Would You Have Dinner With Me?

4 I begged for mercy only once, just like you.


Notas iniciais
Aviso.
Esse é o tipo de capítulo que seria bom você ler com total privacidade. ;)
-> Para quem não deu uma olhada no capítulo 01, eu adicionei a " capa " da fic . :D

A tarde passava rapidamente. Sherlock ficou no quarto do hotel enquanto eu alternava as lojas que ele pediu no papel e minhas lojas preferidas. Consegui aproveitar bastante enquanto andava com sacolas cheias de pacotes, roupas e tentava segurar firmemente o papel que ficava querendo voar de minhas mãos. Quando entardeceu, minhas atividades de compras ficaram sujeitas ao frio, o que deixou tudo mais lento. Tive problemas para tentar entender alguns produtos na loja de objetos químicos, mas logo um funcionário prestou ajuda. Como eram produtos quebradiços e muito grandes para eu carregar, já com várias sacolas, mandei entregar no quarto do hotel. Levei um tempo enorme para achar um taxi que me levasse a Lensbury Avenue para olhar um apartamento. Cheia de compras e desajeitada eu consegui convencer a moça da imobiliária que precisava ver o apartamento antes de sair de Londres. Resumindo? Agora.

Os ambientes eram todos muito claros e grandes. Tinha diversos quartos que eu com certeza não usaria. A cobertura era muito bonita e ventilada, além da vista perfeita que tinha para quase todos os pontos turísticos de Londres como, por exemplo, a London Eye. De fato eu tinha gostado bastante do apartamento e estava decidida a comprar, para reduzir meus esforços à compra poderia ser feita pela internet e tudo seria bem rápido. Eu tinha a opção de escolher uma decoradora para mobiliá-lo e receber tudo pronto. Poderia calmamente mover dinheiro de minha conta na Irlanda para comprar. Eu tinha uma pequena fortuna dividida em bancos de diferentes lugares. Particularmente muito dinheiro na Irlanda e uma quantia bastante razoável em New Jersey para minha família.

Voltei apressadamente para o hotel e encontrei Sherlock “deitado de bruços ‘’ de frente para a lareira da sala. Pareceu não notar a minha presença enquanto eu fechava a porta e passava o cartão. Passei por cima dele e joguei as sacolas no sofá. Estava chovendo e eu estava encharcada . Tentei salvar as sacolas mas em algumas o papel ficou terrivelmente dissolvido e os produtos como roupas por exemplo, foram os mais afetados.

Virei para olhar Sherlock que não estava mais deitado . Estava atrás de mim e agora muito próximo.

– Qual a senha de seu novo celular? – Disse ele, rodando o celular nas mãos e jogando o aparelho várias vezes para cima.

Não conseguiu descobrir?Sorri para ele enquanto pegava o celular de suas mãos e ele passava para o outro lado do sofá mexendo nas sacolas.

Está tudo aqui?

Não, alguns produtos químicos chegarão por frete, já que eram razoavelmente grandes para eu carregar e já estava lotada com essas sacolas e...

Está muito molhada. – Disse ele, saindo para o quarto e voltando rapidamente com a coberta da cama em umas das mãos e a toalha em outra. – Não está mais acostumada com Londres? – Sorriu para mim e passou o cobertor ao redor do meu corpo.

Acho que não. – Passei meus braços pela cintura dele puxando-o para mais perto. Toquei as maçãs do rosto enquanto ele pegava a toalha e enxugava meu cabelo. – Eu achei um apartamento ótimo, uma cobertura na verdade... É enorme e muito ventilada. A vista é perfeita. – Disse, abrindo alguns botões da camisa branca dele enquanto ele estava completamente concentrado em enxugar meu cabelo.

Hmm. – Apenas disse.

Toquei seu peito branco e beijei o pescoço, Sherlock fechou os olhos suavemente. A pele estava quente, extremamente quente. Mordi a orelha dele e suas mãos apertaram o cobertor contra a minha cintura. Fiteis seus olhos que pareciam mudar de cor entre azul e verde. Sempre lindos. Beijei o canto de seus lábios que um tempo depois, calmamente beijaram a minha bochecha. – Tem alguém na porta. — Disse ele sussurrando em meu ouvido.

