Wonderwall.

27 Ameaças


Notas iniciais
Oiiiii pessoal!!!! Como vocês estão? Espero que bem. Beeeeem preparadas para esse capítulo que na minha opinião é um tiro (Já dizia Jojo Todynho, que tiro foi esse). Esse capítulo me deixou muito emotiva, então espero que gostem. Wolf Wchster, amei sua recomendação de coração, muitooooo obrigadaa isso me alegra muito. Espero não te decepcionar! Vou deixar o link de uma musica para vocês talvez ficarem igual a mim shuahshuas https://www.youtube.com/watch?v=e0dJVCNfRI4 E bora ler!

Tomei um gole do meu whisky enquanto observava mais um homem chegar perto de Felicity todo cheio de sorrisinhos maliciosos. Ela está linda e encantadora, é claro que eles estavam se aproximando dela e a cobiçando. E eu estou perdendo todo meu foco na missão, ao invés de manter meu olhar sobre Shaw, não consigo tirar meus olhos de Felicity e toda vez que algum homem chega perto dela tenho vontade de bancar o marido ciumento. Mas eu não posso fazer isso, por mais que seja a minha vontade.

Olho ao redor e encontro Jacob Shawn com sua acompanhante, eles estão dançando no meio do salão. Bebo o último gole de whisky e coloco o copo vazio sobre o balcão, ajeito meu terno e me aproximo de Felicity e do velho que cochicha algo em seu ouvido. Sinto tanta coisa, mas principalmente raiva e vontade de quebrar a cara do velho, preciso colocá-lo em seu lugar.

Totalmente por impulso, enlaço meu braço na cintura de Felicity e a puxo para mais perto, ela me encara assustada, mas logo sua feição muda para algo bem diferente, que eu não consigo explicar. Sinto que isso não é o suficiente para mandar o velho para bem longe dela, então de maneira mesquinha e errada eu beijo o ombro de Felicity sentindo sua pele se arrepiar e seu corpo estremecer reagindo ao meu toque.

Caramba, ela ainda é tão minha que esse pensamento me deixa abalado. No entanto a raiva, mágoa e o desejo que vejo em seus olhos me puxam para a realidade.

— Querida. — falo, deslizando minha mão por seu braço. — Vamos dançar? — enlaço nossos dedos.

Tudo isso é tão familiar. Tocar Felicity, estar com Felicity, tudo me lembra o passado. E tudo isso está me enfraquecendo, a sua presença, sua delicadeza, determinação, força, tudo que eu sempre admirei em Felicity e que me fez amá-la. Tudo que eu joguei fora por ser um idiota orgulhoso.

— Acho melhor não. Eu bebi muito champanhe, vou acabar ficando tonta.

— Tudo bem. — puxo Felicity para o meio do salão. — Eu seguro você.

Ela me encara ainda com mágoa no olhar. Mas essa minha atitude não foi apenas para tira-la de perto do velho, também fiz isso para ficar mais perto de Jacob.

Seguro sua cintura e junto seu corpo ao meu, a eletricidade que nos envolve me deixa completamente perdido, encaro os lábios de Felicity perguntando-me se ainda são macios e suaves. A vontade de ter a resposta para a minha duvida cresce dentro de mim, o desejo que sinto de beijá-la torna-se quase incontrolável, mas o meu orgulho não me deixa.

— Por que fez isso? — ela questiona, olhando profundamente dentro dos meus olhos. — Não precisava ter exagerado.

— Pensei que estivesse incomodada com aquele velho. — respondo. — Mas se quiser, pode voltar lá com ele.

Felicity suspira e aninha a cabeça no meu peito enquanto dançamos.

— Tudo bem, sei porque fez isso. — ela murmura. — Shawn está bem perto da minha visão.

Nós estávamos ali para observar Jacob, essa era a instrução. Só agiríamos quando todos estivessem reunidos para o leilão, então uma equipe da força tarefa do fbi entraria em ação para prenderem todos, enquanto Felicity e eu focaríamos em não deixar Jacob fugir. Por enquanto nós só podíamos observá-lo e não deixá-lo escapar.

— Felicity.

— Hum? — ela resmunga, sem erguer a cabeça.

Eu tenho vontade de abrir meu coração, falar como me sinto, mas eu tenho tanto medo. Medo que ela me machuque outra vez. Eu construí uma vida nesses anos em que não nos falamos. Tenho uma noiva e não posso ser um grande filho da puta com ela, sei melhor do que ninguém o que é ter um coração partido, não posso fazer isso com Lídia.

Ela ergue a cabeça e fita meus olhos.

