You And Me

1 You and me and all other people...


Notas iniciais
Oi minna! Essa é a minha primeira fic, então espero que gostem.
qualquer errinho me avisem ok?
boa leitura (:

– You and me and all other people... -

Meu nome é Lucy Heartphilia, tenho 18 anos e moro em Magnólia, cidade pequena e universitária. Estudo Psicologia na Universidade Fairy Legacy (UFL), que é referência em todo o Japão. Como qualquer outra cidade universitária, Magnólia é rodeada por jovens e festas, uma perdição pra uma garota como eu, tímida, virgem (sim, virgem), que mora longe dos pais super protetores, sedenta por aventuras e a procura de um novo amor.

Moro em um apartamento de dois quartos que fica a poucos quarteirões da UFL junto com minha amiga de infância Levy McGarden, que cursa Literatura na mesma universidade que eu. Nós duas somos de Hargeon, uma cidade relativamente grande que fica aqui perto e é conhecida pelo seu magnífico porto.

Mudamos-nos para cá tem menos de um mês e ainda não exploramos direito a cidade. Esta noite iremos para uma das mais badaladas boates da região, a Vegas. Escolhi usar um vestido justo acima do joelho, mas não muito curto de cor preta junto com um sapato de salto alto prata, porém com algum brilho. Levy optou por uma blusa branca com o ombro caído, um short preto com cinza em degradê e um sapato de salto alto vermelho.

Olho-me no espelho enquanto me maqueio e quase não reconheço a bela moça exageradamente branca, de cabelos longos e loiros estrategicamente ondulados e olhos castanhos chocolate. Normalmente eu não me arrumo tanto pra sair, mas já faz um mês que eu e Sting, meu ex, terminamos e eu estou a fim de causar.

– O que você tanto olha nesse espelho Lu-chan? – Levy pergunta de pé atrás de mim gloriosa e maquiada em sua roupa e cabelos lisos azulados batendo um pouco a baixo do ombro. – As meninas já estão lá em baixo nos esperando. Eu sei que não é legal chegar no começo das festas, mas também não vamos exagerar, certo?

– Tudo bem, tudo bem. – falo com um sorriso no rosto e caminhamos em direção à porta.

Moramos no terceiro andar e infelizmente o elevador do nosso prédio está quebrado, então descemos pelas escadas até a portaria onde Mira, de cor pálida e lindos e longos cabelos branco acinzentados, e Erza, ruiva e com um corpo escultural, que fazem administração e conhecemos em uma festa da UFL, nos aguardam ansiosas pela noitada que está por vir.

Rapidamente chegamos à boate, que fica a menos de um quarteirão do meu apartamento, nos deparamos com um belo prédio azul marinho com o nome Vegas escrito bem grande na cor prata e colunas pretas nas laterais.

– E que a diversão comece – diz Mira alegremente enquanto anda saltitante para dentro da boate e Erza a acompanha logo em seguida, também animada. Restando só eu e Levy na entrada.

Logo que entramos olhamos algumas pessoas que normalmente vemos no campus, mas com quem não falamos, e em seguida, perto do palco, observamos Erza e Mira sentando-se junto à mesa de três de nossos amigos. Os namorados Gray, com seus cabelos pretos e uma estranha mania de tirar a roupa do nada, e minha amiga de sala Juvia, com seus longos cabelos azuis, e ainda o irmão dela, Jellal, que é alto, bronzeado, com uma espécie de tatuagem do lado direito do rosto (?) e de cabelos azuis que estava aparentemente entediado segurando vela. Sabe aquele típico homem intelectual e interessante que consegue arrancar suspiros por onde passa? Ele é um desses, só que os suspiros são principalmente da Erza, diga-se de passagem (que ela não me escute falando isso!).

– E ai garotas?– diz Jellal com seu olhar misterioso direcionado especialmente para Erza, enquanto Gray e Juvia nos dão sorrisos calorosos.

– Oi – falamos em uníssono em voz alta para superar o barulho que sai das caixas de som enquanto Erza cora bruscamente.