A porta fez três bips. Ele pegou a toalha e o cobertor e levou o quarto. Desapareceu de meus braços cedo demais. Passei o cartão na porta e recebi os pacotes. Assinava vários papeis que pediam a comprovação da compra e o recebimento. Fechei a porta e passei o cartão. Coloquei alguns pacotes em cima da mesa e o resto, puxei com os pés.

Sherlock surgiu na sala pegando os pacotes de minha mão enquanto eu me abaixava e colocava-os do chão para a mesa.

Precisa disso tudo?

Sim.

Abri uma das caixas que continha o violino. Puxei o instrumento para fora da caixa e Sherlock passou pegando outro pacote e abrindo no chão da sala.

Adesivo de nicotina?

– Não se consegue mais fumar direito em Londres.

Continuei abrindo as caixas enquanto ele montava os aparelhos em cima da mesa. Em poucos minutos parecia haver um laboratório desorganizado na pobre mesa que ameaçava quebrar. Sherlock começou a fazer algumas experiências enquanto eu simplesmente sentava no sofá e acabava de me enxugar.

– Está com fome?

– Sim...

Vou sair e comprar algo. – Disse ele, pegando o casaco e passando o cachecol azul pelo pescoço.

– Tem certeza?

Volto logo. – Sherlock saiu pela porta e fechei calmamente passando o cartão. Corri para o quarto e tomei um banho quente. Sequei os cabelos e soltei, escovei os dentes e peguei meias pretas e uma espécie de short de cintura alta que na verdade era algo parecido com uma calcinha. Peguei um sutiã preto e prendi a meia a calcinha. Passei pelo banheiro e coloquei uma sombra azul nos olhos. Voltei para a sala e encontrei os adesivos de nicotina abertos. Havia muito tempo que eu não fumava e levemente surgiu a vontade de fazer isso. Peguei quatro adesivos e me deitei no sofá, colocando dois em cada braço.

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Irene! Irene! – Abri os olhos e tentei distinguir a silhueta de Sherlock.

Está tudo escuro, por que você apagou a luz? – Tentei sentar mais os braços de Sherlock me forçaram de volta contra o sofá.

Quantos adesivos você colocou?

Não sei. Do que você está falando?

Sherlock tirou o casaco e o cachecol, jogando os dois na cadeira da mesa. Virou para mim com o que parecia ser uma seringa.

O que é isso Sherlock? Eu não gosto de agulhas.

Pare de se mexer e me deixe pegar uma amostra de seu sangue.

Para quê?!

Para descobrir quanto desse material tem em seu corpo.

Não precisa estou bem! Deixe-me levantar!

Não está, pare de se mexer!

Não, não, não! Não tire, está ótimo, ei você está acompanhado?

Pare de se mexer ou eu vou acabar lhe ferindo sem querer.Lutei em seus braços tentando ver a seringa. Suas mãos se fecharam em um aperto de ferro contra os meus pulsos e seu corpo me empurrou de volta para o sofá. – Pare de se mexer Irene! Ele colocou a agulha na mesa e me puxou enquanto me imprensava na parede.

So is the time that I will ask for mercy?Sorri maldosamente.

Rapidamente ele pegou a agulha e perfurou meu braço, enquanto eu gritava.

Pare com isso ou vão achar que alguém está te matando!

É só nisso que consegue pensar?Mordi o queixo dele enquanto tirava a agulha e me segurava com a outra mão.

Ele me puxou e me deitou no sofá enquanto eu tentava sentir o chão e me levantar.

Escutei Sherlock falando algo mais não conseguia entender.

O que colocou nos adesivos?Senti seu corpo sentar do meu lado e subi em cima dele, passando minhas pernas em cima do quadril, sentei em cima de seu colo.

Estava fazendo alguns experimentos com os adesivos. – Disse ele tirando alguns que ainda estavam em meu braço. – Não sabia que ia usar.

