Wonderwall.

19 Aquelas três palavrinhas.


Notas iniciais
Oiiiiii gente. Minha nossa que emoção! Eu voltei, não demorou muuuitas décadas dessa vez. Bom, no momento eu tô desempregada, sim, eu sou oficialmente uma desempregada, já faz tempinho, estou sem fazer nada e pensando em vender minhas artes na praia (mentira, pq aqui nem tem praia) aí vocês pensam, okay, ela tem muito tempo para escrever agora, pode postar mais rápido os caps, mas não. Eu realmente estou preocupada com algumas coisas pessoais, estamos em crise e não é a hora certa para não ter a graninha de todo mês, acho que é isso que está me impedindo de ser mais produtiva, mas eu vou fazer o possível tá gente, só peço um pouco de calma da parte de vocês. Enfim, depois desse textão aqui, vou deixar vocês lerem.

Estávamos todos reunidos na sala de estar depois do jantar, Oliver, eu, Thea e Moira. Agnes havia servido torta de amoras e café para nós e devo dizer que a torta é deliciosa. Escutava atentamente Moira falar sobre seu dia na empresa. Ela disse que não aparece muito na QC porque o presidente é um grande amigo e a deixa a par de tudo, ela confia nele e eu tenho certeza que Robert o monitora para garantir que a esposa não está sendo roubada.

— Eu apareço lá só de vez em quando. — comentou sorrindo. — Hoje tinha uma reunião, então fui obrigada a ir.

A campainha soou fazendo Agnes caminhar rapidamente em direção a porta. Observei-a enquanto Thea iniciava outro assunto.

— Como está o curso de direito, Oliver? — ele pigarreou e eu tive que olhar para ele.

Estava claro que Oliver se sentia desconfortável ao falar sobre a faculdade com a irmã mais nova e a mãe, eu sabia que suas notas haviam aumentado, mas não o suficiente. Ele deu um sorrisinho amarelo e enfiou um pedaço de torta na boca.

— Está indo. — respondeu.

Moira fez uma carranca, e Thea arqueou as sobrancelhas.

— Filho, não fale com a boca cheia. — ralhou Moira. — Eu lhe ensinei isso quando era criança.

Eu não me contive e tive que rir com a forma que Moira deu uma bronca em Oliver, ele até parecia um garotinho de cinco anos.

— Moira. — todos olharam na direção de onde a voz vinha.

Merda!

Robert estava de pé, atrás de mim, segurando uma mala pequena e trajando roupas normais. Ele olhou para a esposa e sorriu, depois para cada um dos filhos, seu olhar era fraterno, ele estava feliz em ver a família, mas quando seus olhos me encontrar toda a felicidade se esvaiu.

— Papai. — Thea pulou nos braços do pai, fazendo-o tirar a atenção de mim. — Você disse que não podia vir, que estava cheio de trabalho.

Robert sorriu, deixou a mala cair no chão e abraçou a filha ainda mais forte.

— Eu menti. Queria fazer uma surpresa. — então ele saiu dos braços de Thea e abraçou a esposa. — Você está linda meu amor.

Moira sorriu e segurou o rosto do marido, seus olhos se encheram de lágrimas e ela o abraçou novamente, afundando o rosto em seu pescoço.

— Eu senti sua falta, Robert.

Quando Robert matou a saudade de Moira e a filha, ele se afastou das duas e parou na frente de Oliver, o encarando nos olhos, com a postura de um verdadeiro general do exército. Não sabia o que se passava nos pensamentos de cada um, mas juro que queria saber. Eu sabia que Oliver não estava muito feliz com o pai e que Robert não ajudava muito nessa questão.

— Eu não recebo um abraço do meu filho? — Robert enfim quebrou o gelo.

Observei Oliver relaxar a postura e dar um rápido sorriso que foi retribuído pelo pai. Pude ver naquele minuto que Oliver fica apreensivo perto do pai, talvez seja pelo fato de ele servir ao país, e também por ser um homem sério e de suma importância, enquanto o filho não consegue se estabelecer nem na faculdade.

