Sherlock, por favor. – Falei quebrando silêncio. Ele estava sentado confortavelmente na cadeira junto à mesa de frente para mim e várias vezes levava a xicara branca de louça inglesa a boca tomando alguns goles de seu chá com leite. Incomodava-me seu olhar minucioso sobre mim, desejava saber o que ele estava analisando.

– Está preocupada com o que estou pensando porque sabe que está escondendo algo... E faz trinta minutos que você só remexe essa torrada. – Abaixei a cabeça em um sentimento de solidão e abatimento ao mesmo tempo em que um calafrio percorreu meu corpo me fazendo tremer. Observei as torradas a minha frente, levei a boca e mordi, passando toda minha atenção para a textura crocante e salgada. Puxei a xícara e tomei um longo gole de chá, desceu queimando-me por dentro.

Não é verdade. – Argumentei. Ele começou a tamborilar os dedos em sequencia na mesa produzindo um som de crepitação. Levantei-me e comecei a fazer todo processo de levar a comida para a pia. Sentia seus olhos me acompanharem.

– O que vamos fazer hoje? – Ham apareceu na cozinha novamente, tinha mandado tomar banho, mas ele continuava ali.

Estou sem ideias. – Comentei, pegando a xícara da mesa.

– Poderíamos visitar o museu de arte clássica, sabe que eu perdi a aula no dia em que minha turma visitou?

– Não seria melhor visitar uma biblioteca? – Sherlock perguntou, passando com o leite e as torradas.

Por quê? Seus conhecimentos em arte não são amplos? – Perguntei arqueando uma sobrancelha.

– Não preciso saber muito sobre arte porque não faz sentido em resolver casos. Hipoteticamente um exemplo, é uma pessoa morrer em um prédio qualquer, como Van Gogh poderia me ajudar? – Ele sorriu e tocou a ponta de meu nariz.

– Você é policial? – Hamish olhou assustado.

– Não. – Sherlock sorriu. – Sou consultor detetive, único no mundo, eu inventei o trabalho. – Ele disse com um ar de triunfo. Estava se gabando novamente. Hamish olhava para ele surpreso.

– Você cuida de cadáveres?

– Não, isso é a função do coveiro.

Por favor, você dois. – Reclamei puxando o leite das mãos de Sherlock. Ele pegou o celular do bolso da calça e rapidamente atendeu.

– Estou bem, não precisa gritar John.

– Quem é John?

Porque não vai tomar o seu banho? – Ele correu.

– Sim... Ela está aqui. – Ele olhou para mim. – Não em Londres... Na Irlanda... Desculpe! Eu sei... Não, Mrs. Hudson não vai... O quê?! Não!... Sim eu vou, eu sei. Tchau. – Desligou o celular e colocou de volta ao bolso, olhou-me distraidamente.

– John quer que eu volte.

Então volte. – Respondi mecanicamente. – Ninguém está te prendendo aqui. – Falei de forma ríspida.

– Não vou repetir. – Ele respondeu encostado no balcão da cozinha.

Pode fazer algo para Hamish ir tomar banho? – Perguntei mudando o assunto. Atirei o pano da cozinha nele sendo dramática. Guardei o leite na geladeira e observei com curiosidade Sherlock tirar os sapatos e passar para a sala sorrateiramente.

– Hamish! – Ele chamou na sala. Ham não respondeu.

Ele deve estar escondido em algum lugar. – Expliquei para Sherlock enquanto cruzava os braços. Ele colocou os sapatos na cozinha, voltou, pegou o espelho acima da lareira e posicionou ao lado das escadas. Tentava entender o que ele estava fazendo.

– Irene, veja se ele está na cozinha! – Continuei sem entender. Não fazia sentido ele gritar para mim já que estava próxima dele. Voltei para a cozinha e ele fez o mesmo. Três minutos se passaram então Hamish passou “voando” pela escada, corria tanto como se a vida dependesse disso. Jogou-se debaixo da mesa, passava deslizando no chão de madeira. Sherlock se abaixou e pegou seu braço de baixo da mesa. – Hamish!

