aquela touca, tão comum quanto podia, para Uruha, vinda das mãos de seu moreno era mais importante do que tudo naquele momento.

Seus pais, agora mais calmos pelo filho estar melhor, haviam trocado algumas palavras com Viktor, o médico deixando claro que era apenas uma alternativa que ele torcia para não precisar usar, apesar que seria bom, dando aos dois, — e quando precisasse à Uruha também. – a oportunidade de pensar naquele assunto delicado, que mesmo tendo martelado em suas mentes enquanto voltavam ao quarto, amenizou ao ver Takashima rindo leve para o que via. Não estava bem, mas melhor do que na noite anterior. E claro que o maior desejo de todos ali era que essa calmaria durasse realmente muito tempo.

xXx

- Minna podem sair para comer. Fizeram um ótimo trabalho. – O empresário lhes sorriu leve, sabia que aquelas expressões só podiam significar cansaço e frustração, e o melhor era deixar que aquilo passasse quando fosse a hora realmente, e talvez sair um pouco das instalações da companhia fosse ajudar.

- Agradecemos Koga-san. – Kai massageava as têmporas enquanto Ruki, Aoi e Sugizo se deixavam cair sobre o sofá, descansando seus corpos depois do ensaio mais exaustivo que o normal. Os guitarristas podiam sentir suas mãos tremendo levemente e Ruki já pensava na dor de garganta que teria a noite depois de cantar tanto, já achando um martírio ter que continuar depois do almoço.

Já Reita encontrava-se no último andar da PS, uma espécie de cobertura sem nada de importante aparentemente, mas aonde se podia ter uma bonita visão da cidade, ainda que não estivesse realmente prestando atenção naquilo. Seu foco estava na conversa com seus pais, que o fizeram relaxar um pouco ao saber que Uruha estava melhor.

Eram informações reconfortantes que, junto com a presença de Ruki, que havia acabado de aparecer no ambiente, trouxeram alívio para o baixista que desligou o aparelho ao se despedir de seus pais, se contendo para não abraçar o menor, limitando-se a sorrir para ele.

- O Uruha está melhor. – Confirmou, fazendo Ruki sorrir.

- Isso é bom. – Encostou-se ao gradil que envolvia e separava as pessoas das janelas, fitando o outro nos olhos. – Estava na hora de receber notícias agradáveis.

- Concordo. – Reita levou alguns dedos aos cabelos do menor, enrolando-os. – E acho que isso poderia se estender até nós.

- Está me cantando no trabalho Akira. – Riu baixo. – Posso saber que extensão seria essa?

- Algo simples senhor 'falso santo'. – Reita riu um pouco mais alto, inebriando o outro. – Queria saber se não quer sair para jantar.

- Hum, em plena quinta-feira. Quer ir aonde?

- Em qualquer lugar que eu possa, no mínimo, trocar palavras com você sem medo. – Recolheu a mão, colocando dentro do bolso da calça. – Pensei no restaurante do nosso almoço.

- Aposto que na mesma mesa e não duvido que o mesmo garçom. – Aproximou-se um pouco, também se contendo.

- Não seria um problema. Pelo menos a meu ver.

- Por mim também não. – Sorriu. – Podemos ir depois de sairmos daqui?

- Já que vamos ficar até as sete mesmo. Mas, como fará com seu carro?

- Eu deixo aqui e pego amanhã. Mas, vamos descer logo antes que as desconfianças fiquem maiores.

Reita anuiu leve e os dois se puseram a caminhar roçando os dedos, encontrando os outros já saindo da sala de ensaios. Aoi dirigiu um olhar terno ao baixista, que não demorou em anunciar que falara com seus pais, descobrindo que Uruha estava melhor o que levou um sorriso aos lábios de Shiroyama, causando um efeito dominó que se estendeu entre Kai e Sugizo, tão feliz pelo acolhimento que os quatro lhe deram, apesar de todos os problemas. Decidiram até mesmo comemorar com um almoço mais requintado num restaurante de padrão mais alto também perto da companhia, agradecendo como sempre pela refeição, e brindando baixo pelo guitarrista, voltando melhores para o ensaio.

