Wonderwall.

3 Almoço entre amigos.


Notas iniciais
Oii gente. Como estabeleci as quintas como dias fixos para as postagens da fanfic aqui estou. Como sempre eu espero que gostem do cap. Não vou me prolongar e boa leitura. Até as notas finais

Às 48 horas que me separavam da sexta feira passaram rápido, e meu encontro com Oliver estava cada vez mais próximo, faltava apenas algumas horas. Esses dois últimos dias ele me deu uma folga, não veio à biblioteca nenhuma vez, apenas me cumprimentou nos corredores e no refeitório da faculdade. O lado bom foi que eu tive um tempo para colocar meus pensamentos em ordem.

Cada pequeno passo que eu dar de hoje em diante na minha relação com Oliver eu tenho o dever de repassar para o Capitão Diggle, e com certeza será uma situação desconfortável ter de falar cada mínimo detalhe do meu encontro com Oliver para Dig.

— Felicity. — murmurou Ana, me chamando com o dedo. — Preciso que coloque código nesses livros e coloque no sistema na biblioteca, enquanto você faz isso eu vou organizar as prateleiras para colocá-los.

— Está bem. — contorno o balcão e começo fazer o que Ana me pediu.

Colocar códigos nos livros e dividi-los por assunto, gênero e essas coisas, depois organizar tudo no sistema levou metade da minha manhã. Hoje só terei aula pela tarde, então terei tempo para finalizar esse trabalhinho até o meio dia.

A ideia de trabalhar na faculdade com voluntária foi sugerida pelo capitão, eu precisava de um lugar estável e não podia levantar suspeitas, e todos sabemos que a biblioteca é o lugar mais silencioso e calmo do campus, era uma ideia perfeita. Ana acabou virando uma espécie de amiga, ela é bem quieta, mas tem belos comentários e às vezes eles me fazem rir, a não ser que eles sejam assassinos. Ana pode ser um pouco horripilante quando quer, é como se tudo que saísse da sua boca se completasse com as roupas pretas e a maquiagem pesada ao redor dos olhos verdes.

Eu sabia desde o início que me infiltrar em uma faculdade seria solitário, eu não teria pessoas do meu círculo por perto, e ficaria bem longe da minha mãe. Por um lado ficar longe dela é bom, mas por outro, é péssimo, ela saberia o que me dizer sobre o encontro de hoje à noite. Cait e Barry também ajudariam, mas eles estão ocupados demais com o casamento, eu estou sozinha, contando com minha própria sorte, e ela não é das melhores.

— Oi. — levanto meu olhar e meus olhos encontram os lábios perfeitos de Oliver. Ele esboça um sorrisinho provocador.

— Parece que acabou a minha tranquilidade. — fecho um livro grosso com capa marrom e o coloco sobre a pilha de livros que já coloquei códigos. — O que está fazendo aqui? — questionei. Oliver franziu os lábios e apoiou o cotovelo sobre o balcão, olhando firme nos meus olhos.

— Pensei que ficaria feliz em me ver. — ele fingiu estar magoado, mas infelizmente é um péssimo ator, e mais parece estar zombando comigo, o que é bem sua cara.

— Nenhum pouco. — retruquei, em tom sarcástico.

— Ai, essa doeu. — sussurrou, fazendo uma careta de dor. Pensei a respeito da minha maneira de agir com ele, se queria mesmo que Oliver se apaixonasse por mim ou virasse uma espécie de amigo, não podia tratá-lo de forma áspera como estava fazendo.

— Desculpe. É que estou cheia de coisas para fazer. — comentei, mexendo meu pescoço para os lados. Ele assentiu, seus olhos ligados a cada movimento meu. Ele estava visivelmente feliz com meu pedido de desculpas.

— Precisa de ajuda? Posso te ajudar.

— Na verdade eu já estou terminando. — respondo, olhando para os livros. — Mas, — levanto meu rosto. — talvez você possa ajudar. — os olhos dele brilharam com expectativa. — Ana.

