Notas iniciais
Custei mas tenho novidades hrum u.u
Fiz uma seleção de músicas que parecem do Sherlock ou da Irene ou dos dois! :D Eu sei, parece estranho, mas muitas fics tem e já tinha gente me mandando mensagem pedindo, então fiz! Ou melhor, escolhi auhueh :D
- Oh No! - Essa eu nem preciso dizer que é a cara do Sherlock.
- primadonna girl - Irene.
- Power and control
- Total Eclipse Of The Heart
- Someone like you
- Rolling in the Deep
- A thousand years
- how to be a heartbreaker
Se eu lembrar mais eu prometo postar =) Me sinto estranha falando dessas músicas, mas eu coloquei misturado vários estilos, tem umas bem "apaixonadas" outras mais animadas... Enfim, são só sugestões ;)

– Sherlock! Sherlock largue isso! – Acordei com John gritando. Não precisava nem olhar no calendário que dia seria hoje. Natal. Levantei da cama e segui para o corredor bocejando.

– Feliz natal Irene. – Mrs. Hudson falou generosamente.

Obrigada, feliz natal para a senhora também!

– Tudo é tão bonito, todos dizendo feliz natal...

Feliz natal Sherlock! – Corri e abracei-o. Feliz natal para a segunda pessoa mais perfeita que eu já conheci. Com certeza ele não precisava saber disso. Ele me olhou e tirou alguns fios de cabelo do meu rosto. Era tão bonito. Suspirei.

– Não gosto do natal. – Ele disse. Seu hálito soprou em meu rosto. Então meu pescoço ficou quente e eu não conseguia desviar de seus olhos. Eu estava ficando molenga em época de natal?

Vou entender isso como um feliz natal para você também. – Falei gaguejando. Respirei firmemente. – Diga que não olhou os presentes. — Não saiu despreocupado saiu mais como um sussurro o que o fez perceber e me olhar de um jeito diferente.

– Não olhei... Mas estou inclinado a fazer isso. – Ele sorriu e continuou a me encarar, estava sexy.

– Hrum, vocês dois podem descer e pegar o Peru, por favor? – Meu rosto ficou quente. Ótimo, John ainda estava aqui. – Mrs. Hudson vai cozinhar...

Ah... É, hm... Quando Mary vai chegar?

– Apenas no jantar, ela vai almoçar com a família. Vocês vão pegar o peru?

– Vamos. – Sherlock respondeu. Voltei ao quarto e fui ao banheiro tomar e fazer minha higiene pessoal. Voltei para o quarto enrolada na toalha, não esperava Sherlock lá. Há tempos ele tinha decidido ficar longe do quarto quando eu estivesse lá, mas agora ele estava lá de novo, sentado na cama olhando para mim e mexendo nos lenções. – Você está molhando o chão.

Desculpe... Está atrás de algo?- Perguntei observando-o.

– Do meu celular que está tocando em algum lugar...

Você quis dizer o meu antigo celular que você está usando agora sem a minha permissão.

– Que seja... É está aqui e... É para você.

Como sabe?

– Vi você falando com James com esse número... – Peguei o telefone e sentei em seu colo. Automaticamente ele segurou minha cintura.

James...?

– Uma semana. Apenas uma semana me ouviu?

Aham.

– Te amo meu amor.

Também te amo... Como ele está?

– Está se comportando com a pior educação do mundo.

Acho que está exagerando... Eu preciso ver...

– Está tudo bem? – Sherlock perguntou, me apertando contra seu peito. Ele me olhava com uma preocupação evidente.

Está tudo bem... – Tinha me esquecido por um momento que ele estava ali. Deslizei para a cama e fiquei de costas para ele.

– É ele? – James perguntou.

Não precisa...

– Eu posso falar com ele?

Não precisa...

– Eu insisto. – Apertei o celular e suspirei. Passei a Sherlock. Ele me olhou surpreso e depois sorriu maliciosamente.

Ele insiste em falar com você.

– Claro. – Ele pegou o telefone e parecia se divertir com a situação. – Sim, sim... Obrigado. De nada... Não, está tudo calmo. Está bem... – Ele olhou para mim e sorriu mais ainda. – Ela disse?

O que eu disse?! – Peguei o braço dele, mas Sherlock continuou falando. – Sherlock! – Tentei pegar o telefone, mas ele imediatamente fez menção de puxar minha toalha.

– Para você também... – Aos poucos o sorriso desapareceu e ele olhou rapidamente para mim e depois desviou o olhar. – Por hora. – Então me passou o telefone e se levantou da cama. Puxei seu braço e o fiz sentar novamente na minha frente. Ele não me olhou novamente nos olhos.

O que disse? – Perguntei a James.

