Notas iniciais
Yoo meus amores, como estão? Eu não estou muito bem, estou passando por uma fase dificil nos ultimos dias, porem me esforcei ao máximo pra trazer para vocês um bom capítulo. Eu fiquei bem triste com o ultimo capítulo, tive apenas 5 reviews de 17 view (somando a parte I e II) fiquei bem triste com isso, MAS queria agradecer a que comentou, e que me deixaram bem feliz, e vou parar de enrolar... Só um AVISO IMPORTANTE: esse capítulo não será dividido em dois, ok? será apenas esse, então, somente um capítulo hoje, o próximo saí quarta, ou até antes talvez. Sem mais delongas. Boa leitura e nos vemos lá em baixo

~Ai

Chegamos à academia e encontramos todos no saguão. Tive de segurar a risada quando Ittoki abraçou o Syo. Esse baixinho é realmente, muito estressado, mas conseguiu se segurar e explicar tudo que tinha acontecido.

Não deixei de notar que a cada pequeno espaço de tempo ele olhava em minha direção e sempre que acontecia de nossos olhares se encontrarem ele ficava levemente corado. Não pude deixar de achar aquilo uma graça, e que ele ficava muito fofo com isso.

Enquanto caminhava lembrei-me do sorriso dele no hospital. Nunca fiquei tão fascinado por nada, mas o sorriso dele conseguiu isso, fez com que eu me fascinasse tanto, que não pude deixar de sorrir de volta, e pela primeira vez, foi um sorriso sincero, e não dos forçados que eu uso quando preciso.

Me pergunto, como pude me apaixonar por ele, mas acho melhor guardar em segredo, pelo menos por enquanto, pode ser que eu esteja me precipitando e enganando ao achar que ele corresponde isso, e não conseguirei dizer isso para ele, imagino todos os tipos de reações, e acredito que ele ficaria com vergonha. Principalmente quando esse alguém fica o encarando, como é o que está acontecendo nos últimos minutos.

Não consigo desviar os olhos dele, a forma como ele se movimente prende minha atenção.

......

– Ai-ai. – Reiji me chamou e estralou os dedos em minha frente – Está tudo bem? Você está viajando. – comentou

– Não é nada Reiji, – disse, voltando ao meu estado normal – está tudo certo, só estava pensando.

– Espero que seja na música, porque é para amanhã, Mikaze. – Camus disse.

– Ela já está quase pronta Camus.

– Espero que sim.

– Eí, Camus — Ranmaru o chamou – não sei por que você se preocupa com o Ai, ele nunca perdeu nenhum prazo. – completou com um sorriso sarcástico se formando.

– Não se meta Ranmaru — o conde rebateu

– Calma, calma – o albino ironizou – para um conde você é muito estressadinho, não é barbi? – usou o apelido antigo do conde, o que o deixou irritado e que se não fosse pelo Aijima, teria partido para cima do albino.

– Me larga Aijima! – Gritou – Eu já perdi a paciência com esse daí.

– Se acalme Camus, – falou o indiano – vem cá. – disse, puxando o conde com ele para a mesa de doces. Ele realmente sabia como acalmar o seu senpai.

Fiquei observando o indiano conversar com o conde enquanto servia um prato de doces para o mesmo. E por estarem perto de mim, conseguia ouvir Reiji repreendendo o albino pelo que tinha feito ao passo que o outro murmurava algumas coisas. Achei a cena engraçada. Se fosse qualquer outra pessoa, Ranmaru, já teria revidado e mandado calar a boca, mas com o moreno sempre fora diferente, ele nunca conseguiu agir como sempre, sempre ficando mais “domesticado” perto de Reiji, era como se o moreno causasse algo ao albino, que fazia ele se controlar e manter-se mais na linha.

