Wonderwall.
34 A descoberta.
Notas iniciais
Encarei meu reflexo no espelho, eu estava linda, realmente linda, de uma forma que nunca imaginei. Na verdade, nunca pensei que um vestido de noiva ficaria tão perfeito em mim. Sorri para o meu reflexo e passei a mão na minha barriga de 3 meses, sim, eu estava grávida e prestes a entrar na igreja e dizer sim para uma nova vida, uma vida longe de perigos, segura, uma vida sem mentiras, uma vida ao lado do meu filho, ops, quero dizer, dos meus filhos, uma vida ao lado do homem mais sensacional do mundo, uma vida ao lado do meu amor, ao lado de Oliver.
Poucos minutos me separam de uma vida perfeita, aquelas de comercial de margarina, a vida que nunca imaginei para mim, mas que agora não consigo imaginar diferente.
— Toc toc. – escutei a voz de mamãe e suas batidas na porta. – Posso entrar? – indagou.
— Claro, mamãe. – ela entrou, estava linda em um vestido cor de esmeralda, combinava perfeitamente com seus olhos e com seus brincos que cintilavam mais que o seu sorriso de orgulho ao me encarar.
— Meu Deus. – ela juntou as mãos como se naquele momento fosse fazer uma oração. – Você está linda! – exclamou, caminhando até mim. – Esse vestido ficou perfeito em você. Com certeza minha filha é a noiva mais linda desse mundo.
— Mamãe. – sussurrei, sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.
Minha mãe abriu os braços e me apertou tão forte que eu senti meus ossos sendo esmagados, no entanto ela manteve o cuidado para não amassar o tecido do vestido. Ela afagou minhas costas e eu pude escutar um soluço escapar da sua garganta.
— Eu estou tão orgulhosa de você.
Mordi o lábio, tentando segurar o choro. Aquele era um dos momentos mais importantes da minha vida, nada poderia estraga-lo, principalmente o meu choro.
— Calma, calma! – mamãe se afastou fungando. – Hoje é dia de alegria, hoje é o seu dia. — ela bateu palminhas. – E por isso eu trouxe uma coisinha para você.
Mamãe pegou sua pequena bolsinha, era prata, cheia de pedras reluzentes, não seria ela se não estivesse usando um objeto cheio de brilho. Ela abriu a pequena bolsa e retirou de dentro uma caixa preta de veludo, era pequena e quadrada. Mamãe a entregou para mim.
— Isso era da sua avó, foi presente do vovô para ela no dia do casamento deles. – peguei a caixa e dentro tinha uma linda pulseira com pedras preciosas. – São diamantes. – acredito que na hora que mamãe falou diamantes meu queixo foi parar lá no chão. – É uma joia muito valiosa, e não só pelos diamantes, mas ela carrega em cada uma dessas pedrinhas histórias maravilhosas de amor.
Donna Smoak abriu a pulseira e fez sinal para eu esticar meu pulso.
— Primeiro, dos pais do seu avô, depois a linda história do meu pai e da minha mãe. Uma linda história. – ela disse sorrindo, pude ver os cantos dos seus olhos se encherem de lágrimas novamente. – e então uma bela e curta história de dois jovens de se amaram muito, mas se separaram porque ele era um grande imbecil.
Mamãe deu um sorrisinho, mas ele logo morreu em seus lábios. Eu sabia que ela estava falando da história dela com meu pai. Ela engatou a pulseira no meu braço e deixou um beijinho sobre a joia.
— Agora ela é sua, e vai carregar mais uma linda história de amor. – mamãe suspirou e me encarou nos olhos. – A sua e de Oliver. – continuou. – Tenho certeza que o amor de vocês é eterno.
Eu abracei a minha mãe, e por mais que eu segurasse, foi impossível não chorar naquele momento. Eu estava tão alegre, tão entusiasmada, meu peito parecia que ia explodir a qualquer momento de tanta felicidade. Era o grande dia e nada estragaria aquilo.
Mamãe me ajudou a retocar a maquiagem e dar uns últimos ajustes no vestido e no meu penteado. Estava tudo perfeito, e era hora de eu descer as escadas e cruzar o jardim da mansão Queen, para enfim encontrar o grande amor da minha vida e dizer sim para ele.
Lá embaixo eu pude escutar a marcha nupcial que vinha do jardim da mansão Queen, as batidas fortes do meu coração se misturavam com a melodia da música. Dei um passo para fora da casa e pude ver o jardim todo decorado com flores e luzes que deixavam o ambiente ainda mais belo. Apertei forte o arranjo de flores nas minhas mãos, meu olhar percorreu o tapete vermelho até o altar, lá estava o homem da minha vida, o homem que amo e quero passar o resto dos meus dias com ele. Ele sorri para mim, seus olhos brilham mais que qualquer luz que decora o jardim e seu sorriso é tão lindo.
