Would You Have Dinner With Me?

3 A quiet day in the hotel room.


Voltei para sala e encontrei Sherlock sentado confortavelmente no sofá perto das janelas, com um rápido movimento, ele uniu a ponta dos dedos e assumiu uma expressão judiciosa. Levou suas mãos próximas do rosto e minutos depois fechou os olhos.Seus longos dedos encostaram sua boca que parecia ser esculpida em sua face branca.

Vai ficar parado aí?

– Fui ao quarto, mas você estava se trocando.

Abriu os olhos e olhou para mim. Virei o rosto e sentei no sofá de frente para ele. A claridade estava me incomodando e o vento também. De tempos em tempos meu corpo tremia levemente de frio cada vez que a brisa entrava mais forte no quarto.

– Eu posso saber como chegou aqui? Existem câmeras por todo o hotel... E mesmo que você tenha entrado como convidado seu rosto é bastante conhec...

– Não entrei como convidado. Seria estúpido se tivesse feito. – Disse ele, rapidamente. – Peguei roupas de funcionários até achar a mais adequada. Devo dizer que a segurança desse lugar é ridícula, fiquei horrorizado com a facilidade que entrei aqui. Não admira que Moriarty tenha matado um duque há seis anos, nesse mesmo hotel.

Relembrei os fatos que ficaram conhecidos como o quarto sangrento. Saiu nos jornais com esse título e na época foi assim que conheci Moriarty, apesar de estar em New Jersey visitando minha família, a notícia se espalhou bastante.

Você se fantasiou?

– Usei um disfarce, é diferente. Você me viu, apesar de terrivelmente absorta...

Não sou...

Eu servi risoto e clonei o seu cartão. – Olhei atônita para ele, que rapidamente sorriu.

Como...?

Como eu estava falando, você estava ocupada “demais” para...

De luto, você quis dizer. — Comecei a bater os dedos no sofá e estava começando a ficar impaciente.

Deixe-me terminar! – Ele olhou para mim enquanto eu o encarava. — Ocupada demais para perceber enquanto eu pegava e clonava seu cartão com esse aparelho...

Sherlock! Isso é dispositivo do governo! Mycroft te deu isso?

Não, eu peguei emprestado no dia em que você discutia seus planos...

O dia em que você descobriu a senha do meu celular o qual, eu quero de volta. Estendi a mão.

Já tem um, porque quer outro?

Sherlock!

Não tenho seu celular aqui!

Devo olhar na almofada? – Ele me fitou, suas sobrancelhas levantaram enquanto ele se lembrava de quando “supostamente tinha guardado meu celular em um canto secreto“, e na verdade estava na mesma poltrona que eu.

– Dessa vez não. – Disse ele, sorrindo.

Olhei para o relógio de madeira. 11h.

– Qual a programação de hoje? – Disse ele, enquanto cruzava uma perna, completamente confortável e me encarando.

Não respondi.

– Ainda está com raiva de mim?

Você acha ou tem certeza?- Rapidamente ele levantou e andou até a mesa, pegando o copo de vidro que eu tinha quase quebrado em cima da mesa.

Eu estava pensando em visitar a Baker Street, precisamente 221B, fazer uma visita a Dr. Watson e conversar com ele. Quem sabe ele me entrega o meu celular.

– Não está lá, e mesmo que estivesse ele não iria achar. Pode me fazer um favor?

Olhei para ele.

– Até quando pretende ficar em Londres?

Mais três dias e depois voltarei para Irlanda, farei as malas e comprarei um apartamento aqui. Já visitou a Lensbury Avenue?

. Pode me fazer um favor?

Sim,mas apenas se me contar como fingiu a própria morte.

– Eu não fingi... Só não descobriram ainda. – Disse ele, pegando o copo com uma das mãos e virando-o de cabeça para baixo na mesa.

Sherlock, as pessoas te enterraram, não acho que irão descobrir.

Peguei o telefone e disquei o número do serviço de pratos.

– Bom dia, em que posso ajudar?

Bom dia... Quero pedir o café da manhã.

– O que vai querer?

Olhei para Sherlock.

– Tanto faz. – Disse ele, sussurrando.

Café da manhã tradicional, obrigada. – Desliguei o telefone e peguei uma maçã. Já tinha provado do café da manhã tradicional e tinha estragado mais da metade porque vinha muita comida.

Quer? – Rolei a maçã em uma de minhas mãos.

– Não. Não gosto mais de maçã. – Disse, andando pelo quarto e dando tapinhas no vidro da janela.

