You And Me
35 Eu nunca...
Notas iniciais

– Eu nunca... -
Foi muito bom colocar tudo em seu devido lugar com o Yuri. Sinto como se tivesse tirado um peso enorme das minhas costas, como se agora eu pudesse respirar aliviada. Lógico que tudo não vai voltar a ser como antes em um passo de mágica – ainda mais com Natsu por perto –, mas vai ser uma ótima oportunidade para continuarmos nossa amizade de onde a pausamos. Acho que essas duas semanas que o rosado vai passar fora podem ser a chave para que isso se realize.
Por falar em Natsu, suas três mensagens na verdade eram apenas uma, que a operadora fez questão de enviar três vezes, para a minha infelicidade. Sem falar que era composta apenas por uma carinha sorrindo. Sinceramente, como uma pessoa manda apenas uma carinha sorrindo para a namorada que não vê há séculos? Se nós estivéssemos nos vendo e nos falando todos os dias até que eu aceitaria como uma forma de puxar assunto, mas estamos super longe um do outro poxa vida, custava ele me mandar algo descente? Fiquei tão irada que optei por não responder já que provavelmente a carinha que eu mandaria para ele não seria nada bonita, quem sabe até um pouco obscena.
Enfim, voltando ao meu atual dilema... Estou super atrasada para o encontro com as garotas, que já devem estar lá em casa há um bom tempo. Simplesmente perdi a noção do tempo ao lado do Yuri, então para tentar aliviar a bronca que levarei ao chegar em casa tratei de me abastecer com algumas armas poderosas, digamos assim. Comprei um bolo de morango para a Erza, um brigadeirão para a Levy, bombons de licor para a Kana e um cupcake em formato de rosto – que por coincidência tinha um desenho de cabelo preto – para Juvia.
Cheguei ao meu prédio e desci do carro com minhas sacolas e ainda a bolsa e pasta que sempre levo para a universidade, ou seja, fazendo malabarismo. Mas a pior parte não foi carregar tudo isso, e sim subir as escadas que cada vez pareciam maiores.
Não posso me esquecer de exigir o concerto desse elevador na próxima reunião do prédio. Imagina só como seria estreá-lo com o Natsu? Nós dois trancados no elevador com aquele clima quente preso naquele cubículo. Um sorriso malicioso se forma em meus lábios e sinto um arrepio subir pela minha espinha.
Balanço minha cabeça na tentativa de espantar esses pensamentos pervertidos. Confesso que nunca fui de ter esse tipo de pensamento, mas a abstinência de Natsu está mexendo com a minha cabeça. Mas calma, ainda não estou subindo pelas paredes. Só não sei dizer como estarei no final dessas duas semanas. Maldito Natsu que me transformou em uma ninfomaníaca, numa tarada que só pensa naquilo.
Um sorriso se abre em meus lábios quando avisto a porta do meu lindo e aconchegante apartamento.
– Cheguei! – grito ao abrir a porta. Lar doce lar.
Para a minha surpresa não havia nenhuma áurea maligna rondando o apartamento. O som estava abafado tocando uma música eletrônica. Nenhuma de minhas amigas estava na sala. Deixei minhas coisas em cima da mesa e as coisas que havia comprado em cima da pia da cozinha.
A música vinha do quarto da baixinha, o que me intrigou um pouco. Já em frente à porta ouvi alguns gritinhos histéricos então a abri e meu queixo quase caiu ao me deparar com a cena. Levy, Kana, Erza e Juvia estavam sentadas no chão. Até ai tudo bem, eu só não contava com o rapaz moreno vestindo apenas uma calça social preta e uma gravata borboleta enquanto dançava no ritmo da música fazendo uma cara sexy – admito – e indicando que tiraria mais uma peça de roupa.
Fiquei ali parada, estática observando a cena. Não sei se minha visão focou mais nas minhas amigas abobalhadas ou no tanquinho lindo do rapaz.
– Lu-chan, senta aqui! – Levy, extremamente sorridente, me indicou um lugar ao lado dela.