Sozinha, declaro baixinho todo o meu amor por ele.
— Eu te amo, Oliver Queen. — murmuro, sentido meus olhos arderem com lágrimas.
Começo a andar, não rápido, de vagar, do jeito que as noivas andam durante um casamento. Mas do nada a música acelera e escuto gritos, não são de empolgação, são de medo, de pavor. Oliver está correndo em minha direção, escuto um grande estouro atrás de mim e então tudo fica escuro e claro novamente.
Estou no meu quarto, meu coração está apertado. Me pergunto se o que acabei de ter foi um sonho, um pesadelo ou os dois juntos. De repente, Jeremy entra correndo e gritando que é hora do café da manhã. De tanto Jeremy gritar que é hora de eu levantar, acabo me levantando. Repito a rotina de todas as manhãs e por fim sigo meu filho até a cozinha, mamãe já arrumou toda a mesa do café, tem tudo que Jeremy gosta, o que não é novidade, já que ela mima muito ele.
— Bom dia, querida. — ela diz, dando um beijo na minha bochecha.
— Mamãe, me leva no zoológico?
— No zoológico? — devolvo a pergunta.
— Xim, quero muitão ver os dinossauros.
Eu começo a rir e Jeremy me olha com cara de quem não está entendendo nada.
— Filho, no zoológico você irá ver vários animais, mas o dinossauro vai ser difícil. Muito, muito difícil mesmo.
Os olhos de Jeremy entristecem. Eu fico com muita pena dele, e tento reverter a situação.
— Mas podemos ir ao museu, lá você pode ver um dinossauro.
Ele fica todo entusiasmado novamente.
— Então vamos ligar pala o papai i junto com a genti?
Lembro que Oliver foi chamado no trabalho, pego meu celular e vejo que não há nenhuma mensagem dele, acho estranho, porém tento não pensar muito em algo ruim, penso apenas que ele está ocupado com a missão dada pelo general.
— Acho que o papai está muito ocupado. Mas a mamãe vai ligar para ele e mais tarde a gente pode ir. — digo, levantando-me. — O que você acha?
— Tudo bem então! — ele exclama entusiasmado. — hoji vai ser um dia muito legal.
Vou até o outro cômodo e tento ligar para Oliver, mas a ligação cai na caixa postal, tento novamente e novamente. Acabo ligando para ele umas cinco vezes e nada. Por fim, envio uma mensagem dizendo que estou preocupada e que é para ele me retornar. Volto para a cozinha e Jeremy está todo lambuzado do doce das panquecas, ele me encara.
— Conseguiu mamãe?
Não quero decepcionar Jeremy, então apenas afirmo com a cabeça.
— Oba, oba, oba! — ele dá gritinhos de empolgação.
Me afasto novamente. Vou ligar para Diggle, ele deve saber alguma coisa.
— Oi Felicity, tudo bem?
— Oi Dig. Tudo bem sim.
— Está preocupada. — ele afirma. — consigo sentir na sua voz.
— Acho que não é nada de mais. — tento relaxar, mas meu coração está inquieto, tem algo errado. — Estou tentando falar com o Oliver, mas ele não me atende. Você sabe alguma coisa? O general te falou algo?
— Nada Felicity, apenas que agora a missão é somente do exército. — explica. — Mas se eu souber algo, ligo para você.
Após a ligação com Dig tento me distrair, vou até o parque com Jeremy e mamãe. Jogo bola com meu filho, brinco de pega pega, e outras brincadeiras que me fazem esquecer um pouco de Oliver. Quando voltamos para o apartamento, noto que a porta está destrancada e há uma fresta aberta, tenho certeza que a tranquei. Digo para mamãe descer e levar Jeremy para longe, seja o que for, não me parece ser bom.
Estou totalmente desarmada, apenas carrego uma bolsa cheia de brinquedo de Jeremy, não nada que possa usar a meu favor, então entro mantendo a guarda. Revisto os primeiros cômodos e nada. Pego uma decoração pesada que há na sala de estar, me encaminho até a cozinha e quando estou pronta para voltar para a sala, sinto algo nas costas.
— É melhor você ficar quieta ou eu atiro em você. — a voz é de mulher, quero me virar, mas tenho certeza que se fizer isso ela vai cumprir o que falou; — Não estou aqui para te machucar, quero apenas fazer um acordo.
