Wonderwall.
4 Encontro fracassado.
Notas iniciais
O carro de Oliver era uma máquina — daquelas que eu sempre imaginei pilotar, coisa que com o salário que eu ganho nunca vou fazer. — graças a sua rapidez, chegamos ao nosso destino em poucos minutos, era um restaurante elegante bem no centro da cidade, apenas pessoas importantes e podres de ricas frequentavam. Os pratos eram feitos por um chefe Francês muito conhecido no meio culinário, eu já li algumas críticas em jornais, todos falando bem da comida e do ambiente.
Eu poderia já ter sonhado estar nesse lugar, à culinária francesa é maravilhosa, o tempero é ótimo e nada como um bom restaurante. Eu tinha certeza que a escolha de Oliver tinha sido feita para me impressionar. E apesar do lugar ser tão elegante eu não estava nem um pouco impressionada, tudo para mim era fútil demais.
Adentramos o restaurante, as mesas eram muito bem espalhadas pelo salão, com toalhas brancas e douradas, os talheres de prata e taças do mais puro cristal. O lustre preso no teto custava meu salário de todo o ano, as paredes eram de cores vermelhas, pratas e douradas, decorado com peças de artes caras. Tudo gritava a luxo extremo.
Oliver passou o braço na minha lombar e me puxou para perto dele, tinha uma pequena fila logo a frente de onde o recepcionista checava as reservas em um tablet. Eu o olhei, um sorriso pequeno e orgulhoso se espalhava em seus lábios. Fiquei com vontade de dar um soco na barriga dele e dizer que sua forma fútil de me surpreender não havia adiantado nada, mas me contive. Ele olhou para mim e eu esbocei um sorriso.
— Espero que goste de comida francesa. — sussurrou perto do meu ouvido, fazendo-me arrepiar por inteira. Tinha raiva da forma que Oliver atiçava meu corpo.
— Eu adoro. — falei sincera. Era verdade, eu amava a culinária francesa e porque não unir o útil ao agradável.
— Um casal jovem. — disse o recepcionista, nos dando um sorriso enorme. — Nada mais bonito do que dois jovens apaixonados. — Oliver sorriu e me puxou para mais perto, agarrando minha cintura com força, eu segurei um suspiro, não demonstrando o quanto aquilo tinha afetado meus pensamentos racionais, seu toque era forte e capaz de me fazer cometer coisas extremamente erradas. — Vocês fizeram reserva?
— Sim. — respondeu Oliver. — Sou Adam Cooper. — eu notei que a voz de Oliver vacilou quando ele pronunciou o nome falso, os dois anos na faculdade ainda não tinham o feito se acostumar. O recepcionista checou no tablet.
— Sim. Mesa para dois. — disse. — Morgan. — outro homem, vestido em um terno elegante aproximou-se de nós. — Pode amostrar a mesa deles?
— Claro. — ele sorriu para nós dois. — Me acompanhem. — Morgan nos guiou até a mesa, perto das enormes cortinas vermelhas. — Tenham um ótimo jantar. — murmurou e então se retirou.
Oliver foi cavalheiro e puxou a cadeira para mim. Enquanto ele dava a volta na mesa para sentar-se em seu lugar eu me ajeitei na cadeira e coloquei o guardanapo sobre meu colo. Olhei para os lados e notei um garçom vindo em direção da nossa mesa. Ele nos cumprimentou e se apresentou como James, era um rapaz encorpado e alto, com cabelos bem penteados. Ele encarou Oliver.
— Deseja ver a carta de vinhos? — questionou.
— Não, apenas traga o mais caro, tenho certeza que não vou errar. — disse Oliver. Senti uma vontade enorme de revirar meus olhos, e mais uma vez me contive para não acabar com o jantar, que nem começado tinha.
— Tudo bem. — murmurou o garçom.
Oliver já tinha idade suficiente para beber dentro da lei, mas não tinha nenhum pingo de sensatez ao escolher o vinho mais caro do restaurante.
