Would It Matter
5 Confusão Parte I
Notas iniciais
LEIAM AS NOTAS, POR FAVOR, OBRIGADO.
~Reiji
Mas que droga, o que o Ran-ran está fazendo, eu quase nunca fico envergonhado, mas dessa vez não tem como, com ele tão próximo assim, até parece que tem um bando de borboletas no meu estômago.
“Epa, epa! Como assim Reiji, borboletas no estomago, por outro homem?” pensei.
Mas também não é á toa, esse albino é realmente muito bonito. Droga controle-se Reiji, reaja.
– Mas como não vou ficar vermelho com você tão perto de mim Ran-ran, até parece que daqui a pouco vai me beijar – disse olhando-o nos olhos, e abrindo um sorriso malicioso para ele.
– Claro que não Reiji, – ele disse se afastando, que bom que deu certo – por que eu faria isso?
– Eu sei lá Ran-ran, você que veio pra cima de mim, me prendendo na parede – disse enquanto me afastava dele em direção à sala – eu é que deveria perguntar isso.
– Você é muito convencido, não se ache só porque tem um monte de menininhas atrás de você.
– Não são somente menininhas Ran-ran, você sabe muito bem que muitos homens também já se atraíram por mim.
– Me poupe disso, eu sei bem que você vai pros dois lados Reiji.
– Mas é claro – disse batendo uma mão na outra – pelo menos assim eu nunca fico sozinho e nunca me canso da mesma coisa. E também não se faça de santinho, Ranmaru, porque eu também sei que você já ficou com muitos homens. – disse, exibindo mais uma vez o sorriso malicioso.
– Cala a boca Reiji, isso é passado, eu não sabia o que queria direito. – revidou, já demonstrando certa irritação.
– Calma Ran-ran, – me aproximei lentamente dele, até que faltassem poucos centímetros para que nossos corpos ficassem colados. – se você quiser, eu até ficaria com você. – continuei, e apenas esperei pela explosão tentando segurando o riso.
Quando ouviu isso, ele ficou extremamente corado e desviou os olhos dos meus.
– Como assim Kotobuki? O que você está sugerindo? – ele sussurrou, e eu não consegui segurar e comecei a rir dele, chegando ao ponto de ter que segurar a barriga para não doer de tanto que eu ria.
– Ran-ran, você fica tão kawaii quando fica envergonhado. – disse em meio às risadas
– Você me paga Kotobuki. – disse isso e me puxou pela cintura, fazendo nossos corpos colarem um ao outro.
– O-o-o que foi Ran-ran? – perguntei assustado.
– Não foi você mesmo quem disse que ficaria comigo? Só estou tendo uma prova se isso é verdade. – e selou nossos lábios.
No início, fiquei perdido, meio atordoado com o que estava acontecendo. Mas logo ele pediu passagem com a sua língua, o que fez com que eu saísse do transe e me fazendo ceder passagem. O beijo foi se intensificando, passei um dos meus braços por seu pescoço e com o outro deixei minha mão livre enterrar-se nos fios prateados do albino, enquanto ele segurava firmemente minha cintura com as duas mãos, me puxando para mais perto. Sem desfazer o beijo, fomos caminhando até chegarmos ao sofá, no qual ele foi me deitando levemente, fazendo com que seu corpo ficasse sobre o meu. Ficamos naquele beijo que horas era selvagem, horas carinhoso, mas que em momento algum deixou de ter a luxúria que saía de nós, até que o ar se fez necessário e tivemos que nos separar.
Ficamos deitados daquela forma, por um tempo indeterminado, trocando beijo e carinhos, e nem notamos o quanto de tempo passou, até que o celular dele começa a tocar e nós saímos daquele transe que estávamos, e foi então que notamos o que tínhamos acabado de fazer.
– O que foi Camus? – ele perguntou assim que atendeu. Esperou a resposta e continuou – Estamos no apartamento do Reiji, viemos aqui para terminar a música que você nos passou no começo da semana – esperou a resposta novamente – não, ainda não terminamos. Mas vamos terminá-la até lá, ela já está quase pronta. – pausa para a resposta – Ok, ok, daqui a pouco já chegamos ai – e desligou.
