WolfHill

17 Capítulo 16 - You're not my brother


Notas iniciais
Oi Betas. Voltei rápido para a alegria da nação. Motivo principal eu amo vocês. (Puxando o saco legal) Segundo já estava basicamente pronto, e eu meio que me empolguei escrevendo então por esse motivo está grande. Terceiro, amanhã eu irei fazer uma prova para entrar para a Marinha *-*. Mesmo que eu não tenha o físico para me alistar eu vou fazer a prova, foda-se. Estou muito nervosa, e também não sei se vou conseguir fazê-la já que tenho médico no Rio (Vila Izabel) amanhã ás 13:00, e a prova é no centro de Niterói as 14:00. Helpa Raziel. Por que eu falei isso? Porque caso eu faça a prova e por um milagre do Anjo eu consiga passar a minha rotina irá mudar e eu não sei como ficarão as coisas. Sim não sei como ficarão as coisa sobre as minhas fics, então, não se desesperem, caso alguma coisa mude eu vou avisar a vocês. Ah, antes que eu esqueça. Sim, eu shippo Posetena/Poseitena/Posena/ Poseidon e Atena, e sim eles ficarão juntos na fic, e sim eu tenho uma fic sobre, e sim eu pretendo postar até o fim do ano. Bom capítulo MaryDiÂngelo RR Chase Emily S2 RoxyHale Amo vocês.

Quando a Thalia perguntou se eu sabia subir em árvores, eu não imaginei que fosse aquela árvore. Aquela árvore parecia que podia quebrar a qualquer momento. O que eu não fazia por Thalia Grace?

Comecei a subir na árvore que balançava a cada movimento meu. Estava começando a pensar em um outro modo de encontrar a Thalia. Quando eu estava na altura do segundo andar um galho quebrou e cortou a minha mão. Ótimo. Continuei a subir com mais cautela, não queria despencar da árvore.

Vi uma janela aberta no terceiro andar e me segurei nela. Entrei na casa e vi que estava na biblioteca. Olhei em volta e vi que alguém sentado na poltrona, que ficava de costas para mim. E de onde eu estava, eu podia ouvir o volume do fone. Só podia ser a Thalia. Me aproximei da poltrona e vi que ela lia um livro atentamente.

Retirei os seus fones e deixei a minha respiração bater contra o seu pescoço. Deslizei as minhas mãos pelo seus braços até juntá-las com as suas e fechar o livro. Me ajoelhei em sua frente e a encontrei com um pequeno sorriso nos lábios e os olhos fechados.

—Achei que não viria mais. -Ela disse abrindo os olhos.

—Culpe a sua árvore bamba. -Ela riu. Fiquei de pé e estendi a mão para ela, que aceitou e se levantou. Coloquei-a de costas para mim e peguei o cordão em meu bolso. Abri a corrente e passei por seu pescoço. Ela agarrou o pingente e o olhou por alguns segundos, até que me olhou sobre o ombro.

—Obrigada. Achei que nunca mais iria achá-lo. -Ela voltou a olhar para o pingente. -Como o encontrou?

—Tenho os meus talentos, Grace. -Ela riu.

—Acho que gostaria de conhecê-los. -Ela me olhou sobre o ombro. Segurei os seus cabelos pela nuca e ela arfou.

—Está me provocando, Thalia Grace? -Perguntei sussurrando em seu ouvido.

—Talvez. -Eu sorri e mordi o seu ombro.

Uma de suas mãos agarrou o meu cabelo, e a outra ficou sobre a minha mão que enlaçava a sua cintura. Comecei a distribuir beijos e mordidas pelo seu pescoço, ouvindo-a suspirar e soltar gemidos baixos. Meu corpo inteiro reagia ao seu perfume, e aos seus toques. Eu a queria, e nada iria me impedir de tê-la para mim.

Imprensei-a contra uma das estantes e ela arfou. Desci a minha outra mão para a sua cintura a mantendo parada. Ela olhou para mim sobre o ombro e eu uni nossos lábios. Sua boca tinha gosto de café, e eu amava café. Mordi o seu lábio e o puxei. Ela tentou se virar, porém, eu a mantive no lugar. Ela soltou um suspiro contra os meus lábios e eu acabei rindo.