— Aqui está o cardápio. Posso sugerir as entradas? — questionou-me o garçom
— Claro. — eu disse simpática.
— Para a dama eu sugiro uma entrada mais leve, o brie, salada com queijo cremoso e um tempero especial do chefe. — ele disse e retomou. — E para o cavalheiro, sugiro a especialidade do chefe, steak tartare, o famoso bolinho de carne.
— Por mim está perfeito. — falei. Encarei Oliver para ver qual seria sua escolha.
— Para mim tudo bem também.— o garçom sorriu. Fizemos os pedidos do prato principal e o garçom anotou. Então disse:
— Fiquem a vontade. — assentimos com a cabeça.
Ficamos em silêncio depois que o garçom se retirou. Eu ainda achava exagero o fato de Oliver ter escolhido um restaurante tão caro e o odiava por pensar que me levando a um lugar tão nobre ele chegaria ao seu objetivo. Eu esperava sim outra atitude dele, uma que não fosse tão extravagante.
— Você está calada. — ele quebrou o silêncio. — Não gostou desse lugar?
— Aqui é ótimo. — respondi. — Só acho que estou cansada demais, o dia foi cheio. — acrescentei. Não era bem uma verdade, mas quase. Eu não podia simplesmente despejar na cara dele que estava odiando o lugar e ainda mais sua atitude exagerada.
— Eu entendo.
— Mas, não vamos deixar isso afetar nosso jantar. — falei, relaxando na cadeira. — Por que escolheu o curso de direito?
— Porque o de administração era um saco. — balbuciou, pegando a taça e ingerido um gole de água. — Eu joguei dois anos da minha vida fora.
Ah é, depois de dois anos de farra logo após o colegial, Oliver resolveu entrar para a faculdade e escolheu o curso de administração em uma faculdade na sua cidade, mas depois de dois anos ele desistiu, jogou tudo para o alto e voltou para sua vida de festas, mulheres e bebidas por pouco mais de um ano, mas não era como se ele tivesse a deixado. Com 22 anos, Robert praticamente obrigou Oliver a entrar para a faculdade novamente ou sua segunda opção seria entrar para o exército e ser comandado pelo pai, claro que Oliver escolheu o lado mais fácil e entrou para universidade novamente, dessa vez no curso de direito e longe de casa. Julgando pelas suas notas, ele não está muito empenhado em ser um advogado.
— Então, isso quer dizer que se encontrou no curso de direito? — questionei. — Porque é um pouco velho para ainda estar na faculdade.
— Você acha que sou velho? — ele perguntou sério. Eu comemorei internamente, tinha acertado bem no seu ego e ele estava ferido.
— Não um velho gagá, mas mais velho do que os outros garotos. — Oliver ajeitou a postura na cadeira, se inclinando mais para frente.
— Me diga uma coisa, Felicity, você acha um homem como eu mais interessante? Ou prefere esses garotos que estão loucos para perder a virgindade? — ponderei sua pergunta, então me inclinei na direção dele.
— Eu acho homens interessantes, não garotos cheios de testosterona, e levo bastante em conta a idade mental das pessoas. Não acho nem um pouco atraente garotos que acham que por pegar todas são o rei do pedaço. Prefiro homens com conteúdo. Adultos o suficiente para pensar no futuro e não apenas no presente. — falei, sem me perder nas palavras ou gaguejar. Oliver segurou a taça de água e levou aos lábios, visivelmente afetado com minha resposta. Nem eu acreditava que tinha falado tudo aquilo.
— Aqui estão as entradas. — interferiu James, nosso garçom. — Espero que gostem.
— Obrigada, James. — falei, pegando meu garfo e levando uma pequena quantidade de salada até minha boca. Saboreei o queijo que acompanhava as folhas verdes. — Está uma delicia.
Oliver deu uma garfada em seu bolo de carne e ficou em silêncio. Acreditei ter estragado todo o novo rumo da minha missão, mas a culpa não era minha, foi Robert que deu essa ideia maluca, a culpa é toda dele. Oliver é incapaz de ter sentimentos por uma pessoa, ele é arrogante, só pensa no seu bem estar, e na porra do seu ego!