– Apenas agradeci e desejei um feliz natal... Espero ver você em apenas alguns dias.

Onde está minha mãe?

– Na verdade nós não estamos na casa de seus pais.

E onde vocês estão?!

– Não vou falar, a linha pode estar grampeada... Não se preocupe.

James!

– Não se preocupe, estamos bem. Nós te amamos.

Onde ele está?

– Dormindo.

Diga a ele que...

– Ele sabe.

Ok... Bom dia.

– Aqui já é de tarde.

Boa tarde. – Desliguei o telefone. Olhei para Sherlock e joguei o telefone na cama. — Sobre o que vocês falaram?

– Sobre o natal e que você está segura aqui.

E porque você me pareceu diferente?

– Você sabe que não gosto do natal.

Não é só isso.

– É e nós temos que pegar o peru, lembra?

Ah o peru. – Escolhi minhas roupas. Um short jeans, um cardigã, uma blusa básica e um sapato. Estava nevando, mas eu só iria ao restaurante que era tecnicamente pregado no apartamento, ou seja, não precisava vestir agasalho se fosse rápido. Troquei-me no banheiro e enxuguei os cabelos. Voltei para o quarto, Sherlock estava sentado na cama mexendo no celular “dele”. Sentei ao seu lado e cruzei as pernas. – Então Mr. Holmes, vai pegar o peru?

– Soa estranho quando você fala.

Porque é estranho. – Sorri e baguncei seu cabelo. Descemos e pegamos o peru no restaurante ao lado. Sherlock levou para a cozinha enquanto eu fechava a porta e sentava na escada suja de um pouco de neve. Eu sabia que ele ia subir, mas simplesmente sentou ao meu lado e não falou nada, simples como respirar, sem julgar, apenas ao meu lado.

– Mrs. Adler, agora tem tantas responsabilidades assim?

Do que está falando Mr. Holmes? – Sorri.

– Desse vinco que está em sua testa desde que falou ao telefone. – Ele tocou minha testa com o dedo muito gelado.

Não, é impressão sua, eu estou bem. – Ele aproximou-se, beijou meu pescoço lentamente enquanto segurava minha mão. – O que... Disse a James? – Sussurrei.

– Feliz natal.

A verdade, por favor.

– Eu disse! Deveria ganhar um Bafta*. (Prêmio equivalente ao oscar, mas sendo britânico).

Deveria. – Sentei em seu colo e encostei minha cabeça em seu ombro. – Deixa de ser chato.

– Você que é insuportável... – Eu olharia ele reclamar para sempre se pudesse. — Mas você também é a pessoa mais...

– Estou atrapalhando? – Molly estava na porta olhando para nós dois. Já estava com um vestido para o natal. Sai do colo de Sherlock e percebi que estava indo muito além do meu limite. Se ele não tivesse chegado o que eu teria feito? Limpei meu short e rezei para que ela não estivesse há muito tempo ali. Só percebi sua presença quando ela falou.

Não, não está. – Respondi envergonhada um pouco tarde, mas ela ainda estava no mesmo lugar. Não olhava para mim, mas sim para ele, foi quando percebi que ela esperava a resposta dele, não a minha. – Eu vou... Eu vou... – Gesticulei para cima. – Eu vou subir e ajudar John. – Deixei os dois sozinhos e segui para a sala. John estava escondendo o computador de Sherlock.

Você acha mesmo que ele não viu os presentes? – Perguntei enquanto sentava no sofá.

– Não sei... O que comprou para ele?

Não é comprado... Na verdade é feito.

– Oh... O que é?

Brownie.

– Acho que é um verdadeiro presente surpresa.

Talvez.

– Onde ele está?

Com Molly nas escadas. Eu vou atrás do que fazer. — Abracei rapidamente John e segui para o quarto. Fechei a porta e me joguei na cama. Rapidamente tirei os sapatos e atirei no chão do quarto sem ver, no escuro. Alguns segundos se passaram então o celular dele tocou.

– Irene?

Sim?

– Três dias.

É pouco.

– Três dias.

Eu não posso em três dias.

– Dê um jeito, já perdi muito tempo. – Então ficou mudo. Puxei um travesseiro e apertei os olhos.

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– Acorde.

Hmm.

– Acorde. – Sentei na cama e afastei os lenções.

Porque não me deixou dormir?

– Porque todos estão esperando você para comer o jantar de natal.

Não estou com fome. – Ele sentou ao meu lado. Peguei sua mão e segurei-a com força.

– Você não comeu nada o dia inteiro.

Não quero... Ah... Ainda tem que abrir os presentes.

– Não precisa fazer isso.

Eu quero... Você sabe o que é o seu?

– Não.

Adivinhe.

– Não tem o bebe lá dentro tem? – Ele sorriu.