Comecei a brincar com o elástico do seu short, ela não protestou, então, eu continuei o meu caminho.

Coloquei a minha mãos dentro do short vermelho larguinho. Ela estremeceu em meus braços. Separei os nossos lábios e a olhei, ela tinha os lábios avermelhados e os olhos fechados. Continuei a descer a minha mão, roçando meus dedos superficialmente sobre a sua pele, ouvindo-a gemer baixinho.

Dedilhei o seu sexo sobre a calcinha fazendo-a suspirar. Voltei a unir nossos lábios, pegando-a de surpresa. Acariciei-a sobre o fino pano da calcinha, ela gemeu contra os meus lábios. Ameacei retirar a minha mão, e recebi uma mordida por isso, eu acabei rindo e voltei a acariciá-la, podendo sentir o pano ficar úmido.

Coloquei a minha mão sob a sua calcinha e comecei a brincar com o seu clitóris. Ela se contorceu e gemeu em meus braços. Segurei a sua cintura com mais força, e escorreguei os meus dedos até a sua entrada. Ela afastou os nossos lábios e olhou em meus olhos.

Tive o prazer de ver o seu rosto se contorcer quando a penetrei com os meus dedos. Ela manteve os olhos fechados e jogou a cabeça em meu ombro. Comecei a mover os meus dedos lentamente ouvindo-a gemer. Voltei a atacar o seu pescoço, podendo ouvir os seus gemidos em meu ouvido, me causando arrepios.

—Nico… -Ela suspirou. -Mais… -Eu acabei sorrindo.

—Mais? -Ela assentiu. Escorreguei minha outra mão para dentro de seu short e comecei a acariciar o seu clitóris. Aumentei a velocidade dos meus dedos e a vi morder os lábios. -Quero te ouvir gemer. -Mordi o seu pescoço com mais força e ela acabou gemendo mais alto.

Senti-a estremecer em meus braços. Uni os nossos lábios e estoquei os meus dedos com mais força. Ela gemia desesperadamente contra os meus lábios e tentava a todo custo me afastar, até que suas costas arquearam, eu afastei os meus lábios dos seus seus para ela poder respirar.

—Porra, Nico! -Ela gemeu enquanto gozava em meus dedos. Retirei os meus dedos e lentamente, ela soltou um último gemido e abriu um sorriso com os olhos ainda fechados. Virou-se de frente para mim e me olhou sorrindo. Levei os meus dedos a minha boca a encarando.

—Deliciosa. -Ela mordeu o lábio e me empurrou no sofá.

Sentou-se em meu colo e colou os lábios nos meus enquanto rebolava em meu colo. Eu já estava duro, e ela rebolando em meu colo, não estava ajudando nada. Meus gemidos em seus lábios não eram mais contidos.

—Porra. -Gemi e joguei a cabeça para trás. Ela mordeu o meu pescoço rindo. Sem mais me controlar segurei a sua cintura, fazendo-a rebolar com mais intensidade e mais lentamente, tendo assim, mais atrito.

—Oh, Deus. -Ela gemeu contra o meu pescoço. -Você é grande. -Ela cravou as unhas em minhas costas.

—Eu disse para olhar mais para baixo. -Ela acabou rindo.

Voltei a unir nossos lábios. Suas mãos agarraram a base da minha camisa e começaram a erguê-la, suas unhas roçavam em minha pele me causando arrepios. Ergui os meus braços e ela jogou a peça longe.

Ergui-me com ela ainda em meu colo. Voltei a imprensá-la na estante, ela arfou me olhou sorrindo. Não trocaria aquele sorriso por nada no mundo. Não a trocaria por nada no mundo. Ela se tornou algo muito importante para mim em pouquíssimo tempo.

Rocei os nossos lábios, eu podia perceber que ela estava ofegante, bastante ofegante.Suas bochechas estavam coradas, os lábios vermelhados, e o peito subia rapidamente. Ela precisava tomar fôlego.

Deslizei os meus lábios para o seu pescoço, mordi a sua clavícula e lambi até o seu ouvido. Vi ela se arrepiou e estremecer. Fechei as minhas mãos em suas coxas, o que a fez puxar os meus cabelos,

—Cansada? -Ela riu.

—Nem um pouco. -Eu voltei a olhar em seus olhos. -O que foi? -Acariciei a sua bochecha, e percebi que ela havia ficado rija.

