Yakuza
2 Capitulo 1
Notas iniciais
07/08/2013
–Sabe por que esta aqui? –Saito perguntou olhando-a fixamente. Ela sabia por que estava ali, ao menos imaginava, Nove anos haviam se passado sem que ela esquecesse por um único dia os motivos que a levaram até aquele lugar.
–Tenho alguns palpites. –Respondeu com firmeza encarando-o.
–Hoje eu te envio para Tóquio. -Quase sorriu ao receber a noticia. Finalmente ela iria começar sua vingança. –Seiya preparou um Dossiê para auxilia-la, sugiro que leia durante o voo. Você parte imediatamente.
–Algo mais? –Perguntei indiferente.
–Não, Esta dispensada. –Ele disse e viu a garota andar calmamente até a porta. –Amy. –Chamou quando ela tocou a maçaneta. –Não se apaixone. –Alertou.
–Não se preocupe com isso. –Disse deixando a sala.
***
08/08/2013
Confortável em seu acento ela decidiu que devia começar a ler o Dossiê, e assim fez.
Se esta lendo isso creio que devo parabeniza-la pela dadiva recebida. Espero em breve chama-la de Chefe. Deixando a enrolação de lado, vou passar as informações necessárias para sua vida em Tóquio.
Primeiramente financeiro.
Sua situação social será elevada, de tal modo que irá frequentar uma escola de elite (falaremos dela depois) e morar em um prédio para pessoas de classe social elevada.
Ao chegar no prédio olhe o correio. Irá encontrar um envelope com seus documentos, dinheiro para o primeiro mês e alguns cartões de credito. Saito-Sama ficara responsável pelas contas que devem ser pagas (agua, energia, gás, faturas etc.). Todos os meses enviaremos dinheiro para suas necessidades pessoas, caso precise de mais deve informar por correspondência.
Em Segundo sua identidade.
Será conhecida como Hinamori Amy (como pode notar em seus documentos). Seus pais são Hinamori Sakura e Hinamori Yuji.
Para todos os efeitos seus pais partiram em uma espécie de segunda lua de mel e deixaram-na sozinha, porem seu tio Namura Rui a visita periodicamente para ver como esta, obviamente que o seu “tio” será sir Namura do clã Nakamura.
Para os colegas da escola e vizinhos será uma aluna transferida de Hokkaido. Mudou-se para ter uma educação digna da capital.
Em terceiro, a Escola. (falei que falaríamos dela).
Ira estudar no Instituto Maple. Um instituto recém-criado, mas que já possui grande prestigio dentre as escolas de todo mundo, Deus sabe como foi difícil conseguir uma vaga.
Deve agir como uma estudante comum, ou seja, faltar à escola sem nenhum motivo é totalmente proibido. Deve tentar fazer amigos, pois eles podem servi-lhe de álibi em diversas ocasiões.
Assim encerro minhas explicações. Estarei enviando novas informações assim que for necessário.
Namida Seiya.
Terminou de ler, Desligou o aparelho e tentou relaxar... Ainda tinha algum tempo antes de chegar em Tóquio, ela podia dormir um pouco...
***
–Atenção senhores passageiros, dentro de alguns segundos estaremos em Tóquio. –A aeromoça anunciou no autofalante. Finalmente a hora havia chegado, hora de por em pratica tudo que aprendeu.
Desembarcou no portão 16, pegou sua bagagem e como todos os outros ela dirigiu-se para a área de espera, mas diferente dos outros passageiros não teria ninguém esperando por ela quando ela cruzasse o portão.
Caminhou tranquilamente até um ponto de taxi puxando sua única mala.
–Esta livre Sir? –Perguntou ao primeiro taxista da fila.
–Claro Senhorita. –Ele disse sorrindo. Era um homem gordo e baixinho, usava óculos e tinha um bigode, parecia uma pessoa gentil. Pelo sotaque devia ser italiano.
–Leve-me neste endereço, por favor. –Pediu entregando-lhe o papel com o endereço de seu novo lar.
O Homem analisou o papel ajeitando seus óculos como se desacreditasse do endereço.
–Sem querer me intrometer senhorita, mas seus familiares não vieram apanha-la? –Perguntou o homem interessado.
–Meus pais partiram para uma segunda lua de mel, estou por minha conta até que retornem. –Disse de um jeito meigo. Ela precisava atuar mesmo com um taxista, não podia deixar pontas soltas.
–Entendo. Vamos antes que anoiteça se não o transito será terrível. –O senhor disse abrindo a porta traseira do Taxi para ela.
–Obrigada. –Agradeceu e entrou. O Senhor colocou sua mala no porta malas e entrou no veiculo.
–Estava viajando com seus pais? –Puxou assunto novamente.
–Com meu tio, mas como as aulas começaram precisei voltar. –Ela disse sorrindo. –Meu tio ficou de me visitar algumas vezes para checar como estou.
–Que bom, achei que fosse ficar totalmente sozinha. –Ele disse ela podia estar enganada, mas jurou ter visto alivio no rosto do taxista.
***
–Muito obrigada. –Agradeceu pagando a corrida.
–Eu é que agradeço. –Ele disse recebendo a quantia. –Pegue meu cartão, sempre que precisar de um Taxi não hesite em me chamar. –Ele disse oferecendo seu cartão.
–Obrigada... George-san. –Disse lendo o nome no cartão.
Desceu do veiculo, pegou sua mala e caminhou para o enorme prédio espelhado. Era uma construção magnifica, desde suas medidas até seu interior.
–Boa tarde. –Disse para o homem na recepção. –Sou Amy, Hinamori Amy. –Ela disse torcendo para ter pronunciado seu sobrenome corretamente.
–Seja bem vinda Hinamori-san, estávamos a sua espera. Seu tio nos deixou todas as instruções para sua chegada. –Anunciou sorridente o recepcionista, de certa havia recebido algo para trata-la daquela forma. –Aqui esta sua correspondência e as chaves do seu apartamento, a cobertura, apartamento 2001.
–Obrigada Teppei-San. –Agradeceu lendo o nome no crachá.
