Notas iniciais
The One That Got Away
Coloquei essa música porque no final do capítulo apesar de tudo, é triste.

Saímos do aeroporto e pegamos um táxi. Ham tinha encontrado um aplicativo de desenho no meu celular e estava brincando. Eu estava perdida em meus devaneios pensando no que Sherlock estava fazendo no aeroporto e onde James poderia estar talvez ele realmente estivesse no Nobu, mas se não, estaria arranjando problemas? Talvez tivesse ido ao Pub que ele sempre visitava.

– Mãe... O celular travou.

Ah... Deixa-me ver o que aconteceu... Esse não é o meu celular.

– É claro que é.

Não, não é.

– Mas por quê?

Esse celular é de um colega... Era meu, mas eu dei... Aparentemente o meu está com ele.

– Ah...

Sinto muito, mas não vai poder jogar nesse aqui. – Apertei o celular entre as mãos. Fiquei surpresa de como eu estava ficando egoísta com tudo que era de Sherlock... Até com Ham... Eu era um monstro. Guardei o celular na bolsa, Ham se deitou no meu colo, eu mexia em seus cabelos e na janela do carro. Alguns minutos se passaram então chegamos. Paguei o taxista que desejou feliz natal, rapidamente eu peguei a bolsa e atravessei a recepção do apartamento, quando cheguei ao elevador abri a porta esperei Ham, que vinha lentamente com sono. – Vem meu amor. – O encorajei a andar mais rápido, ele esfregou os olhinhos e veio mais rápido. Chegamos à cobertura, destranquei a porta e entramos, coloquei a chave em cima da mesinha de centro. – Que está esperando? Tem que tomar banho para colocar o pijama e dormir.

– Mas eu não quero dormir.

Mas você precisa... Como vai crescer e virar adulto se você não dormir? – Ri do comentário para convencer ele.

– Mas é apenas uma noite...

Você está caindo de sono. — Fiz sinal para ele ir, ele correu para o quarto dele. Segui para o meu quarto, fiz minha higiene pessoal e depois vesti meu pijama. Soltei os cabelos e segui para o quarto dele. Estava no corredor quando me deparei com James sentado de costas no sofá. – James... – Ele segurava todo o vidro do champanhe que já estava quase acabando. James parecia um pouco fora de si.

– Meu amor... – Ele sorriu.

James... James porque está bebendo? – Perguntei calmamente, mas eu estava muito estressada. – Amanhã você vai viajar com Ham... Pode passar mal no avião.

– Foi só um pouquinho. – Ele riu. Estava realmente muito bêbado. Tirei o champanhe de sua mão e coloquei na mesinha de centro. – Me devolva!

Não, pare de beber! – Ele tentou pegar, então o empurrei para o sofá.

– Você não está se comportando bem!

Você que não está! Que horas é o voo amanhã?

– Três horas.

Três horas?!

– Três horas da tarde.

Então vá se deitar.

– Venha comigo então. – Ele puxou meu braço.

Me largue, vá deitar. – Tirei sua mão com dificuldade, mas já estava a marca em meu braço. – Vá dormir!

– É porque estava com ele?!

Do que raios você está falando?!

– É culpa dele! – Ele pegou meu braço novamente.

Me largue James! Está me machucando! – Então o vidro da sala se partiu, o barulho era horrível. Olhei para James, agora estava sério e olhava para a janela.

– Mãe! – Ham apareceu no corredor.

Volte para o seu quarto, pode se ferir com o vidro.

– O que aconteceu?!

– Nada, a janela quebrou, foi só isso. – James respondeu falando a verdade apenas a parte da janela. Ham olhou para ele.

– Não me olhe assim!

Ham, você precisa dormir. – Peguei-o nos braços, estava muito grande, quase não conseguia carrega-lo. Levei até o quarto dele e coloquei-o no chão. Arrumei a cama para ele dormir, então ele pulou e puxou o lençol. – Ham, está tudo bem. – Eu disse, sentando ao seu lado na cama.

– Vocês estavam brigando de novo.

Eu sei, mas é normal, os casais brigam de vez em quando, não se preocupe. – Beijei sua testa. – Eu te amo meu amor.

– Eu também te amo.

Bons sonhos. – Me levantei e liguei o abajur.

– Quando é para acordar?

Eu chamo você.

– Pode dormir aqui?

Hm... Eu preciso conversar com James, depois venho ok?

– Ok. – Ele sorriu.

