Would You Have Dinner With Me?
17 Eu nunca te amei.
– Porque ela precisa ficar aqui?! – Sherlock estava discutindo com John na cozinha, ele gritava e John apenas sussurrava calmamente. Era óbvio que Sherlock estava contrariado com a minha presença e não me queria no apartamento.
– Porque ficará mais fácil de procurarmos o assassino se ela passar um tempo aqui. Todos os clientes passam, porque ela não pode?
– Porque não!
– Não seja tão infantil!
– Eu não sou, tenho meus motivos para não querer e moro no mesmo apartamento que você, tenho direitos também!
– Três anos fora abaixam a sua cota de direitos, Sherlock. Sejamos sensatos, nós precisamos dela aqui para resolver o caso, além do mais que ela está correndo perigo agindo normalmente lá fora.
– Então ela vai correr perigo aqui dentro?!
– Um a mais, um a menos... Você também está com problemas mesmo.
– Eu não concordo, meus problemas são totalmente diferentes!
– Irene, pode vir. – Puxei a porta de vidro que separava a cozinha da sala e me escorei na mesa olhando para os dois.
– Então?
– Você pode ficar. – John falou e sorriu.
– Não graças a mim. – Sherlock passou o braço pela minha cintura e me empurrou enquanto passava ao redor da mesa, puxou uma cadeira e pegou um saco plástico.
– Obrigada John.
– Onde ela vai dormir?
– Durmo no sofá, não tem problema.
– E seu marido e seu filho?
– Vou falar com James para ele comprar passagens para New York.
– Então está resolvido! – John parecia entusiasmado, apesar do rosto cansado.
– Vou dormir, tem certeza que vocês dois irão ficar bem?
– Isso são olhos humanos? – Sherlock mexia no saco e colocava alguns pedaços nojentos separados.
– Sim. – Ele começou a pingar substâncias de cores diferentes com vários tipos de conta-gotas.
– Boa noite Irene, se precisar de algo, peça a Sherlock.
– Não peça a mim, estou ocupado.
– Não se preocupe John. – Sorri. Ele saiu acenado e depois de um tempo, escutei o baque de sua porta batendo. Eu estava usando um suéter cinza groso com detalhes coloridos em tons de branco, vermelho e preto, um short curto jeans e estava com muito frio. – Como soube da festa?
– Hmm...?
– A festa, como soube que estava tendo uma festa na cobertura?
– Eu encontrei uma foto sua em um site, levei alguns minutos para reconhecer, você mudou desde a última vez que te vi. O cabelo está maior e parece está mais claro também... Você perdeu peso, normalmente as pessoas engordam um pouco com o casamento.
– É mesmo?... E isso é bom?
– Você está me atrapalhando.
– Hm... É para acontecer da experiência que você está fazendo inchar?
– Não...
– Então aquela obviamente está errada. – Apontei para um recipiente enchendo com material viscoso.
– Não! Não era para isso acontecer! Porque você não sai ou vai dormir?!
– A culpa não foi minha!
– SAIA! – Sherlock me encarava com o recipiente em um sua mão esquerda, estava com as bochechas vermelhas, aparentemente pela raiva.
– Fuck you. – Fechei a cara e marchei para fora da cozinha, puxei a porta de vidro, mas não queria abrir, virei para ele.
– O que é agora?
– Não quer abrir.
– Puxe com força.
– Já disse que não quer abrir.
– Fuck’s sake. – Ele se levantou, tirou as luvas de cor azul claro e puxou a porta de vidro de correr para a esquerda, mas não ouve mudança alguma. – A porta já estava fechada? – Ele falou enquanto fazia mais força e nada acontecia.
– Já. Está emperrada?
– Aparentemente. Ande, me ajude aqui, preciso me ver livre de você. – Ele fez um sinal com as mãos para eu chegar mais perto. Empurrei para a esquerda e nada aconteceu.
– Vai acabar quebrando o vidro, é melhor pararmos.
– Eu sei disso, mas entre quebrar o vidro e ficar preso com você é melhor quebrar o vidro.