Pegou o elevador e apertou o botão do vigésimo andar. A música ambiente no elevador era um pouco irritante, mas suportável.
Após alguns segundos as portas do elevador se abriram em um pequeno cubículo onde havia duas portas elegantes de madeira e uma placa dourada.
As grandes letras gravadas na placa indicavam: “2001”. Encaixou a chave e girou a mesma abrindo as portas do seu novo lar. A decoração era contemporânea tal como ela gostava, seu avô havia sido generoso com ela.
Puxando sua mala ela subiu as escadas do apartamento em busca do quarto. Após achar o Salão de jogos e uma sala de televisão encontrou o quarto. Guardou suas coisas e foi explorar o resto da casa. Não que isso importasse, mas ela devia conhecer sua casa para não perder tempo no futuro.
Era fácil para ela eleger seu local favorito, o eleito foi à biblioteca, ela lembrava-se bem de como os livros eram seus melhores amigos durante os longos anos de treinamento.
***
Acordou sem saber ao certo quando dormiu, o computador ligado e os papeis espalhados deixavam claro que dormiu enquanto estudava, obviamente não estudava as matérias escolares. Estudava a planta de Tóquio, conhecer o campo de batalha é muito favorável em uma guerra.
O Relógio apontava sete da manhã, ela precisava arrumar-se para a escola. Com este pensamento levantou-se e caminhou até o banheiro do seu quarto, que ela havia descoberto no dia anterior.
Fez sua higiene matinal, pegou seu notebook e saiu do apartamento trancando a porta. Tomou o elevador selecionando o botão do saguão.
–Bom dia. –Disse para o recepcionista do outro dia.
–Bom dia senhorita. Posso lhe ser útil? –Perguntou sorrindo exageradamente.
–Você poderia me chamar um taxi? Preciso ir para a escola. –Pediu.
–Em um minuto senhorita. –Disse pegando o telefone do hotel.
***
Ao chegar no instituto dirigiu-se para a sala da diretora. Adolescentes lotavam os corredores, ela nunca havia visto tantos jovens em um único lugar. Caminhava tranquilamente observando o enorme local. O barulho dos saltos batendo contra o piso de madeira infestava o local, juntamente com as gargalhadas e conversas. Os rapazes usavam calça creme, camisa social branca, gravata listrada e um blazer azul marinho com um escudo. As garotas usavam uma saia quadriculada verde, Blusa social branca, gravata listrada, blazer azul marinho com um escudo, meia ¾ preta e salto alto, a maioria usava salto alto.
E ela com sua calça jeans, blusa preta, jaqueta azul clara e All Star, certamente estava chamando muita atenção, mas o que ela podia fazer? Era seu primeiro dia, ainda não havia recebido o uniforme. Ignorava as pessoas ao redor e seguia em busca da diretoria. Levou quase vinte minutos para encontrar uma placa com a planta do local.
Com auxilio da Planta do local localizou a diretoria no segundo andar. Em cerca de sete minutos estava batendo na porta da diretoria.
–Com licença. –Disse entrando.
–Em que posso ajuda-la? –Perguntou uma mulher loira analisando-a.
–Sou Hinamori Amy. –Apresentou-se caminhando até a mesa da moça. –Minha matricula foi efetuada, mas não recebi meu uniforme ou minhas instruções. –Explicou.
–Foi solicitado pelos seus pais que as instruções lhe fossem dadas aqui. Ao que parece eles tinham pressa. –Explicou a moça arrumando seus óculos. –Vou avisar para a diretora que você chegou. –Disse pegando o telefone em sua mesa. –Kaede-Sama, a Hinamori-san chegou. –Disse ao telefone. –Ok, Ok. –Disse e desligou. –Kaede-Sama vai recebê-la agora, acompanhe-me. –Disse levantando-se.
–Hinamori-San. –A mulher de cabelos castanhos e olhos negros disse quando entrou na sala. –Estava a esperando. Sente-se. –Disse apontando a cadeira. A moça estava sentada em uma cadeira empresaria de costas para uma parede de vidro que tinha vista para a entrada do colégio, sua sala era ampla e iluminada, em sua mesa havia um telefone, papeis, um notebook, um porta-retratos e um celular. –Sou Matsumoto Kaede, a diretora do instituto. Primeiramente seja bem vinda, o instituto fica muito feliz em recebê-la. Eu preparei um uniforme para você. –Disse me entregando uma muda de roupa. –Peço que troque antes de irmos para a sala. Tem um banheiro ali. –Disse indicando uma porta em sua sala.
Caminhou até o banheiro e trocou-se... A roupa era um pouco diferente do que estava acostumada, afinal ela não usava um uniforme desde os sete anos. Assim que acabou de abotoar o blazer saiu do banheiro.
–Ficou magnifica! –Comentou a diretora. –A roupa lhe caiu muito bem, nos permitimos à customização do uniforme e além desse temos outros três modelos tirando o de Educação Física, mas nesse primeiro mês pedi que todos utilizassem o uniforme tradicional. –Explicou. -Vamos às regras da instituição. –Disse pegando um envelope A4 amarelo. –O Segundo ano, a sua turma tem aula das oito da manhã até às quatro da tarde, mas a seleção de no mínimo uma atividade extra é obrigatória. –Continuou explicando enquanto andava pela sala. –Sou sua diretora, mas nesse momento difícil que sua família esta passando eu gostaria de ser sua amiga. Certo? –Disse segurando minhas mãos.
–Obrigada diretora. –Respondeu sorrindo, mas dentro de si perguntava-se qual o momento difícil que a diretora referia-se, teria de encaminhar essa pergunta ao Seiya-San.
–Kaede, me chame de Kaede. –Disse a Mulher sorrindo. –Irei leva-la até sua sala, seu primeiro tempo é de química, espero que goste de explodir coisas. –Comentou sorrindo.
***
Caminharam pela sala enquanto Kaede explicava algumas salas no caminho. Kaede deu três batidas na porta da sala 2103.
–Kaede-Sama, Em que posso ajuda-la? –Perguntou o professor abrindo a porta.
