Would You Have Dinner With Me?
14 É complexo.
– JOHN! — Levantei da cama rapidamente com o susto. Era a segunda vez que eu não conseguia acordar de forma decente, a primeira vez foi o despertador, a segunda que é agora, é Sherlock. Que horas são? — WATSON! — Escutei Sherlock me chamar e bater ridiculamente na porta. Céus, agora eu iria esganá-lo, quatro horas da madrugada! Levantei e programei o alarme para as nove. — JOHN WATSON! JOHN! JOHN! WATSON! JOHN! JOHN HAMISH WATSON! JOHN FUCKING WATSON! JOHN!
– QUE PORCARIA É ESSA?! — Olhei para ele enquanto abria a porta e fechava meu roupão. QUE MERDA É ESSA?! — Gritei olhando para seu rosto.
– Não grite se não vai acordar Mrs. Hudson.
– Seu... Filho da mãe... Você me acordou.
– Eu sei, mas...
– O apartamento está pegando fogo?
– Não...
– Você foi comido por formigas?
– Não, é tecnicamente meio...
– Moriarty voltou?
– Não que eu saiba...
– O doutor do Doctor Who te chamou para viajar na Tardis?
– Não...
– ENTÃO ME EXPLICA POR QUE RAIOS VOCÊ ME ACORDOU ESSA HORA.
– Estava tentando fazer isso, mas você... — Fechei minha mão e olhei com ódio para ele. — Ok... hum, deixa para lá... Vou direto ao ponto.
– FAÇA ISSO.
– Está vendo isso? — Olhei para o casaco enorme azul marinho.
– Você me acordou para me mostrar o seu casaco? Está brincando com a minha cara?
– Não... Na verdade eu acordei para mostrar o casaco sim, mas não é do jeito que você está pensando.
– Eu estou pensando? Você sabe que horas são? EU NÃO PENSO A ESSA HORA DA MADRUGADA!
– SHHH. Mrs. Hudson vai acordar. Foi você que colocou esse casaco no meu quarto?
– Obvio que não, o casaco sumiu no dia de sua morte, tecnicamente você levou.
– Sim eu levei, mas o que importa não é quem levou, mas quem trouxe de volta.
– Não sei... Talvez você tenha deixado na mala e Mrs. Hudson guardou. Faça-me um favor, pegue esse casaco e engula.
– Não, não estava em minha mala, não estava em canto nenhum, eu tinha perdido, e agora ele apareceu em minha cama!
– Que sorte! Seu presente de natal antecipado! Feliz natal! — Entrei no quarto e ele me puxou imediatamente e me arrastou para seu quarto.
– Pense, é importante.
– Espere, preciso saber algo.
– Diga. — Ele olhou para mim e colocou o casaco em cima da cama.
– O casaco está de volta é isso?
– De fato.
– O casaco não vai sair do lugar, não é mesmo?
– O que quer dizer?
– O casaco tem pernas? Se o casaco não vai sair do lugar e você está totalmente bem, pronto para levar outro murro, então eu vou dormir e acordar nove horas da manhã.
– Não! Precisamos analisar...
– Analise você! Eu preciso dormir!
– Watson, alguém entrou aqui, veja aquela parte acima da janela do corredor, está aberta! — Ele apontou para um pequeno espaço em cima da janela no corredor.
– Você está delirando.
– Não acha curioso eu ter perdido o casaco e ele aparecer do nada?
– Você é desorganizado, esse tempo todo estava em sua mala e você não percebeu.
– Porque está ignorando o que eu falo?!
– Porque não faz sentido!
– O quê?! Você viu o que acabou de falar? — Olhei para minhas pantufas e peguei o casaco em cima da cama. Olhei nos bolsos e não tinha nada. — Vê? Nada. Se fosse uma mensagem de Sebastian ele teria deixado algo.
– É isso que você não entende. Se tiver sido ele, provavelmente o próprio casaco já " É " a mensagem.
– Talvez tenha sido Mycroft.
– Porque Mycroft faria isso?
– Não sei Sherlock, só quero dormir, deduza o casaco então. Tire as digitais, veja as pontas, teste a finura ou a espessura da linha que foi usada para costurar. Eu não me importo. EU NÃO ME IMPORTO, DEIXE-ME EM PAZ!
– Está bem. — Ele pegou o casaco e levou para sala, voltou para o corredor e ficou examinando a abertura entre a janela.
– Fucks sake. — Fiquei ao seu lado no corredor e examinei o chão de madeira. Incrível como eu não conseguia ser cruel com ele. — Aqui tem alguns pingos de água, acho que foi recente. Como ele fez para entrar sem molhar seu casaco? Digo, está chovendo e antes também estava. — Apontei para algumas partes da madeira que estava molhada e alguns pingos que deixavam-na escura.
