Notas iniciais
Yoo meus amores! Como passaram? Bem, né, espero que sim. Então, vou me desculpar mais uma vez, porque não consegui terminar a segunda parte do capítulo 6, no caso essa parte, no domingo. Motivo: tive um curso quinta e sexta, ou seja, sem tempo pra nada... e também, não pude postar na segunda porque estava viajando, e agora ficou confirmado que eu vou passar 4 meses em outra cidade, ou seja, minha vida ta corrida... Mas, chega de enrolação, espero que gostem do capítulo, eu o amei, e agora tudo vai ficar mais claro. Ok?! Nos vemos nas notas finais. Kissus.

~Syo

Chegamos ao hospital, confesso que só de olhar para ele já fiquei extremamente nervoso, minhas mãos suavam frio e tremiam um pouco. Natsuki notou isso, e se aproximou de mim colocando o braço sobre meu ombro, me incentivando a continuar. Não fiquei muito calmo, mas aquele meio-abraço dele me deu forças para continuar andando, por ele e por meu irmão, eu tenho que conseguir, eles fazem tanto por mim, eu tenho que retribuir nem que seja de uma forma pequena.

Continuei andando, e acabei me esquecendo que nosso senpai estava conosco, até que ele nos chamou quando entramos no hospital. Fomos na recepção, para ver em qual sala eu teria de ir, e avisar que eles ficariam no quarto comigo durante os exames.

Natsuki passou todas as informações que eram necessárias, enquanto eu apenas o observei conversando com a recepcionista, estava sentado no banco em frente o vidro, e aproveitei para dar uma olhada para fora. Aquele lugar me deixava muito incomodado, não notei que o senpai tinha chegado perto de mim, até que esse cutuca meu rosto.

– Ei chibi, ta tudo bem? – perguntou.

– Ta sim, Ai-senpai – respondi – só estou incomodado em ficar aqui.

– Não se preocupe, eu e Natsuki estamos aqui para ficar com você.

– Obrigado senpai.

– Não se preocupe com isso. – disse, e então bagunçou meu cabelo.

O toque dele fez com que inúmeros choques percorressem meu corpo inteiro, o que me fez corar, mesmo sem querer. E acabei sorrindo a ele. Que por um momento estralou os olhos, mas logo depois abriu um sorriso mínimo, que somente se estivesse perto, poderia ser notado.

*****

~Ai

Não sei dizer ao certo o porquê ele me afeta tanto, mas ver o sorriso dele me fez sentir algo bom, como se meu corpo se aquecesse apenas olhando para aquele sorriso e para aqueles olhos azuis. E acabei deixando com que um mínimo sorriso aparecesse em meus lábios.

Após alguns minutos, uma enfermeira apareceu pelo corredor e pediu para que a seguíssemos até o quarto onde o chibi ficaria. Tivemos de subir até o quinto andar, e depois seguir por mais alguns corredores, até que ela nos mostrou qual quarto seria o dele. Pediu para que trocássemos de roupa e colocássemos as do hospital para irmos à sala dos exames. Não trocamos nenhuma palavra no tempo decorrido, apenas observei que Syo estava muito nervoso. Então, cerca de trinta minutos depois a enfermeira retornou ao quarto, pedindo que a seguíssemos até a outra sala.

– Natsuki – Syo chamou baixo, — eu estou nervoso. – e abaixou os olhos para o chão.

– Não fique preocupado Syo-chan – ele chamou – você já fez esses exames, sabe que não terá nada de anormal, é apenas uma garantia – disse tentando acalmá-lo um pouco.

– Mas das outras vezes o Kaoru estava comigo – sussurrou.

– Mas agora eu estou aqui chibi, lembra? – o chamei. Ele olhou-me um pouco abatido, totalmente diferente do normal dele.

– Eu sei senpai, mas é que eu nunca vim sem ele.

– Para tudo tem uma primeira vez, não é? – disse – E também, não vai acontecer nada, nós estaremos lá. – garanti.

– Hai, senpai.

Caminhei até ele e coloquei um braço envolta de seus ombros, o que o fez me olhar assustado, e corar, mas não se afastou. Notei então que Natsuki nos olhava com os olhos levemente arregalados. Não dei importância, apenas olhei novamente para o pequeno, que ainda estava corado e olhava para baixo.

Saímos do quarto e fomos em direção a sala dos exames. Quando chegamos à porta, pude notar que Syo começou a tremer levemente, acabei me assustando, mas só o aproximei mais de mim e passei a mão livre em seu cabelo, o que o fez olhar para mim, só aí vi que ele estava com os olhos marejados e que algumas lágrimas caíam dos seus olhos.

