You And Me
2 Se acostumando com o ambiente.
Notas iniciais
Ta aqui mais um capítulo pra vocês, espero que gostem.
– Se acostumando com o ambiente -
O bom de hoje ser domingo é que eu posso acordar no horário que eu bem entender. Nada de acordar com o despertador às sete da manhã. Acordo às 11:30 e já vejo Levy na cozinha viajando em seus pensamentos e preparando uma macarronada para o almoço.
– Pensando no Gajeel? – pergunto curiosa – A noite de ontem foi bem inesquecível, não foi? – dou um sorriso.
– Sim – ela responde sorrindo – Nós marcamos de sair hoje de novo, só nós dois. – ela diz com os olhos brilhando e dando pulinhos de alegria.
– Só vocês dois... Então o dia promete – afirmo com um sorriso malicioso.
– Pra nós duas eu espero – ela diz entusiasmada. – Aquele bonitão ficou de te ligar não foi?
– Foi, vamos esperar pra ver no que vai dar – digo nervosa batendo os dedos indicadores.
Ela sorri e serve o almoço na mesa. Nossa cozinha não era muito grande, havia apenas uma mesa arredondada, que ficava bem ao centro, 4 cadeiras ao seu redor, um fogão, a pia e alguns armários, uma geladeira e um microondas.Eu rapidamente pego os pratos e os talheres e coloco ao lado da travessa com a macarronada e nos sentamos pra almoçar. Começamos a conversar sobre os pais dela que insistem em dizer que ela quase não liga mais pra casa desde que veio morar aqui, e isso me faz lembrar que é bom eu ligar para meus pais pra saber como vão as coisas e dizer pra eles que eu estou viva. Admira-me o fato de nenhum deles ter me ligado desde ontem.
Termino de almoçar, lavo as louças e pego meu celular para ligar pra a minha mãe. Ela parece bem, disse que papai me mandou um beijo e eu mando outro. Aparentemente não há nenhuma novidade interessante em Hargeon, ela disse que Sting chegou a perguntar por mim (estranho), mas não dou atenção a essa informação. Prefiro não contar pra ela sobre minha noite. Mamãe não gosta que eu saia à noite, muito menos para beber.
Após o final da ligação vou para o meu quarto e me deito para lembrar da minha noite. De repente meu celular toca e aparece um número que eu não conheço. Eu atendo.
– Alô? – pergunto curiosa.
– Lucy? É o Natsu. – ele responde.
– Ah... Oi! – eu respondo nervosa
– Eu disse que ligaria – ele sorri — Tudo bem?
– Tudo sim, e com você?
– Tudo. Tem planos pra hoje? – eu congelo
– Nã... não. Não tenho – eu gaguejei! Que ódio de mim mesma.
– Topa ir à praia comigo? O dia ta lindo lá fora. – pergunta animado
Praia, ai meu Deus. Usar biquíni no primeiro encontro. Meu nervosismo aumenta e eu respondo.
– Topo sim. – mesmo hesitante.
– Você quer que eu vá te buscar ou a gente se encontra lá?
– A gente se encontra lá – Não tenho certeza ainda se quero que ele tenha meu endereço, vai saber né...
– Ok então, às 15 horas ta bom pra você? No Miami?
– Ta bom. Até as 15 então. – falo ainda tímida
– Até linda. – eu coro.
Miami é um quiosque famoso na cidade que fica bem perto da entrada da orla da praia, lindo lugar. Perfeito para um encontro. Olho para o relógio e vejo que são 13:00. Resolvo dormir um pouco e coloco o despertador pra daqui a 40 minutos.
Acordo com o despertador tocando e vou tomar um banho. Saio do banheiro e corro para meu quarto. Decido usar meu biquine preto de bojo. Isso, preto emagrece, penso comigo mesma. Coloco um short também preto, uma regata cinza, minha havaiana prata e pego uma bolsinha e meus óculos de sol e protetor solar. Dou uma arrumada no meu cabelo de modo que ele fique bem ondulado e solto. Pego minhas chaves. Olho para meu celular e vejo que faltam 10 minutos para as 15 horas e corro em direção ao estacionamento.
Entro no meu New Beatle vermelho, presente que ganhei dos meus pais ao fazer 18 anos, e mando uma mensagem para Levy.
Estou indo à praia com o Natsu. To atrasada e não deu tempo de te avisar. Beijinhos.
Estou ansiosa, não sei bem o que esperar desta tarde. Mas ele me ligou e marcou um encontro comigo, já é uma ótima pista. Tenho que me soltar um pouquinho mais. Deixar de ser a garota tímida de sempre que mal consegue olhar nos olhos de alguém quando ta com vergonha e me tornar uma pessoa divertida e alegre que todo mundo gosta de ter por perto.