—Você é perfeita. -Vi as suas bochechas ficarem vermelhas antes de voltar a beijá-la. Aquele beijo não era um beijo de puro desejo, havia sentimento ali. Pelo menos da minha parte. E queria acreditar que da parte dela também. Ela me afastou e colou a testa na minha.

—O que diabos está acontecendo comigo? -Ela perguntou, mas parecia que perguntava mais a si mesma do que para mim. Eu queria poder respondê-la, mas um cheiro me chamou atenção. Virei o rosto e olhei para a porta. Coloquei-a no chão, e a empurrei para trás da estante no momento que a porta se abriu.

Olhamos por entre os livros e vimos Zeus, ele caminhou até a escada e subiu para o “segundo andar”. Ela me olhou e fez sinal para eu ficar em silêncio, eu assenti e nós nos encolhemos mais atrás da estante. Por puro instinto eu acabei enlaçando a sua cintura, ela não protestou.

Em poucos minutos Zeus desceu as escadas com um livro em mãos. O livro parecia ser antigo, tinha a capa dura, as folhas estavam visivelmente gastas, e tinha o desenho de uma lua crescente na capa. Eu olhei para a Thalia no mesmo momento que ela me olhou. Que livro era aquele?

Ele saiu e eu soltei a respiração que nem sabia que prendia. Ela virou e me olhou, dava para perceber que a Thalia estava tão confusa quanto eu. O que Zeus queria com aquele livro? E se eram todos caçadores por que pegá-lo escondido de todos? Já que, provavelmente, passava das 02h00.

—Sabe o que era aquele livro? -Ela balançou a cabeça em negação.

—Não tenho ideia. Mas se Zeus está aprontando algo, eu vou descobrir o que é. -Eu assenti. Ela olhou em volta e se deu conta de que ainda estava em meus braços. -Ah… -Eu a calei com um beijo.

—Eu sei. -Pisquei para ela e a soltei. -Eu devia ir. -Ela abriu e fechou a boca algumas vezes. Caminhei até o sofá, já que precisava achar a minha camisa. Ouvi um pigarro e me olhei. Lá estava ela, parada com a minha camisa nas mãos. Quando eu me aproximei ela passou a camisa pelo meu pescoço e me puxou, até eu ficar com o rosto da altura do seu.

—O que aconteceu hoje, fica entre nós. Até porque você não tem nada para contar. -Eu estreitei os meus olhos e a imprensei contra a janela. Pouco me importando se Zeus poderia aparecer novamente.

—E a parte de que você adorou gozar nos meus dedos? -Ela estremeceu.

—Não tem como provar que aconteceu. -Mordi o lóbulo da sua orelha e o lambi o contorno.

—Mas eu posso fazer de novo. -Vi pelo canto do olho que ela mordeu os lábios e abriu um meio sorriso, Soltei-a e abri a janela. -Boa noite, Thalia.

P.O.V Thalia

Eu ainda estava com aquele maldito sorriso no rosto. Mesmo que ele já tivesse ido embora, eu ainda podia senti-lo. E por mais que tentasse não conseguia dormir, aquele maldito perfume não deixava, não que eu estivesse reclamando.

A tela do meu celular acendeu, peguei-o sobre a mesa de cabeceira e acabei abrindo um pequeno sorriso quando vi a mensagem.

“Acabei de chegar. Não precisa se preocupar, conheço essa floresta muito bem e não tenho medo do lobo mau.”

Assim que cheguei ao quarto havia mandado uma mensagem para saber se ele estava em casa, afinal, eu não tinha ideia de onde ele morava, ficar preocupada era o mínimo. Mas ele não respondeu de imediato, deu tempo de eu tomar banho e passar um bom tempo jogada na cama.

“Deveria ter medo sim, sabe o que eles podem fazer.” —Mandei para ele. Demorou apenas alguns segundos para ele responder.

“Você não tem ideia do que eu posso fazer.” —Foi impossível não ter reações com aquela simples frase.

“E o que você pode fazer?”

“Não me faça voltar aí, Thalia.” — Eu acabei rindo.

—Bom dia, Jason. -Meu irmão me olhou com os olhos arregalados. -O que foi?

