YOLO
17 What About The Future?
Notas iniciais
Zayn’s POV
Futuro: é nisso que eu tenho pensado nesses últimos dias; trabalho, faculdade, Nati...
Desde aquela noite no London Eye algo mudou entre nós: não estávamos namorando, mas definitivamente não éramos apenas amigos.
– Ei bebê! – ela disse toda animada uma tarde, chegando ao meu apartamento. – Tenho um convite pra te fazer. – ela sempre me cumprimentava com um estalado e demorado beijo na bochecha, seguido por um abraço bem apertado.
– E qual seria ele? – eu perguntava, balançando-a leve e carinhosamente de um lado para o outro enquanto ela se agarrava ao meu pescoço; seus cabelos presos num alto e caprichado rabo de cavalo balançando junto com ela.
– Eu andei procurando trabalho pela cidade hoje, pra poder pagar minha faculdade; você sabe que minha bolsa é de 75%. – ela fez uma pausa, na qual nos sentamos no sofá, ela com a cabeça sobre meu peito.
– E então...?
– Eu achei algo bem legal, onde eu vou trabalhar com um certo público que eu amo. – ela fez uma carinha misteriosa, e eu suspeitei que ela não fosse me dizer do que se tratava. – Bem, amanhã eu vou ter que ir lá pra conhecer o lugar e as pessoas; pensei que você, de repente, pudesse ir comigo. O que você acha?
– Claro que eu vou, bebê! – disse apertando suas bochechas afetuosamente. – Só não me diga que vamos a uma penitenciária e que você vai trabalhar como carcereira, por favor!
Ela me mostrou a língua, sorriu sem jeito e disse:
– Claro que não, seu bobo!
Bobo... É assim que fico sempre quando o assunto é ela.
Niall's POV
Fomos em silêncio caminhando até minha casa, era uns 20 minutos de distância, mas parecia uma eternidade. Logo chegamos
– Vou tomar um banho, posso pegar uma camisa sua?
– Claro, pega um casaco pra você não sentir frio. Depois vai pro meu quarto, vamos dormir lá porque o de hóspedes ta sem cama, vou levar algo pra comermos.
Ela subiu e eu fui preparar algo pra levar pro quarto. Preciso fazer compras. Peguei 2 pacotes de batata e Pepsi, e subi pro quarto .Ela estava deitada com o controle na mão ele com cara de tédio
– Não tem nada de bom passando Niall, que saco
– A partir do 100 só tem filme e são bem legais.-ela colocou no 102 e estava passando velozes e furiosos 5 -amo esse filme ,adoro corrida
– Meu pai é piloto, um dia te levo lá na pista
Ficamos vendo o filme e ela deitou a cabeça no meu peito. Ela comia as batatinhas com pressa e viu que tinha acabado, mas eu ainda estava comendo
–Niall — ela disse manhosa -me da algumas batatas?
–Nialler não divide comida
–Só umas batatas Nialler não seja egoísta! — Não aguentei a carinha dela e dei todo meu pacote. Ela abriu um grande sorriso, e eu percebo que aquele sorriso dela é lindo e atraente, e é o que eu mais gosto nela. O filme acabou e fomos dormir
Quando acordamos no dia seguinte, ela veio com a ideia de ir jogar tênis, concordei e fomos ao Starbucks comer e depois fomos jogar. Saímos de lá era umas 15:20 e deixei ela na porta de sua casa, dei um beijo nela e um abraço ; mesmo ela suada ainda fica cheirosa.
Bia’s POV
Fim de tarde, sem compromissos, tédio total... Filmes na casa do Harry, comendo pipoca (lê-se fazendo guerrinha) e tomando Coca-Cola.
A ironia da vez era nós dois deitados juntos (entendam deitados como agarrados) assistindo “Amizade Colorida”.
Quem poderia imaginar que aqueles dois seres indecentes que viviam só de pegação poderiam estar agora namorando?
Eu era uma versão mais morena da Mila Kunis, com olhos menores, e o Harry uma versão mais “curly” do Justin Timberlake.
– Ei Bia, você só não é mais parecida com essa aí porque os olhos dela são muito grandes.
– ele me disse, tacando (pela milésima vez) uma pipoca cheia de sal em mim.
Peguei a pipoca que tinha caído na minha perna e joguei de volta nele.
– Você só não é mais parecido com o Justin porque ele é mais gostoso. – nem sei por que disse aquilo... Acho que eu gostava de vê-lo irritado.