Estaciono meu carro na porta do Miami e já consigo ver Natsu sentado perto do bar me esperando. É agora ou nunca. Minhas pernas estão tremendo, eu estou tremendo! Mas eu vou encarar isso. Quem vê pensa que vai ser uma tortura. Não, vai ser divertido Lucy, mantenha a calma.
Saio do carro e ele me vê. Lança-me um sorriso e acena pra mim. Eu faço o mesmo, porém meio sem graça.
– Oi, você está linda. – ele me diz sorrindo.
– Oi, obrigada. Você também está ótimo – eu falo, corando. Ele percebe que eu fiquei sem graça e sorri mais ainda. Natsu usava uma bermuda vermelha e uma regata branca, que destacava bastante o seu corpo de Deus Grego.
– Prontos para fazer o pedido? – pergunta o garçom me tirando de meus pensamentos nada puros, diga-se de passagem.
– Uma água de coco, por favor. – eu respondo.
– Duas – ele completa com um sorriso no rosto sem desviar seus olhos dos meus.
Menos de dois minutos, de total silêncio que pareceram uma eternidade, depois, o garçom chega com nossas bebidas e finalmente cortamos o silêncio.
– E então Lucy, me fala um pouco sobre você... Noite passada eu acho que falei muito de mim e você quase não disse nada. – ele diz tentando puxar um assunto.
– Bem, eu moro aqui com uma amiga minha, Levy, faço primeiro período de psicologia na UFL, sou de Hargeon, tenho 18 anos. Hum... acho que só – termino fazendo uma cara meio desconfiada, dando um sorrisinho sem graça e olhando para qualquer lugar, menos pra ele.
– Você é tímida não é? – ele pergunta e segura a minha mão.
Ai meu Deus. Rápido Lucy, descongela e responde alguma coisa!
– Um pouquinho talvez? – eu falo com um sorriso irônico no rosto.
Isso, muito bem. Pelo menos não fiquei calada com uma cara de idiota olhando pra a minha mão. Ele sorri.
– To percebendo – continua sorrindo.
– Mas é só por uns instantes até eu me acostumar com o ambiente – falo achando graça da minha própria fraqueza. Ele me lança um sorriso meio malicioso (?).
Terminamos nossas bebidas.
– Você não quer ir dar uma caminhada pela praia? – ele pergunta.
– Claro. – falo dando um sorriso de orelha a orelha.
Começamos a caminhar lado a lado com o vento soprando a favor de nossos cabelos. Ele começa a falar sobre o curso de direito, sobre as cadeiras que ele não suporta, sobre as que gosta, sobre as peculiaridades. E eu fico prestando atenção, agradecendo por nós termos assuntos pra conversar. Depois começo a falar sobre o meu curso e o porquê da minha paixão pela ideia de tentar entender a mente humana.
– Então se você pudesse escolher um super poder seria o de ler mentes? – ele pergunta sorrindo e intrigado.
– Talvez. Ler mentes ou ser invisível, não tenho certeza ainda. – ele sorri.
– ‘o que você iria fazer se ninguém pudesse te ver’ – canta um pedaço da música de Capital Inicial.
– Justamente – falo perplexa por ele ter falado o que eu estava pensando e dou um sorriso, admirada.
– Acho que eu estou começando a entender a sua mente. – ele fala sorrindo e se vangloriando.
Nós dois começamos a rir e ele pergunta se eu não gostaria de sentar na areia, perto do mar e eu aceno com a cabeça. Começamos a falar sobre memórias de infância que temos da praia. Aparentemente os pais dele não eram muito fãs de mar, então raramente o traziam, ele diz que a maioria das vezes que veio aqui foi com seus amigos já durante a adolescência. Eu conto que meus pais adoram praia e me levavam sempre que podiam, passei a maior parte da minha infância torrada de Sol e sou uma eximia nadadora. Ele olha pra mim como se não pudesse acreditar e eu confirmo com a cabeça.
– Vivendo e aprendendo – ele diz sorrindo e com um pouquinho de ironia em seu olhar.
– A mais pura verdade – eu digo o encarando – um dia posso lhe provar – dou um sorriso “inocente”.
Ele sorri e confirma com a cabeça.
– Com frio? – ele pergunta ao me ver esfregando as mãos.
