You And Me

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Notas iniciais
Olá bonitos e bonitas, como vão? Sim, eu sei, faz um bom tempo... Fiquei me perguntando um dia desses o que eu colocaria aqui e cheguei a uma simples conclusão, vou dizer a verdade. A verdade é que eu não tinha mais vontade de escrever. Essa fic, que era o meu xodó, acabou ficando de lado e eu me via sem estímulos pra escrever. Mas prometo pra vocês que não vou abandonar a fic. Esperem grandes emoções pela frente pessoal, YAM está entrando nos trilhos, do jeitinho que eu queria. P.s não consegui tirar os links do texto, então não cliquem, ok? Boa leitura! ♥

– Confiar -

No decorrer desta semana não aconteceu nada de especial. Eu e Natsu nos encontrávamos sempre que possível, mas a maior parte do meu tempo era gasto com a cara nos livros. As provas finais estão próximas e eu já vou perder um final de semana de estudos indo para Tóquio.

Tóquio... Só fui até lá uma vez com minha mãe em um passeio e depois disso nunca mais. Mas dessa vez será diferente, estou indo conhecer a mãe do meu namorado.

Sempre que eu falava com Natsu, fosse pessoalmente ou por telefone, tentava obter algumas outras informações sobre sua mãe, mas ele nunca dizia nada muito concreto e sempre repetia a frase “Você só vai entender quando conhecê-la”.

Como se isso me ajudasse de alguma forma... Até lá fico apenas me torturando sem saber o que pensar sobre minha sogra. Pessoa com a qual eu nunca estabeleci qualquer contato.

Minha mãe até tentou me aconselhar um pouco a respeito, mas não obteve muito sucesso.

– Ela que não ouse desaprovar a minha filha. Pego o primeiro voo para Tóquio no mesmo instante. Quem já se viu alguém não querer ter uma princesa como você como nora? – bufou. – Arranco-lhe os cabelos.

Sim, eu sei que ela falou com a melhor das intenções, e eu até cheguei a rir um pouco com a ideia de duas senhoras de respeito se atracando em uma sala qualquer, mas isso não aliviou meu nervosismo.

Eu e Natsu viajaremos na madrugada de sexta para sábado e voltaremos na segunda-feira – ou seja, perderemos um dia de aula. O rosado insistiu para que fôssemos de carro, pois, segundo ele, a paisagem daqui para lá é muito bonita para ser evitada. Depois de muitos argumentos, eu acabei cedendo, mesmo que eu soubesse que não veria paisagem nenhuma – já que estaria dormindo. Ele que se vire para dirigir durante as 6 horas de viagem. Sim, 6 horas dentro de um carro.

Mal consigo conter a minha empolgação.

– Lu, já arrumou sua mala? – Levy entrou no meu quarto na noite de sexta-feira.

Natsu estava em sua casa arrumando suas coisas, mas chegaria aqui a qualquer instante para dormirmos juntos e sairmos às 4 da manhã. Não sei dizer se ele está tão nervoso quanto eu, mas, depois de todas as conversas que tivemos sobre este assunto, aposto que ele está pelo menos um pouco.

– Sim. – dei um suspiro.

– Você é estranha, sabia? Encheu o saco do Natsu para que ele te levasse e agora fica assim? – ela senta ao meu lado na cama.

– Eu sei, é que estou nervosa.

– Isso é normal, Lu.

– Você fala isso porque nunca conheceu os pais do Gajeel. Por falar nisso, quando é que você vai conhecê-los?

– Gajeel não tem uma boa relação com os pais. Digamos que eles apenas não aceitam a forma com que ele vive sua vida. Sem falar que eles moram na Inglaterra, então seria um pouco difícil.

– Desculpe, eu não sabia.

– Tudo bem, não tinha como você saber. Mas me conta, o que vocês vão fazer quando chegarem lá?

– Não faço ideia. – cobri meu rosto com as mãos. – Natsu disse que sua mãe planejou algumas coisas, mas que nós também vamos tirar um tempo só pra nós dois. Não sei muito bem o que esperar, é meio que uma espécie de surpresa macabra.

– Surpresa macabra?

– Porque está me deixando aterrorizada!

– Quer um tapa pra não pirar? – perguntou brincalhona.

– Não mesmo! – nós duas rimos juntas.

Fiquei conversando com Levy até que Gajeel chegou e levou-a para jantar. Sinceramente, a sorte da minha amiga é que ela não tem tendência a engordar, porque eu nunca vi um casal que come mais do que esses dois.