– Minha presença te incomoda tanto assim?
– Você não faz nem ideia.
– Engraçado, porque antes não parecia incomodar nem um pouco.
– É... As pessoas mudam.
– Já você mudou bastante não é mesmo? – cruzei meus braços e encostei-me à parede enquanto ele colocava as mãos na própria cintura e olhava para mim. – Esse Sherlock é bem diferente do que eu conheci. – Cheguei perto dele enquanto ele continuava me encarando. – Porque está diferente só comigo?
– Não estou.
– Está sim!
– Não estou. Você está invadindo meu espaço privado. – Sherlock falou. Eu estava apenas perto dele!
– Really? – Me aproximei dele enquanto ele andava para trás e fazia a curva ao redor da mesa.
– Para.
– Por quê? O que você vai fazer? – A expressão dele vacilou e depois de alguns momentos ele puxou uma cadeira, colocou no canto da cozinha ao lado da geladeira e apontou.
– Sente aqui e me deixe trabalhar. – Ele arrodeou a mesa e puxou outra cadeira, começou a colocar alguns líquidos em outros recipientes. Atravessei a cozinha e tentei abrir a porta de vidro que dava para o corredor dos quartos. Também estava fechada. Sentei na cadeira que ele tinha apontado, estava começando a ficar impaciente, estava cansada, com sono, com fome e pior ainda, trancada com Sherlock que a cada dez minutos me olhava sorrateiramente com aquele “olhar de desaprovação”. Estava Me deixando louca. Comecei a rodar no próprio eixo da cadeira que tinha rodinhas, alguns minutos se passaram e depois já era uma hora rodando. Experimentei jogar meu peso com a cadeira para frente, que andou um pouco já que tinhas rodinhas. — Porque não para?
– Porque não chama o John?
– Porque ele está dormindo.
– Porque não grita?
– Porque ele não vai escutar e porque pode acordar Mrs. Hudson.
– Hunf. – Levantei da cadeira e abri uma pequena janela do lado da geladeira para ventilar.
– Pare de reclamar e de me atrapalhar.
– Pelo menos você tem o que fazer!
– Está vendo a geladeira? Coma tudo que tiver aí, vai levar pelo menos a madrugada toda. – Abri a geladeira amaldiçoando mentalmente o triste momento em que eu escolhi short jeans em vez de uma calça de algum tecido groso, a geladeira aberta estava me causando muito frio. Escolhi um iogurte de chocolate e fechei a geladeira. Puxei a parte de alumínio e joguei no lixo.
– Onde tem colher?
– Aqui... – Sherlock virou na cadeira e puxou uma gaveta vazia no balcão. – Ou não...
– Não sabe onde fica? Você come com os dedos?
– Costumava ficar aqui.
– Desde quando?
– Desde três anos atrás...
– Hmm. – Me escorei no balcão esperando enquanto ele procurava o lugar onde os talheres estavam guardados. — Esqueça, vou fazer chá. – Guardei o iogurte na geladeira, peguei uma xícara azul, coloquei um pouco de água para ferver e peguei uma embalagem de chá roxa. Tinha escrito gosto complexo e profundo. Coloquei junto ao leite quente na xícara e mel. Não sei por quanto tempo fiquei olhando pela pequena janela, mas a claridade já surgia e eu tinha esquecido completamente Sherlock sentado. Coloquei a xícara no balcão e virei lentamente, meu corpo estava rígido de passar tanto tempo parado. Sherlock estava debruçado sobre vários vidros e dormia equilibrando a cabeça nos braços ao lado de dois vidros com um material vermelho. Ao seu redor tinham vários vidros secos. – Completamente igual... Incrível. – Puxei alguns vidros lentamente e coloquei no balcão, ele se mexeu, mas continuou a dormir. Tirei a luva de suas mãos e ajeitei-o na cadeira. Tinha certeza que ele acordaria com o pescoço e a coluna doendo. Sentei no piso de madeira ao lado da porta do corredor para que John assim que aparecesse percebesse que estávamos presos. Encostei minha cabeça na parede, coloquei a xícara no chão e fiquei observando aos poucos a cozinha clarear e Sherlock dormir.
