Yin and older
5 Nada por baixo
Notas iniciais
P.O.V. Liv
O jogo tinha começado!
No dia seguinte Bruce durante toda a aula se manteve tenso e receoso. A aula foi eu resolver alguns exercícios de física, enquanto ele ficou do outro lado da sala mexendo tensamente no seu “trabalho”. Dei a ele uns dias. Agi como se nada naquele dia tivesse acontecido. Já ele hora ou outra me olhava por um longo período, confuso e apreensivo.
Eu decidi agir de maneira um pouco mais pensada dessa vez.
Fui paciente.
E hoje, nem Pepper e muito menos Tony passariam o dia na torre. Era o dia perfeito, ou nem tanto já que hoje seria meu último dia do “castigo”!
Vesti o crop colado branco, coloquei a saia de prega azul-escuro que ia ate um palmo e meio abaixo do meu bumbum, não usei nada por baixo da saia. Finalizei colocando botas de salto baixo e grosso.
Mordi o lábio sentindo a sensação do tecido e corrente de ar que se passava na área, era gostoso a sensação. Desci como o de acordo com minha pontualidade para a aula. Bruce esses dias estava mais calmo, provavelmente achando que eu havia desistido.
—Olá Professor Banner! –Sorri apoiando os cotovelos no seu balcão ganhando sua atenção.
—Ah… Olá Liv! –Murmurou ainda concentrado no que fazia. —Eu já deixei separado no quadro o que é para você fazer! –Apontou meramente.
P.O.V Bruce Banner
Ah, já estava na hora da aula dela! Agradecia por Liv ter desistido daquela loucura dela. Mas não negava que havia sonhado com era após o dia. O que era estranho, mais que estranho era perturbador e doentio. Eu ainda não compreendia o porque de ela ter mexido comigo, tanto a respeito de suas atitudes quanto em relação a mim.
Voltei o olhar a ela, vendo-a observando atenta ao que eu fazia.
—É só ler a lousa, Liv. Logo ali! –Apontei.
—E meu último dia de “castigo”, me dê um descanso e uma massagem nos pés! –Sorriu mordendo o lábio. Senti um frio na espinha no momento. Ela aprontaria. Algo me dizia isso!
—Por isso mesmo, passei algo fácil para você fazer!
—Eu tenho uma surpresa para você! –“Sim, ela aprontaria algo, com certeza!” Suspirei olhando-a desconfiado. —Na hora certa você vai ver!
Sorriu de maneira sapeca me dando uma piscadela se afastando. Engoli a seco dando um novo longo suspiro. Tentei me focar novamente no projeto que Tony pediu para eu rever, porém estava em total alerta, ela aprontaria algo, eu precisava estar preparado para isso.
Entre as coisas que me confundiam estava minha própria distração de em alguns momentos como o de agora cuja eu a observava sem nem ao menos me lembrar de ter-me virado para olhá-la. Meus olhos iam ate ela como um ímã, as vezes.
Novamente tentei me concentrar, mas estava sendo realmente difícil.
–-Acho que terminei! –Murmurou ela.
Me levantei e senti novamente o frio bater em minha espinha enquanto meu estômago gelou. “Talvez eu devesse ter passado mais coisas para ela!” –Pensei.
Segurei o caderno em minhas mãos. Observei os erros logo de primeira. Estendi a mão pedindo a caneta, porém quando ia pegá-la ela escorregou, vi no rosto dela que havia sido de propósito, principalmente quando ela deu um leve chuto com o calcanhar empurrando-a a ficar quase de baixo da cadeira. Com um suspiro irritado me agachei Assim que consegui alcançar a caneta ela abriu as pernas mesmo estando de saia.
Entre abri os lábios deixando um pouco do ar escapar enquanto sentia uma leve pressão surgindo sob a calça. De maneira escura, ainda era possível ver a carne rosada e lisa.
—Surpresa! –Sua voz fora baixa como um sussurro com isso apenas criou ainda mais tensão em mim.
Ela havia feito tudo planejadamente. A roupa que lembrava quase como uma colegial, deixar a caneta cair apenas para me obrigar a ver que ela não usava nada por debaixo da maldita saia de pregas!
Levantei lentamente o olhar a ela. Via claramente seu peito subindo e descendo num ritmo constante, ela mordi o lábio, mas não de uma maneira não sensual e sim um pouco nervosa. Minha respiração também estava acelerada e o ar parecia pesado e escaço.
“Dezesseis! Dezesseis! Dezesseis! Dezesseis!” –Repeti em minha mente sua idade. Apenas dezesseis anos esse pequeno demônio tinha!
Lisinha e rosada.
Me levantei de súbito e caminhei em direção a minha bancada e me sentei em minha cadeira.
—Sua aula já acabou, agora saia!
—O-o que?! –Murmurou com a voz rouca e confusa.
Voltei o olhar rapidamente vendo-a me fitar confusa e um tanto quanto incrédula. Ela realmente achou que bastaria me mostrar que eu cederia a ela? Filha de um dos meus únicos amigos?! Voltei o olhar ao projeto tentando me focar.
Ouvi os passos dela virem em minha direção. Ela segurou minha mãe, me desfiz dela.
—Relaxa Professor, estamos só nos dois aqui. –Sorriu.
Ah, agora tudo fez sentido, sua tranquilidade nesses dias todos e insistência agora. Tony e Pepper não estariam na torre antes das nove da noite hoje!
Agora eu estava realmente ferrado!
—Qual é. Eu sei que ficou e está mexido… Você pode tocar se quiser, eu particularmente adoraria! –Disse suavemente.
E novamente estava ficando difícil de respirar. Que tipo de homem cederia a essa situação toda?! Ou melhor, que homem conseguiria resistir?!
