Would It Matter
6 Confusão Parte II
Notas iniciais
~Syo
– Me deixe Natsuki, eu não vou ir a lugar algum se o Kaoru não for – gritei
– Syo-chan, desça dai primeiro – disse – e o Kaoru-kun falou que ia ligar ainda hoje para você.
– O meu celular ta aqui comigo Natsuki, e eu só vou descer dessa árvore, depois que ele me ligar, então.
– Espera Syo-chan, eu vou ligar pra ele então e pedir para ele te ligar agora, tudo bem?
– Ta, que seja Natsuki, o meu irmão ouve mais você do que a mim. – desde que vocês começaram a namorar, completei pra mim mesmo.
– Não é assim Syo-chan, mas o Kaoru-kun é meu namorado, e eu sei que ele está estudando, por isso ele pediu para eu levar você, e também o senpai ficou preocupado, e disse que ele irá com nós, para você fazer os exames.
– Mas eu não quero que ele vá Natsuki, você sabe que só o Kaoru que consegue me manter calmo, eu preciso dele pra isso! – gritei
– M-mas Syo-chan, se o senpai não for você terá que ir somente comigo, porque dessa vez o Kaoru-kun não pode vir.
– Ele tem que me explicar o porquê ele não pode ir comigo até o hospital Natsuki, se ele não me disser eu não vou!
– Tudo bem Syo-chan, espere eu vou ligar para ele então.
E ele se afastou enquanto falava com meu irmão, não consegui escutar nada, mas foi uma conversa breve, e ele logo se aproximou novamente da árvore.
– Syo-chan, ele falou que já vai te ligar – disse sorrindo, realmente o idiota do Natsuki gosta mesmo do meu irmão, pelo menos se caso a minha doença avance eu sei que terá alguém para cuidar do Kaoru.
Meu celular começou a tocar, abri o visor e vi que finalmente meu irmão tinha me ligado.
– Kaoru...
“Yoo Syo, como está? O Natsuki me falou que você não quer ir fazer os exames, isso é verdade?” – ele perguntou
– Estou bem, e é verdade, eu não quero ir se você não for comigo... E por que você não vai poder vir dessa vez, Kaoru? Você sabe que eu tenho medo de hospitais.
“Eu queria poder ir, Syo, mas como estamos no final do semestre na faculdade, é época de provas, e eu preciso estudar e exatamente no dia dos exames eu terei duas provas.” – explicou.
– M-m-ma-mas Kaoru eu preciso de você comigo lá... – disse e senti meus olhos marejarem.
“Syo, o Natsuki irá com você, ele não vai deixar nada acontecer, você sabe disso. E também ele me disse que o senpai de vocês irá junto”
– Nee, mas eu não quero o senpai Kaoru, eu quero que você vá junto, você me disse que nunca me deixaria ir lá sozinho – comecei a chorar.
“Escute, Syo, não chore. Não vai acontecer nada, se eu pudesse estaria aí com você, você sabe disso, mas dessa vez é impossível, falta pouco para que eu me forme, então eu poderei cuidar de você. Não se esqueça que foi por você, para que eu pudesse cuidar de você, que eu escolhi cursar medicina. Mas eu preciso que você vá fazer os exames, para que eu também fique mais tranqüilo sobre isso, e são somente duas semanas, que eu terei provas, depois disso eu poderei ir até ai, mas só se você me prometer que irá fazer esses exames. E por favor, pare de chorar, você sabe que eu sinto muito, por não poder ir.”
– Tu-tudo bem Kaoru, eu entendo, e prometo que irei fazer os exames – disse secando algumas lágrimas que ainda caiam – e boa sorte nas provas.
“Obrigado, Syo. Assim, fico mais tranqüilo, e assim que elas acabarem eu irei até aí. Agora tenho que desligar, preciso voltar a estudar, ok?! E Syo cuide-se e cuide do Nacchan pra mim, diga à ele que eu sinto muito a falta dele, assim como eu sinto de você.”
– Tudo bem, Kao-kun, eu direi a ele, e eu também sinto muito a tua falta, e cuidarei dele para você.
“Fazia tempo que você não me chamava assim Syo, e obrigado, tchau.”
– Tchau, Kao-kun. – e ele desligou.
Fiquei mais alguns segundos, em silêncio até que o Natsuki me chamou.
– Nee, Syo-chan, vamos, você falo que depois que o Kaoru-kun te ligasse você desceria daí, e já está ficando tarde, se você ficar resfriado ele irá brigar comigo. – disse ao pé da árvore.
– Já estou descendo Natsuki – disse e pulei de onde eu estava não era muito alto, então pude descer tranquilamente. – e o Kao-kun pediu para eu falar para você que ele sente a tua falta – disse imitando a voz do meu irmão.
– Syo-chan Kawaii – disse me abraçando e abrindo um sorriso enorme. – mas Syo-chan, você vai ir fazer os exames não é? – perguntou, enquanto me soltava.
– Eu vou tentar Natsuki, você sabe que tenho medo de hospitais, mas eu prometi o Kaoru que iria, então acho que terei que ir, mesmo que não me sinta bem.
– Não se preocupe Syo-chan, eu e o Ai-senpai vamos estar com você, e não deixaremos nada acontecer com você.
– Tudo bem. – murmurei.
– Então vamos voltar, porque o senpai irá ficar uma fera se não voltarmos logo.
– Vamos.
E fomos caminhando lentamente até o dormitório, assim pude pensar um pouco em como superaria esse medo.
*****
~Camus
– Mas que droga Aijima, você não consegue fazer nada? – gritei
– C-camus, eu tentei, me desculpe se está errado.
