You And Me

3 45 do segundo tempo.


Notas iniciais
Oi minna-san!

Aqui estou eu no intervalo entre uma aula e outra na universidade haha. Queria agradecer pelas lindas Carolevity-chan (tomei a liberdade de te chamar assim) e Nanami-chan terem favoritado a fic. Vocês fizeram a mocinha aqui muito feliz, arigatou, tem mais um favorito, mas por algum motivo eu não consigo ver qual é :x . E também a Mell-chan, que veio até aqui ler a fic a meu pedido *-*

Enfim, esse capí­tulo não tem muito a participação do Natsu, mas era necessário pra o desenrolar da história, então não me matem.
Boa leitura! ♥


– 45 do segundo tempo -

Olho para a janela ainda com os olhos embaçados recém-despertos e vejo que faz um dia lindo em Magnólia, mas por que diabos eu não sinto vontade de sair da cama? Paro um pouco e reflito. Ah sim subconsciente, muito obrigada por me lembrar. Apresentação de um seminário de neuroanatomia e a louca vontade de ficar na cama apenas relembrando o dia de ontem.

Olho para o despertador e vejo que já são 07:15, rapidamente pulo da cama, me dispo e corro para o banheiro enrolada na toalha que peguei em cima da cadeira de minha mesinha. Chego em frente a porta e ao tentar abri-la vejo que está trancada, então Levy avisa-me que está no banho. Ótimo, pra começar meu dia com o pé direito.

Desesperada, bato na porta do banheiro loucamente para que Levy se apresse. Tenho aula da carrasca professora Katsuy no primeiro horário e não posso levar falta de novo por atraso.

– Finalmente! – exclamo quando Levy sai do banho.

– Calma Lu-chan! Não tenho culpa se você se atrasou hoje, mas sei de uma pessoa que possivelmente tem – ela diz, com um sorriso malicioso nos lábios, enquanto sai do banheiro.

– Professora Katsuy, que passou um seminário que eu só fui terminar de organizar tarde da noite – respondo dando uma de desentendida, mas acabo sorrindo no final.

Corro para o banheiro e rapidamente me banho. Saio desesperada em direção ao meu quarto, seco meu cabelo, visto uma calça jeans e uma blusinha preta de alças e uma sapatilha também preta, passo uma base no rosto, pego minha bolsa, caderno e chaves. No caminho para a porta passo pela cozinha, pego uma maçã e saio em disparata.

Vou para o estacionamento do prédio, entro no meu carro e acelero em direção a UFL.

Chego à Universidade e por pouco não me atraso. Suspiro aliviada ao ver a professora chegar poucos minutos após a minha chegada.

Sento ao lado de Juvia, aquela da boate Vegas, e Yuri, que era alto e moreno com cabelos castanhos e olhos cor de mel, amigo que também fiz aqui no curso, e pergunto se está tudo ok pro nosso seminário, mas deixando minha felicidade bem aparente para que surjam as perguntas sobre minha noite.

– Vejo que alguém acordou especialmente feliz hoje – diz Juvia olhando para Yuri e depois para mim – Como foi seu final de semana Lucy-chan? – pergunta animada, mesmo já tendo noção da minha resposta, já que me vira com Natsu na boate.

– Bem, foi interessante... – afirmo com um olhar misterioso. O professor vai para o meio da sala e começa a pedir que as apresentações comecem, mudando o foco da nossa conversa.

O primeiro grupo começa a apresentar e vejo que Juvia continua me olhando ainda esperando pelo resto da minha resposta, mas eu a olho como quem diz ‘depois a gente conversa’ e começo a prestar atenção ao que está sendo apresentado.

Chega a vez do meu grupo, que é o último. Nos apresentamos, o professor sempre nos encarando sem demonstrar nenhum sentimento e sem nos dar nenhuma pista de como estamos nos saindo. Depois de um tempo finalmente terminamos e me sinto aliviada com menos um peso nas minhas costas e já sei que Juvia virá me perguntar da minha noite anterior.

– Sim, me conta tudo! Lucy-san encontrou o amor com o garoto dos cabelos rosados de sábado? Juvia não se aguenta de curiosidade – ela exclama morta de curiosidade e batendo palminhas ao lado de Yuri.

– Bem, como Juvia já sabe, sábado fui à Vegas com Levy e outros amigos e acabei conhecendo um carinha que me salvou de um bêbado sem noção – faço uma pausa para ver a reação de Yuri que está boquiaberto ao lado de Juvia e depois continuo – O nome dele é Natsu e ele faz direito aqui na UFL. Dei meu número pra ele, ele me ligou e saímos ontem de novo.

Juvia olha pra mim super empolgada e começamos a falar sobre meu final de semana. Pelo que eu a disse ela acha que ele realmente ficou interessado e que vai me chamar pra sair mais vezes. Depois falamos do final de semana dela, que saiu com o Gray para jantar com os pais dele e do final de semana de Yuri, que segundo ele, foi puro tédio.