– Ei, chibi, não chore, – pedi – vai correr tudo bem, você vai ver.

– E-e-e-eu sei Ai-senpai, – choramingou – mas eu não consigo não ter medo. – deixou mais algumas lágrimas caírem.

– Vem cá, – o abracei – eu estou aqui, ok? – sussurrei perto do ouvido dele. E senti ele apertar a camisa que eu vestia.

– Obrigado senpai. – apertei mais o braço.

– Syo-chan – Natsuki o chamou – está na hora.

– Estou indo Natsuki – ele disse, mas não fez menção de soltar o abraço, apenas deixou a cabeça descansar sobre meu peito, e eu coloquei meu rosto em seu cabelo.

– Vem, chibi, vai ficar tudo bem – disse, me desvencilhando – eu estou do teu lado, e o Natsuki também.

E assim ele entrou na sala. Os enfermeiros pediram para que eu e Natsuki aguardássemos um pouco do lado de fora da sala, para eles colocarem as demais coisas no lugar.

– Senpai, obrigado por apoiar o Syo-chan – Natsuki disse – Eu realmente não sei o que fazer.

– Não se preocupe Natsuki, eu estou aqui para isso, sou o encarregado de vocês dois, principalmente – disse – e o chibi até que esta se comportando, nem gritos eu ouvi hoje.

– Ele está nervoso, e sempre, mesmo quando o Kaoru-kun está aqui ele costuma ficar mais nervoso do que hoje. – disse – Eu não sei o que o senhor tem de diferente, mas, por favor, continue assim com o Syo-chan – pediu.

– Eu nunca agi diferente com ele Natsuki, e dessa forma não tem como eu mudar. Ele é meu kouhai, assim como você, e eu me preocupo com ambos, mesmo eu nem sempre demonstrando. – disse isso, mas eu não via Natsuki e Syo como iguais, para mim o chibi parecia mais como alguém que precisa de cuidados, já o Natsuki, mesmo com o jeito todo atrapalhado e infantil, eu não me preocupava.

– Hai, senpai. Obrigado.

Após isso, um enfermeiro apareceu na porta e falou para nós entrarmos. Assim que passamos pela porta, escutei o chibi nos chamar, fomos para perto dele, cada uma em um lado. E eu não consegui não acariciar os cabelos loiros dele, ele parecia um anjo quando estava assim, um anjo ao qual eu tinha necessidade de manter perto e de proteger.

E foi nesse momento que eu me dei conta que estava me apaixonando pelo meu kouhai, que apesar de ser extremamente impaciente e agressivo, para mim ele era simplesmente perfeito.

*****

~Natsuki

Desde o dia em que contei para o Ai-senpai, que o Syo-chan tem problemas no coração pude notar que ele parece muito preocupado com o Syo-chan. Eu sei que ele não é assim, porque perguntei aos outros senpais, se ele se preocupava com as coisas, ou como ele era. E a resposta foi um simples “Não”. Segundo eles o Ai-senpai, nunca se preocupou com ninguém, nem com eles que eram seus amigos. Só preocupava-se com a banda e com ele mesmo.

Hoje, ele dando toda essa atenção pro Syo-chan, eu até fico feliz, porque assim o Syo-chan fica mais tranqüilo, até comentei com ele que nem quando o Kaoru-kun está junto eu vejo o Syo-chan tão tranquilo.

Observando ele assim, eu me lembrei de como eu era com o Kaoru-kun antes de me declarar. Ele e o Syo-chan eram iguais, mas o Kaoru-kun despertava um instinto protetor em mim, maior até mesmo do que o do Syo-chan, que sempre foi meu melhor amigo.

E algo me diz que se o Ai-senpai sente alguma coisa pelo Syo-chan, esse sentimento é recíproco, porque o Syo-chan não é de se abrir com ninguém, até com os membros do Starish ele ficou receoso em contar o que ele tinha, e com o Ai-senpai ele contou rápido e não teve nenhuma vergonha sobre o assunto. E tudo estase confirmando agora, com essa troca de olhares, nunca vi os olhos do Syo-chan brilharem tanto como agora, muito menos os do Ai-senpai.

– Obrigado, senpai. Obrigado, Natsuki. Eu me sinto melhor com vocês aqui. – Syo-chan disse. Mas não tirou nem um segundo os olhos do senpai, isso é tão fofo.

– Não e preocupe chibi. – foi a única coisa que o senpai disse, e pela primeira vez eu vi ele sorrir de verdade.

