You And Me

15 Hargeon parte 1 - Chegada.


Notas iniciais
Primeiramente desculpem pelo horário da postagem (que é por culpa do site, que estava dando erro toda hora, como vocês devem ter notado) e pelo dia. Tive que fazer uma endoscopia hoje, então dormi bem cedo ontem e tudo mais. Minha garganta está a ponto de explodir, mas vim aqui trazer o cap pra vocês >.< . Enfim, obrigada a todos pelos comentários no capítulo anterior. Obrigada a linda Lucy H que comentou em TODOS os capítulos e ainda me fez uma recomendação, MUUUUUUITO obrigada *-* . Obrigada tbm a Mia-chan, que fez um comentário perfeito! *-* Boa leitura! *-*

– Hargeon parte 1 : Chegada -

Hoje é o grande dia. Irei apresentar Natsu aos meus pais. Meus nervos não poderiam estar mais à flor da pele.

Natsu veio para meu apartamento ontem após a praia e dormiu aqui comigo. Sim, dormiu e apenas dormiu. Não fizemos nada de mais, antes que vocês pensem alguma besteira. Por incrível que pareça, estávamos muito cansados e acabamos desabando na cama. Sorte que havíamos arrumado nossas malas anteriormente.

São 9 da manhã e Levy está nos levando para o aeroporto. Assim que chegamos Natsu abre a mala do carro e pega nossas coisas.

– Obrigada Levy-chan. – falo enquanto saio do carro e fecho a porta.

– Por nada Lu-chan. Não se esqueça de confirmar minha doença para os meus pais caso eles te perguntem alguma coisa. – Levy queria passar o feriado com Gajeel então disse para seus pais que estava muito doente e que passaria o feriado em Magnólia. Sua mãe até insistiu para vir passar o feriado com ela, mas ela disse que não precisava e que ficaria bem sozinha.

– Levy-chan você não tem jeito mesmo. – sorri. – Pode deixar. – aceno para ela, que após acenar de volta para mim e em seguida para Natsu, vai embora.

– Vamos? – perguntou o rosado que estava empurrando um carrinho com nossas malas. Ele parecia realmente estar animado.

– Sim. – respondi.

Fizemos nosso check in e pouco tempo depois nosso voo foi chamado.

Entramos no avião e, após termos nos acomodado em nossos assentos, percebi que Natsu parecia tenso.

– Você tem medo de avião? – perguntei curiosa.

– Não me dou muito bem com alguns meios de transporte, esqueceu? – ele parecia aflito. Realmente, certos meios de transporte eram o ponto fraco do meu namorado.

– Tudo bem, eu cuido de você. – falei enquanto fazia carinho em seu rosto. Ele sorriu. – Você poderia trazer um pouco de água, por favor? – perguntei a uma das aeromoças que por ali passavam. Ela assentiu e minutos depois trouxe meu pedido.

– Segura. – falei entregando a água para o rosado enquanto procurava um remédio em minha bolsa. – Aqui, pra você. – completei enquanto o entregava um comprimido.

– Você é a melhor. – falou enquanto pegava o remédio e me dava um selinho. – Obrigado. – sorri em resposta.

Não demorou muito para o avião decolar e, graças ao remédio, Natsu não se sentiu mal. A viagem seria rápida e como ainda estávamos cansados resolvemos dormir durante todo o percurso.

Fomos acordados pela aeromoça que nos informou que havíamos chegado.

Adentramos o aeroporto e, assim que passamos pelo portão de desembarque avistei minha mãe que ao me ver sorriu de orelha a orelha e veio correndo em minha direção.

– Meu amor, que saudade! – ela falou enquanto me abraçava.

– Mamãe. – a abracei de volta. O abraço da minha mãe é único e inconfundível.

– E esse deve ser seu namorado... Natsu? – ela perguntou enquanto abria os braços e abraçava o rosado que sorria.

– Muito prazer Sra. Heartfilia. – ele disse formalmente enquanto os dois se separavam. Era fofo ver o Natsu se esforçando tanto para ser cortês com minha mãe.

– Ora, me chame de Layla. – ela sorriu docemente. – Vamos? Mandei prepararem um almoço maravilhoso para nós.

Assentimos, fomos em direção ao carro e guardamos nossas coisas na mala. Fazia tanto tempo que eu não via minha mãe dirigindo. Quando eu morava aqui normalmente ela sempre andava com um motorista.

