Wonderwall.

21 Fique comigo.


Notas iniciais
Oii gente, vocês ainda estão ai? Espero que sim. Nossa eu nem acredito que estou postando capítulo, estou até nervosa uahsuhs Desculpem pela demora, mas como já expliquei estou passando por um bloqueio terrível, mas hoje eu disse: vou escrever wonderwall! E eu consegui!!!!!!!! AMÉM! Espero que gostem. Quero agradecer a leitora Maia Smoak pela linda recomendação, eu fiquei muito triste por não conseguir postar cap logo depois que recebi a sua recomendação, eu queria postar no outro dia, mas não teve cristo de inspiração que me ajudou, mas espero que você ainda esteja esperando cap e goste desse. Bjoos e obrigada.

Observei Oliver sem que ele percebesse que eu estava ali. Sentia uma raiva tremenda ao ver Brithany enroscada em seu pescoço, nunca tive vontade de quebrar a cara de alguém por algo tão banal, mas agora, minha vontade era socar a cara daquela vadia como se ela fosse um saco de pancada. O meu saco de pancadas.

Mas eu sabia que tudo aquilo era minha culpa, e não da vadia da Brithany, ela só era uma consequência e estava aproveitando. Para entender direito tudo que aconteceu, é bom rebobinar um pouco e voltar para exatamente três semanas atrás, quando terminei com Oliver.

— Você está terminando comigo? — indagou Oliver, com seus olhos azuis cintilando curiosidade. — Por que, Felicity?

Por quê? Eu também já me fiz essa pergunta, várias vezes. Ela vem me assombrando há semanas, desde dois dias depois do casamento de Diggle, quando decidi que precisava terminar com Oliver. Ele disse que me ama e eu não consegui retribuir porque não seria digno. Na verdade, eu não sou digna de Oliver. Estou traindo-o, mentindo descaradamente para ele e não consigo mais fazer isso.

É por causa disso que estou terminando, porque não aguento mais mentir para ele.

— Me escuta. — ele levanta-se do sofá e segura meus ombros. — Eu te amo. Entendeu?

Não consigo olhar dentro dos seus olhos. Será doloroso ver todo seu amor por mim e joga-lo fora como se fosse um nada. Olho para a parede bege atrás de nós, olho para o abajur ao lado do sofá, olho para o chão, mas me recuso encarar seus olhos.

— Entendeu? — insiste. Meus olhos se enchem de lágrimas, mas engulo a vontade súbita que tenho de chorar. Preciso sair daqui com o trabalho concluído.

— Mas eu não sinto o mesmo por você. — digo firme. O aperto de Oliver diminui e ele respira fundo.

— Eu não acredito. — resmunga. — Só vou acreditar quando você dizer isso olhando nos meus olhos. — diz. — e você está olhando para a porra do chão, Felicity.

Aperto meus olhos e respiro fundo. Ó droga, eu estou a ponto de partir o coração do homem que eu amo. Isso é tão doloroso para mim, imagina para Oliver. Ele nunca amou ninguém e agora que sente isso por alguém, está a ponto de desejar nunca mais sentir o mesmo.

Ergo meu rosto. Embora me machuque olhar dentro dos seus olhos e ver amor, carinho e medo preciso continuar. Vai ser melhor assim, Oliver.

— Eu não amo você. — pronuncio tudo com calma, permanecendo com meus olhos fixos nos dele. — Não posso continuar isso.

É mentira. É tudo a merda de uma mentira. Não acredite nisso Oliver. Eu amo você, mas eu não consigo continuar mentindo para você e se eu contar a verdade, vai ser muito pior. Você nunca mais vai querer me ver.

As mãos de Oliver deslizam por meus braços e caem ao lado do seu corpo imóvel. Ele continua olhando para meus olhos, como se ainda não acreditasse no que eu acabara de falar.

Virei-me e peguei minha bolsa, sem olhar novamente para ele, saí do seu apartamento. Lembrando-me de cada momento feliz que tivemos ali. E quando entrei dentro do meu apartamento que também tinha o seu cheiro e memórias de tantos momentos nossos, desabei. Toda a vontade de chorar que tinha reprimido agora caia dos meus olhos em fortes e grossas lágrimas.

