Wonderwall.
22 Promessa.
Notas iniciais
FELICITY.
Às vezes cometemos erros, muitas vezes erros irreversíveis, erros bobos e erros que podem mudar a vida de alguém de cabeça para baixo, às vezes são erros bons, mas quase sempre são erros ruins, sérios e que podem tirar a vida de alguém. Eu já cometi tantos erros na minha vida. Porém, nenhum um erro foi tão destruidor quanto esse. Um erro absurdo que acabou com a vida de uma pessoa e de todos que o amam.
Eu tinha que ter tomado cuidado, ter sido mais profissional, não ter deixado as coisas chegarem ao ponto em que chegaram, mas eu deixei, fui descuidada e quando percebi isso, quando percebi o meu erro, já era tarde demais. Nada mais poderia ser feito, não tinha como eu voltar atrás.
Entre todos os meus erros, nenhum foi mais pesado e avassalador do que esse.
— Foi minha culpa, Diggle! — falei, sentindo meus olhos se encherem de água. — Eu devia ter tomado mais cuidado.
— Não foi sua culpa, Felicity. — ele disse, tentando me acalmar, puxando-me para um abraço reconfortante. — Você não podia prever que isso iria acontecer.
— Eu podia sim. Eu tinha que ter pensado nisso, esse é o meu trabalho. — falei, sentindo um nó na minha garganta.
— Shhh. — Diggle cochichou, afagando minhas costas. — Vou te levar para casa. Você precisa descansar.
— Não. — falei me afastando dele e limpando meus olhos. — Preciso relatar tudo que aconteceu.
— Isso não é importante agora, Felicity, pode deixar isso para outro dia. — argumentou irredutível como sempre. — Você vai para a sua casa, vai se sentir melhor lá. Obedeça-me, porque eu ainda sou o seu chefe.
Dei de ombros e peguei minha bolsa e meu casaco. Não ia adiantar discutir com John, ele ainda é meu chefe e bater o pé com ele não vai me levar a nada. Sai a passos largos na frente dele e entrei no elevador, ele entrou logo depois de mim e apertou o botão do térreo. Enquanto o elevador descia fechei meus olhos e lembrei-me de tudo que tinha acontecido mais cedo, o tiro, todo o sangue, o hospital, a família dele toda chorando.
Foi horrível. E eu sinto o peso da culpa crescer sobre minhas costas.
Eu apenas consigo parar de pensar em todo aquele horror quando o carro de Diggle para em frente a minha casa e ele desembarca do carro para abrir a porta para mim. Eu o encaro e desembarco.
— Vou ficar um tempo com vocês.
— Não precisa Diggle. — falei mesmo sabendo que não adiantaria, então apelei: — Vai para casa ver sua esposa e sua filha, elas precisam de você.
— Lyla tem treinamento militar, Felicity, elas estão bem. — rebate, andando rumo a minha casa. — Ao contrário de você.
Suspirei e deixei meus ombros caírem em sinal de derrota. Segui pela entrada da garagem e ele me seguiu.
Antes eu não queria voltar para casa, mas agora é tudo que eu mais quero, encontrar quem me ama e que podem me dar conforto agora, abraçar, ser abraçada, é disso que eu preciso. Então pego meu chaveiro e abro rapidamente a porta, entro no interior da casa, a televisão está ligada em um desenho qualquer, mas ninguém está assistindo. Há um cheiro gostoso de comida pairando, então vou até a cozinha, onde encontro minha mãe e o pequeno Jeremy cantando musicas infantis.
Mamãe é a primeira que nota minha presença, ela sorri e se agacha perto de Jemy que está de costas, agarrado no Mogus, o gato mal humorado.
— Olha Jeremy, quem chegou. — Ela o pega no colo e o vira para mim. — A mamãe.
— Mama!