— O que foi, Oliver?

— Nada.

Chamar Felicity para dançar foi uma péssima ideia. Tenho certeza que ela percebeu o quanto sua presença ainda me afeta.

— Senhores e senhoras. — o som do auto falante faz Felicity afastar-se de mim. — Vamos dar inicio ao leilão. Por favor, organizem-se cada um em seu devido lugar.

Felicity me encara e assente. Trocamos um olhar cúmplice, sabemos o que temos que fazer, a partir de agora, Jacob é o nosso único alvo.

Os seguranças da festa guiam todos os convidados para outro cômodo da mansão, onde há vários assentos e logo na frente um pequeno palco iluminado com luzes fluorescentes e um homem mais velho está parado, atrás de uma bancada.

Por sorte, Jacob e sua acompanhante estão logo na nossa frente. Passamos pela enorme entrada que dá acesso a sala do leilão. Uma mulher elegante conversa com Jacob e sinaliza onde ele deve sentar, depois e a nossa vez. Acabamos ficando com sorte e nos sentamos em assentos que ficam na mesma fileira de Shaw.

— Está na hora, Oliver. Já estão todos aqui. — sibila Felicity. Ela pega o celular e manda uma mensagem de confirmação para Diggle. — Está pronto?

— Sim.

Com certeza a coisa vai ficar muito feia por aqui.

O homem sobre o palco se apresenta como Petter Whirght e faz uma breve apresentação do leilão, como tudo irá decorrer e fala um pouco sobre cada item que será leiloado. O primeiro é uma aljava de longo alcance, capaz de destruir uma cidade inteira. No instante em que ele termina de apresentar o item, dois homens sobem no palco carregando uma caixa enorme.

— Vamos começar com um lance de 500.000 euros. — diz o apresentador. — Quem dá mais?

E é nesse exato momento que tudo começa. Homens do FBI invadem a sala, eles estão fortemente armados, mas isso não basta para recuar os bandidos. Os seguranças da festa recebem ordem para atacar e começa um tiroteio, as pessoas começam a correr para todos os lados, alguns assustados e outros tentando fugir. Olho para Felicity, estamos bem no meio do tiro cruzado, correndo um grande risco de sermos atingidos. Acabo notando somente agora que estamos de mãos dadas, ela aperta os meus dedos e me puxa.

— Jacob está fugindo. — grita.

Felicity solta minha mão e corre atrás de Jacob e sua acompanhante. Imediatamente começo a me mover, empurrar cadeiras e pessoas, tiro tudo do meu caminho e saio atrás de Felicity. Ela passa pela porta que entramos minutos atrás e sai em disparada pelo salão. Jacob está logo a frente e parece que não percebeu que está sendo perseguido, e apesar da sua acompanhante ser um pouco lenta, em nenhum momento ele a deixa para trás o que nos ajuda.

Consigo alcançar Felicity. Estamos pouco atrás de Jacob, os zumbidos de tiros trocados acabam ficando para trás, cada vez mais distantes. Saímos da mansão e descemos as escadas da entrada, logo a frente há um carro a espera de Jacob. Consigo chegar ainda mais perto dele, o suficiente para atingi-lo e não deixá-lo fugir. Então saco minha arma presa do lado esquerdo do meu corpo e engatilho.

Os segundos que gasto mirando a arma em Jacob, é o suficiente para Felicity alcança-lo e deferir alguns golpes contra ele. Não consigo mais ter uma mira boa, os dois estão engalfinhados, se eu disparar, corro o risco de atingir a pessoa errada. E eu nunca colocaria a vida de Felicity em risco.

Embora Felicity seja uma ótima lutadora, Jacob é mais forte e é muito rápido, ele consegue atingir o rosto de Felicity e ela fica tonta, em seguida, Shaw agarra seus braços e a puxa para frente do seu corpo, colocando uma arma contra a sua têmpora.

— Parado! — ele vocifera. — Ou a loirinha aqui morre.

Eu abaixo a arma e ergo a mão.

— Oliver, não. — Felicity grita. — Atira, você consegue.

Jacob começa a rir.

— Não, ele não consegue, querida. — diz. — Assim como Craig não conseguiu.

Vejo como isso enfurece Felicity. Ela olha dentro dos meus olhos e murmura um por favor. Ergo a arma novamente, mas Jacob aponta a dele para mim.

— Não.

Escuto o grito agudo de Felicity e um disparo é feito, sinto a pressão que a bala fez ao atingir meu corpo e caio no chão sentindo dor em todo o meu torço. Imediatamente Felicity está ajoelhada ao meu lado, abrindo meu terno e procurando o ferimento.