– Verdade, ele não veio vestido. Deveria estar dentro de um saco ou caixa... Se eu ao menos achar...
– Será que ele deixou?
– Vou olhar no quarto. — Fiquei examinando a brecha, uma pessoa adulta e magra passaria, mas um homem do exercito, tecnicamente forte ou robusto?
– Não tem nada.
– Você olhou direito?
– Olhei.
– Hm, então não faço ideia.
– Muito menos eu. — Ele sorriu e voltou para o quarto. — Desculpe ter te acordado, precisava de alguém para me ajudar a pensar. Boa Noite Watson, vou tentar estabelecer uma teoria.
– Boa noite. — Andei até meu quarto, fechei a porta e liguei o aquecedor. Estava tudo muito frio. Tirei as pantufas e deitei na cama, relaxando de imediato.
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– Watson!- Levantei e olhei para o alarme, dez horas. MERDA!
– Watson, o alarme tocou, mas você não saiu, está ai?! — Sherlock bateu na porta.
– Já sei, já sei! — Levantei, corri para o banheiro, tomei banho rapidamente, escovei os dentes e fui direto para a cozinha. Mrs. Hudson me entregou um copo térmico com chá preto com leite e uma vasilha azul com salsicha, ovos, presunto, cogumelo e pão. — Bom dia! Bom dia! Já vou!
– Bom dia querido! — Mrs. Hudson sorriu e desceu as escadas me acompanhando.
– Bom dia, a senhora está bem?
– Não consegui dormir muito bem, para falar a verdade subi várias vezes para a sala de vocês porque achei que tinha ouvido alguém gritando.
– É mesmo?
– Deve ser alguma outra coisa. Você soube que o apartamento na frente já foi comprado?
– Hm. — Mordi um pedaço do pão. — Então Mrs. Charlotte teve bastante sorte.
– De fato!
– Quem comprou?
– Não, sei, vou descobrir depois. — Ela sorriu e abriu a porta para eu passar.
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– John! Ainda bem que chegou!
– O que aconteceu? — Tirei meus sapatos e as meias apoiado na porta da sala.
– Ainda não tive tempo de concertar o meu computador por isso queria...
– Esse é o meu notebook? — Tirei o casaco e atravessei a sala para pegá-lo. Sherlock estava sentado na poltrona e segurava-o firmemente. — Ele tem senha! Não é para você mexer!
– Você sabe que eu sempre descubro a senha. A propósito, quem é Mary? — Como ele poderia ter descoberto a senha sem saber quem é Mary?
– Ninguém é Mary.
– Tinha escrito...
– Eu sei o que tinha escrito caramba.
– Certo, eu entrei no seu site e digitei mais dois tipos de tabaco, estava esperando você para clicar no botão de publicar.
– Temos uma evolução aqui! Você esperou!
– Acabei de apertar. Veja, já tem sete comentários! — Puxei o notebook de sua mão e sentei na poltrona. Um comentário de Sarah, que perguntava desde quando eu tinha interesse em tabaco, um de Mary, Oh, elogiando meu site! Molly! Molly deveria estar trabalhando... Vejamos! Ela riu, sabe que é Sherlock. Mycroft e um ser anônimo.
– Alguma teoria?
– Três... Ok, talvez duas.
– Tell me.
– Não posso... Nenhumas das duas podem ser comprovadas.
– Que ótimo! — Falei com sarcasmo.
– Eu sei. — Ele sorriu ironicamente.
– Vou dormir.
– Mas ainda são sete horas!
– Eu sei.
– Você não vai realmente dormir não é?
– Não mesmo.
– Aonde vai?
– Investigar e andar por Londres. Você tem a noite toda livre, convide Mary para um restaurante, sei que ela vai gostar. — Ele entregou um cartão dourado e seguiu para o quarto.Coloquei o notebook em cima da prateleira e peguei o telefone fixo em cima da mesinha de centro.
– Boa tarde...
– Boa Noite. Ela respondeu do outro lado da linha.
– Oh, é mesmo já é noite, desculpe... Sou eu John, estou incomodando?
– Não John, está tudo bem, como está?
– Bem, obrigado. — Um silêncio constrangedor pairou por dois minutos. -Então hã... Você tem planos para hoje à noite, vai sair ou algo... Não que seja da minha conta, nada disso...
– Não vou sair.
– Gostaria de me acompanhar em um restaurante? Inaugurou a pouco e muitas pessoas falam que a comida é boa...