– O que está acontecendo aqui? – perguntei baixinho ao me sentar.
– A Levy garantiu nossa diversão da noite! – Kana disse com uma animação acima do normal enquanto batia palminhas – lógico que havia uma garrafa qualquer entre suas mãos.
– Lucy, muito obrigada pelo bolo. – Erza falou, com os olhos brilhando, enquanto devorava uma fatia.
Espera, que horas ela pegou isso?!
– Deixa de ser careta Lu-chan, é só por hoje. O que acontece na noite das garotas fica na noite das garotas. Ninguém vai contar para o senhor ciumento. – piscou para mim.
– Juvia se recusa a secar um homem que não seja o Gray-sama. – a azulada maior falou em um tom irritado enquanto cruzava os braços.
A imagem de um Natsu irado me veio em mente. Provavelmente ele faria um escândalo se me visse nesse momento.
Surpreendi-me ao ver que a essa altura do campeonato Kana já havia levantado e estava dançando junto ao moreno com um sorriso sacana nos lábios. Isso era mesmo necessário?
– Há quanto tempo ele está aqui? – perguntei baixinho para Levy enquanto fitava a cena.
– Cerca de uns 40 minutos. – ela não tirava os olhos do rapaz. Baixinha pervertida.
– E ainda tem isso tudo de roupa? – perguntei espantada.
– Quer que ele tire logo tudo? – me olhou maliciosa.
– Não! Quer dizer, pensei que essas coisas fossem mais rápidas. – corei.
– Acho que o fato da Kana ter ficado conversando horrores com ele assim que chegou colaborou bastante pra essa demora. – Erza falou tranquila enquanto comia o bolo.
– Ah sim, agora está explicado. – fitei os dois dançando juntos. Sorri.
– Juvia quer uma noite com as amigas, mas não quer a presença deste rapaz. Juvia acha que essa noite devia ser só nossa. – falou chorosa e resmungando.
– Eu concordo! – Erza se posicionou deixando o bolo um pouco de lado e levantando-se. – Levy, pague o que deve a este senhor e vamos começar nossa festa do pijama de forma descente!
Ela acabou de chamar o stripper de senhor?
– Tudo bem. – a baixinha se deu por vencida.
Não sei se a decepção era maior por parte da Levy e da Kana ou pela do moreno, que descobri se chamar Rick. Kana, logicamente, entregou seu número para ele, que disse que sempre que nós precisássemos era só chamá-lo, e em seguida foi embora. Bem, se depender de mim irei vê-lo apenas em uma futura despedida de solteira, afinal tenho amor ao meu relacionamento.
– Agora que vocês já estragaram a diversão da noite o que vão querer fazer? – a baixinha estava carrancuda.
Sinceramente, estou começado a desconfiar que Gajeel não está dando conta do recado.
– Beber, claro. – Kana levantou uma garrafa de vodka. Nem parecia que ela estava decepcionada há uns segundos atrás.
– Então vamos tornar isso mais interessante. – Erza tinha um sorriso maquiavélico brincando em seus lábios. Correu até a cozinha e pegou cinco copos, um para cada uma de nós, e colocou em cima da mesa para que pegássemos. – Todas aqui. – sentou no tapete da sala e indicou que fizéssemos o mesmo.
– Qual vai ser a brincadeira? – perguntei animada.
– Eu nunca. – sorri maliciosa.
– Opa! – Kana começou a gargalhar.
– Juvia não sabe como funciona. – ela fez uma feição confusa.
– Nem eu. – completou a McGarden.
– É o seguinte, cada uma de nós diz uma frase com algo que nunca fez, por exemplo, a Juvia diz “Eu nunca andei pelada na rua”, quem já tiver feito isso vira um copo. Simples.
– Você já fez isso Erza? – Kana tinha um olhar perverso.
– Teremos que brincar para descobrir. – fez suspense. – Não, mentira. Meu máximo foi na praia. – falou séria.
Um minuto de silêncio.
– Ok, momentos bizarros a parte, vamos começar! – a azuladinha falou batendo palminhas.
Kana encheu nossos copos para iniciarmos a brincadeira.