— Está tudo bem. — eu digo. — Acho que foi no ombro.

— Oliver. — ela sussurra, os olhos brilhando cheios de lágrimas, ela me puxa com força para si, me apertando em seus braços e fungando no meu pescoço. — Caramba.

— Calma. — sussurro, fazendo um esforço para me sentar. — Eu estou bem.

Retribuo o abraço e aninho seu corpo que no momento parece tão frágil nos meus braços, esperando que ela se acalme aos poucos. Levanto meu rosto e vejo uma equipe do FBI rodeando Jacob Shawn, ao menos conseguimos pegá-lo.

— Desculpe. — ela diz rastejando para longe de mim, tenho vontade de puxá-la novamente e dizer que está tudo bem, mas não faço isso, porque sou tão covarde e orgulhoso.

— Está tudo bem, Felicity.

Afasto o tecido da camisa social e do terno para verificar meu ombro, parece que o tiro pegou de raspão e, embora esteja doendo bastante, não foi nada grave, Felicity chega à mesma conclusão e levanta-se.

— Vamos. — ela me alcança a mão, enlaço nossos dedos novamente. — Você precisa cuidar desse ferimento. Tem uma equipe de enfermeiros cuidando dos feridos, vou ver se consigo arrumar um kit de primeiros socorros.

Andamos até as escadas que dão acesso a mansão e Felicity me faz sentar no degrau.

— Eu já volto.

— E Jacob?

— John e os outros agentes cuidam dele.

Eu assinto e ela se retira.

Questiono-me sobre tudo que acabou de acontecer. Felicity estava com uma arma apontada para sua cabeça e eu me senti inútil naquela hora, não podia fazer nada para protegê-la, estava de mãos atadas e a única coisa que conseguia pensar era que nada podia acontecer com ela, e que não conseguiria ver Felicity indo embora mais uma vez, ainda mais por minha culpa.

Será que quando Felicity trabalhava para o meu pai sentia esse mesmo medo que senti hoje quando Shawn estava apontando a arma para ela? E essa necessidade de protegê-la? Talvez seja por essas razões que ela escondeu tudo de mim.

Não pense besteiras Oliver!

Eu ainda posso sentir seu corpo trêmulo, cheio de medo nos meus braços. Ela me abraçou porque naquela hora sentiu que estava me perdendo. Felicity até chorou, isso não foi uma mentira ou uma encenação dela. Talvez no passado também não tenha sido.

— Consegui. — sua voz deliga de imediato meus pensamentos. Ela está andando na minha direção com uma bandeja hospitalar cheia de coisas. — Vou cuidar disso.

Felicity me faz tirar o terno, termina de tirar a minha gravata e depois abre alguns botões da minha camisa. Ela começa limpando o ferimento, seus dedos pressionam levemente a região machucada, fazendo-me gemer com a pequena sensação que me atinge. Felicity não encara meus olhos em nenhum momento, e percebo o quanto suas mãos ainda estão trêmulas deixando claro seu nervosismo.

Seguro seu pulso e afasto sua mão do meu ombro, só então ela me encara.

— Está tudo bem agora, Felicity. — digo, mantendo um tom paciente e suave para acalma-la. Observo sua expressão mudar de angustia para algo parecido com alivio, vejo que ela também tem um ferimento no rosto feito pelo cretino do Shawn.

— Eu sei. — ela esboça um pequeno sorriso. — Só me deixa fazer um curativo nisso.

— Tudo bem.

Solto sua mão e ela continua o que estava fazendo. Quando ela puxa a camisa sobre meu ombro novamente, eu me levanto, ficando maior que ela. Olho para baixo e encontro seus olhos me sondando, seguro seu queixo e passo o polegar sobre o ferimento bem abaixo do seu olho, ela solta uma lufada de ar e geme sentindo a pressão do meu toque.

— Você também precisa de um curativo. — digo. — Senta aqui.

— Eu estou bem, faço isso quando chegar em casa. Não precisa se preocupar.

— Você se preocupou comigo, eu também me preocupo com você.

Seus olhos se enchem de alegria, posso estar ficando maluco, mas é isso que eu sinto. No entanto, não sei se é isso que ela devia estar sentindo no momento. Não posso ser um grande cretino, mas também não posso deixá-la sangrando. Pego um algodão e começo a limpar a ferida, depois de higienizar o ferimento coloco um band-aid sobre ele.

— Obrigada. — murmura se levantando, Felicity olha para cima e fita meus olhos, por intermináveis segundos ficamos nos encarando, a sensação que tenho é tão boa, só que eu não quero sentir, não posso sentir isso novamente.