Os dois se abraçaram, e Robert deu vários tapinhas nas costas do filho antes de soltá-lo. Novamente seu olhar caiu sobre mim e ele soube disfarçar sua surpresa com um sorriso amarelo.

— E quem é ela? Que eu saiba só tenho dois filhos. — disparou Robert, apontando para mim.

Reparei que enquanto Moira e Oliver riram com a piadinha de Robert, Thea revirou os olhos e se jogou na poltrona, soltando em seguida um comentário que me deixou totalmente apreensiva:

— Você sabe quem é ela. — Moira e Oliver olharam para ela, mas eu e Robert trocamos um olhar contrariado. — Afinal, você deve saber que Ollie está namorando.

— Ah claro. — resmungou Robert aliviado. — Então você é a namorada?

Oliver passou o braço pela minha cintura e me puxou.

— Sim, é ela. — afirmou sorrindo.

Eu dei um sorriso sem graça, a situação não era muito boa para mim, de um lado estava Robert, general do exército, pai do homem que sou apaixonada e meu chefe. Do outro estava Thea, a pessoa que tem o segredo que pode destruir seu irmão nas mãos e tenho certeza que ela ainda não me entregou porque não quer ver seu irmão infeliz.

Não estava me sentindo bem, meu estômago embrulhou e tive vontade de sair correndo daquele lugar para bem longe, para um lugar em que eu não possa magoar mais ninguém.

— Qual o seu nome?

Perguntou Robert. Thea deu um suspiro de insatisfação. Oliver afundou os dedos na minha cintura e Moira continuava sorrindo. Eu respirei fundo.

— Felicity. — estendi a mão para cumprimentá-lo.

— Bom, seja bem vinda, Felicity.

— Obrigada.

Depois desse momento que posso dizer que foi bem estranho, todos nos sentamos novamente. Engatamos uma conversa tranquila, pelo menos para amenizar o clima pesado de antes. Em nenhum momento Robert tocou no assunto trabalho, ele apenas perguntou como estavam as coisas em casa, na empresa e na faculdade dos filhos.

Contudo, apesar de Oliver ficar todo o tempo do meu lado segurando minha mão, eu ainda me sentia fora do eixo, como se eu fosse uma invasora. Que não oferece perigo algum, alguém insignificante, mas que guarda algo sórdido, capaz de destruí-los. No meu caso, destruir uma única pessoa, Oliver.

— Acho que eu preciso dormir. — sussurrei no ouvido de Oliver, ele me olhou e beijou minha boca.

— Tudo bem, eu te levo até o quarto.

Nós levantamos, o que fez Robert e Moira prestarem atenção em nós. Thea já havia subido para seu quarto o que me deixou mais tranquila, mas agora realmente precisava de um tempo só com Oliver e depois com minha cama.

— Vou levar Felicity até o quarto dela.

— Okay. Mas nada quer querer dormir no mesmo quarto. E nem pense em dar uma escapadinha de madrugada. — comentou Moira.

— Deixa os garotos, Moira. — intrometeu-se Robert. — Nós já tivemos a idade deles, lembra?

— Sim, aí eu fiquei grávida. — soltou. — Não que tenha sido um fardo ou algo assim. Eu amei ser mãe. Mas foi num momento difícil, e vocês ainda estão na faculdade.

— Tudo bem, mãe. Nós entendemos.

Eu desejei boa noite para eles, enquanto Oliver dava um beijo na testa da mãe, então subimos as escadas. Quando chegamos na frente da porta do meu quarto Oliver segurou minha cintura e prensou meu corpo contra ele e a parede.

— Oliver, você não quer que seus pais nos peguem assim. — ele beijou meu pescoço.

— Dane-se, eu já vou passar uma noite longe de você mesmo. — passei meus braços em torno do seu pescoço e puxei seus lábios para os meus.

— Eu acho que seus pais vão matar a saudade com um bom vinho e depois vão

— Não, por favor, não termine essa frase.

Eu ri e beijei seu queixo.

