Wonderwall.
26 O leilão
Notas iniciais
Prometi a mim mesma manter o foco nessa missão quando Diggle disse que eu teria que trabalhar com Oliver caso quisesse continuar na missão, naquele momento eu tinha duas opções, aceitar o acordo ou quebrar a promessa que tinha feito para a mãe de Craig. E eu nunca fui o tipo de pessoa que quebra promessas, precisava aceitar o acordo, nem que isso me custasse trabalhar ao lado de Oliver. Então, aceitei, era o que restava. Tudo isso para honrar a divida que tinha com Craig e sua mãe.
Mas quando vi Damon Fisher apontar uma arma para Oliver, perdi completamente o foco e senti muito medo de que algo acontecesse a ele e eu não pudesse ajudar, como no passado, quando ele levou um tiro e quase morreu. Novamente eu tinha duas escolhas, colocar a vida de Oliver em risco e deixar Damon vivo ou perder uma grande possível pista sobre Shaw, e naquele momento, não consegui pensar em outra possibilidade além de matar Damon e salvar Oliver.
Puxei o gatilho e o disparo foi certeiro, Damon caiu sem vida no chão, Oliver estava a salvo. Mas eu não sabia que sua reação seria tão ruim e não deixaria que ele passasse por cima de mim.
Damon estava morto, Oliver estava vivo, e seu sentimento por mim continua o mesmo, ele me odeia.
Tudo que quero depois desse fracasso é dormir, dormir muito e só depois pensar no que fazer. Vou direto para o hotel que estou hospedada, apenas ligo para minha mãe e fico feliz em escutar um pouco da voz de Jeremy, esse momento salva completamente o meu dia fracassado. Depois tomo um banho e me jogo na cama.
Quando acordo no dia seguinte já estou atrasada, saio às presas rumo ao FBI, preciso ter uma conversa séria com John, então vou direto para sua sala.
— Bom dia. — ele diz, sorrindo.
Como ele pode sorrir depois de tudo isso que aconteceu? Até parece que está se divertindo com a situação, e não vejo nenhum pouco de graça nisso.
— Como você pôde fazer isso comigo, John? — indago, soltando minha bolsa com força na cadeira. — Você sabe de toda a história. Sabe o quanto foi difícil para mim! Sabe de Jeremy! Sabe de tudo e mesmo assim foi capaz de aceitar esse acordo estúpido?!
Quando termino, estou furiosa e o sorriso de John sumiu por completo. Ele limpa a garganta e sinaliza para que eu sente.
— Por favor, me escute. — ele diz suavemente. Então eu me sento e aguardo. — como já te falei, eu não tive escolhas, Felicity. Arrumar um desentendimento com o exército não é bom, ao contrário, é péssimo. No final das contas, acabaríamos perdendo essa missão para a Cia, e acredito que não é isso que você quer, não é mesmo?
Apesar da raiva e frustração que estou sentindo pelos últimos acontecimentos, John tem razão, eu não quero que a CIA tome essa missão do FBI, muito menos que tire do meu controle, se isso acontecer, a mãe de Craig nunca terá sua vingança, muito menos eu.
Acabei balançando a cabeça em total acordo com John.
— Fechei esse acordo pensando em você.
— Mas é o Oliver, John. — digo. — Você sabe que eu nunca consegui esquecer ele. Eu ainda gosto dele e ficar ao seu lado vai ser horrível, porque ele me odeia. — digo exasperada. — É horrível ver todo o remorso que ele sente por mim.
Diggle suspira lentamente e assente com a cabeça.
— Eu sei. — diz. — Sei que vai ser extremamente difícil para você. Mas Felicity, eu sei que você vai conseguir. Você é uma ótima agente, não pode se abalar. — argumenta. — Além do mais, Oliver não é mais aquele filhinho de papai, tá na hora de ele superar o que aconteceu e você também.
— E se ele descobrir o Jemy? — indago, sentindo meus nervos aflorarem. — Ele vai me odiar ainda mais e vai querer tirá-lo de mim, John.
— Não. Isso não vai acontecer, Felicity. — ele diz. — Sua vida pessoal é separada disso tudo. Não tem como ele saber. Fique calma. Oliver, nunca vai saber sobre Jeremy.
— Eu não sei, Dig. — sibilo. — Mas se isso acontecer, eu lutarei até o fim pelo meu filho.
(...)