...
– Nee, Ran-ran, o que foi isso de agora a pouco? – perguntei depois de alguns minutos de silêncio.
– Não sei Reiji, não sei, – ele respondeu – mas acho melhor esquecermos isto.
– Também acho – concordei – nee, mas Ranmaru – disse me aproximando dele de novo – que tal só mais um beijo então? Já que vamos esquecer isto... – sugeri
– Você continua o mesmo cafajeste de sempre, – ele disse me puxando — não é mesmo Reiji?! – sussurou no meu ouvido, em seguida mordeu levemente o lóbulo, me fazendo arfar e suspirar, para só então tomar meus lábios mais uma vez, num beijo que me deixou novamente sem fôlego.
*****
~Otoya
Nem acredito que o Tokiya concordou em escrever uma música comigo, uuaaa estou tão feliz. Quando descobrimos que ele era o Hayato, eu fiquei um pouco decepcionado com ele, até porque ele era o meu melhor amigo e eu acreditava ser o dele, mas quando descobrimos aquilo eu notei que ele não confiava em mim o suficiente para me contar.
Eu tava tentando entender porque ele escondeu isso de nós, éramos amigos, e se ele tivesse contado, nós acabaríamos aceitando, mesmo que achássemos injusto aquilo. Se não fosse pela Nanami-san eu não sei o que poderia ter acontecido, provavelmente nós teríamos tirado ele do Starish, mesmo antes de termos nossa estréia.
Mas, depois dele ter explicado, tudo ficou mais claro, e eu acabei até ficando com pena dele, ele demonstrava que estava se esforçando para ser ele mesmo, Ichinose Tokyia, meu melhor amigo e companheiro de banda.
Acho que desde aquele dia, eu notei que ele estava gostando da Nanami-san, e até que eles fariam um casal bem kawaii, pena que o Tokiya não me fala nada... acho que vou perguntar pra ele depois.
*****
~Tokiya
Um pouco de paz, é realmente ótimo, faz alguns dias que eu não sei o que é isso, desde que o senpai mudou para o nosso quarto ele e o Ittoki não ficam quietos, se um sai o outro fica e assim vai indo, são raras às vezes em que ambos saem do quarto, e quando isso acontece, eu aproveito muito o silêncio. Mas depois de passado algum tempo eu me sinto incomodado, como se faltasse algo aqui, acho que acabei me acostumando ao barulho daqueles dois, e quando eles ficam muito tempo fora tudo fica muito quieto.
Ok, isso soou contraditório, mas é assim que me sinto em parte aliviado por ter, enfim, o meu prezado e amado silêncio e em outra me sinto desconfortável por nenhum deles estar por perto.
“Então você sente falta deles, não é?” Calada. Minha consciência aprendeu a me atormentar agora, principalmente quando eles estão longe.
“Mas você mesmo disse que se sente incomodado quando eles não estão. Não quer dizer que eles fazem falta?” Dessa vez é a verdade, eu acho que sinto falta deles mesmo. Já faz mais de uma hora que o Itokki saiu, ele normalmente não demora tanto pra voltar, já o Reiji-senpai, quando sai pra tratar algo da banda quase nunca volta antes de anoitecer.
– Nee, Tokiya – Ittoki disse assim que entrou no quarto – Eu estava pensando, e acho que a melodia que a Nanami-san fez, ficaria muito bonita se fizéssemos uma música com o grupo todo. O que você acha?
– Posso ver a partitura Ittoki?
– Claro, vou pegá-la. – caminhou até a escrivaninha e pegou. – Aqui.
Peguei a partitura e li, e realmente ficaria muito boa se fizéssemos com a banda toda.
– Acho que ficaria muito boa Ittoki, falamos com os demais depois. – disse. E ele concordou com a cabeça.
– Nee, Tokiya, será que o senpai vai demorar? Faz tempo que ele saiu.
