Would You Have Dinner With Me?

16 The detective of the funny hat would care?


Notas iniciais
-Eu falei nos reviews que se você se lembrasse que a Irene comprou uma cobertura na Lensbury Avenue, imediatamente você saberia que Sherlock estava atrás dela. ;]

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* Irene Narrando *

VOCÊ NÃO ME CONTOU! VOCÊ NÃO ME CONTOU!

– John, se acalme está tarde.

PORQUE NÃO ME CONTOU?! O QUE MAIS ESTÁ ESCONDENDO?!!

– John se acalme! Vai acordar Mrs. Hudson e ela!

EU NÃO ME IMPORTO COM ELA!

– John se acalme!

EU NÃO ACREDITO NISSO... SE ELA ESTÁ VIVA ENTÃO SANTA CLAUS EXISTE! MORIARTY! MORIARTY FAZ PARTE DO CLUB TAMBÉM?!!

– John!

Ninguém dorme nesta casa? – Tinha acordado com o barulho. Sherlock estava segurando a maçaneta da porta e John que estava muito vermelho e parecia estressado estava com o dedo apontado para o rosto de Sherlock que olhou para mim e nada falou, ficou me encarando por alguns minutos. Era incrivelmente bom ver esse rosto familiar novamente.

O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI?! – John gritou para mim exaltado enquanto eu me encolhia na cama sem entender, tentei falar, mas estava pela primeira vez com medo dele. Soltei uma lufada de ar e tratei de me explicar rapidamente.

Eu... Eu cheguei e vocês estavam na sala... Eu estou exausta e não queria atrapalhar, só precisava explicar uma coisa...

NÃO, NÃO, ME DEIXE REFORMULAR MINHA PERGUNTA. O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO VIVA?!! – Olhei para Sherlock com a boca aberta, ele nem me olhou nos olhos, não iria falar nada?

– John...

Você não contou sobre mim? Você não contou sobre nós?!

– Sobre nós o quê?! – John olhou com ódio para Sherlock.

Você não contou! – Acusei Sherlock.

– Irene está viva. – Sherlock olhou para John e mordeu o lábio inferior. Que ótimo.

– Filho da mãe!!! O que mais você está escondendo?!

– De verdade? Nada, agora você descobriu tudo. Ela está viva, é só isso.

– Há quanto tempo você sabe?!

– Não acho que vem ao caso.

Desde quando eu fui dada como morta por Mycroft, o que na verdade aconteceu foi que, Sherlock me salvou... – Torci o nariz, odiava a ideia de falar isso em voz alta, nunca fui do tipo “ a donzela em perigo”.

VOCÊ MENTIU PARA MIM! – John gritou novamente com Sherlock.

– Eu não podia falar... – Sherlock tentou acalmá-lo, mas tudo que ele falava só fazia John ficar com mais raiva.

Ele...

– Você, cale a boca! – John apontou para mim.

Não, a briga é sobre mim!

– Não, a briga é sobre as mentiras dele!

Mas ele mentiu para me defender!

– Por que não podia me contar?!

– Não havia necessidade, afinal nós nunca mais iriamos voltar a vê-la... E você e Mrs. Hudson ficavam me enchendo sobre ela!

Como é?

– O fato é que não havia necessidade e você estaria em perigo se soubesse. Somos amigos, eu só escondi de você para te proteger! – Sherlock gritou, depois se acalmou e se sentou no chão. Em sua mão estava à chave da porta. John não falou nada, mas já estava bem mais calmo. – Eu juro que não tem mais nada! – Olhei para Sherlock e franzi a sobrancelhas. Mais nada? Então eu sou nada? John dirigiu-se a sala e não voltou mais. Percebi que eu estava com as unhas cravadas no cobertor de Sherlock e mais algum movimento o resultado seria o pobre cobertor rasgado. Sherlock se levantou, trancou a porta e se sentou no mesmo lugar em que estava antes, com a chave na mão. Estava muito sério e me encarando.

O que há? Não me olhe com essa cara. – Ele bufou e apertou a chave com muita força.

– O que está fazendo aqui? – Ele falou pausadamente para mim, e agora eu percebi que ele estava com muita ruiva de mim.

Não esperava essa reação de você.

– Vá à merda.

Sherlock!

EU PROCUREI VOCÊ EM TODA A IRLANDA, EU VISITEI A CASA DE SEUS PAIS EM NEW JERSEY! PROCUREI EM TODA A INGLATERRA, EM CADA HOSPITAL, DELEGACIA PARA VER SE ALGUÉM TINHA VISTO... E QUANDO EU JÁ ESTAVA DESESPERADO O SUFICIENTE EU PROCUREI NOS NOCRETÉRIOS!