Sugizo pegara melhor as músicas e agora conseguia entrar com Aoi nas passagens, incluindo solos que acabaram ficando consigo, já que os produtores acharam melhor não mudar Aoi de posto, para não terem, além de mais trabalho, provável descontentamento dos fãs. Claro que não reclamaram afinal a idéia também parecia absurda demais, e no fim daquelas horas de ensaio, os cinco sorriram satisfeitos, felizes por tudo estar correndo bem.

- Parabéns Sugizo-san, evoluiu rapidamente e muito bem. – Kai cumprimentou o guitarrista, que sorriu amável ao receber o apoio também de Aoi, Reita e Ruki.

- Sabe, fico feliz que tenham me aceitado bem. – Iniciou, guardando sua guitarra. – Enfrentar a barra que estão enfrentando com Uruha-san não é fácil e precisar substituir assim é realmente ruim. Mas, espero que ele esteja ciente de que eu jamais viria aqui querer roubar seu lugar.

- Ele sabe Sugizo-san. – Aoi iniciou, caminhando até a bateria e sentando-se. – Mas, o Uruha é muito inseguro às vezes e com esse problema da doença acabou achando que seria expulso. Atualmente é uma triste rotina ver ele num momento estar bem e no outro se achar a pior pessoa do mundo.

- E o Aoi fala com uma convicção impressionante. Cuidado hein, tem que disfarçar mais.

A fala de Reita fez a sala explodir em gargalhadas, sabia que Aoi era discreto, mas ao se ver com os amigos, não deixava de mencionar o outro com belas palavras, sempre endeusando Takashima, que, de alguma maneira, Suzuki sabia que sentia aquela coisa boa do hospital e certamente ficava melhor. Era assim que gostava de pensar e queria acreditar que o amigo iria ficar melhor dali para frente.

Claro que não seria fácil, mas, ainda que parecesse descaso, no momento, e ao focar Ruki, Reita apenas conseguiu sorrir discreto, despedindo-se dos amigos e descendo na frente com o menor, já se sentindo aliviado por poder estar a sós com ele finalmente, não deixando de levar uma das mãos até a de Takanori quando os dois já se encontravam no carro, sorrindo e levando-o pelo caminho.

- É quase um martírio não te tocar durante todo esse tempo. – Reita sorriu terno, beijando a mão alva. – Merecemos um prêmio por testar nossa sanidade assim, não acha?

- Nem tenha dúvidas. – Ruki riu baixo. – Quero aproveitar a nossa noite, mesmo que ela passe do jantar para o descanso. Já vai ser algo bom nessa primeira semana de volta ao trabalho.

Reita concordou, ligando o carro e sentindo-se dirigir tão leve quanto possível. Tinha de admitir que o trânsito ruim o deixou um pouco irritadiço, mas Ruki parecia deixar tudo tão mais tranqüilo – Quando assim o estava, claro. – E a viagem de meia hora até um local mais afastado, mas inteiramente tradicional, um restaurante se abriu para eles, e Reita apenas estacionou direito o carro antes de entrar no estabelecimento com o menor, pedindo a mesma mesa e o mesmo garçom.

Ruki teve que se segurar para não rir, mesmo que tivesse achado deveras especial. Acomodou-se fitando a paisagem pela janela, o céu parcamente iluminado, mas ainda bonito. Reita sentou-se de frente para si e arrumou tudo, dando privacidade aos dois. Seus restaurantes com aquelas opções de cortina para tapar os clientes era realmente prática e eles foram sentindo-se relaxar aos poucos, Reita acariciando suavemente a lateral do rosto do amante.