– Dispensou o motorista, mamãe? – era muito bom ver que ela estava mais ativa.

– Sim, cansei de ser uma dondoca que só anda de carro com um motorista para dirigir. – falou sorrindo. Sorri de volta. – E então, Natsu. A Lucy me disse que você faz Direito...

– Sim, estou no sexto período. – ele respondeu.

– Que bom, vou ter um genro advogado. – sorriu.

– Mãe! – chamei sua atenção. Corei bruscamente.

– O que foi querida? O namoro é um ensaio para o casamento, sabia? – ela estava realmente querendo me deixar desconfortável e conseguiu. Natsu começou a rir.

Passamos o resto do caminho conversando.

Autora POV on

Assim que chegaram a Mansão dos Heartfilia Natsu ficou de queixo caído. Não que ele não estivesse acostumado ao luxo já que também tinha posses, mas não sabia que os negócios da família de Lucy iam tão bem.

– Luce. – ele chamou a atenção dela enquanto a mãe da garota já estava meio adiante.

– Sim?

– Você nunca me disse que tinha posses. – ele falou baixinho.

– Ora, você nunca perguntou. – ela sorriu. – Faz alguma diferença? Meus pais têm posses, não eu. – sorriu novamente.

– Não. – ele sorriu de volta e a deu um selinho rápido.

Assim que entraram Sra. Heartifilia pediu para que um dos empregados levasse as malas dos dois para seus respectivos quartos. Ao chegarem na sala se depararam com uma certa empregada de cabelos cor de rosa que estava de pé ao lado da porta da cozinha.

– Virgo! – disse Lucy ao vê-la. Logo ela estava correndo para abraçá-la.

– Hime, você fez falta. – disse a rosada enquanto se abraçavam.

– Também senti sua falta. – a garota loira respondeu. – Natsu! – ela o chamou. Ele se aproximou e a garota completou. – Essa é Virgo, uma grande amiga. – disse apontando para a moça. – Virgo, esse é Natsu, meu namorado. – apontou para o rosado.

– Muito prazer Virgo. – ele falou sorridente. Ficou encantado ao notar que sua namorada se referia à rosada como uma amiga e não como uma serviçal.

– Prazer Ouji. – ela respondeu fazendo uma reverência.

– Ouji? – perguntou Lucy.

– Sim. O companheiro da Hime há de ser um Ouji. – a rosada afirmou virando um pouco a cabeça, como se aquilo fosse o óbvio.

– Claro. – Natsu respondeu e abraçou Lucy por trás, colocando seus braços ao redor de sua cintura e ficando junto a ela. A loira não aguentou e começou a sorrir. – O que foi Luce, não acha que eu seja seu príncipe? – perguntou enquanto levantava uma sobrancelha.

– Você não faz o estilo convencional Natsu, mas como eu também não faço... Sim, você é o meu príncipe. – ela respondeu sorrindo gentilmente enquanto apertava as mãos do rosado que a rodeavam. Ele sorriu de volta.

Virgo ficou a observar aquela cena. Conhecia Lucy desde sempre e nunca a tinha visto feliz daquele jeito, nem com Sting. Não que o loiro não a tivesse feito feliz, mas ela via que o que sua amiga tinha com o rosado ia muito além de um relacionamento. Era amor, carinho e muitas outras coisas que ela, inexperiente no assunto, não conseguiu identificar.

– Lucy. – uma voz masculina ecoou na sala e chamou a atenção de todos.

– Papai! – a garota respondeu sorrindo enquanto delicadamente se soltava dos braços de seu namorado e caminhava em direção ao senhor de cabelos loiros e bigodes da mesma cor que vestia um terno fino e elegante. – Senti muito a sua falta. – ela completou enquanto o abraçava.

– Também senti querida. – ele respondeu enquanto a abraçava de volta. – Não vai me apresentar seu namorado? – perguntou enquanto olhava para sua filha e para o rapaz que estava de pé perto dali.

– Claro. – ela estendeu a mão para o rosado, que se aproximou. – Papai, esse é o Natsu. Natsu, esse é Jude Heartfilia, meu pai.

– Muito prazer Sr. Heartfilia. – disse o rosado enquanto estendia sua mão.

– Igualmente rapaz. – respondeu apertando a mão do rapaz. – Então Natsu, vamos até o meu escritório?

