WolfHill

18 Capítulo 17 - Her History


Notas iniciais
Oi Betas, olha só quem voltou dos mortos? Antes de qualquer ameaça eu vou explicar a minha demora. Acredito que vocês mereçam saber. Primeiro, eu estava atoladas de trabalhos para fazer. Segundo, meu avô faleceu (Sim já estou preparando o meu banho de arruada e de sal grosso). Terceiro, eu fiquei sem um pingo de inspiração para essa história, por isso o capítulo ficou uma bosta. Quarto eu comecei outras histórias novas, sim acreditem. Quinto, MANO TEVE BEIJO MALEC! PUTA QUE PARIU O QUE FOI AQUILO? Ainda não me recuperei, e provavelmente não irei me recuperar tão cedo. Acho que são esse os motivos. Sobre aquela prova eu não fiz, e não, não é desculpa por não ter passado, eu não fiz por opção minha. Então, não se preocupem, não irei abandoná-las tão cedo. MaryDiÂngelo RRChase Emily S2 Semideusadorock Eu amo vocês. Então é isso... Bom capítulo betas.

—Então. -Eu o olhei, ele bebeu um gole no refrigerante e me olhou. -Nós já comemos. O que acha de começar a falar?

—Temos mesmo que falar sobre isso? -Ele assentiu. -Olha, Nico, eu aprecio a sua preocupação comigo, mas…

—Você ainda não entendeu, não é? -Ele riu. -Você só vai sair daqui quando me contar. -Eu suspirei e assenti.

—Se alguém souber disso, pode ter certeza que eu irei te caçar até o inferno. -Ele riu assentindo.Respirei fundo. -Sabe qual a pior coisa que as pessoas dizem quando querem reconfortar outra? -Eu suspire, ele franziu o cenho e balançou a cabeça em negação. -Dizer que o tempo ajuda. Isso é pura mentira. -Olhei para as cicatrizes em meus pulsos. -E eu tenho provas disso. -Abracei os meus joelhos e olhei para água. -Uma semana depois que a minha mãe morreu, Zeus levou eu e o Jason para longe. Nossa primeira parada foi em Los Angeles. -Olhei para ele sobre o ombros. -Foi quando eu descobri que o inferno me acompanharia aonde quer que eu fosse.

9 anos atrás…

Ouvi o grito do Jason e corri até a sala. Encontrei-o com o grampeador na mão e a boca suja de sangue. Ele chorou ainda mais quando me viu. Me ajoelhei ao seu lado e acariciei o seu rosto. Ele fungou e deixou o grampeador cair no chão.

—Jason, não pode comer o grampeador. -Peguei em sua mão. -Vamos limpar isso.

Guiei-o até o banheiro, abri a pia e limpei o sangue em seu rosto. Algumas gotas haviam sujado a sua camisa. Quando parou de sangrar eu coloquei-o para tomar banho. Esquentei o nosso jantar e assim jantamos assistindo algum desenho bobo.

Pouco tempo depois o Jason dormiu. Eu fiquei acordada. Zeus havia saído do escritório para jantar, e pouco tempo depois se juntou a mim. Ele não disse nada enquanto me observava. Continuei a assistir o filme, até que ele desligou a TV.

—Papai…

—Fique em pé. -Eu engoli em seco. -O que aconteceu com o seu irmão?

—Eu estava no quarto desenhando, e ele estava assistindo um desenho. Então, eu o ouvi gritar e quando cheguei aqui na sala ele estava comendo o grampeador, mas ele está bem, eu já… -Parei de falar assim que ele ergueu a mão.

—Por que deixou o seu irmão sozinho? -Eu engoli em seco. -Por que Thalia? -Ele perguntou enquanto se aproximava de mim. Ele pegou em meus braços com força, o que me assustou. -Me responda, Thalia!

—Eu… Eu… -Recebi um tapa que me fez cair no chão. -Papai…

—Calada. -Ele se ajoelho na minha frente. -Não estou criando você para ser uma idiota. -Ele pegou em meus cabelos me fazendo lacrimejar. -Estou criando você para ser uma caçadora. Para acabar com quem fez aquilo com a sua mãe.

—Ele batia em você? -Eu o olhei.

—Toda noite. -Ergui a minha camisa para ele poder ver a cicatriz em minha cintura. -Uma garrafa de cerveja. -Disse rindo. -Essa não era a pior parte.

