Would It Matter
10 Passado e Descobertas Parte I
Notas iniciais
~Otoya
Já fazia algum tempo em que estávamos no refeitório, alternando entre brincadeiras e risadas.
– Nee, Tokiya – chamei – o que você acha de falar com os meninos para gente compor a música nova? – perguntei.
– Pode ser Ittoki. Você fala com eles, ou quer que eu fale?
– Eu falo com o Masato e com o Ren e você com o Natsuki e com o Cecil, pode ser? – sugeri, já que tinha visto que o Syo-chan não estava ali acrescentei – e pede pra ele avisar o Syo-chan, porque eu não sei onde ele ta. – olhei pros lados me certificando de que ele não estava ali.
– Tudo bem. Acho que eu vi o Kurusu sair com o Ai-senpai faz um tempo. Mas eu falo pro Natsuki procurar por ele.
– Ok. Nee, Tokiya, que horas você acha que é melhor? – perguntei.
– Acho que amanha de manhã. Porque o Syo e o Natsuki devem estar cansados, deve ter sido bem difícil, principalmente para o Syo – comentou.
– Então, às dez horas – disse já me virando e começando a caminhar. – na sala de música, vou avisar aos dois.
– Tudo bem. – ele respondeu e também foi avisar aos demais.
*****
Enquanto os meninos do Starish dividiam-se para avisar os demais integrantes da banda, os senpais conversavam animadamente sobre as novas músicas e sobre uma possível nova turnê, na qual eles apresentariam novas músicas.
*****
~Reiji
– Olá, Ranmaru, Reiji – cumprimentou – como estão?
– Olá, Misa-kun – cumprimentei ao moreno.
– Olá, Misaki. – Ranmaru também o cumprimentou.
Misaki era moreno, há tempos amigo meu e do Ran-ran, nos conhecemos nos tempo que entramos na Saotome, mas ele resolveu seguir carreira solo. É alto, com os cabelos escuros, e com a pele levemente bronzeada pelo sol. Tem os olhos castanhos claros, quase mel. Seu corpo é definido na medida, não muito exagerado, mas de um jeito que mostra todos os músculos. Seus lábios são grossos e acima deles tem um pequena pinta, que ao meu ver dá um charme especial ao moreno. Tem uma personalidade interessante, ficando entre mim e Ran-ran, não tão brincalhão como eu, mas nem tanto explosivo como o Ran-ran, sendo na medida.
Ele e Ran-ran tiveram um pequeno caso, logo depois que nos formamos, mas que durou apenas dois meses. Mas, mesmo assim, continuaram amigos, ambos não tinham se apaixonado, e acabaram por apenas voltar a serem amigos. Eu era o único que sabia de tal relacionamento. Sendo assim acabei sendo confidente de Misaki quando resolveram por fim.
– Como está Misa-kun? – perguntei – E esse aqui é o Myu-chan. – disse apresentando o conde ao moreno.
– Camus, na verdade, somente o Reiji me chama assim. – o conde corrigiu, e logo após me fuzilou com o olhar.
– Prazer, Camus. Sou Takahiro Misaki.
– Prazer.
– O que faz aqui Misaki? – perguntou o albino.
– O presidente disse que queria falar comigo, e que era para eu vir até aqui hoje.
– Nee, sobre o que é Misa-kun? – perguntei.
– Isso não é da sua conta Reiji. – Ranmaru respondeu antes.
– Haha. Depois de todos esses anos é a primeira vez que vejo você o chamando assim Ranmaru – o moreno disse rindo – E não é nada demais Reiji, ele quer ver algumas músicas novas, e como eu fico aqui por perto no apartamento, ele disse que eu poderia vir até aqui. – respondeu a mim.
– Você faz tudo que ele quer, por isso ele é curioso assim, Misaki. – o albino novamente falou.
– Nee, Ran-ran, eu não sou curioso, só quis saber por que ele veio até aqui e não foi à gravadora.
– Vocês dois não mudam mesmo, não é? – o moreno falou – Desse jeito vou começar apensar que tem algo entre vocês – disse rindo e olhando para nós dois.
Quando ele disse isso, eu e Ranmaru nos olhamos e ambos ficamos vermelhos, desviando os olhos logo em seguida.
– Eu já disse isso a eles, Takahiro-kun. – Camus juntou-se ao moreno contra nós, só pensei em uma única palavra “Traidor!” – Eles parecem um casal, e daqueles bem implicantes. – o conde completou rindo, e fazendo o moreno rir com ele.
– Não é assim Myu-chan – depois de me acalmar e ter certeza que não estava mais vermelho – eu e o Ran-ran somos apenas amigos, não é Ran-ran? – cutuquei a cintura do albino que ainda olhava para o outro lado. Esse deu um pulo e me olhou, fuzilando-me com os olhos, mas após notar que eu estava tentando desviar o assunto me ajudou.
– Isso é verdade, — disse e passou o braço pelos meus ombros, num pequeno abraço – somos apenas amigos.
– Eu acredito – o conde disse irônico, e logo após caiu na gargalhada.
– Menos Camus. – o albino pediu.
– Nee, Myu-chan, menos.
– Tudo bem, eu paro, mas o que eu disse é verdade, e se vocês não cuidarem disso, mais gente vai interpretar errado, e se cair na mídia, será um escândalo.
– Nós sabemos Camus, mas somos apenas amigos, e não passará disso.
– Eu teria cuidado com isso Ranmaru. – novamente Misaki falou – todos sabem que ambos já saíram com outros homens – gesticulou em direção a nós dois – e a mídia faz de tudo e acaba inventando muito para terem furos de reportagem.
– Sabemos. – dissemos em uníssono.
– E também sabem de tudo que eles já aprontaram, não é? Até para cima de mim já teve essas reportagens. Por mais que o que eles tenham dito ser meia-verdade, não deixou de ter um pouco de invenção.
– Sobre aquela vez que viram você abraçado com um modelo Misa-kun? – perguntei – Eles escreveram que você tava tendo um caso com ele. Mas eu nunca soube o que realmente se passou.
– Sim, é sobre aquela vez mesmo Reiji. Ele era modelo, como vocês sabem, e nós somos muito amigos, nos conhecemos desde pequenos, e aquele dia tínhamos saído para comemorar a contratação dele por uma agencia famosa, e quando eu fui parabenizá-lo demos um abraço e um paparazzi viu e então surgiu toda aquela confusão. – explicou
– Agora entendi.
– Mas mudando de assunto, onde está o Mikaze? – o moreno perguntou.
– Provavelmente no quarto ou no pátio, vimos ele sair arrastando um dos kouhais dele faz quase uma hora, e do jeito que aqueles dois são, não duvido que estejam brigando. – Camus respondeu.
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