Fiquei mais alguns minutos dividindo minha atenção entre o observar Camus e Aijima conversando enquanto o conde comia doces, e escutar Reiji dando um sermão no albino, que até agora não tinha erguido a voz em nenhum segundo, só algumas vez em que falava um pedido de “desculpas” para o moreno. Até que senti alguém puxar a parte de trás da minha camisa. Quando virei, acabei me surpreendendo com quem era.

– Nee, err... senpai, eu queria agradecer, mais uma vez, por você ter ido comigo ao hospital, eu nunca tinha ficado tão calmo lá, como fiquei hoje.

– Não precisa me agradecer chibi. – disse, começando a acariciar os cabelos loiros, que por um milagre não estavam escondidos a baixo do chapéu – Eu fui porque estava preocupado com você e por que eu sou seu senpai, lembra?!

– Hai, eu sei senpai, mas eu queria agradecer mesmo assim. – sussurrou e olhou nos meus olhos – Obrigado.

– De nada, chibi, de nada. – respondi, enquanto ainda mirava os orbes azuis. – vem comigo. — disse o puxando para fora do refeitório e me dirigi ao dormitório.

Ele não fez nenhuma pergunta, nem mesmo fez menção de soltar sua mão da minha, mesmo eu tendo visto a confusão estampada em seus olhos. Chegamos ao quarto, destranquei a porta rapidamente, e assim que entrei soltei sua mão, e fui atrás da partitura que tinha o começo da minha nova música. Quando a encontrei, apaguei rapidamente a canção que estava começada, e então chamei Syo, para que se sentasse ao meu lado. Ele assim o fez, em silêncio, mas ainda com os olhos arregalados, devido ao susto de eu tê-lo puxado do nada. Assim, que ele se ajeitou na cadeira ao meu lado eu peguei novamente a sua mão, e vi que mais uma vez ele corou.

– Me desculpe Syo, – pedi — eu só tive uma ideia para a música, mas eu preciso que você fique aqui comigo, para que eu consiga escrevê-la.

Ele assentiu com a cabeça concordando, e pude sentir uma leve pressão em minha mão. Sorri com aquilo e apertei de leve a dele. E o vi sorrir também, apesar de estar envergonhado.

Levei cerca de trinta minutos para escrever a canção. A qual se chamou Winter Blossom. E em momento algum ele soltou da minha mão, ao contrário, algumas vezes ele a acariciava de leve ou colocava a outra mão envolvendo ainda mais a minha.

*****

~Reiji

Notei que Ai saiu arrastando o Syo para fora do refeitório, achei estranho, mas acredito que era apenas alguma conversa, mas já faz mais de trinta minutos que eles saíram, e até agora não voltaram, não posso deixar de ficar preocupado, pois desde que viramos senpais do Starish, eles vivem brigando. Somente hoje, que foi muito deferente, quando eles voltaram do hospital, notei que o Ai estava diferente, como se estivesse feliz. Feliz? Eu nunca vi o Ai feliz, nem mesmo quando estreamos, ele sempre se manteve sério, e nunca demonstrou quase nenhuma emoção.

Mas, agora que eu parei pra pensar, foi desde que ele conheceu o Syo que isso começou a mudar. Ele nunca foi de perder a paciência facilmente, mas quando o assunto é com o loirinho, ele perde a pose muito rápido, e discutem na frente de todos, no inicio não liguei, achei que era apenas um surto, mas isso continuou, e hoje, vi que ele tinha um brilho diferente nos olhos, principalmente quando olhava para o pequeno.

Notei também que em alguns momentos existiam trocas de olhares, e que a cada um deles Syo corava. Ele eu ainda não conheço muito bem. Mas sei que se existe algo com o Ai, isso é recíproco.

......

– Reiji – Ranmaru me chamou – você viu o Ai?

– Vi ele faz um tempo, saiu arrastando o Syo pela porta. – respondi.

– Você não acha que tem alguma coisa diferente com ele? Sei lá, faz um tempo que ele está se irritando com mais facilidade.