Jeremy abre os bracinhos, ele quer o meu colo e eu não demoro, largo minhas coisas sobre e mesa e o pego em meus braços, a sensação é incrível, ele me faz esquecer de tudo e me dá conforto. Encosto minha testa na dele e fecho meus olhos, inalo seu cheiro, Jemy enlaça meus cabelos com sua pequena mãozinha, é tão reconfortante estar em casa. Não acredito que consegui ficar quase um mês longe do meu filho.
Olho para John e sussurro um obrigada, ele assente e sorri para mim.
[...]
Depois que John vai embora tomo um banho e coloco Jeremy para dormir. Lição difícil, já que parece que o pequeno está ligado no 220V, embora eu não me importe muito com a bagunça que ele faz, estava com tanta saudades que acabo fazendo bagunça com ele até o pequeno cair no sono e dormir agarrado em mim. Coloco-o no berço com cuidado e o cubro. Fico parada ao lado do berço, vendo-o dormir tranquilamente até escutar o ronronar de Mogus. O gato pula na cama e solta um miado agudo para chamar minha atenção.
Pego o gato no colo e o acaricio em baixo do seu pescoço, a região que ele mais gosta de ser acariciado. Saio do quarto e fecho a porta antes que Mogus acorde Jemy, ele é um pouco ciumento. Volto para a sala e mamãe está sentada em uma poltrona tomando seu chá, é assim todas as noites, mas hoje há algo diferente, ela pôs uma xícara sobre a mesa de centro. Donna me encara alguns segundos e esboça um pequeno sorriso.
— Senta aí. Fiz café para você, sei que não gosta tanto de chá. — diz, apontando para o sofá ao seu lado. Eu pego a minha xícara e me sento. — Você sabe que eu sempre estarei disposta a te escutar, por mais que eu não goste de escutar coisas sobre o seu trabalho. Se o dia foi difícil, eu estarei pronta para te ouvir. Você sabe disso não é?
Assenti.
— Quando você chegou e durante o jantar eu notei sua angustia, seu olhar triste. E sei que quando Diggle fica para o jantar é porque o dia não foi muito bom no seu trabalho. — explica. — O que aconteceu, Felicity? Pode me contar.
— Fui mandada para uma missão em Nova Iorque junto com Craig.
Um suspiro de mamãe me interrompe, eu a encaro.
— Desculpe. — murmura, erguendo a mão. — É que sempre que você volta de Nova Iorque volta desse jeito, triste e angustiada. Não é um lugar bom. Mas continue.
— Fomos mandados para investigar um homem suspeito de ser líder de uma organização criminosa. Nós armamos uma emboscada para ele. Era um plano infalível, Craig ficava repetindo isso a todo o momento. Ele estava feliz, era para dar tudo certo. Mas a gente não contava com vários homens armados. Nós estávamos em menor numero, e eu esqueci de checar as câmeras. Foi um erro imbecil, mas acabou com a vida de uma pessoa.
Estou com os olhos transbordando e mamãe já está sentada ao meu lado me abraçando.
— A equipe do Craig foi a primeira a entrar. Ele estava na frente, liderando, seus homens estavam atrás e quando os tiros começaram eles conseguiram recuar, mas ele não. Foi atingido várias vezes. Eu devia ter checado as câmeras.
O choro aumenta e eu começo a soluçar, minha mãe afaga minhas costas, ela faz de tudo para me acalmar, mas o peso da culpa me consome e eu só consigo lembrar-me da mãe de Craig recebendo a noticia da sua morte, o olhar dela para mim. Parecia até djavu.
A mesma cena de três anos atrás, quando Moira me olhava cheia de raiva.
Eu acabo dormindo, com a consciência pesada.
[...]
Pela manhã recebi uma ligação de John, informando onde seria o funeral de Craig e o horário. Eu mal posso acreditar. Ontem mesmo Craig estava rindo e jogando seu charme para cima de mim. Ele sempre foi um homem alegre e sempre muito profissional, era um ótimo parceiro, o melhor.