– Claro, sem problemas.
– Que horas você pode?
– Bom, eu estou livre agora, vou me vestir e passo ai pode ser?
– Claro, é aqui perto, podemos ir andando se você quiser.
– Adoraria. Boa Noite.
– Boa noite, até... Já.
– Até. — Desliguei o telefone e coloquei na base.
– Pessoas normais são tão...
– Não me amole.
– Mas eu nem terminei de falar!
– Mas eu conheço você!
– John Watson, perdeu a cabeça para uma mulher!
– Me deixe, Sherlock! — Sorri olhando-o enquanto ele pegava o casaco e vestia rindo. — E não é qualquer mulher, é Mary.
– Está apaixonado!
– Eu mal a conheço!
– VOCÊ ESTÁ APAIXONADO! — Ele olhou com espanto para mim.
– Não estou.
– Está sim, eu conheço você, esqueceu?
– Não estou, e mesmo se estivesse, qual o problema?
– Amor é um defeito.
– Começou... Não vou discutir isso com você.
– Trocar ideias você quis dizer.
– Claro, claro. Fico pensando se você não demonstrar sentimentos e não falar que tem amor por alguém talvez tenha sido algum trauma ou rejeição.
– Não, minha infância foi ótima.
– Mycroft sempre fala que você tem orgulho de sua infância, já sua mãe sofreu bastante para lhe criar.
– Eu não precisava que ela me criasse, apenas deixei que ela pensasse que estava fazendo algo útil.
– Você ama sua mãe Sherlock?
– Ela é inteligente... Gosto de conversar com ela...
– Oh Deus.
– Bom encontro para você.
– Obrigado... Me deixaria despreocupado se você me falasse para onde vai.
– Não sei ao certo... Não se preocupe, não vou atrás de Sebastian. -Segui para o quarto, fechei a porta, entrei no banheiro e abri a tonei da banheira. A água estava quente, me ajudava a relaxar. MARY! Mary vai chegar a qualquer momento! Peguei a toalha e me enxuguei, passei correndo para o quarto e escolhi uma blusa de xadrez, um casaco azul, uma calça cinza e sapatos.
– Já vou... Não me espere acordado... — Ele sorriu.
– Não pretendo. — Sherlock desceu comigo as escadas e eu o acompanhei. — Por favor, não seja preso, não roube nada, não vá se exibir para ninguém... — Falei rapidamente.
– Não, vou. Aproveite a noite! — Sherlock sumiu na esquina.
– Good Lord.
– John? — Virei para encarar Mary. Era linda, tinha cabelos loiros que ondulavam até os ombros. Tinha um rosto amável, um sorriso muito bonito e um brilho nos grandes olhos azuis que me pareciam perfeitos.Estava usando um vestido que me parecia ser roxo, estampado. Sapatos cor azul e uma bolsa da mesma cor.
– Mary! Está muito bonita...
– Obrigada. Estava falando com alguém?
– Não, ninguém, estava te esperando.
– Então, vamos? — Andamos duas ruas e chegamos ao restaurante. Era muito bem iluminado, estava lotado, comecei a ficar nervoso.
– Boa noite senhor. — Um homem com sotaque francês estava em frente a uma mesa de madeira na entrada. — Posso ver seu cartão de reserva? Entreguei o cartão que Sherlock tinha me dado enquanto o homem checava na lista e me olhava dos pés a cabeça. Xinguei Sherlock mentalmente. Ele não me falou que o restaurante era tão refinado. — Me acompanhe Mr. Benedict. Agradeço a preferencia essa noite. O senhor tem exatamente 700 pontos acumulados. — Benedict? Sherlock deu o nome de Benedict?
– 700 pontos... Me dá direito a que? Puxei a cadeira para Mary se sentar.
– 700 pontos dão direito a comer seis pratos do nosso cardápio.
– Oh. Obrigado. — Sentei de frente para Mary, o homem imediatamente entregou o cartão de volta, chamou um garçom, colocou dois cardápios vermelhos na mesa e velas.
– John... Porque não me falou que o restaurante era tão... Tão refinado?
– Eu não sabia... Perdoe-me Mary, mas você está ótima!
– Não, eu vesti esse vestido quando sai do consultório!
– Parece ótimo para mim. Desculpe-me novamente.
– Olhe isso! — Ela pegou o cardápio e apontou para o prato mais barato. — Eu conseguiria comprar um prato desses com três meses de salário! Quem é Benedict?
– Um amigo... Ele me indicou o restaurante e deu o cartão.
– Então seu amigo é rico, não?