– Acho que sim, estava pensando nisso agora a pouco. E pelo que consegui notar, foi desde que viramos senpais dos meninos.

– Não sei se é por isso, mas que ele está estranho, ahh isso ele está.

– Nee, Ran-ran, você não acha que o Ai-ai pode estar apaixonado? – perguntei

– O Ai? Apaixonado? Duvido muito. É mais fácil o Camus se apaixonar do que o Ai.

– Eu escutei isso Kurosaki – Camus disse se aproximando de nós. – e eu concordo com o Reiji. Por que outro motivo ele teria mudado?

– É uma boa pergunta Myu-chan... – cometei – mas se for isso, por quem vocês acham que é?

– Eu não tenho nem ideia – Ranmaru respondeu.

– Eu tenho uma desconfiança que é pelo Kurusu, notei que ele está olhando pra ele de uma forma diferente – Camus disse.

– Pelo chibi? – Ranmaru quase se afogou.

– É eu concordo com o Myu-chan, Ran-ran. – disse – Por quem mais poderia ser? O Ai-ai não sai da academia quase, e não acho que ele se apaixonaria pelo Nacchan.

– É se for olhar por esse lado. Eu até concordo. – Ranmaru disse – O Ai nunca escondeu que tinha relacionamentos com homens também, então, nem me surpreendo com isso. Mas logo pelo chibi?

– É o amor Ran-ran, é o amor.

– Mas vocês dois devem entender muito disso não é? – Camus chamou nossa atenção – Até porque eu tenho quase certeza que você dois sentem algo um pelo outro. Estou certo, não é?

Nós dois desviamos os olhos e não coramos. Nenhum dos dois negando. E só fui ficar menos envergonhado quando Camus começou a rir. Só então olhei para ele.

– Eu sabia!! – exclamou – Sempre soube que vocês iriam acabar tendo alguma coisa.

– Como assim Myu-chan?

– É como assim Camus, de onde essa ideia? – Ranmaru perguntou também

– É bem simples, – Camus começou – vocês sempre tiveram um tipo de ligação entre os dois, que não tinham com mais ninguém, nem comigo e nem com o Ai, mesmo nós estando sempre juntos, é como se um entendesse o outro só pelo olhar, ou algo do tipo. E então, desde algum tempo pra cá, você, Ranmaru, não trata mais o Reiji do mesmo jeito que trata qualquer outra pessoa, e sabe disso. Ele te repreende e faz o que quer, mas ao invés, de você brigar, xingar ou até partir pra cima dele, você fica quieto, e algumas vez até pede “desculpa”. Foi aí, que eu vi que tinha começado algo de diferente, o grande e imponente Bad Boy, Ranmaru Kurosaki, pedindo desculpas... irônico, não?

– Nee, não é assim, Myu-chan, o Ran-ran não me trata diferente.

– Na verdade, ele está certo, Reiji – Ranmaru disse – eu não sei o porquê, mas eu não consigo mais te tratar como eu trato os outros, eu simplesmente, não consigo brigar e muito menos bater em você, é estranho isso. Eu não sei o que é.

– Pode ser amor, Kurosaki. – Camus sugeriu.

– Acho que não é isso não Myu-chan. O Ran-ran, só é meu amigo. Nee, Ran-ran.

– É isso mesmo, Camus, eu e o Reiji, somos só amigos.

*****

~Syo

Fiquei sentado ao lado do senpai, durante todo o tempo que ele levou para escrever a música, em alguns momentos eu ficava nervoso com aquilo, porque não sabia o que estava acontecendo realmente, ele simplesmente saiu me puxando para fora do refeitório e viemos parar aqui. Fiquei envergonhado quando ele pediu para que eu ficasse ali e ainda mais quando ele segurou minha mão, eu não a soltei, e nem queria o fazer, a mão dele irradiava um calor confortável para a minha. De fato que algumas vezes acabei por acariciar ela.

