You And Me

40 Você aqui +18


Notas iniciais
Olá meus amores! Como vão? Espero que todos bem. Well, como eu havia dito anteriormente a fic se tornou mensal, mas não pude postar exatamente um mês depois de minha última postagem, mas pelo menos foi no mês seguinte não é galera? >< . Bem idiota, eu sei x.x Anyway, este capítulo, como vocês podem ver pelo título, contém hentai, então se você não curte esse tipo de coisa é só pular. E, como prometido, o Natsu está de volta galera! o/ Nem acredito que chegamos ao capítulo 40 e já estamos no fim do ano. O tempo voou >< . Ah, e quanto aos comentários, responderei os pendentes ainda hoje! Boa leitura! ♥

– Você aqui -

– E depois de tudo o que aprontamos juntos naquele dia, você ainda teve a coragem de colocar toda a culpa em mim! – dei um empurrão no ombro do moreno. – Não Senhora Heartfilia, eu não tive nada a ver com isso, a culpa é toda da Lucy. – falei tentando imitar sua voz.

– E você tinha que ter visto sua cara nesse momento! – ele riu.

– Experimenta ver seu melhor amigo te traindo daquele jeito, foi como levar uma apunhalada nas costas, isso sim. – me fiz de emburrada e Dan continuou sorrindo da minha cara.

Eu e Dan estávamos relembrando os velhos tempos, coisa que vínhamos fazendo bastante desde que nos reencontramos. Por sinal, temos andado bastante juntos desde então. Nem queira saber o que Juvia tem achado disso tudo, me espanta saber que ela não ligou para Natsu exagerando toda a situação.

– Idiota. – não consegui não sorrir junto.

– O que vai fazer agora?

– Na verdade nada de mais. Natsu chega amanhã cedo e eu vou buscá-lo, então provavelmente farei alguma coisa para comer e depois vou dormir.

Era como se finalmente tudo fosse voltar ao normal.

– Entendo. E você, por acaso, sabe cozinhar alguma coisa que não seja um ovo? – me olhou desconfiado.

– Está duvidando dos meus dotes culinários Sr. Straight? – semicerrei os olhos.

– Com certeza. – riu profundamente. – Você na cozinha? Nem pensar.

– Pois está muito enganado. Não sei o que seria de Levy se não fosse por mim. Provavelmente viveria a base de macarrão e comida congelada.

– Só acredito vendo.

– Está se convidando para jantar na minha casa? – sorri divertida.

– Se a carapuça serviu...

Ponderei por um tempo. Amanhã tenho que acordar cedo para buscar Natsu no aeroporto, mas acho que posso deixar o sono para depois.

– Tudo bem, você venceu. Só não vai se apaixonar por mim depois de provar a minha comida viu? Já tenho namorado. – dei uma piscadela.

– Sim senhora!

Fomos juntos até o estacionamento da universidade e de lá partimos com o meu carro. Dan nunca havia ido até meu apartamento, então essa também seria uma oportunidade para que ele conhecesse. Lógico que ele não deixou de soltar uma piadinha sobre a quantidade de degraus que teve que subir, até porque, se não a fizesse, não seria o Dan que eu conheço. Assim que chegamos destranquei a porta e liguei a luz.

– Bem-vindo ao meu humilde lar. Pelo visto Levy não está em casa. – falei ao olhar ao redor. Provavelmente deve estar na casa do Gajeel. Desde que se acertaram os dois estão mais firmes do que nunca.

– E ela ainda mora aqui? – perguntou com ironia.

– Oficialmente sim. – sorri entrando na brincadeira.

Estava concentrada em nossa conversa, mas uma coisa me chamou a atenção, um casaco preto muito conhecido por mim estava jogado em cima do sofá de modo casual. Senti minha respiração ficar ofegante. Será que...

– Vou deixar minhas coisas no quarto, sinta-se em casa. – precisava confirmar.

Dan acenou com a cabeça em concordância.

Rapidamente entrei em meu quarto e nesse momento meu coração quase salta do peito.

Não era possível.

– Natsu? – perguntei com um sorriso gigantesco.

E lá estava ele, deitado em minha cama sem camisa, com as mãos apoiadas atrás da cabeça.

– Surpresa. – falou sorridente.

Não me aguentei e corri sentando ao seu lado na cama e selando nossos lábios. Senti um calafrio passar pelo meu corpo quando nossos lábios se tocaram e nós aprofundamos o beijo.

– Como entrou aqui? – falei quando paramos para respirar.

