YOLO
18 Little Things
Notas iniciais
Enfim, tenho um recado pra vocês: VALORIZEM OS PEQUENOS DETALHES, AS PEQUENAS COISAS DA VIDA! Nós somos todos obras de Deus, e Ele espera que nós possamos fazer obras aqui; por isso amem, amem muito, e façam sempre o bem às pessoas ^^
Certo, já falei demais... Bjs #Nati
Cadê os comentários ?É tão importante saber o q estão achando .Amamos escrever a fic ,ela é importante pra gente ,então nos diga o que estão achando #Mel
Nati’s POV
Depois que eu me recuperei totalmente, Zayn e eu seguimos para o nosso destino.
– Princesa, pra onde a gente tá indo? – ele me perguntou pela milésima vez, e, como nas outras 999, eu disse:
– Só continua andando, tudo bem? Não demorou muito e chegamos ao local.Olhei de relance para Zayn e vi o quão surpreso ele estava.
– Isso é... Um or-orfanato? – ele estava pasmo, de um jeito indecifrável; não sabia se ele estava feliz ou mal com aquilo.
– Não Zayn, digamos que é um abrigo. Orfanato soa muito triste, sombrio... Essas crianças são abandonadas, órfãs e algumas têm problemas físicos e psicológicos. – disse pausadamente com um tom de voz bem baixo. – É aí que eu entro: vou fazer um estágio dando suporte como quase-psicóloga, entendeu? Ele me olhou ternamente, de um jeito inédito e muito especial pra mim; seus olhos brilharam, um sorriso sem dentes preencheu seus lábios e eu me arrisco a pensar que aquilo era orgulho, reconhecimento. Ele ficou me olhando daquele jeito, em silêncio, e eu fiquei sem jeito.– Bebê, diz alguma coisa!-Ele ficou quieto uns segundos ainda antes de falar.
– Não consigo escolher as palavras pra dizer o quanto você me surpreende. A cada dia, em cada pequeno detalhe seu, eu descubro que me apaixono mais e mais, e estou cada vez mais certo de que gosto da pessoa certa-Agora que estava sem palavras era eu...
Liam’s POV
Ligação ON:
– Oi Bia!
– Oi Liam, beleza?
– Hm, mais ou menos... Preciso da sua ajuda!
– Com o quê? Vai me dizer que precisa de ajuda pra comprar o presente de Natal da Bella?
– AH, SUA CHATA! Como você adivinhou???
– Vamos dizer que eu manjo dos esquemas...
– Ah, OK... A gente pode se ver mais tarde? Se quiser passo aí pra pegar você.
– Sim, pode ser. Às quatro tá bom pra você?
– Perfeito. Nos vemos mais tarde.
– Certo. Beijo.
– Beijo.
Ligação OFF
Harry’s POV
Estava na cozinha preparando o almoço, a Bia estava lá em cima no banho, enfim: TUDO ESTAVA LINDO! A brisa fresca lá fora prometia uma tarde bem agradável, e eu pensava em fazer algo diferente àquela noite. A questão é: O QUÊ?
Aproveitei que a Bia não estava ali e troquei um SMS rápido com a Mel:
“Ei, me dá uma dica de passeio legal... xoxo” Voltei para minhas panelas (onde fritavam algumas batatas e dois belos medalhões), fui cozinhando quando o celular vibra.
“Tower Bridge? London Eye? Big Ben? Não sei Harry, me desculpe… Estou meio ocupada. Xx”
– Ai, mas pra onde eu levo essa garo...
– BUUUUUUUU!
Putz...
– Harry, que te deu pra ficar falando sozinho?
– Nada não pequena...- sorte que ela não ouviu.– Vamos almoçar?
– SIM, VAMOS! BIA ESTAR COM MUITA FOME, BIA QUERER COMER PRA FICAR FORTE E CRESCER!
– Ah, não quero que você cresça! Seu charme é você ser pequenininha, posso te abraçar melhor, sentir o cheiro dos seus cabelos...
– Você tem razão... Aliás, existem saltos pra isso, né?
– Você é perfeita pra mim; minha pequena fofa, que fica sexy de salto.Seus olhos brilharam. Seu sorriso iluminou seu rosto ainda mais.
– Você é que é perfeito, em cada pequeno detalhe — Ela me abraçou ao fim da frase; na minha cabeça ainda martelava a ideia de tornar aquela noite um pouco diferente...