— Enfim, acho que eles vão estar bastante ocupados. — esgueirei uma mão para dentro da sua camisa e encarei seus olhos com malicia. — Você pode vir para o meu quarto quando tudo estiver mais calmo.

— É claro que eu irei vir.

Sinto seus dedos no meu queixo, Oliver ergue meu rosto e me beija. Eu agarro o tecido da sua camisa, puxando seu corpo para mais perto, seu calor me atrai, me excita. Tenho vontade de abraçar seus quadris com minhas coxas, mas me controlo, estamos no corredor e se Moira e Robert nos pega assim? Eu nunca mais ia conseguir olhar para a cara do meu chefe.

Seguro a maçaneta da porta do meu quarto, giro e empurro, a contra gosto me afasto de Oliver e fecho a porta antes que meu desejo e necessidades gritem mais alto. Encosto minhas costas na parede e respiro fundo.

— Me espera.

Escuto-o dizer, dou um sorrisinho e corro para o banheiro jogar uma água na nuca para amenizar o calor súbito que se alastrou por meu corpo.

POV OLIVER.

Felicity se afastou de mim e entrou no seu quarto, eu tive vontade de invadir o cômodo e terminar o que tínhamos começado no corredor. Só que eu conheço minha mãe o suficiente para saber que não devo desobedecer as suas ordens quando estou sob seu teto, então tive uma ideia. Mas para ela funcionar tinha que falar com minha irmã.

Minha mãe disse que não podemos dormir juntos, mas não estou pensando em dormir mesmo.

Bati na porta do quarto de Thea e ela logo abriu.

— Oi. Posso entrar?

Ela estava vestindo um pijama azul e penteando os cabelos, apenas fez que sim com a cabeça e voltou para frente da penteadeira. Me sentei na beirada da sua cama esperando até ela me dar atenção.

— Ollie, o que tá fazendo aqui? — indagou sentando-se ao meu lado. — pensei que estaria com Felicity. Você anda grudado nela 24 horas por dia.

— Isso é ciúmes, Speed? — ela fez biquinho e deu um soco no meu braço.

— Um pouco, talvez. — admitiu levantando-se. — Mas bem pouquinho.

— Eu sabia. — comemorei.

— Okay. Vamos esquecer isso e você me conta por que está aqui e não invadindo o quarto da sua namorada?

— Eu quero te pedir uma coisa emprestada. — ela franziu o cenho e cruzou os braços. — Um biquíni.

— Você vai usar um biquíni? — e se desmanchou em gargalhadas enquanto eu a encarava sério. — Desculpe Ollie, é que minha imaginação é fértil. E não pude deixar de imaginar.

— Engraçadinha. — repliquei. — O biquíni não é para mim é pra Felicity.

— Ah tá. — resmungou. — Eu devo ter. Deixa eu ver. — andou ate o closet e começou a revirar suas roupas. Seguia-a e fiquei parado na soleira da porta. — Então, você gosta de verdade dela?

— O quê?

— Você gosta de verdade dela... Da Felicity? — questionou, revirando uma gaveta de biquínis.

— É claro que eu gosto.

— Eu estou perguntando se gosta de verdade, como um homem e não como um garoto na puberdade.

— Você esta pedindo se eu a amo? — ela parou o que estava fazendo e girou, olhou profundamente dentro dos meus olhos e perguntou:

— Você a ama?

— Sim. Eu a amo. — pronunciei cada sílaba transbordando felicidade, eu já sabia daquilo, mas Thea foi a primeira pessoa que dividi isso. — Nunca senti por ninguém o que sinto por ela. E tenho um medo danado de perdê-la, ou não ser bom o suficiente.

— E você já disse isso para ela?

— Não. Mas a verdade é que venho guardando há dias essa declaração, esperando o momento certo. Tenho medo que ela não sinta o mesmo, que não seja reciproco.

Thea andou ate mim e colocou a palma da mão sobre minha testa e depois na bochecha.

— É, você não está com febre. — então voltou para a gaveta de biquínis. — Esse vai ficar ótimo nela.