– Chave reserva debaixo do vaso de plantas... Senti sua falta.

– Também senti a sua. – eu ainda não estava acreditando. Nesse momento me lembrei da presença de Dan na sala. – Só um minutinho.

– Algum problema?

– Nenhum, só tenho que dispensar uma visita. – sorri meio sem graça. Não havia contado sobre Dan ainda então não tinha noção de como ele reagiria.

– Que visita? – perguntou desconfiado.

– Um amigo. Já volto. – sai correndo antes que ele dissesse mais alguma coisa.

Voltei para a sala e me deparei com Dan sentado em um banquinho na cozinha, exatamente como eu o havia deixado.

– Mais um minuto e eu iria até lá para checar se você ainda estava viva. – falou brincalhão.

– Então... – falei meio incerta. – É que e-

– Luce, quem tá ai?

Natsu, ainda sem camisa e usando apenas um jeans um pouco folgado, vinha em nossa direção arrastando os pés descalços no chão enquanto bagunçava o cabelo com uma das mãos. Não pude deixar de corar ao vê-lo daquela forma, mais sexy que o inferno. Mas o que Dan pensaria ao vê-lo assim em minha casa? O rosado exalava curiosidade, mas sua feição mudou assim que viu o moreno parado em minha frente.

– Quem é? – arqueou uma de suas sobrancelhas.

– Natsu, esse é o Dan. E Dan, esse é o Natsu. – fiz a apresentação de forma acanhada.

– Então você é o famoso Natsu. Ouvi muito sobre você. – o moreno, com um belo sorriso no rosto, estendeu a mão para o rosado.

– Sério? Pois eu não ouvi nada sobre você. – aceitou a mão que lhe foi estendida e a apertou, acredito eu que com demasiada força, mas sem tirar um sorriso do rosto.

– Desculpem, não tive tempo de contar. – com tudo o que aconteceu acabei esquecendo de comentar.

– Entendo. – Dan respondeu. Acho que ele entendeu o meu lado, já o meu namorado... – Então eu vou indo Lucy, a gente deixa o jantar pra depois. – se aproximou e me deu um beijo na bochecha. – Prazer em te conhecer Natsu. – deu um aceno de mão e foi caminhando até a saída.

– Eu te levo até a porta. – corri para alcançá-lo. – Perdão, a chegada dele também foi uma surpresa para mim. – falei meio sem graça.

– Sem problemas. A gente se fala.

– Tchau! – falei ao vê-lo se afastar.

Fechei a porta e ao me virar sou novamente surpreendida ao notar a ausência do rosado. Parecia até que tudo tinha sido um sonho e que ele não estava ali. Ele ficou com raiva?

– Natsu? – perguntei incerta ao entrar no quarto.

Suspirei aliviada ao vê-lo deitado na cama novamente, porém agora seus braços estavam cruzados em cima de seu tronco.

– Então quer dizer que você chamou o Dan pra jantar na sua casa? – eu ia responder, mas ele me interrompeu. – Por falar nisso, quem é Dan mesmo?

Dei um risinho nervoso.

– Lembra daquele meu amigo de infância? – ele parecia perdido. – Aquele com quem eu olhava as estrelas... – completei enquanto me aproximava lentamente.

– Continue.

– É ele. – sorri.

– Então quer dizer que aquele cara, que estava ali na sua sala, é o primeiro homem que você amou na vida?

Por que ele tinha que ter uma memória tão boa?

– Quase isso. Era amor de criança, nada de mais.

– Aham. – me olhou desconfiado.

– Senti tanto a sua falta. – me deitei ao seu lado e rodeei sua cintura com meus braços, me aconchegando e aproximando meu rosto de seu peitoral. Era ótimo poder sentir seu cheiro novamente assim tão de perto.

Ele suspirou pesadamente, como se tentasse se acalmar.

– Sentiu mesmo? – me olhou pelo canto do olho.

– Lógico que sim! – apertei ainda mais o abraço. – Seu bobo. Nem acredito que tenho você aqui.

O rosado me aproximou ainda mais de seu corpo.

– Que dia você reencontrou esse Dan?

– A gente pode falar disso depois? – me levantei e sentei em cima de suas pernas. Não pude deixar de notar a sua surpresa. – É que eu estou morrendo de saudades, sabe? – tentei soar o mais sensual que pude e acho que fez efeito.

Natsu nos girou e ficou por cima de mim.