— Desculpe se serei invasivo. — começou Oliver. — Você é daqui mesmo?
— Não. Sou de Las Vegas. Minha mãe é dona de uma pousada, ela banca meu apartamento, minhas despesas e a faculdade. Sempre disse para eu focar nos meus estudos. — respondi. Nem tudo era mentira, eu sou mesmo de Las Vegas, mas minha mãe não é proprietária de nada e trabalha como barrista em um café, na verdade sou eu que mando dinheiro para ela. — E você?
— Sou de Los Angeles. — respondeu. — Não é tão animada quanto Las Vegas. Minha mãe e minha irmã moram lá. Meu pai viaja bastante é muito difícil ele passar um tempo com a gente.
— Qual é o trabalho dele? — Sentia, que pela primeira vez Oliver estava sendo ele mesmo, alguém que se esconde atrás da fama de Adam Cooper, e eu estava curiosa para conhecer essa pessoa.
— Ele é consultor. Por isso viaja bastante.
— Ahh. — eu entendia o fato de Oliver omitir a verdade sobre o pai, ele e a irmã caçula foram instruídos desde cedo a não comentar nada sobre o trabalho do pai. E percebi que aquilo tinha afetado Oliver de alguma forma, notei no fundo dos seus olhos o quanto doía falar sobre o pai, então mudei de assunto. — E sua mãe?
— Ela tem seu próprio negócio que herdou da mãe dela. Sempre fora uma boa mãe, atenciosa e preocupada comigo e minha irmã. — disse, com um brilho no olhar. — E seu pai?
— Eu não sei. Ele foi embora logo depois que completei cinco anos. — Oliver engoliu em seco, seus olhos transmitiam o quanto ele estava arrependido por me ter feito aquela pergunta.
— Sinto muito.
— Está tudo bem. — Dei de ombros. — Eu nem penso nele. Ás vezes eu tento me lembrar do rosto dele, mas eu era tão nova.
— Você parece ser tão forte. — Oliver sussurrou, pegando minha mão. — E incrível. — ele olhou no fundo dos meus olhos, e minha razão disparou o alarme dentro da minha consciência, dizendo para eu manter o foco. Oliver só estava tentando me impressionar para conseguir o que tanto mirava.
[...]
Nosso jantar seguiu com algumas conversas irrelevantes e outras interessantes. Oliver falou bastante sobre a irmã caçula, mas não tocou mais em nada relacionado ao seu pai. A comida estava excelente e a sobremesa maravilhosa. No fim não tinha sido tão ruim. Oliver pegou as chaves do conversível e abriu a porta para mim. Entrei no carro e o observei entregar uma gorjeta para o funcionário do restaurante que trouxe o carro. Depois ele entrou no veículo.
— Então, eu moro aqui perto. O que você...
— Não. — interrompi-o. Ali estava seu objetivo, me levar para sua casa. — Não vou transar com você. E quero ir para o meu apartamento, estou exausta.
— Mas você nem me deixou terminar. — Oliver rebateu. — Por que me julga tanto?
— Então ia me convidar para assistir televisão no seu apartamento? — questionei, virando-me para ele.
— Não. — respondeu.
— Só Me leva para minha casa, tá? — Oliver assentiu e colocou o cinto. Depois ficamos em silêncio, escutando uma música calma que tocava no mp3 do carro dele. Quando ele estacionou na frente do meu prédio fez questão de desembarcar comigo e me levar até a porta do meu apartamento, eu aceitei.
Pegamos o elevador e subimos até o meu andar em silêncio. Não era nada agradável ficar ao lado de um Oliver calado. Sem saber o que ele estava pensando. As portas se abriram e a gente percorreu o corredor até a minha porta.
— É aqui. — falei apontando para a porta bege. — Obrigada pelo jantar e pela carona.