Mel’s POV
Como as coisas são legais: fim de ano, o Natal tá próximo, o dia está lindo, as pessoas estão em suas casas tranquilinhas e eu aqui, num consultório. É claro que o Niall insistiu pra vir comigo, mas eu não quis. Ele foi para o supermercado e eu fiquei esperando que a psicóloga me atendesse logo... Fico me perguntando por que motivo a Nati quer seguir esse raio de profissão! EU ODEIO PSICÓLOGAS! Elas me fazem sentir pior sempre...
– Melissa Ferreira. – a doutora chamou. Tive que ir, não tinha outro jeito.
Segui arrastando os pés para dentro da sala.
Ela fechou a porta, sentou-se e pediu que eu também o fizesse.
– Boa tarde, Mel.
– Boa tarde doutora.
– Quanto tempo, não é mesmo? – NOSSA, NÃO ME DIGA! – Me conte: como você está? Sua mãe me contou sobre o que houve... Sinto muito. Já tive muitos pacientes nessa situação, e sei que isso afeta demais a cabeça deles — Blá blá blá... Que detestável isso! Ficamos falando sobre mim, a separação dos meus pais, minha relação com o Niall; A INFELIZ TEM A CORAGEM DE PERGUNTAR COMO ANDA MINHA VIDA SEXUAL! Vá pro raio que te parta, sua intrometida!
No final da tortura, digo, consulta, ela veio com as mesmas coisas de sempre:
– Mel, vou pedir que você passe por uma nutricionista e uma ginecologista, tudo bem? – Não, não tá tudo bem!
– Sim, tudo bem. – ela me abriu aquele sorrisinho que me irritava. – Posso ir?
– Sim. Até a próxima consulta — O CARALHO! NÃO QUERO TE VER TÃO CEDO, SUA MORCEGA VELHA! Vocês devem se perguntar porque eu não gosto dessas consultas, né? Pois bem ,vou explicar :Esses médicos sempre me fizeram sentir pior: fizeram me sentir mais gorda, esfomeada, depressiva, problemática... Não teve uma única vez que não quis morrer ao subir numa balança. Mas tudo bem, eu sempre tento mudar isso. Tá difícil, mas vou continuar tentando.
Zayn’s POV
Entramos no abrigo, que estava todo enfeitado com guirlandas e árvores de Natal; o lugar era muito alegre, paredes coloridas, com desenhos infantis; as crianças estavam brincando no playground, outras estavam sentadas lendo. Fomos andando, até que a Nati se encaminhou para a recepção.
– Por favor, eu sou Natália Santos, a estagiária — A senhora sentada na cadeira sorriu maternalmente e disse: – Por ali, por favor.
Nós agradecemos e entramos à porta à direita que ela havia nos indicado.
Ali estavam várias crianças, e uma moça de cabelos pretos e longos junto com elas; quando nos avistou, veio em nossa direção rapidamente:
– Natália, que bom que você veio! – as duas se cumprimentaram com um beijo, depois eu e ela. – Esse deve ser seu namorado!
– Zayn Malik. – eu disse.
– Prazer, Sofia. – ela se dirigiu a nós dois: — Que bom que estão juntos, estamos com uma dinâmica bacana com os mais velhos.
Ela pediu que a seguíssemos e fomos para outra sala, depois outra, e mais outra. Nessa última, as “crianças” deviam ter seus quinze, dezesseis anos.
– Bom, vamos começar logo nossa dinâmica! – Sofia disse, de modo que todos se sentaram em roda, silenciosamente. – Tenho dois convidados: essa é a Natália, ela vai trabalhar com a gente a partir do ano que vem, e esse é o namorado dela, Zayn. Todos sorriram pra gente, e abriram espaço pra que entrássemos na roda.
Sofia foi até um canto da sala e mexeu em alguns papéis; em seguida, foi passando pela roda estendendo-nos alguns cartões, que escolhíamos sem saber o que eram.
Depois que todos estavam com os papéis em mãos, ela disse:
– Isso gente, trata-se de um teste de gravidez! Para aqueles cujo cartão tem uma única tirinha azul, parabéns: vocês não estão grávidos! – aquilo ia ser divertido: eu estava grávido e a Nati também. – Quanto àqueles que têm um tira azul e outra vermelha, sinto dizer-lhes, mas vocês estão grávidos...