Durma bem, anjinho. – Fechei a porta do quarto dele, segui para a sala onde James arrumava o sofá.

– Então? – Ele perguntou. Apontei para a janela.

Foi igual ao do apartamento na 221B. – Olhei para os vidros. – Mas parece mais nítido... Não toque em nada.

– Por quê?

Eu irei chamar ele.

– Eu sei.

Ele vai saber que você mexeu. Vá dormir.

– Deveria vir comigo.

James, eu não estou bem hoje. – Ele puxou minha cintura e beijou o meu pescoço. – Vá dormir James, está puro bebida.

– Mesmo puro bebida eu quero você, sua vadia gostosa. – Sai de seu aperto com dificuldade.

Vá dormir, não se esqueça de tomar um banho gelado!

– Eu quero fuder você. – Ele puxou o meu braço.

Me largue, eu não estou bem!

– Deveria te pegar a força Irene. – Ele reclamou, depois seguiu para o quarto. Desliguei a luz da sala e liguei a do corredor e da parte de fora da cobertura. Sentei na escada de frente para a enorme janela da sala. Olhei para a parte quebrada. Dois dias. Alguma coisa quente escorreu pela minha cabeça. Passei a mão, era pegajoso, era sangue. Provavelmente na hora em que a janela se partiu algum vidro passou e cortou. Estava com tanta dor de cabeça que não havia percebido. Segui para o banheiro e puxei a maleta de primeiros socorros, colocando-a em cima da bancada da pia. Limpei o ferimento depois coloquei um adesivo parecido com band-aid só que da cor da pele, o que deixava o rosto limpo. O corte tinha sido pequeno o vidro pegou de raspão. Guardei a maleta e segui para o quarto de Ham, ele estava todo descoberto de tanto virar na cama. Puxei o cobertor e cobri-o novamente. Sentei na cama ao seu lado. Meu pequeno anjinho.

•••

– Mãe! – Levantei de uma vez. Ham olhava para mim sorrindo. – Você dormiu aqui!

– Eu disse que ia voltar. – Sorri.

– Mas você dormiu sentada... Tinha espaço.

– Eu estou bem... Está com fome?!

– Aham. – Peguei sua mão, ele pulou da cama e nós seguimos para a cozinha. Levantei-o e coloquei em cima do balcão.

– O que quer comer?

– Não sei.

– Waffles, panqueca...

– Waffles!

– De novo? – James apareceu abotoando a blusa do pijama. – Você só come isso no aeroporto e no hotel.

– Se não estavam em New York e nem em New Jersey... Onde estavam?

– Em Portland! – Ham sorriu.

– Shh... – James cobriu a boca dele. Peguei a massa para fazer waffles e coloquei na forma. Esperei esquentar enquanto Ham me olhava. Estava tão feliz, estava com aparência melhor também. As bochechas estavam rosadas.

– Quer waffles com o quê?

– Com nutella.

– Então pegue ali na geladeira. – Peguei o café pronto na cafeteira. – Pegue o leite também, por favor. – James se mexia toda hora na cadeira da bancada, algo o perturbava, mas por fim ele se levantou. Batia os dedos freneticamente. Levei o café e Ham que já tinha colocado a nutella na mesa, me ajudava a colocar os pratos. Peguei os talheres e umas xícaras. –Tudo pronto em cima da mesa. Pode vir comer Ham. – Coloquei um pouco de waffles no prato e passei para Ham, que já tinha aberto o porte de nutella e só esperava. – Pode comer. – Eu disse, enquanto voltava para a cozinha. – O que você tem James?

– Raiva, angústia e vontade de te fuder... Desde ontem. – Ignorei o que ele disse e apontei para sua cabeça.

– Dor também? Ressaca.

– Estou bem, pronto para beber de novo.

– Bem mal... Você não vai beber de novo até eu ter certeza de que Ham chegou bem no hotel de Portland. – Apontei para o seu rosto.

– Sabe que quando você ameaça você fica bem mais sexy sua demônia? – Ele apertou o meu braço.

– Está apertado de mais. – Ele soltou um pouco. – James...

– Quando ele vai chegar?

– Depois que vocês saírem.

– Outro dia que eu te liguei, estava evitando que eu falasse com ele?

– Não.

– Você está mentindo.

– Não estou.

– Eu sei que está... Só não entendo por que.

– James...

– Nossa vida juntos é perfeita não é?