Seis anos atrás…

—O que você fez, Thalia? -Eu estava sentada na cadeira em seu escritório. O lugar que eu mais odiava. -O que você fez com a sua mãe? Você a matou, não foi? Gostou de vê-la morrer? GOSTOU? -Gritei quando ele fez outro corte. -RESPONDA! -Eu queria me afastar dele, mas as minhas mãos estavam amarradas sobre a sua mesa, e os meus pulsos sendo cortados por ele.

—Eu não queria! Eu amava a minha mãe!

—Não! Você não a amava! Você a levou até lá!

—Ele fez isso com você? -Eu assenti. -Seu pai é maluco!

—Acho que agora sabe porque me culpo pela morte da minha mãe. -Funguei. -Mas nem todas as marcas foram ele. Quero dizer, em sã consciência eu acreditava que ele não faria aquilo, ele sempre bebia antes de me torturar. -Limpei as lágrimas teimosas que caiam em meu rosto.

—E os outros caçadores?

—Nenhum era maluco o suficiente para interferir nos assuntos de Zeus. -Funguei novamente. -Quero dizer, quase todos.

Cinco anos antes…

—Pai, por favor… -Meus pulsos ardiam como nunca, a mesa tinha mais sangue de costume. -Por favor… -Outro corte. Estava me sentindo fraca, muito fraca. Os treinamentos intensos me deixavam exausta, e tudo aquilo durante a noite me deixava mais que acabada. -Por favor…

—Caçadores nunca pedem, por favor. -Ele segurou as minhas mãos. -Eles mandam.

Olhei o meu reflexo no espelho. Eu não aguentava mais viver naquela casa, não aguentava mais Zeus, não aguentava mais a sua loucura. Então havia tomado a uma decisão. Se eu não podia sair daquela casa por bem, sairia por mal. Peguei a faca sobre a pia e sem pensar duas vezes deslizei-a sobre os meus pulsos. Fundo o suficiente. Não era a primeira vez que eu me cortava, nem todas as minhas cicatrizes eram feitas por Zeus, eu tinha boa parcela de culpa. Mas aquelas seriam as últimas.

Não demorou muito para eu me sentir fraca. Minhas pernas fraquejaram e eu caí no chão. Me apoiei contra a pia e olhei o sangue se esvair de meu corpo. Eu já estava perdendo os sentidos quando a porta do banheiro foi arrombada. A única coisa que vi antes de apagar foram os seus olhos verdes.

—Thalia!

—Ares. -Eu assenti.

—Por isso somos tão ligados. -Suspirei. -Ele não salvou apenas a minha vida.

Era o dia da minha alta, e como esperado Zeus não estava lá. Apenas Ares, ele foi o único a me visitar, nem o Jason apareceu. Eu não o culpava, provavelmente, Zeus não havia dito nada a ele. Deve ter inventado algo.

—Pronta? -Assenti.

Abri a porta de casa e caminhei até a sala. Estava tudo como antes, parecia que nada havia acontecido. O Jason devia estar na escola aquele momento, e os caçadores treinando. Me joguei no sofá e liguei a televisão. Ares se sentou ao meus lado e acariciou o meu ombro, eu acabei sorrindo.

—Thalia. -Ergui os meus olhos para ele. -Que bom que está em casa.

—Pare de fingir que se importa. -Eu disse e me levantei.

—Eu me importo, você é minha filha.

—Sou? -Perguntei olhando em seus olhos. -Sangue não define família.

—Thalia.

—Eu ainda não terminei de falar. -Ele arqueou as sobrancelhas.

—Não? -Ele se aproximou. -E desde quando você fala algo? -Ele esticou a mão para me segurar, mas eu segurei a sua mão e a torci, ele urrou. -O que pensa que está fazendo? -Acertei a minha palma em seu peito com força o suficiente para fazê-lo cambalear. Me agachei no chão e o dei uma banda. -O que… -Ele olhou para Ares que ria no sofá. Se levantou rapidamente e veio para cima de mim com raiva. Saquei a faca em no cós da minha calça e a coloquei contra o seu pescoço. -Você não… -Forcei o suficiente para cortar.

—Agora as coisas serão do meu jeito, papai. -Ele me fuzilou com os olhos. -Aceite-as, ou… -Forcei mais a faca olhando em seus olhos. -Você escolhe. -Puxei a gola da sua camisa. -Você não devia ter me ensinado a lutar. Não devia ter me mostrado os seus segredos. -O empurrei e joguei a faca na parede, passou perto o suficiente para cortar a sua orelha. -Eu quero o meu arco.

