You And Me
16 Hargeon parte 2 - Seu perfume. +18
Notas iniciais

– Hargeon parte 2: Seu perfume -
Estou em uma sala gigantesca que nunca vi na vida. Há quadros esquisitos pendurados em todas as paredes ao meu redor e um som de violão ecoa por toda a sala. Estou sozinha e me ponho a correr a procura de alguém conhecido. De repente vejo Yuri, meu amigo, vestindo um belo terno preto, sorrindo galanteador e estendendo a mão para mim.
– Yuri? O que há com você? – perguntei desconfiada. Afinal o que estava acontecendo ali?
De repente a sua expressão muda. Ele parece ficar triste com algo e sai correndo me deixando ali sozinha. A sala começa a ficar escura e as paredes começam a se aproximar.
– Espere! Não me deixe aqui sozinha! – falo enquanto saio correndo tentando alcançá-lo. – Yuri!
– Luce acorda! – acordo com um certo rosado me balançando. Então era apenas um sonho?
– Natsu? – falo enquanto abro meus olhos e o vejo sentado em minha cama me olhando com uma cara de poucos amigos. O que houve?
– Com o que você estava sonhando? – me pergunta seriamente.
– Bem, acho que estava mais pra um pesadelo, mas não lembro direito, só sei que tinha algo a ver com o Yuri. – apenas alguns flashes vinham em minha memória. – Qual o problema?
– Eu vim aqui ver se você já estava acordada e me deparo com você sonhando e chamando por outro cara, esse é o problema. – falou emburrado. Comecei a rir loucamente. O Natsu estava com ciúmes do Yuri? Nesse momento lembro que nunca havia o dito que era mais fácil Yuri se interessar por ele do que por mim. Pura falta de oportunidade. Meu amigo não era daqueles que dava pinta na frente dos outros, então era bem possível que meu namorado nem desconfiasse de sua real situação. E se tratando do Natsu posso ter certeza de que ele não fazia ideia.
– Sério Natsu? – continuei rindo.
– Do que você está rindo? – ele parecia estar ficando mais irritado e isso só aumentava minha vontade de sorrir.
– Natsu, você não precisa ter ciúme do Yuri. Ele é só meu amigo e além do mais ele é... – fui interrompida por alguém batendo na porta.
– Com licença Hime. – disse Virgo enquanto entrava no quarto. – Seus pais já saíram e o jantar está servido. – ela falou fazendo reverência.
– Tudo bem Virgo, obrigada. – assenti com a cabeça e ela se retirou. – Vamos jantar? Estou morrendo de fome! – falei olhando para Natsu.
– Tudo bem. – ele sorriu para mim. Era incrível como a palavra comida ou algo similar tinha o poder de mudar o humor dele.
Nota mental: sempre contar com a comida para lidar com Natsu nos momentos tensos.
Descemos as escadas e chegamos até a sala de jantar, onde um banquete havia sido servido.
– Virgo, que exagero! – falei enquanto sentava e observava aquela mesa. Massas diversas, carnes de todos os tipos, saladas super coloridas, vários tipos de suco e refrigerante e muitas outras delícias.
– Sua mãe pediu que fosse assim Hime. Quer me punir?
– Não precisa. Obrigada pelo banquete. – falei sem graça. Ela não cansa dessa história de punição?
Quando olhei para o lado Natsu já estava se servindo de um pouco de cada prato desesperadamente. Comecei a rir com a cena, mas parei quando percebi que se não agisse logo ficaria com fome. O rosado não tinha cara de quem pararia de comer tão cedo.
Terminamos de jantar e decidimos ir ver televisão. Chegando até a sala, Natsu se jogou no sofá e ficou deitado me olhando.
– Ei folgado, pelo menos levanta um pouquinho as pernas pra eu poder sentar aqui no cantinho. – fiz biquinho. Não que não tivessem outros sofás na sala, mas eu queria ficar perto dele, lógico.
– Não, fica aqui comigo. – ele fez gestos com as mãos me chamando para deitar junto com ele. Sorri e me aproximei. Ele abriu um pouco as pernas para que eu pudesse me acomodar e me deitei em cima dele apoiando minha cabeça em seu peitoral. Ele passou os braços pela minha cintura e ficamos abraçados assistindo um programa de comédia na TV.
Na maior parte do tempo Natsu ficava mexendo em meus cabelos e isso me fazia relaxar. Em um certo momento ele começou a fazer círculos com o dedo indicador em minha barriga por debaixo de minha blusa. Como um simples gesto podia fazer minha pele toda ficar arrepiada? Dei um suspiro e ele pareceu perceber meu estado.
