Yin and older
1 Como tudo aconteceu
Notas iniciais
Descobrir que um gênio, bilionário, playboy, filantropo é seu pai talvez seja uma das loucuras da vida que não há explicação. Bom, na verdade tem essa longa história que resumirei daqui a pouco. Mas acredito que não foi isso o que mais me descontrolou nessa nova fase da minha vida, e sim ter me apaixonado, enlouquecido completamente pelo seu amigo, Bruce Banner.
Talvez as coisas poderiam ser mais “fácies” se ele não se transformasse no Hulk, toda vez que se irritasse, o que meu “pai” parecia gostar de fazer como “brincadeira” nas horas vagas as vezes. Acho que estou me esquecendo de falar o seu nome, não? Embora acho já deu para se ter uma grande ideia de quem ele era! Anthony Edward Stark!
Eu não sabia dizer qual das partes era pior, ele ser amigo do Tony ou ele ter um pouco mais do dobro da minha idade. Não teria nenhuma possibilidade de ser aceitável para o playboy era eu, sua filha, enlouquecidamente apaixonada por alguém que ele considerava o seu melhor amigo! Eu estava completamente ferrada, mas isso parecia ser a última coisa com que eu me importava!
Mas iremos a um resumo breve e leve a respeito de minha história, que resultou em tudo que está ocorrendo atualmente…
Perdi minha mãe quando era muito nova, tinha acho que uns seis anos, mais ou menos. Uma amiga íntima de minha mãe que era dona de um orfanato, ficou com a minha guarda, tecnicamente. Beatrice era o seu nome, ela sempre me tratou muito bem e foi como uma segunda mãe para mim.
Como uma resposta a uma pegunta que ela já sabia que cedo ou tarde eu faria, ela deixou uma carta em posse de Beatrice com instruções claras a respeito de quando deveria ser entregue.
Com o dever de cumprir a promessa feita, quando fiz quinze anos, ela me entregou o envelope, amarelado já pelo tempo, por sinal. Dentro dele havia duas cartas dobradas, uma era com um nome e dizia quem eu deveria procurar para entregar a segunda.
Na primeira carta que era direcionada a mim, ela não só contava quem era o meu pai, mas como também o que aconteceu com ele.
Ela, minha mãe Laura, foi uma antiga namorada dele. Assim que ela descobriu que estava grávida dele ela foi embora com medo da reação dele, já que Tony foi bem claro sobre não querer filhos!
Na carta havia um endereço o que me deixou confusa, uma vez já se fazia tanto tempo e a probabilidade dele ainda morar lá não era exatamente alta. Tive que me mexer para conseguir falar com ele e entregar a carta, o que não foi nada fácil.
Acredito que ninguém em toda a face da terra jamais viu Tony Stark tão assustado. Demorou um certo tempo para que ele se lembrasse e tudo começasse a fazer devido sentido para ele, principalmente sobre a fuga repentina dela.
Não o culpei ou me senti mal quando ele pediu para que fizéssemos o teste de DNA, três vezes! Mesmo que Pepper, sua atual namorada houvesse dito que fisicamente já era bastante claro que eramos cara de um focinho de outro, com a diferença que eu era mais bonita!
Como já era de se esperar, todos os três deram positivo.
Pepper, cuja aparentemente, parecia empolgada com toda a situação, logo fazendo questão de convencer Tony de morarmos juntos de imediato. Mas a situação completamente embaraçosa as vezes parecia não ter fim.
Como por exemplo nos primeiros dias onde ou ele se assustava com minha presença ali ou ficava me encarando em silêncio por longos minutos. Pepper era uma mulher superacolhedora, era supernotável seu desejo materno, o que me lembrava em muito Beatrice, cuja visitava-a no orfanato vez ou outra.
Mesmo com o passar dos dias, Tony evitava-me as vezes e mal trocava palavras comigo, mas estava sempre disposto e disponibilizar tudo do bom e do melhor, como se tentasse recompensar os anos. Eu havia herdado a compreensão da minha mãe, então via e entendia o quanto estava sendo tudo muito complicado para ele.
Com o passar de um ano, as coisas pareceram melhorar bastante. Mas ele não tinha o lado paternal em nada ativo em si, mas ele se esforçava bastante, e ate que estávamos nos dando bem ate! Havia, obviamente, alguns pontos onde ainda estávamos trabalhando, como por exemplo como deveria nos chamar, eu ainda não tinha coragem e nem conseguia chamá-lo de “pai” e quem dirá pior, “papai”
Mas vamos ao agora. Eu sentada no chão do meu quarto, durante uma longa e fria madrugada acompanhada de um copo de whisky em minhas mãos cuja eu fitava pensativa.
Como minha vida, antes de uma quase comportada órfã virou a de uma confusa e obsessiva, quase, filha de um playboy/super-herói nas horas vagas. Minha confusão quase-obsessiva vinha-se em culpa de um único solitário e recluso cientista, Dr. Banner! Cuja e um dos melhores amigos de Tony! Já essa parte começou quando Tony me avisou que um amigo moraria com a gente por um tempo, aqui na torre dos vingadores.
Algum tempo atrás os vingadores foram desafiados por uma inteligência artificial chamada Ultron, mas por sorte quando isso ocorreu eu estava de férias em Los Angeles com alguns amigos da escola. Só soube do ocorrido após quando Tony me contou há respeito. Apos essa batalha cada vingador seguiu o seu rumo, isso foi apenas a alguns meses atrás.
Uma semana atrás Dr. Banner ligou para Tony, parece que ele estava com algum tipo de problema e precisava de um lugar para ficar por um tempo. No começo não fiquei à vontade com a ideia. Não sabia muito sobre ele e eu é Tony ainda precisávamos nos conhecer muito.
Mas Tony deixou bem clara que o doutor era um cara legal, e ficaria um andar abaixo do nosso próximo do laboratório onde ele “se esconderia”. De acordo com suas palavras só não poderia estressar porque senão ele viraria – literalmente – o Hulk, e que de resto eu nem veria ele provavelmente, nem notaria ele! Bem que eu queria nem ter notado ele, mas foi impossível, não o notar!
Fiquei sim com receio dele, ainda mais depois de saber que ele é o Hulk, acho que Tony precisa desenvolver ainda um pouco seu dialogo comigo e pegar leve com as piadas!
Confesso que quando quando o vi, nunca acreditaria que ele era o Hulk! Mas quando pus meus olhos nele… Aquela criatura tímida e sem jeito. Lembro-me perfeitamente do toque de suas mãos, quando tocamo as num aperto de mão. Minha mente não me deixava esquecer o toque quente, o sorriso tímido e sem graça quando se apresentou formalmente dizendo seu nome, sua voz que me fez sentir-me como um sorvete sob um sol escaldante…
–Eu sou Lívia, mas… pode me chamar de Liv. E acredite, o prazer é todo meu! –Sorri espontaneamente sentindo meu corpo tremer levemente, enquanto meu corpo se derreteu mais um pouco quando ele sorriu ao ouvir-me.
Uma semana depois e cá estou eu, no meu quarto entornando sua garrafa de whisky mais cara, favorita e única, vestindo apenas uma regata verde musco, calcinha e meias ate o joelho.
Eu estava ferrada e não digo isso por esta bebendo. Ele, mesmo que Pepper não concordasse em 100%, era liberal em relação eu beber, contando que seja em casa e na presença deles. Mas o problema em si era eu estar a detonar essa garrafa de whisky.
Eu estava literalmente ferrada!
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