Depois da minha conversa com Diggle, peguei o tablet de Bridget e me escondi no laboratório, precisava muito de um tempo sozinha com algo para ocupar minha cabeça, e digamos que esse tablet me fez esquecer bastante coisa do mundo ao meu redor. Bridget tem um programa sensacional para manter hackers e curiosos bem longe das informações contidas dentro dessa tecnologia.
— John Diggle me disse que estaria aqui. — diz Oliver, adentrando o laboratório, tirando completamente minha concentração e sossego. — Precisamos ter uma conversa séria.
— Precisamos?
— Sim. E uma conversa sem brigas, por favor. Podemos fazer isso?
Eu ponderei, ele não estava ali para brigas, ou qualquer outro motivo de desentendimento. Podia ver que estava ali para outra coisa, então resolvi que poderia escutá-lo.
— Sim, podemos.
Oliver puxa uma cadeira para sentar-se e mantém uma distância razoável.
— Sei que temos um passado ruim. Mas está na hora da gente superar. — ele começa, e caramba, ver a mágoa em seu olhar acaba comigo. Faz eu me sentir uma pessoa muito ruim. — Eu me arrependo de algumas coisas e você também, não é?
Eu afirmo com a cabeça. Porque é a verdade, me arrependo de todo o remorso que causei a Oliver, todo o sofrimento e ainda mais, me arrependo de ter mentido para ele. Se pudesse voltar no tempo, faria tudo diferente.
— Nós temos um trabalho complicado. Por isso quero propor uma trégua. Temos o mesmo objetivo, e tenho certeza que assim como eu, você não quer perder essa tarefa para a Cia. Estou errado?
— Não, você não está errado.
Ele assente e me encara.
— Vamos tentar manter a paz entre nós. Tentar deixar o passado para trás? Pelo menos agora, durante a missão?
Ele estendeu a mão na minha direção, me oferecendo uma trégua, eu encarei seus dedos que muitas vezes acariciaram meu rosto, e isso me faz sentir falta de todos os bons momentos que tínhamos no passado.
— Então?
Respiro fundo. Se Oliver, que foi o mais prejudicado nessa história, é capaz de deixar tudo para trás e levantar a bandeira branca da paz, quem sou eu para contrariar?
— Tudo bem. — eu aperto sua mão, sentido uma forte energia percorrer meu corpo, sentido um enorme desejo de ter seus dedos trilhando meu corpo, como ele fazia. E essa vontade quase incontrolável apenas aumenta quando seus olhos encontram os meus, posso estar enganada, mas ele está sentindo a mesma coisa.
— Eu preciso ir... — levanta-se abruptamente. — espero que encontre algo no tablet.
Eu assinto e ele se vira para ir embora.
— Oliver. — digo, quando uma dúvida me consome. — Do que se arrepende?
Eu sei, a resposta pode me destruir, mas eu quero escutar. Talvez eu seja masoquista e goste de sofrer. Porém, preciso dessa resposta.
Oliver gira e me encara.
— Me arrependo de não ter te dado à oportunidade de se explicar.
Eu engulo em seco, totalmente surpresa com a resposta, eu não esperava por isso, esperava seu rancor, sua mágoa, sua raiva, esperava tudo menos isso. Isso meche comigo, me desmonta inteira, pois é totalmente natural da parte dele. Eu fito os olhos de Oliver, sua resposta é tão verdadeira que causa um reboliço de sentimentos dentro de mim.
Até ele ir embora, me deixando completamente sem ação.
Caramba Felicity, você está apenas perdendo o foco. Talvez Oliver tenha só amadurecido, isso não quer dizer que ele me perdoaria caso fosse diferente e ele tivesse me dado à oportunidade de me explicar, tudo seria exatamente igual, ele me odiaria da mesma forma.
Continue seu trabalho, não deixe a presença de Oliver te distrair como agora.
(...)
— Acho que encontrei algo. — digo, adentrando a sala de Diggle. — Há muitos lembretes, a maioria são datas em que Damon receberia novas remessas de drogas, mas uma data em especial está em branco, há apenas um círculo ao redor. Essa data é hoje, John.
— Okay. — Diggle avalia o que acabei de falar. — pode ser muitas coisas
— Exatamente!
— Tipo, a data de aniversário de alguém? — sugere arqueando uma sobrancelha. — Ou qualquer outra data que não seja importante.
— Não é isso. Tenho certeza! — exclamo. — Preciso falar com Bridget, ela é quem cuidava da agenda de Damon, deve saber o que irá acontecer hoje ou o que já aconteceu.