Abri meus olhos e Mogus estava sentado na minha frente, com seu olhar arrogante e nariz arrebitado. Mogus que também já havia se acostumado com Oliver e vivia dormindo nos pés dele. Vai ser tão difícil de agora em diante. Peguei o gato no colo e afaguei seu pelo.

Tinha certeza que a dor que estava sentindo ia demorar para passar, mas eu precisava conviver com ela.

Mas pelo jeito para Oliver as coisas foram diferentes e ele já me esqueceu completamente. E vê-lo tão bêbado, sendo agarrado por várias garotas da faculdade, sendo aquele Oliver que eu sempre observei de longe, me magoa muito. Entretanto, o que eu posso fazer se a culpa de tudo isso é minha, só minha. Eu não posso culpá-lo.

E o que me restou depois de tudo isso é apenas observar Oliver, mantendo distância para que ele não perceba, afinal, esse é o meu trabalho, sempre foi esse o meu trabalho.

Quando essa tortura acaba, volto para casa, me sentindo péssima. Mas uma vez presenciei Oliver levar uma garota para casa. O pior disso é que dói tanto e quando percebo estou em baixo do chuveiro, derrubando um monte de lágrimas e lembrando de Oliver, dos nossos beijos, dos seus sorrisos, do quanto ele me fazia feliz e logo tudo é destruído pelas lembranças de hoje a noite.

Quando saio do banheiro e vou direto para o quarto, visto uma camisa de Oliver, uma que tem seu cheiro e me traz boas recordações. Inalo o perfume e um sorriso surge em meus lábios, um sorriso rápido que logo some quando olho para a cama vazia. Eu acabei me acostumando dormir com ele, sentir seu cheiro, me sentir protegida por seus braços e agora, um lado da minha cama está vazio e é extremamente difícil deitar ali sozinha, sem seu corpo quente e aconchegante.

Escuto o ronronar de Mogus, ele pula em cima da cama e se deita ao meu lado. Afago seu pelo e acabo pegando no sono com o barulho dos seus roncos.

Acordo no meio da noite, com batidas incessantes na porta. Tão fortes que até Mogus pula da cama e corre para baixo dela. Levanto-me e caminho rapidamente para fora do quarto. Vou direto para a porta, estou bastante irritada. Puxo o trinco com força questionando quem é o louco que está esmurrando minha porta e me surpreendo quando vejo Oliver.

Ele está com os olhos vermelhos, inchados e está fedendo cerveja mesclada com outros cheiros de bebidas. A imagem é deplorável e seu cheiro embrulha meu estômago. E apesar de estar com pena, sinto muita raiva por ele quase ter arrancado minha porta, por ele me acordar de madrugada e essa raiva se junta com outros sentimentos e quando percebo estou dando tapas em Oliver.

— O que você está fazendo aqui? — gritei.

— Eu não consigo dormir.

— Brithany não conseguiu te fazer dormir? — questionei cheia de sarcasmo. — Vai embora daqui!

Empurrei a porta com força, mas Oliver enfiou o pé na frente e já foi entrando. Pela sua cara estava tão furioso quanto eu. Ele segurou meus pulsos e me chacoalhou, fazendo-me olhar dentro dos seus olhos.

— Você não pode terminar comigo e ir atrás de mim onde eu for, parecendo uma perseguidora. — ele diz. — Na verdade, você não podia ter terminado comigo, não depois de eu me declarar, depois de abrir meu coração e dizer o quanto a amo. Você não sabe o quanto você me machucou, Felicity. E no quanto eu penso em você todas as noites, todos os minutos. Em qualquer lugar, para qualquer objeto que eu olhe penso em você. Sabe por quê?

Eu chacoalhei a cabeça, mostrando que não.

E as lágrimas já caiam dos meus olhos. Malditos hormônios femininos!

— Porque eu amo você. — ele diz. — Amo você com todas as minhas forças e me recuso desistir. Eu quero você, Felicity. E sei que você também me quer.

— Você não sabe de nada, Oliver. — puxei meus braços, mas com todos aqueles músculos, Oliver conseguia ser mais forte do que eu.

— Eu sei sim, e posso te mostrar. — Oliver nem esperou minha reação e já estava me beijando, seus lábios se movendo rapidamente sobre os meus, suas mãos me puxando para si, e eu estava retribuindo aquilo, meu corpo estava retribuindo.