Sentamos-nos com o resto do pessoal e quando eu menos espero Erza e Jellal saem juntos para dançar (sabia que eles tinha alguma coisa!) me deixando com o casal, Levy e Mira, que não demoram muito e também vão em direção à pista de dança.

– E então Lucy, está gostando da cidade e da UFL? – pergunta Gray desconfortável com o clima que ficou na mesa quando eu passei a segurar vela.

– Estou sim, obrigada. É tudo novo ainda, mas me surpreendo a cada dia com a universidade e com o que a cidade tem a oferecer, e eu ainda tenho a Juvia-chan pra me ajudar – sorrio timidamente com a situação e logo após todos na mesa dão o mesmo sorriso. Ficamos conversando sobre histórias do campus. Eu e Juvia nos tornamos muito amigas, já que estamos sempre juntas durante as aulas, então assunto é o que não iria faltar, mas não queria passar o resto da minha noite segurando vela, mesmo que não me importasse tanto com isso.

Começo a olhar ao redor e reparo em um rapaz alto, bronzeado, de cabelos rosa (?) e olhos penetrantes cor ônix, numa mesa não muito distante da minha, me observando e me lançando um olhar quente, meio misterioso e um sorriso. Fico sem graça e desvio o olhar, peço licença ao casal em minha mesa, que aparentemente queria ficar a sós, e me direciono para a pista de dança me juntando a Levy e Mira.

Olho para minha esquerda e vejo Erza e Jellal dançando bem coladinhos com um clima obviamente quente no ar e me sinto meio perdida, mesmo com as minhas amigas perto de mim.

Começo a dançar sozinha, fecho meus olhos e viajo pensando que se eu tivesse um namorado nunca estaria aqui nesse estado e de repente uma mão em minha cintura me desperta de meu devaneio. Um homem alto, branco, de olhos castanhos, cabelos ruivos e altamente embriagado me puxa para perto de si.

– Sozinha na pista de dança? Não consigo acreditar. – afirma com um olhar escaldante.

– Não, não. Estou esperando meu namorado – digo com medo do que está por traz daqueles olhos ameaçadores – ele foi ao banheiro, mas a qualquer momento estará de volta.

– Namorado? Hum... Não vejo nenhum namorado por aqui. Vamos lá, descontrai um pouquinho – ele diz, me puxando mais pra perto de seu corpo.

Eu gelo de medo. Um cara aparentemente fora de si está aqui me assediando e eu não tenho ninguém pra me defender, já que todos os meus amigos estão muito distraídos, o som está muito alto para que eu possa pedir ajuda e o estranho é assustadoramente forte. Devo armar uma cena? Eu quero ficar marcada como a garota que fez uma cena em plena Vegas?

E quando eu menos espero o rapaz alto que anteriormente me olhava de longe com um sorriso nos lábios está ao meu lado segurando meu braço.

– Está tudo bem, amor? – pergunta o rosado entre dentes olhando atentamente para o homem que tem a mão em minha cintura.

Olho sem entender e rapidamente me dou conta do que está acontecendo e respondo: – Sim amor, foi só um mal entendido eu acho. – falo sem graça olhando para o belo homem de olhos ônix.

E de repente o ruivo solta a minha cintura e levanta as mãos como quem diz ‘foi mal, não sabia que ela estava acompanhada’. Um enorme alívio percorre meu corpo e eu me vejo sorrindo agradecida para o pedaço de mau caminho à minha frente que sorri em resposta.

– Lucy – eu digo chegando perto de seu ouvido para me certificar de que ele escute.

– Prazer, Natsu – ele fala fazendo o mesmo gesto que o meu e abrindo um sorriso de ponta a ponta.

– Prazer, Obrigada – falo aliviada e sem graça – Você me tirou de uma situação embaraçosa.

– Por nada – ele afirma – Já estava te observando há um tempo e vi que você não estava gostando da “atenção” que o manezão ali estava lhe dando – Ele completa com graça observando minha reação ao ouvir suas palavras.

Eu coro e dou graças a Deus pela luz estar fraca e ele não conseguir perceber.