Não sabia que tinha colocado drogas nesse maldito adesivo.

Irene... – Ele tirou os cabelos do meu rosto enquanto eu tocava calmamente com os dedos seus lábios.

“Os homens de poucas palavras são os melhores”. - Disse, beijando seus lábios quentes que queimavam contra os meus.

Você realmente está drogada. Pare de citar William Shakespeare para mim. – Disse ele, sorrindo enquanto tirava o elástico de minhas meias e se afastava.

Do que tem medo?

– Desculpe? – Disse ele, enquanto voltava para a mesa e começava a passar meu sangue por tubos de vidro.

Por que foge de mim?

– Não fujo de você. – ele puxou a cadeira e sentou calmamente fazendo algo que eu não conseguia ver, já que a vista estava turva.

Yes you run Mr. Holmes. – Levantei e parei no meio da sala. – Viu? Já estou melhor.

Ele olhou para e mim e se levantou, passou seus braços pela minha cintura e me conduziu até o sofá novamente.

Sherlock, você tem medo de mim?

– Não. – Disse, enquanto eu me sentava no sofá e ele puxava uma almofada para eu deitar e encostar a cabeça.

So, is about sex?

– Não. Por favor, não fique andando, estou tentando fazer algo para você melhorar.

Por que eu acho que você está mentindo?

– Não estou. "A imaginação é mais importante que o conhecimento. O conhecimento é limitado. A imaginação envolve o mundo”. Albert Einstein. – Disse, sorrindo.

Eu sei que é Albert Einstein e, não se aplica a tudo.

– Você está incoerente, vá dormir. – Disse ele, voltando para a mesa e para os frascos.

Deitei inquieta no sofá. Estava com uma sensação estranha, provavelmente era isso que “meus queridos amiguinhos” sentiam quando eu injetava droga no sistema deles. Desisti de tentar dormir e tentei levantar passando silenciosamente da sala para o quarto.

Voltei para a sala e sentei no colo dele.

– Não, o que está fazendo em pé?

Nada.

– Você é uma terrível mentirosa.

Não sou... — Toquei um dos vidros que em um movimento rápido caiu no chão com um líquido amarelo.

– Irene! Olhe o que você fez!

Desculpe. — Ele levantou e ficou olhando o vidro. Suas feições demonstravam raiva. De repente olhou para mim e fechou suas mãos nos meus pulsos me arrastando para o quarto.

Me solte!

– Não. – Comecei a protestar e a pular, então ele me levantou e me pegou em seus braços. Sherlock levou-me até a cama e puxou as cobertas em cima de mim. Depois andou até a porta.

Onde está indo?

– Para a sala. Durma.

Não quero dormir.

– Tente.

Já tentei.

– Então tente de novo.

Sentei na cama e olhei para ele. Mal conseguia enxergar algo. O quarto estava todo escuro, sua face branca olhava para mim iluminada pelo pouco de luz que vinha da sala. Dei tapinhas no colchão e fiz um biquinho.

Calmamente ele atravessou o quarto e se sentou ao meu lado.

– Durma. – Ele sussurrou. Deitei e puxei seu braço ao meu redor. Senti-o deitando lentamente ao meu lado. Passei os dedos pelos seus cabelos escuros e segurei a ponta de seus cachinhos.

– Sherl, could you now have dinner with me? — Subi em cima dele e sentei em sua cintura.

– Achei que tinha falado para você dormir.

Ele puxou minha cintura contra seu quadril. Mordi seu pescoço e senti sua respiração ficar mais forte. Experimentei abrir alguns botões de sua blusa e beijei seu peito branco. Alguns minutos se passaram e ele puxou meu queixo e mordeu meus lábios. Sua boca começou a se mover na minha, extremamente doce e quente. Abri todos os botões de sua camisa enquanto ele rasgava minhas meias e puxava minha cintura para mais perto. Joguei sua blusa no chão enquanto ele segurava meus pulsos e mordia meu pescoço, depois os ombros... Meu corpo estava igualmente quente ao dele, escutei um barulho que parecia ser o baque de sapatos caindo no piso. Virei para olhar mais ele me puxou e prendeu minhas mãos que antes tiravam suas calças. Passei os pés pelas meias dele até tirar. Ele sentou e puxou minhas roupas enquanto eu passava a ponta dos dedos fazendo círculos em suas costas.