—Você está de bom humor? E me desejou bom dia? -Eu revirei os olhos e me sentei para tomar café. Terminei o meu café em silêncio. O Jason parecia estar comendo toda a comida da casa. Todo mundo já havia terminado e ele ainda estava comendo.

—Jason, eu não quero chegar atrasada. -Ele assentiu e bebeu o resto do suco.

—Vamos. -Ele disse mordendo uma maça. Eu revirei os olhos e nós seguimos para o carro.

A viagem foi silenciosa. Dava para perceber que Ares queria falar algo, porém ele sabia que eu ainda estava irritada com ele. Assim que o carro parou na frente da escola o Jason saltou, eu o olhei pelo retrovisor e soltei um suspiro.

—O que foi? -Perguntei.

—Sei que viu o seu pai ontem. -Eu assenti, nunca consegui mentir para ele. -E sei que tem contato com alguma bruxa. -Eu abri e fechei a boca algumas vezes. -Não usou a raiz e não fez nenhum relatório.

—E daí?

—Mostre a foto do livro para ela. -Ele me entregou a foto. -Provavelmente vai saber do que se trata. -Eu peguei a foto e guardei na mochila. Ele continuou a me olhar por mais alguns segundos. -Sei que ainda está com raiva, mas…

—Ares. -Eu o cortei. -Estou com raiva, mas isso não significa que você não seja mais o meu parceiro. -Ele assentiu. -Eu preciso te contar algo.

—O que foi?

—Agora não dá. Vá ao meu quarto hoje. -Ele assentiu. Peguei a minha mochila e saltei do carro.

Entrei na escola e segui para a sala. Teria aula de Quíron aquele horário, não estava com a mínima vontade de ter aula de história. Entrei na sala e coloquei a minha mochila sobre a mesa. Aumentei o volume dos meus fones fechei os olhos. Gostava das músicas da Sia.

Não demorou muito para a sala começar a encher e ele aparecer. Sentou-se na minha frente como sempre fazia, eu desviei o olhar, olhei para qualquer coisa, menos para ele. Quíron entrou na sala e pediu para ficar em silêncio. Começou a distribuir os testes e eu bufei. Ninguém merecia teste surpresa aquela hora da manhã.

Levei pouco mais de quarenta minutos para responder todas as questões. Alguns poucos alunos haviam saído antes de mim, entre eles a Annie. Entreguei o teste a Quíron e me virei para sair da sala, quando abri a porta arrisquei olhar para trás. Nossos olhares se encontraram e eu abri um pequeno sorriso, ele retribuiu, e aquele pequeno sorriso já fez todo o meu dia valer a pena.

Eu queria ter esperado-o sair, porém uma mulher do outro lado do carredor me chamou a atenção. Seus cabelos estavam presos em um rabo de cavalo frouxo, usava uma calça jeans surrada e uma camiseta roxa, seu casaco estava jogado sobre o ombro. Por mais que nunca tivesse tido nenhum contato com ela, eu tinha uma memória fotográfica incrível.

—Ártemis? -Sussurrei. Ela continuou a conversar tranquilamente com Atena.

O que diabos ela estava fazendo na escola? E por que diabos ela estava conversando com Atena?

Ela se despediu de Atena e começou a caminhar em direção á saída. Sem pensar duas vezes eu a segui, inventei uma desculpa qualquer para o meu irmão quando passei por ele. Para a minha sorte ela não pegou o carro, seguiu apé. Caminhou pela cidade por vários minutos até entrar em um beco. Esperei alguns segundos e fiz o mesmo.

O beco estava vazio, o que me surpreendeu, tinha um caminho livre até o outro lado da rua. Eu praguejei baixo e me virei para sair. Mas quando eu dei dois passos, fui bruscamente puxada para baixo. Senti uma mão em minha boca e olhei para trás. Lá estava ela, escondida atrás de uma caçamba de lixo. Me debati em seus braços e ela continuou a segurar.

—Fica quieta. -Ela sussurrou. -Garota estúpida.

Olhei-a novamente. De perto ela se tornava uma mulher ainda mais assustadora. Acabei engolindo em seco, o que me deu vontade de bater em mim mesma. Ela olhou em vota, alguns segundos se passaram até um homem entrar no beco. Eu não conseguia ver o seu rosto, mas sentia que o conhecia, e aquilo me deixava com uma sensação estranha.