– Um pouco – eu confirmo
Então ele faz um sinal com a mão como quem diz ‘chega mais pra cá’ e eu me aproximo. Ele coloca seu braço ao meu redor e me aperta contra seu corpo delicadamente. Quando dou por mim seus lábios encostam os meus e estamos nos beijando de forma que não sinto mais frio. Aliso seu rosto enquanto ele me puxa mais pra perto de si sem nunca deixar meus lábios. E de novo sinto a onda de calor, a mesma que fez com que eu me afastasse dele na Vegas noite passada, mas dessa vez eu simplesmente não tenho vontade de me afastar como tinha antes. De modo que nós dois acabamos esquecendo que estamos na beira da praia cercado por outras pessoas.
– Intenso – eu digo sem graça quando terminamos de nos beijar. Ele sorri
– E muito bom – ele diz ainda sorrindo, com os olhos pegando fogo e logo me beija novamente.
Ele beija muito bem. Sua mão está em minha perna quando meu sensor diz: ‘opa, isso está muito quente pro meu gosto’ e meu subconsciente me diz: ‘vocês mal se conhecem, não vai deixar que isso acabe em um quarto, vai? Você tem muito a perder, acredite ’. Retorno a minha sanidade e me afasto um pouco. Ele percebe que eu hesitei e então tenta mudar o foco
– Com fome? – pergunta meio sem graça.
– Muita – afirmo sorrindo. Mesmo que eu não estivesse com fome, o que não é o caso, eu diria que sim só pra apagar um pouco esse incêndio.
– Vamos – ele diz se levantando e me puxando em direção ao mesmo quiosque perto da praia.
Sentamos numa mesa e pedimos iscas de peixe e um suco de laranja pra mim e um refrigerante pra ele já que nós dois vamos dirigir na saída daqui.
– Então, ontem à noite, o ruivo que estava falando contigo, você o conhece? – ele pergunta curioso.
– Não faço ideia de quem seja. Cheguei aqui há pouco tempo e ainda não conheço muita gente. Deve ser um idiota qualquer que bebeu demais e acha que pode tudo. Você me tirou de uma situação bem chata, obrigada de novo.
– É eu sei reconhecer uma donzela indefesa – ele sorri.
– Nem tão indefesa assim, se você não tivesse aparecido provavelmente eu iria dar o meu jeito. Só não queria fazer uma cena na frente de todo mundo. – falo me vangloriando.
– Você iria tentar alguma coisa contra aquele homem que dava uns três de você? -- ele pergunta incrédulo e meio irritado.
– Se você não tivesse aparecido provavelmente sim. – respondo normalmente.
– Bem, então ainda bem que eu cheguei. – ele diz pasmo e esperando pela minha resposta.
– Ainda bem – eu falo sorrindo
O garçom chega com nosso pedido cortando nosso clima e começamos a comer e ele começa a falar sobre as peculiaridades da cidade, os locais badalados e coisas do tipo.
– Eu posso te levar a algum deles se você quiser – ele diz tentando parecer indiferente, mas não consegue.
– Eu adoraria – dou a ele um de meus melhores sorrisos deixando-o meio sem graça. Eu tenho o poder de deixá-lo sem graça? Sim, pelo visto eu tenho. Isso me faz sorrir mais ainda.
Ele começa a me falar sobre as festas que estão por vir e o que espera de cada uma delas. Da pra perceber que ele realmente ama uma noitada. Olho para o relógio e vejo que já são 21:30, como o tempo passou rápido! Tenho aula amanhã, infelizmente.
– Nossa, já são 21:30 – digo para ele – Tenho aula amanhã cedo e ainda um seminário pra terminar de organizar, preciso ir.
– Já? – ele pergunta aparentemente desanimado. Eu gosto disso. Confirmo com a cabeça.
– Tudo bem então – ele diz – Posso te ligar de novo? – ele pergunta. Isso é como canção para os meus ouvidos.
– Sinta-se à vontade – dou um sorriso que também o faz rir.
– Ok, te ligo às três da manhã então – ele faz piada.
– Hum... não tão à vontade assim então – eu começo a rir e me levanto.
– À vontade assim?-- Ele também se levanta, vai a minha direção e me beija fortemente e eu o beijo de volta.
– Assim parece ótimo – digo sorrindo sem graça e recuperando meu fôlego.
Ele sorri e então pedimos a conta, que ele faz questão de pagar, nos despedimos e cada um vai para um lado.
– Ah, Lucy – ele diz chamando minha atenção – Bem que você me disse – ele faz uma pausa e eu o olho com uma cara de quem não está entendendo nada — Você acaba se soltando quando se acostuma com o ambiente. – ele completa e sorri acenando pra mim.
Dou um sorriso super tímido pra ele e aceno de volta. Entro no meu carro, começo a ouvir Diamonds da Rihanna e dirijo em direção à minha casa cantando loucamente.
Notas finais
Podem dar um sinal de vida pra mim, please? Gosto do contato humano! hahaha.
Enfim, até o próximo. Beijocas
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