Ela demorou um pouco, mas então saiu de trás de uma prateleira de livros. Encarou Oliver e então me fitou nos olhos.

— O que foi? — questionou, cruzando os braços.

— Já organizou a prateleira onde esses livros vão ficar?

— Sim. Por quê?

— Okay. — digo. — Já está na hora do seu almoço. Ele vai me ajudar arrumar os livros na estante.

— Tudo bem. — ela andou até o balcão, se curvou sobre a superfície e pegou sua bolsa. — Até mais. — saiu rapidamente, com medo de eu mudar de ideia. Olhei para Oliver.

— Você é forte. Pode me ajudar a levar os livros até a prateleira. E também é alto, vai me poupar de usar aquelas escadas. Eu não confio nem um pouco nelas. — Oliver sorriu. Não podia negar que seu sorriso era de tirar o fôlego.

— Tá bem. — concordou ele. Peguei uma pilha de livros e entreguei para Oliver. Sai de trás do balcão e o guiei até a prateleira nos fundos da biblioteca.

Enquanto ele trazia os livros, eu organizava na estante. Oliver era forte, e reduziu meu trabalho a quase nada. Depois que ele terminou de trazer todos os livros, me ajudou a organizá-los na parte alta, onde eu não alcançava. Tínhamos feito um ótimo trabalho, mas não trocamos nenhuma palavra durante o processo.

— O que acha de almoçar comigo? — ele perguntou.

— Não temos um encontro à noite? — argumentei. — Acho que já basta.

— Eu sei. — disse ele em concordância. — Mas eu te ajudei com isso, me deve um almoço.

— Você ajudou por que quis. — rebati. Dei um passo para frente, tentando fugir dele, mas Oliver bloqueou minha saída com sua montanha de músculos.

Estávamos nos fundos da biblioteca, e duas prateleiras bloqueavam os lados pelos quais eu, evidentemente tentaria fugir se ele bancasse um lunático. Infelizmente não podia mostrar a Oliver que sabia lutar, levantaria suspeitas, afinal, não faço o tipo Kill Bill. Então dei um passo para trás. Mas Oliver deu dois, deixando seu corpo junto ao meu, minha respiração oscilou tornando-se mais rápida e forte.

— Sabe que eu adorei esse lugar. É escuro e estamos bem longe das pessoas. — eu recuei até sentir a parede sólida raspando nas minhas costas.

Oliver se aproximou, deixando novamente seu peito junto ao meu. Levantei meu rosto, sentindo suas baforadas quentes acariciando minha pele como leves plumas. Uma sensação de prazer apoderou-se do meu corpo, talvez fosse o desejo transbordando dos olhos de Oliver ao me olhar ou a malicia em seu sorriso, ou até mesmo meu corpo ignorando todos os meus pensamentos racionais. Sua mão foi para minha cintura, seu gesto retardou qualquer tentativa minha de fugir, fazendo cada pelo do meu corpo eriçar. Eu estava ali, bem na frente dele, parecendo uma caça fraca e inútil.

Tinha que ser forte e afastá-lo, antes que o calor do momento me fizesse cometer uma besteira sem tamanho.

— O que pensa que está fazendo?! — perguntei, tirando a mão dele de mim.

— Era apenas um teste. — respondeu sem dar importância, depois abriu passagem e eu sai pisando duro até o balcão. — É só um almoço. — insistiu. — De amigos.

— Você é bipolar? Você acabou de ser um completo babaca forçando a barra ali atrás e agora está me convidando para um almoço como amigos?

— Felicity. — ele colocou a mão no meu ombro e fitou meus olhos. — Eu nunca forçaria a barra com você, não sou o cretino que você pensa. — ele virou de costas para mim e caminhou para a porta da biblioteca. Senti-me arrependida, ele não fez nada demais e naquele momento, seu eu não fosse forte o suficiente teria cometido um erro irreversível.