—Já que você não me toca… –Começou virando minha cadeira para ela, fechei com força meus olhos tentando buscar algum fio de controle para aquela situação que só tinha a intenção de piorar. –eu tocarei em você.
Pus de imediado meus braços entre minhas pernas escondendo minha virilha. Porém o toque onde eu espera não veio!
Senti as mãozinhas quente e levemente suadas sobre o meu rosto, soltei minha respiração, cuja nem me lembrava de tê-la prendido. Era sutis e tinha esse toque extra macio. Abri os olhos com cuidado e pude observa o sorriso carinhoso e suave que eram estampados nos seus belos lábios, que naquele momento estavam extremamente convidativos. Senti meus músculos relaxarem e um sorriso involuntário e tímido vir aos meus lábios.
—Viu, não é tão ruim quanto esperava… é? –sua voz era baixa, o que estava soando um pouco mais sensual do que eu queria, mesmo que ela não tivesse soubesse a respeito.
—E-eu. Nós… nos não podemos… –Comecei. Porém seu dedo parou sobre meus lábios me impedindo de continuar.
—Shuu… –Sorriu se sentando sobre meu colo de frente a mim, retirei as mãos e coloquei-as de maneira automática sobre seus quadris. Ela mordeu o lábio repreendendo um sorriso e corando levemente. –Você consegue sentir? –Engoli a seco, sentindo a pequena umidade que surgia sobre minha calça, bem sobre meu membro. Ele pulsou sabendo exatamente o que isso significava. –É assim que você me deixa… todo dia.
Meu deus!
Não.
Ela estava molhada por mim? Isso não podia ser real!
Ela se moveu lentamente roçando seu sexo contro o meu. Fechei os olhos deixando minha cabeça pender para trás. Ela continuou o movimento apertei firme seus quadris enquanto friccionava levemente minha pélvis para que sentíssemos ainda mais.
Eu estava perdido e perturbado e sabia disso. Mas eu estava em estado de frenesi naquele momento, por isso continuava ele.
—Me toca Bruce… –Sussurrou ofegante movendo-se um pouquinho mais rápido.
Abri os olhos olhando aquele lindo rostinho corado com os lábios entre aberto ofegante. Eles estavam tão convidativos, ela toda estava. E era realmente oficial, eu estava perturbado.
Algo entre nos começou a vibrar, ela deu um leve gritinho assustado e logo o toque do homem de ferro de Black Sabbath foi-se ouvido, era Tony ligando. Ela foi mais rápida e enfiou amão em meu bolso pegando o celular, porém logo tratei de tomar dela o atendendo assustado.
—Hey, grandão. Preciso de um favor seu! –Falou diretamente.
—O que… –Ela começou a rebolar ainda mais sobre mim fazendo eu perder um pouco do folego e fala.
—Tem como você ir dormi no quarto de hóspedes lá em cima? Eu e Pepper vamos tirar esse final de semana fora, você é grandinho o suficiente, toma conta da minha pequena, valeu amigão. –Murmurou logo desligando. Eu deixei o peso do meu corpo ceder mais sobre a cadeira, como uma desistência.
–-Quem era? – Liv sussurrou ao meu ouvido e eu estremeci, isso tinha que parar, ela era filha dele a “pequena” dele, como ele mesmo disse “a pequena” que teria que tomar conta esse final de semana!
–-Para! Já chega! –Eu disse de súbito a assustando e afastando ela já me pondo de pé
–-O que aconteceu Bruce? O que houve? Eu fiz algo de errado? – Ela perguntou se aproximando de mim e eu me afastei mais.
–-Chega desse joguinho! Eu não quero você! Eu não desejo você – Eu comecei a mentir e saber que eu estava realmente o fazendo. Eu não queria magoá-la mas eu precisava “acordá-la”! – Será que você não percebe que isso é ridículo que você não tem nada de atrativo pra mim! Que é só uma criança! –Pude ver seus olhos ficando marejados e seu olhar sério, aquilo tava me matando, cada uma dessas palavras eram mentira e agora eu sabia disso. Ela era uma criança mas eu não a via assim por mais que tentasse e principalmente após o que estava acontecendo agora. Nunca contei tantas mentiras em uma frase.
–-Bruce..... – ela deixou escapar baixo e de seus lábios se aproximando.
Virei de costas respirando fundo e tentando permanecer duro e irreversível pude sentir seus braços envolvendo minha cintura e seu rosto angelical afundar em minhas costas senti o tecido de minha blusa ficando molhado, ela fungou e deu beijo singelo em minhas costas, aquilo me arrepiou e senti uma coisa estranha em meu estômago, seus braços se desfizeram de minha cintura e pude sentir seu calor se retraindo me deixando com frio de novo. Mesmo querendo abraçá-la e dizer que nenhuma só palavra que eu disse era verdade eu não o fiz. Não mexi um músculo, simplesmente não podia.
Esperei um tempo ate ter plena certeza que ela havia saído e me deixado ali sozinho. Me sentei em minha cadeira deixando todo meu peso se relaxar ali. Olhei para minha calça vendo bem sobre o meu membro a pequena umidade que ela deixou para trás. O cheiro doce dela parecia mais presente que nunca.
O que é que havia acontecido aqui?!
Porque eu cedi tão facilmente? Porque estava ignorando todo perigo que era aquela situação?! E Tony realmente não estava ajudando em nada, principalmente me colocando para dormir em seu apartamento, no seu quarto de hóspede, próximo do quarto dela!
Fui em direção ao meu apartamento e peguei umas mudas de roupas para levar, apenas para evitar de ficar subindo e descendo o tempo inteiro. Subi e não encontrei nenhum sinal dela ali, olhei rapidamente para a porta de seu quarto, fechada.
Era melhor assim.
Ela precisava entender o quanto era errado!
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