Ele continuou a andar tranquilamente, até que parou, respirou fundo e olhou para o local que estávamos escondidas. Ártemis me soltou, eu acabei virando para ela. Surpresa, medo, horror, raiva, e ódio tomavam conta de seu rosto. Seus olhos castanhos pareciam não acreditar no que viam. Ela sabia quem ele era.

—Não. -Ela sussurrou. -Não é possível.

—Olá, Ártemis. -Ele colocou as mãos no bolso e virou de frente para nós. Ele se ergueu rapidamente e saltou sobre a caçamba de lixo.

—Eu vi você morrer! -Ela disse. Em uma velocidade incrível ele a jogou contra a parede.

Ártemis caiu no chão, mas não pareceu sentir dor alguma, pois rapidamente se levantou e rosnou para ele. Seus olhos estavam com um brilho azul, suas presas estavam a mostra e suas garras arranhavam o chão. Ela correu até ele e saltou sobre os seus ombros, jogou o peso para frente, os dois foram ao chão. Ela rolou para longe e rosnou novamente. Ele ficou na mesma posição que ela e apenas sorriu.

—Eu devia ter te matado. -Ele atacou.

Ela defendeu o primeiro soco, mas não conseguiu defender o segundo. Eu não queria levar aquele soco. Ela caiu no chão e levou um chute no rosto que a fez cair. Cuspiu sangue e olhou para ele com puro ódio. Eu estava com medo dela. Ele a pegou pelos cabelos e a jogou contra a caçamba, eu me encolhi com o impacto. Quando se ergueu, Ártemis não era mais uma mulher era uma enorme lobo com pelo castanho quase negro. Ela saltou sobre ele e os dois rolaram no chão. Do lugar que estava não conseguia ver a luta, mas senti uma pontada quando a ouvi chorar. Acabei me erguendo e olhei a cena. Ártemis estava caída no chão, já como mulher. Ela se arrastava para longe dele, saia sangue de seu abdômen, dava para ver que a ferida demorava para fechar.

Sem pensar duas vezes eu corri até lá. Joguei o meu peso sobre ele e nós dois fomas ao chão. Consegui ficar por cima e saquei a faca em meu coturno. Ele riu e olhou em meus olhos. Automaticamente eu reconheci aqueles olhos.

—Você… -Ele sorriu. -O que…

—Olá, Thalia Grace. -Ignorei todo o medo que se espalhava sobre mim e forcei a faca em seu pescoço.

—Quem é você? -Tentei soar firme, mas não deu muito certo.

—Você sabe quem eu sou. -Eu o fuzilei com os olhos. Cravei a faca em seu peito e voltei ao seu pescoço. Ele gritou, mas depois riu. -Você é corajosa. -Ele inverteu as posições e colocou a faca contra o meu pescoço. -Sua mãe também era.

Dobrei o meu joelho e o empurrei. Saquei outra faca e atirei contra ele. Precisava chegar até a minha mochila. Ele caiu no chão, já que a faca estava em seu joelho. Corri até a caçamba e abri a minha mochila. A ergui no momento que ele jogou a faca contra mim. Retirei a besta de dentro dela e mirei nele, atirei algumas vezes seguidas, e felizmente só errei três. Ele gritou e me fuzilou com os olhos.

—Maldita! -Atirei novamente. -Eu vou matar você Thalia Grace! -Eu engoli em seco. Preparei outra flecha, quando mirei, ele não estava mais lá.

Joguei a besta no chão e corri até Ártis que continuava caída. Ela respirava com dificuldade, em seu abdômem havia um enorme ferimento. Saía muito sangue. E eu, realmente, não queria acreditar que aquilo era um osso.

—Hey, Ártemis. -Eu a chamei. -Quem era aquele cara?

—Era… Dele… Está vivo… Zeus… Posei… Hades… -Ela deu um último suspiro antes de apagar.

—Ártemis. -Chamei, ela não me respondia. -Ártemis? -Chequei a sua pulsação. Estava fraca, quase inexistente. Cacei o meu celular e apertei no primeiro número que vi.