– Eu começo! – falei animada. – Eu nunca fiz sexo num carro.
Levy, Erza, Kana e até Juvia viraram uma dose.
– Sério Lucy, nunca? – Kana parecia espantada.
Neguei com a cabeça e corei loucamente.
– Nossa, pensei que o Natsu fosse mais fogoso. – Erza falou séria.
Preciso dizer que fiquei extremamente sem graça? Além de ser bem bizarra a ideia de que Erza parou para pensar sobre o apetite sexual do meu namorado.
Kana reabasteceu os copos que estavam vazios para que retomássemos a brincadeira.
– Vamos continuar! – Levy gritou. Ainda bem, odeio ser o centro das atenções. – Eu nunca transei com um desconhecido.
Apenas Kana virou a dose. O que não foi surpresa para ninguém...
E novamente a morena teve que encher seu copo. Enquanto isso eu continuava com o meu no mesmo estado desde o início do jogo.
– Eu nunca fiquei com uma garota. – disse Erza.
Kana e Levy tomaram a bebida.
– Levy?! – todas ficamos espantadas com a revelação da baixinha.
– Foi só uma vez ok? E eu nem lembro direito... – ela estava aparentemente desconfortável.
Enchi seus copos.
– Ok, ok. Juvia nunca traiu um namorado.
Novamente apenas a morena virou. Não sei se ela realmente já havia feito essas coisas ou se queria apenas uma desculpa para beber.
– Eu nunca... – Kana estava pensativa. – Tem algo que eu nunca tenha feito? – olhou para nós como se esperasse uma resposta. – Desisto, já fiz de tudo. – deu de ombros.
– Muito obrigada por estragar minha brincadeira. – Erza revirou os olhos.
– Tudo bem, nós não precisamos dessas brincadeiras pra beber – afinal eu ainda não havia bebido nada –, vamos apenas conversar como sempre fazemos, mas dessa vez com a ajudinha extra do álcool. – sorri.
– A Lu-chan tem razão.
– Por falar nisso Lucy, como vai a sua abstinência?
– Co-como assim? – corei.
– Você não me engana. – a morena sorriu sapeca. – Ter um gostoso como o Natsu todos os dias pra te agarrar e do nada ficar sem ele deve ser um choque e tanto.
– Primeiro, só eu posso chamar ele assim – fiz um biquinho. – Segundo, não sei do que você está falando. – desviei o olhar tentando parecer natural.
– A, qual é Lucy? Estamos entre amigas! – dessa vez foi Erza a querer saber sobre minha intimidade. Oh Céus. – Você não confia na gente? – arqueou uma de sua sobrancelhas.
– Tudo bem. – revirei os olhos. Longe de mim ir contra a poderosa Erza. – Eu sinto falta dele. Satisfeitas?
– Isso nós já sabíamos, o que a gente quer mesmo saber é de quê você sente falta. – McGarden, você me paga.
Bufei corada.
– De tudo.
– E o que seria esse tudo?
– Não é da conta de vocês ok? – fiz um biquinho.
Algumas risadinhas puderam ser ouvidas.
– Tudo bem, já que a Lu não quer falar eu vou desabafar. – Levy falou cabisbaixa e suspirou.
– O que houve? – perguntei preocupada.
– O Gajeel não me procura mais pra... vocês sabem... – apertou suas mãos na barra de sua saia.
Minha boca formou um “O”. Então esse é o motivo desse seu comportamento pervertido acima do limite do normal Levy.
– Mas por quê? – Erza também parecia preocupada.
– Eu não sei direito. Agora que a banda dele começou a fazer sucesso em Magnólia tudo está diferente. Ele está o tempo todo cansado e nós nunca mais passamos dos beijos. Talvez ele tenha cansado de mim. – seu tom de voz ia ficando cada vez mais triste.
– Não fala besteiras Levy. Quem em sã consciência se cansaria de você? – Kana tentava consolá-la. – Só se for muito idiota mesmo.
