\"\"

– Porque ela precisa ficar aqui?! – Sherlock estava discutindo com John na cozinha, ele gritava e John apenas sussurrava calmamente. Era óbvio que Sherlock estava contrariado com a minha presença e não me queria no apartamento.

– Porque ficará mais fácil de procurarmos o assassino se ela passar um tempo aqui. Todos os clientes passam, porque ela não pode?

– Porque não!

– Não seja tão infantil!

– Eu não sou, tenho meus motivos para não querer e moro no mesmo apartamento que você, tenho direitos também!

– Três anos fora abaixam a sua cota de direitos, Sherlock. Sejamos sensatos, nós precisamos dela aqui para resolver o caso, além do mais que ela está correndo perigo agindo normalmente lá fora.

– Então ela vai correr perigo aqui dentro?!

– Um a mais, um a menos... Você também está com problemas mesmo.

– Eu não concordo, meus problemas são totalmente diferentes!

– Irene, pode vir. – Puxei a porta de vidro que separava a cozinha da sala e me escorei na mesa olhando para os dois.

Então?

Você pode ficar. – John falou e sorriu.

– Não graças a mim. – Sherlock passou o braço pela minha cintura e me empurrou enquanto passava ao redor da mesa, puxou uma cadeira e pegou um saco plástico.

Obrigada John.

– Onde ela vai dormir?

Durmo no sofá, não tem problema.

E seu marido e seu filho?

Vou falar com James para ele comprar passagens para New York.

– Então está resolvido! – John parecia entusiasmado, apesar do rosto cansado.

– Vou dormir, tem certeza que vocês dois irão ficar bem?

Isso são olhos humanos? – Sherlock mexia no saco e colocava alguns pedaços nojentos separados.

– Sim. – Ele começou a pingar substâncias de cores diferentes com vários tipos de conta-gotas.

– Boa noite Irene, se precisar de algo, peça a Sherlock.

– Não peça a mim, estou ocupado.

– Não se preocupe John. – Sorri. Ele saiu acenado e depois de um tempo, escutei o baque de sua porta batendo. Eu estava usando um suéter cinza groso com detalhes coloridos em tons de branco, vermelho e preto, um short curto jeans e estava com muito frio. – Como soube da festa?

– Hmm...?

A festa, como soube que estava tendo uma festa na cobertura?

– Eu encontrei uma foto sua em um site, levei alguns minutos para reconhecer, você mudou desde a última vez que te vi. O cabelo está maior e parece está mais claro também... Você perdeu peso, normalmente as pessoas engordam um pouco com o casamento.

É mesmo?... E isso é bom?

– Você está me atrapalhando.

Hm... É para acontecer da experiência que você está fazendo inchar?

– Não...

Então aquela obviamente está errada. – Apontei para um recipiente enchendo com material viscoso.

– Não! Não era para isso acontecer! Porque você não sai ou vai dormir?!

A culpa não foi minha!

– SAIA! – Sherlock me encarava com o recipiente em um sua mão esquerda, estava com as bochechas vermelhas, aparentemente pela raiva.

Fuck you. – Fechei a cara e marchei para fora da cozinha, puxei a porta de vidro, mas não queria abrir, virei para ele.

– O que é agora?

Não quer abrir.

– Puxe com força.

Já disse que não quer abrir.

– Fuck’s sake. – Ele se levantou, tirou as luvas de cor azul claro e puxou a porta de vidro de correr para a esquerda, mas não ouve mudança alguma. – A porta já estava fechada? – Ele falou enquanto fazia mais força e nada acontecia.

Já. Está emperrada?

– Aparentemente. Ande, me ajude aqui, preciso me ver livre de você. – Ele fez um sinal com as mãos para eu chegar mais perto. Empurrei para a esquerda e nada aconteceu.

Vai acabar quebrando o vidro, é melhor pararmos.

– Eu sei disso, mas entre quebrar o vidro e ficar preso com você é melhor quebrar o vidro.

Minha presença te incomoda tanto assim?