–Essa é Hinamori Amy, sua nova aluna. –Apresentou-a. — Amy-chan esse é o Nishida Izumi. –Apresentou-o.
–Muito prazer Izumi-Sensei. –Disse sorrindo.
–A Deixo em suas mãos Izumi, e antes que eu esqueça, ache alguém para mostrar-lhe a escola. –Disse Kaede indo embora.
–Entre. –Disse Izumi abrindo a porta. Ela obedeceu e ele a conduziu para frente da classe.
–Turma, essa é Hinamori Amy. Ela veio transferida de uma escola em Hokkaido. Gostaria de falar alguma coisa Hinamori-San? –Perguntou.
–Não, obrigada. –Disse sem graça, mas o que podia fazer? Não pensava em nada para o momento.
–Então, Perguntas? –Perguntou Izumi para os alunos, parece que ele não se contentava que ela não falasse nada.
–Hinamori-San! –Chamou uma menina loira de olhos azuis levantando a mão. –Seu cabelo é natural ou é aplique? –Perguntou com olhar serio.
–Natural. –Limitou-se a responder. Que tipo de pergunta era aquela?
–Hinamori-san! –Chamou uma menina de cabelos e olhos castanhos, sentada a duas cadeiras da Loira. –Tem quantos anos?
–Tenho 16. –Respondeu sem entender porque eles faziam perguntas tão insignificantes.
–Hinamori-San! –Chamou um garoto de cabelos loiros e óculos redondos. –Você é lésbica?
–Não precisa responder essa pergunta Hinamori-San. –Cortou o professor. Ainda bem, ela não pretendia responder de qualquer modo. Que tipo de pergunta era essa? Essas pessoas são normais? –Sente-se ali, ao lado do Kiria-San. –Apontou o local e ela dirigiu-se até ele, sentando-se ao lado de um garoto branco de cabelos negros.
–Vamos começar a aula. Como hoje temos uma nova aula acho que como presente de boas vindas podemos ter uma aula recreativa. –Disse e todos comemoraram.
***
Após duas horas de explosões e nuvens de fumaça a aula acabou e o professor estava despedindo-se para o intervalo.
–Kiria-San. –Chamou o garoto ao lado. –Poderia guiar a Hinamori-San pelo colégio? –Perguntou.
–Sem problema. –Respondeu o garoto levantando-se. De pé ele era bem mais alto do que aparentava, devia ter uns 1,80 ou mais. E isso havia a deixado um tanto desconfortável, não gostava de sentir-se inferior. É claro que ela poderia o matar com uns poucos golpes, mas não gostava de sentir-se inferior de maneira alguma. –Vamos? –Perguntou acordando-a de seus devaneios.
Caminhamos por alguns corredores até chegarmos a um enorme ginásio.
–Esse é o ginásio do bloco B, nosso bloco aqui ocorre nossas aulas de Educação física, também existe uma piscina que utilizamos no verão. –Explicou colocando as mãos nos bolsos. –Quer ver o que agora? –Perguntou.
–É... Bem... A Cantina? –Sugeriu sem graça. Ainda não havia visto o mapa então não fazia ideia do que a escola possuía então havia dito a primeira coisa que veio a sua mente.
–Ok, Vamos. –Disse o garoto voltando a andar.
–Você estuda aqui há muito tempo? –Perguntou fingindo ser amigável. Ela tinha de ser amigável com todos e atuar com perfeição, sendo legal com todos ninguém se meteria em SUA vida.
–Desde os nove anos. –Respondeu com voz fria. Por algum motivo ele aparentava não gostar dela e isso a incomodava. Não que ela quisesse ser amiga dele, o que de fato a incomodava era o fato de que ele parecia desconfiar de algo. –Qual seu nome? –Perguntou.
–Hinamori Amy. –Respondeu. Será que o retardado não havia escutado o professor?
–Sou Kiria Yuuki. –Apresentou-se. –Pelo visto será minha parceira nas aulas de química, gosta de química?
–Pode se dizer que sim, tenho apreço por poções. –Ela não mentira. Poções realmente a agradavam, mas nada como explosões ou bombas fedidas. Ela gostava de fabricar venenos, eles a poupavam de muito trabalho desnecessário.
–Entendo. Qual seu próximo período? –Perguntou. Instantaneamente ela lembrou-se dos horários que havia recebido da diretora e ainda não havia conferido.

Pegando a tabela em sua mochila respondeu: — Francês 2209. –Leu o que estava escrito no papel olhando para o Kiria em seguida na espera que ele a informasse onde ficava a sala.
–Fica aqui nesse bloco mesmo, o segundo andar sala nove. –Explicou sem olha-la. –Sempre o primeiro número é o do bloco, o segundo do andar e os dois últimos são a sala. –Continuou explicando.
–Entendo. –Limitou-se a dizer enquanto guardava a tabela, olharia com mais calma em casa.
–Como a escola é grande não acho que possa mostrar tudo agora. Que tal eu mostra-la para você depois da aula? –Perguntou.
–Sem problema. –Respondeu sorrindo. Eles continuaram andando até a cantina onde ele foi falar com uns garotos e ela resolveu comprar seu lanche.
–UMA FOTO PARA O JORNAL DA ESCOLA! –Um garoto gritou entrando em seu caminho a cegando com o flash.
–Ah! –Reclamou. Sua vista estava estranha varias luzes piscavam efeito do flash presumia, mas estava ficando tonta e sentiu seu corpo fraquejar.
–Jimmy! Pare com isso! –Gritou alguém a amparando para que não caísse.
–Eu precisava de uma foto para o jornal. –Explicou o garoto que ela não conseguia identificar, sua vista ainda estava confusa.
–Você esta bem? –Aquele que a havia amparado perguntou. Não era de hoje que Flashes a causavam problema, de fato o problema com eles era antigo. Retinas sensíveis era um problema de família, de tão conhecido seu avô havia mandado prepararem lentes de todas as cores para que ela usasse, mas ela não pensou que iria precisar delas na escola. Estava enganada.
–Você esta bem? –O rapaz perguntara novamente com a voz mais nervosa. Ela se forçou ao máximo para identifica-lo.