Enquanto esperava que Natsu chegasse, fiquei repassando as coisas que eu havia colocado em minha mala, me certificando de que não havia deixado passar nenhum detalhe. Escova de dente, perfume, desodorante, roupas para sair, roupas para ficar em casa, biquínis, calcinhas, sutiãs, sandálias...

Acho que está tudo nos conformes. Conheço-me tão bem que sei que só lembrarei-me de algo que esqueci quando já estiver dentro do carro a caminho do nosso destino.

Depois de trocar algumas mensagens com Erza e Juvia, que tentaram de toda a forma recuperar minha autoconfiança para este fim de semana, ouço a campainha tocar e sei que Natsu deve ter chegado. Não nos vimos muito esta semana, ia ser bom ter um tempo maior para ficar com ele.

E lá estava ele. Seus cabelos estrategicamente bagunçados e o sorriso confiante no rosto. Lindo como sempre.

– Oi – me aproximo para selar nossos lábios num beijo demorado.

– Oi. – seu sorriso aumenta.

– Levy está em casa? – perguntou enquanto entrava e olhava ao redor.

Estranhei a pergunta, mas respondi da mesma forma.

– Não, ela e o Gajeel saíram para jantar. Por quê?

– Ótimo.

Antes que eu pudesse acompanhar, Natsu se aproxima de mim, colando seu corpo ao meu e me posicionando entre ele e a porta de entrada. Minhas mãos são posicionadas acima de minha cabeça e ele entrelaça nossos dedos.

Nossos lábios se encaixam com um ardor sedento, cheio de desejo. Nossos encontros durante esta semana foram muito curtos, então não tivemos a oportunidade de nos curtir um pouco como estamos fazendo agora.

– O que você faria se eu dissesse que Levy estava aqui? – perguntei sorrindo contra seus lábios.

– Te levaria para o seu quarto e entregaria tampões de ouvido para ela. Se bem que eu acho que nem eles seriam capazes de evitar que sua amiga ouvisse seus gemidos. – sussurrou ao meu ouvido.

Senti um calafrio correr por minha espinha.

Requisitei sua boca com mais veemência, me deixando levar pelo desejo e por seus toques quentes e macios. Suas mãos foram descendo pelas laterais de meu corpo, passando pela cintura e parando em meus quadris, onde ele fazia movimentos circulares com seus polegares.

Encaixei meus braços ao redor de seu pescoço e enfiei meus dedos por dentro de seu cabelo, passando pela nuca. Como resposta, Natsu pressionou ainda mais meu corpo contra a porta fazendo com que um gemido escapasse pelos meus lábios.

Ele já estava tão pronto...

Natsu diminuiu a pressão entre nossos corpos, com o intuito de nos levar para o quarto, mas eu o impedi.

– Vamos fazer aqui.

– Aqui? – ele parecia confuso.

– Aqui. Agora. – comecei a baixar sua bermuda para demonstrar que eu falava sério.

– Seu pedido é uma ordem. – tirei minha calcinha e enrosquei minhas pernas em sua cintura.

Num movimento rápido, Natsu retirou meu vestido e o jogou no chão, fazendo, em seguida, o mesmo com o restante de nossas roupas.

Pela primeira vez o senti tendo-me daquela forma, de pé, imprensada contra a porta e sem que houvesse sequer um milímetro de distância entre nossos corpos. E, tenho que confessar, foi a melhor de todas.

–--

– O que deu em você? – ele perguntou ainda sem fôlego.

Estávamos deitados em minha cama, nus, enroscados um no outro e exaustos. De alguma forma, acabamos parando aqui no final das contas.

– Como assim?

Ele apenas indicou na direção da porta com a cabeça. Corei até a raiz dos cabelos. Não pensei que iríamos precisar discutir a filosofia do sexo na porta.

– Nada. – desviei meu olhar por um instante. – Você não gostou?

– Tá brincando? Foi um dos melhores. – me apertou ainda mais em seu abraço. – Pode me encurralar na porta quando você quiser. Na verdade nem precisa ser numa porta, serve uma parede, geladeira ou qualquer que seja a superfície.

Não pude deixar de rir.

– Você é estranho.

– E você também. – ele apertou minha bochecha.

Dei um selinho em seu nariz.

Ficamos em silêncio por um tempo. Fiquei fazendo desenhos sem sentido em seu peitoral com meu indicador enquanto ele mexia em meu cabelo.

– Tem uma coisa que eu não te contei. – ele parecia um pouco desconfortável.

– E o que seria? – me levantei para olhá-lo nos olhos e cobri meu corpo com um lençol.