— Tudo bem, Felicity. — Diggle diz. — Já que está tão confiante pode falar com Bridget. Mas saiba que precisa informar tudo a Oliver. Não quero problemas com o exército. King pode se tornar uma grande pedra no sapato, não quero ter que lidar com ele.
— Tudo bem. — concordo. — Oliver e eu tivemos uma breve conversa, ele resolveu erguer a bandeira da paz e mostrar que é uma pessoa adulta e profissional.
— Sério? — assinto. — e você concordou?
— Claro. — respondo. — Afinal, também sou adulta e muito profissional.
— Isso é ótimo.
— É sim. — concordo. — Bom, preciso ir. Ainda tenho que falar com ele. Sabe onde posso encontrá-lo?
— Ele está na sala de reunião. Revisando os arquivos do caso.
— Okay.
Retiro-me da sala de Diggle e sigo direto para a sala de reunião. A porta está entreaberta e posso ver Oliver de costas perto da janela, ele está em uma ligação, então aguardo do lado de fora.
Ele está falando alto, por isso acabo escutando parte da sua conversa.
— Não quero acatar suas ordens, pai. Eu não sou mais o homenzinho que ficava em baixo das suas asas. Eu me tornei um homem de verdade, adulto e maduro, capaz de fazer minhas próprias escolhas. Não sigo mais suas ordens. — ele diz, aumentando ainda mais o tom de voz. — Vou continuar trabalhando nesse caso, por mais que isso me custe ficar perto dela todos os dias.
Meu coração bate mais forte, mas não sei se é algo bom ou ruim. No entanto, escutar Oliver tão determinado, passando por cima das regras do seu pai me faz sentir certo orgulho do homem que ele tornou-se, apesar de saber que grande parte disso é culpa do que fiz para ele.
Oliver encerra a ligação e guarda o celular no bolso da calça, suas mãos descem firmes pelo rosto e ele solta um longo suspiro, demonstrando estresse pela conversa que acabará de ter com o pai. Robert é um pouco insuportável.
Bato na porta e ele se vira.
— Posso entrar?
Ele assente.
Adentro a sala e noto a bagunça de arquivos sobre a mesa, no meio de todos os papeis jogados pela extensão da mesa tem relatórios sobre meu trabalho com Craig e principalmente sobre o dia da sua morte. Oliver percebe que estou olhando para os papéis e tenta esconder.
— Tarde demais, Oliver. — digo. — tudo bem, mais cedo ou mais tarde você saberia tudo.
— Eu sinto muito. — ele sibila. — muito mesmo. Ele era um ótimo agente pelo que vi e ouvi.
— Sim, Craig era mesmo um ótimo agente, um dos melhores, mas acima disso ele era uma ótima pessoa. — digo. — Não merecia esse fim.
Oliver não diz nada, apenas concorda com a cabeça. Então mudo de assunto.
— Encontrei algo no tablet. É uma data, não tem descrições do que exatamente se trata, mas acredito que seja uma pista que devemos seguir. — lhe entrego o tablet para ver a data.
— É hoje?
Assinto.
— Vou falar com a assistente de Damon, ela deve saber do que se trata.
— Vou com você. — ele diz. — Seu chefe me ofereceu um carro, quero ver se é mesmo bom como ele disse.
— É melhor não. Irei me atrasar um pouco, preciso comer algo, tomar um café antes.
— Tudo bem, a gente passa na cafeteria de Rose antes. Se não tiver problema para você, claro.
Penso em não aceitar sua proposta, mas se queremos mesmo seguir em frente, momentos como esses serão bons, tanto para o nosso convívio quanto para a missão seguir sem confrontos, afinal, somos uma espécie de parceiros agora.
— Tudo bem. — digo. — Vou pegar minhas coisas.
— Okay. Te espero na garagem.
...
Acalme-se Felicity, é igual quando trabalhava com Craig, vocês iam no mesmo carro e quase sempre paravam para comprar café. Oliver agora é seu parceiro, terá que se acalmar toda vez que precisar entrar no mesmo espaço que ele. Seguir em frente, lembre-se disso.
O único problema disso tudo é que Craig era apenas um grande amigo, e Oliver já foi meu namorado. Como vou conseguir manter a calma ao lado da pessoa que partilhei momentos juntos? E muitos deles sem roupas e suados em cima de uma cama.
Estamos a caminho da cafeteria de Rose. Isso me lembra muita coisa, todas as vezes em que íamos juntos tomar café e depois íamos para a faculdade. Eram momentos que eu adorava passar ao seu lado, e agora não passa de um momento silencioso e um pouco desconfortável.
