Would You Have Dinner With Me?
18 Have you lost your mind?!
– Eu levo você.
– Ok...
Sai do quarto e me dirigi à sala, Mrs. Hudson estava sentada no sofá assistindo TV. Quando me viu, sorriu generosamente e continuou assistindo um programa sobre gastronomia. Sentei ao lado dela esperando por Sherlock. Ocorreu-me que ela poderia estar pensando algo errado sobre mim e ele.
– Sherlock é difícil não é mesmo?
– Hm...?
– Sherlock não consegue entender os sentimentos das pessoas e acaba machucando-as... A verdade é que ele também machuca as pessoas quando não consegue entender os próprios sentimentos. – Ela tinha escutando, ela tinha escutando nossa briga era estranho estar ouvindo-a falar sobre ele, ou talvez sobre nós.
– Mrs. Hudson. – Sherlock apareceu na sala com um casaco azul semelhante ao que eu tinha comprado três anos atrás. – Vou sair e volto logo, se John voltar, o que eu acho bastante improvável, diga que levei Irene ao apartamento dela.
– Você já vai embora? – Ela me olhou surpresa.
– Não, preciso pegar algumas roupas. – Apontei para meu short e meu suéter.
– Oh, certo. Você sabe onde John está Sherlock?
– Não... Deve estar com Mary.
– Sinceramente não tem necessidade de você ir, eu pego o táxi sem problemas.
– Não, John disse que você estava com problemas, eu acho que é melhor você não andar sozinha.
– Ok. – Desci as escadas atrás de Sherlock, esperamos o táxi na calçada, todos que passavam olhavam para Sherlock gloriosamente muito bem vestido e eu, apenas de shorts jeans e suéter.
Era verdade, eu não tinha habilidades nenhumas quando se tratava de chamar táxis. Aparentemente eles me ignoravam, sempre era assim, mas quando Sherlock estendeu a mão do nada surgiram dois. Entramos no táxi e Sherlock falou o endereço, ainda continuava a me assustar essas pequenas coisas que envolviam sua eterna memória de lembrar-se de tudo que lhe era conveniente. Tinha falado o endereço uma vez, no hotel, pouco tempo depois de ter encontrado com ele... Três anos atrás.
– Então, o que te fez descer dos saltos?
– Hã?
– Está sem saltos. – Ele apontou para meu Oxford que eu tinha calçado como a primeira coisa que eu tinha visto para chegar rapidamente na Baker Street.
– Ah é, estava sem tempo, peguei a primeira coisa que vi. São bonitos?
– Sim.
– James que escolheu... – Ele olhou para mim com a sua expressão voltando a de tédio novamente. Passaram-se alguns minutos e comecei a mexer no vidro, o taxista não gostou, ficava fazendo barulhos de descontentamento e Sherlock não ligava, estava absorto no celular. – Que está fazendo?
– Estou vendo se John vai custar, mandei uma mensagem e ele não respondeu. São sete horas.
– Se ele está com Mary, acho que vai voltar só amanhã.
– É provável, chegamos. – Pagamos o taxista e entramos no apartamento. Passei pela recepção e acenei para um funcionário atrás do balcão.
– Boa noite Mrs.
– Boa noite.
– Mrs.?
– Eu sou casada, lembra? – Sorri e rodei a aliança no dedo. Chegamos ao elevador, cliquei no botão mais alto e esperei a porta fechar.
– Como funciona aqui, quantos apartamentos por andar?
– São dois apartamentos por andar, menos a cobertura, a cobertura é maior e é só ela. – O elevador parou no andar e eu tirei o cartão e passei no leitor ao lado do botão. A porta abriu e entramos pela recepção. Observei Sherlock olhando parar cada centímetro de todo o lugar, ele me seguia com a diferença de alguns passos até ficar parado olhando para o tapete quando entramos na sala.
– Tem marca de corante verde no seu tapete. – Ele apontou. — Obviamente alguém tentou esconder com algum produto, mas ainda sobrou um pouco na ponta.