•••
Tinha dormido? Nem percebi, escutei um rangido e quando abri os olhos estava tudo muito claro, Sherlock empurrava a porta e John empurrava do outro lado.
– Não consigo.
– O quê?! – John gritou do outro lado.
– Eu não consigo! – Sherlock gritou. – Deve estar emperrada!
– Acho que está emperrada! – John gritou do outro lado da porta.
– Foi o que eu disse! – Sherlock gritou enquanto continuava a empurrar. Coloquei a xícara na pia e encostei-me à parede.
– Então, o que acha que vai acontecer? – Bocejei olhando para Sherlock.
– Provavelmente o vidro vai ter que ser quebrado. — Sherlock colocou as mãos na cintura e depois começou a passar os dedos pelo cabelo assanhando-o completamente. — Ah! Já sei o que é! Como sou idiota! Chute isso aqui quando eu empurrar. – Ele apontou para a ponta da porta. Ele começou a empurrar e eu chutei, nada aconteceu. – John, empurre!
– Como é?!
– Empurre!!
– Esmurre? – Chutei a porta e John se aproximou.
– Empurre!!
–Ah. – John puxou a porta e Sherlock também, chutei a ponta e então magicamente a porta se abriu.
– Ah finalmente! – Respirei fundo até a sala e abri os braços.
– Vocês estão terríveis. – John falou enquanto passava para a cozinha. Joguei-me no sofá e puxei o cobertor que eu tinha deixado ali. Sherlock pegou um pouco de café e se encostou ao lado da lareira de frente para mim.
– John, querido! Mary está subindo!
– Obrigado Mrs. Hudson! – Fiquei deitada ali observando Sherlock quando uma mulher loira apareceu na porta da sala.
– Bom dia... Como está Sherlock?
– Terrível. – Ele olhou sério para ela. Ela parecia surpresa e nervosa, quando percebeu que eu estava no compartimento levou um susto maior ainda.
– Você é...?
– Irene, prazer. – Acenei sem vontade nenhuma.
– John...?
– Aqui. – Ele apareceu com dois copos térmicos com café e entregou um para ela. – Essa é Irene. – Ele apontou para mim.
– Oi. – Acenei novamente.
– Sua irmã?
– Não. – Ele sorriu. – Preciso pegar meu casaco no quarto e então nós podemos ir.
– Certo. – Ela sorriu e se sentou na outra poltrona. Sherlock estava muito ocupado com o café e provavelmente estava ignorando a presença dela. – Então... Vocês são namorados?
– Não!
– Não! – Me ajeitei no sofá e Sherlock bebeu um longo gole de café.
– Oh, desculpe. São irmãos?
– Não. – Mary abriu a boca para perguntar mais algo.
– Não somos nada.
– Ah.
– E você?
– Eu o quê?
– É amiga do John?
– Sim. – Ela sorriu. – Me chamo Mary.
– Bonito nome.
– Obrigada. – Então um silêncio constrangedor tomou conta do aposento, tinha certeza que Sherlock estava entediado, mexia no copo e o colocava sobe a estante em vários ângulos.
– Que está fazendo?
– Estou procurando o que fazer.
– Vá dormir.
– Não estou cansado.
– Você estava dormindo na mesa da cozinha.
– E você no chão.
– Sherlock vá dormir. – John apareceu com o casaco no braço. – Bom dia a todos, nós já vamos.
– Bom dia, que horas são?
– Sete e alguma coisa.
– Hm. – John acenou e desceu as escadas, Mary com ele e então Mrs. Hudson a quem eu particularmente adorava naquele apartamento, surgiu na sala com biscoitos e suco. – Eu ainda não consegui agradecer a senhora oficialmente por ter salvado meu celular. – Ela colocou a bandeja na mesa de centro e me olhou surpresa.
– Não sabia que estava aqui, os garotos não me contaram. – Ela sorriu para Sherlock e apertou o braço dele. – Quando você sumiu, antes, ele ficou tão diferente. – Ela sorriu e olhou para ele.