— Não precisa agradecer, eu sei que foi terrível para você. — murmurou. Olhei dentro dos olhos azuis de Oliver, ele parecia abatido. Tentei decifrá-lo, mas não tenho esse dom.
— Não foi tão terrível assim. No começo foi horrível. Você ostentou demais me levando para um lugar tão elegante e eu quis te bater quando pediu o vinho mais caro do restaurante. Você foi fútil demais. — falei. — Quero que entenda uma coisa. Posso parecer ingênua, mas não sou. Se você pensou que me impressionaria me lavando para aquele lugar e pedindo as coisas mais caras, você se enganou. Eu também não sou essas garotas que você leva dar uma volta no seu conversível e depois elas caem na sua cama.
Oliver pareceu perceber o quão idiota tinha sido durante uma parte do nosso encontro. Eu percebi o quanto ele estava frustrado por não ter alcançado o que tanto queria. Minhas palavras foram afiadas demais, precisava amenizar o clima que pairava entre nós.
— Mas você não foi um idiota o tempo inteiro. — ele me olhou nos olhos, com uma pontinha de esperança pulando para fora deles. — Foi legal quando se abriu comigo, quando falou da sua irmã. Em alguns momentos você foi um cara bacana e eu gostei. — enfiei minha chave na fechadura e abri a porta. — Boa Noite. — disse e me esgueirei para dentro do meu apartamento. Fechei a porta com tempo de ouvir a resposta dele.
(...)
Eu estava cansada demais para recapitular tudo que aconteceu no dia, então tomei um banho rápido, vesti meu pijama e despenquei na cama. O sono veio rápido e eu sucumbi. Acordei na manhã seguinte com o barulho do despertador, era sábado, dia de faxina, e eu tinha roupas para lavar, pó para tirar e meu quarto estava uma bagunça.
Sentei-me na cama e deslizei meus pés para dentro das pantufas de joaninha. Fui para o banheiro e depois de escovar os dentes me dirigi para a cozinha. Coloquei a cafeteira para funcionar. Mogus começou a brincar com a anteninha da joaninha da minha pantufa, enchi sua vasilha de ração para ele focar em outra coisa que não fossem meus pés. Depois que tomei café, comecei a faxina pela cozinha, deixando-a toda organizada.
Meu celular tocou quando estava quase terminando de limpar a sala de estar. Olhei no visor, era Diggle, presumi que queria falar comigo para saber do encontro com Oliver. Atendi:
— Oi John, como está?
— Estou bem. E você? Como foi o encontro?
— Foi interessante. — respondi.
— Ah okay. Você vai mesmo dizer só isso? — fiquei quieta. — Olha só, vou fazer um almoço para amigos aqui em casa hoje, por que não vem almoçar com a gente?
— Impossível. Você sabe que mesmo nos finais de semana eu não tenho folga e preciso ficar de olho no Queen.
No fundo eu sabia que queria que Oliver tentasse mais um pouco. Que ele realmente não desistisse e que depois do nosso encontro Oliver não me achasse mais uma garotinha ingênua. Talvez eu tenha exagerado, ele até que foi legal.
— Eu entendo. Mas Robert está em Nova York, presumo que vai passar um tempo com o filho. Acho que você tem o dia de folga.
— Não entendo. Robert sempre me avisa quando está na cidade. — comentei, roendo a unha do meu dedinho mindinho.
— Ele precisou viajar para uma reunião de última hora. Não sei direito sobre o que é, ele disse que era confidencial.
— Você sabe que para eu ter o dia de folga tenho que receber ordens diretas dele, então não posso garantir que vou ao almoço.
— Tudo bem, Felicity. É que eu e Lyla tínhamos novidades. — ele disse. — Mas se Robert não te liberar a gente entende. Podemos passar na sua casa um dia desses.
— Seria ótimo, John.
— Preciso desligar agora, Lyla está chamando na cozinha.
— Está bem.
Encerramos a ligação e eu voltei para a minha faxina.