– Oh! Como me achou? – Ele disse surpreso, respirando com dificuldade. Realmente tinha ficado assustado.

– Com a ajuda daquele espelho. – Sherlock apontou. – Vá tomar banho.

– Podemos tomar banho de chuva?

Ham!

– Por favor?

Que ódio! – Ele subiu as escadas e correu para se trocar. – Como sabia que ele iria sair e se esconder? – Estiquei o braço para ligar a tevê. Pressionei contra os teclados do controle remoto.

– Você esqueceu... – Ele disse, aproximando-se, pegou minha cintura. – Que eu já tive a idade dele? Em casa costumava me esconder debaixo da mesa da cozinha enquanto via minha mãe fazer bolo. Ninguém me achava, Mycroft ficava horrorizado... – Ele gargalhou. – Lembro de que eu tinha total privacidade, adorava sentir o cheiro do bolo esquentando no forno. Gostava de ver minha mãe cozinhando, sempre roubava os ingredientes para fazer meus experimentos... Minha melhor companhia eram os livros e as paredes de meu quarto. Acumulava um tempo enorme nas férias de colegial tocando violino. – Percebi que nunca tinha refletido e imaginado em como a infância dele tinha sido. Talvez eu pensasse que ele tinha nascido adulto, sério e com responsabilidades... Que já tinha nascido assim, completo. Hamish apareceu com sua roupa de banho e uma blusa de frio por cima. Abri a porta e Ham parou, esperando. Sherlock tirava as meias rapidamente então, passou para tirar os botões de sua blusa apertada. Jogou no chão e seguiu com Hamish para fora. Em um breve momento os dois ficaram no jardim, totalmente encharcados. Subi e escolhi algumas toalhas no closet, separei uma muda de roupa para Sherlock e coloquei em cima da cama. Voltei para sala, sentei no sofá, rapidamente puxando uma almofada de cetim. Pela janela Sherlock observava-me distraidamente enquanto Hamish puxava seu braço e apontava para as flores, além de pular ao seu redor, correr com ele e pular os arbustos. Sherlock escorreu uma das vezes perto do asfalto. Mordi os lábios quando ele rolou pela terra com os cabelos assanhados, totalmente encharcado. Aproximei-me perto da janela corrediça que ia do chão ao teto, afastei as cortinas com a ponta dos dedos e puxei o vidro.

Vocês vão adoecer, podem voltar? – Perguntei, afastando-me da janela fria. Abri a porta e segurei as toalhas. Em uma das mãos tinha o roupão de Hamish. Sentia meu corpo tremer só de imaginar o frio que eles estavam sentindo. Ham e Sherlock voltaram, entreguei duas toalhas a Sherlock e coloquei o roupão em Hamish, abracei-o.

– Foi divertido mãe, porque não veio?

Estou com frio meu amor... – Beijei sua bochecha. – O banho Ham.

– Já sei, já sei. – Ele sorriu para mim e correu para o quarto. Sherlock envolveu-se com a toalha e abraçou de costas pela cintura. Sentia seu corpo tremendo e seu queixo em meu ombro.

Você está todo encharcado!

– Desculpe. – Ele me apertou mais contra seu corpo. – Abraços dispensam palavras?

Sim. – Ele segurou minha cintura e sorriu. Virei para olhar seus olhos. – Senti sua falta.- Ele observou-me. Quando ele olhava nos meus olhos parecia refletir a alma. Ele pegou a blusa do chão e se envolveu mais na toalha.

– Não vou voltar sem vocês. – Então subiu as escadas rapidamente. Passei do corredor ao quarto de Ham. Bati na porta três vezes.

Ham?

– Pode entrar. – Abri a porta e encontrei-o deitado de bruços com os cabelos molhados, de pijama, lendo um livro velho de capa verde musgo em cima da cama. Sentei-me ao seu lado passando as mãos em seus cabelos negros.