–Azuis... –Foi tudo que ela conseguiu dizer.
–Como? –Perguntou o garoto pedindo por uma explicação.
–Seus olhos, são azuis... Eu achei que fossem pretos. –Explicou tentando se levantar. Havia levado algum tempo para reconhecer, mas conseguiu. Era o Yuuki, devia ter se aproximado assim que parou de falar com os amigos.
–Consegue se levantar? –Perguntou ignorando o comentário.
–Acho que sim... –Disse e ele ajudou-a a levantar.
–Obrigada. –Agradeceu e começou a apertar os olhos como se isso ajudasse a melhorar.
–Jimmy a diretora falou para não fazer uma matéria sobre ela! –Ralhou Yuuki com voz irritada.
–Relaxa cara. Foi só uma foto, não foi como se ela tivesse ficado cega. –Debochou O garoto com a câmera.
–Me deixa ver a foto? –Pediu Yuuki em tom casual, como ele muda de ideia rápido.
–Agora estamos falando a mesma língua. –Jimmy disse com um sorriso sádico entregando a câmera para o Yuuki.
Nem bem pegou a câmera Yuuki abriu a entrada e retirou o cartão de memoria jogando no chão e o pisou nele logo em seguida, ele sem duvida não aparentava a força que acabara de demonstrar, pisou com tanta força que o pequeno cartão se partiu deixando todos assustados.
–Manda a conta. –Disse, devolveu a câmera e saiu do local puxando Amy que ainda apertava os olhos.
***
–Realmente esta bem? –Yuuki perguntou enquanto lhe entregava uma garrafa com agua.
–Já disse que sim. –Ela respondeu sorrindo. –Novamente obrigada pela ajuda. Tenho retinas sensíveis e não achei que fosse precisar de lentes no colégio. Passarei a usa-las de agora em diante. –Disse tomando um gole na garrafa de agua.
–Jimmy é um idiota. Faz de tudo por uma matéria por mais insignificante que ela seja. –Disse Yuuki irritado. Amy notou que ele parecia ter desapreço por Jimmy e algo lhe dizia que não era só pela foto.
–Por que ele queria fazer uma matéria sobre mim? –Perguntou interessada.
–Você é a primeira novata que temos desde a quarta serie. –Disse Yuuki como se aquilo fosse perfeitamente normal. –Sabe é muito difícil ser aceito nesse instituto e o preço da mensalidade é tão absurdo que até alguns nobres preferem optar por uma escola comum. Na verdade aqui seus Status valem mais do que suas notas. Alguém como o Jimmy que é filho do Presidente de uma emissora de TV nunca será punido por seus atos. –Continuou explicando com ar serio. –Tente não se meter em encrenca com as pessoas daqui e pode chegar viva até o terceiro ano.
–Kiria-San... –Chamou um pouco receosa por tê-lo interrompido. –Quem são os mais... “Você sabe” da escola? –Perguntou sem graça.
–Bem... Acho que se falamos de meninas devemos ressaltar Summer, Blenda e Anica. Elas se denominam F-Flowers que é algo como Fine Flowers. Summer é a líder e a mais perigosa, é filha do produtor musical Hitori Nagisaki e da Cantora Rue. As outras são suas seguidoras leais, juntas elas são as capitãs das Cheerleaders do colégio. –Explicou olhando para um ponto qualquer no horizonte. –Quanto aos meninos... Acho que os mais perigosos para você devem ser Usui e Hideki. São dois mulherengos da pior espécie, acredite eles vão inferniza-la até que ceda a eles. Ambos são filhos de empresários japoneses.
–Entendo... E você? –Perguntou sem graça. Aquelas informações eram de suma importância para sua estadia no instituto.
–Eu? –Ele perguntou como se desse uma oportunidade para que ela mudasse de ideia.
–Sim, qual seu grupo? –Perguntou olhando-o.
–Eu ando com Hideki e Usui. –Disse levantando-se. –O almoço vai acabar. Estou indo para minha sala, nos vemos por ai. –Disse e continuou caminhando até sumir de sua vista.
***
Porque alguém se colocaria na lista de pessoas ruins? Era a pergunta que rondava sua mente. Havia andado com ele por alguns minutos e ele não parecia fazer o tipo mulherengo, mas quem é ela para contradizê-lo? Mesmo assim, ela iria investigar mais sobre isso, afinal precisava saber tudo do local. Ela não estava ali apenas para estudar...
Cerca de duas horas depois a classe foi dispensada e ela seguiu para a sala 3512. Precisava inscrever-se em um clube e oque mais chamara sua atenção fora o de Leitura. Não pelo fato de que ela amava ler e sim porque ele teria menos reuniões que os demais, assim ela teria mais tempo para estudar suas... “presas”.
Bloco três, quinto andar, sala doze. Lá estava ela parada na frente do clube de leitura. Após subir cinco andares de escada e ter caminhado por todo o corredor ela havia se cansado um pouquinho.
Girando a maçaneta lentamente abriu a porta e adentrou na sala. Era espaçosa, com pisos de madeira e paredes brancas. Havia uma enorme janela de vidro e uma porta marrom de madeira. Sentada em uma cadeira no canto da sala havia uma única menina ruiva de olhos verdes lendo um livro.
–Olá. –Cumprimentou a garota parando de ler.
–Olá. Aqui é o clube de leitura? –Perguntou confusa, era de se esperar mais gente.
–Sim, sou Okinawa Hina. Presidente do clube. –Disse com voz tímida.
–Onde estão os outros membros? –Perguntou espantada.
–Não tem. –Okinawa respondeu totalmente sem graça.
–Uah! É bem melhor do que eu pensava! –Alegrou-se Amy. Sem membros é igual à sem reuniões. –Quero fazer parte desse clube! –Anunciou.
–Serio? Jura? Jura mesmo? –Okinawa perguntou voando em sua direção. –Graças a Deus! Se eu não arranja-se mais alguém até mês que vem o clube ia ser cancelado e a sala viraria um deposito. –Explicou sorridente. –Seremos ótimas amigas Hinamori-san!
–Como sabe meu nome? –Perguntou Amy assustada.
