Yonnin
8 Soul Society!
— Onde será que a gente se meteu?
Paramos para perguntar a um homem que estava passando por nós.
— Vocês estão de brincadeira né? — O homem começou a rir de nós — Todo mundo sabe que aqui é a Soul Society!
— Estranho... Não sabia que existia um lugar desse aqui na Terra...
— Aqui não é o mundo humano... — O homem ficou com uma cara de surpreso. — Aqui é a terra dos espíritos. ^^
— *medo* Nii-chan, se o que ele disse é verdade aqui todo mundo é fantasma, né?
— Tecnicamente? Sim. \'-\'
— AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
— O_O Sua irmã é mesmo escandalosa, viu Yonnin?
— Acontece... U_U Vamos andando...
Andamos ao redor daquilo que parecia ser uma cidade bem pobre. Moradores locais nos disseram que esta área se chama Rukongai, é onde os espíritos normais ficam depois que morrer, e também é a parte mais pobre do lugar. Ao horizonte avistei uma espécie de muro cercando uma espécie de cidade no meio da Rukongai.
— Vamos lá dar uma olhada, não custa tentar.
Chegamos em frente ao muro, bati num portão gigante que deveria servir como entrada para a cidade.
— Ô de casa!
Ninguém respondeu.
— Tem alguem aí?!
Ninguém respondeu, de novo.
— Vamos pular o muro! — Annays disse.
Dei uma olhada pra cima. A porcaria daquele muro deveria seguir até uns 50 metros de altura, e aquela maluca tava falando em pulá-lo.
— VOCÊ TÁ FUMANDO O Q- — Quando percebi, ela já estava chegando ao todo do muro, escalou sem eu perceber.
— Parece que ela tem razão. Vamos.
Se você quiser perder peso aconselho escalar um muro de 50 metros de altura usando só as mãos. Se você não cair e morrer esmagado no chão vai se sentir bem mais leve do que antes. Depois que todos terminamos de subir, demos uma olhada na cidade.
— SUGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOI!
— Perfect *-* — A cidade era bem diferente da Rukongai. Várias casas e mansões, uma maior do que a outra, mais distante, um monte com uma espécia de obelisco em forma de espada no ponto mais alto do lugar.
Descemos do muro e fomos dar uma volta. Às vezes nós encontrávamos uns galpões com números escritos neles. Mas quando demos uma espiada eles pareciam apenas um portão para mais outra cidade, só que menor, com várias pessoas vestidas com kimonos pretos fazendo alguma coisa.
Eu me surpreendi mais com o galpão de número 12. Parecia mais um laboratório, com vários experimentos e máquinas que eu nunca vi antes. Mas antes que eu pudesse ver mais alguma coisa, um homem de cabelo branco e kimono preto nos parou.
— Sou o tenente do primeiro esquadrão, Sasakibe Choujirou, venham comigo. Meu capitão quer falar com vocês.
— Será que devemos ir, Nii-chan? — Annays sussurou em meu ouvido.
— Acho que não temos nada a perder, vamos.
Seguimos o tenente Sasakibe até um galpão que estava com o número 1 escrito no portão. Entramos naquele lugar, que mais parecia uma mansão do que um esquadrão. No último andar, um senhor estava sentado, provavelmente nos esperando. Ele parecia ter uns 70 anos de idade, careca, mas com uma barba que seguia até o chão.
— Sou o comandante-geral dos treze esquadrões, Yamamoro Genryuusai. Quem são vocês e como entraram na Soul Society?
— Er... Eu sou Yonnin e aqueles dois são o Kage e a Annays. Nós ainda não sabemos direto como viemos para cá.
— Estou vendo que os senhores portam zanpakutous...
— O quê?
Ele apontou para as nossas espadas.
— Ah, sim. Essa espadas foram dadas por nosso mestre e-
— Venham comigo.
Ele nos levou até o jardim do esquadrão.
— Me mostre as habilidades das suas zanpakutous.
— Mas porquê?
— Se você não me mostrar eu irei matá-los. — O velhinho falou com tanta convicção que até eu fiquei com medo dele.
Nós três liberamos nossas espadas e mostramos nossas habilidades para ele.
— A minha, Kageryuu, pode cortar por dentro da pessoa sem causar danos externos. Posso cortar-lhe o coração e você nem irá sentir.
— A minha, Ryuuken, é uma espada do estilo do raio, o raiton.
— E a minha é a Sanryuu, pode queimar qualquer coisa que toque. --\'
Yamamoto nos olhou por um tempo e concluiu.
— Então vocês possuem zanpakutous, mas não são Shinigamis... Vejo que tenho um sério problema em mãos...
Fale com o autor