Acabando minhas aulas saio da sala e me despeço de Juvia e Yuri. Hoje só tenho aula até a hora do almoço, então vou em direção ao estacionamento para ir pra casa.

Entro no meu carro e dirijo para casa. Chegando vejo que Levy não está. Provavelmente hoje ela tem aula pela manhã e à tarde e deverá almoçar no restaurante universitário.

Coloco minhas coisas em cima do sofá e vou para a cozinha preparar alguma coisa. Hoje estou especialmente inspirada e resolvo fazer um estrogonofe de carne e arroz branco acompanhado de batata palha. Começo a temperar e cortar a carne e misturar os ingredientes na panela enquanto penso nos acontecimentos desses últimos dois dias. Ele ainda não me ligou, mas ainda é cedo, tenho todo o dia pela frente.

De repente meu celular começa a vibrar em meu bolso, devo ter esquecido de tirar do silencioso. Fico animada pensando que seria Natsu, mas era Levy, dizendo que se atrasou, mas que virá almoçar em casa.

– Tudo bem, estou fazendo um estrogonofe de carne.

– Ótimo, estou morrendo de fome. Chego em casa daqui a uns 10 minutos. – ela fala animada com a notícia.

–- Ok, tchau. – falo e desligo, continuando a cozinhar.

Não demora muito e ela chega, coloca suas coisas em cima da mesa de centro da sala e vem em minha direção na cozinha.

– Lu-chan, acho que deveria te levar pra sair mais vezes, pra você encontrar mais carinhas interessantes e querer cozinhar quando chegar em casa – ela fala empolgada com o cheiro que vem da cozinha – Porque normalmente este horário estaríamos comendo um macarrão instantâneo ou uma pizza.

– A sim, engraçadinha. Simplesmente me deu vontade de cozinhar, aproveite. Pare de reclamar e me ajude a colocar a comida na mesa – falo fazendo uma careta, lhe entregando os pratos e talheres e andando em direção à mesa com a panela de estrogonofe na mão.

Almoçamos e em seguida Levy começa a lavar as louças enquanto eu arrumo a mesa.

– E então, ele ligou? – ela pergunta com a esponja na mão.

– Ainda não, mas ainda é cedo não é? – pergunto com um tom meio desconfiado e nervoso.

– Sim. Mas se ele não ligar lembra que quem está perdendo é ele – ela da um sorriso tentando me motivar.

Eu aceno com a cabeça e terminando de limpar a mesa vou para o meu quarto. Tenho umas atividades pendentes para fazer.

Depois de terminar as atividades acumuladas vou em direção à cozinha e vejo Levy sentada no tapete da sala falando ao celular. Pelo tom de sua voz, sorriso no rosto e o jeito como ela mexe no cabelo só pode ser Gajeel.

– Posso sim. Que horas você passa pra me buscar? – ela pergunta animada. — Ok então, até lá.

– Gajeel? – eu pergunto mesmo já sabendo a resposta.

– Sim, nós vamos ao cinema hoje. Ele vem me buscar mais tarde. – ela afirma com um sorriso de orelha a orelha. – Vamos ver no que vai dar.

– Ah, não acredito que você ainda não me contou dos acontecimentos da sua noite passada! – falei meio incrédula.

– Foi tudo ótimo Lu-chan. Nós fomos assistir a uma peça de comédia. Me diverti bastante. – ela falou sorrindo de orelha a orelha.

– Só isso? Duvido muito – sorri maliciosamente.

– Tudo bem, tudo bem. Saindo de lá fomos jantar em um restaurante. Conversamos bastante, demos uns amassos, mas nada além disso, juro! – falou meio sem graça. Eu sabia que Levy também era virgem e que com certeza não perderia a virgindade com um carinha que acabou de conhecer, mas vai saber né, vai que ela tinha pirado de vez.

– Eu sei – sorri – Você não teria por que mentir para a sua melhor amiga – sorri ainda mais, me vangloriando. Ela sorriu de volta.

Passamos mais um tempo conversando sobre coisas bem banais e sobre a universidade. Um tempo depois Levy corre para seu quarto para se arrumar enquanto eu fico na sala procurando algo que preste na TV. Quase uma hora depois ela sai do quarto toda produzida com o cabelo solto, vestindo uma calça jeans justa, uma blusa branca de alcinhas, uma sandália não muito alta nude e uma maquiagem leve.

– Tá linda, amiga. – eu digo sorrindo e a encorajando.

– Obrigada – ela diz com os olhos brilhando e indo em direção à porta. – E não esquenta a cabeça, ele vai ligar! – fala ao perceber que eu estou meio no mundo da lua.

Dou um sorriso sem graça e a vejo sair pela porta e me mandar um beijo, mando outro e volto a minha atenção para a TV.

– Me conta tudo quando voltar!

– Pode deixar! – ouço a voz dela meio distante.

Bem, já são quase sete horas e até agora nada. Mas por que eu estou assim tão ansiosa pra a ligação de um carinha que eu mal conheço? Por que será? Penso comigo mesma e começo a rir.