— O que você acha que pode ser essa data? — ele questiona, depois de muito tempo calado.
— Muita coisa. — respondo. — Eu posso estar certa na minha intuição, ou essa data pode ser apenas algo tosco, ou outro pedido de drogas dele.
— E se você estiver errada?
— Bom, então voltaremos estaca zero.
Ele volta a ficar calado de novo. Eu fico quieta, apenas mexendo no tablet, a procura de outra coisa, até que novamente Oliver quebra o silêncio.
— Desculpe por ontem. — ele diz. — Fui muito imaturo e acabei não te agradecendo por salvar minha vida. Sei que no seu lugar eu teria feito o mesmo.
— Tudo bem, Oliver. — eu digo. — Agora estamos quites.
A visita à cafeteria de Rose foi um pouco desconfortável, ela comemorou muito pensando que tínhamos reatado e quando falamos que apenas estamos trabalhando juntos ela se desculpou e disse estar envergonhada, mas apesar desse momento ser meio esquisito, acabamos ganhando uma caixa cheia de cupcakes e dois cappuccino.
Bridget mora no Queens, foi fácil achar sua casa, mas não foi nada fácil convencê-la falar com a gente, eu tive que bancar a policial durona e dizer que se ela não colaborasse seria presa por estar escondendo informações valiosas sobre traficantes ao governo, após isso ela nos deixou entrar e até ofereceu uma cerveja.
— Você tem um aplicativo muito bom de senhas no tablet. — digo. — Mas eu consegui invadir as informações. Mas acabei tenho algumas duvidas, acredito que você poderá me ajudar.
— E o que você quer saber exatamente?
— Há muitos lembretes anotados aqui. Mas um em especial, não tem nenhuma informação, apenas está marcada a data, e o dia é hoje.
— E nós queremos saber do que se trata essa data, Bridget. O que vai acontecer hoje? — questiona Oliver.
— O que Damon estava tramando?
Bridget toma um gole de cerveja e dá uma tragada em seu cigarro. Ela está nervosa e em nenhum momento esconde isso. Encaro Oliver.
— Está tudo bem, Bridget. Nada vai lhe acontecer. — ele diz calmamente.
— Tudo bem. O filho da puta está morto mesmo. — ela larga sua garrafa. — É um leilão. Nos últimos dias Damon estava falando muito sobre esse leilão e acabou me contando que não se trata de venda de obras de artes ou imóveis e sim da venda de armas e até bombas atômicas, daquelas que podem destruir uma cidade. — diz. — Damon estava animado porque Jacob Shaw vai estar nesse leilão.
Acabo trocando um olhar com Oliver, tanto quanto eu, ele sabe o que esse nome significa. Jacob Shaw é a ponte que temos para chegar no assassino de Craig e agora temos uma grande oportunidade para chegar em Shaw.
— Damon queria se vingar, porque Shaw o enganou e o fez ter um grande prejuízo. — ela informa. — Damon estava armando uma emboscada para matar Jacob.
— E onde e que horas será esse leilão?
— Vai ser em uma casa, ás 20:00 horas — ela diz. — posso te passar o endereço.
(...)
A casa onde irá ocorrer o leilão é um verdadeiro palácio, a construção majestosa é de encher os olhos de qualquer um. Estou paralisada em frente a enorme arquitetura apenas admirando e imaginando como deve ser por dentro. Caramba isso deve ter custado uma fortuna.
Não demora muito para que minha presença seja notada pelos guardas e pela recepcionista do "evento". Eles me encaram e trocam um olhar duvidoso. Oliver ainda não chegou, então me apresso antes que seja tarde.
Subo as escadas e esboço um sorriso para os seguranças.
— Olá. — digo, passando por eles.
É claro que logo sou interrompida.
— A senhora não pode entrar sem se identificar. — diz a recepcionista. — Preciso conferir se seu nome está na lista.
— Oh sim, claro. — digo. — Perdão, eu esqueci desse detalhe.
A recepcionista sorri.
— Qual o seu nome?
— Querida, desculpe o atraso. — Olho par trás e Oliver acabou de chegar, está maravilhoso, vestido um terno que se alinha perfeitamente ao seu corpo. Reprimo a vontade de soltar um suspiro, de jeito nenhum vou demonstrar o quanto me afeta. — Estava estacionando o carro.
— Tudo bem, querido.
Essa demonstração de carinho apenas faz parte do nosso disfarce. Um casal em lua de mel que gosta de roubar bancos e museus nas horas livres. Tudo isso foi uma grande ideia de John e isso reforça o que eu já estava pensando, meu chefe está se divertindo as minhas custas.