–Estamos na mesma classe de Francês. –Respondeu sem graça.
–Me chame de Amy. –Sugeriu sorrindo.
–Ok. Chame-me de Hina! –Disse alegre. Por algum motivo Amy havia gostado da garota. Era fofa e lembrava uma irmã mais nova, mesmo que ela nunca houvesse tido uma.
***
–Muito bem, agora só precisamos entregar essa ficha na secretaria e fica tudo certo. –Hina disse animada assim que acabaram de preencher a ficha de inscrição. –Vamos, Vamos! –Disse puxando Amy pela mão até o corredor.
A Animação dela aos poucos contagiava Amy que estava quase sorrindo quando de súbito Hina esbarrou em algo e parou de correr.
–Me desculpe. –Hina disse abaixando a cabeça.
–Lixo, Porque eu deveria desculpa-la? –Uma menina de cabelos loiros e ondulados perguntou com uma voz tão insuportável que chegava a causar náuseas em Amy que se controlava para não surtar.
–Foi, foi sem querer. Desculpe-me Summer-Sama. –Hina disse segurando sua saia com força encarando o chão.
–Não vale a pena discutir com lixo. –A garota, Summer disse ignorando-a. — Você é a nova aluna, certo? –Perguntou olhando para Amy que apenas assentiu positivamente. –Sou Hitori Summer, mas você deve saber disso. –Disse Vangloriando-se, coisa que só causou mais náuseas em Amy. –Sou capitã das Cheerleaders, mas você deve saber disso também. O que você não sabe é que eu acho que com o seu corpo você seria muito bem vinda às Cheerleaders. –Quantas vezes essa idiota consegue falar Cheerleaders na mesma frase? Era tudo que se passava em sua mente. –Estaria interessada em fazer um teste para o grupo? É uma oportunidade única. –Perguntou com um sorriso completamente falso no rosto, ela agia como se não houvesse ofendido alguém a alguns segundo e isso enojava Amy mais do que qualquer coisa.
–Não estou interessada, na verdade me inscrevi no clube de Leitura. –Comunicou sorrindo. Por mais que estivesse explodindo por dentro não iria destruir seu disfarce.
–Esse clubinho lixo? Ele vai ser fechado e a sala vai virar closet para o meu clube, se eu fosse você me juntaria as Cheerleaders. –Disse Summer com uma arrogância sobre humana.
–Que pena, porque você não é. –Respondeu Amy encerrando o assunto.
–ESPERA! –Summer gritou puxando a folha de inscrição das mãos de Hina e a rasgando em quatro pedaços. –Pronto. Agora se não quiser que eu destrua você, é bom entrar nas Cheerleaders. –Disse com voz autoritária.
–Vamos preencher outro formulário Hina. –Chamou Amy ignorando-a por completo.
–Posso e vou destruir você. –Ameaçou Summer segurando-a pelo ombro.
–Estarei esperando. –Rebateu Amy e saiu dali levando Hina e deixando Summer com uma cara de poucos amigos.
***
–Você é louca! –Hina disse quando já estávamos fora do bloco. –Mas eu te amo! –Disse me abraçando. –Nunca ninguém havia me defendido... Obrigada.
–Não deixe que ela te humilhe desse jeito Hina. Você é inteligente, bonita e legal. Com certeza é melhor que ela. –Encorajou Amy.
–Ninguém vai contra a Summer, ela e sua turma mandam no instituto. –Explicou Hina fitando o chão.
–Ninguém é melhor do que ninguém Hina. –Disse Amy em tom serio.
–Manda quem pode, obedece quem tem juízo. –Hina disse encarando-a. –Gente rica como a Summer manda e bolsistas como eu abaixam a cabeça e obedecem.
–Hina...
–Não diga nada Amy, vamos fazer sua inscrição. –Disse forçando um sorriso.
***
Após pegarem uma nova ficha e preenche-la entregaram na secretaria, despediram-se e seguiram para suas casas.
***
Ao adentrar em seu apartamento seguiu para o escritório, Deixou sua mochila no sofá, sentou-se na cadeira da escrivaninha e voltou a “estudar” a região. Enquanto lia algumas notícias em um blog qualquer onde não achou nada interessante recebeu uma nova correspondência em seu Tablet.
Olá novamente Amy-sama. Aqui é o Seiya novamente, espero que seu primeiro dia na escola tenha sido bom. Venho por meu deste informa-la de que logo seu celular ficara pronto, pedimos desculpa pela demora, mas como sabe bloquear o rastreamento de um celular da muito trabalho, por enquanto contente-se com o Computador e o Tablet-Dossiê.
Ficara feliz em saber que consegui o nome do seu primeiro alvo. Exatamente como pediu cargo baixo, mas que ira fazer falta.
Grell Salliver.
Creio que para você o nome é mais que suficiente, espero ter contribuído. Contato assim que tiver novas informações.
Seiya
Não conteve seu sorriso, finalmente começaria aquilo que tanto planejou... Sua vingança.
***
Dormiu bem tarde devido as pesquisas que fez sobre Grell Salliver. A Internet não sabia muita coisa, apenas que ele era um empresário que estava subindo rápido com uma empresa de café, que obviamente não passava de uma farsa, seria fácil.
Antes de sair de casa pegou a mala onde havia trago suas coisas e encheu-a de livros, Hina iria gostar. Ligou para o Taxista que havia a trago do aeroporto, afinal não seria prudente pedir um taxi para o porteiro todos os dias.
–Bom dia George-San. –Cumprimentou-o entrando no Taxi.
–Bom dia Amy-San. Fico feliz em revê-la. –O Homem disse ligando o carro.
–George-San. –Chamou quando pararam em um sinal.
–Sim?
–Estaria interessado em fechar uma agenda? –Perguntou sorrindo, isso seria bom para ela, afinal teria transporte fixo.
–Para leva-la para a escola? –Perguntou George tornando a acelerar.
–Levar e buscar. –Esclareceu.
–De quanto estamos falando? –Perguntou George interessado.
–Deixe-me pensar. –Ela disse encaixando os dedos. –quinhentos mil Ienes, esta bom? –Perguntou.