— Se não está aqui para me machucar, por que está com uma arma encostada nas minhas costas?
— Antes que você me machuque, é melhor me precaver. — ela rebate. — Vamos conversar ou não?
— Tudo bem. — digo. Sei que se estivesse aqui para me matar, já teria feito, então chego à conclusão que é melhor ouvi-la e saber quem é ela afinal.
— Okay, pode ser virar.
Quando encaro a mulher, sei que a conheço de algum lugar, seu rosto não é estranho, no entanto não consigo lembrar. Ela usa a arma para apontar para o sofá. Sento-me e a encaro.
— Quem é você? — indago. — Não posso fazer acordo com quem não conheço.
— Justo. — ela diz. — Meu nome é Kira, você não deve lembrar de mim. Mas eu lembro de você. Da noite em que você e seu namoradinho prenderam o Derek.
As palavras dela soam como um gatilho na minha cabeça. Ela é a mulher que estava com Derek, a acompanhante que ele tanto tentava proteger.
— Mas não pense que Derek e eu somos um casal. — ela diz. — Nada como você e Oliver. — se explica. — E Derek não se chama Derek. — ela faz uma pausa. — O nome dele é Nikolai, e ele é meu irmão.
— Espera aí. — levanto a mão, pedindo alguns segundos para organizar meu cérebro. — então vocês são irmãos e o nome dele não é Derek? — ela assente. — E o que mais?
— Nikolai e eu somos agentes da Rússia. Estamos investigando a mesma pessoa que Oliver e você. Mas, vocês estragaram toda a missão e agora nós dois estamos correndo perigo, porque o homem que estávamos prestes a prender quer nos matar.
— Uau. — eu realmente estou de queixo caído. — Okay, mas o que tudo isso tem a ver com um acordo?
— Essa parte vai parecer ainda pior, mas se você quer salvar Oliver, precisa me escutar.
— Como assim salvar o Oliver? O que você fez com ele?
— Eu não fiz nada, ele fez. — ela retira uma fotografia do bolso do jeans e joga na mesa. — esse é o cara que o FBI quer tanto pegar. Ele está com Oliver.
Encaro a imagem do homem, é um senhor de uns 60 anos talvez. Algo na feição dele me faz o achar semelhante a alguém que conheço ou que conheci a muito tempo, mas não consigo determinar quem.
— Como você sabe disso? E como vai me provar?
— Ontem a noite eu estava presa junto com Derek, apenas em salas separadas. O seu namoradinho me usou como isca para tirar os segredos de Nikolai. E depois que eles conseguiram o que queriam, resolveram me levar para um lugar afastado, no qual eu ficaria segura, mas consegui fugir e segui o seu namorado até na frente do seu prédio, dois carros o pararam e o levaram. Eu sei para onde o levaram, porém, só vou te ajudar se você me ajudar. Se você ainda precisa de provas, pode ver essas imagens.
Ela me entregou o celular com as imagens de Oliver sendo levado. Senti novamente um aperto no meu coração. Aquela mulher era a única pessoa que podia me ajudar, eu faria qualquer coisa.
— O que você quer?
— Sua ajuda. — ela foi direta. — Quero que me ajude a entrar no complexo do exército, preciso tirar meu irmão de lá. Se você fizer isso, falo aonde Oliver está.
— Tudo bem. — falei, sem pestanejar.
— Como vamos fazer isso?
— Vai ser simples, eu só preciso fazer uma ligação.
Liguei para Dig pedindo ajuda. Pelos longos anos de amizade sei que ele irá me ajudar, então peço algumas coisas e ele não hesita em me ajudar, sei que isso pode custar muito para ele. Devo tanta coisa para Dig que nem sei se um dia conseguirei pagar tudo.
— É só isso que você precisa? — ele questiona.
— Não. — digo, preocupada demais. — Preciso de um lugar seguro para mamãe e Jeremy.
— Okay. Vou enviar uma equipe para o seu apartamento, eles vão levar o Jemy e sua mãe para um lugar seguro.
— Obrigada Dig, você é a melhor pessoa que eu conheço.
— Só se cuida, e volta segura.
Após a ligação, peço para Kira me esperar lá em baixo, preciso falar com Jemy e mamãe. Ela apenas assente e sai do meu apartamento. Ligo para minha mãe, e peço que ela volte com Jemy para casa. Não demora muito para os dois entrarem pela porta do apartamento, Jemy corre me abraçar, mamãe fica parada me encarando com um ponto de interrogação pairando sobre sua cabeça.