Sherlock era perfeito com todas as roupas que usava. Casaco... Blusas (bem apertadas na parte dos botões que só faltavam saltar de seu peito), mas assim, sem roupa alguma era a criatura mais bonita que eu já tinha visto. Subi em cima dele , nossos corpos finalmente se conectando, sentei em seu quadril enquanto ele puxava meu corpo contra o seu. O prazer... As sensações eram ótimas, melhores do que eu já tinha sentido com qualquer outro homem. Talvez porque eu o amava ou porque ele realmente era perfeito para mim. Sherlock rolou pela cama me puxando para baixo, ficando em cima de mim, experimentei beijar seus lábios, enquanto ondas de prazer se espalhavam pelo meu corpo mais rapidamente. Escutei sua respiração ofegante, enquanto seu corpo se movia mais rápido contra o meu, me trazendo uma satisfação secreta. Ele sussurrou algo em meu ouvido que eu não consegui ouvir. Minhas mãos se fecharam, apertando os lenções, senti sua boca em meu pescoço. Meu corpo estava suado e muito molhado, o dele estava quente. Muito quente.

Seus movimentos iam mudando e meu corpo só conseguia pedir mais e mais. Minutos depois a única coisa que eu conseguia fazer era gritar pelo quarto e apertar os lenções enquanto seu corpo se apertava contra o meu.

Em algum momento eu perdi o controle e aranhei suas costas, enquanto Sherlock gemia. Abri os olhos e encontrei seu rosto corando, era lindo, todo branco... Suado, com os cabelos assanhados, os lábios um pouco inchados e seus lindos olhos azuis perdidos no meio de alguma névoa pessoal.

– Eu quero... Mais. – Disse ele surrando. Senti seu corpo se apertar contra o meu e tudo ficar mais rápido. Alguns minutos se passaram e percebi que eu estava gritando e ele gemendo. Que se dane os “vizinhos” dos outros quartos. Seus dedos passaram pela minha coluna e finalmente pararam em meu pescoço. Levantei minha coxa em cima de seu quadril, meu corpo ficando muito mais aberto do que estava antes. Ele se movia dentro de mim com o que parecia perfeição. Não sei quantas vezes eu atingi o pico, ele estava me devastando, eu só conseguia gritar e tentar me controlar.

– Sheerl- Meu grito ficou abafado enquanto ela me beijava.

Meu corpo ficou extremamente molhando me dando sinais de que eu já tinha chegado ao máximo. Estava devidamente morrendo de cansaço, enquanto ele parava e recomeçava de novo. Eu o queria, mas estava muito cansada, mal conseguia me mover em seu aperto que parecia ser de ferro. Alguns minutos se passaram e cada vez que a brisa entrava no quarto meu corpo tremia. Quando ele finalmente parou, me deitei em seu peito branco passando meus braços ao redor de seu corpo enquanto ele puxava alguns lençóis e me cobria, dando sinais de que tinha percebido que eu estava com frio. Nossas respirações lentamente voltavam ao normal, enquanto minha mente se perguntava se eu tinha feito muito barulho.

I think we're at a stalemate. I begged for mercy only once, just like you.

– Tomorrow you will beg for mercy twice. – Ele sorriu. – Durma.

Fechei meus olhos enquanto ele passava os dedos pelo meu cabelo. Parecia extremamente perfeito todo o momento. O tipo de situação que pela primeira vez em minha vida eu não me importaria de parar no tempo.Essa noite eu dormi sem sonhos, cansada demais talvez para imaginar ou pensar qualquer coisa que não fosse Sherlock.


Notas finais
->Não sei se escrevi bem esse T_T Por favor, falem o que acharam. Um abraço e ;*
->Se tiver algum erro, podem me mandar uma mensagem por favor? ty.