Ele começou a passar as mãos pelas minhas coxas e eu já começava a sentir minha respiração pesar.
– Natsu. – chamei sua atenção. – Nós estamos na sala. Alguém pode passar e nos ver.
– Ver o que Luce? Nós não estamos fazendo nada de mais. – como ele conseguia ser tão cara de pau?
Resolvi não discutir e tentei me concentrar na TV. Natsu começou a alisar minha cintura. Eu sabia o que ele estava fazendo e isso já estava me tirando do sério.
– Luce, eu sinto sua falta. – ele falou bem baixinho em meu ouvido num tom extremamente sexy. Isso foi o cúmulo pra mim. Virei-me e o beijei. Um beijo ardente e cheio de desejo por ambas as partes. Era incrível como ele tinha o dom de mexer não só com minhas emoções, mas com todo o meu corpo.
– Hime. – quase caio do sofá de tanto susto.
– Vi-virgo! – gaguejo de tanta vergonha.
– Só vim avisar que estou me retirando. Qualquer coisa estarei em meus aposentos. – ela ia se virando para ir embora, mas desistiu e voltou a falar. – E Hime... – a olhei novamente. – Sugiro que você e o Ouji vão para um quarto. Poderia ter sido seu pai a chegar assim de repente e lhe garanto que, ao contrário de mim, ele não ficaria nada feliz em ver essa cena. – assenti com a cabeça e ela se foi. Peguei uma almofada e bati no rosado.
– Culpa sua Natsu. – falei enquanto fazia birra. Ele sorriu.
– Ora Luce, ela não é sua amiga? Relaxa. – ele falou enquanto se aproximava de mim. É, ele tem razão. Posso ter certeza de que Virgo nunca contaria nada do que viu para meus pais.
– Tudo bem. – falei enquanto me acalmava.
Ele me colocou em seu colo e voltamos a nos beijar. Rapidamente me esqueci do recente flagra que recebemos até que uma luz pareceu surgir em minha mente.
– Aqui não Natsu. – ele fez uma cara de decepcionado. – Vamos para o meu quarto. – completei e ele sorriu de orelha a orelha.
Entramos em meu quarto e eu tratei logo de fechar a porta para que não fôssemos interrompidos novamente.
– Sabia que você é o primeiro rapaz a ter acesso ao meu quarto? – perguntei enquanto caminhava até ele, que estava sentado em minha cama.
– Isso soa como música para os meus ouvidos. – ele respondeu e me puxou, fazendo com que eu ficasse por cima dele, mas não por muito tempo, já que rapidamente ele tratou de nos girar e inverter nossas posições.
Começamos a nos beijar fervorosamente até que o ar nos faz falta.
– Eu te amo Luce e quero fazer amor com você. – falou olhando em meus olhos. Sorri em resposta e voltei a beijá-lo demonstrando que também o amava. Acho que esse foi o beijo mais carinhoso que já demos numa situação dessas. Normalmente os instintos tomam conta e nós acabamos nos deixando vencer por eles. Mas não hoje.
Natsu começou a beijar meu pescoço enquanto eu alisava seus braços musculosos. Senti sua pele arrepiar e sorri ao perceber que tinha sobre ele o mesmo efeito que ele tinha sobre mim. Ele deu a entender que queria tirar minha blusa e eu levantei meus braços para facilitar seu ato. Em seguida comecei a tirar sua blusa e ele facilitou meu gesto da mesma maneira que eu havia feito anteriormente.
Voltamos a nos beijar e senti as mãos dele indo em direção ao local de abertura do meu sutiã. Incline-me um pouco para frente facilitando seu ato e logo em seguida a peça já estava jogada em um canto qualquer da cama. Agora as mãos de Natsu passeavam pelo meu corpo até que chegaram aos meus seios. Sua boca se separou da minha, indo em direção ao meu queixo, pescoço, clavícula até chegar ao local desejado. Carinhosamente beijou um de meus mamilos e, num ritmo lento, começou a lamber e dar leves chupões e mordidas no local. Não consegui me segurar e acabei gemendo seu nome enquanto apertava os lençóis da cama. Depois de um tempo concentrado em um dos seios ele partiu para o outro e lhe deu o mesmo tratamento do anterior.
Comecei a sentir a umidade entre minhas pernas aumentar e antes que eu pudesse perceber já estava sem meu short. Natsu começou a fazer um rastro de beijos por minha barriga e, num ato rápido e inesperado, afastou um pouco minha calcinha e me penetrou com um de seus dedos. Ficou fazendo movimentos lentos de vai e vem e em seguida colocou outro dedo. Voltou a me beijar e eu agradeci mentalmente, já que essa era uma ótima forma de calar meus gemidos, que mesmo assim insistiam em se fazer presentes.