— Certo. — sussurrei. — Espera. — falei mais alto, fazendo-o girar abruptamente. — É apenas um almoço de amigos e no refeitório da faculdade. — concluí. Peguei minha bolsa e caminhei até Oliver que sorriu.

Quando entramos no refeitório, vários olhares caíram sobre nós. As pessoas já falavam sobre as investidas de Oliver sobre mim, e agora estamos dando ainda mais motivos para elas falarem. Eu até podia imaginar o que estavam falando e não era nada bom. De repente, sem mais nem menos, Oliver segurou minha mão e o burburinho se formou entre as mesas.

Fiquei nervosa instantaneamente. Ele deve ter sentido o tremor em minha mão, porque apertou ainda mais meus dedos e sussurrou:

— Relaxe. Está tudo bem. — Me agarrei as suas palavras como se elas fossem um mantra. Suspirei e dei um sorriso tranquilo para ele, mostrando que não estava nem aí para as pessoas ao nosso redor.

— Está tudo bem. É um almoço entre amigos. — sibilei. — E estou com muita fome.

— Eu também. — Oliver me conduziu até o buffet e teve a gentileza de me entregar uma bandeja. — Como pode ver, o lugar conta com uma variedade de pratos. — disse, apontando para as comidas.

— Claro. — eu sorri. — Temos batatas fritas, frango, esse molho marrom, aspargos, pizza, uma torta de-não-sei-o-quê, hambúrguer...

Depois que nos servimos, escolhemos uma mesa no canto do refeitório, estava vazia.

Claramente aquele era o almoço mais esquisito pelo qual já tinha passado, não era um encontro, como Oliver disse, era apenas um almoço, sem segundas intenções da parte dele. O ruim, eram as pessoas nos encarando e comentando.

— Talvez devêssemos dar os agradecimentos ao chefe. — disse Oliver, me fazendo sorrir naturalmente. — Por que não faz isso frequentemente?

— O quê? Almoçar? — indaguei, levantando o garfo. — Eu faço isso frequentemente, é necessário para o nosso sistema digestivo, além de precisarmos de vitaminas e nutrientes...

— Não. Eu estava falando sobre você sorrir. — interrompeu-me. — Gosto da forma que seus lábios se curvam. É encantador. — as palavras de Oliver me fizeram derreter, mas eu precisava manter o foco e analisar se ele estava sendo sincero ou se era apenas um blefe.

— Gosta mesmo? — ele levou o copo de suco aos lábios e assentiu com a cabeça.

— Seria capaz de fazer cócegas em você, apenas para lhe ver sorrir.

Ele estava sendo sincero, eu sentia isso. É do meu instinto saber quando alguém está mentindo para mim. E quase sempre ele funciona.

— Talvez, eu comece a fazer isso com frequência. — falei sorrindo, mais uma vez.

— Seria ótimo. — ficamos nos encarando, até Oliver virar o rosto para um movimento que tinha chamado sua atenção. Era Brithany, a loira cintilante e peituda que sempre dá um jeito de chamar a atenção dele e de todo mundo.

— Adam. — ela lambeu os lábios de forma sexy e jogou alguns cabelos para trás, sentou ao lado de Oliver, na verdade quase no colo dele. — Estou sentindo a sua falta. — colocou um dos braços ao redor do pescoço dele.

Pensei que ele a afastaria, mas Oliver parecia atônito. E Brithany, além de tudo, era cega, ela não me encarou por nenhum segundo, eu parecia um objeto sem valor para ambos. Segurei as laterais da minha bandeja e levantei bruscamente. Eu sentia vergonha por todos estarem vendo a cena que ela tinha armado.

— Tenho aula agora. — murmurei, só então Oliver levantou o olhar para mim. Parecia atordoado. — Não precisa se levantar. — acrescentei dando as costas para os dois. Senti os olhares queimando minha pele, mas não me importei.