A recepcionista está olhando para Oliver, praticamente o comendo com os olhos. Parece que tudo continua igual, as mulheres continuam babando por ele.
— Senhor e Senhora Webber. — digo, enganchando meu braço no de Oliver. — Pode checar na lista agora.
Nossa entrada é liberada, porque afinal, foi difícil armar uma emboscada para o verdadeiro casal Webber, impossibilitando a chegada deles ao leilão e tomando o lugar deles.
O interior o da casa é ainda mais bonito, uma bela decoração, o dono não deixou de ostentar em nada, cada detalhe da decoração vale uma fortuna.
— Fui informado de que Shaw ainda não chegou. — comenta Oliver, perto do meu ouvido, proporcionando uma descarga elétrica por todo meu corpo. — Você ainda usa o mesmo perfume?
Oliver cochicha fazendo minhas pernas bambearem. O que ele está tentando fazer? Arrancar toda a minha concentração e sanidade e me deixar completamente louca? Eu me afasto abruptamente dele.
— É melhor a gente se dividir, ficar cada um com um lado dessa mansão. — sugiro.
— Tá. Tudo bem.
Eu me afasto de Oliver, pois se ele continuar relembrando coisas do passando, vai apenas nos fazer muito mal.
Céus, como ele se lembra do meu perfume?
Concentração Felicity, fique atenta, Jacob pode chegar a qualquer instante.
Esse lugar é lindo, mas está cheio de bandidos e assassinos de vários lugares, o que deixa tudo perigoso demais. Posso lembrar-me de alguns que estão sendo investigados pelo FBI. Principalmente o homem parado perto do bar, me encarando como se eu fosse um pedaço de carne suculento.
Seu nome é Nick González, ele é um homem muito bonito e elegante, mas em contrapartida é um grande assassino de aluguel. Já matou muitas pessoas, incluindo mulheres e adolescentes. Ótimo partido para quem gosta de perigo. Sua ficha criminal está arquivada, por falta de provas.
O homem pega duas taças de champanhe e se aproxima de mim.
— Olá. — diz. — Estava te admirando, é de longe a mulher mais bela e elegante dessa festa.
— Obrigada. — agradeço.
— Não precisa agradecer, apenas aprecie um bom champanhe comigo.
— Não vejo problemas nisso. — dou um sorriso e pego a taça. — Qual é seu nome?
— Nick González. — responde. — E como você se chama.
— Michelle Webber.
— É um prazer te conhecer, Michelle.
— Quem é esse cara? — indaga Oliver, pela escuta na minha orelha. Eu olho ao redor e o vejo me observando.
— Algum problema, Michelle? — questiona Nick.
Encaro o assassino a minha frente.
— Nenhum. — bebo um gole da minha bebida e olho novamente para onde Oliver estava e ele desapareceu.
— Então, Michelle, o que você acha de irmos para um lugar mais reservado? — indaga, me encarando maliciosamente.
Está na hora de eu me livrar desse cara.
— Desculpe, mas irei ficar por aqui mesmo.
Viro-me, pronta para me afastar dele, mas dou de cara com Oliver.
— Algum problema? — indaga. — Por que não me apresenta o seu amigo?
— Ahh claro. — eu viro novamente. — Esse é Nick González.
Oliver estende a mão para Nick.
— Olá, sou Finn Webber. — diz, apertando a mão de Nick. — Sou marido dela.
E para finaliza, Oliver segura minha cintura e me puxa para perto de si. Eu quero me afastar dele e fugir de todas as sensações que isso me causou, mas preciso manter o papel de esposa de Finn Webber, então permaneço parada, sentindo seus dedos apertarem minha cintura, proporcionando-me um enorme prazer.
— Olha, preciso me retirar. — Nick diz. — Divirtam-se.
Quando Nick está longe, Oliver me solta.
— Jacob está chegando. — cochicha. — O carro dele acabou de estacionar aqui na frente.
No instante em que Oliver me dá a noticia, Jacob Shaw adentra a mansão, acompanhando de uma linda mulher. Ele sorri para pessoas próximas. Fecho minhas mãos em punho, olhar para seu sorriso apenas me dá mais vontade de meter uma bala na sua cabeça. No entanto, por mais que a minha vontade de acabar com a vida dele seja grande, ele tem que ficar vivo. Preciso seguir o plano arrisca.
Essa noite vai ser longa!
Fale com o autor