Seu beijo era capaz de me fazer esquecer tudo, e de repente estávamos ali, longe de qualquer problema, era só nós dois, livres de tudo e de todos. Livres de qualquer responsabilidade, preocupações e mentiras. Mas eu sabia, que por trás daquele momento, existia muita coisa, e eu jamais poderia esquecê-las.

Empurrei Oliver e ele começou a rir descontroladamente.

— Você viu como você reagiu? — questionou. — Felicity, você me ama. E não importa o que você fale, nada vai mudar o fato de todas as noites você vestir minha camisa para dormir.

Não podia voltar atrás. Havia terminado meu namoro com ele para priva-lo de algo ainda mais doloroso, e agora eu não podia falhar, tinha que continuar irredutível e me livrar dele.

— Vai embora, Oliver! — exclamei, puxando a porta novamente. — Você está muito bêbado. Amanhã vai se arrepender disso e voltar para sua vida de balada e garotas.

— Não vou sair daqui. — rebateu, empurrando a porta. — Já falei que não vou desistir de você.

— Por favor, vá embora.

Era inútil. Ele não iria embora, ao contrário, ele se sentou no chão e ficou me encarando.

— Eu vi você hoje. — disse. — Já te vi outras vezes me observando. — continuou. — E eu pensei que se você me visse com outras mulheres ia se sentir como eu me senti quando você terminou comigo. Mas nunca aconteceu nada. Eu as levo para o meu apartamento, mas nunca acontece nada. Nunca!

Ele suspirou e começou a rir novamente.

— Você deve me achar um babaca por isso, não é?

— Com certeza. — cruzei os braços. — Você é um grande babaca.

Oliver ficou em silêncio por vários minutos, e eu apenas o observei, não tinha nada para falar, precisava manter minha postura, uma hora ou outra ele irá embora. Mas o silêncio foi interrompido pelo gato, que armou o maior escândalo quando viu Oliver, Mogus correu para o seu colo e começou a se esfregar em Oliver e ronronar. Maldito traidor!

— Eu também senti a sua falta, pequeno. — Oliver disse, afagando o pelo do traidor. — Você cuidou bem da sua mãe? — o gato encarou Oliver e balançou a calda. — Tudo bem, agora estou aqui para cuidar de vocês dois.

Ahh pelo amor de Deus, aquela cena estava me deixando desconcertada. Precisava me livrar de Oliver antes que eu mesma me traísse.

— Oliver, é melhor você ir embora, está tarde. — segurei sua mão e tentei o puxar para cima. — Porra! Como você é pesado. — continuei a puxá-lo e quando Oliver levantou-se, cambaleou para um lado e outro e então caiu sobre o sofá.

— Você não vai me deixar ir embora assim né? — perguntou com um ar vitorioso. — Estou bêbado e não posso dirigir nesse estado.

Suspirei me sentindo cansada de tudo aquilo. Ele tinha razão, jamais o deixaria ir embora nesse estado. Se ele dirigir embriagado algo muito ruim pode acabar e eu nunca mais vou me perdoar.

— Tudo bem. — resmunguei. — Você pode ficar, mas antes precisa tomar um banho, está fedendo.

— Eu acho que preciso de uma ajudinha para chegar ao banheiro. — revirei meus olhos e o ajudei a levantar.

Joguei seu braço sobre meus ombros e caminhamos até o banheiro, foi um processo bem difícil, já que Oliver é bastante pesado e tropicava nos próprios pés. Quando passamos pela porta do banheiro ele quase caiu, se não fosse a pia de lavar as mãos o estrago teria sido grande. Deixei-o de pé perto do box e já ia me retirando quando ele segurou meu pulso.

— Uma ajudinha aqui? — indagou, apontando para a calça.

— Você não é uma criança de 8 anos, Oliver. — rebati, puxando meu braço. — Pode se virar sozinho.

Ele fez uma carranca e eu sai do banheiro. Quando cheguei ao fim do corredor escutei um barulho assustador, girei e sai correndo na direção do banheiro. Quando abri a porta encontrei Oliver caído, com as calças nos joelhos. Ele estava dando risada da própria desgraça. Agachei-me perto dele e o ajudei a se levantar. Firmei seu corpo enquanto ele chutava o jeans para longe e depois o ajudei a tirar a camisa.