– Hm... Não que eu saiba, mas tem um grande potencial para ser.
– E porque não é?
– Porque não faz diferença para ele... Nada disso, ele não se importa.
– Hm...
– Gostariam de pedir algo agora? Um vinho talvez? — Um garçom loiro que mais parecia um modelo estava ao lado de Mary com um pano branco com bordados. Ajeitava as luvas e olhava para mim com superioridade. Mary olhou para mim e eu não sabia o que escolher.
– Eu... O que você me sugere? — Olhei para o garçom que tossiu algumas vezes e apontou para um vinho que eu nem conseguia pronunciar o nome.
– Esse com a sugestão do Chef.
– E para sobremesa?
– A sugestão do Chef é completa. Entrada, saladas, sobremesas...
– Ah... Obrigado.
– Boa noite. — O garçom saiu rapidamente. Tinha certeza de que estava mentalmente debochando de mim e de Mary.
– Então... Está gostando? — Olhei para Mary que estava olhando para o pano da mesa. Comecei a mexer na vela e a ficar impaciente.
– É ótimo, nunca estive em um canto assim em toda a minha vida. — Nem eu. Preciso adicionar as minhas aventuras no site.
– Então... Você postou sobre tabaco no site...
– Ah... É... Você viu... Sorri.
– Sim. -Novamente o silêncio constrangedor. Comecei a bater o pé impacientemente, eu queria que ela se divertisse, queria que se divertisse comigo e a única coisa que consigo fazer é olhar para o rosto dela e não falar nada... Talvez Sherlock tivesse razão, talvez eu realmente estivesse perdendo a cabeça.
– Então... Algum paciente legal?
– Na verdade não. — Ela sorriu. — Mas... Mrs. Stanley é uma senhora muito bondosa. Todas as quintas ela vem me deixar doces... Incrível.
– Parece divertido.
– Ela mora sozinha e desde que eu cuidei dela, nunca mais ela deixou de manter contanto. Para minha surpresa é conhecida de minha mãe... Realmente gosto muito dela. — Ela falou expressando gratidão evidente.
– Perdoe-me. — O garçom chegou com o carinho e vários pratos. Ele passou o fogo por cima de dois pratos que me pareciam ser a sobremesa e o açúcar começou a mudar de cor. — Os pedidos. — Colocou os pratos em ordem e explicou muito pausadamente como se fossemos idiotas que ele viria trocar em alguns minutos para o próximo prato. Ele se afastou levanto o carrinho enquanto eu o amaldiçoava mentalmente.
– Acho que ele pensa que somos aproveitadores ou oportunistas para estarmos aqui.
– É acho que ele não gostou muito de nós. — Pisquei e ela imediatamente sorriu, pegou o garfo e começou a comer a salada. — Eu não preciso nem te dizer que se você não gostar de algum prato nós podemos pedir outro...
– Não se preocupe, eu estou adorando.
–É mesmo?
– Hrum... É a melhor salada que já comi...
– Aqui o vinho. — O garçom voltou e colocou um pouco em cada taça.
– Obrigado.
– Como funciona o sistema de cachê aqui? — Ela perguntou e me olhou de forma que parecia ser preocupada.
– Não faço a menor ideia... Pelo menos eu pago em dinheiro e uso os duzentos que eu tenho guardado. — Comemos e falamos sobre o trabalho, depois nossos filmes, cores e músicas preferidas. Algumas vezes nós riamos tanto que as pessoas viravam para olhar se nós estávamos bem... De fato eu me diverti muito essa noite.
– Ok, esse é o melhor chocolate do mundo! Ela falou enquanto provava a sobremesa. É suíço?
– Não faço a menor ideia. — Comi lentamente a sobremesa, realmente o melhor chocolate de todos. Talvez eu passasse depois em algum canto para comprar para mim e desse um a Mary. Terminamos de comer, paguei exatamente duzentas libras esterlinas de cachê ao garçom e voltamos andando para Baker Street.
– Se você quiser eu posso te acompanhar até sua casa ou você poderia esperar na Baker Street, eu ligo e chamo um táxi.
– Ah, eu adoraria. Você mora sozinho?
– Na verdade não. — Falei calmamente enquanto dobrávamos na esquina da Baker Street.
– Mora com sua mãe?
– Não, com Mrs. Hudson, uma senhora muito bondosa... Ah! Ela faz o melhor chá do mundo! — Mary sorriu e segurou meu braço. — Mas não é só com Mrs. Hudson, eu moro com Sherlock também.
– Sherlock?
– Sim, um grande amigo.
– Conte-me sobre ele.