– Eu vivo para te amar e te dar prazer Luce. Não sei o que seria da minha vida sem você. – falou enquanto distribuía beijos pelo meu maxilar e continuava com os movimentos de dedos em minha intimidade. Não consegui responder devido à quantidade de sensações que invadiam meu corpo. Eu sentia aquela sensação em especial, que já havia se tornado familiar, cada vez mais forte dentro de mim e sabia que a qualquer momento teria um orgasmo. – Vamos lá Luce, geme pra mim. – ele aumentou a velocidade com que seus dedos entravam e saiam de minha intimidade e nesse momento não aguentei mais e explodi em um orgasmo que, se não fosse pelo beijo ardente que Natsu agora dava em meus lábios, teria me feito gemer bem mais alto do que acabei gemendo.
Ainda me recuperando da explosão que tinha acabado de sentir, nos girei e fiquei por cima do rosado sentada em suas pernas. Ele tinha uma expressão de luxúria misturada com divertimento que me fez sorrir.
– Eu te amo. – falei enquanto me curvava indicando que iria beijar sua boca, mas beijava a pontinha de seu nariz. Ele me olhou confuso e eu comecei a rir. Só nós dois mesmo para transformar sexo em palhaçada. Voltei a assumir minha postura de puro desejo e o beijei intensamente.
Minhas mãos passeavam por seus ombros, braços e barriga enquanto que as dele apertavam minhas coxas com força. Desviei minha atenção de sua boca e agora beijava e mordiscava seu pescoço. Os gemidos que ele dava eram o combustível que eu precisava para continuar o que estava fazendo. Fiz um rastro de beijos até chegar a sua orelha, onde mordi seu lóbulo.
Senti sua ereção crescendo por debaixo de sua calça e, como forma de provocá-lo, comecei a me mover exageradamente, fazendo com que ele soltasse leves gemidinhos. Comecei a dar atenção ao seu peitoral, onde passava minha língua e beijava. Era estranho ver como ele estava me deixando ter meu momento. Normalmente essa minha sessão de “domínio” já teria acabado, então é bom eu aproveitar enquanto ainda estou no comando.
Coloquei as mãos no cós de sua calça e ele me ajudou a tirá-la. Sua animação, mesmo por debaixo da cueca box, já era bem notável. O olhei nos olhos e percebi o tanto que ele me desejava. O beijei ferozmente enquanto minha mão passava por sua barriga e ia descendo até o seu destino. Coloquei minha mão por dentro de sua box e tive acesso total a seu membro, que já latejava. Pude ouvir um rosnado vindo da boca de Natsu ao sentir meu toque e, sem separar nossos lábios, comecei a acariciá-lo lentamente fazendo movimentos de vai e vem.
– Luce. – ele falou em um fio de voz enquanto respirava pesadamente.
Continuamos nos beijando ardentemente enquanto eu o estimulava com minha mão até que ele a tira de onde estava.
– Não quero gozar na sua mão. – ele falou ofegante enquanto sorria docemente para mim. Sorri de volta. Era fofo como ele sempre tentava me poupar disso, mesmo não tenha conseguido isso na nossa primeira vez.
Ele se colocou em cima de mim e voltamos a nos beijar. Delicadamente Natsu começou a se acomodar entre as minhas pernas. Mesmo que nós ainda estivéssemos com nossas roupas íntimas gemi quando nossas intimidades se tocaram e ele pareceu sentir a mesma sensação. Ele ia tirar minha calcinha quando pareceu se lembrar de algo.
– Merda! Não tenho nenhum preservativo aqui comigo.
– Então vai buscar. – falei meio triste e zangada ao mesmo tempo por ter que cortar um pouco nosso clima.
– Você não tem nenhum aqui no seu quarto?
– Lógico, tenho um monte ali naquela gaveta. – apontei para uma das gavetas de meu guarda-roupa.
– Sério? – ele pareceu chocado.
– Claro que não! Por que raios eu teria preservativos no meu quarto? – falei rindo da cara que ele fez.
– No momento isso é um porre, mas fico feliz em saber disso. Já volto. – falou enquanto me dava um selinho, levantava da cama, enrolava um lençol em sua cintura e saia porta a fora. Só espero que meus pais ainda não estejam em casa.
Menos de um minuto depois ele já havia voltado e seu olhar já transbordava desejo novamente. Percebi que ele trazia consigo cinco preservativos e meu queixo quase caiu.