John vai escutar...

– Incrível não é, como as pessoas mudam? Porque agora eu não consigo nem olhar para seu rosto. – Ele colocou a chave no trinco, destrancou e abriu a porta.

Foi como se eu não tivesse existido?

– Não foi, é.

Eu não consegui, eu não consegui continuar com você... Desculpe...

– Não se desculpe, eu sei que não está arrependida de nada e não importa, porque não importa mais para mim, de qualquer forma. – Ele passou para a sala. Sai da cama e puxei o cobertor de Sherlock, coloquei ao redor de meu corpo e o segui pela sala. Ele estava sentado segurando café, John estava ao lado dele, dando tapinhas em uma almofada.

– O que ela quer? – John perguntou e cutucou Sherlock.

Eu ainda estou aqui. – Sentei na poltrona de frente para eles.

– Não faço a menor ideia.

Não seria mais apropriado me perguntar?

O que você quer? – Sherlock perguntou ríspido.

Primeiro, pedir desculpa pelo murro...

– Você teve algo haver com isso?! – John apontou para alguns hematomas em Sherlock. Senti um arrepio pela minha coluna.

Claro que tive, porque você acha que ele está vivo? Ele entrou em minha cobertura na Lensbury Avenue, eu estava com alguns amigos, levei um susto quando o vi... Acabei dando um murro nele e meus seguranças o colocaram para fora... Dando uma surra... Tive que intervir se não ele não sairia vivo...

– Your security sukes. – Sherlock respondeu bebendo alguns goles de café.

– Por isso você não se defendeu! Porque foi ela que lhe deu um murro! – John gritou empolgado. – A única pessoa que eu vi você apanhar feio foi dela e agora é a segunda vez! – Sorri para John.

– O maridinho dela mandou eles me matarem. – Sherlock gargalhou olhando para John que agora estava sério.

– Marido...? Irene, seu marido? Que marido? – John olhou para mim boquiaberto.

Meu marido... James.

– Você se casou?

Se ele é meu marido é meio óbvio...

– Eles têm um filho, um bebê de poucos meses. – Sherlock continuou, rindo ainda mais. Olhei para Sherlock se divertindo com tudo.

Ele tem...

– Incrível, porque não escreve um livro? A dominatrix que escapou da morte e se casou com o amor de sua vida, viveu feliz para sempre e teve um bebê.

Talvez eu escreva. – Sherlock olhou para mim e ficou sério. – Mas para eu viver feliz para sempre com o meu querido “maridinho”, como você mesmo disse, eu preciso que você resolva algo para mim.

– E porque eu faria isso? – Sherlock perguntou enquanto colocava a xícara na mesinha de centro.

Porque você não se importa comigo, porque eu estou te dando uma chance de provar e porque o caso é interessante.

– Porque ele se importaria com você? – John perguntou.

True, why the great Sherlock Holmes, the detective of the funny hat would care? Even when we slept together? — Sherlock fechou os olhos com força e apertou as têmporas. John olhou para ele e em poucos minutos começou a gargalhar e a chorar de tanto rir.

– Eu sabia que você tinha uma queda do tamanho do Niagara Falls por ela! Oh Deus, Mrs. Hudson não vai acreditar quando eu falar... Nem Molly... Nem Mycroft... Nem Lestrade...Nem Sally... Nem Anderson... God Lord... – John voltou a se engasgar na própria gargalhada.

Você aceita? – Sacudi um papel para Sherlock, ele pegou de minha mão e começou a ler.

– Então você acha que sabe algo sobre o assassino de Park Lane?

Acho que talvez eu seja a próxima vítima, ou minha família.

– Você diz sua mãe, seu pai?

Não, meu marido e meu filho. – Sherlock me encarou e apertou o papel entre os dedos, passou para John que sorriu, leu e olhou para mim.

– Nós aceitamos o caso. – Sorri e encarei Sherlock que estava sério e olhava pela janela.

Notas finais
Prometi que ia postar ainda hoje por isso não deu para escrever muita coisa.
Desculpe se tiver algum erro =/
P.s: Amo reviews do tamanho de redações *xD*
- Vim logo editar isso: Recebi alguns reviews das pessoas tristes pelo casamento de Irene, mas vale lembrar que a fic só está no meio! xD Não posso comentar mais nada, mas prometo que vou explicar direitinho em breve! Um abraço, queridos leitores!