– Eu disse que não era para ele usar corante de verdade e disse que não era parar fazer nada disso no tapete. Isso sai? – Sherlock se abaixou e passou o dedo pela mancha.
– Hm... Depende... Acho que sai...
– Depende do quê?
– Do que você está disposta para que isso saia.
– Sai ou não?
– Se você cortar essa parte tenho certeza que sai. – Ele sorriu e sentou no sofá.
– Isso é tão frustrante, eu amo esse tapete... Vou pegar minhas roupas, pode ficar aqui sem manchar e nem quebrar nada?
– Vou fazer meu máximo.
– Obrigada. – Andei rapidamente até o quarto, Coloquei várias roupas em uma mala, além de produtos de higiene. Estava passando para o closet quando peguei o papel em cima da lareira acesa. “Terceira Parte – Queime.” Atirei o papel no fogo da lareira e comecei a me vestir. Tinha escolhido uma saia e uma blusa azul e sapatos pretos. Soltei o cabelo e sai do quarto, puxando a mala. – Sherlock...? – Andei até a sala e encontrei-o deitado no sofá olhando para o teto.
– A foto foi tirada ali fora, perto da piscina não foi?
– Foi...
– Você tem um bonito apartamento, foi James que escolheu também? – Ele sorriu maldosamente.
– Não e você sabe disso, porque eu já tinha lhe contado.
– Tem um bom espaço para seu filho brincar não é mesmo?
– Espaço até demais, muitas vezes ele se esconde nos corredores e leva o dia inteiro para achar. – Sorri com a lembrança.
– Hmm... Está com fome?
– Acho que sim.
– Se você quiser, podemos jantar no J Sheekey...
– Dizem que a comida é ótima.
– James nunca te levou?
– Dá para parar?
– Parar com o quê? Não estou fazendo nada.
– Argh. – Fechei a porta e entrei no elevador, Sherlock me seguiu calmamente o que me fazia ficar com mais raiva. Conseguimos um táxi facilmente então fizemos uma parada na Baker Street para guardar minha mala e então seguimos para o restaurante.
– Covert Garden. – Sherlock sorriu e segurou a porta do táxi. Sai rapidamente olhando para o restaurante. Assim que entramos uma senhora apareceu e gentilmente Sherlock entregou um cartão. Alguns minutos depois estávamos sentados no bar porque Sherlock tinha pedido para eu escolher.
– Você não vai beber de novo, não é?
– Não, dessa fez não. – Ele sorriu. A especialidade do J Sheekey são frutos do mar com champanhe, mas pedidos suco. Eu escolhi camarão e Sherlock acabou que não queria nada, pediu apenas suco. Quando a comida chegou, ele passou o resto da noite me perguntando sobre coisas que ele achava importante sobre mim, estava me divertindo com a cara dele em algumas respostas que eu falava. Terminamos e seguimos para a Baker Street, Mrs. Hudson já estava de pijama e abriu a porta para nós.
– Boa noite. – Ela sorriu.
– John voltou? – Sherlock puxou minha mala pela escada enquanto eu fechava a porta e acompanhava ele e Mrs. Hudson.
– Não, ainda não. – Chegamos à sala, coloquei minha mala no canto do sofá e peguei alguns produtos de higiene. – Boa noite. – Mrs. Hudson sorriu, desceu as escadas e alguns minutos depois desligou a luz. Sherlock seguiu para o quarto.
– Sherlock? – Bati na porta.
– O que você quer?
– Usar seu banheiro. – Ele abriu a porta, mas não me deixou passar.
– Porque não usa o do John?
– Porque eu nunca entrei no quarto do John e porque ele pode não gostar.
– Certo, mas eu posso não gostar de você estar no meu banheiro, não conta?
– Hm... Não. – Passei por baixo de seu braço que estava escorado na porta, entrei no quarto e depois no banheiro, fechei a porta.
– Já acabou?
– Não fique me apressando.