– Ci-cinco? – gaguejei. Ele sorriu maliciosamente para mim.
– A noite vai ser longa meu amor. – respondeu. Fiquei perplexa e imóvel por uns segundos. Ele pareceu perceber e começou a rir. – Calma, eu trouxe a mais para poder deixar aqui no seu quarto. – falou enquanto alisava meu rosto e me tranquilizava.
– Não assuste a garota com quem você está tentando transar, baka. – fiz biquinho.
– Transar não, fazer amor. E eu não estou tentando, estou conseguindo. – falou com um olhar pervertido enquanto me beijava do modo que só ele sabe e me domava por completo. Como eu amo esse idiota.
Começamos a tirar o resto de roupa que ainda vestíamos e Natsu colocou o preservativo.
– Luce. – falou enquanto se aproximava de mim
– Sim?
– Você já pensou em usar pílula? – essa pergunta me pegou de surpresa.
– Nunca. Por quê?
– Porque ai eu poderia me livrar dessas coisas. – apontou para o pacote de camisinha que estava jogado em cima da cama. – Queria que a gente pudesse sentir um ao outro por completo. – agora ele abria minhas pernas gentilmente e se posicionava.
– Vou pensar no assunto. – respondi e o beijei em seguida.
Ele se colocou dentro de mim e começou com movimentos leves me fazendo arfar. De repente saiu de onde estava e se sentou, me chamando para sentar em seu colo.
– Vamos tentar assim. – falou com uma voz rouca e sexy.
Sentei em seu colo, de frente para ele, e voltamos a nos movimentar lentamente, como se quiséssemos curtir ao máximo o corpo um do outro. Beijávamos-nos apaixonadamente enquanto eu entrelaçava meus dedos em seus cabelos rosados e ele apertava minhas nádegas me trazendo para mais perto de si, se é que isso era possível.
Natsu foi aumentando o ritmo e eu o segui, fazendo com que nós ficássemos em sincronia. Gemíamos enquanto nos beijávamos, para que o barulho não ecoasse atraindo curiosos. Ninguém precisava saber o que estávamos fazendo, certo?
Quando estávamos perto de alcançar o clímax, Natsu aumentou a intensidade de seus movimentos. Apoiei minha cabeça ao lado de seu pescoço e como uma forma de disfarçar um gemido, mordi seu pescoço, fazendo com que ele rosnasse em resposta. Aquele barulho produzido por seus lábios foi a deixa que eu precisava para me perder em um orgasmo. Natsu continuou até que pouco tempo depois senti os músculos dele se contraírem e ele acabou gozando.
Ele caiu na cama e eu deitei ao seu lado, super ofegante. Aninhei-me em seu peito e suspirei.
– Sabia que seu cheiro é meu perfume preferido? Ele me acalma. – falei enquanto subia um pouco minha cabeça para cheirar seu pescoço. Ele pareceu sorrir.
– Na verdade não, mas obrigado por me contar. – respondeu enquanto beijava minha testa.
– Natsu, acho que é melhor você voltar para o seu quarto. – falei enquanto alisava seu braço.
– Tem certeza que quer que eu vá? – perguntou olhando para minha mão que o tocava. Sorri em resposta.
– Eu não quero que você vá, mas meus pais podem chegar a qualquer momento. Ou pior, eles podem já estar aqui. – se meu pai entrasse por essa porta e nos olhasse nesse estado acho que teria um ataque do coração!
– Tudo bem, tudo bem. Agora estou me sentindo usado, como um objeto sexual. – falou fazendo biquinho.
– Você fala como se isso fosse ruim. – sorri pervertidamente.
– Nem um pouco, Senhorita Heartfilia. Pode me usar sempre que quiser. – sorriu da mesma forma e me deu um selinho. – Vou indo, boa noite meu amor. Até amanhã. – falou enquanto pegava suas roupas.
– Espera. – falei enquanto me aproximava dele e o beijava apaixonadamente. Ele rodeou minha cintura e aproximou nossos corpos. Ficamos nos beijando até o ar faltar. – Agora pode ir. – completei quando nos separamos.
– Quer mesmo que eu vá embora depois disso? – inclinou a cabeça de forma confusa.
– Tchau Natsu. – sorri enquanto o levava até a porta. – Te amo.
– Também te amo. Muito. – me deu um selinho e foi embora.
– É cama, se um dia já fomos inocentes não nos lembramos. – falei sozinha enquanto olhava para minha cama de casal e me deitava abraçada com um travesseiro que tinha o perfume que eu nunca enjoaria. Natsu.
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