Thea me alcançou um biquíni azul com listras brancas.

— Obrigado. Você é incrível. — dei um beijo na testa dela e me afastei, quando estava alcançando a porta escutei sua voz:

— Espera, eu tenho uma coisa importante para dizer.

O tom da sua voz era realmente sério e aquilo fez meu peito comprimir. Eu virei e encarei a feição seria de Thea, algo me dizia que o que ela tinha para dizer era realmente importante.

— O que foi?

— Ollie, você não tem medo que Felicity destrua seu coração? Afinal, é a primeira vez que você se apaixona por uma mulher. Você está intacto. Mas e se ela quebrar você de um jeito irreparável?

— Thea, o que quer dizer com essas perguntas?

— Só me responde.

— Eu não acho que Felicity seja capaz disso. Ela é tão doce. — argumentei. — É isso que me faz amá-la ainda mais.

— E se ela não for essa garota tão doce e angelical que você pensa?

— Thea, realmente você está me assustando. Sabe de alguma coisa que eu não sei?

— Não; É claro que não. — falou. — Acho que só estou preocupada com você e com um pouco de ciúmes. Sabe? Ciúme bobo de irmã caçula. Isso acontece.

— Fica tranquila. Felicity é a pessoa certa. — ela assentiu. — Eu preciso ir agora. E por favor, não vá na piscina hoje.

— Por que eu iria na piscina de... Espera aí, seu cretino!

Apenas sorri.

— Boa noite. — dei mais um beijo em sua testa e me retirei.

Quando estava entrando no quarto de Felicity, escutei vozes. Era meu pai e minha mãe. Os dois estavam subindo a escada, ela segurava duas taças e ele uma garrafa de vinho, Felicity havia acertado. Entrei no meu quarto e esperei um tempo, até tudo ficar um silêncio total.

Tirei minhas roupas e vesti um shorts e uma regata.

Saí do meu quarto e olhei paras os lados, estava totalmente silencioso.

Adentrei o quarto de Felicity em silêncio. Olhei ao redor e ela não estava em lugar algum. Mas logo escutei um barulho vindo do banheiro, ela logo sairia e eu poderia colocar meu plano em ação, andei cautelosamente e me sentei na cama. Quando ela abriu a porta deu um pulo ao me enxergar.

— Oliver, você quer me matar? — questionou com a respiração alterada.

— Eu disse que viria.

— Não podia bater na porta ou sei lá, não me assustar?

Olhei-a dos pés a cabeça enquanto falava, Felicity estava linda usando apenas uma camisa minha, com as pernas descobertas até certa altura, os cabelos bagunçados e os lábios com resquícios do batom rosa que ela usou no jantar. Senti uma vontade incontrolável de arrancar aquela camisa do seu corpo e jogá-la na cama, fazer amor por muitas horas e dizer o quanto a amo, mas meus planos eram outros e precisava me controlar por enquanto.

— A gente não vai ficar aqui mesmo. — falei, levantando-me, caminhei até ela e segurei seu braço, puxando-a para perto de mim. Felicity suspirou assim que encostei meus lábios em um ponto sensível do seu pescoço. — Quero te levar para um lugar.

— Que lugar? — ela gemeu, sentindo os beijos que eu espalhava por sua pele. — Desse jeito você não vai me fazer querer sair daqui. — agarrou minha nuca e pressionou seu pescoço contra minha boca.

Eu a afastei. Precisava me controlar. Encarei os olhos sedentos de Felicity, vendo meu desejo sendo retribuído. Mas eu ainda tinha outros planos que não envolviam o quarto e a cama. Virei-me e peguei o biquíni que Thea me emprestou.

— O que é isso?

— Preciso que vista isso. — falei, lhe entregando o biquíni.

— Você acha mesmo que vou vestir isso? Aonde a gente vai?

— Na piscina. — respondi. — E eu preciso que vista isso.

— Não está um clima tão agradável para piscina, Oliver. — retrucou. — Não é melhor a gente ficar aqui e terminar o que estávamos começando? — ela mordeu os lábios e seus olhos brilharam numa tentativa de me coagir.