— Está tudo bem. — vou logo dizendo, para tirar qualquer resquício de preocupação dela. — Era uma conhecida, ela precisava falar comigo.
Ela coloca as sacolas sobre a mesa de centro.
— Mas precisava invadir nosso. — a frase dela fica pela metade, ela está encarando a foto do homem que Kira me mostrou um tempo atrás. — Felicity, você mexeu nas minhas coisas? — questionou me encarado.
— Não. — respondi, mamãe sentou-se no sofá e pegou a foto, ficou encarando a imagem do homem. — Por que perguntou isso?
— O que essa foto do seu pai está fazendo aqui? Eu não entendo, ele parece mais velho. É ele, tenho certeza disso, os mesmos olhos, a mesma feição, só os cabelos grisalhos e algumas rugas.
— O que você está falando? — mamãe me encara novamente, ela fala algo, mas não consigo escutá-la, apenas estou lembrando do dia que ela me falou que ele foi embora. E de como eu tentava me lembrar do rosto dele, mas nunca conseguia.
— Esse é o seu pai, Felicity.
— Mãe. — falo, sentando-me, pois minhas pernas parecem duas varas tremendo. — Esse homem, ele está sendo investigado pelo FBI, pelo exército americano e agora pelo governo russo. Ele é uma pessoa perigosa. Ele não é o meu pai.
— Eu nunca esqueci o rosto desse cretino, Felicity. Pode passar o tempo que for, mas eu jamais vou esquecer. — ela amassa a foto com força em sua mão. — Não me assusta você estar dizendo isso dele, seu pai nunca foi um santo.
Caramba. Acho que a minha cabeça vai explodir a qualquer momento. O homem que Oliver e eu estávamos investigando é o meu próprio pai. E o meu pai nos abandonou para virar o grande chefão do crime. Uau. E ele está com Oliver.
Respiro fundo. Não posso deixar essa informação me abalar, na verdade essa informação pode me ajudar, tenho que usar a meu favor.
Explico o que está acontecendo para minha mãe, ela entende tudo. Não faz perguntas, apenas assente com a cabeça. Peço que ela arrume algumas roupas dela e de Jeremy pois em breve uma equipe do FBI virá para levá-los até um lugar seguro.
Não saio antes da equipe que Diggle mandou chegar e quando eles chegam, me despeço da minha mãe e de Jeremy, abraço cada um e prometo para Jemy que em breve Oliver e eu o levaremos conhecer o museu. Sei que tudo vai ficar bem, tudo precisa ficar bem e o quanto mais distante mamãe e Jemy ficarem, melhor será.
A equipe que Dig mandou também trouxe tudo que pedi para invadir o complexo do exército. Então depois que foram embora com minha mãe e Jemy eu encontrei Kira na portaria e partimos para o lugar onde Derek ou Nikolai está preso.
[...]
Não foi tão fácil como eu achei que seria, aquele lugar era enorme e estava cheio de homens treinados, mas Kira se mostrou uma ótima lutadora, tão boa quanto eu. Quando encontramos Derek, ele estava horrível, tivemos que praticamente arrastar ele até o carro.
— Não entendo o que ela está fazendo aqui. — murmurou entrando no carro.
— Ela está me ajudando. — explicou Kira. — Agora vê se fica quieto.
— Mas por que ela?
— Isso não importa. — falei. — Você está aqui fora agora. E sua irmã me deve um favor.
— É claro. — Kira concordou.
— Temos que ir rápido, antes que alguém venha atrás da gente. — falei. — É melhor você dirigir, já que sabe onde Oliver está.
[...]
Kira parou o carro na frente de um lugar abandonado, não tinha nada ao redor, apenas um galpão com janelas quebradas e paredes cheias de pichações.
— Ele está aqui. — ela falou. — Vem comigo.
Ela foi na frente, e eu a segui. Mas mantive cuidado. Talvez ela esteja mentindo, não descartei essa hipótese em nenhum momento. Talvez ela nem saiba aonde Oliver está. Juro que se ela estiver mentindo eu a mato. Kira adentrou o galpão, o ambiente estava cheio de móveis velhos, caixas de papelões e espumas de colchões. Logo a frente tinha uma escada que levava para a parte superior do lugar. Kira subiu os degraus.
— Que lugar é esse? — questionei.
— Não sei. Eu encontrei esse lugar e trouxe Oliver para cá.
— Você não disse que havia trazido ele para cá. Disse que alguém o pegou.
— Calma. — ela continuou andando.
— O cacete! — exclamei. — Você vai me explicar agora o que está acontecendo. Antes que eu.
Ela me interrompeu.