– É que... A Lis perguntou se poderia ir conosco para Tóquio.

Meus olhos dobraram de tamanho. Por que? Como? Quando? Onde?

– Por que? – foi só o que consegui dizer.

– Ela e minha mãe são muito amigas e sentem falta uma da outra...

– E você está me falando isso por quê? Quer minha autorização para levá-la conosco? Que eu saiba a mãe é sua, o carro é seu e a casa também. – respirei fundo para conter a minha raiva, mas não consegui. – Não acredito nisso! Mas será possível que o fantasma da Lisanna sempre vai estar rondando a gente? Que saco!

– Calma! – ele também se sentou – Eu disse a ela que esse não era um bom momento, já que você estava indo conhecer minha mãe. Não queria que o objetivo desse feriado fosse desviado...

– Então ela não vai? – não pude esconder meu alívio.

– Não.

– Ótimo. Não sei se poderia aguentar isso... Não que eu tenha algo contra ela, sei que vocês são apenas amigos e tudo mais, mas, às vezes, me sinto um pouco sufocada, entende?

– Eu entendo. Só quis te contar porque não quero que haja segredos entre nós. – se aproximou um pouco mais, ficando de frente para mim.

– Tudo bem. Desculpa por ter explodido. – dei um beijo em seus lábios e Natsu me trouxe para o seu colo, intensificando nosso beijo e passando suas mãos pelas minhas coxas.

Não quero que haja segredos entre nós.

– Espera... – tinha algo que eu também precisava contar. – Se lembra da festa do pijama que eu e as meninas fizemos aqui em casa enquanto você estava viajando? – ele parou seus movimentos.

– Lembro. O que houve?

– Bem, naquele dia, como você já sabe, eu fui me encontrar com Yuri e nós conversamos sobre tudo o que havia acontecido. – senti seus músculos ficarem tensos abaixo de mim. – Calma, não tem nada a ver com ele. – beijei sua bochecha. – Após a conversa eu cheguei em casa e as meninas já tinham começado a festinha...

– E...

– É que... Bem, eu entrei aqui e... Hm... – respirei fundo e resolvi falar tudo de uma vez. – Tinha um stripper na minha casa. – fechei os olhos para esperar o impacto.

Não ouvi nada, então resolvi abrir os olhos e me deparei com um Natsu boquiaberto.

– Tinha um cara tirando a roupa na sua casa?! – seus olhos faiscavam.

– Sim, mas ele estava dançando com a Kana, e, assim que eu cheguei, Erza o pôs para fora. Eu juro!

– Então quer dizer que tinha um stripper aqui e você não ia me contar?

– Ele não ficou nem cinco minutos depois que eu cheguei. Não queria te irritar com essa história.

– E por que me contou agora então?

– Porque eu também não quero que haja segredos entre nós. – me inclinei e beijei seu pescoço.

– Você não falou com ele?

– Não.

– Não tocou nele?

– Não.

– Ele tocou em você?

– Claro que não!

– Nem viu ele pelado?

– Também não. – revirei os olhos.

– Mas queria ver? – me lançou um olhar desconfiado.

– Lógico que não! Meu namorado é muito ciumento, sem falar que ele é bem mais gostoso do que aquele stripper de araque. – sorri maliciosamente.

– Então quer dizer que você deu uma sacada nele? Se percebeu que ele não era assim tão bom então é porque... – o interrompi.

– Ai Natsu, lógico que eu tive que olhar pra ele! O cara estava na minha casa. – revirei os olhos. – Mas eu sou bem mais você. – me arrumei em seu colo.

Voltei a beijar seu pescoço com veemência enquanto minhas mãos passeavam pelas suas costas nuas. Suas mãos foram parar na minha cintura e me seguraram com força.

– Assim você acaba comigo. – ele arfou. – Juro que estou tentando controlar meu ciúme, mas imaginar um cara tirando a roupa na sua casa...

– Foi no quarto da Levy, ele nunca pôs os pés aqui no meu quarto.

– Não sei o que eu faria se ele tivesse.

– Bem, não faria nada. Afinal, aquele é o trabalho dele e eu não tive nada a ver com sua vinda. Preferia que eu não tivesse te contado?

– Claro que não! Gostei que você tenha me contado, mesmo que esteja me matando por dentro.

– Já passou Natsu, já passou. – beijei seus lábios com intensidade. Meu desejo por ele voltava a se ascender.

– Promete que não vai mais ver um stripper?

Não consegui conter minha risada.

– Sério que você quer que eu prometa isso?

– Sim.