— É uma proposta quase irrecusável. — Felicity fez uma carranca e eu sabia que precisava concertar algumas coisas antes que ela me pusesse para fora do seu quarto. — Mas preciso que confie em mim, prometo que não vai se arrepender.

Tive alguns segundos de silêncio como resposta. Ela ponderou e enfim pegou o biquíni e entrou no banheiro. A porta ficou aberta e sabia que era uma das suas provocações. Felicity retirou a camisa me dando a visão privilegiada dos seus seios, depois a calcinha, eu tive que controlar minha vontade de caminhar até ela e amá-la sobre o balcão do banheiro.

Depois da sua pequena provocação ela vestiu o biquíni e a camisa novamente e voltou para perto de mim.

— Estou pronta.

Peguei na mão dela e saímos em silêncio. A piscina ficava atrás da casa, logo depois do jardim

— Você é maluco, Oliver. — Felicity afirmou.

— Confia em mim. — segurei a mão dela e a conduzi pela grama rasa.

Com passos rápidos e silenciosos chegamos à beira da piscina. O vapor cobria a água, tinha deixado o aquecedor da piscina ligado para que água ficasse quente, caso contrário ficaríamos com muito frio e não era isso que eu queria.

— Prometo que não vai se arrepender. — cochichei em seu ouvido, segurando sua cintura.

Arranquei a regata que usava.

O corpo de Felicity estremeceu com meu toque, estava amando a forma que estava conduzido nossa noite, queria que tivéssemos uma noite incrível. Beijei seu pescoço e tirei a camisa que ela usava, Felicity estava maravilhosa no biquíni e sua pele quente me deixava ainda mais ansiado para amá-la.

Ela se encolheu toda quando o vento bateu em seu corpo, então a puxei para mais perto de mim, grudando suas costas em meu peito.

Deixei mais um beijo em seu ombro, sentindo sob meus lábios o arrepio que atingiu sua pele. Imediatamente ela girou, ficando dentro dos meus braços. Apesar de sermos iluminados apenas pelo céu estrelado eu pude ver seu olhar de desejo, ela lambeu os lábios de forma sedutora e colocou as mãos em torno do meu pescoço.

Pensei naquele momento que estava completamente apaixonado pela mulher a minha frente, de quatro por ela, completamente nas suas mãos.

— Você me trouxe aqui só pra ficar me olhando? — perguntou.

— Com certeza não. — falei, encostando meus lábios aos dela.

Felicity abriu a boca, recebendo meu beijo ávido. Eu beijei seu queixo e desci pelo pescoço, trilhando um caminho até o vale entre seus seios, ela gemeu e agarrou meus cabelos, pressionou o peito contra meu rosto e arfou sentindo meus beijos molhados naquela região. Movi uma mão sobre sua barriga e agarrei seu seio, apertei delicadamente arrancando um suspiro longo dela.

— Oliver. — ela sussurrou meu nome e eu senti meu corpo estremecer com a intensidade da sua voz. — Por que estamos aqui ao invés de estarmos na cama?

Eu afastei o tecido do biquíni e passei a língua ao redor do seu mamilo rijo, Felicity arqueou o corpo e deixou a cabeça cair para trás, seus dedos se entrelaçaram em meus cabelos com mais força e ela arranhou minhas costas com a outra mão.

— Oliver. — ela implorou.

Movi meus lábios por sua pele, tracejando um caminho até seu ouvido, mordi o lóbulo.

— Por que eu te quero aqui. — sussurrei.

Deslizei minhas mãos pelas coxas macias de Felicity e agarrei seus joelhos, erguendo-a no ar, eu tinha acabado de elevar o clima e não estava disposto a desistir. Pulei na piscina com ela em meus braços.

Ela afundou e logo emergiu, tirando o excesso de água dos olhos. Com as mãos jogou água em mim sorrindo, então mergulhou até a borda da piscina.

— Felicity?

— O quê?