–Quinhentos mil Ienes!?! –Espantou-se. –É mais do que ganho no mês!
–Então temos um acordo? –Perguntou sorrindo.
–Com toda certeza! –Ele disse estacionando o veiculo.
–Então te vejo aqui às seis e meia. –Ela disse sorrindo.
–Estarei aqui. –Ele disse e deu partida.
Maravilha! Transporte fixo, não iria precisar se preocupar com atrasos e ela ainda tinha meia hora antes do primeiro horário. Puxando sua mala segui para o Bloco Três, Quinto andar, sala doze. Sim, a cada dia ela tinha mais certeza de que aquele lugar precisava de um elevador.
Abriu a porta e adentrou seu clube, Hina ainda não havia chego o que deu a ela mais tempo para observar o local... Era simples: Paredes Brancas, Pisos de madeira, Uma janela de vidro, uma mesa comum de madeira e uma única cadeira. Esse lugar precisava urgentemente de uma boa reforma, afinal ela não passaria tempo algum em um local caindo aos pedaços.
Deixou sua mala no canto da sala e caminhou para o centro do aposento de onde ela poderia checar melhor a situação.
O espaço era bom e bem iluminado, ao menos com isso ela não se preocuparia, mas o quê a deixou totalmente indignada foi o fato de não haver nenhuma estante. Como pode ser um clube de Leitura sem livros?
A primeira coisa seria arranjar umas cortinas, pois a luz que entrava pela janela era tão forte que chegava a doer nos olhos e como ela bem sabia não era boa com luzes fortes. Assim que providenciasse as cortinas iria dar um jeito no piso, havia uma ou duas tabuas soltas e isso poderia vir a ser um futuro incomodo.
***
Após fazer uma lista com tudo que teria que mudar saiu da sala e dirigiu-se para a sala 2107, O Laboratório, onde ela teria seus três primeiros horários.
Três horários de Japonês, um horário de redação, almoço, os outros teriam aula de francês, mas como sou era fluente em francês fui dispensada.
Assim que sai da sala fui até o Clube onde encontrei Hina sentada na cadeira no canto da sala lendo.
–Boa tarde Amy-San. –Ela disse sorrindo.
–Boa tarde Hina. –Respondeu sorrindo. –Hina, O Clube tem fundos? –Perguntou.
–Alguns, os fundos são as contribuições dos membros e nos somos as únicas no clube. –Explicou Hina sem graça.
–Como eu suspeitava. Precisamos de autorização para fazer reformas? –Perguntou encarando-a.
–Não, precisamos apenas comunicar. –Respondeu.
–Perfeito! Comunique que vamos trocar o piso e comprar cortinas. –Declarou Amy sorrindo.
–Não temos fundos para isso Amy-San. –Disse Hina levantando-se.
–Eu entrei no clube ontem e ainda não contribui com nada, isso fica por minha conta.
–De modo algum! –Disse Hina. –Não vou deixar que você arque com todas as despesas sozinha.
–Eu insisto, a cortina vai ser por causa das minhas retinas sensíveis e o piso por causa do meu alto nível de desastre. Eu poderia tropeçar e quebrar um braço ou uma perna, eu insisto pagar por melhorias necessárias para minha permanência e não aceito não como resposta.
***
Convencer a Hina a deixa-la pagar foi fácil, difícil mesmo foi convencê-la a ficar longe do clube por uma semana, mas usando a desculpa de que o piso vai demorar a ser trocado Amy convenceu-a.
Ficaram conversando sobre vários livros até as seis quando Amy desceu para encontrar com George e ir para casa.
Chegando ao apartamento ela acessou um site de decoração e montou um projeto para o clube, com certeza iria ser muito confortável ler ali.
Após concluir o projeto contratou a empresa de decoração e ligou para uma pizzaria, ela estava morrendo de fome.
***
As sete em ponto George estava me levando para a escola.
–Bom dia George-san. –Disse entrando no carro.
–Bom dia Senhorita. –Ele disse dando partida no veiculo.
***
–Bom dia, Hina. –Disse encontrando-a na entrada do colégio.
–Bom dia, Amy. –Ela disse sorrindo. –A Minha mãe perguntou se você não gostaria de jantar na minha casa. –Hina disse sem graça.
–Mais é claro! –Eu disse animada.
–Jura? Então nos vemos na hora da saída. –Ela disse seguindo animadamente para seu armário.
–Até. –Eu gritei e a vi afastar-se. Peguei minha grade de horários:
Constatei que teria biologia nos primeiros horários, sala 2104. Guardei os horários e segui para a sala 2104.
Entrando na mesma notei que quase todos já estavam em sala e ocupavam suas carteiras... Vasculhei o local com os olhos até que achei dois assentos vazios próximos à terceira janela da direita. Sentei-me, coloquei minhas coisas e comecei a olhar a paisagem vista da janela.
Era o primeiro andar, a única coisa que eu via era uma grande cerejeira soltando suas flores no chão, era realmente uma cena linda.
–O lugar é meu. –Virei para ver quem estava a perturbar-me dando de cara com Yuuki que tinha uma cara nada simpática.
–Não me lembro de ter visto o seu nome aqui. –Disse voltando minha atenção para a Cerejeira.
–Não lembrava que você era tão mal-educada. –Ele rebateu. –Você é novata e o lugar é meu.
–Se você não notou só tem essas carteiras disponíveis e eu prefiro a janela. –Rebatia sem olha-lo.
–Esta começando a me incomodar. –Ele estava a ponto de explodir.
–Os incomodados que se mudem. –Ela provocou.
–1...2...3... –Ele contava tentando acalmar-se. –Eu não queria assistir essa aula mesmo. –Ele disse dirigindo-se a porta.
–Bom dia garotos. –O Professor entrou em sala, eu nem se que ouvi a campa. –Kiria-San, eu posso saber o que faz de pé? –A Contra gosto Yuuki sentou-se na carteira ao meu lado.
–Senhorita... Hinamori. Certo? –O professor dirigiu-se a mim.
–Sim, é um prazer Sensei. –Falei educadamente.