Não! – Olhei chocada para ele por alguns minutos e recompus minha expressão.

– São sapatos?

Não.

– Um casaco?

Você não viu a caixa, viu?

– Não.

Então... Como vai adivinhar?

– Não importa... De qualquer forma, você não vai me dar o que eu quero. – Eu entendi o subtexto.

Mas eram Brownies.

– Você fez brownies?

Para lembrar que esse natal eu não fugi igual ao natal de três anos atrás.

– Isso é bastante consolador. – Ele sussurrou e deitou ao meu lado.

Não é? – Ri e passei uma perna na outra para diminuir a sensação desconfortável. Talvez ele percebesse o que iria me deixar nervosa. Talvez ele estivesse fazendo de propósito, desde manhã.

– Você não me perguntou o que eu queria de natal.

Você não me perguntou o que eu queria também.

– Está bem, o que você quer?

Era para ter perguntando antes.

– Eu não sei como essas coisas funcionam.

Você não sabe como o natal funciona?

– Não, não sei... Na verdade eu não fiz nada para você... Eu só ia devolver o seu celular. Ele pegou e jogou-o no ar duas vezes.

Porque quis ele?

– Porque me lembra de você.

Pode ficar. – Beijei sua bochecha, ele segurou meu queixo. Eu simplesmente fiquei parada, não falei nada, talvez eu estivesse esperando, eu queria beijá-lo, mas não fiz. Talvez ele estivesse esperando para ver minha reação, foram apenas alguns segundos de silêncio que ninguém se mexeu.

– Posso ficar?

Com ele... O celular.

– Umhum. – Os lábios dele tocaram os meus por alguns segundos, então ele se levantou e estendeu a mão para mim. – Vamos? – Olhei para ele sem entender, o que ele estava fazendo? Segurei sua mão e me levantei. Segui para a sala. Todos estavam colocando os presentes em cima do sofá, Mrs. Hudson colocava algumas comidas em cima da mesa. Molly estava sentada no canto, olhava fixamente para mim. Eu me sentia ainda mais desconfortável, soltei automaticamente a mão de Sherlock e ele percebeu. Quando ele tentou pegar gentilmente minha mão de novo, eu apontei para Mrs. Hudson e dei a desculpa de ter que ajudar ela. Esperamos algumas horas sem fazer nada, todos conversavam e Sherlock é claro, já estava sendo “estraga prazeres” tentando adivinhar antes da hora certa, o presente que Mary comprou para John. Eu estava sentada ao lado da janela, quando todos decidiram que pela chatice de Sherlock, realmente já estava na hora de entregar os presentes. Sherlock me deu o celular dele. — Eu disse que você podia ficar. – Sussurrei. Eu sabia que Molly estava vendo tudo que eu fazia e estava escutando que eu falava.

– Não é isso, estava tocando, é para você. – Peguei o telefone de suas mãos rapidamente.

Sim?

– Mãe!

Oh meu Deus, meu amor! – Todos na sala olharam para mim. – Desculpe, desculpe. – Sai da sala e fechei a porta do quarto de Sherlock. Sentei na cama. – Pode falar Ham.

– Mãe eu estou com saudades de você.

Eu também estou com saudades de você! Muita!

– Então pode vir me buscar no aeroporto?

No aeroporto? Mas eu não sei onde você está...

– Estou aqui mãe.

Aqui? Aqui em Londres?

– Sim. Está feliz?

Claro que estou! Estou surpresa também! Passe o telefone para James, por favor... Você não me disse!

É uma surpresa, nós viemos passar o natal com você, mas já vamos voltar amanhã.

Onde estão?

Portão G.

Ok... Obrigada. – Desliguei o telefone e corri para me trocar. Voltei do banheiro, Sherlock estava sentado no chão ao lado da cama comendo Brownie. Ah Sherlock...

– Por que se trocou... Vai sair?

Vou... – Me ajoelhei em frente a ele e beijei sua bochecha. – Feliz natal meu caro.

– Você vai sair, porque não vai ficar?

Porque James e meu filho estão me esperando no aeroporto.

– Então eu acho que eu preciso devolver o Brownie para você, já que não cumpriu o que prometeu.

Sherlock, ele é meu filho, não existe limites de promessas que eu não quebraria para estar com ele... Mas eu não espero que você compreenda. – Ele franziu as sobrancelhas e me olhou de um jeito diferente.

– Pode ir. – Estava sendo frio comigo, chegava a ser doloroso o ver fazendo isso.