– Você não faz nem ideia.

Engraçado, porque antes não parecia incomodar nem um pouco.

– É... As pessoas mudam.

Já você mudou bastante não é mesmo? – cruzei meus braços e encostei-me à parede enquanto ele colocava as mãos na própria cintura e olhava para mim. – Esse Sherlock é bem diferente do que eu conheci. – Cheguei perto dele enquanto ele continuava me encarando. – Porque está diferente só comigo?

– Não estou.

Está sim!

– Não estou. Você está invadindo meu espaço privado. – Sherlock falou. Eu estava apenas perto dele!

Really? – Me aproximei dele enquanto ele andava para trás e fazia a curva ao redor da mesa.

– Para.

Por quê? O que você vai fazer? – A expressão dele vacilou e depois de alguns momentos ele puxou uma cadeira, colocou no canto da cozinha ao lado da geladeira e apontou.

– Sente aqui e me deixe trabalhar. – Ele arrodeou a mesa e puxou outra cadeira, começou a colocar alguns líquidos em outros recipientes. Atravessei a cozinha e tentei abrir a porta de vidro que dava para o corredor dos quartos. Também estava fechada. Sentei na cadeira que ele tinha apontado, estava começando a ficar impaciente, estava cansada, com sono, com fome e pior ainda, trancada com Sherlock que a cada dez minutos me olhava sorrateiramente com aquele “olhar de desaprovação”. Estava Me deixando louca. Comecei a rodar no próprio eixo da cadeira que tinha rodinhas, alguns minutos se passaram e depois já era uma hora rodando. Experimentei jogar meu peso com a cadeira para frente, que andou um pouco já que tinhas rodinhas. — Porque não para?

Porque não chama o John?

– Porque ele está dormindo.

Porque não grita?

– Porque ele não vai escutar e porque pode acordar Mrs. Hudson.

Hunf. – Levantei da cadeira e abri uma pequena janela do lado da geladeira para ventilar.

– Pare de reclamar e de me atrapalhar.

Pelo menos você tem o que fazer!

– Está vendo a geladeira? Coma tudo que tiver aí, vai levar pelo menos a madrugada toda. – Abri a geladeira amaldiçoando mentalmente o triste momento em que eu escolhi short jeans em vez de uma calça de algum tecido groso, a geladeira aberta estava me causando muito frio. Escolhi um iogurte de chocolate e fechei a geladeira. Puxei a parte de alumínio e joguei no lixo.

( ROUPA DA IRENE )

Onde tem colher?

– Aqui... – Sherlock virou na cadeira e puxou uma gaveta vazia no balcão. – Ou não...

Não sabe onde fica? Você come com os dedos?

– Costumava ficar aqui.

Desde quando?

– Desde três anos atrás...

Hmm. – Me escorei no balcão esperando enquanto ele procurava o lugar onde os talheres estavam guardados. — Esqueça, vou fazer chá. – Guardei o iogurte na geladeira, peguei uma xícara azul, coloquei um pouco de água para ferver e peguei uma embalagem de chá roxa. Tinha escrito gosto complexo e profundo. Coloquei junto ao leite quente na xícara e mel. Não sei por quanto tempo fiquei olhando pela pequena janela, mas a claridade já surgia e eu tinha esquecido completamente Sherlock sentado. Coloquei a xícara no balcão e virei lentamente, meu corpo estava rígido de passar tanto tempo parado. Sherlock estava debruçado sobre vários vidros e dormia equilibrando a cabeça nos braços ao lado de dois vidros com um material vermelho. Ao seu redor tinham vários vidros secos. – Completamente igual... Incrível. – Puxei alguns vidros lentamente e coloquei no balcão, ele se mexeu, mas continuou a dormir. Tirei a luva de suas mãos e ajeitei-o na cadeira. Tinha certeza que ele acordaria com o pescoço e a coluna doendo. Sentei no piso de madeira ao lado da porta do corredor para que John assim que aparecesse percebesse que estávamos presos. Encostei minha cabeça na parede, coloquei a xícara no chão e fiquei observando aos poucos a cozinha clarear e Sherlock dormir.

