Yonnin
7 Abrimos um portal
Notas iniciais
Durmi pensando no que o Kage-senpai havia falado. Uma forma de voltar à minha cidade? Parecia impossível. Acho que ela nem pertence a esta realidade!
No dia seguinte:
— Dormiu bem Yonnin?
— Um pouco, mas... O que é isso? — Ele estava diferente, não estava mais na forma do dragão negro de sempre. Era agora um homem bronzeado, mais ou menos da minha altura, com um estranho topete preto e vestido com um terno preto. Sua espada estava presa na calça.
— A maioria dos dragões do clã podem assumir sua \"forma humana\" sempre que for necessário.
— Quer dizer...
— Eu não nasci humano, apenas desenvolvi essa habilidade.
— Tudo bem. Mas continuando a conversa de ontem... Como você acha que vai conseguir chegar na minha cidade?
Ele parou por um instante e se sentou no sofá da casa. Seu rosto estava mergulhado em esperança.
— Vamos abrir um portal para fora daqui!
— NANI!?! O_O
— Se lembra da terceira espada que o nosso mestre deixou conosco?
Eu me lembrava perfeitamente. Sanryuu. Nosso mestre pediu para guardá-la e só entregar a uma terceira pessoa que fosse merecedora. Eu já tinha uma ideia de quem eu devia dar a Sanryuu. Annays, a minha irmã de consideração. Só precisava de um meio de chegar a ela.
— Essa espada... — Kage-senpai estava ansioso — é a última parte do portal. Se juntarmos as habilidades da Kageryuu, Ryuuken e Sanryuu conseguiremos chegar a sua irmã.
Utilizando esta lógica, até que ele estava certo. Fui até o meu quarto e trouxe de lá uma espécie de caixa de madeira sem aberturas, o selo da Sanryuu. Desfiz o selo utilizando uma técnica de Fuuinjutsu. A espada reluzia como se fosse feita do mais puro ouro.
— Vamos. — Kage-senpai sacou sua espada. — Exploda, RYUUKEN!
— Mostre a sua verdadeira face, KAGERYUU. — Agora era a vez da outra espada. — Incinere a verdade, SANRYUU!
A espada mudou de forma. De seu cado, três dragões incrustados em outro sustentavam a lâmina rodeada de chamas. Aproximamos as três espadas, que pareciam ter vida própria, se atraindo como ímans. Os seus cabos se juntaram, formando uma espécie de shuriken gigante, que ficou rodando, formando um espaço branco em nossa frente.
— Isso é... — Eu já conhecia aquele lugar — O portal da Verdade!
— Isso mesmo. Vamos.
Caminhamos em direção ao portal, aos poucos a entrada atrás de nós havia desaparecido e as nossas espadas já estavam em nossas mãos.
— Yonnin, só você conhece este lugar. Você precisa nos guiar na direção correta.
— Tudo bem. É por aqui...
Em pouco tempo chegamos aonde eu queria.
— Pronto, é aqui.
Olhando rapidamente, não havia nada em local nenhum, não importa a direção que fosse tomada. Essa era a lógica da Portal da Verdade. Apenas os merecedores podem ir para onde desejam. Aos poucos o branco do lugar foi dando lugar à escuridão. Uma espécie de \"poça de piche\" nos cobriu.
°°°
— Chegamos. — Era bom voltar àquela cidade.
— Sabe onde é a casa dela?
— Como se eu não soubesse, é perto daqui.
Não precisamos andar muito, o portal nos levou justamente para perto da rua dela. Uma pequena casa ficava ao final da rua, era a casa de Annays. Bati na porta da casa dela.
— Yoo nee-chan!
A porta abriu rapidamente e dela saiu voando um urso de pelúcia gigante.
— YO UMA PORRA! — Ela era uma menina baixinha de cabelos negros, mas parecia um demônio quando estava com raiva. — PORQUÊ SUMIU? EIN?
— Er... Tive umas coisas a tratar fora da cidade...
— Sua \"irmã\" é mesmo estressada viu? t.t — Senpai estava sussurando pra ela não ouvir a conversa.
— TÁ SUSSURANDO O QUÊ AÍ MIZÉRIA! *raiva*
— Nada não... Para de ficar estressada! — Peguei a Sanryuu e dei a ela. — Toma.
— Pra quê isso agora?
Depois de dar uma acalmada básica nela, contei toda a história e chamei ela pra vir conosco para Konoha.
— E porque você acha que eu iria com vocês? U_U
— Veja bem, você quer ficar nessa casinha do tamanho de um ovo sem ter o que fazer ou prefere vir comigo, fazer umas missões e poder ficar rica?
— Pensando bem...
No fim das contas ela concordou em vir conosco. Liberamos novamente as espadas e entramos novamente no portal.
°°°
— Então é aqui que vocês conseguem se transportar pra qualquer lugar? Parece mais aqueles quartos de hospício.
— Não reclame com isso Annays. No começo eu também achava isso, mas depois que o seu irmão foi me explicando conseguir enxergar a lógica deste local.
— Por mim tanto faz, tipo, se eu for pra essa direção, o que vai acontecer de diferente? — Ela saiu correndo na direção contrária a que eu estava indo. Não tive outra opção a não ser ir atrás dela.
Corri por muito tempo. Já havia perdido a noção de dias e noites naquele espaço. Consegui avistar ela sentada no chão a poucos metros de mim. Senpai estava do meu lado.
— Nii-chan... — Sua voz estava ofegante. — O que é isso?
Dei uma olhada no local onde ela estava apontando. Pela lógica do Portal, alí devia ser apenas mais um espaço branco, mas havia uma linha separando todo o lugar. Uma linha que parecia ter saído do cesto de costura de uma senhora.
— Sinceramente, eu não sei o que é...
— Então vamos testar. — Senpai deu um pulo para o outro lado da linha.
— Seu idiota! O que está fazendo!
— Não tem nada, podem vir os dois.
Atravessamos a linha. De repente a escuridão tomou conta do local e havíamos se transportado sem eu perceber. O local onde aparecemos parecia um Japão feudal, mas havia várias pessoas vestindo kimonos pretos correndo de um lado para o outro.
— Afinal, onde a gente se meteu?
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