– Tudo bem, vamos dar uma trégua. Mas duvido que você tenha sentido mais saudade do que eu. – seus olhos penetrantes estavam numa conexão direta com os meus. Sua mão segurou meu queixo e em seguida nossos lábios se uniram. Eu me sentia sendo devorada e estava adorando.

Meu corpo formigava em ânsia com cada toque que recebia, como se fosse uma bomba relógio prestes a explodir por causa de um simples roçar de peles. Natsu beijava meu pescoço me causando calafrios e tornando reais os meus gemidos. Suas mãos foram parar debaixo da minha roupa, roçando em minha barriga e subindo para tocar meus seios por cima do sutiã. Sua boca voltou a tomar a minha enquanto eu o sentia apertar meu busto. Minhas mãos estavam em suas costas largas e foram descendo, passando em cima de seu jeans um pouco folgado e chegando até sua bunda.

As mãos de Natsu se reposicionaram e ele me ajudou a tirar meu vestido. Por sorte coloquei apenas uma peça de roupa esta tarde. Bendita hora para ter preguiça de me vestir, ela nunca foi tão bem vinda.

– Como eu senti sua falta. – seu olhar de luxúria me consumiu por completo.

O silenciei com meu dedo indicador.

– Shh... – o encarei diretamente nos olhos. – Fala menos e age mais. – falei como um sussurro.

E, antes que eu pudesse pensar em qualquer coisa, sua boca já estava novamente junto a minha e suas mãos pressionavam minhas coxas, abrindo minhas pernas para encaixar nossos quadris.

Natsu colocou as mãos por detrás das minhas costas e desatou meu sutiã, retirando-o do meu corpo com certa selvageria, me fazendo soltar um gemido. Era impossível não sentir um arrepio perpassar pelo meu corpo. Quantas noites, durante essas duas semanas, eu não sonhei ou fantasiei que ele fizesse isso? Quantas noites eu fui dormir com meu corpo clamando pelo seu? E agora ele estava aqui, sendo meu em minha cama e me devorando de corpo e alma.

Minhas mãos foram para seus quadris no intuito de tirar seus jeans enquanto sua boca ia para o meu pescoço e em seguida fazia uma trilha até chegar a um dos meus seios, me causando uma convulsão. Era como se fizesse séculos que eu não o sentia me tocar desse jeito. Sentia-me uma virgem descobrindo essas sensações pela primeira vez. A sensação foi tamanha que tive que parar o que estava fazendo para começar a gemer.

– Natsu... – minha voz saiu como um sopro.

Ele trocou de seio e meus sons aumentaram. Eram gemidos pesados e desesperados que se uniam aos do rosado, que se deliciava com minha carne. Minhas mãos foram para sua cabeça e bagunçavam seus cabelos. Quase tinha esquecido o quanto eles são sedosos. Tentei me concentrar em sua maciez para não cair no abismo que estava me sendo apresentado, mas não consegui e me permiti cair na sensação de ser invadida pelo meu primeiro orgasmo em semanas.

Natsu me olhou de forma sedutora.

– Sabia que conseguiria te fazer gozar assim.

– Não se anime tanto... – falei ofegante – Da forma que estou gozaria até com uma boa massagem.

– Acho que eu sei o que pode resolver o seu problema. – tirou o cinto de sua calça e começou a deslizá-la pelo seu corpo, ajudei da melhor forma que pude, fazendo uso das minhas pernas, e, para a minha surpresa, Natsu não usava cuecas e seu membro estava mais desperto do que nunca.

– Nada de cuecas hoje? – perguntei enquanto encarava seu comprimento.

– Na verdade eu tirei aqui mesmo antes de você chegar. – olhou para um canto do quarto, me mostrando a direção.

Como eu não havia notado aquilo ali antes?

– Posso? – perguntou ofegante já com as mãos nas laterais de minha calcinha.

O puxei pelo queixo e virei seu rosto para sussurrar em seu ouvido: – Deve.

Pude ouvir Natsu grunhir e, num movimento brusco, lá se foi minha calcinha rosa preferida, que agora era nada mais que um pedaço de pano rasgado. Mas no momento não importava muito.

– Natsu, eu gosto quando você é violento. – mordi meu lábio inferior.

– Violento? – acenei com a cabeça. – Então se prepara Lucy... Porque eu vou foder você. – era como se tivessem injetado adrenalina no meu corpo.