– Quero dormir.
– Pode dormir, eu sei sair do quarto. – Falei enquanto colocava a nécessaire em cima da bancada da pia.
– Quero dormir em paz.
– Durma, eu não ligo. Se o problema é ver você dormindo, já passamos a muito tempo da fase de só dormir. – Despi-me. – Você não tem uma câmera ou algo do gênero aqui, não é?
– Porque eu teria uma câmera no banheiro?
– Não sei, mas não custa checar. – Sorri enquanto ajeitava o cabelo em frente ao espelho.
– Você está custando. – Ele bateu na porta.
– Não estou. – Abri a torneira da banheira, sentei na borda esperando a água esquentar.
– Você está. Eu conheço você. – Deslizei para sentar na banheira. Fechei a torneira.
– Sherlock.
– O quê?
– Pode vir aqui?
– O que você quer?
– Só precisa vir na porta.
– Você está coberta?
– Estou. – Menti e continuei tomando banho. Alguns minutos e ele apareceu na porta, assim que o vi, joguei água nele.
– O que está fazendo?!
– Você disse que eu não estava tomando banho!
– Você não precisava me molhar... Você disse que estava coberta.
– Ah, por favor, não é a primeira vez que você me vê assim.– Puxei a tampa do ralo para água escorrer e me levantei. – Me dê essa toalha, por favor.
– Fuck’s sake. – Ele fez cara feia e atirou a toalha em mim.
– Muito obrigada. – Peguei a toalha e enrolei em meu corpo. Ele já tinha voltado para o quarto. Escovei os dentes e passei os dedos pelo cabelo. Guardei minhas roupas e procurei meu pijama. Que ótimo. Vesti a calcinha e continuei com a toalha ao redor do corpo. Passei para o quarto, Sherlock estava deitado de bruços olhando para algo no computador. Abri seu guarda-roupa e comecei a mexer em suas roupas.
– Que está fazendo?
– Procurando um pijama.
– Argh.
– Porque você tem uma roupa de policial aqui?
– Porque é um dos meus disfarces. Não toque em nada.
– Hmm. – Puxei uma blusa do conjunto de pijamas dele. Voltei para o banheiro e vesti a blusa. Ficava maior em mim e as mangas também. Enxuguei meu cabelo e voltei para o quarto. Deitei ao lado de Sherlock e beijei sua bochecha.
– Não precisa ser tão carrancudo.
– Não sou. – Ele se sentou, puxou um travesseiro e continuou a ler algo no computador. Abracei sua cintura e beijei sua bochecha novamente.- Você não deveria pegar o pijama dos outros.
– Você quer que eu tire? – Sorri maldosamente e levantei uma sobrancelha. Tirei um botão e na mesma hora ele soltou uma lufada de ar.
–Não, só quero que não pegue o meu pijama, depois Mrs. Hudson vai perguntar por que ele está com o seu cheiro.
– Oh sim, ela ainda meche em seu guarda-roupa atrás de drogas?
– Eu não uso mais.
– E eu acredito... Good Night sweetheart. – Puxei o cobertor e deitei ao seu lado. Ele continuava sentado mexendo no computador. Uma vez ou outra eu conseguia escutar o barulho dele mexendo nas teclas.
– Você sabe, mesmo que agora seja diferente, antes tinha dado errado. Por um breve momento tinha dado errado.
– O quê?
– Minha tarefa de pegar seu celular sem me envolver e sua tarefa de me fazer acreditar que eu era especial para você.
– De fato, era para apenas eu fingir que você era especial, mas você realmente era... Ainda é, mas de um jeito diferente. – Sorri. Então ele deitou-se ao meu lado, abracei-o e fiquei sem me mover apenas olhando em seus olhos azuis.
– Seu cheiro está em todo o quarto.
– Desculpe. O quarto é seu, se quiser eu volto para o sofá.