—Thalia? O que…

—Eu… É… Ártemis… -Parei de falar assim que ouvi um rosnado. Deixei o meu celular cair e olhei para o lado. Poucos metros á minha frente havia um enorme lobo negro. Eu engoli em seco e olhei para Ártemis. -Droga. -Sussurrei. Respirei fundo e olhei para ele ou ela. -Ela é da sua matilha? -Ele passou a pata no chão. -Isso é um sim? -Novamente. -Vou entender isso como um sim. -Ele se aproximou calmamente, parecia ter medo de mim. -Não vou machucar você. -Ele se agachou ao lado dela. Tentou colocá-la sobre si, mas não conseguía. Aproximei-me dela e o ajudei. Quando ela estava totalmente sobre si, ele se ergueu e me olhou. E então saiu.

Assim que cheguei em casa subi o mais rápido que pude para o meu quarto. Mas acabei esbarrando em Ares no meio do caminho. Ele arregalou os olhos. Eu fiz sinal para ele ficar em silêncio. Ele assentiu. Peguei em sua mão e puxei-o para o meu quarto.

—Thalia isso é sangue. -Ele disse assim que desceu as escadas.

—Eu sei. -Retirei o meu casaco e o joguei em algum lugar. Entrei no banheio e comecei a me limpar como deu. -Não se preocupe, não é meu.

—Então, de quem é?

—Ártemis. -Ele arregalou os olhos, abriu e fechou a boca algumas vezes.

—O que fez com ela?

—Nada. Eu estava a seguindo, mas um maluco nos atacou…

—Quem atacou. -Eu fechei a torneira e virei de frente para ele.

—Era o que eu tinha para falar com você. -Eu suspirei e passei a toalha pela minha nuca. -Fui atacada. Estava na floresta, ele me cercou… -Um arrepiou involuntário passou pelo meu corpo. -Enfim, eu quase morri.

—Quem atacou você?

—Eu não sei. -Ele suspirou. -Mas foi o mesmo cara que me atacou hoje.

—Preciso falar com Ártemis. -Ele disse e começou a subir as escadas.

—Hey. -Fui atrás dele. -Por que?

—Não tenho tempo para explicações. -Ele respondeu entrando no quarto. Pegou uma arma, chave e um casaco.

—Vai arrajar. -Parei entre ele e a porta. Ele bufou.

—Agora não, Thalia. -Ele me empurrou e voltou a andar. Bati a porta e fui atrás dele.

—Ares. -Chamei. -ARES! -Gritei enquanto descia as escadas. -ARES! -Vi que ele entrava no carro. Abri a porta do carona e me sentei.

—O que…

—Ou me explica ou eu vou com você. -Ele me encarou por alguns segundos. Balançou a cabeça em negação e virou a chave.

—Não venha reclamar depois. -Ele disse enquanto dava a partida.

Ele dirigia rapidamente, parecia estar com muita pressa. Xingava todos os outros motoristas que estavam na velocidade normal. Eu já estava ficando preocupada. Entrou em uma trilha fechada, ficava à cerca de 5km da minha casa. Não se importava com o terreno irregular. Continuou o caminho. Continou a dirigir por cerca de 10 minutos, até parar de frente para um rio. Saltou do carro e eu fiz o mesmo. Atravessamos o rio sobre um trilha de pedras um tanto quanto irregular. Poucos metros a frente havia uma clareira, na qual se podia ver a casa da Annabeth.

Como Ares sabia aquele caminho? Não me pergunte.

Ele correu até a casa. Havia um homem parado na porta, eu não o conhecia. Era alto, musculoso, tinha a pele bronzeada, olhos castanhos intensos, cabelos da mesma cor. Usava uma camisa preta e um jeans escuro, ambos estavam sujos de sangue. Ele olhou para Ares e cruzou os braços.

—Eu quero vê-la.

—Não pode passar. -Ele disse. -Ares não… -Ele parou de falar quando nós ouvimos um grito. E eu podia jurar que era de Ártemis.

—Me deixa passar Hefesto. -Ele disse entre dentes.

—Apolo está com ela. Ela vai ficar bem, só espera, estão todos esperando no…

—Hefesto, me deixa passar ou eu juro que vou te matar. -Ártemis gritou novamente. -Porra! Ela é minha irmã! -Eu arregalei os olhos. -Sai da minha frente, Hefesto! -Hefesto suspirou e o deixou passar. Eu ia seguí-lo porém ele me segurou.