*****

~Syo

É isso mesmo que eu to vendo? O Ai-senpai está sorrindo? É realmente verdade, e o sorriso dele é lindo, ele deveria sorrir mais. E os olhos dele me prendem e fazem eu me perder neles, são perfeitos, como tudo nele é.

“Calma, o que foi isso que eu pensei? Tudo bem que eu estou meio abalado por estar no hospital, mas achar o senpai bonito é demais” – repreendi-me “Mas não é à toa que ele é um dos ídolos mais cobiçados não só pelo talento, mas por ter uma boa aparência...”

AAHH, eu não entendo porque eu fico tão bem quando ele fica perto de mim? Por que eu penso tanto nele? Que droga!

Pelo menos eu consigo me acamar um pouco aqui, achei que sem o Kao-kun junto comigo eu não conseguiria, mas eu estou mais calmo que o normal, ainda nervoso, mas controlado.

E agora os exames começam. Para eles eu não ligo muito, não doem e nem nada, mas eu me sinto incomodado só pelo fato de estar no hospital. Eles duram cerca de duas horas, e quando terminam eu já posso ir embora, e só de sentir a mão do senpai nos meus cabelos eu me sinto bem.

......

Após terem feito todos os exames e anotado tudo que precisavam o médico nos acompanhou até o quarto e no caminho disse que eu não precisava me preocupar, pois pelo que eles tinham conseguido notar durantes os exames, a doença não avançou. E que eu posso continuar do mesmo jeito que estou, só pediram para que eu não fizesse muito esforço até que o resultado dos exames saia, e que eles tenham a confirmação do não-avanço da doença. E caso o resultado de alguma alteração eu provavelmente terei de tomar alguns remédios.

Chegamos ao quarto e nos trocamos, já estávamos a caminho da saída, e eu estou tentando não pensar onde estou.

Após alguns minutos chegamos ao carro do senpai e entramos, antes dele dar a partida, eu chamei a atenção de ambos.

– Err, senpai, Natsuki – disse – eu queria agradecer a vocês por terem vindo comigo hoje.

– Não foi nada Syo-chan, eu nunca me senti mal em vir com você ao hospital. E sempre que precisar eu estarei aqui. – Natsuki se prontificou. Não pude deixar de sorrir, ele era mesmo meu melhor amigo e futuro cunhado, eu já me acostumei com a ideia, sei que ele e meu irmão se amam, e fico muito feliz com isso, pelo menos eles vão ser felizes.

– Não se preocupe chibi – Ai-senpai falou se virando para mim – fiquei feliz em ajudar. – completou e por fim sorriu. Um sorriso que me deixou sem chão, que fez meu coração bater mais rápido, e também fez com que borboletas surgissem no meu estômago. E mesmo assim, foi à melhor sensação que eu senti até agora. E com isso aumentei mais meu sorriso, mas que agora, era para ele.

Fiquei com essa sensação o trajeto de volta para a academia inteiro, e ela aumentava quando eu via que ele olhava pelo retrovisor, fazendo com que eu me afundassem em seus olhos.

Depois de alguns minutos, chegamos à academia e me surpreendi quando vi todos os membros do Starish e os outros senpais no saguão esperando por nós.

– Nee, Syo-chan, como foi lá? Você ficou nervoso? – Otoya me encheu de perguntas.

– Foi bem Otoya, e sim eu fiquei um pouco nervoso, mas acabou passando. – respondi.

– Nee, que bom. – ele disse e me abraçou. E logo depois o Reiji-senpai fez o mesmo, só não repetiu as perguntas, mas me abraçou o mais apertado que pode, o abraço dele só era mais fraco que o do Natsuki, que tem uma força tremenda, principalmente quando o Satsuki surge, mas ai o negócio fica diferente, ele não abraça ninguém, fora o Kaoru, ele bate na maioria.

Depois de eu ter de relatar tudo o que aconteceu à todos, fomos ao refeitório para comermos algo enquanto conversávamos. Mas do mesmo jeito que me senti no carro, me sinto agora, a cada vez que meu olhar cruza com o da Ai-senpai, eu sinto borboletas se agitando no meu estômago e sinto meu coração disparar.

Notas finais
Então amores, por hoje é isso, agradeço a quem deixou reviews e leitores fantasmas manifestem-se, eu amo quando vocês comentam e escrevo muito mais rápido e melhor, então minha criatividade depende de reviews... agora é com vocês ~le sorrisinho~ Desculpem qualquer erro, e nos vemos no sábado ou no domingo... Até lá... Kissus ( ˘ ³˘)