– Mas era só escrever uma música Aijima, você teve uma semana para isso, e ainda não conseguiu terminar? Você não é o príncipe da “terra da música”? Como não consegue compor uma canção?
– Eu consigo sim Camus! – ergueu o tom da voz – Mas com você a cada cinco minutos falando comigo fica difícil.
– Agora a culpa é minha Aijima? Eu nem cheguei perto de você e muito menos falei com você, acha que minha vida resume-se apenas a cuidar de você? Eu tenho mais coisa a fazer.
– Me desculpe Camus, eu a terminarei até amanha, você tem razão, eu não devia tentar culpar você quando o errado sou eu.
– É bom que a termine rápido mesmo, pois eu tenho as do Quartet Night para revisar.
– Entendido Camus. – disse e se virou para a escrivaninha.
Após alguns minutos em silencio, ouço algumas batidas na porta segui da voz de Ranmaru.
– Ei Camus, está ai? –perguntou do outro lado da porta.
– Estou. – disse e abri a porta. – O que vocês querem? – perguntei quando vi ele e Reiji, na frente da porta.
– Viemos trazer a música, acabamos de terminá-la, então, é provável que tenha algum erro, dê uma olhada e nos diga o que acha amanha. – ele disse
– Nee, Myu-chan, tomara que você não reclame dela, porque de todas que nós te mostramos é difícil alguma que você não acha defeito. – Reiji disse.
– Se vocês as fizessem boas o suficiente eu não precisaria corrigi-las, e nem reclamaria.
– Myu-chan, você é mal – Reiji disse fazendo bico
– Você já me disse isso várias vezes Kotobuki.
– Você nem parece um conde Camus, ta mais pra um iceberg – Ranmaru disse.
– Agora vai defender ele Ranmaru? – disse a eles sarcástico – Interessante...
– Cala a boca Camus. – o albino ficou irritado – e eu já estou indo, tchau para vocês dois.
– Tchau Ran-ran, e tchau Myu-chan, eu vou ir também.
Dizendo isso eles se afastaram cada um para um lado em direção a seus quartos.
“Eles são mesmo irritantes, não sei como consigo suportá-los” pensei. Mas era assim, desde o tempo em que estávamos na academia, e agora já fazem seis anos de banda. O tempo passa muito depressa.
*****
– Alguns dias depois –
~Ai
– Anda chibi, que você vai no médico – gritei – pega ele Natsuki e se ele não quiser se arrumar veste ele do jeito que você quiser – disse, olhando fixamente para o baixinho, que imediatamente se pôs de pé e correu troca de roupa.
– Isso é chantagem senpai – gritou enquanto corria – eu não quero ir, muito menos vestido do jeito que o Natsuki quiser.
– Mas Syo-chan você iria ficar tão fofo com a camiseta do Pyo-chan – o outro se pronunciou erguendo para ele a camiseta estampada do Pyo-chan.
– EU NÃO VOU VESTIDO COM ISSO NATSUKI!!! – gritou – E eu não quero ir sem o Kaouru – falou mais baixo
– Mas ele não pode vir Syo-chan, ele te ligou explicando o porquê – Natsuki disse, tentando animá-lo.
– M-m-mas é ele quem sempre vai comigo Natsuki, você sabe que eu nunca fui sem ele – disse, e logo soluçou o que deixou evidente para nós que estava chorando.
– Não chore Syo-chan – Natsuki correu abraçá-lo, enquanto eu fiquei pasmo de ver aquele baixinho briguento chorando.
– Syo – comecei – seu irmão não pode vir, mas dessa vez eu irei com vocês – continuei enquanto me aproximei dele – eu posso ficar ao teu lado enquanto eles fazem os exames.
– Senpai – ele disse se afastando do abraço do maior – Obrigado – sorriu – eu tenho medo de hospitais, por isso o Kaoru sempre vai comigo.
– Então, não se preocupe, eu vou estar com você lá. – quando disse isso, ele se jogou em mim e me abraçou
– Obrigado senpai, – murmurou – por se preocupar comigo, mesmo eu sendo assim.
– Não é nada de mais chibi, até porque eu sou o seu senpai, e me preocupo com vocês dois – retribui o abraço.
Calma tem algo errado aqui, eu não abraço ninguém, então porque eu estou abraçando o chibi e por que eu estou sentindo um formigamento perto do meu estômago? Acho que quem precisa de um médico sou eu... O que está acontecendo comigo?! Kami-sama, eu não sei o que é isso, mas eu sinto que tenho que proteger ele.
– Já está mais calmo chibi? – perguntei
– J-já, Ai-senpai – disse, secando as lágrimas que ainda caiam.
– Vamos então, já está quase na hora.
– Hai senpai – disseram.
*****
~Natsuki
Não achei que o Ai-senpai iria conseguir convencer o Syo-chan assim tão fácil. Dá ultima vez que o Kaoru-kun não pode vir, o Syo-chan recusou de toda forma ir ao médico, e nem mesmo eu consegui levá-lo.
Me lembro bem de como ele ficou com esse trauma de hospitais, foi na primeira vez que ele passou mal, quando ele acordou, estávamos todos no quarto, e ele se assustou com todos aqueles fios e tubos ligados nele. Desde então a única pessoa que conseguia acalmá-lo quando tinha de ir fazer os exames era o Kaoru. Mas dessa vez ele concordou tão fácil.
Fico me perguntando, o que o Ai-senpai tem que faz o Syo-chan ficar tão nervoso? Eu realmente não sei, mas se ele conseguir fazer o Syo-chan ir ao médico, para mim já ficará ótimo, o Kaoru-kun está contando comigo para levá-lo e sei que sozinho eu não iria conseguir...
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