—Você não. -Eu o olhei.

—Não vou ficar aqui com você.

—Não tenho medo de você. -Ele disse.

—Dveria ter. -Olhei em seus olhos. -A sua sorte é que estou desarmada. -Bufei me encostei na parede, ficando com os braços cruzados em seguida. Ele fez o mesmo.

Segundos, minutos, horas, e nada de Ares sair de lá. O sol já havia sumido, e eu estava lá, sentada no chão com a maior cara de tédio. Eu estava cansada, com fome, e queria bater em Hefesto. Ele ficou ali o dia inteiro, não me olhou, ou disse uma palavra.

Ares tinha muita coisa para explicar. Ártemis era imã dele? Então Ares era um lobo? Mas, aquilo não fazia sentido! Por que um lobo caçaria outros? Eu estava perida em meus pensamentos. Mas a pergunta que mais me incomodava era : “Quem era aquele cara?”. Ele havia me atacado duas vezes, e eu nãot tinha ideia de quem ele era. Sabia que já o tinha visto antes, só não tinha ideia de onde.

—Thalia Grace. -Olhei em volta. -Ela quem fez isso com você? -Havia uma mulher em pé ao lado de uma grande mesa de pedra, sobre ela havia um homem sangrando.

—Sim. Aquela maldita! -Forcei o olhar, mas não consegui ver muita coisa. -Devia tê-la matado quando tive a chance. Aquela estúpida da Beryl! -Ele arfou. -A melhor coisa que fiz foi matá-la. -Eu engoli em seco. -Ainda lembro do gosto do sangue dela. -Ele riu. -Eu quero aquela garota morta.

—E você terá. -A mulher disse e olhou em meus olhos, como se soubesse que eu estava lá. -Você irá matar Thalia Grace sob a luz da lua cheia quando o inferno se tornar frio, e anjos caírem do céu.

—Grace! -Acordei assustada. -Você está bem? -Olhei para ela.

—Estou. -Seus olhos eram parecidos com o do irmão, porém eram verdes, não o verde tradicional, e sim um verde escuro como a copa das árvores. -O que faz aqui Di Ângelo?

—Não é da sua conta. -Eu revirei os olhos. -O que você faz aqui?

—Também não é da sua conta. -Me levantei, olhei em volta e vi que Hefesto não estava mais lá. -Graças a Deus. -Abri a porta e congelei assim que vi a cena.

Ares estava sentado ao lado de Ártemis, eles riam de algo. Atena estava ao lado dela, assim como a Annabeth, e a Piper. Mas o que me fez paralizar foi o fato do meu irmão estar do lado de Poseidon, os dois se entreolharam e depois me olharam. Eu não sabia dizer o que sentia, sentia ódio, raiva, surpresa, me sentia traída. O que o meu irmão fazia com ele?!

—Thalia, eu posso…

—O que você faz com ele? -O cortei. -O QUE FAZ COM ELE JASON?! -Gritei.

—Thalia, não é o que você pensa.

—Não?! -Ele se aproximou. Peguei a faca sobre a mesa e apontei para ele. -Você não é meu irmão. -Ele abriu e fechou a boca algumas vezes.

—Thalia. -Olhei para a Annabeth. -Por favor, se acalma.

—Me acalmar?!

—Thalia. -Estremeci ao ouvir meu nome ser pronunciado por ele. -Solte a faca, o que acha que vai conseguir com isso? -Olhei em seus olhos.

—Um distração. -Respondi. Joguei a faca contra ele e corri para o lado de fora.

Praguejei a mim mesma até a terceira geração por voltar a floresta. Corri sem rumo. Não queria ser encontrada, por mais que tivessem lobos atrás de mim, eu sabia como me esconder deles. Passei pelos lugares mais difíceis, misturei o meu cheiro á mata, mergulhei no rio quando ouvi o barulho de galhos quebrando. Emergi do outro lado. Vi o carro de Ares e me arrependi por não ter pego as chaves. Corri em direção ao outro lado.

Enquanto corria só conseguia pensar em uma coisa: “Como o Jason havia feito aquilo comigo?”. Ele conhecia Poseidon. A quanto tempo ele o conhecia? Desde que veio morrar em WolfHill? Anos? Meses? Dias? Horas?