•••

Tinha dormido? Nem percebi, escutei um rangido e quando abri os olhos estava tudo muito claro, Sherlock empurrava a porta e John empurrava do outro lado.

– Não consigo.

– O quê?! – John gritou do outro lado.

– Eu não consigo! – Sherlock gritou. – Deve estar emperrada!

– Acho que está emperrada! – John gritou do outro lado da porta.

– Foi o que eu disse! – Sherlock gritou enquanto continuava a empurrar. Coloquei a xícara na pia e encostei-me à parede.

Então, o que acha que vai acontecer? – Bocejei olhando para Sherlock.

– Provavelmente o vidro vai ter que ser quebrado. — Sherlock colocou as mãos na cintura e depois começou a passar os dedos pelo cabelo assanhando-o completamente. — Ah! Já sei o que é! Como sou idiota! Chute isso aqui quando eu empurrar. – Ele apontou para a ponta da porta. Ele começou a empurrar e eu chutei, nada aconteceu. – John, empurre!

– Como é?!

– Empurre!!

– Esmurre? – Chutei a porta e John se aproximou.

Empurre!!

–Ah. – John puxou a porta e Sherlock também, chutei a ponta e então magicamente a porta se abriu.

Ah finalmente! – Respirei fundo até a sala e abri os braços.

– Vocês estão terríveis. – John falou enquanto passava para a cozinha. Joguei-me no sofá e puxei o cobertor que eu tinha deixado ali. Sherlock pegou um pouco de café e se encostou ao lado da lareira de frente para mim.

– John, querido! Mary está subindo!

– Obrigado Mrs. Hudson! – Fiquei deitada ali observando Sherlock quando uma mulher loira apareceu na porta da sala.

– Bom dia... Como está Sherlock?

– Terrível. – Ele olhou sério para ela. Ela parecia surpresa e nervosa, quando percebeu que eu estava no compartimento levou um susto maior ainda.

– Você é...?

Irene, prazer. – Acenei sem vontade nenhuma.

– John...?

– Aqui. – Ele apareceu com dois copos térmicos com café e entregou um para ela. – Essa é Irene. – Ele apontou para mim.

Oi. – Acenei novamente.

– Sua irmã?

– Não. – Ele sorriu. – Preciso pegar meu casaco no quarto e então nós podemos ir.

– Certo. – Ela sorriu e se sentou na outra poltrona. Sherlock estava muito ocupado com o café e provavelmente estava ignorando a presença dela. – Então... Vocês são namorados?

– Não!

Não! – Me ajeitei no sofá e Sherlock bebeu um longo gole de café.

– Oh, desculpe. São irmãos?

– Não. – Mary abriu a boca para perguntar mais algo.

Não somos nada.

Ah.

E você?

– Eu o quê?

É amiga do John?

– Sim. – Ela sorriu. – Me chamo Mary.

Bonito nome.

– Obrigada. – Então um silêncio constrangedor tomou conta do aposento, tinha certeza que Sherlock estava entediado, mexia no copo e o colocava sobe a estante em vários ângulos.

Que está fazendo?

– Estou procurando o que fazer.

Vá dormir.

– Não estou cansado.

Você estava dormindo na mesa da cozinha.

– E você no chão.

– Sherlock vá dormir. – John apareceu com o casaco no braço. – Bom dia a todos, nós já vamos.

Bom dia, que horas são?

– Sete e alguma coisa.

Hm. – John acenou e desceu as escadas, Mary com ele e então Mrs. Hudson a quem eu particularmente adorava naquele apartamento, surgiu na sala com biscoitos e suco. – Eu ainda não consegui agradecer a senhora oficialmente por ter salvado meu celular. – Ela colocou a bandeja na mesa de centro e me olhou surpresa.

– Não sabia que estava aqui, os garotos não me contaram. – Ela sorriu para Sherlock e apertou o braço dele. – Quando você sumiu, antes, ele ficou tão diferente. – Ela sorriu e olhou para ele.