Eu vou. – Peguei minha bolsa e sai do quarto. – Boa noite e feliz natal para todos. – Abracei John, depois Mary, Mrs. Hudson, acenei para algumas pessoas que eu não conhecia direito e depois acenei para Molly. Eu não voltei no quarto para ver Sherlock. O táxi me levou rapidamente para o aeroporto. Passei pela escada rolante, depois quase corri pelo aeroporto de salto, esbarrei em um homem que não se importou nem um pouco. Continuei a correr, quando vi o portão G e Ham acenando meu coração quase explodia.

Meu amor! – Me ajoelhei no chão e ele correu para me abraçar.

– Mom!

Como está? Está cansado? Com fome?

– Não, estou bem, mas estou com fome... – Abracei-o mais uma vez. James pegou no meu ombro, segurei sua mão e me levantei.

Obrigada. Você se comportou não foi? – Perguntei a Ham.

– Sim. – Ele olhou para os próprios pés e começou a mexer nos cadarços das botas.

– Muito teimoso, não fez nada do que eu falei que era para fazer... E ainda me fez voltar para Londres... – James reclamou enquanto levava a pasta dele.

Ele é só uma criança, não seja tão rigoroso, estava longe, sentiu saudades... – Abracei Ham novamente.

– Eu reservei uma mesa no Nobu Berkeley... – James comentou.

– Podemos comer no Subway? – Ham apertou minha mão enquanto andávamos pelo aeroporto. James parou e olhou para mim.

– Você sabe como foi difícil conseguir essa reserva no dia de natal no Nobu Berkeley?

Eu sei James, mas você pode ir se quiser.

– Se continuar a fazer as vontades dele ele vai virar o quê?!

A questão não é essa. Eu quero, ele quer, nós vamos. Não faço questão do Nobu Berkeley.

– Você só pode estar brincando.

Não estou, pode ir se quiser... Não se sinta preso, por favor. – Eu odiava sentir que estava prendendo alguém, sempre dei espaço para as pessoas se sentirem confortáveis. Ham acenou, seguimos pelo aeroporto correndo. Estava me divertindo, só eu e ele. Procuramos pelo aeroporto todo o bendito Subway, cada vez que virávamos e não encontrávamos parecia mais divertido, depois estávamos realmente querendo achá-lo parecia ser um desafio. Eu estava descalça correndo pelo aeroporto com Ham pulando ao redor de mim. Não sei o que parecia para as pessoas que viam, mas era divertido. – Ham! Ai está o maldito... Sherlock! – Encarei Sherlock saindo de uma mesa, segurava um copo enorme de Coca-Cola, virou e continuou andando, provavelmente não nos viu. O que ele estava fazendo aqui?

– Mãe, o nome é Subway.

É sim... – Apertei a mão de Ham, ele olhava para mim com curiosidade. – O que está esperando? Vamos comer. – Sorri para ele e ele sorriu de volta. O aeroporto estava vazio e os poucos lugares abertos também não tinham mais que três pessoas. Era egoísta, as pessoas que ainda estava trabalhando nessas lojas semi- vazias estavam perdendo o natal, eu não estava perdendo o meu. Fizemos os nossos pedidos e em alguns minutos já estavam prontos. Ham sentou em cada cadeira , quando eu digo cada cadeira, realmente ele sentou em cada uma, com a desculpa de “Um lugar bom para se passar o natal”. Quando ele finalmente escolheu o lugar, nós sentamos e comemos calmamente. – Então, ano novo está próximo, como se sente já que vai fazer quatro anos?

– Muito bem.

Você não parece ter três anos. – Suspirei.

– Isso é ruim?

Não, não é... Olhe para você e o seu tamanho! Você está crescendo muito rápido!

– Eu quero crescer, isso é ótimo!

Você acha? Ser adulto não é tão legal quanto você pensa... Além das preocupações, às vezes nós temos que ferir quem nós amamos. Isso é a pior parte.

– Mas você tem a mim!

É verdade, eu tenho você. – Baguncei seu cabelo e abracei-o. – Merry Christmas my love!

– Merry Christmas Mom!


Notas finais
Feliz natal beeem atrasado e um ótimo ano novo! Estou postando esse capítulo ainda na época de natal porque considero importante =) Espero que tenham gostado. Eu adorei escrever esse capítulo, explorei tanta coisa! Sherlock sendo sexy! Perfeito auehuaeh XD O relacionamento entre Irene, James e Ham! Eu adorei! Para os leitores detetives, esse capítulo está cheio de spoilers! :D Um ótimo 2013! E desculpe os atrasos, estava viajando e depois tive que colocar tudo em ordem. Comprei uma tardis! * Fan de Doctor who também * ;D Obrigada M Stark *-* Pela recomendação, fico muito feliz e não se preocupe, não vou abandonar a fic. Obrigada! Ahh, desculpe se tiver algum erro, estou postando algumas horas antes do ano novo, correria!