Yakuza
1 Prólogo.
Notas iniciais
28/04/1998
Em algum Lugar do Pacifico os principais lideres da organização conhecida como Família Nura estavam reunidos para eleger o novo herdeiro. A pouco mais de um mês Toya havia sido vitima de um atentado perdendo ambas as pernas, assim ficando impossibilitado de assumir o cargo. Agora cabia a Cinco homens decidir o futuro da Família Nura: Nakamura Ryu, o líder do clã Nakamura; Suzuki Otani, Líder do clã Suzuki; Namida Seiya, Conselheiro pessoal do Líder da Família Nura; Rokumasu Koji, Líder do clã Rokumasu; E Nura Saito, o Chefe da Família Nura.
–Deve haver alguém com pelo menos do seu sangue para assumir o clã. –Disse Ryu ferozmente batendo com suas mãos na solida mesa de mogno.
–Infelizmente não. –Disse Seiya Calmamente. –O único parente disponível é a Senhorita Yui, mas como todos aqui sabem ela abomina nossos ideais e cortou relações com a família em 1995.
–Então creio que a única solução seja abrir uma competição para os mais aptos de nossos Clãs. –Disse Otani esperançoso, Todos sabiam que sua maior ambição era atingir o ramo de maior prestigio na Família, o de Chefe.
–Acho que não será necessário Otani-Sama. –Disse Seiya com um sorriso exagerado no rosto, ele não fazia questão e esconder seu desafeto pelo 2º Líder Otani. –Há pouco tempo recebi um relatório de Shizuka, que como todos aqui sabem está encarregado de vigiar a senhorita Yui.
–Temos noção de que Yui-San não tem interesse no Ramo principal, alias, em nenhum ramo. –Disse Koji com seu típico sorriso falso.
–De fato a Senhorita Yui não se interessa pela Família, mas o documento que recebi relatava sobre a nova Nura. –Revelou Seiya retirando uma folha de dentro de seu quimono. –Permitam-me que leia para vós. –Disse e iniciou a leitura.
Seiya-san. 09/07/1997
Desculpe pela demora, realmente estive muito ocupada por esses tempos, mas a noticia que tenho fará a espera valer a pena. Como relatei a cerca de 26 meses a Senhorita Yui casou-se com um professor chamado Nogizaka Souchiro, até ai tudo normal, mas a noticia que trago é de que no dia 04/05/1997 senhorita Yui deu a luz a uma bela e saudável menina nomeada Amy. A pequena tem apenas três meses, mas já se parece com a Senhorita Yui. Olhos Azuis como o mar, Pele clara como a neve, Lábios vermelhos como o sangue e cabelos negros como a noite. Finalmente nossa nova herdeira apareceu, por ser a filha da senhorita Yui concluo que é a mais próxima ao Chefe Saito-Sama, tornando-se assim a primeira na linha de sucessão.
Envio novas informações assim que as possuir.
Atenciosamente: Suzuki Shizuka.
Leu e entregou a carta para Saito que se encontrava calado até o atual momento.
Após analisar o conteúdo da carta por alguns minutos abaixou o papel e olhou na direção de seus subordinados com uma expressão atordoada.
–Quando exatamente recebeu essa carta? –Perguntou ao seu conselheiro da forma mais calma que pode, mesmo assim sua voz grave e seu considerável tamanho tornaram sua tentativa inútil.
–Cerca de duas semanas Senhor. –Respondeu Seiya sem olha-lo diretamente.
–DUAS SEMANAS! –Gritou levantando-se tão rapidamente que sua cadeira caiu para trás provocando um estrondo desagradável em todo ambiente. –MINHA NETA E MINHA FILHA CORREM PERIGO! TEMOS DE AVISA-LAS! –Gritou e correu para seu escritório.
***
28/04/1998
Japão, Tóquio, residência dos Okiura.