–Sou Kazehaya John. Minha matéria é Biologia. Espero que goste. –Ele disse e começou a escrever no quadro.
Eu anotava no meu caderno quando o Yuuki escreveu algo em um pedaço e papel e esticou até mim.
“Essa conversa ainda não acabou.” –Eu ri com tamanha infantilidade, era apenas uma carteira. “Do que está rindo?” –Ele escreveu no meu caderno. Olhei para ele irritada.
“Da sua idiotice, é apenas uma carteira.” –Escrevi no caderno dele.
“Então não irá importar-se de cedê-la para mim na próxima aula.” –Ele rabiscou meu caderno novamente.
“Eu cheguei primeiro.”
“É apenas uma carteira.” –Eu podia ouvir seu tom irônico mesmo sem ele ter dito nada. –Minha carteira. –Ele acrescentou em um sussurro ao meu ouvido.
–Você é um idiota. –Sussurrei.
***
–Não se esqueçam de fazer a pagina 62, Até a próxima semana. –O professor disse saindo da sala.
–Yuuki! –Um garoto sentado no fim da sala chamou. Yuuki levantou-se e foi até ele. Eu estava arrumando minhas coisas para mudar de sala. Teria aula de matemática na sala 2102. Terminei de arrumar minhas coisas e levantei-me. Quando passava pela porta tive uma breve visão do Yuuki, ele parecia estar discutindo alguma coisa com o seu amigo.
Andei até a sala que por sorte ficava no mesmo andar e bloco da sala de biologia. Entrei e sentei-me em uma carteira próxima a primeira janela da direita.
–Bom dia a todos! –Uma moça bonita com longos cabelos Castanhos com aparência muito jovem disse depositando suas coisas na mesa em cima do palco. –Eu fui informada de uma nova aluna... Onde ela esta? –Ela perguntou e eu levantei a mão. –Ali! Hinamori Mei, Certo?
–Sim. –Respondi. Eu odeio quando a atenção se volta para mim, deve ser coisa de mafioso.
–Ooizumi Yuu, Ensino Matemática. Muito prazer. –Ela disse sorrindo. –Livros na pagina 107 vamos começar. –Ela disse e voltou-se para o quadro.
***
–Retornamos na hora do almoço. Estão dispensados. –Ela disse fechando o Livro. Fiquei sentado esperando que todos saíssem para sair em seguida.
Assim que todos saíram peguei minha mochila e segui para a cantina. Enfrentei uma pequena fila e fiz meu pedido. Meu primeiro dilema... Onde sentar?
Todas as mesas estavam ocupadas e olhando bem podia dizer que divididas em panelinhas. Optei por lanchar no jardim onde as flores de cerejeira coloriam o chão em um magnifico tapete rosa. Sentei-me em baixo de uma Sakura e comecei minha refeição.
–Amy-Chan. –Hina chamou aproximando-se com um lanche de casa. –Posso sentar com você?
–Claro. –Respondi sorrindo. Levantei-me Ela estendeu uma toalha branca na grama e nos sentamos.
–Itadakimasu! –Hina disse separando seus Hashis.
–Hina, Há quanto tempo você estuda aqui? –Perguntei.
–Desde os sete anos. –Ela respondeu. -Onde você morava?
–Em Hokkaido. –Respondi conforme me fora instruído.
–Uah! Eu sempre quis conhecer Hokkaido. –Ela disse animada.
–Não se compara a Tóquio, mas eu gostava. –Disse indiferente.
–Vamos para minha casa após o retorno. –Hina disse sorrindo.
–Ok. –Concordei.
***
Após o Almoço retornei para mais uma aula de matemática, seguida de uma aula de artes e finalmente liberada!
–Amy-Chan! –Hina apareceu na porta da minha sala. –Vamos?
–Claro. –Disse puxando minha mochila.
–Eu moro um pouco longe da escola. –Hina disse sem graça.
–Sem problema, eu só preciso ligar para o meu motorista. –Falei pegando meu celular. –Só um minuto. –Pedi.
–George-San?
–Olá senhorita Amy. Algum problema?
–Não, só que hoje não precisa me levar para casa.
–Certo. Até amanhã.
–Ate. –Disse e desliguei. –Pronto, podemos ir. –Falei sorrindo.
***
Quando a Hina disse longe, ela quis dizer longe mesmo! Andamos muito, mas como conversávamos não notei.
–Chegamos. –Ela disse abrindo o portão de uma pequena casa em estilo clássico japonês. –Cheguei! –Ela gritou entrando.
–Bem-Vinda! –Alguém gritou em resposta.
–Mamãe eu trouxe a Amy-Chan. –Ela gritou e em fração de segundos uma moça de cabelos avermelhados usando um avental branco apareceu.
–Hinamori-Chan! É um enorme prazer conhece-la. –Ela disse abraçando-me.
–Igualmente Okinawa-San. –Disse educadamente.
–O que é isso pode me chamar de Oba-chan. –Ela disse sorrindo. –Fico muito feliz que finalmente a Hina fez uma amiga. Eu estou preparando o jantar.
–Vamos esperar no meu quarto. –Hina disse me puxando escada a cima. –Desculpe-me pela minha mãe. –Ela disse fechando a porta.
–Não se desculpe, eu achei sua mãe muito legal. –Falei sorrindo. O Quarto da Hina era muito diferente do meu... Ele era... Confortável, ele passava uma sensação de lar.
***
Conversamos sobre banalidades até a hora do jantar.
–ITADAKIMASU! –Oba e Hina disseram separando seus Hashis.
***
Nós conversamos durante toda refeição e isso a tornou deveras animada, eu não recordo de nenhuma refeição parecida, mesmo quando jantava com o vovô Seiya-San ou Wakayouji-San estavam conosco. Nunca tive algo como uma refeição em família...
–Obrigada pela refeição. –Hina e Oba disseram ao mesmo tempo.
–O jantar estava delicioso Oba-chan. –Elogiei.
–Eu sei que isso nem se compara as refeições que você faz normalmente... –Hina começou.