Eu podia classificar o almoço que tive com Oliver como razoável. A gente conversou amenidades e uma loira peituda sentou no colo dele, bom quase no colo, digamos que sua perna ficou raspando na dele. E depois daquilo ele não veio atrás de mim. Talvez abriu os olhos e percebeu que Brithany é o seu tipo de mulher, a que sempre vai estar disposta para uma noite quente e sem compromissos.

As aulas que eu tinha á tarde foram um saco, eu realmente não precisava aprender o que já haviam me ensinado. Sinto que sei mais que os professores. Por volta das 17:00hrs a sessão tédio total acabou, eu fui direto para a biblioteca, meu turno vai até às onze da noite, mas hoje pedi para Ana me dispensar mais cedo por causa do meu encontro. Mas será que ele ainda está de pé?

Entrei na base e caminhei até os computadores. Deixei meu corpo cair sobre a cadeira e liguei um dos monitores, me conectei ao servidor do FBI e iniciei uma chamada de vídeo, como de praxe. Capitão Diggle estava tomando café, largou a xícara e me encarou.

— Algum problema, Felicity? — mordi o lábio e passei a mão pelo meu cabelo. — Uou. Aconteceu sim, então comece a falar.

— Acho que Oliver perdeu o interesse e eu não sou mais o desafio dele.

— Prossiga.

— Almoçamos juntos hoje, no refeitório. Estava se encaminhando tudo bem, ele até elogiou meu sorriso. — ignorei o olhar presunçoso do capitão e continuei. — Então apareceu Brithany, uma loira peituda que Oliver... Ela desperta os comportamentos primitivos de Oliver e de qualquer garoto desse campus. Ele não a afastou, então eu me afastei.

— Ele elogiou seu sorriso?

— Sério? — franzi os olhos e John começou a rir.

Capitão John Diggle e eu sempre nos demos bem, apesar da sua pose de durão ele é um homem simples e legal. E eu o admiro muito por exercer seu trabalho com afinco e responsabilidade. Ele é meu mentor e eu não consigo pensar em alguém melhor que ele. Quando o Ex Capitão Willian Holt se aposentou, colocou Dig no seu lugar que agora exerce seu trabalho impecavelmente.

— Desculpe. — pigarreou e então ficou sério. — E o encontro?

— Não sei mais. Oliver não me procurou... — fiquei muda ao ver a imagem de Oliver entrando na biblioteca. — Ele está aqui.

— Então faça o seu melhor. — disparou John. — E Felicity, eu mandei um presente para você. — John encerrou a transmissão. Por instinto ajeitei minhas roupas e o cabelo, o que não adiantou nada já que uso roupas de mulheres de 60 anos.

Com cautela sai pela porta, que na verdade é uma estante de livros que acionada desliza para os lados. Caminhei até o balcão. Oliver estava conversando com Ana, ela apenas folheava uma revista e mastigava seu chiclete, completamente esnobe a Oliver.

— Escute, Adam Cooper, eu não sei onde Felicity está. Mas espero que ela continue bem longe de você, ou terá o coração partido por um canalha. — Ana nunca escondeu o seu ódio por cretinos como Oliver, mas nunca reclamou dele para mim, e eu nunca a vi gritando com alguém como agora, ainda mais na biblioteca.

— Por favor, Ana, eu quero falar com ela e minha bateria acabou. — Ana abriu a boca para disparar um xingão, mas seus olhos encontraram os meus e eu levantei a mão.

— O que você quer? — perguntei. Oliver virou-se, deslizou uma mão para dentro do bolso da calça, parecia envergonhado.

— Podemos falar a sós? — olhei sobre seus ombros e Ana bufou, mas entendeu meu pedido silencioso. Ela seguiu para os fundos da biblioteca. Eu podia dar um crédito a Oliver e escutar o que ele tinha para falar, estava visível sua vergonha pelo que tinha acontecido.

— O que quer falar? — contornei o balcão, deixando um pequeno obstáculo entre ele e eu. — Estou esperando.