Sentei novamente no sofá cor de creme enquanto olhava todos os movimentos dele, joguei uma almofada no chão. Alguns minutos se passaram e ele começou a andar de um lado para outro da sala, sacudindo as mãos.

O que você tem? – Disse. – Está me deixando impaciente.

I am bored. – Ele se jogou no sofá tão rapidamente que minha maçã caiu de minhas mãos. Ele se deitou em meu colo e olhou para mim. Toquei seus cabelos, tirando alguns fios que estavam em seus olhos, que suavemente se fecharam. — Uma vez. — Disse ele, pausadamente. – Watson ficou enraivecido por eu ter dito que não tinha amigos. No momento, eu respondi que tinha apenas um que é ele. Penso que você e eu, neste caso, somos diferentes, mas é algo incompreensível para mim.

Toda a raiva que eu estava sentido até segundos atrás, desapareceu. Nunca ele tinha falado algo que expressasse que entre nós dois havia algo mais, apesar de saber que eu tinha me apaixonado, ele levou muito tempo para deduzir . Lembro que meus planos estavam seguindo o esperado, quando, finalmente conheci Sherlock, Moriarty já tinha me alertado das habilidades e de sua personalidade forte, mas isso não ia ser problema. Pelo menos eu pensei, até finalmente conhecê-lo, eu nunca tinha encontrado alguém como ele. Beleza, inteligência, força, perfeição... A criatura perfeita para a humanidade. Apenas tinha um problema. Era uma máquina, sentimento era algo que ele não entendia, tentava e mesmo assim, ainda cometia deslizes. Nunca admitia que sentimento levasse em conta na hora de suas investigações e muito menos deduções.

– No que está pensando? – Ele sussurrou.

Em quando nos conhecemos.

Ele olhou para e mim. Em seus olhos havia algo, indecifrável e de repente, sumiu.

– Tem alguém na porta. — Disse ele, rapidamente se levantando e andando até o quarto. Fechou a porta.

A porta da sala fez três bipes e corri para abrir. Passei o cartão no leitor e um senhor idoso com olhos azuis, face rosada e farda vermelha, entrou sorrindo com uma bandeja. Colocou calmamente na mesa e virou para mim, enquanto eu esperava segurando a porta.

– Boa tarde.

Boa tarde.

Aqui está seu café da manhã. — Disse ele, enquanto tirava a tampa de pratos e comidas da bandeja. O cheiro tomou todo o compartimento.

Obrigada.

O homem passou pela porta e virou para mim.

– Cuidado senhorita. Parece que um de nossos empregados foi surpreendido por um homem. Não era para eu falar para os hospedes, mas não iriamos querer que uma moça tão bonita e elegante se machucasse, certo?

Obrigada. – Ele sorriu e saiu pelo corredor. Fechei a porta e passei o cartão. Sherlock já surgia na sala e agora puxava uma cadeira e sentava-se à mesa.

Não existe qualquer forma objetiva, a qual você possa me falar que nocauteou um empregado?

Puxei a cadeira e sentei, enquanto Sherlock pegava um prato e olhava para mim.

– Algumas pessoas desenvolvem medo súbito. O homem estava apavorado. A única forma que encontrei de pegar a roupa de funcionário foi partindo para a força física.

Suspirei.

Aparentemente o funcionário sabe que não viu um fantasma. Será que ele reconheceu seu rosto?

– Penso que não.

Comecei a servir chá. Sherlock pegou um papel em branco e uma caneta e começou a escrever algo com uma caligrafia elegante. Levei a xícara aos lábios e tomei pequenos goles enquanto Sherlock escrevia rapidamente. Peguei algumas torradas e comecei a passar um pouco de requeijão.

– Você poderia... – Disse, pegando o papel e me entregando. — Por favor, passar em algumas seções na Oxford Street para comprar algumas coisas para mim?

Olhei para o papel.


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▄ → A∂єsivσ ∂є ทicστiทα. ▄

▄ → Viσℓiทσ. → Rσυραs. ▄

▄ → Pαssαρσrτє ƒσrjα∂σ. ▄

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–Se você virar o papel tem mais alguns objetos que preciso, mas acho que você só conseguirá em lojas que vendem aparelhos para laboratório. Pode me passar uma xícara com café? Black two sugars, please.


Notas finais
Escrevendo próximo capítulo e revendo algumas cenas da série. Tem vários links nesse capítulo para fazer a conexão com as lembranças. Um abraço *-*