Desistiu de sair?

– Estou com sono. – Ele disse, passando as páginas amareladas. – Me chama para o jantar?

Chamo.

– Mãe... Ele é o homem da fotografia?

Que fotografia?

– A fotografia que tem na sua carteira. É ele não é? O seu amigo?

Sim, é ele.

– Ele é importante?

Durma. – Puxei o cobertor para cima dele. Começou a rir. – Que sorriso lindo meu Deus! – Abracei-o apertadamente contra as cobertas. – Te amo tanto.

– Também te amo mamãe.

Deite. – Peguei o livro e coloquei em cima da estante. — O que quer comer no jantar?

– Não sei. – Ele bocejou. – Pode fechar as cortinas?

Posso. – Beijei sua testa e ajeitei seu travesseiro. Atravessei o quarto, em movimento rápido puxei as cortinas, tirando a claridade do quarto. – Precisa de aquecedor?

– Não. – Ele respondeu de olhos fechados. Fechei a porta e subi as escadas, encontrei Sherlock já vestido, com os cabelos molhados sentado na cama mexendo no travesseiro.

O que te incomoda? – Perguntei, sentando ao seu lado observando-o mexer o travesseiro com interesse.

– Sebastian me incomoda... Preciso voltar para Londres. – Ele olhou sugestivamente para mim.

Você está com fome? Eu estou faminta. – Levantei-me jogando o outro travesseiro em seu rosto.

– Porque você quase não comeu.

Isso. – Abri a porta do quarto e desci as escadas correndo. Cheguei à geladeira, puxei a cadeira do balcão e pegou uma xícara de plástico. Abri o congelador e peguei sorvete de baunilha. Sherlock olhava para mim com curiosidade. Abri a parte de baixo da geladeira e puxei um pote de nutella. Despejei metade dele na xícara junto com o sorvete de baunilha. Peguei uma colher prata e comecei a comer, sentada no balcão. Ele sentou de frente para mim na cadeira e ficou observando-me. Fez uma careta.

O quê? O que foi? – Sorri.

– Você geralmente come para mudar de assunto?

Não. – Passei a colher nos lábios dele sujando-o com sorvete e nutella. Puxei seu queijo para mim, pressionando suavemente meus lábios contra os dele. Senti-o passando as mãos pelo meu rosto e meu pescoço, puxando-me mais contra ele.

– Mãe... – Escutei Hamish. – Afastei Sherlock empurrando e entregando a xícara contra seu peito. Ele segurou-a por baixo. – Mãe eu não estou conseguindo dormir. – Ele ainda estava na escada. Sai da bancada e em alguns minutos ele apareceu na cozinha. – Mãe me ajuda a dormir?

Você acordou tarde, vai ser mais difícil de dormir agora. – Hamish estava enrolado no cobertor e esfregava os olhinhos. Passei a mão por seus cabelos e abracei-o. – Te amo. – Beijei suas orelhas enquanto ele se contorcia com cócegas e tentava se desvincular de meu aperto.

– Hamish, pode pegar todos os lençóis que você encontrar em seu quarto? – Sherlock perguntou, segurando uma mão de Hamish.

– Posso. – Ele respondeu simplesmente. Saiu enrolado em seu cobertor e sumiu de vista.

O que vai fazer? – Perguntei, voltando a comer.

– Algo diferente. — Ele disse, pegando um pouco de meu sorvete com nutella. Hamish apareceu com alguns lenções e dois cobertores. Sherlock seguiu para a sala e pegou o telefone fixo da base. Sentou-se no tapete jogando as almofadas, puxou uma lista telefônica e apoiou o telefone no ombro. Folheava rapidamente em busca de algo. – Hm... – Apontou para algo escrito e bateu duas vezes com a ponta dos dedos. Pressionou os botões do telefone olhando para a lista telefônica e começou a sussurrar algo. Hamish olhava para mim sem entender e eu fazia o mesmo olhando para ele. Em alguns minutos Sherlock desligou o telefone, colocou-o de volta na base e correu para o quarto de Hamish. Ham sentou no sofá enquanto eu guardava a lista telefônica. Sherlock apareceu arrastando sem cuidado nenhum o colchão de Hamish, colocou em cima do tapete. – Tem pregos e martelo?