– Ah, é assim? – ele fez uma expressão de pseudo-irritação e jogou outra pipoca em mim. Assim começamos mais uma de nossas ilustres guerras de comida.
Quando estou com o Harry me sinto criança de novo, é bom isso.
– Ei Bia, tem pipoca no seu sutiã. — na cara de pau ele colocou a mão e tirou a pipoca e jogou no chão. Ele ficou me encarando durante uns 10 segundos e foi chegando mais perto de mim, tão perto que senti sua respiração. Ele não perdeu tempo e me beijou; no começo era um beijo inocente, mas esquentava cada vez mais. Ele colocou a mão no fecho do meu sutiã que era na frente
–Harry não — coloquei minha mão em cima da dele e tirei a mão dele do fecho do sutiã — estamos namorando há pouco tempo e quero que as coisas aconteçam aos poucos
–Desculpa, me empolguei — ele disse dando um sorriso de lado e eu acaricie seus belos cachos
–Sabia que eu amo seus cachos? Acho que foi por isso q me apaixonei por você
–Eu sei, todos amam meus cachos!
Nati’s POV
Zayn ia no táxi ao meu lado todo encabulado; ele não fazia a menor ideia de onde estávamos indo e eu me recusava a dar qualquer maior informação que não fosse “não é longe”.
Quando finalmente o carro estacionou na avenida movimentada, cheia de prédios enormes e construções imponentes, a maioria estabelecimentos comerciais, a expressão em seu rosto, que antes era de curiosidade, transformou-se em algo como “Que lugar é esse?”.
O bairro era nobre, ao norte de Londres.
– Zayn, como é que você não conhece esse lugar? – indaguei.
– Sei lá, vamos dizer que eu não sou daqueles que saem muito. – ele disse com simplicidade. – E, quando eu saio, definitivamente não é para um bairro como esse.
– Nossa, vocês todos são uns perdidos, sem futuro. – ele me abraçou de lado e eu permaneci dura.
– Você é quem leva tudo a sério demais. – ele realmente não imaginava o impacto que aquelas palavras me causavam.
Tive a nítida certeza de que minha expressão tornou-se fria, preocupada, atormentada. A comprovação veio com a pergunta quase desesperada de Zayn:
– Nati, o que foi, eu disse algo que não devia?
Suspirei fundo, fechei os olhos e, num meneio de cabeça, neguei. É claro que não fui convincente.
– Nati, por favor, me diz o que houve! Você ficou sombria de repente!
– Zayn, depois a gente fala disso, pode ser? – minha voz saiu quase um sussurro.
Ele segurou firme minha mão, olhou fundo nos meus olhos e disse:
– Eu não vou sair daqui enquanto não tiver certeza de que você está bem.
Não suportei encará-lo e comecei a fitar o chão; ele levantou minha cabeça com o indicador no meu queixo.
Quando nossos olhos se encontraram, foi como se correntes elétricas percorressem cada centímetro de pele do meu corpo; sem que eu pudesse me controlar, desabei em cima dele, as lágrimas calmas e silenciosas vindo aos poucos.
– Nati, o que foi? – eu sentia o desespero em sua voz. – Por favor, me responde!
– Só me abraça, por favor. – apesar das lágrimas, minha voz saiu limpa; sempre fui daquelas que choram calmamente.
Assim ele fez. Ficamos ali, abraçados, até que eu me recuperasse e pudesse lhe explicar o que estava havendo.
Bia’s POV
Calmos os ânimos, voltamos a assistir o filme; agora ela estava prestes a sair da casa dele, frustrada com as coisas que ouvira.
– Harry, nem pense em me decepcionar, ouviu? – eu disse, numa pseudo-marra.
– Eu não tenho porque fazer isso. – sua voz saiu mais fofa que o normal. – Aliás, acho que é mais fácil você me decepcionar...
– Você tá falando sério Styles? – eu disse irônica.
– Sim Bia; olha, fui eu quem disse que estava gostando de você, mesmo sem ter certeza de que você gostava de mim também; eu dei o primeiro passo, eu podia ter quebrado a cara, podia levar um fora seu, e assim vai; mas eu ignorei todas essas possibilidades simplesmente pelo fato de que você é especial demais pra se perder por medos bobos...