– Mrs. Hudson... – Sherlock começou a falar para interrompê-la.

– Ah Sherlock! Todos viram como você ficou quando ela partiu.

– Eu não fiquei de um jeito diferente e, por favor, pare com isso! Irene, fale de seu filho e seu marido para ela!

Que filho, que marido? – Sorri para Sherlock.

– Sherlock, pare de mentir! – Mrs. Hudson brigou com ele e me ofereceu biscoitos e suco.

– Irene!

Não sei de nada.

– Argh! – Ele andou para a cozinha e não apareceu mais.

Conte-me mais Mrs. Hudson. – Sorri.

– Eu adoraria, mas preciso passar na farmácia. Pode ficar de olho em Sherlock enquanto eu vou?

Claro, sem problemas. – Ela desceu as escadas e sumiu.

– Sherlock, vá dormir. – Levantei do sofá e fui para cozinha, puxei a cadeira dele enquanto ele segurava-se na mesa e fingia que eu não estava lá.

– Saia. – Puxei o braço dele e ele nem se mexeu.

Eu vou ficar te puxando o dia todo se for preciso.

– Ligue para seu marido. – Ele levantou e me entregou o celular. – Fale para ele comprar as passagens.

Tinha esquecido... – Peguei o telefone, estava nervosa, disquei os números rapidamente. – James?

– Irene?! Onde você está?! Eu estava quase chamando...

– Eu estou bem, estou aqui... Hã... Pode comprar passagens para New York?

Por quê?

Quero Ham... Digo... Você e nosso filho protegidos.

– O que?

Só faça... O que eu estou mandando.

– Certo, eu te amo.

Também te amo. Diga a ele que eu o amo.

Ele provavelmente está escutando no outro telefone.

Ok. Se ele não estiver diga a ele. – Desliguei o telefone e entreguei a Sherlock.

– Diga a quem? – Sherlock pegou o telefone e guardou.

A meu filho.

– Como se ele fosse entender.

Porque não entenderia? – Perguntei franzindo as sobrancelhas.

– Ele é só... Esqueça.

John volta que horas?

– Provavelmente só amanhã.

Oh... Ele e Mary...?

– Ele gosta dela, me deixe trabalhar.

Ela gosta dele?

– Gosta.

O que acha dela?

– Eu não acho nada, quem tem que achar é John.

– Você deve achar alguma coisa.

– Acho ela lenta como a maioria das namoradas dele.

Está sendo machista?

– Não, estou. Você não é lenta.

Que elogio. Então ela não tem uma irmã para te apresentar?

– Porque eu iria querer conhecer a irmã dela? Não faz sentido.

Quer conhecer o irmão?

– Irene! Porque raios eu iria querer conhecer a família dela?

Ela não é seu tipo?

– Como assim?!

Ela não é seu tipo?

– Não, não é!

– E qual é seu tipo? – Sorri enquanto ele me olhava sem entender.

– Eu desisto. Você conseguiu, eu vou dormir.

Não, agora quero saber qual é seu tipo.

– Tchau Irene. – Ele seguiu para o quarto e fechou a porta. Fui para sala e me joguei no sofá. Puxei o cobertor e fechei os olhos.

•••

– Desculpe. – Abri os olhos e Mrs. Hudson segurava a bandeja. – Desculpe, o copo fez barulho quando eu peguei, não queria te acordar.

Não tem problema. – Bocejei.

– Onde Sherlock está?

Dormindo.

– Ah, ótimo então. Sabe que horas John volta? Já era para ele ter voltado, o horário de trabalho é só até as cinco.

Cinco? Cinco do quê?

– Cinco da tarde.

Ah. Já?

– Sim.

A senhora quer ajuda? – Me levantei rapidamente.

– Não, muito obrigada. Só se você puder olhar se Sherlock está bem.

Hã... Eu não acho boa ideia...

– É só olhar se ele está bem. – Ela piscou.