Tem... Na cozinha. – Sherlock seguiu para a cozinha e voltou rapidamente com o martelo e os pregos. Subiu em cima do sofá e começou a bater o martelo contra os pregos no teto. Puxou os lenções e prendeu no prego do teto. Jogou as almofadas no colchão e arrumou uma cabana com lençóis. – Oh. – Hamish começou a bater palmas e a pular ao redor da cabana. Sherlock afastou os sofás, coloquei a xicara na cozinha quando tudo ficou escuro. — Hamish? Sherlock?!– Voltei para a sala e encontrei Ham sentado ao lado da lareira esquentando as mãos. A única luz de toda a casa era proveniente da lareira. Sherlock estava olhando pela janela, segurava as cortinas. – O que...?


– Todo o bairro está escuro... – Sherlock comentou. Foi para a cozinha e voltou com uma lanterna. Deitamos no colchão, Hamish abraçado comigo ria observando Sherlock fazer sombras de animais com os dedos projetando na lanterna, depois passamos para mímica, mas Sherlock era terrível, sempre acertava e quando não sabia dizia algo que nós nem imaginávamos o que era. Em uma parte da noite, a campainha tocou, Sherlock atendeu e voltou com uma caixa de pizza. Colocou no meio do colchão, o cheiro estava extremamente bom, e o gosto também. Ham tentou puxar um pedaço de pizza, mas o queijo ficou todo caído, Sherlock teve que pegar para ele. A noite foi passando, quando Ham já estava com sono, Sherlock contou alguns contos de Edgar Allan Poe e Agatha Christie. Ham dormiu em meus braços, enquanto Sherlock falava sobre algumas de suas aventuras preferidas com John. Surpreendi-me de “Um escândalo na Belgravia” o nome do caso em que eu estava envolvida, fosse um de seus preferidos. Já estava de madrugada quando estávamos novamente comendo nutella, só eu e ele vendo Hamish dormir. Ninguém conseguia ficar muito tempo longe da lareira, de madrugada estava cada vez mais frio, encostei minha cabeça em seu ombro, o sono inevitavelmente chegando.


•••

– Não faça barulho.

– Eu quero aprender a fazer isso também!

– Shhh. – Abri os olhos, estava na “cabana de lençóis” deitada no colchão com a cabeça nas almofadas. Nem sinal de Ham e Sherlock, mas conseguia ouvir a voz deles da cozinha. Levantei-me e ajeitei os cabelos, passei para a cozinha e encontrei Sherlock colocando café, chocolate, biscoitos e cheesecake em uma bandeja. Os dois me viram, Ham abraçou minha cintura.

– John me ligou novamente. — Sherlock falou.

– Quem é John? – Ham perguntou novamente.

– John é um amigo.

– Finalmente, a única coisa que sei sobre você. – Tentei engolir meu pedaço de cheesecake enquanto olhava para Sherlock. – Pode me falar seu nome?

– Sherlock Holmes... – O sorriso de Ham sumiu. Ele empalideceu e olhou para mim. Juro que o pedaço ficou preso em minha garganta. Peguei um copo com água.

– Mãe... ELE É O HOMEM DA FOTO!

Eu sei... Já te disse.

– PORQUE NÃO ME CONTOU?! – Ele correu e jogou o prato da mesa que se estraçalhou no chão.

Eu disse a ele que o pai se chamava Sherlock Holmes.

– Oh. HAMISH! – Sherlock saiu correndo da cozinha atrás dele. Continuei a comer com os nervos a flor da pele.