– Claro. – ele respondeu formalmente. Já esperava que o pai de sua namorada iria querer conversar a sós com ele, então já tinha se preparado psicologicamente para isto.

– Pega leve com ele Pai. – Lucy sorriu sem graça. Sabia que quando queria seu pai podia ser um completo carrasco.

– Ora Lucy, você fala como se eu fosse tirar um pedaço do seu namorado. – Jude começou a rir e em seguida todos sorriam.

– Não se preocupe Lucy, tenho certeza de que seu pai será um ótimo anfitrião. – disse Layla, que tinha acabado de se aproximar, enquanto lançava um olhar significativo para o marido.

– Volte inteiro pra mim. – a garota disse baixinho no ouvido do namorado assim que o pai se direcionou para o escritório.

– Sempre – o rapaz respondeu. Depois deu um selinho em sua namorada e foi para o escritório.

– Que dê tudo certo. – Lucy disse em voz alta para si mesma.

– Calma querida. – sua mãe tentou acalmá-la. – Vamos fazer um bolo? – sorriu gentilmente.

– Vamos! – cozinhar com a mãe era algo que Lucy nunca dispensava.

Um pouco distante dali, em uma sala com móveis antigos e refinados, Natsu e Jude conversavam sentados, cada um em um sofá, um de frente para o outro.

– E então meu rapaz, você faz Direito, certo?

– Sim Senhor. Estou no sexto período.

– Eu sempre quis que Lucy fizesse Direito ao invés de Psicologia, mas ela sempre dizia que sua vocação era cuidar das pessoas e não processá-las. – Jude sorri. – Como se um advogado fizesse apenas isso. – sorriu novamente e Natsu sorriu de volta.

– A Lucy realmente gosta do que faz.

– Sim, ela gosta, e é isso que me conforta.

Um silêncio desconfortável se instalou até que Jude resolveu quebrá-lo.

– Sabe rapaz, eu fiz uma pesquisa sobre você. – fez uma pausa para notar a reação de Natsu, que por dentro estava em pânico, mas por fora parecia tranquilo. – Seu pai é dono de um dos maiores escritórios de advocacia do país e isso me surpreendeu bastante. – Natsu deu um sorriso sem graça. Isso não era algo que ele contasse a todos, já que não gostava de se gabar por algo que não lhe pertencia. – Mas uma coisa me chamou a atenção... Você tem uma fama digamos significante. Nunca teve um namoro sério, vivia em todas as festas possíveis e com todas as garotas imagináveis. Por que eu tenho que permitir seu namoro com minha filha? – Jude não queria dar uma de Poderoso Chefão, apenas não podia deixar sua filha com qualquer um.

– Se o senhor me fizesse essa pergunta há uns meses atrás com certeza teria me afugentado e eu não estaria mais aqui sentado nesta cadeira, mas desde que eu conheci sua filha não consigo mais me imaginar sem ela e prefiro cortar um braço a ter que magoá-la. Não peço que o senhor acredite em mim de primeira, mas que me deixe mostrar, através de minhas ações, o quanto eu amo e me importo com a Lucy.

– Cortar um braço não é? Gostei da ideia. – falou seriamente. Nesse momento Natsu não conseguiu esconder um certo medo que tomou conta de si.

– Ora ora, estou apenas brincando. Relaxe. – Jude começou a rir da reação do rapaz, que em seguida também sorriu aliviado. – Tudo bem Natsu, não vou fazer nada contra este relacionamento, pelo menos por enquanto.

– Obrigado Senhor Heartfilia. – Natsu se levantou e estendeu a mão para Jude, que fez o mesmo.

– Agora vá, ou elas vão pensar que eu dei um jeito em você e sumi com seu corpo. – Jude falou seriamente de novo.

– Brincadeira de novo? – o rapaz perguntou enquanto sorria desconfiado.

– Claro. – ele sorriu. – Ou talvez não. – completou baixinho enquanto o rapaz já andava em direção à sala de jantar.

Natsu ficou andando lentamente em direção à sala. Não sabia muito bem o que pensar sobre o Sr. Heartfilia, mas de uma coisa o rosado tinha certeza. O pai de Lucy era um amante de humor negro e ele sabia que essas descobertas estavam apenas começando.

– Com licença. Onde a Lucy está? – o rosado perguntou a uma das empregadas que passava pela sala.

– Na cozinha de apoio, senhor. – ela respondeu olhando para o chão e um pouco corada. Era fato que Natsu tinha esse poder sobre as mulheres.