–O prazer dos banquetes não está nos pratos, mas nos amigos que nos acompanham à mesa. –Cortei-a. Eu finalmente havia entendido o que essa frase queria dizer. Hina sorriu envergonhada.
***
Após visitar a casa da Hina uma coisa ficou clara em sua mente. Não que ela pretendesse receber visitas, mas se algum dia tivesse que fazê-lo... Certamente sua casa não parecia ser habitada por uma adolescente... Teria que fazer umas mudanças.
Sentou-se em frente ao computador e visitou todos os sites de noticia que achou. As noticias pareciam ser as mesmas em todos os sites, e até o blogs que se diziam tão comprometidos com a verdade possuíam conteúdo limitado... Todos exceto um.
Ela estava quase para desistir de achar algo quando o encontrou.
The Facts.
Era um blog pequeno, pouco mais de cinquenta seguidores, mas os fatos eram verídicos e bem descritos. Obviamente o Administrador não possuía muita informação, mas se possuísse...
As postagens eram feitas sempre em horários diferentes sem um padrão concreto, ou seja, quem quer que fosse possuía muito tempo livre.
Vamos analisar os fatos...
a) Não poderia ser um adulto, pois o trabalho o deixaria sem tempo.
b) Um estudante estaria na escola durante a manhã e a tarde.
c) Uma criança não teria tamanho conteúdo para as postagens.
Levando isso em consideração um adolescente seria o mais aceitável de tal modo que pode efetuar postagens pelo celular.
Procurando pelas postagens mais antigas do blog pode notar que as primeiras falavam de uma pequena área, um único bairro na verdade. Que por coincidência ou não era o bairro da Hina.
Já basta! De modo algum ela podia matar aula e se não fosse dormir estaria com a guarda baixa no dia seguinte.
–Por hoje já esta, eu prossigo amanhã. –Disse para o nada e dirigiu-se para o cômodo que ela havia elegido: seu quarto.
As paredes brancas, lençóis cinza, travesseiros brancos, escrivaninha preta, carpetes brancos e a perfeita arrumação do cômodo sem duvida contradiziam com a imagem de uma adolescente, Teria que mudar isso.
Prioridade de domingo: Compras.
***
Por que parece que desde que cheguei aqui não durmo quase nada? Bem, não importa preciso me vestir para a aula.
Primeiro dilema: Ou eu estou engordando ou esse uniforme encolheu.
Resolução: Não me exercito desde que cheguei a Tóquio.
Segunda Prioridade:
Inscrever-me na academia do condomínio.
Espremi-me para caber no uniforme, peguei minha mochila e desci. George já estava esperando-me.
***
Caminhei tranquilamente até a sala onde teria meus primeiros horários. O Corredor estava vazio o que era muito estranho já que ainda são sete e vinte. Continuei caminhando até a porta da sala e a segunda anormalidade do dia... A Sala estava vazia... Ok! Alguma coisa esta acontecendo. Ignorando meus instintos caminhei até uma carteira e sentei-me na mesma.
Nem bem tirei minha mochila e senti alguém aproximando-se.
1
2
3!
Na contagem do três pulei por cima da mesa chutando-a para que caísse atrás daquela que tentava agarrar-me.
Assumindo posição de batalha golpeei quem quer que fosse que vinha da direita. Caindo de pé sobre a mesa do professor.
Uma menina alta de cabelos castanhos presos em um rabo de cavalo vinha na minha direção com um bastão de madeira. Pulando por cima dela cai sobre uma carteira da primeira fileira. Uniforme branco e vermelho... DROGA! Aquelas eram Cheerleaders!!!
Estou estragando meu disfarce, já me exibi demais.
Fingindo escorregar joguei-me no chão e me deixei ser capturada.
–Tasha você esta bem? –Uma delas perguntou amarrando minhas mãos enquanto eu fingia um desmaio.
–Não, ela destruiu meu rosto. –Reclamou aquela que eu havia chutado.
–Realmente ela deu mais trabalho do que eu imaginei.
–ELA É UM MONSTRO! –Aquela em que eu havia jogado a mesa gritou. –O QUE A SUMMER QUER COM ELA?
Summer? Então isso era coisa dela, como não imaginei antes?
–Pelos saltos que ela deu provavelmente será a nossa nova acrobata. –Sugeriu agora amarrando meus pés. Seus nós eram tão mal feitos que com um puxão eu os soltaria, mas não quero estragar mais do meu disfarce.
–Relatamos para a Summer a nossa dificuldade? –Perguntou Tasha reprendendo seu rabo de cavalo.
–E deixar ela a par de que quase falhamos? Nem morta! –Respondeu aquela que me amarrava.
–Certo. –Concordaram as outras duas. Elas se aproximaram e ajudaram a outra a me carregar para algum lugar desconhecido.
***
Não sei onde estou, mas sei que em um passo escapo... Só preciso que elas se distraiam um pouco.
Ouvi o som de saltos batendo contra pisos de madeira e deduzi que alguém se aproximava.
–Ah! Conseguiram. –A Voz irritante daquela que tive a infelicidade de conhecer soou no cômodo, Summer.
–O que fazemos com ela? –Perguntou Tasha.
–A deixem bêbada e levem para a diretoria, com certeza ela será expulsa. –Respondeu Summer jogando alguma coisa para as garotas. –Se fizerem tudo direitinho posso permitir que vocês fiquem na base da minha pirâmide.
Então essa era a intenção? Fazer-me ser expulsa? Que idiotice.
Permaneci imóvel aguardando que elas fizessem algo... O Som de vidros quebrando e gritinhos femininos chamaram minha atenção. Droga! Alguém intervia no “plano” delas. Isso pode ser perigoso. Levaram alguns poucos segundos para que eu reconhecesse o cheiro do gás sonífero que invadia a sala. DROGA!
Livrei-me das cordas e levantei-me. Parecia um galpão com janelas bem altas e paredes afastadas. Elas estavam caídas no chão e eu tentava não inalar o gás enquanto procurava a saída, mas já era tarde. Eu havia inalado muito enquanto tentava me soltar e minha vista já estava escurecendo... Vou ser capturada assim?
Droga!
Fale com o autor