Mergulhei até ela, deixando meu corpo junto ao seu. Segurei sua cintura correndo os dedos pelas tiras do biquíni.

— Oliver. — ela arfou e jogou os braços ao redor de meu pescoço, puxei-a para mais perto e encarei seus lábios tentadores. Senti seus dedos na minha nuca e ela puxou minha boca, grudando nossos lábios, beijando-me com luxúria.

Agarrei os dois lados do biquíni e puxei com força, eu nem sabia por que Diabos tinha pedido esse conjunto inútil de banho se tudo que eu desejava era arrancá-lo de Felicity. Após jogar a parte de baixo para algum lugar em volta da piscina, subi minhas mãos pelo corpo de Felicity e desfiz o nó da parte de cima, ela deu um sorrisinho cheio de malícia enquanto arremessava a peça para fora.

Seu corpo se agitou quando inclinei minha cabeça para beijar seu pescoço e ela gemeu sentindo minha boca chupar sua pele e subir por toda extensão do seu pescoço. Ela moveu as mãos por meu abdômen e agarrou o cós do calção que eu vestia, fitou meus olhos com aquele mesmo sorrisinho malicioso.

— Minha vez. — então ela afundou e começou abaixar meu calção, Quando ela voltou segurava meus shorts nas mãos, ela o colocou na borda da piscina e me encarou. — A visão ali de baixo foi maravilhosa.

— Eu tenho certeza que foi. — retruquei.

Coloquei minhas mãos contra as paredes da piscina, uma em cada lado de Felicity, eu era mais alto que ela e quando me aproximei ela olhou para cima. Seus olhos continham algo nenhum pouco inocente, eu sorri, estávamos ali, completamente nus, ansiando um pelo outro.

Eu não pude deixar passar o quanto Felicity estremecia cada vez que o vento batia com mais força em seu corpo, suas bochechas estavam vermelhas e os lábios já haviam ganhando uma tonalidade mais forte, ela estava graciosa e eu só consiga pensar em me afundar dentro dela.

Beijei sua testa, depois a ponta do nariz e encontrei seus lábios úmidos e gelados, ela abriu a boca recebendo minha língua, a beijei com urgência, desejo e volúpia, ela gemia enquanto minhas mãos agarravam seu corpo. Felicity também não tinha pudor algum, seus dedos rastejaram pelo meu abdômen e desceram, ela agarrou meu membro e apertou, esse gesto fez cada resquício de calma se esvair de mim, agarrei sua cintura e a virei de costas para mim, agarrei seus seios, pressionando, apertando e massageando cada um deles.

Ela gemeu e jogou a cabeça para trás juntamente com sua bunda que roçou no meu pau, eu grunhi e segurei o lóbulo da sua orelha entre meus dentes, apertei seus mamilos fazendo um urro escapar dos seus lábios, em contrapartida Felicity subiu a mão pela minha coxa e agarrou meu membro, começou movimentos de vai e vem.

— Você gosta? — ela indagou, intensificando os movimentos. — Gosta quando faço isso?

Eu estava entorpecido, gemendo com cada movimento que ela fazia. Ó céus, estou muito ferrado. Mas eu realmente amo essa mulher, cada segundo ao seu lado vale a pena.

— Responda Oliver.

— Sim, sim. Eu gosto. — ela apertou, dessa vez com mais força, eu delirei.

— Por favor, me toque. — gemeu. — Me toque, Oliver.

Se tinha como ficar ainda mais duro e excitado eu fiquei quando implorou para que eu a tocasse. Deslizei minha mão por sua barriga enquanto a outra acariciava seu seio. Cheguei a sua parte sensível e segurei o clitóris entre meus dedos e friccionei a região arrancando grunhidos e palavrões de Felicity.

— Porra Oliver! — exclamou suspirando. — Agora coloque um dedo dentro de mim.

— Ah Felicity. — eu gemi e beijei seu pescoço enquanto deslizava um dedo para dentro dela, sentindo seu interior.