{...}
Passei o dia sem receber nenhuma ligação do Robert e nem do Oliver, pelo jeito ele desistiu mesmo. O ruim foi que não pude ir ao almoço na casa do Dig, saber da tal novidade que ele não me contará por ligação, então vou ter que esperar. Meu programa favorito da tevê estava quase começando, e eu pedi pizza para acompanhar com as cervejas geladas.
Tinha acabado de checar a localização de Oliver, ele estava em casa, sozinho. Robert não passou nem na casa do filho para lhe fazer uma visita, que tipo de pai ele é? Por mais que mantenha o filho sob proteção, acho que ele devia exercer bem o seu papel como pai. Vou parar de pensar um pouco nos Queen. O meu celular toca e rapidamente o pego, é uma mensagem do Oliver, abro imediatamente.
Primeiro, eu sei que banquei um idiota na noite anterior. Queria te surpreender e no final da noite tudo que eu fiz foi parecer um canalha interesseiro. É extremamente difícil para mim fazer isso, eu sou péssimo com palavras e dificilmente peço desculpas, então, me desculpe por ser um completo idiota. Também quero lhe pedir uma nova chance, para provar que não sou tão imbecil como você pensa.
Oliver tinha se esforçado para pedir desculpas para mim, de certa forma ele merecia uma nova oportunidade e eu estava disposta a dar. Enviei uma resposta:
Acho que você merece mais uma oportunidade, que tal falar isso pessoalmente para mim? Eu pedi pizza e tem cerveja gelada na minha geladeira, não é como o restaurante elegante que você me levou ontem, mas é o que eu posso bancar. Por fim, você sabe onde eu moro.
Levantei-me e corri até meu quarto, escolher uma roupa que não fosse o pijama que uso para dormir. Coloquei um vestido todo azul de alcinhas que cobria até meus joelhos, ajeitei os cabelos e voltei para a sala em seguida. Escondi todos os meus objetos de trabalho. A companhia tocou e corri abrir a porta, era o entregador.
Coloquei a caixa de pizza sobre a mesa de centro e corri até a cozinha, peguei dois pratos e talheres. Voltei para a sala e deixei tudo arrumadinho. Estava verificando se não tinha esquecido nenhuma mini câmera pela sala quando a companhia tocou mais uma vez. Chequei se estava apresentável. Abri a porta, Oliver estava com as mãos no bolso da jaqueta de couro, de tirar o fôlego de qualquer uma.
— Oi. — falei, ele sorriu.
— Oi... Você está linda.
— Obrigada, você também está. Quer entrar? — indaguei. Notei depois de alguns segundos que não tinha saído do lugar, então dei um tapa de leve na cabeça. — Desculpe. Entra, por favor. — abri passagem e Oliver entrou, ele ficou parado no centro da sala, olhando ao redor.
— É muito bonito aqui.
— Eu tento manter sempre apresentável. — comente, fechando a porta. — Então, você quer sentar? Espero que goste de pizza de mussarela.
— Eu gosto.
— Que bom. — caminhei até o sofá, Oliver estava com os olhos fixos em uma foto minha e da minha mãe que tinha na bancada atrás do sofá. — Senta, por favor.
— É você e sua irmã? Não me disse que tinha irmã. — soltei um riso.
— É a minha mãe. — Oliver olhou para a foto novamente e arregalou os olhos.
— Uou! Agora eu sei da onde vem toda sua beleza. — fiquei vermelha e Oliver sorriu. — Vocês são lindas.
— Ela ficaria lisonjeada. — disse, me sentando. Oliver sentou ao meu lado, virando-se para me olhar.
— Por que saiu de Las Vegas? Francamente, aquele lugar é incrível.
— Eu gosto de lá, mas não queria terminar a vida como administradora de pousada e minha mãe sempre disse que eu tinha um futuro brilhante. Então, eu resolvi arriscar. — Eu me sinto mal por mentir, mas esse, no momento é o meu trabalho.
Passamos horas conversando, contando sobre coisas do passado. Era bom estar com Oliver quando ele era ele mesmo.
Fale com o autor