– Mrs. Hudson... – Sherlock começou a falar para interrompê-la.
– Ah Sherlock! Todos viram como você ficou quando ela partiu.
– Eu não fiquei de um jeito diferente e, por favor, pare com isso! Irene, fale de seu filho e seu marido para ela!
– Que filho, que marido? – Sorri para Sherlock.
– Sherlock, pare de mentir! – Mrs. Hudson brigou com ele e me ofereceu biscoitos e suco.
– Irene!
– Não sei de nada.
– Argh! – Ele andou para a cozinha e não apareceu mais.
– Conte-me mais Mrs. Hudson. – Sorri.
– Eu adoraria, mas preciso passar na farmácia. Pode ficar de olho em Sherlock enquanto eu vou?
– Claro, sem problemas. – Ela desceu as escadas e sumiu.
– Sherlock, vá dormir. – Levantei do sofá e fui para cozinha, puxei a cadeira dele enquanto ele segurava-se na mesa e fingia que eu não estava lá.
– Saia. – Puxei o braço dele e ele nem se mexeu.
– Eu vou ficar te puxando o dia todo se for preciso.
– Ligue para seu marido. – Ele levantou e me entregou o celular. – Fale para ele comprar as passagens.
– Tinha esquecido... – Peguei o telefone, estava nervosa, disquei os números rapidamente. – James?
– Irene?! Onde você está?! Eu estava quase chamando...
– Eu estou bem, estou aqui... Hã... Pode comprar passagens para New York?
– Por quê?
– Quero Ham... Digo... Você e nosso filho protegidos.
– O que?
– Só faça... O que eu estou mandando.
– Certo, eu te amo.
– Também te amo. Diga a ele que eu o amo.
– Ele provavelmente está escutando no outro telefone.
– Ok. Se ele não estiver diga a ele. – Desliguei o telefone e entreguei a Sherlock.
– Diga a quem? – Sherlock pegou o telefone e guardou.
– A meu filho.
– Como se ele fosse entender.
– Porque não entenderia? – Perguntei franzindo as sobrancelhas.
– Ele é só... Esqueça.
– John volta que horas?
– Provavelmente só amanhã.
– Oh... Ele e Mary...?
– Ele gosta dela, me deixe trabalhar.
– Ela gosta dele?
– Gosta.
– O que acha dela?
– Eu não acho nada, quem tem que achar é John.
– Você deve achar alguma coisa.
– Acho ela lenta como a maioria das namoradas dele.
– Está sendo machista?
– Não, estou. Você não é lenta.
– Que elogio. Então ela não tem uma irmã para te apresentar?
– Porque eu iria querer conhecer a irmã dela? Não faz sentido.
– Quer conhecer o irmão?
– Irene! Porque raios eu iria querer conhecer a família dela?
– Ela não é seu tipo?
– Como assim?!
– Ela não é seu tipo?
– Não, não é!
– E qual é seu tipo? – Sorri enquanto ele me olhava sem entender.
– Eu desisto. Você conseguiu, eu vou dormir.
– Não, agora quero saber qual é seu tipo.
– Tchau Irene. – Ele seguiu para o quarto e fechou a porta. Fui para sala e me joguei no sofá. Puxei o cobertor e fechei os olhos.
•••
– Desculpe. – Abri os olhos e Mrs. Hudson segurava a bandeja. – Desculpe, o copo fez barulho quando eu peguei, não queria te acordar.
– Não tem problema. – Bocejei.
– Onde Sherlock está?
– Dormindo.
– Ah, ótimo então. Sabe que horas John volta? Já era para ele ter voltado, o horário de trabalho é só até as cinco.
– Cinco? Cinco do quê?
– Cinco da tarde.
– Ah. Já?
– Sim.
– A senhora quer ajuda? – Me levantei rapidamente.
– Não, muito obrigada. Só se você puder olhar se Sherlock está bem.
– Hã... Eu não acho boa ideia...