Nossas missões juntos sempre foram impecáveis, não acredito que por um erro meu tudo isso aconteceu. Um homem perdeu a vida e não conseguimos pegar o maldito criminoso que estávamos há quase um mês reunindo provas.
— Mama. — escuto a suave voz do meu filho, e consigo parar de pensar em tudo de ruim que aconteceu. Jemy tem esse dom de me fazer esquecer todas as coisas ruins.
Fito seus olhos azuis profundos. Eles são tão intensos quanto os do pai e eu me perco neles, assim como eu me perdia no olhar de Oliver. Jemy é o meu mundo e a única coisa boa que restou do meu relacionamento com Oliver, além das lembranças.
— Bom dia, filha. — mamãe entrou na cozinha. — Como você se sente?
— Melhor. — respondo, colocando Jeremy em sua cadeirinha de refeição. — Desabafar ajudou muito.
— Isso é muito bom.
Mamãe coloca a cafeteira para funcionar e vai logo arrumando a mesa enquanto eu preparo o café da manhã de Jeremy.
— Estou pensando em ir ao funeral dele. Mas tenho medo da reação da família.
— Felicity, você não matou aquele homem. — argumentou. — Foram circunstâncias. Não fique se culpando. Você precisa ir nesse funeral, precisa se despedir dele. Ele era seu amigo, não era um simples colega de trabalho. Me prometa que vai.
— Tá, eu prometo. — assinto com a cabeça.
— Depois, eu, o Jemy e você, vamos jantar fora. Vamos fazer um programa em família. — afirmou, fazendo caretas para Jeremy. Que o faziam gargalhar.
(...)
Coloco o único vestido preto que tenho, junto com um par de sapatos da mesma cor e um casaco preto de tecido fino. Ergo meus cabelos em um coque e estou pronta. Diggle ligou dizendo que passaria para ir comigo. Então espero na sala, junto com mamãe e Jeremy que assistem um desenho.
Não demora muito para o som familiar de buzina soar do lado de fora. Dou um abraço em minha mãe e depois em Jemy, encho-o de beijos e quando vejo que está cheio de mim o deixo voltar para o seu desenho. Pego minha bolsa e sigo para fora.
— Se sente melhor? — é a primeira coisa que Diggle pergunta após eu entrar no carro.
— Um pouco. — respondo.
— Preciso que saiba que foi a mãe do Craig que me ligou passando as informações do funeral dele. Ela faz questão da sua presença.
— Faz? — Rebato instantaneamente. Só pode ser para me culpar ainda mais pela morte do seu filho.
— Sim. — respondeu. — Ela sabia o quanto vocês eram amigos, Felicity. E o quanto Craig gostava de você.
— Não sei, John. — murmuro pensativa. — Acho que é muito mais. E isso me deixa aflita.
O funeral é na casa da mãe de Craig. Há muitos familiares e amigos dele. O clima é péssimo, como em todo funeral. Há pessoas chorando, outras contando histórias de Craig. É tão mórbido e melancólico que me faz lembrar do único funeral que fui em minha vida.
O do meu avô, minha mãe estava tão triste naquele dia e eu tinha apenas 8 anos. Sempre fui próxima dele, ele era como um pai para mim e sempre foi muito próximo de mamãe. Depois que meu pai nos abandonou, meu avô nos acolheu, era um momento difícil, mamãe tinha perdido toda sua alegria e se não fosse o vovô, nós duas estaríamos perdidas. Vê-lo partindo foi difícil e muito triste. Por isso não gosto de funerais.
Eu e John nos aproximamos dos familiares mais próximos de Craig, sua mãe e o irmão mais novo, os dois estão perto do caixão, não estão chorando, mas os olhos inchados demonstram que ambos já choraram bastante.
— Sinto muito pela sua perda. — diz Diggle, abraçando a mãe de Craig. — Ele era um dos melhores. É uma perda enorme para nós.
Ela assentiu e apertou as mãos de Diggle.