– Obrigado. – ele sorriu. Ela pareceu corar ainda mais e se retirou rapidamente.

Natsu rumou para o local indicando e chegando lá se deparou com uma cena incrível. Lucy e Layla estavam fazendo uma guerra de comida, mais especificadamente de massa de bolo e farinha. A cozinha estava uma zona, mas a cena valia a pena. Lucy estava com o rosto, blusa e cabelos sujos de massa de bolo e os cabelos e roupas de Layla estavam brancos de tanta farinha. Elas sorriam e se esquivavam.

Os olhos do rosado brilhavam ao ver a felicidade de sua amada. Nunca tinha visto Lucy em um momento de tamanha descontração e felicidade. Quando deu por si estava sorrindo junto com elas.

Ao ver seu namorado encostado na porta da cozinha com um sorriso no rosto, Lucy se pronunciou.

– O que está olhando? Quer participar da festa? – ela perguntou enquanto pegava a vasilha com farinha e ia em direção ao rosado.

– Você não teria coragem. Teria? – ela o olhou com um olhar malicioso.

– Quer pagar para ver?

– Já estou vendo que é melhor eu ir embora antes que as coisas piorem. – disse Layla enquanto batia em sua roupa e ia em direção ao seu quarto. – Estejam prontos para o almoço em meia hora!

– Onde estávamos? – perguntou a loira.

– Na parte em que você fica mais suja do que já está. – ele respondeu enquanto jogava ainda mais massa de bolo nela.

Uma nova guerra de comida se iniciou com direito a muitas risadas e uma quase queda de Lucy, que escorregou em uma poça de massa de bolo e quase foi de encontro ao chão, mas claro que o belo rapaz de braços fortes não permitiu sua queda.

– O que seria de você sem mim? – ele perguntou enquanto ainda a segurava em seus braços.

– Uma garota menos suja de massa de bolo? – ela perguntou com um sorriso sapeca.

– A é? – ele levantou a sobrancelha e começou a fazer cosquinha nela. – O que você disse, Lucy?

– Pa-para Na-natsu. – a loira não conseguia parar de sorrir.

– Por que eu deveria? – ele continuava com a tortura.

Lucy não conseguia falar e nem respirar direito. Já estava cansando de tanto rir quando o rosado parou com a sessão de cócegas que fazia.

– Como você é malvado. – ela fez birra enquanto tomava fôlego e sentava no chão sujo da cozinha.

– Só sou assim com você. – ele disse enquanto sentava ao lado da namorada e alisava seu rosto.

– Eu acho bom. – ela respondeu enquanto jogava um punhado de farinha no rapaz.

– Tem certeza que quer reiniciar isso? – ele perguntou com um olhar desafiador.

– Não, a gente pode iniciar uma coisa melhor. – respondeu enquanto se aproximava. – Hum, você tem um gosto ótimo Natsu. – disse enquanto passava o dedo indicador por um pouco de doce que, graças a ela, estava em um ponto próximo à boca do rosado e o colocava em sua boca.

Ele sorriu em resposta, puxou Lucy para ainda mais perto de si e a beijou. Os dois sentiam um gosto marcante daquilo que antes era usado como arma, o que só fazia com que eles quisessem continuar se beijando por mais tempo. Estavam em um beijo desenfreado até que passos foram ouvidos e os dois se separaram bruscamente.

– Hime, o que houve? – era Virgo, que parecia não acreditar na zona que a cozinha havia se tornado.

– Desculpe Virgo. – a loira respondeu enquanto se levantava e Natsu fazia o mesmo.

– Quer me punir? – a rosada perguntou enquanto inclinava um pouco a cabeça.

– Não, não. Estou lhe pedindo desculpas. – Lucy nunca tinha entendido essa mania que a amiga tinha de falar sobre punição.

– Sua mãe pediu para eu lhes chamar para o almoço.

– Por Kami-sama, já havia me esquecido. Vamos Natsu!

A loira saiu puxando o rosado até a pia da cozinha e começou a limpar o excesso de sujeira que estava em seu corpo.

– Sério que você acha que vamos ficar limpos desse jeito? – ele sorriu.

– Não vamos ter tempo de tomar banho. Temos que estar pelo menos apresentáveis. – completou enquanto terminava de limpar o rosado e começava a fazer o mesmo em si. – Vamos. – novamente o puxou pelo braço.