— Desculpa. — disse. — Eu não sabia que Brithany ia aparecer e fazer aquele showzinho dela. Foi inesperado e eu travei. Não sabia como agir. E aí eu me senti um otário quando você saiu, senti vergonha de mim.

— Por que está fazendo isso? — Oliver levantou as sobrancelhas, me deixando ainda mais furiosa. — Agindo como se tudo isso importasse para você. Como se eu importasse para você. Olha para mim, pareço uma velha de 60 anos com essas roupas. — Oliver riu o que me fez sorrir também, meu comentário foi totalmente exagerado. — Otário.

— Por favor, não cancele nosso encontro. Quero tirar a impressão de babaca que deixei mais cedo.

— Você me deu essa impressão desde que entrou nessa faculdade. — retruquei áspera.

— Isso quer dizer que me observa desde que eu entrei na faculdade?

Aquela era a verdade, eu o observava desde pouco antes dele pisar na faculdade. Quando fui designada a trabalhar como sua protetora, fiquei duas noites observando Oliver, duas noites que ele não agiu como um idiota, ao contrário, ele não parecia em nada com esse Oliver escondido atrás de Adam Cooper. Ele foi carinhoso com a mãe e a irmã. E logo no seu primeiro dia na faculdade, ele bateu no meu carro com seu conversível e não pediu desculpas e muito menos pagou o concerto.

— Não. Isso quer dizer que te acho um Super Babaca. — zombei dele. — Mas o nosso encontro continua de pé. Desde que sua queridinha Brithany não faça uma aparição surpresa.

— Tudo bem. Eu prometo que ela não vai aparecer. — assegurou, com um enorme sorriso nos lábios. — No mesmo horário. — assenti. Oliver se debruçou sobre o balcão e meu deu um beijo na bochecha depois saiu.

Coloquei os dedos sobre a região que seus lábios tocaram, minha pele parecia parcialmente mais quente onde ele tocou, uma sensação de formigamento se instalou ali, foi um gesto tão simples da parte dele, tão carinhoso e tão quente. Deus, o que estou pensando? Foco, Felicity, foco!

Ana apareceu na minha frente com os braços cruzados e uma expressão carrancuda. Estava pronta para me dar um sermão, mas eu não queria escutar.

— Não fale nada. — Me adiantei.

— Você sabe que aquele é Adam Cooper? Aquele que você já viu várias garotas chorando por causa dele. Quer acabar como elas?

Ana estava certa. Mas se ela soubesse que me aproximar de Oliver é o meu trabalho, não falaria nada.

— Eu preciso ir, Ana. — falei apressada, pegando minhas coisas.

— Não vou te dar lencinhos e assistir comédia romântica tomando sorvete com você quando ele te decepcionar.

— Okay. Até amanhã, Ana.

...

Quando cheguei ao meu apartamento Mogus veio miando e se jogou no chão, parecendo aquelas crianças birrentas no supermercado, só que ele apenas queria um afago em sua pança gorducha. Passei reto por ele e entrei na cozinha, larguei minhas coisas na mesa e abri a geladeira, peguei um litro de água mineral e dei algumas bebericadas. Meu celular tocou e eu tirei da mochila.

— Oi. — falei, feliz pela ligação.

— Oi Felicity, quando Oliver entrou na biblioteca tivemos que encerrar nossa transmissão, e eu tinha que lhe avisar sobre uma mudança de planos.

Fico feliz quando John me liga no celular, dificilmente falamos fora do profissionalismo, e quando ele liga, sei que é para falar sobre Lyla e o casamento que está próximo, também pede novidades que envolvem as pessoas que eu amo. Mas parece que excepcionalmente hoje ele vai falar algo relacionado com o trabalho.

— Quais mudanças? — perguntei curiosa.

— Vá até seu quarto. — assenti, como se ele estivesse me vendo. Segui com passos largos para meu quarto, abri a porta e me surpreendi com a quantidade de sacolas de lojas e caixas de sapato sobre meu colchão.

— O que é tudo isso? — questionei, andando até minha cama.