Ela pegou um saco de bexigas na mesma mesa onde tinha pegado os “testes”; era bexigas, que ela foi entregando para os “grávidos”. – Encham as bexigas e coloquem debaixo da blusa de vocês. – assim fizemos; confesso que foi estranho ter uma barriga ali, e foi ainda mais estranho me imaginar grávido; ao meu lado, Nati parecia mesmo que estava grávida por causa da bexiga... Devo dizer que aquilo mexeu comigo. – Pois bem, agora vamos continuar: quero que se imaginem daqui dois anos...
Assim foi: nos imaginamos dois anos depois, quatro anos depois, seis anos depois, oito anos depois e por fim dez anos depois. Tivemos de dizer aos outros sobre o que imaginamos: nossos sonhos profissionais, se eles tinham se realizado, como ficou nossa vida, nossa relação com a família, os estudos, as grandes dificuldades, como estava nossa relação com a (o) parceira (o), como ficou nossa casa, nosso filho, nossa vida, nossa aparência... Foi uma brincadeira bem interessante, em minha opinião.
Nati terminou de resolver as questões do seu estágio e fomos para o meu apartamento.
Niall’s POV
Peguei a Mel no consultório e fomos para o meu apê; tinha deixado o almoço pronto, chegamos e fomos direto comer.
– TCHARAN! Batatas cozidas, frango grelhado, espaguete ao molho branco, e, de sobremesa, torta holandesa! – eu havia preparado tudo com muito carinho, e fiquei feliz em vê-la sorrindo diante do nosso cardápio.
Comemos e conversamos animadamente, depois fomos assistir a um filme antes da sobremesa.
Quando servi o pedaço da torta pra ela, estranhei em vê-la torcer o nariz.
– Ei, você não gosta?? – perguntei surpreso.
– Sim, eu gosto. Esse é o problema!
– PORQUE PROBLEMA? MEL, DESDE QUANDO GOSTAR DE COMER É PROBLEMA??? – eu não podia acreditar no que estava ouvindo.
– DESDE QUANDO EU COMEÇO A ACHAR QUE ESTOU COMENDO MAIS DO QUE DEVIA, E QUE VOU FICAR GORDA! – pude senti-la explodir; me assustei com aquilo que estava ouvindo, com aquilo que estava acontecendo.
– MEL, VOCÊ NÃO TEM QUE SE PREOCUPAR COM ISSO, TÁ OUVINDO?!
– NIALL, VOCÊ NÃO ENTENDE! SABE O QUE É TER MEDO DE TE PERDER POR NÃO SER BOA O SUFICIENTE?! – ela desabou em lágrimas, e eu corri pra abraçá-la.
– Ei, ei, escuta aqui: isso não me interessa! Eu acho que você nunca vai se amar nem a metade do que eu te amo, sabia?!
– Sim, eu imagino. Eu me detesto às vezes!
– Você nunca vai se tratar bem... Mas eu quero que você o faça! – eu precisava mesmo que ela se amasse, pra que pudesse me amar. — Se eu te deixar saber que estou aqui pra você, talvez... – parei buscando as palavras, o ar. – Talvez você se ame, como eu te amo — Tentei dar meu melhor sorriso, fazendo com que ela olhasse nos meus olhos. Suas lágrimas tornaram o beijo que veio em seguida molhado, salgado... Mas mesmo assim, cheio de lágrimas, o que eu sentia por ela tornava tudo mais doce. – Nunca mais volte a dizer que você não é bonita, que você está gorda, ou qualquer coisa... Esses pequenos detalhes somam em você, e eu estou apaixonado por você, e por eles também — Ela sorriu angelicalmente; dei-lhe um selinho e entreguei a ela seu pedaço de torta. – Ah, e da próxima vez que você recusar comida, eu vou te deixar sem comer por um mês, vou comer tudo sozinho! – ela riu e me mostrou a língua. – É assim que eu quero te ver: sorrindo e comendo bastante, nem que pra isso você tenha que ficar gorda!
Nati’s POV
Zayn e eu estávamos deitados em sua cama, mirando um ao outro; para alguns seria algo infantil ou idiota, mas pra mim era perfeito!
– Você sabe que eu amo quando você está com os cabelos molhados e com alguma camisa minha, né?? – ele me disse com um brilho amável nos olhos.