Estava prestes a perder o controle, mas queria proporcioná-la uma noite inesquecível. E esse lugar, o céu, os barulhos do ar livre me ajudariam. Coloquei outro dedo em seu interior e estoquei fundo, indo e vindo com força, ela gemeu e aumentou os movimentos de vai e vem no meu pau.

Nossos movimentos eram ritmados e enlouquecedores. Cada vez eu ia mais fundo e Felicity por sua vez ia mais forte e rápido. Eu estava embriagado de tanta luxúria, sentia todos meus músculos tensos e minha pulsação elevada, estava perto e sabia que ela também.

Pressionei meu polegar sobre seus clitóris e lambi seu pescoço, seus músculos estremeceram e ela soltou um gritinho. Quando ela apertou minha glande eu gozei forte.

— Céus. — resmungou se virando. Felicity segurou meu rosto e puxou meus lábios, ela me beijou, depois meu queixo, então desceu a língua por meu maxilar e lambeu o lóbulo da minha orelha. — Você sabe o que eu quero agora.

— Eu sei. — a puxei para mim e beijei seus lábios. A noite estava longe de acabar.

[...]

Acordei sentindo o peso das pernas de Felicity sobre as minhas, olhei para baixo, me satisfazendo com a visão do seu corpo nu colado ao meu, sua respiração era tranquila e ela fungava no meu ouvido. Deslizei meus dedos por seu braço e subi novamente, mudando a trajetória, parando no mamilo rijo que se encostava em mim, acariciei-o e pude sentir seu corpo estremecer sob meus dedos, ela suspirou.

— Você não pode fazer isso logo de manhã. — resmungou com os olhos fechados.

— Sabe que eu não resisto. — ela sorriu e deslizou a mão por minhas costas.

— Que horas são?

— Acho que quase nove horas da manhã.

— Meu Deus. — sentou-se rapidamente na cama. — E você ainda está aqui? Era para você ir para o seu quarto cedo, lembra?

Observei-a levantar abruptamente da cama e correr para o banheiro. Eu só posso ser o filho da puta mais sortudo do mundo para ter uma mulher como essa, Felicity é perfeita e não me canso de dizer isso.

— Vai Oliver! Sai do meu quarto. — e fechou a porta.

Eu levantei e juntei meu calção e a regata. Caminhei até a porta do banheiro, escutei o barulho do chuveiro.

— Você não quer que eu esfregue suas costas? — provoquei.

— Eu mandei você sair! — gritou.

— Está bem. Mas você irá se arrepender de não ter aceitado.

Vesti minhas roupas e fui para o meu quarto tomar um banho.

[...]

Voltei para o quarto de Felicity e ela estava se vestindo. Havia colocado um vestido verde com um laço pouco acima da cintura, e vestia um casaquinho branco com as mangas enrugadas até o cotovelo. Ela estava linda, como sempre.

Felicity notou minha presença e sorriu.

— O que foi? É o aniversário da sua mãe. — comentou, colocando o outro brinco na orelha. — Dá de ver toda a movimentação no jardim pela minha janela. Thea não economizou nenhum pouco.

— Minha irmã exagera às vezes.

Me aproximei de Felicity.

— Você está linda. — segurei sua cintura e dei um beijo atrás da sua orelha.

— Linda e com fome. — retrucou. — Será que sobrou daquela torta da Agnes?

— Eu acho que sim, vamos descer.

Deixei Felicity na sala e segui para a cozinha.

Estava uma verdadeira bagunça. Thea fez questão de chamar uma equipe de cozinheiros e garçons para preparar e servir o almoço e eles estavam por todo o lugar. Procurei Agnes no meio daquela bagunça e pedi que ela preparasse café para mim e Felicity tudo numa cesta. Ela arrumou pães, frutas e uma garrafa térmica de café, colocou tudo na sexta incluindo dois pedações da torta, e me entregou.

Voltei para a sala e Felicity não estava ali. Chamei por ela algumas vezes e quando não respondeu resolvi subir até seu quarto. Entrei no cômodo e não a encontrei em lugar nenhum. Andei até o fim do corredor e quando cheguei a porta do escritório de mamãe escutei sussurros.