— É melhor Oliver te explicar tudo. — disse. — Desculpe ter mentido para você, mas eu precisava salvar meu irmão. Mas Oliver está aqui, isso é verdade. Eu o salvei.
Kira foi até uma porta que havia no andar de cima, tirou uma chave do bolso e abriu a porta. Lá dentro, sobre a espuma velha de um colchão estava Oliver, ele parecia estar dormindo.
Eu corri até Oliver e me agachei ao seu lado. Chequei sua pulsação, ele estava vivo, apenas dormindo. Mas suas roupas estavam muito sujas, seus cabelos estavam cheios de terra.
— Oliver. — falei baixinho, dando tapinhas em seu braço. — Acorda.
— Quando o encontrei, acabei batendo muito forte na cabeça dele, mas ele está bem. Apenas está dormindo, tive que injetar um calmante, acredite, ele estava em um lugar muito pior. — ela explicou. — Tenho certeza que em breve ele vai acordar e te explicar tudo. É o tempo de Nikolai e eu dar o fora daqui.
Ela virou-se.
— Espera. — ela virou-se novamente. — Você vai atrás daquele homem? — ela assentiu com a cabeça. — Tenho uma pista importante, talvez possa te ajudar. Aquele homem, eu o conheço de muito tempo atrás. Sei o nome dele, não sei se vai ajudar.
— Com certeza vai! — ela exclamou. — Derek estava infiltrado há muito tempo, mas nunca descobriu o nome dele, sabia que todos o chamavam de padrinho. Apenas padrinho, ninguém sabia o nome verdadeiro dele.
— Eu sei! — exclamei, estava com um ódio tremendo daquele homem. — O nome dele é Noah Kuttler.
— Como você sabe disso?
Não tive tempo de responder, Oliver começou a se mexer e Kira saiu correndo. Segurei o ombro de Oliver, ele estava se debatendo demais, parecia estar desesperado.
— Oliver, calma. — falei, segurando o braço dele. — Está tudo bem, eu estou aqui.
— Felicity. — sussurrou. — Ai meu Deus. — ele se sentou e me puxou para cima dele, me abraçou forte e cheirou meu cabelo. — Pensei que nunca mais fosse te ver, que nunca mais fosse sentir seu cheiro.
— Calma, eu estou aqui. Vai ficar tudo bem. — Apertei meus braços ao redor do seu pescoço. — Mas o que aconteceu afinal?
— Eu fui capturado ontem, estava indo para o seu apartamento quando dois carros me surpreenderam, eu tentei lutar, mas eram muitos homens. Felicity, eu fui enterrado vivo, pensei que nunca mais ia sair daquele lugar, que nunca mais fosse ver você e o Jemy, eu tive tanto medo.
— Ei. — segurei o rosto de Oliver entre minhas mãos. — Eu estou aqui, Jemy está bem, logo você vai poder ver ele. Agora fica calmo, tudo vai ficar bem. — eu o abraço forte e logo sinto seus braços envoltos ao meu redor. Ficamos um tempo em silêncio, apenas apreciando o momento, até que Oliver afasta o rosto do meu pescoço.
— Não está tudo bem, Felicity. Na verdade, preciso te contar algo que descobri sobre o homem que o Fbi e o exército estão atrás.
Eu me afasto, pelo jeito Oliver também já sabe a novidade.
— Aquele homem é alguém muito importante na sua vida. Não sei nem como te contar isso. — ele respirou fundo.
— Não precisa, eu já sei. — retruquei. — Aquele homem se chama Noah Kuttler e ele é o meu pai.
— Como você sabe disso? Pera ai. — Oliver passou a mão nos cabelos. — Como você me achou?
— É uma longa história, mas prometo que te conto depois. Agora precisamos conversar com Dig e contar tudo que sabemos para ele.
Eu levantei e ajudei Oliver levantar.
— Você precisa tomar um banho.
Ele sorri.
— Espera. — ele segura a minha mão. — Preciso que me prometa algo.
— O quê?
Oliver me puxa para perto dele.
— Quando isso acabar a gente vai pegar o Jemy e morar em uma casinha bem longe de toda essa confusão. Quero o melhor para nós e para o nosso filho.
Acaricio o rosto de Oliver, ele fecha os olhos e suspira, então segura minha mão e a beija.
— Promete para mim.
Lembro do sonho que tive nessa manhã, eu queria tanto que tudo aquilo fosse real, menos os últimos 10 segundos, claro. Eu quero ficar com Oliver, me casar com ele, morar em uma casinha aconchegante, minha nossa, como eu quero isso, com todas as minhas forças.
— Eu prometo.
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