Natsu, ofegante, aproximou nossos corpos e me olhou por uns instantes antes de afundar-se em mim. Não pude controlar um alto gemido que escapou pelos meus lábios. Dessa vez não houve um início lento como de costume, Natsu já iniciou brusco e fazendo movimentos fortes, da forma como eu esperava. O sexo estava enlouquecido, a luxúria transbordava de nossos corpos e preenchia todo o quarto, que dirá todo o apartamento. Sentia prazer como nunca antes. Sempre tive vontade de falar para Natsu o quanto eu gostava de seu jeito violento na cama, mas hoje percebo que sempre guardei isso para mim e acabei me privando de um prazer incrível.

Seu corpo pulsando em cima de mim me mostrava que ele também preferia assim.

Natsu segurou meu queixo com certa força e me olhou nos olhos enquanto se movimentava fortemente.

– Está violento o bastante para você? – sua voz estava ofegante. – É assim que você gosta?

Afirmei com a cabeça sem forças para falar.

– Fala Lucy, eu quero ouvir sua voz. – começou a fazer movimentos circulares com sua pélvis.

– Sim! – falei com exaltação devido a onda de prazer.

Uma das mãos de Natsu, que agora agarravam minha bunda, foi até minha perna e levantou-a um pouco, dando maior liberdade aos seus movimentos e, consequentemente, me fazendo revirar os olhos devido as sensações.

Nós já tivemos um sexo selvagem desse jeito? Era só o que se passava em minha mente.

De repente Natsu parou seus movimentos, se levantou e ficou de joelhos em cima da cama.

– Levanta. – com dificuldade, imitei seus movimentos e fiquei também de joelhos. – De costas. – ainda entorpecida, obedeci suas ordens. – Agora de quatro.

Meus olhos dobraram de tamanho. Ao ver que eu havia hesitado, Natsu resolveu intervir: – Ainda sou eu amor, só quero tentar uma coisinha. – sua voz continuava carregada de desejo, como se estivesse se controlando.

Mesmo com certa indecisão resolvi ceder e não me arrependo nem um pouco.

Natsu me invadiu, segurando em meus quadris e seus movimentos, que iniciaram-se mais lentos – provavelmente por ser minha primeira vez nesta posição – foram tornando-se mais fortes e mais precisos. Eu mal conseguia permanecer com meus olhos abertos. Era estranha a sensação de ser invadida e não sentir muito o contato físico com o rosado. Essa posição poderia ser prazerosa e erótica, mas nada se comparava a ter minhas mãos em seu corpo enquanto fazíamos amor.

– Natsu... – falei ofegante. Ele gemeu em resposta. – Vamos mudar de posição. – lutava para permanecer com os olhos abertos. Minha maior vontade era de me entregar à sensação, mas eu também queria poder tocá-lo.

Instantaneamente ele parou com seus movimentos e se retirou de dentro de mim, me causando um arrepio.

– Te machuquei, amor?

– Não. – falei enquanto me virava e o empurrava para sentar em seu colo. – Só quero poder te tocar. – sorri e o beijei intensamente, abraçando seu pescoço e bagunçando seu cabelo. – Não quero ter que ficar mais de duas semanas sem isso.

– Te amo tanto. – acariciou meu rosto e voltamos a nos beijar com volúpia.

Gemi, ainda com nossas bocas unidas, ao sentir que Natsu estava novamente dentro de mim e voltava a se movimentar. Suas mãos estavam uma em cada lado do meu traseiro, aumentando a fricção de nossos corpos.

Mais alguns movimentos precisos e eu e Natsu caímos juntos em um profundo orgasmo.

Fiz sinal de que me levantaria de seu colo, mas fui impedida.

– Fica mais um pouquinho. Gosto quando você fica assim. – sua testa estava suada, com um pouco de cabelo preso ao rosto, e ele fechou os olhos por uns instantes enquanto respirava fundo.

– Tudo bem. – sorri e o dei um selinho, apoiando meus braços em seu pescoço.

– Agora me conta. – abriu seus olhos. – Quando reencontrou o tal Dan?

Não pude deixar de sorrir.

– Sério Natsu, agora?

– Agora. – me trouxe mais para perto de seu corpo, me causando um gemido involuntário.

– Um dia depois do incidente com seu celular. Somos apenas amigos amor. – coloquei minha cabeça apoiada em seu pescoço e pude apreciar o maravilhoso cheiro de Natsu e sexo juntos.

– Eu sei. Foi com ele que você saiu no dia em que brigamos?

– Sim. O dia seguinte foi tão corrido que não pude te explicar. Fomos numa pizzaria.