— Eu sei, mas não podia dizer não para ele. — era a voz da Felicity, empurrei a porta e ela e meu pai estavam um de frente para o outro.

Ela deu um pulo e ficou surpresa ou apreensiva, não soube diferenciar na hora. Meu pai me encarou e afrouxou a gravata.

— Por que você está aqui, Felicity?

— Eu... é. Seu pai, ele. — Felicity estava muito estranha, gaguejando, tropeçando nas palavras, olhei para meu pai, esperando que ele me contasse o que estava acontecendo.

— Eu chamei Felicity para uma conversa. — disse dando de ombros. — Queria saber as intenções dela com você.

— O quê?

— Oliver, ela pode muito bem ser uma interesseira.

— Eu não acredito que você disse isso. — peguei na mão de Felicity. — Vamos sair daqui.

Enquanto descíamos as escadas falei para Felicity não se preocupar com meu pai, que às vezes ele era insuportável e arrogante demais, ela apenas disse que estava tudo bem.

Levei-a para fora de casa, para um lugar calmo que tinha aos arredores da mansão. Apesar de escutarmos o barulho incessante no jardim estávamos em um lugar onde ninguém podia nos incomodar. Estendi a toalha no chão, em baixo de uma árvore que estava ali desde que me entendo por gente. Não quis tocar no assunto que envolvia meu pai, apenas nos sentamos, eu lhe entreguei um pedaço de torta e peguei outro para mim.

Infelizmente fomos tirados da nossa bolha quando Thea nos achou e disse que o almoço já estava sendo servido. Quando chegamos ao jardim me surpreendi com o tanto de gente que Thea havia convidado. Claro que todas as amigas da minha mãe ficaram boquiabertas quando me viram andar pelo jardim de mãos dadas com Felicity.

Eu a apresentei para algumas pessoas. Inclusive para Walter Steele, melhor amigo da minha mãe e homem de confiança. Ele não deixou de destacar a surpresa por eu enfim estar envolvido de verdade com uma mulher, disse que sou sortudo, então foi conversar com meu pai.

Antes de escolhermos uma mesa, fomos até mamãe, parabeniza-la pelo aniversário. Felicity a abraçou, depois fui eu, minha mãe estava bastante emocionada, tenho certeza que era por estarmos todos reunidos depois de tempos.

No finalzinho do dia Felicity e eu já estávamos prontos para voltar pra casa.

— Passou tão rápido. — mamãe me abraçou. — Obrigada por estarem aqui.

— Eu jamais perderia. — dei um beijo em sua testa e outro abraço. — Agora você Speed. — ela correu me abraçar. — cuida da mamãe. — sussurrei em seu ouvido e então dei um beijo no topo da sua cabeça. — e se cuida também.

— Pode deixar.

— Tchau pai.

Eu nem o abracei, apenas fiz uma reverencia sarcástica, ainda estava muito irritado com a forma que ele desprezou Felicity.

Esperei minha namorada se despedir da minha mãe e Thea, ela ainda deu um aperto de mão no meu pai, mas nem olhou para o rosto dele. Peguei minha mochila e a dela.

— Vamos.

— Sim.

Um taxi esperava para nos levar ao aeroporto. Abri a porta para Felicity, ela embarcou depois fiz o mesmo, acenei para minha família que estava na varanda da casa, eles acenaram de volta. O carro partiu e eu observei a mansão ficar para trás.

Encarei Felicity e segurei sua mão. Pensei que era a hora certa de dizer aquelas três palavrinhas que deixam qualquer mulher feliz, mas não consegui, não tinha coragem, na verdade eu tinha medo de não ser correspondido, então fiquei em silêncio, apenas segurando sua mão.

Notas finais
É isso! E para compensar foi um cap grande né gente, então mereço comentários. Vamos lá, me digam que não me abandonaram que estão firmes e fortes aí, apesar da minha demora. DD vai vir em seguida, mas pode demorar um pouco. Enfim, estou com saudades então deixem um oi pelo menos. Beijoooos :* Até!