– É sim. – Sorri. – É perfeita. – Então o lado direito do meu rosto começou a arder da tapa que ele tinha acabado de me dar. – ARGH. – Ele me imprensou na parede e segurou minhas mãos enquanto eu tentava me soltar.

– Porque eu tenho a impressão de que... – Ele respirou fundo. – Você estava fazendo o que não deveria?

Não estava! – Gritei quando ele levantou a mão para me dar outra tapa.

– Se você estiver mentido... Meu amor, eu vou saber.

Não estou. – Sussurrei. Então ele me largou de repente, deixei meu corpo escorregar pela parede até estar completamente sentada no chão da cozinha. Passei a mão pelo lado direito de meu rosto, ainda ardia. A única coisa que eu fazia era rezar para que a marca não tivesse ficado. Levantei a cabeça. Ham estava parado no meio da cozinha, tinha uma uma expressão diferente, provavelmente viu tudo. – Ham eu...

– Mãe está bem?

– Eu estou, eu estou...

– Está doendo? – Ele sentou ao meu lado.

– Não está... Eu... Eu estou bem.

– Mãe, por que...

– Ham... Ham por favor, não me faça perguntas... Eu não tenho respostas. – Ele me olhou triste, parecia desapontado também. Eu me sentia um lixo. Suspirei.

– Eu te amo, anjinho.

– Eu também te amo mãe.

– Um dia você vai entender...

– Não posso entender agora?

– Ham, as pessoas se desentendem, mas não significa nada. James se descontrolou, foi errado, mas já passou... Está tudo bem agora, a mamãe não está mais triste.

– Mas...

– James ama a mamãe, não se preocupe.

– Como eu te amo?

– Não meu amor, o seu amor é muito amor, nem se compara.

– Por quê?

Porque você é meu, parte de mim Ham. – Sorri. – Esses olhos são meus! – Apontei para os olhos dele. – Você copiou! – Brinquei abraçando-o e fazendo cócegas nele.

– Mãe! – Ele falou, já vermelho de tanto rir. – Que horas são?

Não sei. –Levantei atrás das horas. – Hm... Duas horas e vinte e três... É melhor você tomar um banho e ficar pronto para viajar.

– Quando eu vou voltar?

Talvez em dois dias... No máximo uma semana.

– Eu não quero ir.

Não vamos falar sobre isso de novo. Você tem que ir... Divirta-se, conheça novas pessoas, brinque... Você tem alguns dias pela frente... Para o banheiro. – Apontei. Ele saiu correndo. Voltei à sala de jantar, James ainda comia enquanto assistia o noticiário. Tirei o prato de Ham.

– Não vai comer?

Não estou com fome.

– Que merda! – Ele me olhou sério.

Não estou... De verdade. – Falei na defensiva. Levei o prato para a pia, James apareceu com o dele. – Pode ir se trocar? Vai acabar perdendo o avião. – Ele não disse nada, apenas saiu para o quarto. Peguei o telefone fixo e respirei fundo, disquei o número rapidamente e esperei atender.

Boa tarde... Mrs. Hudson?

– Sim? – Mrs. Hudson atendeu.

É Irene! – Sorri enquanto falava. – Como foi o natal?

– Foi ótimo, pena que você não ficou.

Ah é... Eu não pude... Sherlock está?

– Um momento... SHERLOCK LARGUE ISSO E PEGUE O TELEFONE!!!

– Sim...? – Ele falou com uma voz rouca.

Sherlock...

– Ah, Irene. – Ele disse, com um tom frio.

Você poderia vir ao meu apartamento três horas?

– Do que precisa? Posso mandar John ai... Estou evoluindo com o caso de Park Lane...

Pode ser John, não tem problema... Diga a ele que a janela do apartamento quebrou-se igual à de vocês.

– Como é?

A janela... Eu e James estávamos conversando na sala, então a janela se partiu...

– Até três horas. – Ele desligou rapidamente. Sorri com a mudança rápida de humor dele. Virei, encontrei James sentado no sofá, já pronto.

– Está tudo pronto? – Perguntou.

– Ham!

– Aqui mãe, estou pronto. – Abracei-o.

Eu te amo... Se cuide... – Acenei enquanto James e Ham saiam do apartamento. Percebi que estava ainda com meu pijama, corri para o quarto, fiz minha higiene pessoal e me troquei. Meu closet não tinha muita coisa para o inverno, a maior parte estava na 221B em uma mala em algum canto do quarto de Sherlock. Distraí-me com besteiras, como o vento batendo na porta da cobertura, a água da piscina se mexendo e as plantas em cima da mesa. O interfone tocou, atendi mecanicamente.