— Ei! — Diggle desce as escadas da mansão, fazendo-nos olhar para sua entrada. — Vocês fizeram uma grande bagunça aqui, mas conseguiram pegar Jacob Shawn, estão de parabéns.

— Obrigada. — resmungo.

— No entanto, ainda têm trabalho para fazer. — comunica. — Jacob está a caminho do fbi, acho que vocês vão querer conversar com ele ainda hoje.

— Com certeza. — exclama Felicity.

— Tem um carro pronto para levar vocês. Só não façam besteiras.

[...]

Durante o caminho eu só conseguia pensar no quanto tudo havia virado uma bagunça. Minha vida estava seguindo corretamente e de repente virou essa confusão. Felicity entrou novamente na minha vida e junto trouxe meus sentimentos por ela a tona. Agora eu sou isso, uma confusão de sentimentos que preciso resolver imediatamente.

Quando chegamos ao fbi somos guiados pela secretária de John, ela nos leva até a sala de interrogatório onde Jacob está preso. A sala é pequena e tem apenas uma pequena mesa, onde Shaw está algemado, e duas cadeira, uma de cada lado. Observo Jacob pelo enorme vidro do lado de fora, ele tem um enorme machucado no canto do lábio, acho que foi Felicity que fez na hora em que ele apontou a arma para mim, ela evitou que o tiro atingisse outro lugar. Quantas dívidas eu vou ter com essa mulher?

— Posso ir primeiro? — ela me encara, os olhos carregados de suplica.

Sei o quanto isso é importante para Felicity, mais para ela do que para mim.

— Tá. Vai lá.

— Obrigada. — diz e entra na sala de interrogatórios.

Aperto o botão para escutar o que eles irão falar e fico observando através do vidro.

— Ah não, você de novo. — ele resmunga. — Devia ter te matado.

— Isso é verdade. — Felicity diz, puxando a cadeira e sentando-se. — Mas você não fez.

— Foi um grande erro. — ele rebate. — Então, loirinha, por que está me perseguindo? — questiona. — Pensei que matar seu amigo tiraria você do meu caminho, mas acho que terei que ser mais agressivo e acabar com tudo que você ama.

Como Felicity está de costas para mim, não consigo ver sua expressão, mas o sorriso de Jacob é sombrio e cheio de vitória. Felicity levanta-se e respira fundo.

— Para quem você trabalha?

— Você ainda vai insistir? — ele revida. — Acha que eu não sei nada sobre sua vida? Sua mãe, o pequeno Jemy? — acrescenta. — Estou deixando tudo bem claro para você. Saia do meu caminho ou sofra as consequências.

Isso foi claramente uma ameaça e deixou Felicity abalada, porque ela não falou mais nada, apenas se retirou da sala e correu.

— Felicity. — sai atrás dela e a segui pelo corredor até o laboratório, ela entrou e fechou a porta. — Felicity... — bati na extremidade de madeira.

— Vai embora, Oliver!

— Não posso. — digo. — Você saiu abalada demais daquela conversa com Shawn. Me deixa entrar.

— Oliver, por favor, me deixa sozinha. — ela diz, a voz em um sussurro embargado. — Preciso pensar.

— Tudo bem. — murmuro, com a testa encostada na porta. — Mas eu vou voltar.

Sei como Felicity se sente porque vivi minha vida inteira aos cuidados de homens que meu pai contratava porque ele vivia sobre ameaças, foi por causa dessas ameaças que conheci Felicity e agora é ela que está passando por isso. Dou esse tempo para ela, pois é tudo que precisa. Mas Shawn não me conhece e juro que ele vai se arrepender de ter ameaçado Felicity.

Entro na sala de interrogatórios, ele revira os olhos e se ajeita na cadeira.

— Outro? — pergunta, arqueando uma sobrancelha. — Vocês gostam de entrar no meu caminho.

— Com uma diferença, você não sabe nada sobre mim. Não pode me ameaçar.

Ele me encara e sorri.

— Sei o suficiente sobre você. — diz. — Tenho o que preciso.

— Não, você não tem.

— Não seja estupido! — exclama, ficando de pé e batendo as mãos com força sobre a mesa. — Você acha que não percebi a forma que olha para a loirinha que acabou de sair daqui? — fita meus olhos e senta-se novamente. — Ela é o seu ponto fraco.

Eu engulo em seco.

— Viu? — sussurra. — Eu tenho o suficiente.

— Para quem você trabalha?

Shawn abaixa a cabeça e a levanta, esboça um enorme sorriso.