– É só olhar se ele está bem. – Ela piscou.
– Ok... – Andei até o quarto de Sherlock e bati na porta. – Sherlock? – Ele não respondeu. Empurrei a porta tentando fazer o mínimo de barulho possível. Estava tudo muito escuro, fechei a porta e esperei minha vista de acostumar. Sherlock estava deitado dormindo, com os cabelos todos assanhados, segurando no travesseiro com tanta força que o pano estava todo marcado. Tirei o travesseiro de seu aperto de ferro e coloquei ao lado dele. Ele se mexeu e ficou de bruços ainda dormindo. Tentei tirar alguns fios de seu rosto, mas não adiantava, ele se mexia e tudo voltava a ficar no rosto dele. Beijei a bochecha dele e abri a porta que rangeu mais ainda.
– O que você está fazendo aqui? – Sherlock murmurou se sentando na cama.
– Mrs. Hudson pediu para eu ver se você. Desculpe por ter te acordado, essa maldita porta...
– Não foi o som da porta que me acordou, o seu perfume é forte.
– Ah... Desculpe. – Como ele conseguia ser tão lindo?! – Preciso pegar umas roupas no meu apartamento, você me acompanha?
– Agora?
– Não, agora não, volte a dormir. – Ele se virou de costas para mim. – Sherlock?
– Hm?
– Nada.
– O que é?
– Nada, esquece.
– Fala.
– É só que... O que minha foto está fazendo aqui? – Passei os dedos pela imagem imprimida, era mesma do convite.
– Nada. – Ele se levantou rapidamente e pegou a foto de minhas mãos. Amassou e jogou no chão.
– Ei! Obrigada!
– Você queria a foto?
– Não, mas não precisava fazer isso!
– Tanto faz. – Ele pisou em cima da cama e se deitou.
– Como você consegue ser tão chato?! – Sentei na cama e puxei o cobertor.
– Eu não sou e saia do quarto.
– Não vou sair.
– Vai sim! – Então rápido demais ele me puxou pela cintura e me pegou nos braços, estava quase chegando à porta quando eu comecei a me mexer e a arranhar o braço dele. – Pare com isso!
– Não vou parar!
– Você é um saco!
– Você também é!
– Eu te odeio!
– Eu também te odeio! – Gritei e sai de seus braços, joguei o travesseiro com força no rosto dele. — Idiota!
– Eu sou idiota?! – Ele puxou o travesseiro e jogou em mim.
– Você é um grande idiota!!
– Eu sou idiota?! Quem sumiu não fui eu! – Peguei o travesseiro e joguei nele.
– Isso não tem nada haver!
– Claro que tem! Você estragou tudo! – Ele se ajoelhou na cama e continuou a gritar comigo.
– Eu não estraguei!
– Então o que você fez?! – Comecei a bater com as mãos fechadas em seu tórax.
– Como você pode ser tão burro?! Você não enxerga o que está na sua frente!
– Eu não enxergo?! Quem se casou não fui eu! – Ele segurou meus pulsos.
– O que James tem haver?!
– O que ele tem haver?!
– Sherlock? – Mrs. Hudson bateu na porta. Imediatamente Sherlock largou meus pulsos e eu sai da cama.
– Esse idiota está bem!
– Obrigada. – Escutei ela sair lentamente.
– Você não tem moral nenhuma para falar que eu estraguei tudo. Você não deveria nem se importar já que nunca me amou.
– Eu nunca te amei, está louca?!
– Nunca disse que amava!
– Eu disse!
– Nunca!
– Eu te amo. – Olhei para o rosto dele surpresa. Ele nunca tinha dito e só agora... Depois de tudo.
– Eu... Eu preciso das minhas roupas. Vou para o apartamento. – Sai da cama e me dirigi à porta.
– Eu levo você.
Notas finais
Tenho certeza que muita gente teve um ataque pelo título do capítulo! UAHUEHAEU xD
A foto que eles tanto falam no capítulo é essa que eu postei da Lara Pulver com cabelo grande, é uma das minhas preferidas, espero que gostem :D
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