– E então Lucy, o que você faz da vida? – ele pergunta, mas eu não consigo ouvir por causa da altura do som.

– O que? Não entendi – eu pergunto

– Você aceitaria ir para um lugar menos barulhento? – ele pergunta mais alto apontando para uns banquinhos em frente ao bar que fica mais na entrada da boate, longe do barulho ensurdecedor e da enorme quantidade de pessoas que dançavam na pista.

– Claro. – respondo meio nervosa.

Então ele segura minha mão e gentilmente me guia em direção aos banquinhos. Enquanto caminhamos olho para Levy que está olhando para mim com uma cara que diz ‘amiga, quem é esse gato?’ e eu respondo com um olhar de quem não está acreditando no que está acontecendo e lhe mandando um outro como quem diz ‘não se faça de santa, também estou te vendo com um pedaço de mau caminho’ e começo a rir, fazendo ela corar bruscamente. Levy estava dançando com um moreno alto, que tinha uns piercings no rosto. Tenho que lembrar de perguntar tudo pra ela depois!

Quando chegamos ao nosso destino me sento em um dos banquinhos e ele se senta ao meu lado, sorrindo pra mim.

– Você é muito bonita Lucy – ele fala olhando-me com os olhos brilhando e um sorriso torto em seu rosto.

– Obrigada – falo sem graça e coro. Merda, dessa vez ele pode ver.

– Nada. Você aceita uma bebida? Por minha conta – ele sorri.

– Bem, minha mãe sempre me disse pra não aceitar bebidas de estranhos, mas como você me salvou agora pouco, vou abrir uma exceção. Matini de maçã, por favor. – falo sem graça.

Ele olha para o barman e pede minha bebida e ainda um conhaque para si. Ficamos conversando por um tempo. Ele faz direito na UFL, está no quinto período e faz estágio em um escritório no centro da cidade. Tem 20 anos e é daqui mesmo de Magnólia, mas mora sozinho, seus pais são separados e se mudaram tem uns anos.

De repente ele começa a me olhar de um jeito diferente, com aparentes segundas intenções e se aproxima mais ainda de mim. Eu o encaro de volta como quem da a ele um sinal verde e quando menos espero sua boca toca a minha e estamos nos beijando. Ele segura o meu cabelo perto de minha nuca e me aproxima mais ainda de seu corpo. Percebo que o clima está ficando quente de mais e me afasto nos jogando um balde de água fria.

– Desculpe – ele diz meio sem graça e sem fôlego – Não queria precipitar as coisas. Me da teu número? A gente podia marcar alguma coisa.

– Tudo bem – eu falo corando e dou-lhe meu número.

Levy então surge aparentemente esgotada, perguntando se podemos ir pra casa.

Confirmo com a cabeça e levanto do banquinho me inclinando para dar um beijo na bochecha de Natsu e me despedir, mas ele me puxa e me beija na boca.

– Bem, a gente se vê então. Eu te ligo – ele diz com um belo sorriso no rosto.

– Ok – eu digo sorrindo com as bochechas vermelhas e andando com Levy em direção à saída.

– Você e o dos piercings hein? – eu digo dando um empurrãozinho e sorrindo para Levy enquanto caminhamos em direção ao nosso apartamento.

– O nome dele é Gajeel, faz arquitetura na UFL, acho que pode dar em alguma coisa – ela afirma com um super sorriso no rosto. – Mas me conta, quem era o rapaz de cabelo rosa? – pergunta, dando ênfase ao rosa, ansiosa como uma criança.

– O nome dele é Natsu e ele faz direito na UFL – respondo encantada.

– Humm, interessante. Vocês vão se ver de novo? – ela pergunta com uma certa malícia me deixando sem graça.

– Ele pediu meu número e eu dei – digo com um sorriso bobo no rosto enquanto chegamos ao nosso prédio e subimos as escadas.

Agora estou em casa, morta de cansada. Resolvo deitar por uns instantes só para assimilar tudo o que aconteceu nessa noite, mas acabo caindo no sono.

Notas finais
E então, o que acharam? Espero a opinião de vocês.
Beijocas e até o próximo capítulo haha.