Ok... – Andei até o quarto de Sherlock e bati na porta. – Sherlock? – Ele não respondeu. Empurrei a porta tentando fazer o mínimo de barulho possível. Estava tudo muito escuro, fechei a porta e esperei minha vista de acostumar. Sherlock estava deitado dormindo, com os cabelos todos assanhados, segurando no travesseiro com tanta força que o pano estava todo marcado. Tirei o travesseiro de seu aperto de ferro e coloquei ao lado dele. Ele se mexeu e ficou de bruços ainda dormindo. Tentei tirar alguns fios de seu rosto, mas não adiantava, ele se mexia e tudo voltava a ficar no rosto dele. Beijei a bochecha dele e abri a porta que rangeu mais ainda.

– O que você está fazendo aqui? – Sherlock murmurou se sentando na cama.

Mrs. Hudson pediu para eu ver se você. Desculpe por ter te acordado, essa maldita porta...

Não foi o som da porta que me acordou, o seu perfume é forte.

Ah... Desculpe. – Como ele conseguia ser tão lindo?! – Preciso pegar umas roupas no meu apartamento, você me acompanha?

– Agora?

Não, agora não, volte a dormir. – Ele se virou de costas para mim. – Sherlock?

– Hm?

Nada.

– O que é?

Nada, esquece.

– Fala.

É só que... O que minha foto está fazendo aqui? – Passei os dedos pela imagem imprimida, era mesma do convite.

– Nada. – Ele se levantou rapidamente e pegou a foto de minhas mãos. Amassou e jogou no chão.

Ei! Obrigada!

– Você queria a foto?

Não, mas não precisava fazer isso!

– Tanto faz. – Ele pisou em cima da cama e se deitou.

Como você consegue ser tão chato?! – Sentei na cama e puxei o cobertor.

– Eu não sou e saia do quarto.

– Não vou sair.

– Vai sim! – Então rápido demais ele me puxou pela cintura e me pegou nos braços, estava quase chegando à porta quando eu comecei a me mexer e a arranhar o braço dele. – Pare com isso!

Não vou parar!

– Você é um saco!

Você também é!

– Eu te odeio!

Eu também te odeio! – Gritei e sai de seus braços, joguei o travesseiro com força no rosto dele. — Idiota!

– Eu sou idiota?! – Ele puxou o travesseiro e jogou em mim.

Você é um grande idiota!!

– Eu sou idiota?! Quem sumiu não fui eu! – Peguei o travesseiro e joguei nele.

Isso não tem nada haver!

– Claro que tem! Você estragou tudo! – Ele se ajoelhou na cama e continuou a gritar comigo.

Eu não estraguei!

– Então o que você fez?! – Comecei a bater com as mãos fechadas em seu tórax.

Como você pode ser tão burro?! Você não enxerga o que está na sua frente!

– Eu não enxergo?! Quem se casou não fui eu! – Ele segurou meus pulsos.

O que James tem haver?!

– O que ele tem haver?!

– Sherlock? – Mrs. Hudson bateu na porta. Imediatamente Sherlock largou meus pulsos e eu sai da cama.

– Esse idiota está bem!

– Obrigada. – Escutei ela sair lentamente.

Você não tem moral nenhuma para falar que eu estraguei tudo. Você não deveria nem se importar já que nunca me amou.

Eu nunca te amei, está louca?!

Nunca disse que amava!

– Eu disse!

Nunca!

– Eu te amo. – Olhei para o rosto dele surpresa. Ele nunca tinha dito e só agora... Depois de tudo.

Eu... Eu preciso das minhas roupas. Vou para o apartamento. – Sai da cama e me dirigi à porta.

– Eu levo você.

Notas finais
Desculpe se tiver algum erro, o capítulo é enorme.
Tenho certeza que muita gente teve um ataque pelo título do capítulo! UAHUEHAEU xD
A foto que eles tanto falam no capítulo é essa que eu postei da Lara Pulver com cabelo grande, é uma das minhas preferidas, espero que gostem :D