Pediram o jantar e tudo mais o que precisariam, seus estômagos reclamando pela falta de atenção. Por sorte não demorou a sair e eles respiraram felizes, apreciando da comida e da companhia do outro.

- Achei que seria a mesma comida. – Ruki riu leve, fazendo Reita sorrir.

- Não seria demais? Claro que eu não me importaria se quisesse.

- Akira, em alguns momentos a comida é menos importante, sabia? – Desta vez os dois riram mais abertamente e Reita concordou de imediato.

- É, mas tem de concordar que há essa hora estaríamos mortos se não tivéssemos comido nada.

- Disso não discordo mesmo. Mas, — Diminuiu o tom de voz. – E se fosse em casa?

- Oh sim, isso seria muito melhor.

Os dois sorriram e Reita lembrou-se de sua pequena surpresa, pousando os hashis sobre a cumbuca de sua janta, retirando do bolso de sua calça uma caixinha de veludo azul, entregando para Ruki. O menor sentiu o coração falhar uma batida e ao mesmo tempo em que se espantou ao ver um papel com os dizeres 'aceita namorar comigo?' sorriu para o maior e sua escapadela de clichê.

- Isso tudo é timidez?

- De maneira alguma. – Reita riu gostosamente. – É que achei melhor que escolhêssemos algo juntos para fugir da normalidade.

- Kami me deu um homem tão imprevisível. – Falou e sorriu mais para si, fechando a caixinha e guardando consigo. – Deseja realmente que eu vocalize a resposta?

Reita sorriu, negando. Sabia o que o menor diria e sentiu-se nas nuvens de tão feliz, terminando de jantar falando amenidades, apenas soltando as mãos para pedir as sobremesas e fazendo o mesmo quando estas chegaram; desta vez Reita não se contendo em roubar o garfo do amado e lhe dirigir o doce ele mesmo, sorrindo pelas expressões de deleite de Takanori.

- Se a sua ficar aí bonitinha e intocável eu juro que a seqüestro. – Ruki riu de sua sentença, aceitando de bom grado mais uma garfada do maior.

- Nada disso, tire os olhos do meu doce. – Sorriu, pegando seu próprio garfo e partindo um pedaço da sobremesa antes de levar a boca.

- Malvado. – O menor fez um bico expressivo, rindo em seguida. Estava tão leve e feliz.

E claro Reita não estava em situação inferior. Seu coração pulsava tão forte e mesmo já mantendo um relacionamento sério com Ruki não tinha como não sentir as borboletas em seu estômago, sorrindo bobamente como se fosse uma colegial com o primeiro namorado. Ruki lhe desarmava totalmente, e ele não poderia dizer que não gostava daquilo, pois se sentia tão leve como uma pluma.

E num momento tão particular dos dois que já não acontecia há algum tempo, o que mais desejavam era sair do restaurante e se verem sozinhos, e ao realizarem a primeira vontade sentiram-se relaxados, adentrando o carro de Akira felizes e sorrindo novamente, saindo do local por volta de nove da noite, as ruas mais tranqüilas agora.

Reita tinha algumas ruas quase para si, dado o mínimo movimento. Estava tão distraído com a solidão da rua que quase pulou no banco ao sentir Ruki lhe tirar a faixa lentamente, pegando-a e colocando sobre seu rosto.

- Agora eu sou cosplayer do Rei-chan.

Eles riram gostosamente, embargados pela sensação boa que lhes rodeava, tão leves e felizes, sentindo que muito provavelmente seu relacionamento estava dando mais um passo realmente importante com o pedido de namoro finalmente oficializado, e mesmo com todos aqueles problemas, mais uma porta de esperança se abria, dando pistas de um futuro realmente melhor.

E claro, começando no apartamento de Akira, que mesmo não almejando nada erótico tanto pelo cansaço como por não querer apressar nada, sabia que teria uma bela noite ao lado de seu amado — E agora cosplayer de si. – baixinho.