— Ele amava esse trabalho. — divagou. — E eu sempre soube que a coisa que ele mais gostava seria sua ruína.
Ela afastou-se de Diggle e me encarou. Seu olhar não tinha nada haver com o de ontem, era um olhar de pena e compaixão. Ela segurou minhas mãos.
— Podemos conversar a sós, querida?
Eu não sabia como seria essa conversa, mas mesmo assim, aceitei.
Ela me guiou para os fundos da casa, para o lado de fora, onde havia um jardim, uma árvore enorme com um balanço de pneu. Sentamos em um banco de madeira que tinha no centro do gramado, de frente para as flores.
— Craig adorava esse lugar. — Notei que seus pensamentos estavam longe, era uma lembrança boa, porque um singelo sorriso surgira em seus lábios. — O pai dele que fez esse balanço. A infância inteira dele foi aqui. Mas depois que o pai dele morreu, Craig deixou isso de lado. Só voltou a brincar no jardim quando o irmão nasceu.
Após suas palavras, um longo silêncio pairou sobre nós. Ela ainda estava divagando, lembrando dos bons momentos.
— Eu sempre admirei o seu filho. Ele era ótimo. — digo. — E era um grande amigo também. Eu sinto muito, muito mesmo. — meus olhos estão transbordando novamente, o sentimento da culpa me atinge. — Desculpe. Desculpe.
Ela agarrou minha mão e apertou com força.
— Não foi sua culpa, querida. — disse em um tom carinhoso, que me trouxe calma. — Posso te pedir uma coisa?
Limpo minhas lágrimas e me recomponho.
— Claro.
— Prometa para mim que vai pegar o cretino que matou o meu filho! — sibilou. — Craig sempre falou o quanto você era ótima. Por isso estou te fazendo esse pedido. — ela fitou meus olhos. — Eu confio em você, da mesma forma que ele confiava. Por favor, prometa que vai pegar o desgraçado que tirou meu filho de mim.
Respiro fundo. Isso é o mínimo que posso fazer. Craig precisa disso tanto quanto sua mãe.
— Eu prometo.
[...]
— O que ela queria com você? — John questionou-me, estacionando o carro em frente a minha casa.
— Ela me pediu uma coisa.
— O que ela te pediu?
— John, eu quero continuar o meu trabalho que comecei com Craig, ele merece isso. Quero prender o homem que o matou, mas eu quero fazer isso sozinha. Não quero outro parceiro.
— Eu vou designar outros agentes, Felicity. — argumentou. — Já tomei essa decisão.
— Não. — rebato. — Eu vou continuar nesse caso, John. — exclamo. — Comecei esse trabalho com Craig, e vou terminar sozinha. Vou fazer isso por ele.
— Não Felicity! — o clima acaba ficando meio pesado. — Você tem um filho, ele precisa de você. Não quero encarar sua mãe como encarei a mãe de Craig. — continua. — Essa missão tornou-se mais perigosa do que imaginei. Já perdi um agente. Não vou perder você também.
— Diggle...
— Basta, Felicity. — ele grita.
— Eu prometi para a mãe dele! — grito, mais alto do que John. — eu vou continuar no caso e vou cumprir a promessa que fiz para ela. — encarei Diggle. — Vou acabar com essa organização. Craig merece isso e a mãe dele merece justiça.
— Não vai adiantar eu te proibir não é?
— Se você fizer isso eu irei investigar por conta própria. Então, não, não adiantar você me proibir ou me afastar, eu já tomei minha decisão.
— Tudo bem, Felicity. — ele suspirou cansado. — Você continua no caso. Mas se as coisas se complicarem mais, eu vou tomar a frente.
— Okay.
Diggle não tentou mais me fazer mudar de ideia. Só me deu uma licença de alguns dias para eu passar um tempo com a minha família. Fazia quase um mês que eu estava em nova Iorque, longe do meu filho, eu não podia voltar para lá novamente sem passar um tempo com ele e minha mãe.