– Não... – Ele disse suavemente enquanto beijava meu pescoço. Seus dedos acompanhavam o formato de minha coluna. Senti queimar onde sua boca e seus dedos estavam, precisava afastar, precisava de espaço, precisava parar.
– Sher– Ele me beijou, antes que eu pudesse falar. Eu não conseguia me mover e nem respirar. Abri os botões de sua blusa e beijei seu pescoço. Meu corpo estava ficando mais quente. Senti seus braços ao redor de minha cintura. Empurrei-o para longe. – O que você está fazendo?!
– Tentando encontrar ordem no caos e entender você!
– Me entender? O que você está falando?
– Você me beijou há segundos atrás! — Ele segurou meus pulsos e me beijou novamente.
– Pare com isso! Você que me beijou!
– Mas você também me beijou.
– Não importa, eu estou pedindo para parar!
– Importa, porque está casada com James?
– EU AMO JAMES!
– Veremos. – Ele segurou meus pulsos novamente e me empresou na cama. Beijou-me novamente, queria bater nele ou algo do tipo, queria que ele sentisse dor , assim como eu sentido, mas a minha não era física. Mordi seus lábios, depois beijei seu pescoço. Senti-o puxar minha calcinha depois separar minhas pernas e morder minha coxa. Eu estava gritando pelo quarto quando ele fechou minhas pernas ao redor de seu rosto beijando-me intimamente daquela forma, eu estava perdendo o controle, e eu o queria, eu sou casada, eu quero, quero para mim, desesperadamente. Soava doentio.
– Oh Sher- , Ohh.– Aranhei suas costas na esperança que ele parasse, mas parecia um convite a continuar, rapidamente os meus gemidos ficaram mais altos quando ele puxou mais minha cintura e me imprensou ainda mais na cama. Puxei o cobertor e chutei seu ombro até ele cair no piso.
– Have you losted your mind?!
– Estava checando algo.
– Da próxima vez cheque algo sem ser com a sua boca! Eu me casei seu idiota! — Ele se levantou e sentou-se ao meu lado na cama. Bati em seu tórax com força.
– É bom ver que eu ainda consigo fazer você me odiar. — Disse ele, passando os dedos pelo meu cabelo. Não deixava de me olhar, quando a última coisa que eu queria era seus olhos procurando os meus.
– Argh. — Sai da cama e segui para a cozinha. Sherlock apareceu na porta, estava com os cabelos assanhados e o rosto corado.
– O que diabos?! — Me assustei com John na cozinha olhando para nós.
– Não aconteceu nada! — Sentei na bancada encarando Sherlock.
– Porque você está usando o pijama do Sherlock?!
– Porque me esqueci do meu.
– Sherlock, porque você está vermelho?
– Estava matando uma aranha no banheiro.
– Sei... Irene, se você quiser pode dormir em meu quarto, eu durmo no sofá.
– Não, tudo bem.– Segui para sala e puxei o cobertor que estava no sofá. — Boa noite... — John desligou a luz e seguiu para o corredor. Consegui ouvir a voz dele e de Sherlock por alguns minutos até tudo ficar muito escuro. Esperei minha vista de acostumar com a escuridão. Estava começando a sentir vontade de minha cama, meu quarto e meu precioso. Apertei os olhos e me concentrei no silêncio.
Notas finais
Morrendo de sono aqui, mas queria postar ainda hoje.
Ok, eu vou explicar:
-Fiquei com saudade de Irene e Sherlock por isso coloquei eles dois juntos ai. :D
- A Irene está toda hora falando de James, mas tem uma parte que ela fala que ainda quer Sherlock, ou seja , não me matem ... Por ...favor *-*
- John estava com Mary até tarde. ;]
-> Estou muito feliz que a fic tenha chegado aos 100 + reviews. Muito obrigada. *-*
-> Obrigada a Manu pela indicação *u* allons-y Manu! xD
->NOVIDADE!! Tumblr da Irene*-* Para ficar acompanhando com a história se quiser :D
http://sherlockholmesandireneadler.tumblr.com/
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