– É bastante inteligente e nada modesto... É bonito também e tem um gosto excêntrico, mas não é má pessoa. As pessoas acham-no estranho porque não conhecem muito bem... Ou porque realmente conhecem.
– Soa bem complexo.
– É complexo. — Sorri.
– Parece interessante.
– Ele é bastante interessante, é tipo de pessoa que você leva dias ou até anos sem se entediar, porque ele nunca se comporta como você está esperando.
– Ele é o cara que você estava falando que poderia ser rico, mas não faz questão?
– Isso.
– Porque ele usou o nome Benedict?
– Não sei... Eu te falei que era excêntrico. — Mary riu por uns cinco minutos, atravessamos a rua, eu estava ficando cada vez mais com frio.
– Se tivermos sorte talvez Mrs. Hudson tenha feito chá para nós.
– Ah, isso parece bem cativante.
– Pois é... Em geral Sherlock é bem calmo. — Minha chave de casa caiu em uma poça de água. Me abaixei para pegar enquanto Mary continuava a segurar meu braço. — Uma pessoa excelente de se viver, apesar do comportamento diferente, ele nunca faz nada imprudente... OH MEU DEUS, SHERLOCK! — Larguei o braço de Mary, ela estava com as mãos cobrindo a boca e sua expressão era de choque. Sherlock estava ensanguentado e quase não se sustentava no chão. Fiz uma rápida analise enquanto colocava meu braço ao redor dele e entregava a Mary à chave para ela abrir a porta e eu sustentar o peso de Sherlock. Parecia que tinha levado uma surra, era tanto sangue que me lembrava do dia em que ele morreu.
– John! — Mary gritou desesperadamente enquanto eu puxei Sherlock pelas escadas.
– Feche a porta e me ajude aqui... — Ela trancou a porta, colocou a chave no primeiro degrau da escada e empurrou Sherlock com toda força que tinha... Não ajudava em nada para falar a verdade. — Mrs. Hudson! MRS. HUDSON! — Gritei enquanto puxava Sherlock para sala e tentava coloca-lo no sofá. Mary ajeitou uma almofada onde eu coloquei a cabeça dele. — Mrs. Hudson!!
– O que aconteceu? — Mrs. Hudson gritou e apareceu com seu pijama lilás. — SHERLOCK! Sherlock em que você se meteu desta vez?! John ele está bem?! O que aconteceu?!
– Eu não sei! Eu topei com ele se arrastando ali em frente e... ELE DESMAIOU, MRS.HUDSON ME PASSE AQUELA MALETA DEBAIXO DA PRATELEIRA!
– Você falou que ele era calmo! — Mary berrou, abrindo a maleta e pegando algodão, remédios etc.
– Sherlock... Calmo? — Mrs. Hudson foi para cozinha esquentar água.
– Hrum Hrum... Ah... Deus, eu disse que era para ele não brigar com ninguém... Me passe um pouco daquele álcool, isso aquele Mrs. Hudson. — Fizemos todo o trabalho de limpar Sherlock do sangue, enfaixamos alguns cortes, limpamos as raladuras e eu fiquei atentamente examinando os hematomas. Em geral tudo foi bastante rápido já que Mary estava ajudando e ela também era bastante habilidosa.
– Ele sempre faz isso?! — Ela perguntou olhando para Sherlock. — Obrigada Mrs. Hudson. — Ela aceitou o chá e sentou na ponta da poltrona ao meu lado.
– Não... — Imagine se ela descobrisse que ele já tinha até forjado a própria morte. Era melhor não saber... Peguei o álcool e coloquei próximo ao nariz de Sherlock, esperei ele inalar o suficiente para acordar. Passaram-se alguns minutos e Mrs. Hudson já estava ficando angustiada. Mary explicou que era normal, algumas pessoas custavam a acordar, não precisava ela ficar assim. Tentei falar o mesmo e tentei também acalmar ela, mas minhas palavras não surtiram tanto efeito como as de Mary, talvez porque eu estivesse à beira de um ataque de nervos.
Notas finais
- Custou mas... Chegou!
- A querida Mary finalmente surgiu. =)
-Para quem está se perguntando como a Mary é, bom eu a descrevi igual como no livro Sherlock Holmes, mas minha eterna Mary sempre será a querida kelly reilly que interpretou a Mary no Sherlock Holmes o filme.
- Peço desculpas por ter maltratado nosso querido Sherly. =/
- Percebam que Mary está presente quando na parte cronológica da história quando no livro ela tinha morrido dois contos antes.
- Sofri para encontrar uma roupa para o John xD e para a Mary também, já que ela é fofinha e amável. =)
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