– Mrs. Adler?

– Sim?

– Um tal de Watson e Holmes estão aqui.

– Pode pedir para subirem, por favor?

– Certo, o andar é o...

– Você acha que eu não sei qual é o andar?! – Escutei a voz de Sherlock do outro lado da linha por um breve momento antes do recepcionista desligar. Alguns minutos se passaram, abri a porta e esperei na sala, eu sabia que Sherlock não precisava de convite para entrar... E realmente não precisou, entrou na sala como que andava livremente por um lugar público. Ele olhou para mim e nada disse, fez um leve aceno com a cabeça e foi direto olhar a janela. Eu sabia que eu tinha machucando-o, eu sabia que eu tinha que concertar. John entrou timidamente e olhava para todos os lados, relaxou quando me viu sentada no sofá, provavelmente como alguém que finalmente relaxava por estar entrando no apartamento certo.

– Irene. – Ele estendeu a mão e sorriu.

– John! – Levantei e cumprimentei com um abraço.

– O que aconteceu? – Ele perguntou.

– Me dê alguns minutos que eu direi. – Sherlock disse.

– Eu falava com Irene. – Ele virou para mim. – O que aconteceu?

– Sinceramente, o vidro da sala se quebrou do nada... Foi igual à janela de vocês...

– De fato. – Sherlock comentou, estava usando luvas e mexia em alguns vidros. — Ótimo! Como eu suspeitava, foi um tiro. – Ele juntou as peças e mostravam um formato interessante, então do nada, passou correndo pelo espaço aberto da janela e ficou encarando o prédio à frente. John rapidamente acompanhou-o e conversava sobre algo. Sentei no sofá e não comentei nada. Passaram-se por fim trinta minutos que pareceram ser uma hora, eles voltaram ainda conversando.

Então? – Perguntei.

– Não consigo saber de que ângulo ele atirou, o que é curioso. – John comentou. Sherlock nada disse, parecia estar distante, bem distante. – Irene, pode me fornecer água?

Claro. – Segui para a cozinha, Sherlock acompanhou-nos, olhava tudo, de vez em quando fazia uma careta e em outras parecia admirado. Peguei um copo e abri a geladeira colocando água. Entreguei a John que bebeu rapidamente e me passou de volta.

– Você vai voltar conosco? – John perguntou, Sherlock olhou para mim.

– Sim.

– Você tem um ótimo apartamento. – John falou.

Pode olhar. – Eu gesticulei para ele andar. Ele rapidamente andou para a sala de jantar, com uma curiosidade evidente. Levantei as mangas da blusa e coloquei o copo de baixo d’agua.

– O que foi isso? – Sherlock segurou meu braço. Minha pele formigava onde seus dedos estavam.

Não foi nada. – Puxei a manga da blusa e guardei o copo. Ele me olhava e não falava nada, eu tinha certeza de que estava me analisando. – Não foi nada. – Eu disse novamente sem olhar para seu rosto. – Já podemos ir? – Ele assentiu e chamou John. Tranquei a porta e saímos do apartamento, John chamou um táxi para nós, mas foi a pé porque queria ir à casa de Mary, rapidamente chegamos a Baker Street, subi correndo pelas escadas e quase tropecei em um degrau. Sentei em um sofá e abracei meus joelhos. – Onde está Mrs. Hudson?

– Na farmácia eu presumo. – Ele respondeu, tirando o casaco, depois o scarf. Pegou o notebook e sentou-se em sua poltrona preferida, hoje do lado da lareira. Ficamos um tempo enorme sem falar nada, estava me incomodando porque havia tanta coisa que eu gostaria de dizer...

Sherlock... – Ele olhou para mim e esperou. – Me desculpe por ter partido... Eu tinha que ver Ham...

– Não se preocupe. – Ele disse.

Eu me preocupo porque há muito tempo que eu digo que o seu natal vai ser diferente e acaba que eu sempre estrago mais...

– Eu sinceramente não me importo com o natal, o fato de você ter ido, não importa qual a época do ano...

Desculpe... – Suspirei. – Esses três últimos anos eu não parei para nada... Na verdade desde que eu te conheci que eu não tenho descanso. – Deitei no sofá e fechei os olhos. – E o melhor de tudo é que a culpa é toda minha, mas eu não preciso de sermão ou nada do tipo, eu já estou vivendo as consequências. – Ele olhou para mim, ia falar algo. Levantei-me rapidamente. – Vou dormir. – Falei com mal humor. Segui para o quarto dele, tirei as roupas e tomei banho, sequei os cabelos e enrolei a toalha ao redor do meu corpo, voltei para o quarto, Sherlock estava sentado na cama, imediatamente meu corpo tremeu, tinha me assustado com sua presença. Ele se levantou bruscamente e pegou meu braço.