Os dois rumaram em direção à mesa em que o almoço estava sendo servido. Jude, ao ver o estado em que eles se encontravam, levantou uma sobrancelha e ia falar algo, mas resolveu ficar calado. Layla, já limpa, deu um sorrisinho ao notar que os dois haviam ficado esse tempo todo na cozinha fazendo sabe-se lá o que.

O almoço passou normalmente, sem nada fora do normal, graças a Deus. Na maior parte do tempo Natsu e Jude conversavam sobre algo relacionado à área do Direito ou do mundo dos negócios. Lucy ficou contente ao ver a afinidade entre os dois.

– Imagino que vocês dois devem estar cansados. Afinal não pararam um minuto desde que chegaram. – disse Layla se referindo aos recém-chegados.

– Um pouco na verdade. – respondeu o rosado.

– Virgo. – a Sra. Heartfilia chamou e rapidamente a rosada já estava ao seu lado. – Poderia, por favor ajudar o Natsu a encontrar seu quarto? – ela não era boba e nem nada, Lucy já havia lhe contado que perdera a virgindade com o namorado, mas de modo algum os dois ficariam no mesmo quarto.

– Sim senhora. Vamos Ouji? – ela perguntou e ele prontamente assentiu com a cabeça.

– Com licença. – falou enquanto se levantava da mesa e seguia com Virgo.

– Eu gostei dele. – disse Layla enquanto via o rapaz subir as escadas. Lucy deu um sorriso de orelha a orelha.

– Eu acho que ainda é muito cedo para tomar partido, mas não tenho nada contra o rapaz. – disse Jude indiferente, enquanto se levantava. – Vou para o meu escritório.

– No fundo no fundo acho que ele também gostou do Natsu.

– Tomara mamãe, tomara. – a loira se levantou. – Vou para o meu quarto, com licença.

Layla ficou a observar sua filha enquanto ela se distanciava. Um dia desses ela era uma menininha que dizia querer virar uma estrela e hoje já estava uma mulher crescida que trazia um namorado para casa.

– Como o tempo voa. – ela disse para si mesma.

Natsu ficou encantado ao ver o quarto em que ficaria hospedado. Era grande, com paredes em um tom amarelo claro, com móveis brancos e uma bela cama de casal. Suas malas já se encontravam ao lado de sua cama.

– Obrigado Virgo.

– Por nada Ouji, com licença. – então ela se retirou.

Natsu resolveu que tomaria um banho e depois dormiria um pouco. Mesmo tendo dormido durante o voo, não se sentia descansado o suficiente e a guerra de comida que teve com Lucy não ajudou em nada.

Em um quarto não muito distante dali, Lucy já tomava um banho demorado enquanto pensava na vida. Em tão poucos meses sua vida já havia mudado tanto. Quando namorava Sting não se sentia da forma como se sentia com Natsu. Era incrível a conexão que ela tinha com o rosado.

– Só espero que dure para sempre. – ela disse para si mesma.

A loira, que havia acabado de sair do banho e já tinha colocado uma roupa confortável, já estava indo dormir quando alguém bate em sua porta.

– Pode entrar.

– Querida? – era sua mãe.

– Diga mamãe.

– Vim aqui lhe avisar que eu e seu pai temos que ir a um jantar de negócios. Você e Natsu gostariam de ir conosco?

– Muito obrigada, mas dispensamos. – ela sorriu.

– Tudo bem, isso realmente não é um programa para jovens. – Layla também sorriu. – Agora vou lhe deixar descansar. Eu e seu pai sairemos às dezoito horas e não temos hora para voltar. – deu uma piscadinha para a filha e se retirou.

Um sorriso brotou nos lábios de Lucy.

– Passar a noite toda aqui sozinha com o Natsu... – ela abafou as risadas no travesseiro e deitou caindo rapidamente no sono.

Autora POV off.

Notas finais
Queria informar vocês de uma coisinha. A partir de agora os caps serão postados oficialmente nas sextas-feiras, ok? Se eu terminar de escrever antes disto posto antes, se não fica na sexta mesmo. Prometo que vou me esforçar para cumprir esse prazo e também trarei caps extras fora do dia estipulado. Se Deus quiser terei tempo para fazer isso! (yn) Críticas? Elogios? Sugestões? Espero a opinião de vocês. Obrigada pelo carinho *-* Até o próximo, beijocas.