Mamãe não me questionou sobre o funeral, apenas me mandou tomar um banho e me arrumar enquanto ela arrumava Jeremy para o nosso programinha em família. Eu agradeci, pois não via a hora de me livrar daquelas roupas pretas e colocar algo mais leve e sem vestígios de morte.
— Ahh você está tão linda, filha. — comentou mamãe batendo palminhas. — Nem parece a Felicity abatida de antes.
— Obrigada, mãe. — agradeço. — Você está linda também. — ela sorri e me joga um beijinho. — E cadê o meu filho?
— Ah sim. Ele está no quarto, deixei ele brincando com o gato, vou pegá-lo, Mogus é uma ótima babá. — ela dá um risinho e sai rapidamente. Logo volta com Jeremy no colo, ele está rindo e seu riso me lembra tanto Oliver que é quase impossível não lembrar dele e de como tudo acabou.
"Vai embora. Eu nunca mais quero te ver" foi essa a última frase de Oliver para mim.
Felizmente, o tiro que Oliver levou não atingiu nenhum órgão vital. Ele passou por uma cirurgia para retirada da bala e acordou algumas horas depois. Sua família estava toda reunida e Robert aproveitou para contar toda a verdade para sua família, toda a verdade, incluindo a parte que eu era sua subordinada.
Moira saiu do quarto do filho e começou a me xingar, dizia que eu tinha enganado ela e Oliver. Me chamou de imprestável e disse para eu ir embora da vida deles, da vida de Oliver, jogou na minha cara que a culpa do filho estar no hospital era minha e eu escutei tudo calada, mas disse para ela que só ia embora depois que falasse com Oliver.
Ela ficou tão nervosa que Robert teve que leva-la para longe de mim. Então a última pessoa que eu pensei que me ajudaria apareceu. Thea, a única Queen que não me odiava tanto, acabou me ajudando a entrar no quarto de Oliver.
Foi um alívio ver que ele estava bem. Mas foi horrível ver o ódio escancarado em seus olhos. Ele nem me deu tempo de explicar e foi logo me expulsando da sua vida.
E eu fiz a única coisa que me restava, parti para Washington, fiquei um tempo morando com Caitlin e Barry, eles me acolheram em um momento difícil. Algumas semanas depois eu descobri sobre minha gravidez.
Passei muitos dias pensando se contaria para Oliver que estava grávida dele, e escolhi não contar, porque ele e sua família me odiavam tanto, que cheguei a sentir pavor deles tirarem meu filho de mim. Eu não suportaria.
Acabei me instalando em Washington, aluguei um apartamento pequeno e estava trabalhando na cede do FBI. Igual no início, eu ficava na frente dos computadores, não ia colocar a vida do meu filho em risco em uma missão solo.
Quando minha mãe ficou sabendo sobre minha gravidez, se mudou para Washington e com o dinheiro que juntou no banco durante alguns anos e com a venda do seu apartamento em Las Vegas comprou uma casa para a gente morar. Sua ajuda foi muito importante, eu não fazia a mínima ideia de como cuidar de um bebê, e me apavorava quando ele acordava chorando no meio da noite. Mamãe me ajudou muito nesse processo, foi essencial.
Quando Jeremy completou 1 ano, eu voltei para missões solo, mas nada de ser guarda costas de filho de general, já havia tido experiência com isso e elas não foram nenhum pouco boas.
— Hey! — Donna exclamou. — Filha, vamos. Está na hora.
Eu assenti e peguei Jeremy no colo. Ele estava lindo, vestindo uma jardineira jeans e uma camisa polo branca, os cabelos loiros bem penteados, um verdadeiro príncipe.
Toda vez que olho para Jeremy eu penso que apesar da missão ser um fracasso, valeu a pena. Eu vivi uma linda história de amor, me machuquei muito, mas quando vejo o sorriso de Jeremy, sinto que valeu a pena, ele é um presente maravilhoso.
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