Em cada palavra doce e sincera dita por aqueles lábios macios, eu me encantava mais e mais; ele era incrível, em cada pequeno detalhe, de todas as maneiras. Era como se ele não pudesse ter um lado ruim, pelo qual eu não fosse apaixonada. Nunca fui daquelas que imaginam ou planejam demais o futuro; mas, não sei explicar, de repente isso mudou. Independente de quando ou onde, meu futuro só existia ao lado dele. Inevitavelmente, ele havia se tornado a parte mais maravilhosa em mim; uma parte da qual eu não podia me separar. Uma parte que dava sentido à todas as outras.
Voltando ao filme, eu estava realmente vendo a cena do flashmob na estação de trem de uma forma diferente; talvez porque Harry desse um significado ainda mais perfeito a ela. Não, talvez não; com toda certeza!
– Ei Harry, você seria capaz de organizar um flashmob em plena estação de trem só pra gente se reconciliar? – perguntei, repentinamente curiosa.
– Não que eu pretenda brigar com você, mas, sabe, acho que eu seria sim. Nem que eu tivesse que sair pedindo ajuda pra todo mundo, só de saber que ficaria tudo bem entre a gente, só de pensar que isso poderia te fazer sorrir, só de poder ver esse brilho lindo nos seus olhos que eu estou vendo agora...
– Meus olhos sempre brilham quando você me surpreende com essas palavras... Você é capaz de causar em mim todas as sensações imagináveis; olha, alguns minutos atrás você estava no seu perfeito papel de louco pervertido, e agora você age como um príncipe. – realmente, ele era motivo de muita confusão na minha cabeça.
– Olha Bia, por você, eu consegui esse cavalo branco aí que ela falou.
– AI NÃO, HARRY, ISSO JÁ É DEMAIS!
É disso que eu estou falando: sinto como se jamais fosse me cansar de estar com ele, nada nunca fica chato, nós não caímos na rotina... Ele é o compasso perfeito pra minha melodia.
Zayn’s POV
Ela partiu o abraço e, sem me encarar, começou a falar:
– Antes de você, só teve um garoto de quem eu gostei de verdade. – ela suspirou e prosseguiu, calmamente. – Nos conhecemos na terceira série, eu era pequena e tola; ele era o garoto lindo que todas as menininhas adoravam. Estudamos juntos a quarta e a quinta... – mais uma pausa, na qual ela deixou de fitar o chão e passou a observar o tráfego de carros. Me torturava ver aquela expressão vazia em seu rosto. Quando ela continuou, sua voz estava embargada, e acho que senti uma mescla de frustração e arrependimento em sua voz. – Na sétima série nos reencontramos. Aí, você sabe... Ele tinha se tornado um pegador, galinha e cafajeste; eu tinha passado da nerd sem graça para a nerd interessante, aos olhos dele. Como eu era, aliás, como eu sou muito idiota, não demorou pra que aquela velha paixãozinha de infância viesse à tona. E, pra minha sorte, essa “paixãozinha” inútil voltou com força total... Tenho vergonha de saber que fui fraca o suficiente e me permiti ficar com ele.
Ela me lançou um olhar breve e eu pude notar que havia raiva em seu olhar.
– Nati, tudo bem, eu não...
– Agora eu vou terminar Zayn. – sua voz saiu firme, e eu confesso que fiquei surpreso e um pouco assustado. – Ele veio com aquela lábia, com palavras e gestos doces, e, não sei como, em três meses de convivência nós estávamos namorando. No começo, foi tudo lindo, perfeito, justamente como nós dois agora... Mas com o tempo ele foi se revelando; em questão de seis meses todo o carinho se transformou em agressividade, ele vivia forçando situações, até que ele começou a me pressionar pra que a gente, bem, você sabe...
– Nati, não me diz que ele fez alguma coisa com você! – eu literalmente explodi; quem aquele canalha pensava que era?
– Não, ele não me fez nada. Por pouco. Aliás, muito pouco; eu finalmente acordei pra vida e tomei uma atitude de gente.
– E o que ele fez?
– Ele me disse coisas horríveis, me xingou dos piores nomes possíveis, quase me espancou, e, por fim, ele me disse “Você é uma imbecil, que leva tudo a sério demais”. Depois disso, eu comecei a bloquear qualquer aproximação com garotos... Até que eu conheci você.
Ela estava definitivamente mais calma; abracei-a sutilmente, afagando seus cabelos macios, enquanto sussurrava carinhosamente:
– Me perdoa meu anjo, eu não queria te fazer relembrar algo tão baixo... – ela lançou-me um olhar doce; o SEU OLHAR DOCE. Senti que estava tudo bem... (Continua XX Preparem-se para uma cena bacana desse casalzinho ;)
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