– E você sabe que eu amo sentir sua mão na minha – com essas palavras, aumentei a força do aperto das nossas mãos – Você sabe que eu amo seus cabelos, seu cheiro — Fechei os olhos, deixando que seu perfume inundasse meus sentidos; senti-o me abraçando forte.
– Sabe hoje lá no abrigo? – ele começou; eu afirmei com a cabeça, meio que dizendo-lhe para continuar. – Eu senti um arrepio quando a tal de Sofia disse que eu era seu namorado... – eu sorri, e pude vê-lo fazendo o mesmo.
– Eu pensei que você ia dizer que não somos namorados... Aliás, porque você não disse nada? – eu indaguei. Ele sorriu travesso, o que me deixou curiosa.
– Só não disse nada porque essa ideia me parece maravilhosa — Nos encaramos profundamente nesse momento; ele apertou firme minhas mãos. De uma forma meio que instintiva, unimos nossos corpos; me afundei em seu peito, suspirando profundamente e sentindo aquele perfume que eu tanto amava. Ele, por sua vez, acariciava meus cabelos.
– Nati, será que um dia eu vou ser o pai dos seus filhos? — A pergunta veio assim, do nada; atingiu-me como um mergulho numa piscina gelada num dia de muito calor: a primeira sensação é estranha, mas logo você se acostuma.
Refleti um pouco aquelas palavras; as que se sucederam foram sinceras, extremamente sinceras:
– Eu não consigo imaginar alguém melhor — Aquele sorriso... Ah, como eu amo! Ainda mais um como esse, todo bobo, surpreso, sincero... Feliz.
Seu beijo. Sim, o melhor de todos os beijos era o dele. Queria poder sentir essa sensação daqui até a eternidade, todas as vezes que nossas línguas se encontrarem, que nossos corpos se tocarem.
Bia’s POV
Liam e eu passamos a tarde toda juntos; o presente pra Bella foi algo fácil de se encontrar
– GRAÇAS A MIM! – e aproveitamos o resto do tempo para tomarmos um sorvete. Conversamos sobre nós, sobre nossos sentimentos, nossas inseguranças e desejos; eu sempre adorei conversar com ele, nós nos entendíamos e ele sempre tinha a palavra certa pra me dizer.
– Ei, quando é que você vai se ligar e pedir a Bella em namoro, hein? – eu disse, empolgada. Era estranho saber que o único casal era formado por mim e por Harry, logo os mais desajustados e fogueteiros entre todos nós.
– Eu não sei... Acho que ainda não é o momento...
– COMO ASSIM?! Vocês estão sempre juntos, formam um casal lindo, se dão bem e se gostam, acima de tudo; qual o problema?
– Não vem a ser um problema; é que... Bem, eu não estou pronto pra assumir esse tipo de relacionamento...
– PUTA QUE PARIU, EU NÃO OUVI ISSO! Liam, liberta o garoto que existe em você querido, por favor!
– Não é bem isso, Bia! – ele pareceu constrangido. – Eu quero ter certeza do que eu sinto por ela, e, antes disso, também preciso ter certeza do que ela sente por mim, entende! – tá legal, acho que peguei pesado...
– Tudo bem Liam, eu te entendo; me desculpe.
– Não, eu também te entendo; não se preocupe. – e é por isso que eu o amo: ele sempre me entende, por mais complicada que eu seja. – Enfim, acho que já está na hora de eu te devolver para o Harry, né? – Bem, se você quiser...
Harry’s POV
Estava tudo certo, só faltava a Bia chegar; eu estava muito nervoso, e eu nem sabia ao certo o motivo.
Não podia acreditar na simpleza da minha ideia, mas mesmo assim, era incrível.
Já tinha tudo planejado na minha mente...
– BUUUU! – ela exclamou quando chegou do passeio com Liam. – HARREH, CADÊ VOCÊ!
– Na cozinha! – exclamei, sorrindo sozinho ao ouvir a voz dela. Não demorou muito e ela se materializou ali. – Como foi o passeio? – perguntei, antes de dar-lhe um selinho demorado.
– Eu vou tomar um banho, tudo bem? – ela disse me abraçando por trás, enquanto eu terminava de lavar alguns pratos; NA MOSCA!
– Tudo bem pequena, vai lá..
Notas finais
Natal chegando na fic e ela quase acabando ): #Mel
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