— Fiz compras para você, na verdade foi a Susan. Chega de usar roupas de velha, está na hora de parecer você mesma.

Abri uma das sacolas e retirei peças de roupas com cores vivas, algumas com pedras brilhantes e decotes que destacavam meu busto, saias rodadas, calças jeans justas e jaquetas do meu tamanho. Os sapatos eram incrivelmente lindos, vermelho, preto, azul, alguns com detalhes dourados e os saltos eram diversificados. Susan é secretária de John e quando eu trabalhava no departamento como uma simples T.I sempre escutava ela comentando sobre moda no trabalho, tenho que admitir que ela fez um trabalho incrível.

— Ai meu Deus, John. São lindas. — comentei com a voz meio grogue pelo momento de: Adeus roupas de velhas e Bem vindas roupas de mulheres da minha idade. — Obrigada, são lindas.

— Vou dizer para Susan que você gostou. — eu suspirei. — Você pode usar algo para surpreender o Queen filho hoje, no encontro.

— Com certeza eu vou usar! — exclamei satisfeita.

— Okay. Agora eu tenho quer ir e deixar você se arrumar. Tenha um bom encontro e boa sorte.

— Obrigada. — encerrei a ligação e joguei meu celular na cômoda. Olhei as roupas com atenção e escolhi as peças certas para usar no encontro com Oliver.

Depois de tomar um banho de espuma e com tudo que tenho direito na banheira eu saí do banheiro enrolada em um roupão. Não sabia aonde Oliver me levaria, então escolhi roupas normais para um encontro, que não deixavam de ser lindas. Uma saia plissada preta até meus joelhos e uma cropped cinza com pequenas bolas pratas pouco abaixo da gola, nos pés uma sapatilha vermelha. Fiz um coque bagunçado nos cabelos e não exagerei na maquiagem. Me olhei no espelho satisfeita com minha mudança.

Meu interfone tocou, peguei minha bolsa e corri até a cozinha. Atendi o interfone, era o porteiro dizendo que um tal de Adam Cooper estava me esperando. Ajeito minha saia e ajusto meus óculos, eu ainda o usaria, poderia queimar as minhas roupas de velhas, mas não conseguiria me livrar da miopia. Saí do meu apartamento e peguei o elevador.

Quando as portas deslizaram eu enxerguei Oliver, estava de costas com as mãos no bolso da calça. Observei sua postura rígida, os braços grossos cobertos pelo tecido da camisa preta que ele usava e o jeans que destacava sua bunda durinha. Oliver era sim — como todas as garotas adoravam dizer — sexy, é o homem mais bonito que eu já vi e, babaca também.

— Hey. — ele virou-se rapidamente. Seus olhos denunciavam o quanto estava surpreso por me ver diferente do habitual, ele demorou alguns segundos olhando para minhas coxas e então seu olhar subiu, até seus olhos azuis encontrarem os meus, esbocei um sorriso tímido e caminhei até ele.

— Uau, você está linda. — sussurrou no meu ouvido.

— Obrigada, você não está nada mal. — falei. Oliver praticamente me despia com os olhos, me encarava com luxúria, e eu queria poder ler os pensamentos dele, para saber o que exatamente passava na sua cabeça. — E para onde vamos?

— Ah sim. — balbuciou, tirando uma mão do bolso da calça e colocando sobre minha lombar, senti o calor do seu toque se espalhar por meu corpo quando minha pele entrou em contato com a mão dele. — Fica aqui perto. — ele me conduziu para fora do prédio, onde seu conversível esperava a gente. Eu estava curiosa para saber quais seriam os métodos que ele usaria para chegar ao seu objetivo.

Notas finais
Olha eu poderia reclamar do baixo número de comentários, mas não vou fazer isso por enquanto. Vou fazer a minha parte mantendo a fanfic atualizada, se os caps merecem os cometários de vocês ficarei feliz. Só quero dizer que aceito criticas construtivas e sugestões. Beijoos e até o próximo cap.