– Esqueceu que estamos falando do Gajeel? – deu um sorriso fraco. – Eu tento fingir que está tudo bem, mas não está! Eu devia ter continuado virgem. – falou irritada.
– Você vai fazer o seguinte, – peguei suas mãos – vai preparar um jantar especial pra vocês aqui em casa e planejar uma noite que seja a cara de vocês dois.
– Juvia acha que Levy-chan não tem com o que se preocupar. – nossa amiga a lançou um sorriso gentil.
– Mas... – interrompi a McGarden.
– Me promete que só vai se preocupar caso isso dê errado? Mesmo que eu ache que não tem como dar...
– Não sei. – ela parecia incerta.
– Promete logo! – Erza havia se alterado, para o medo geral da nação.
– Tudo bem, eu prometo. – Levy deu um sorrisinho para a ruiva.
– Ótimo! Agora vamos voltar a beber! – rimos todas juntas.
Passamos boa parte da noite falando mal dos outros, admito, e comentando alguns assuntos polêmicos da universidade, como a garota que faz História e está grávida de um dos professores, ou um garoto lindo de Química Industrial que infelizmente é gay – não pude deixar de lembrar do Yuri nessa parte, mesmo que ele não seja mais.
– Ai meu Deus! – Levy gritou fazendo com que todas nós tomássemos um susto.
A essa altura do campeonato todas já estávamos mais para lá do que para cá graças à bebida, então não me responsabilizo por meus atos ou respostas.
– O que foi?! – Erza também gritou. Pobres tímpanos.
– Acabei de lembrara que a Lu não nos contou como foi o encontro com o Yuri. – o sorriso sacana estava de volta nos lábios da azuladinha. Ela por acaso lê pensamentos?
– Não foi um encontro. – respondi na defensiva.
– Mas como foi?! – Erza gritou novamente.
– Bem legal, nós nos acertamos. – sorri.
– Ótimo! – Juvia comemorou.
– Yuri é aquele seu amigo lindo e gay que não é gay? – Kana perguntou.
– O próprio. Um Deus grego. – Levy respondeu sonhadora. Sorri.
– E vocês nunca se pegaram Lucy? – Kana dentre todas era a mais sóbria, mesmo que tivesse bebido bem mais do que todas nós juntas.
– Não, mas se eu fosse solteira... – um sorriso malicioso brotou em meus lábios.
Não sei bem de onde eu tirei coragem para falar disso, mas provavelmente foi da bebida. Foda-se.
– Lucy! – Juvia me jogou uma almofada como forma de repreensão.
Rimos muito juntas e eu confesso que até cheguei a me imaginar com o Yuri de uma forma mais carnal, digamos assim, mas tratei de espantar esse pensamento tão rápido quanto veio.
Lucy POV off.
Autora POV on.
Depois de muito conversar com as amigas – acompanhadas da bebida, lógico – sobre assuntos diversos, Lucy começou a pensar um pouco sobre a conversa que teve com elas sobre a falta que sentia de Natsu. Estava tão pensativa que até chegou a se isolar um pouco e ficar apenas deitada no sofá enquanto suas amigas estavam na cozinha. Sem pensar muito, resolveu ligar para o rosado ignorando até o horário que marcava no relógio da sala, 2:10 da manhã.
Chamou uma, duas, três, quatro vezes.
– Naaaatsu – ela falou com uma voz dengosa assim que ele atendeu a ligação.
– Luce? – o rapaz, que acordou com essa ligação, tinha uma voz sonolenta.
– Eu sinto a sua falta. – suspirou.
– Você está bem? – sentou na cama e esfregou os olhos com a mão livre.
– Não, eu preciso de você. – a loira se encolheu um pouco.
– Eu também amor, mas daqui a pouco eu estou de volta.
– Não! Ainda falta mais de uma semana! – ela se exaltou.
– Luce, você bebeu? Onde estão as suas amigas?
– Só um pouquinho. – ela riu. – Estão aqui perto. – procurou as amigas com o olhar, vendo que cada uma estava ocupada de uma forma.