Meu celular vibra e vejo uma mensagem de Juvia dizendo que está no Zone, um barzinho que fica no centro da cidade, com Yuri (milagre, Juvia saindo sem o Gray) e perguntando se não quero me juntar a eles. Respondo que sim e vou para o meu quarto me arrumar.

Tomo meu banho, coloco um short jeans e uma blusa de cetim azul bebê, me maqueio, pego minhas chaves e bolsa, calço uma sapatilha transparente e saio em direção ao estacionamento.

Estaciono meu carro na esquina e ando em direção ao bar. Chegando lá vejo Juvia e Yuri numa mesa perto da calçada.

– Oi – eu digo sorrindo e dando um beijo na bochecha de cada um.

– Oi amiga – diz Juvia empolgada

– Oi Lu-chan – diz Yuri sorridente

Yuri faz um sinal para o garçom, que se aproxima de nós perguntando qual é o nosso pedido e eu decido por um refrigerante, já que estou dirigindo, e uma porção de fritas. Juvia e Yuri pedem uma cerveja. Já vi que eu realmente serei a única motorista esta noite.

Nossos pedidos chegam rapidamente e então começamos a fazer aquilo que mais gostamos quando estamos juntos: fofocar. Yuri nos conta a história de uma garota que faz terceiro período de farmácia e está grávida de um garoto que faz engenharia elétrica e começamos a debater o assunto.

Esqueço momentaneamente do bendito Natsu até quando Juvia pergunta:

– Lucy, o Natsu te ligou? – a curiosidade matou o gato sabia? No caso a gata, no caso eu :/ .

– Não. E quer saber? Nem to mais assim tão empolgada com isso – digo disfarçando minha decepção.

Juvia nota meu desconforto e então mudamos de assunto. De repente, não sei como, chegamos a falar sobre o ex do Yuri (sim, ele é gay) que agora está ficando com um garoto da nossa sala, que Yuri particularmente odeia. Chegamos a conclusão de que é pura provocação.

Quando dou por mim já são 22:45, todos nós temos aula amanhã cedo e então decidimos que já está na hora de ir. Juvia e Yuri, que moram próximos, pegam um táxi e eu caminho em direção ao meu carro.

De repente eu escuto alguém chamar meu nome e quando olho para trás é o Natsu. Eu congelo na hora, sem saber o que falar ou como agir e então fico parada esperando ele me alcançar.

– Oi – ele diz enquanto recupera o fôlego por ter corrido até mim.

– Oi – eu respondo sem entender direito o que está acontecendo.

– Eu ia te ligar hoje, mas aqui está você – ele sorri ainda cansado.

Dou um sorriso meio sem graça, sem saber o que responder.

– Tem planos pra sexta? – pergunta.

– Er... não – eu respondo me arrependendo depois por sempre dar uma de disponível. Que ódio de mim!

– Então topa ir comigo a Italian’s sexta à noite?

– Eu adoraria – falo deslumbrada, mas depois me recriminando de novo.

– Ótimo – ele sorri. — Onde você mora? Eu poderia passar pra te buscar digamos às oito?

Falo meu endereço, que ele reconhece porque tem um primo que mora ali por perto, e concordo com o horário. Italian’s é uma das melhores pizzarias da cidade. Já estive lá uma vez com minhas amigas e adorei o espaço e a comida.

De repente ele me puxa pra perto de si e me beija. Um beijo bem passional, mas quando eu ia me empolgando com o beijo ele se afasta.

– Então a gente se vê – ele fala me encarando com um brilho nos olhos e se afastando lentamente de mim.

– A gente se vê – digo com o olhar confuso, mas sorrindo.

Continuo a andar em direção ao meu carro e ele segue para a direção oposta. Chegando dentro do carro recupero meu fôlego e começo a pensar como ele pode ter esse efeito sobre mim sendo que a gente mal se conhece. Como eu posso fazer papel de boba e deslumbrada toda vez que estou perto dele? É como se ele tivesse chegado aos 45 minutos do segundo tempo e salvado meu dia pelo simples fato de ter me dado aquele sorriso incrível que só ele tem.Tenho que aprender a controlar um pouco esse meu lado. Em seguida acelero e vou para casa.

Quando chego em casa vejo que Levy ainda não chegou. A noite deve estar sendo ótima, penso comigo mesma, e dou um sorriso ao me lembrar do meu inesperado encontro depois de sair do Zone.

Vou em direção ao meu quarto. Troco de roupa, escovo os dentes e me deito a espera do sono dos justos que demora um pouco pra chegar graças a minha animação, mas chega finalmente e eu apago sem ver a hora em que Levy chega em casa.

Notas finais
E então o que acharam? Preciso saber o que devo melhorar.
O próximo capítulo eu amei escrever, achei muito fofinho e não vou demorar para postar *-*. Ta bom, chega de spoilers kkkk.
Beijocas