Não vou mentir, vê-lo quase nu era desconcertante para mim. Me trazia lembranças quentes e maravilhosas, então tentei não ser flagrada por ele.

Ajudei Oliver entrar dentro do box e liguei o chuveiro. Empurrei seu corpo para baixo da água gelada. Estava saindo quando ele agarrou meu braço e me puxou para si, colando nossos corpos, me deixando molhada, literalmente. Tentei empurra-lo, mas o meu desejo falou mais alto, quando percebi estava com os lábios colados nos deles e suas mãos arrancavam minhas roupas.

Eu me entreguei completamente àquele momento. Entreguei meu corpo e minha alma a Oliver. Eu o amava e não conseguia viver longe dele, não tinha forças para mantê-lo distante. E Oliver acabou tornando tudo ainda mais difícil.

[...]

No dia seguinte, quando os primeiros raios de sol invadiram meu quarto, abri meus olhos e senti o corpo de Oliver colado ao meu, seus braços ao meu redor e sua respiração calma acalentando meu pescoço. Eu sentia tanta falta disso, que não consegui me sentir arrependida por ter me sabotado e voltado atrás. Eu o amo tanto, que me manter distante não machuca só a mim, machuca ele também e não quero mais machucá-lo. Irei contar toda a verdade, porém, não será hoje, e nem amanhã.

Girei me mantendo no aperto dos seus braços. Observei sua feição, os traços brutos do seu rosto e seus lábios. Acariciei seu queixo e sua bochecha, ele sorriu, mas manteve os olhos fechados.

— Senti tanto a sua falta. — cochichou, me apertando em seus braços. — Era agoniante ficar sem você. — ele abriu os olhos e beijou minha testa. — Promete que nunca mais vai fazer isso? Se afastar de mim, promete Felicity!

Segurei seu rosto e olhei profundamente dentro dos seus olhos. Naquele momento, por apenas um instante me esqueci de tudo, das mentiras e do quanto a verdade pode fazer mal a Oliver, e falei com toda a sinceridade:

— Eu amo você, Oliver. — sussurrei. — Com todas as minhas forças. Mais do que tudo. — encostei nossos lábios. — E prometo nunca mais fazer isso com você.

Seus lábios se alargaram e ele me beijou intensamente. Logo a coberta havia sido jogada para o chão e seu corpo estava sobre o meu. Nós fizemos amor mais uma vez, intenso, lascivo e doce.

[...]

Apesar de Oliver querer ficar o resto do dia no meu apartamento, eu consegui contornar a situação e embora eu quisesse tanto quanto ele ficar o dia inteiro trancada com ele dentro do meu apartamento, tinha que ir para a faculdade, porque logo cedo tinha uma reunião com Diggle e Robert, e eles disseram que é uma reunião importante.

Oliver me levou até a biblioteca e nos despedimos com um beijo demorado. Quando ele saiu e eu virei, dei de cara com Ana com um olhar fulminante.

— Você pode me beliscar?

— E por que eu faria isso? — perguntei, passando por ela. Contornei o balcão e ela veio atrás de mim.

— Porque você estava beijando seu ex namorado. — respondeu. — Que você mesma falou que não tinha mais volta.

— Bom, então acho que eu falhei comigo mesma. — soltei. — Agora, vamos começar a trabalhar e deixar esse assunto de lado.

Anna assentiu e voltou para o trabalho. Fiquei dando voltas pela biblioteca até a hora da reunião. Eu estava tão ansiosa que quando meu celular apitou, fui correndo para a minha base secreta, montada nos fundos da biblioteca. Quando entrei o computador apitou e eu imediatamente aceitei a vídeo conferencia.

— Bom dia, Felicity. — Robert disse.

Respondi. Depois Diggle me cumprimentou, então começamos a reunião.

— Ontem, em uma operação arriscada, conseguimos capturar Alan Campbell. — informou Diggle. Por um momento, senti que aquele nome era familiar, mas não conseguia lembrar aonde havia escutado ou lido sobre essa pessoa. — Campbell, é um ex sargento do exercito, que serviu junto com Robert. Na época, Robert Queen descobriu que Alan estava ajudando o cartel a passar drogas pela fronteira e o denunciou.