Parei quando tropecei em um galho e caí no chão. Levantei do chão e olhei em volta. Eu conhecia aquele lugar. Poucos metros à minha frente estava a cachoeira. Me aproximei da água e retirei os meus coturnos. Abracei os meus joelhos e enterrei o meu rosto ali. Eu estava odiando o meu irmão naquele momento. Eu queria bater nele até que ele me respondesse o que estava acontecendo.

O barulho dos trovôes me incomodava. Suspirei e desliguei a televisão. Subi as escadas e fui até o quarto do Jason, aquela hora ele já devia estar dormindo, mas sempre esquecia de se cobrir e ficava tremendo de frio. Abri a porta lentamente e espiei lá dentro. Como eu imaginava, lá estava ele, tremendo de frio.

Peguei o cobertor na ponta da cama e o cobri. Sentei-me ao seu lado e passei a mão pelos seus fios loiros. Ele abriu os olhinhos lentamente, coçou os mesmo e me olhou.

—Thalia?

—Oi, ameba. -Sussurrei.

—O que foi? É a mamãe? Ela chegou? -Senti um forte aperto no peito.

—Não, Jason. -Sussurrei novamente acariciando os seus cabelos. -Ela ainda não chegou. -Ele fez cara de choro. -Shiiii… Não precisa ficar assim, daqui a pouco ele chega.

—Você sempre diz isso. -Disse emburrado. -Cadê a mamãe, Thalia?

—Eu já disse. Ela está viajando.

—Mas para onde?

—Para um lugar longe, por isso ela está demorando. -Ele suspirou. -Por que não volta a dormir? -Ele assentiu. -Aposto que vai sonhar com ela. -Ele sorriu e fecho os olhos.

—Eu te amo, Thalia. -Beijei a sua testa.

—Eu também te amo, Jason.

Aconteceu na primeira semana que nós saímos de WolfHill.

—Que ódio! -Soquei a pedra na qual estava sentada. Senti grossas lágrimas rolarem pelo meu rosto. Não me incomodei. Precisava chorar. Me levantei e passei a mão pelos cabelos.

—Achei que te encontraria aqui. -Olhei para trás e lá estava ele. Tinha uma mochila nas costas e sorriu.

—O que…

—Não sou só amigo da Annie. -Fechei a cara.

—Então conhece Poseidon? -Ele assentiu e começou a andar em minha direção. -O quer comigo Di Ângelo?

—Achei que já tinhamos passado da fase do sobrenome, Grace. -Revirei os olhos e peguei os meus coturnos do chão. Comecei a andar em direção a floresta. -Para onde vai?

—Para casa.

—Vai chegar em casa nesse estado? -Não o respondi. -Se contar ao seu pai o que viu, sabe que ele vai matar o seu irmão, não sabe? -Eu o olhei sobre o ombro. -Assim como Ares.

—Ele não faria isso. -Me virei para ele e vi que caminhava em minha direção.

—Não? -Ele segurou os meus pulsos e abriu as minhas pulseiras. Eu tentei impedí-lo, mas ele era mais forte que eu. -Quer me contar sobre isso?

—Não é da sua conta. -Tentei puxar os meus pulsos, porém ele continou os segunrando fimemente e olhou em meus olhos.

—Se é sobre você é claro que é da minha conta. -Revirei os olhos. -Pense o que quiser, mas eu me importo com você.

—E por que se importa? -Ele ia dizer algo, porém repirou fundo e me olhou.

—Porque sim. -Olhei em seus olhos, ele parecia não querer ter dito aquilo. -Eu me importo com você, e muito. -Suspirei e assenti. -Vai me contar agora?

—Me convença.

—Eu tenho comida na mochila, e nós dois sabemos que você está morrendo de fome. -Eu bufei.

—Te odeio. -Ele riu.

Notas finais
Eu não fiz revisão, só passei os olhos então me perdoem se tiver algum erro muito grotesco no meio do testo. Espero que tenham curtido o capítulo. E... Não sei quando sai o próximo. Já estou escrevendo. E não tem spoiller dessa vez. Acho que é só isso. Beijinhos Tia Amanda Ah... Queria saber se vocês curtem fanfic que envolva a máfia. E sim todas as perguntas que eu fiz até agora, incluindo essa, são relacionadas as minhas fics, menos a da idade. Kissus.