– Acho que não, daqui a pouco ele deve chegar. Mas por que pergunta Itokki, já está com saudade do Reiji-senpai? – perguntei, e o olhei com um sorriso sarcástico no rosto.
– EEhh, o que você ta falando Tokiya, o senpai é meu amigo, e eu me divirto quando ele ta aqui. – disse abaixando a cabeça.
– Só amigo Ittoki? O senpai é bem bonito, e pelo que eu sei, ele já saiu com homens.
– Claro que é só amigo Tokiya! – ele disse corando
– Ok, ok Ittoki, se você diz. – disse e comecei a rir, já que ele estava mais vermelho que o próprio cabelo.
– Nee, Tokiya, já que você acabou puxando esse assunto, eu tenho uma curiosidade – ele disse, após ter se acalmado.
– Sobre o que Ittoki? – perguntei.
– Você gosta da Nanami-san?
– O-o-o que? Claro que não Ittoki – respondi, mas dessa vez quem corou fui eu.
– EEHH, é verdade Tokiya, eu achava que você gostava dela.
– E por que achou isso?
– Porque você se preocupa com ela, e quando nós descobrimos que você era o Hayato, só ela sabia então eu achei que você pudesse gostar dela...
– Não, eu não gosto dela, e daquela vez ela descobriu, e eu apenas confirmei para ela, porque já não conseguia esconder de todos e precisava desabafar com alguém, e ela se prontificou a me ajudar e até mesmo falava para que eu contasse a vocês, que assim seria mais fácil. Ela é apenas uma boa amiga.
– Ah, agora eu entendi. Mas, Tokiya, você gosta de alguém?
– Você ta bem curioso hoje, não é? – que droga como eu ia responder isso, ele iria me bombardear de perguntas, e iria ficar ainda mais difícil se ele descobrisse que eu sou gay... Droga, droga, droga.
– É que você quase nunca me conta nada Tokiya, eu quero saber mais sobre você, por que você é meu amigo.
“Amigo, amigo, amigo, então eu sou apenas seu amigo Ittoki?” pensei “Que droga, porque você não nota que eu me apaixonei por você?”
– Eu entendo Ittoki, e sim eu gosto de alguém. – respondi meio contrariado – e antes que você pergunte, eu não vou te contar quem é, porque é segredo.
– Eu sabia!! – ele gritou – Pelo menos isso eu acertei!! – começou a pular e comemorar – Mas porque você não quer me contar Tokiya? Eu poderia te ajudar... – disse fazendo bico, realmente ele convive muito com o Reiji-senpai.
“Claro que eu vou te contar Ittoki, é de você que eu gosto, mas, por favor, me ajude a te conquistar...” pensei ironicamente, mas claro que nunca falaria isso para ele. Sorte a minha que ele é “inocente” demais pra desconfiar disso, e também que os demais membros do Starish me prometeram segredo sobre isso.
– Não precisa Ittoki, essa pessoa nunca vai aceitar ficar comigo, por mais que eu me declare para ela. – disse, disfarçando a tristeza, mas sentindo meu peito apertar.
– Por que diz isso Tokiya? – se aproximou de mim – Você é muito bonito, se fosse uma garota, com certeza ficaria com você – disse e me abraçou, nem notando que quem me fazia ficar daquele jeito era ele.
– Porque eu sei Ittoki, eu sempre soube, mesmo antes de me apaixonar por ela. – o abracei de volta e deixei algumas lágrimas escaparem, sem nem mesmo ter me dado conta que estava quase chorando.
Ele apenas ficou abraçado comigo, até que eu parasse de chorar, e depois de me soltar, sorriu.
– Ela mal sabe o que ta perdendo Tokiya, você é uma das pessoas mais bonitas e gentis que eu conheço, mesmo sendo todo reservado assim.
Fiquei sem palavras para o que ele disse, e apenas me deixei cair na minha cama, e ele se sentou ao meu lado, e ficamos naquele silencio confortável para ambos, cada um com seus pensamentos.
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