– O que ele fez? – Ele sussurrou.

Não fez nada.– Respondi tentando puxar meu braço. Ele abriu a toalha, a parte da cintura que James tinha me apertado tinha um hematoma. Sherlock olhava horrorizado. Puxei a toalha de suas mãos e sentei na cama, imediatamente me cobri com o cobertor, estava muito frio.

– Porque deixa fazer isso? – Ele se sentou na minha frente e puxou meu queixo. – Olhe para mim Irene.

Eu não deixei ninguém fazer nada. – Sussurrei. – Minha pele... Fica a mancha com qualquer coisa...

– Só pode me achar idiota, isso não são manchas de qualquer coisa. – Ele estava ficando muito nervoso, não parava de me encarar, tinha a expressão séria e puxava os lenções várias vezes.

Sherlock, eu estou bem. – Disse séria. Peguei sua mão e esperei sua expressão suavizar.

– Você é uma terrível atriz. – Suspirei, levantei e escolhi minhas roupas, me troquei no banheiro e voltei para o quarto. Ele estava deitado na cama e olhava para o teto.

No que está pensando? – Sentei ao seu lado.

– Em nada. – Ele disse.

Está sendo carrancudo. – Reclamei e sorri para ele. – Vamos, me dê um abraço. – Ele não se mexeu. – Muito obrigada. – Então ele sentou de frente para mim e puxou minha cintura para perto dele, beijou meu pescoço e não disse nada novamente. – Seu chato. – Suspirei. – Não tinha como você ser meu irmão? – Ele franziu as sobrancelhas.

– Não, odiaria ser.

Ia diminuir tantos problemas.

– Mas eu não teria a chance de ter você... Hm... Não muda muita coisa, afinal você está aqui e não é minha. – Baguncei seu cabelo.

Você gosta de mim? – Ele me olhou desconfiado.

– Porque está...

Você gosta de mim Mr. Holmes? – Sorri.

– Eu... Oh, you're rather good. – Ele sorriu. Estava repetindo o que tinha falado anos atrás para mim.Comecei a rir de seu comentário.

Você não existe Sherlock Holmes. – Beijei sua testa, sentia ele me puxando mais, segurei seus dedos nos meus.

– Please don't feel obliged to tell me that was remarkable or amazing. John's expressed that thought in every possible variant available to the English language. – Ri novamente.

– Eu não vou falar.

– Você vai. – Ele sorriu. – Lembre-se do que disse. – Ele sussurrou.

I would... Have you... Right here on this desk... until you begged for mercy twice... – Sussurei.

– I've never begged for mercy in my life. – Ele falou com a voz rouca.

Twice... – Beijei seu pescoço e puxei sua blusa, fazia um caminho em sua pele quente até o ouvido, mordi o lóbulo de sua orelha, ele soltou um gemido involuntário... Era ótimo, seu cheiro, sua pele... Me afastei e puxei um travesseiro. – Desculpe. – Sussurrei. Ele estava de olhos fechados e a respiração era um pouco rápida. Então ele se aproximou de mim, segurou meu queixo e encostou seus lábios nos meus, depois se afastou. Obviamente ele tinha mais autocontrole do que eu. – Desculpe...

– Não peça... Por favor. — Então sorriu, beijou minha testa e seguiu para a sala, depois de um tempo, segui para a sala também, John estava lá e sussurrava algo. Sherlock estava sério, olhava para John e não falava nada, John saiu e desceu as escadas, Sherlock pegou o casaco.

Está saindo?– Perguntei.

– Nós vamos fazer algo...

Algo?...

– Nós vamos visitar a casa da frente...

Eu vou.

– Não precisa...

Eu vou.– Desci as escadas rapidamente, ele me acompanhou. John estava na calçada esperando.


Notas finais
Espero que tenham gostado... Capítulo é até grande, desculpe se tiver algum erro =s
Tem muita coisa, James, Ham, Sherlock... Eu queria mostrar um pouco da vida da Irene =)
Obrigada Lady Holmes ♥ e Katherine Pierce *-* Pelas recomendações *u* Estou tão feliz o/