Nogizaka Yui Cantava para a pequena seu colo. Sua bela menina havia dormido há alguns minutos e agora ela se encontrava admirando seu bem mais precioso, era uma linda menina. Cabelos negros como os seus, Pele clara como a neve e um sorriso lindo como o da avó.
Tudo em sua pequena era perfeito, com exceção de seus olhos, seus olhos azuis que me lembravam dele. Yui lembrava-se claramente dos motivos que a fizeram deserda-lo. Aquele ser desprezível que foi tão obcecado a ponto de matar sua própria esposa apenas para prosperar em seu trabalho. Aquele homem... Era melhor nem pensar nele para não irritar-se.
Depositou sua pequena no berço e dirigiu-se ao banheiro parando em frente à porta para olhar sua filha novamente.
Minutos antes de ela entrar no Box o som da campainha pode ser ouvido em toda casa. Por sorte ela ainda estava vestida e o som não despertou sua pequena. Saindo do quarto desceu as escadas e caminhou em direção à porta da frente.
–Senhora Okiura? –Perguntou um soldado uniformizado em parado em frente a sua porta.
–Sim. Posso ajuda-lo? –Perguntou abrindo uma pequena brecha na porta.
–Bem... Eu... Eu sinto muito. –Disse o soldado tirando seu cape. –Seu Marido, ele... Ele foi encontrado morto em seu posto há dois dias. –Disse olhando para o chão.
***
02/07/1998
–COMO ASSIM FOI ENCONTRADO MORTO? SABEM O QUE ISSO SIGNIFICA? –Gritava Saito para seus “recrutas”. –ELES COMEÇARAM A AGIR! MINHA FAMILIA CORRE PERIGO! –Gritou Batendo suas mãos em punho sobre a mesa de reuniões. –QUERO VIGILANCIA MAXIMA NELAS! QUERO SABER DE TODOS OS DETALHES DE SUAS VIDAS DESDE A HORA QUE ACORDAM ATÉ S HORA QUE TORNAM A ACORDAR! QUERO QUE PROTEJAM ATÉ MESMO SEUS SONHOS! –Ordenou com a voz alterada.
–Com todo respeito Saito-Sama, mas sua filha não é mais problema nosso. –Disse Klains, um vassalo do Clã Nakamura.
–NÃO É PROBLEMA NOSSO? COMO OUSA DIZER ISSO?!? –Gritou Saito alterado agarrando-o pela gola da camisa. -ESTAMOS FALANDO DA SEGURANÇA DA MINHA ÚNICA HERDEIRA! VÃO!VÃO!VÃO! –Ordenou e todos se retiraram apressados. Ninguém seria louco a ponto de desafia-lo.
28/02/2004
Japão, Tama, Residência dos Okiura.
Yui limpava seu jardim enquanto cantarolava uma canção. Amy acabará de sair para a escola e Wanta o seu cão brincava com as folhas secas do jardim. Estava totalmente tranquila até ouvir um barulho atrás de si.
Como em um flash jogou a pá de jardinagem que usava para cima e girou o corpo com um chute para fora, agarrou a pá e subiu em cima do corpo de seu ameaçador colocando a pá na garganta do mesmo. Velhos hábitos nunca mudam pelo jeito ela parecia lembrar-se de como se defender.
–Quem é você e o que quer? –Perguntou com voz firme.
–Sou Kazehaya Shota. –Disse o homem assustado pela velocidade em que ela o imobilizara. –Vassalo do Clã Suzuki, Família Nura. –Disse assustado.
–O que faz aqui? –Perguntou pressionando ainda mais a pá na garganta do mesmo.
–Tenho ordens para protegê-la. –Disse assustado.
–Não preciso de proteção. –Ela disse saindo de cima do mesmo. –Saia daqui antes que eu mude de ideia. Sobre poupa-lo. –Ela disse e o homem sumiu de vista tão rápido quanto apareceu.