– Mas e quanto a minha despedida de solteira? – falei em um tom brincalhão.

Um brilho estranho passou pelos olhos do rosado e um sorriso discreto apareceu em seus lábios.

– Sonhando Dragneel? – sorri brincalhona.

– Um homem pode sonhar Srta Heartfilia.

– Eu prometo a você que, independente do que aconteça, enquanto nós estivermos juntos, eu nunca, nunca, vou te trair ou permitir que outro homem me toque. Ok?

Eu sei como essas palavras são importantes para ele, então não poderia privá-lo disso. Não posso deixar que sua insegurança faça pouco do que sinto por ele.

– E eu prometo que, independente do que aconteça, nunca vou amar ou desejar mulher nenhuma como eu amo e desejo você. – abriu seu melhor sorriso – E como eu sei que estaremos juntos para sempre, essa é uma promessa pra a vida inteira.

– Eu te amo. – era impossível esconder o sorriso bobo que brincava em meus lábios.

– Também te amo. Muito.

Puxei seu rosto em direção ao meu e juntei nossos lábios.

–--

– Lucy? – sentia alguém mexendo em minha cintura. – Amor? Tá na hora de acordar.

– Hum... – meus olhos se recusavam a abrir.

– Acorda preguiçosa. – senti algo gelado passar pelo meu pescoço e, quando abri meus olhos, percebi que era Natsu que estava em cima de mim e passava seu nariz por minha pele.

– Oi. – esfreguei meus olhos. – Que horas são?

– Três e meia. Temos que nos arrumar e levar suas coisas para o carro.

– Ok. – estirei meus braços para me alongar. – Você tá cheiroso. – funguei seu pescoço e o beijei.

– Isso porque queria te deixar dormir o máximo que desse, então tomei banho primeiro. Mesmo que eu fosse adorar ter sua companhia no chuveiro, fiquei com pena de te acordar.

– Eu também adoraria ter sua companhia no banho, mas não ia rolar de qualquer jeito.

– E por que não? – ele uniu suas sobrancelhas como um garotinho contrariado.

– Porque... – comecei a traçar rastros em seu pescoço com meu dedo indicador. – Eu ainda estou um pouco dolorida por causa de ontem. – falei baixinho em seu ouvido.

Ontem, além do momento em que fizemos amor na porta da sala e do bom tempo que passamos nos entretendo no quarto, ainda acabamos tomando banho juntos – se é que aquilo que fizemos pode ser considerado tomar banho. Acho que estou danificada pelo excesso de uso, digamos assim.

– Desculpa. – ele tentou esconder um sorriso enquanto apoiava seu rosto na curvatura do meu pescoço.

– Eu sei que você não sente muito.

– Lógico que sinto, mas não me arrependo. – me deu um selinho.

– Babaca! – dei um tapinha em seu ombro.

Depois de tomar banho e colocar uma roupa confortável para encarar a estrada, eu e Natsu tomamos café da manhã juntos. Ele desceu com minhas coisas enquanto eu fiquei para deixar um bilhete para Levy avisando que já havia saído e também para fechar a casa.

Desci os degraus da escada e reencontrei o rosado no estacionamento, já no banco do motorista, apenas a minha espera.

– Pronta? – afirmei com a cabeça. – Ainda pode desistir se quiser.

– Nem pensar.

– Tudo bem. – ele sorriu e deu a partida.

– Está nervoso?

– Um pouco. Você e minha mãe são as mulheres mais importantes da minha vida. Quero muito que você a conheça, vai adorá-la. – colocou a mão em meu joelho.

É o que eu espero.

Essa, certamente, foi uma das melhores viagens de carro que já fiz na vida. Pudemos observar o nascer do Sol e uma bela paisagem na maior parte do caminho. Confesso que dormi em alguns momentos, mas Natsu sempre me inteirava do que eu havia perdido. Conversamos bastante sobre a vida, nossos amigos e os planos para o futuro. Engraçado, nunca tínhamos feito planos para o futuro antes.

– O que você pretende fazer depois que se formar?

– Eu não tenho certeza ainda, mas acho que vou trabalhar em um hospital. Especificamente com crianças. E você?

– Meu pai insiste que eu me mude para Sakura para tomar conta da sede do escritório de advocacia da família.

– Sério? Você nunca tinha me dito isso antes.

– Porque eu não pretendo ir. Quer dizer, um dia até cogitei essa possibilidade, mas hoje não mais. A não ser que você fosse comigo...

– Natsu, eu não posso simplesmente...