Após essa informação eu me lembrei. Havia lido no relatório que Robert me entregou — antes de começar a trabalhar como guarda costas de Oliver — que Alan Campbell era o seu maior inimigo e havia jurado se vingar de Robert. É esse homem que Robert Queen tanto teme. Foi por causa desse homem que Robert me contratou.

— Sua equipe foi muito competente, Diggle. — Robert disse, ele estava aliviado.

— Obrigada General.

— Senhorita Smoak. — o General chamou minha atenção. — Sua missão continua por hora. Até o julgamento de Alan.

Eu assenti e Robert encerrou sua chamada. Ainda não sabia como lidar com aquela informação, por um lado seria bom, não ia mais me sentir enganando Oliver, mas por outro, o fim dessa missão vai me distanciar dele.

Escutei a tossidela de Diggle.

— Como você se sente?

— Ainda não sei. — respondi. — Mas acho que vai ser bom. — ele assentiu.

— Você está diferente, Felicity. — comentou, erguendo uma sobrancelha. — Não me diga que voltou com Oliver?

Minhas bochechas pegaram fogo instantaneamente. Diggle começou a rir, mas logo estava com sua postura séria novamente.

— Bom, eu sabia que isso iria acontecer. Era só uma questão de tempo. — disse. — Mas você sabe que ainda está mentindo para ele. Acho que o fim dessa missão é uma ótima oportunidade para você falar a verdade.

— Eu sei.

— Tenho certeza que você vai fazer o certo, Felicity. — afirmou convicto. — Agora eu preciso ir. Tenha um bom dia.

— Você também.

Depois da reunião, recebi uma mensagem de Oliver, ele me convidou para ir almoçar com ele, e disse que estaria esperando no estacionamento. Claro que eu aceitei, quero ficar o mais perto dele possível. Quando deu o horário do almoço, peguei minha bolsa, dei um beijo em Ana e fui encontrar Oliver no estacionamento.

— Oi. — falei. Ele nem respondeu e já me puxou para um beijo, quando nos separamos, notei que muita gente olhava para a gente. Mas isso não me importava.

— Oi. — ele disse.

Depois de mostrarmos para quase toda a faculdade que havíamos reatado, embarcamos no carro e seguimos para o restaurante. Na verdade era um quiosque pequeno e aconchegante, com mesas ao ar livre. Escolhemos uma do lado de fora e nos sentamos, logo um garçom veio nos atender e fizemos nosso pedido. Quando ele se retirou Oliver puxou sua cadeira para perto da minha.

— Você está linda hoje. — sussurrou perto do meu ouvido e beijou meu pescoço. — Senti tanta falta do seu cheiro. — disse e beijou meu queixo. — Senti falta do gosto da sua pele. — lambeu o lóbulo da minha orelha. — Ficar longe de você é uma tortura, Felicity.

E a nossa bolha de felicidade explodiu no momento em que alguém entrou no quiosque e abriu fogo contra as pessoas, ele atirou várias vezes. O cheiro de pólvora logo preencheu o espaço e o grito das pessoas encheu meus ouvidos. Não entrei em pânico, isso fez parte do meu treinamento. Mandei Oliver deitar no chão e abri minha bolsa. Lá no fundo tinha uma arma que Diggle me deu, eu a peguei e mirei contra o sujeito que atirava, puxei o gatilho e um único tiro acertou o meio da sua cabeça e ele caiu no chão.

— Felicity. — Oliver agarrou minha mão e eu olhei para seu rosto, meus olhos percorreram seu corpo até a mancha enorme de sangue em sua camisa.

Eu fui treinada para não entrar em desespero, mas naquele momento eu estava tremendo e chorando. Não sabia o que fazer, a mão de Oliver apertava meus dedos com tanta força que chegava a doer. Deslizei meu braço para baixo dele e puxei seu corpo para cima das minhas coxas.

— Tá tudo bem. — murmurei. — Você vai ficar bem. Okay? Confia em mim. — Olhei ao redor e havia muita gente caída no chão, muito sangue e muito soluço. O cenário era horrível e apavorante. Olhei para Oliver novamente. — Fique comigo, Oliver; fique comigo!

Notas finais
Então é isso, estou muito insegura com esse cap, então, por favor, se ainda estão ai me digam se gostaram. Bjoos e até o proximo, vou tentar voltar o mais rápido possível.