– VOCÊ NÃO ME CONTOU, PORQUE ESTÁ DE VOLTA?! – Conseguia escutar os gritos de Hamish enquanto ele chorava. Não escutava o que Sherlock estava respondendo. O tempo passou, trinta minutos, quarenta... Uma hora. Levantei-me, coloquei os pratos na pia e voltei para a sala. Sherlock estava sentado no sofá com Hamish nos braços chorando e molhando sua blusa. A cabana estava completamente destruída, provavelmente Hamish tinha feito isso. Sentei-me ao lado dos dois e abracei Ham, que enterrou a cabeça em meu pescoço e continuou a chorar. Sherlock segurava minha cintura e tocava os cabelos de Hamish. Não havia nada para ser dito agora e apesar de tudo, era o certo e Ham estava feliz. Estava chorando, mas estava feliz. Sherlock levou Hamish para o quarto, tinha dormido em seus braços. Subi para o quarto, entreguei o notebook para Sherlock quando ele voltou, deitou-se na cama, digitou algumas coisas, atravessou o quarto e anotou algo em um bloquinho branco que estava dentro de seu casaco jogado em uma poltrona próxima à lareira.

– Comprei as passagens. – Ele disse por fim, com as mãos na cintura.

Hmm. – Respondi. Ele começou a assanhar os próprios cabelos como sinal de preocupação. – Você já contou, foi melhor assim. – Falei, passando as mãos por suas costas.

– Ele está bem?

Tenho certeza que vai ficar ótimo, melhor que já esteve em anos. – Passei para o banheiro para escovar os dentes. – Você sabe que horas são? – Sherlock encostou-se ao balcão da pia e observou-me.

– Acho que duas da tarde... – Ele disse, abraçando-me e mordendo meu pescoço. Pressionei meus lábios contra os dele, então surgiu àquela vontade de nunca mais parar de beijá-lo. O beijo ficou mais rápido, nossas respirações se aceleraram, suas mãos passando pelo meu corpo como se a vida dependesse disso. Começou a despir-me, puxei sua blusa rompendo os botões e joguei em algum lugar do banheiro. Minhas pernas agora ao redor de sua cintura, imprensada no balcão sentindo uma das mãos apertando em meio seio enquanto seus lábios sugavam o outro. Um gemido escapou de meus lábios, puxei seus cabelos em busca de alívio, mas ele começou a morder. Arranhei suas costas quando ele pressionou os dois dedos contra o meu Clitóris.

Oohh...

– Shh. – Ele pressionou os lábios contra os meus, mordi imediatamente seu lábio inferior.

– Mamãe? – Hamish bateu na porta do banheiro, afastei Sherlock empurrando-o de encontro à parede. – Não estou conseguindo dormir. – Ham continuou falando. Entrei na banheira enquanto Sherlock tentava vestir em tempo recorde a blusa. – Mãe? – Sua voz estava se afastando. Sherlock abriu a porta do banheiro e começou a falar algo. Tomei banho mecanicamente. Sequei os cabelos em frente ao espelho enquanto observava-me. Ainda estava corada. Prendi os cabelos em um rabo de cavalo, passei creme no rosto e no corpo. Enrolei-me na toalha, abri a porta do banheiro para pegar roupas no closet. Hamish estava pulando na cama enquanto Sherlock olhava algo na tevê.

Hamish, não conseguiu dormir?

– Consegui, mas estava dormindo no sofá do quarto, queria meu colchão de volta... Posso dormir aqui com vocês?

Claro que pode. – Passei para o closet selecionando meu pijama, uma blusa branca de mangas e um short de algodão. Deitei-me ao lado de Ham enquanto Sherlock passava para o banheiro. – Sweet dreams Ham.

Notas finais
Atualizei o/ Teve uma cena hot aê para alegria da população ;]
Estou escrevendo o próximo capítulo, sem INTERRUPÇÕES. xD
Adorei escrever sobre a família Adler/Holmes *-* Espero que tenham gostado *u* E o carnaval de você? aeuauehuhe