– Eu sei, e é por isso que nunca lhe pediria nada do tipo. Meu curso tem uma área muito vasta, creio que eu possa trabalhar em qualquer lugar. Ou melhor, qualquer lugar em que você esteja. – sua mão, que ainda pousava em meu joelho, me deu um leve aperto.

Eu não sabia direito o que pensar. Era justo que ele moldasse seu futuro de acordo com as escolhas que eu fizesse para o meu? Ele vai se formar antes de mim, isso é fato, então o que ele faria enquanto eu continuasse na universidade?

– Natsu, você sabe que seu futuro profissional está mais perto que o meu.

– Sim, eu sei. E é por isso que eu venho encorajando meu pai a criar um escritório em Magnólia. Eu poderia cuidar da filial de lá.

Ele tem feito tudo isso e eu nem desconfiava...

– Mas... Isso é errado Natsu, você não pode colocar o meu futuro na frente do seu.

– E eu não estou. Sem você não há futuro para mim Lucy, só estou cuidando para que eu tenha um. Iria morar com você na Coréia do Norte se você quisesse.

Fiquei calada, apenas refletindo sobre tudo isso. Lógico que eu sabia que nosso relacionamento é sólido, mas nunca tinha parado para ver as coisas dessa forma, para ver um futuro mais distante. Claro que eu anseio ter um futuro com Natsu, mas eu simplesmente só consigo pensar no agora.

– Isso incomoda você? – ele parecia um pouco preocupado. – Você sempre pode dizer não, Lucy.

– Não acho que “incômodo” seja a palavra certa. Eu te amo e desejo ter um futuro contigo, mas não quero que você abnegue nada por isso, entende?

– Vamos fazer o seguinte? Deixamos pra falar disso depois. Eu ainda tenho um ano e meio de curso, de qualquer forma, e você tem bem mais que isso.

– Tudo bem, você está certo. E então, o que vamos fazer assim que chegarmos?

– Descansar da viagem até a hora do almoço. Minha mãe está preparando uma refeição especial pra nós dois.

– Vamos ser só nós três?

– Creio que sim, a não ser que Rick decida se juntar a nós.

– Que seria...

– O namorado da minha mãe. Ele é gente boa, mas não deixe que ele saiba que eu disse isso. – sorriu travesso.

– Eles estão juntos há muito tempo?

– Uns cinco ou seis anos eu acho. Rick já pediu minha mãe em casamento diversas vezes, mas ela sempre nega. Acho que gosta das coisas do jeito que estão.

Apenas confirmo com a cabeça.

Quanto mais nos aproximamos de Tóquio, mais eu sinto o nervosismo dominar meu corpo. Eu só queria que Levy tivesse vindo comigo. Não que Natsu não seja de grande ajuda, mas, querendo ou não, ele vai estar em casa e eu vou ser a única intrusa ali.

– Você ficou muito nervoso quando foi conhecer meus pais?

– Muito.

– E como fez pra controlar isso?

– Eu sabia que você ficaria comigo o tempo todo e que não me deixaria sentir como um estranho em meio aos outros.

Ele é mesmo incrível.

– Te amo. – peguei sua mão e dei um beijo nos nós de seus dedos.

– Também te amo loirinha. Você confia em mim? – ele pegou minha mão e beijou-a, repetindo meu gesto.

– Claro.

– Então acredita que eu não vou deixar que alguém te trate mal? Mesmo que eu ache que ninguém ali seria capaz disso?

– Acredito. – sorri.

– Ótimo. Não estamos muito longe, pode voltar a dormir se quiser. Eu te chamo assim que chegarmos.

– Tem certeza de que não quer que eu dirija um pouco? Você parece cansado.

– Tenho. Promete que cuida de mim quando chegarmos? – sorriu maroto.

– Se cuidar significar fazer uma bela massagem no homem que eu amo, por mim tudo bem.

– Como esse cara é sortudo. – estreitou os olhos.

– Não faz ideia do quanto. – dei um beijo em sua bochecha.

– Agora tenta dormir, não quero que você durma enquanto estivermos fazendo “massagem” – fez aspas com as duas mãos enquanto falava a última palavra.

Não pude deixar de rir.

De uma hora pra outra, boa parte do meu nervosismo já havia ido embora. Eu só preciso confiar em Natsu, sei que ele não vai me deixar sentir isolada.

Confio nele.

Notas finais
E então, estão prontos para o próximo capítulo? Prometo que não demoro muito dessa vez. Falem comigo? Preciso saber se estou acertando. Tive umas ideias e agora estou empolgada *-* Até o próximo, beijocas! ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.