— Acha mesmo que vou te contar?

Eu me curvo e mantenho o rosto a alguns centímetros do dele.

— Pode não ser agora, mas prometo que vou fazer você falar.

Shawn começa a gargalhar, a fúria que sinto cresce dentro de mim e sem pensar direito, seguro sua cabeça e atinjo seu rosto contra a extremidade da mesa, ele desmaia e o sangue brota do seu nariz, se espalhando pela mesa e o chão.

— Leve ele para a cela. — digo ao agente que espera do lado de fora.

Sigo para o laboratório e bato na porta.

— Ela acabou de sair. — fala, um garoto segurando um tablet.

— Sabe para onde ela foi?

— Acho que para o elevador.

Assinto e passo por ele, sigo pelo corredor que me levará ao elevador, esse lugar é gigante e parece um labirinto, mas consigo chegar ao elevador a tempo de alcançar Felicity, entro junto com ela e seguro seu braço, as portas se fecham e estamos sozinhos.

— Oliver... — ela murmura.

— Precisamos conversar.

— Eu estou cansada. Só quero ir para casa, podemos fazer isso outro dia.

— Felicity, você não pode deixar Jacob te afetar desse jeito.

— Ele ameaçou a minha família, Oliver, quer que eu reaja como?

— De qualquer maneira, menos com medo. — respondo. — É exatamente isso que ele quer.

— Então ele conseguiu.

As portas se abriram e Felicity saiu.

Eu não podia deixá-la ir embora desse jeito.

— Felicity... — saio atrás dela. — Você não é assim. — digo. — Você é forte e não tem medo.

Ela para poucos centímetros da saída e gira. Seus olhos se enchem de lágrimas e seus ombros desabam. Corro até ela e a abraço, novamente seu corpo frágil está nos meus braços, ela agarra o tecido da minha camisa e pressiona o rosto contra o meu peito, aperto-a forte, tentando consolá-la.

— Eu não posso mais continuar. — ela resmunga. — Sei que devo isso à mãe de Craig, mas eu prefiro quebrar qualquer promessa, desde que minha família fique protegida. — acrescenta entre suspiros de choro. — Eu não me perdoaria se algo acontecesse com eles.

— Eu sei. — beijo o topo da sua cabeça.

Felicity ergue o rosto e me encara profundamente, posso ver um misto de coisas dentro dos seus olhos. Ela também está uma bagunça e não sabe como reagir.

— Tenho que ir.

Ela me empurra e se afasta saindo do edifício. Eu não quero que ela vá. Minha razão e meus sentimentos dessa vez se juntaram para lutar contra mim. Eles me fazem correr atrás de Felicity.

— Espera. — seguro seu pulso, ela fica parada por alguns segundos e então gira.

Minha vontade é acabar com toda a distância entre nós, quebrar o muro que ergui contra ela, estou pronto para fazer isso e tê-la para mim novamente. Mas a voz que surge atrás de nós me detém. Solto Felicity e me viro. Lídia está parada, me encarando.

Ela caminha até mim, segura meu pescoço e me puxa, seus lábios cobrem os meus por um longo tempo.

— Lídia? — encaro a minha noiva quando nos separamos. — O que está fazendo aqui?

— Seu pai me disse que você estava precisando de mim. — ela olha sobre meu ombro.

Eu me viro e vejo Felicity indo embora. Fecho meus olhos e suspiro.

Volto minha atenção para Lídia.

— Como sabia onde me encontrar?

— Seu pai me contou tudo e me mandou para cá tirar essa ideia maluca da sua cabeça.

— Eu não acredito nisso.

— Oliver... desiste disso. Vamos voltar para casa.

— Sinto muito, Lídia, mas eu não posso. — digo. — Não agora.

— Oliver... — seguro o rosto dela e fito seus olhos.

— Você me conhece. Sabe que nada mudará minha decisão. — murmuro, acariciando seu rosto. — Volta para casa. Eu não terminei o que tenho que fazer aqui.

Dou um beijo na testa de Lídia e me viro, sigo pelo mesmo caminho de Felicity, ela é a única pessoa que está sozinha, e eu não pretendo deixar que isso continue assim. Sei que se continuar esse caminho, estarei deixando muitas coisas para trás, porém, não estou me preocupando com isso, apenas com ela.

Notas finais
Boooom, é isso! O que vocês acharam? Por favor, preciso saber o que acharam desse capítulo, então cometem, não custa nadinha. Espero realmente que tenham gostado. Se tiver erros, perdão, estava ansiosa para postar que nem revisei direito. Estou esperando os coments de vocês. Beijooos e até o próximo!