Ela precisava esclarecer para sir Nura que ela não fazia mais parte daquela família, nem que para isso tivesse de falar com ele diretamente.
***
04/03/2004
Japão, Tama, Residência dos Okiura.
Cinco e doze da madrugada Yui ouviu passou vindos do andar de baixo da casa. Levantou-se assustada e correu até o quarto de sua filha, acordou a pequena e sem nenhuma explicação correu com a mesma até o banheiro de visitas do segundo andar onde arrancou uma lajota da parede revelando uma porta de aço.
–Entre e só saia quando o ar faltar. –Disse para a pequena a empurrando para dentro do “abrigo”
–O que esta acontecendo mamãe? –Perguntou Amy assustada.
–Nada de mais. –Mentiu. -Eu te amo. –Yui disse e fechou a porta devolvendo a lajota para o lugar.
Estava na hora de checar o andar inferior. Lentamente desceu a escada e caminhou até o interruptor. Nem bem acendeu as luzes e três armas foram apontadas para ela.
–Quem são vocês? –Yuu perguntava andando para trás.
–O que querem comigo? –Perguntou agarrando um vaso de cerâmica. –BASTARDOS! –Gritou Atirando o vaso em um dos homens chutando outro no mesmo embalo. Usando o chão como apoio deu um giro e golpeou o terceiro, no entanto o quarto puxou o gatilho mais rápido.
***
–Mamãe? –Amy chamou saindo do local onde havia sido orientada a esconder-se. Desceu as escadas vagarosamente atenta a todos os movimentos do local. –MAMAE! –Gritou se deparando com sua mãe ensanguentada no centro da sala. –MAMAE! MAMAE! MAMAAAAAAAAAAE! –Gritou desesperada.
–Shhh! –Fez uma sombra cobrindo sua boca. –Acalme-se. Não vou machuca-la. –Disse a sombra soltando-a. — Sou Nura Saito... Seu Avô. –Apresentou-se.
–Vo... Vô? –A pequena disse assustada, sua mãe nunca houvera mencionado seu avô. –Mamãe? –Perguntou.
–Ela foi assassinada. –Saito disse frio. –Pelos Hiraga. São nossos inimigos. –Explicou.
–Inimigos? –Perguntou Amy confusa.
–Sim. Foram os mesmos que mataram seu pai e sua avó. –Disse Saito Sem alterar sua expressão.
–Papai... Mamãe... Vovó... Hiraga. –A Pequena tentava entender toda aquela informação.
–Peço que venha comigo. O verdadeiro alvo deles é você. Comigo estará segura.
–Segura? Mamãe... Papai...
–Não podemos fazer nada por eles, afinal, nãos e revive os mortos. –Disse Saito com uma expressão robótica.
–Se eu sou o alvo... Eles morreram por minha culpa? –Disse Amy encarando-o.
–Como?
–A culpa... É minha? ... Desgraçados...
Naquele momento Saito pode ver a determinação em seus olhos. Eles ardiam, clamavam por vingança. Ele nunca havia visto alguém tão jovem com tal olhar... Ela tinha potencial e ele reconheceu isso.
–Treine comigo até se tornar forte, assim poderá ter sua vingança. –Disse Saito olhando fixamente a pequena garota que para ele era a miniatura fiel da mãe.
–Quero que paguem agora. –Disse Amy.
–Se for atrás deles agora vai ser morta. –Disse Saito Friamente. –Aprenda uma coisa, Vingança é um prato que se come frio. –Disse Saito se agachando para ficar na altura da pequena. –Um dia... E com certeza esse dia vai chegar, Terá a sua vingança. Mas por enquanto treine comigo. –Propos. — É o melhor que pode fazer. –Acrescentou. –Aceita?
–Aceito. –Disse Amy determinada.
Sem duvida nunca na vida Saito havia visto uma criança tão determinada, não havia como negar, era um legitima Nura.
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