– Só vocês dois?

– Só nós dois. – comecei a rir.

– Qual a graça?

– Você, tentando fazer parecer que não está se roendo de tantos ciúmes.

– Não dá pra enganar você não é mesmo?

– Com todas essas perguntas? Não mesmo. Mas se você não as fizesse eu provavelmente desconfiaria, afinal, me apaixonei por você desse jeito. – dei um selinho em seus lábios – E confesso que às vezes até acho fofo e bem sexy.

– Sexy? – mordeu o lábio inferior e me olhou de forma galanteadora.

– Quando não é doentio é bem sexy. – fiz com que ele parasse de morder seu lábio para que eu mesma pudesse fazê-lo.

– Não provoque um namorado ciumento, possessivo e fodidamente duro Senhorita Heartfilia.

Arfei ao sentir que ele realmente se reanimava ainda dentro de mim.

– Ops, tarde de mais. – sorri brincalhona.

–---

Acordei sentindo um calor descomunal. O Sol da manhã estava brilhando exatamente na minha janela, fazendo com que meu quarto parecesse uma sauna. Lógico que o fato de Natsu estar enroscado em mim contribuía bastante. Além de ser pesado, ele parecia ser uma fonte que emanava um calor próprio. Algo bem Natsu.

De forma delicada para não despertá-lo, tirei o braço de Natsu que estava por cima da minha barriga, envolvendo minha cintura, e me ative a mover-me o mínimo possível ao sair da cama. O rosado estava completamente nu, na minha cama, com apenas um pedaço de lençol lhe servindo como uma espécie de saia. Fazia tempos que eu não tinha essa bela vista para apreciar.

Peguei minha toalha e fui até o banheiro tomar um banho de banheira, de preferência cheio de espuma. Agora que parei para pensar, me lembrei de algo que Natsu me disse no dia em que viajou para Crocus,

Se prepare pra conhecer minha mãe quando eu voltar.

Devo lembrá-lo? Ou simplesmente esperar que ele toque no assunto? Ficaria tão ruim assim se eu comentasse a respeito? Talvez como quem não quer nada, quem sabe? Sempre tive muita curiosidade sobre a infância de Natsu, mas principalmente sobre sua relação com seus pais, que para mim é algo ainda muito obscuro. Lembro de uma vez em que Lisanna comentou que a mãe dele havia ligado, mas Natsu nunca fala sobre o pai...

Quando dei por mim meus dedos já estavam ficando enrugados, então resolvi sair da banheira. Natsu provavelmente ainda deve estar dormindo, então terei tempo para colocar alguns estudos em dia.

Depois de me vestir e constatar que meu namorado continua no décimo sono, organizo minhas coisas na mesinha de meu quarto e inicio minhas leituras. Os minutos passam voando e, quando já estou no segundo texto, sinto alguém me abraçando por trás.

– Bom dia. – ele beija meu pescoço.

– Bom dia dorminhoco. Pensei que não acordaria mais hoje. – girei minha cadeira para ficar de frente para o rosado, que mantinha o lençol enrolado na cintura.

– Estava cansado. – coçou a nuca e sentou-se na cama.

– Eu sei. – levantei-me e fiquei de pé entre as suas pernas enquanto mexia em seu cabelo. Natsu apoiou suas mãos em meus quadris. – Por que chegou mais cedo? Eu ia te buscar hoje no aeroporto.

– Estava com saudade de você e não tinha mais motivos para ficar lá, então peguei o primeiro voo para Magnólia assim que pude e resolvi te fazer uma surpresa. Não gostou?

Em momentos como estes eu podia ver o quão inseguro Natsu conseguia ser. Seus olhos demonstravam tamanha incerteza que chegava a me doer. Como um garotinho assustado que não sabe como agradar os pais.

– Adorei. Só estranhei você ter chegado antes, mas foi uma ótima surpresa, obrigada. – me inclinei para beijá-lo e acabei por sentar em seu colo. – Natsu... Lembra o que você me falou antes de ir embora?

Ele me olhou como se pedisse que eu mesma respondesse a minha pergunta.

– Sobre a sua mãe...

– Ah sim, prometi que iríamos visitá-la.

– Justamente.

– Pode ser nesse final de semana?

– Claro! – não consegui conter minha empolgação. – Este fim de semana está ótimo.

– Então está combinado, desse fim de semana não passa.

– Vai ligar pra ela? Ou melhor, ela sabe que a gente namora?

– Lógico que sabe, ela é minha mãe afinal.