Erza devorava bolos de morango com uma cara mal humorada, Kana virava garrafas de uísque, Levy ria descontroladamente enquanto insultava seu namorado e Juvia – a mais bizarra de todas – estava agarrada a um boneco muito parecido com Gray com uma das mãos e com a outra pegava o cupcake que a loira havia lhe dado, enquanto chorava descontroladamente.
– Tudo bem, vá dormir ok? Amanhã a gente conversa quando você estiver sóbria.
– Natsu... – a voz manhosa estava de volta. – Eu preciso de você.
O rapaz sentiu um arrepio passar por sua espinha.
– Luce... – Oh Céus, como apenas a voz dela conseguia deixá-lo daquele jeito?
– Eu estou imaginando sua mão passando pela minha barriga e indo até mais em baixo com cuidado e bem devagar. – passava a mão por seu corpo e sua voz estava pesada.
Natsu deu um gemido.
– Lucy, essa não é uma boa ideia. – sua voz estava sofrida.
O rapaz nunca foi do tipo que toca a si mesmo – a não ser quando era virgem, claro –, sempre que se sentia aceso procurava alguém para satisfazer suas necessidades e ouvir a mulher que amava falando daquele jeito e não poder possuí-la era uma tortura imensurável. Não queria tocar a si próprio e muito menos traí-la, então preferia não ouvir tais coisas.
– Você não sente falta do meu corpo, Natsu? Porque eu sinto muita falta do seu. Dos seus braços fortes me rodeando e segurando minha cintura com força. – ela solta um gemido e Natsu prende a respiração.
– Sinto... Muita. – falou com enorme dificuldade.
– De quais partes você mais sente? – a loira perguntou enquanto saía da sala e ia para seu quarto. Aquela conversa com certeza era privada demais para que qualquer pessoa de fora escutasse, até suas amigas. Além do mais imaginem só o inferno que viraria a vida de Lucy se Levy sonhasse o teor da conversa do casal.
Por Kami-sama, Lucy estava o levando à loucura.
Para Natsu imaginar o corpo da loira sem tê-lo por perto era uma tremenda tortura, mas faria aquilo por ela.
– Seus seios grandes – Lucy os apertou com força. –, seu bumbum empinado – o rosado fechou os olhos para imaginá-la melhor. –, e principalmente da sua amiga aí em baixo, de estar dentro dela.
Lucy gemeu alto.
Natsu, não aguentando mais a pressão que sentia por debaixo das calças, as retirou e deparou-se com seu membro ereto. Olhou receoso para seu companheiro de quarto, que parecia no milésimo sono e agradeceu a Deus por isso.
Estou me sentindo um nerd, era o pensamento que vinha de vez em quando em sua mente, mas quando Lucy tomava conta de seus pensamentos tudo isso sumia.
– Beijar seu pescoço – a loira tomou a palavra. –, seu peitoral e ir descendo lentamente para te instigar...
A respiração de Natsu ficava cada vez mais ofegante. Olhou para o seu estado enquanto vivia o conflito de tocar-se ou não. Pensou um “foda-se” e resolveu que faria, mas apenas quando as coisas chegassem ao seu limite. Mais uma primeira vez que teria com Lucy já que nunca havia feito nada do tipo com ninguém.
– E eu vou te puxar bruscamente pra te beijar com força e passar minhas mãos por suas curvas enquanto ouço você chamar pelo meu nome...
Natsu esperou por uma resposta de Lucy que acabou não vindo.
– Luce? – perguntou desconfiado. – Luce?!
O rosado não sabia, mas ela tinha acabado de cair no sono.
– Não acredito nisso. – falou ainda durante a ligação.
Suspirou derrotado.
– Te amo. Boa noite meu anjo. – e desligou a ligação.
Lucy havia o deixado literamente na mão, mas o rosado se recusava a chegar a tal ponto, pelo menos sem ter a voz de Lucy para instigá-lo, então resolveu optar pelo bom e velho banho gelado.
Não via a hora de voltar para Magnólia e finalmente poder estar cara a cara com a única mulher que conseguia fazer seu coração bater mais rápido e mais forte. Sua Lucy.
Autora POV off.
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