Quando ele terminou a música, pediu para que eu a lesse. O título em si já me chamou a atenção, quando terminei de ler a música, estava com os olhos marejados, e não consegui evitar que uma lágrima caísse.

– Ficou linda senpai. – disse, enxugando as lágrimas

– Que bom que achou, eu gostei muito dela. – ele disse, e então secou outra lágrima que tinha escapado. – Tenho certeza que você está se perguntando por que eu te trouxe junto, não é?

– Err... é. – respondi, ainda olhando para a música, com vergonha de olhar para cima e me perder nos olhos dele.

– Então, eu vou te contar o porquê disso Syo. – quando ele disse meu nome, senti meu corpo arrepiar, e então olhei em seus olhos. – Quando você falou comigo no hospital eu tive a confirmação de uma coisa, chibi. E depois que chegamos na academia, quando você veio me agradecer, eu tive a ideia dessa música. – disse e apontou para o papel – mas para que eu pudesse escrever ela, eu teria de estar perto da pessoa que me inspirou ela. – e dessa vez apontou para mim – Entendeu agora, chibi?

Senti que meu rosto começava a ficar quente, e provavelmente eu devia estar corando. Mas não desviei os olhos dos dele, permaneci firme.

– E você fica uma graça quando está corado. – ele disse e aproximou o rosto do meu. Não recuei, mesmo achando que nossos rostos estavam perto demais. Ele permaneceu naquela distancia por alguns segundos, enquanto eu me perdi em seus olhos e por fim encerrou a distância que ainda existia entre nós e colou seus lábios aos meus, foi um simples roçar de lábios, que não durou muito, pois ele se afastou um pouco e voltou a olhar em meus olhos. – Sabe chibi, se você não quiser isso basta se afastar, ok? – eu assenti com a cabeça, mas não me afastei. Somente aquele toque de lábios fez com que inúmeras borboletas agitassem-se no meu estômago.

E num surto de coragem, diminui a distancia que estava ali, e selei nossos lábios mais uma vez. Foi um beijo calmo, sem nenhuma pressa e muito carinhoso. Coloquei a música em cima da escrivaninha e então levei minha mão livre para o meio dos cabelos azuis. Pousando ela ali, e vez ou outra acariciando. Já ele colocou uma das mãos em minha cintura, enquanto a outra ainda segurava a minha. Não sei quanto tempo durou o beijo, só sei que nos separamos apenas quando o ar se fez necessário, mas então ele levantou e me puxou junto, e com a mão que estava em minha cintura, fez nossos corpos se colarem, só para então soltar a outra mão da minha e colocá-la também envolta de mim. Aproveitei que isso aconteceu e me permiti encostar a cabeça sobre o tórax dele.

– Eu te amo, chibi. – sussurrou em meu ouvido, e logo em segui depositou um beijo em meus cabelos.

– Eu também te amo, Ai. – sussurrei de volta. Só então eu vi o porquê de ter ficado tão calmo perto dele, eu o amava, e precisava dele perto de mim.

Senti ele me apertar mais contra o seu corpo, para depois me soltar e me puxar para perto do piano que tínhamos em nosso quarto. Ele sentou-se e pediu para que eu sentasse ao seu lado novamente, eu assentei, então vi que ele tinha pegado a nova canção e colocado no suporte, foi quando ele começou a tocar e a cantar pra mim. Senti-me muito feliz com aquilo, e assim, consegui saber como era amar.

Notas finais
Então, gostaram? sim? não? me digam, eu vou pirar assim, mais uma vez leitores fantasmas apareçam por favor, eu amo vocês, mas queria conhecê-los também e é isso meus amores, comentem, recomendem, mandem mp's, mas manisfestem-se espero que tenham gostado, e só, to sem criatividade hoje ;-; sorry... sayo meus amores, kissus ( ˘ ³˘) bye