– E ela nunca pediu para me conhecer? – senti uma pontada de decepção.

– Uma vez.

– E o que você disse a ela?

– Que um dia apresentaria vocês duas.

– E como ela é?

– Isso por acaso é um interrogatório? Tô começando a ficar nervoso.

– Lógico que não. – sorri. – É que você nunca fala sobre ela.

– Não tem muito o que falar, é uma mãe normal como todas as outras. Acho que o que diferencia é que ela é um pouco moderna de mais para a idade que tem.

– Como assim?

– Você vai ver. – me puxou um pouco mais e selou nossos lábios por uns instantes. – Vou tomar um banho.

Saí de seu colo e fiquei olhando-o se afastar.

No fim das contas acabei tomando coragem para falar. Nem acredito que finalmente conhecerei minha sogra. Só espero que ela não seja a típica sogra implicante e que acha que nenhuma garota é boa o suficiente para o seu filho. Se bem que, para ter conseguido criar alguém como o Natsu ela só pode ser uma pessoa incrível.

–--

Depois do almoço eu e Natsu acabamos indo para a sua casa deixar suas malas que, para a minha surpresa, estavam escondidas no meu closet desde o momento em que ele chegou no meu apartamento. A maioria das roupas foi parar no cesto de roupa suja e agora aqui estamos nós, na sala da casa do rosado assistindo um dos filmes de comédia que está passando na TV a cabo.

– Ei, – Natsu chama a minha atenção – você tá muito longe, chega mais perto. – ele abre os braços como um convite.

Dou um sorriso e me aproximo mais, ficando encostada em seu peitoral.

Estava distraída quando sinto meu celular começar a vibrar – por algum motivo eu o havia deixado no silencioso. Me surpreendi ao notar quem ligava.

Natsu instantaneamente direcionou seu olhar para o visor do meu celular e fechou a cara.

– Alô?

– Oi Lu. Tá ocupada?

– Mais ou menos, mas pode falar. – sentia o olhar de Natsu pesando em mim.

– Lembra que eu comentei que devíamos reunir o pessoal?

– Claro.

– Estava pensando em fazermos isso neste fim de semana, o que acha? Você pode levar seu namorado se quiser.

Olhei para Natsu e percebi que ele realmente me encarava, como se esperasse captar qualquer resquício da minha conversa.

– Na verdade Dan, eu já tenho planos para esse fim de semana. – o rosado deu um sorrisinho e eu não pude deixar de sorrir de volta.

– Sério?

– Sim, conhecerei a minha sogra.

– Sogra? Nossa, grande passo...

– Eu que o diga.

– Então podemos deixar pra outro dia. Me avisa quando tiver um tempinho na sua agenda pra o seu amigo solitário aqui.

– Ah Dan, para de drama! Quem vê pensa que você passa suas noites de sábado ao lado de uma panela de brigadeiro.

Natsu me encarou interrogativo e eu alisei seu rosto, lançando-o um sorriso em seguida.

– Eu posso ter exagerado um pouquinho... Agora eu vou te deixar em paz, imagino que o Natsu deve estar te olhando com uma cara emburrada.

– Acertou em cheio. – olhei para o rosado e pude constatar.

– Então depois nos falamos.

– Até logo.

Desliguei a ligação e Natsu continuava me encarando como se esperasse explicações.

– O quê? – perguntei.

– Eu que pergunto, o que ele queria?

– Me chamar pra sair esse final de semana, como você deve ter entendido muito bem.

– Sair...

– Reencontrar alguns amigos, Natsu. – revirei os olhos.

– Tudo bem, não está mais aqui quem falou. – levantou as mãos em forma de rendição.

– Olha, a gente tá perdendo o filme. – apontei para a TV.

Natsu voltou a me abraçar e ficamos deste modo a tarde inteira, assistindo um filme atrás do outro.

Ainda não caiu a ficha de que ele está aqui comigo e que poderemos voltar a nos ver todos os dias. Mas o que mais me preocupa é a visita que faremos para a mãe dele. E se ela não gostar de mim? Ou pior, e se eu também não gostar dela? Talvez tenha sido um ato precipitado da minha parte ter pedido para encontrá-la. Pensava que Natsu não estava pronto para nos apresentar, mas e se eu for a pessoa que não está pronta para conhecê-la?

Notas finais
Espero não ter decepcionado ninguém. Nos vemos nos comentários? Sinto falta de falar com vocês! Até o próximo, beijocas ♥