—Por isso é assim?

—Ser torturada pelo seu pai, ser culpada pela morte da sua mãe, e quase morrer te faz uma ser uma pessoa diferente. -Dei de ombros. -Você pode achar o que quiser. -Olhei-o sobre o ombro. -Ninguém se torna frio por que quer. -Prendi os meus cabelos em um coque. -O mundo faz isso com você.

—O mundo não fez isso com você, Zeus fez. -Eu dei de ombros.

—O importante é que ele nunca mais irá fazer isso novamente. -Senti-o se mover. -Ele nunca mais chegou perto.

—Eu juro. -Ele riu. -Eu odeio o seu pai. -Acabei rindo.

—Não é o único. -Coloquei as minhas pulseiras. -Quando eu estava no hospital, Ares me disse uma coisa que eu nunca mais esqueci.

—O que foi?

—Não importa se você foi xingado, surrado, cortado ao meio, ou se foi um arranhão, ninguém nunca vai mudar quem você sabe que é, ninguém nunca vai bater forte o suficiente para quebrar a sua alma. A única pessoa que pode fazer isso é você mesmo. E parabéns, Thalia Grace, você conseguiu. Você quebrou a sua alma. Isso significa que você nunca mais será a mesma garotinha inocente que eu conhecia. Você agora se tornou uma mulher forte e decidida, que eu tenho certeza que nunca vai deixar um cara dizer o que você deve ou não fazer. Então, levante dessa cama e vá reconstruir a sua alma.

—E você conseguiu? -Eu o olhei e balancei a cabeça em negação.

—Se você quer saber quem é Thalia Grace, eu não sei te dizer, ainda estou tentando descobrir, mas posso te dizer que sou algo parecido com o que estou sendo agora. -Ele riu. -E eu nunca consegui reconstruir a minha alma. Acho que sou fraca demais para isso.

—Thalia Grace, você é a pessoa mais forte que eu conheço. -Eu o olhei. -E seria um enorme prazer te ajudar. -Eu sorri. Um sorriso verdadeiro, ele era um dos únicos que conseguia me fazer abrir um.

—Não sei o que você está fazendo, Nico. -Eu me sentei de frente para ele. -Mas está funcionando.

—Fico feliz em ouvir isso.

...

Acordei quando senti algo gelado em meu rosto. Abri os olhos lentamente e vi que ainda estava na cachoeira. Cocei os olhos e me sentei. Olhei em volta e não o v, apenas achei a sua camisa que havia feito de travesseiro ontem a noite, junto com a minha jaqueta. Prendi o meu cabelo em um coque e me levantei. Olhei em volta novamente e vi uma silhueta emergi na água. Acabei sorrindo.

Olhei para a borda e vi as suas roupas dobradas ali. Fiz o mesmo com as minhas e entrei na água. Mergulhei e nadei até ele. Emergi com poucos centímetros de distância. Peguei impulso e saltei sobre as suas costas. Ele se assustou e nós dois afundamos.

—Você é maluca? -Perguntou quando nós emergimos. Eu comecei a ri.

—Talvez um pouco. -Respondi dando de ombros. -Bom dia, Nico.

—Bom dia, Thalia.

Não dava para negar o que havia acontecido na noite anterior. Não apenas os beijos, as mordidas (que eu tinha certeza que estava com marcas no pescoço), as carícias, ou o desejo. Mas também teve sentimento. Nós dois sabíamos disso. Eu não sabia a quanto tempo, mas tinha certeza de que tinha fortes sentimentos por ele, bons sentimentos. Quero dizer, nem o Jason sabia das coisas que havia contado a ele. Apenas Ares sabia. E se eu havia contado a ele não foi pela comida, e sim por eu confiar nele, e para mim a confiança vem antes de tudo.

—No que tanto pensa? -Perguntamos juntos, ele corou, e eu tive certeza que eu também.

—Estava pensando em mim, não estava? -Perguntei dando um passo para frente.

—E você? Não estava pensando em mim? -Eu ri.

—Talvez. -Dei de ombros, nós já estávamos bem próximos, e estranhamente eu já estava me acostumando com aquilo.

—Por que você dificulta tanto? -Puxei-o pelo seu cordão.

—Por que eu sou Thalia Grace. -Ele riu e me beijou. Eu podia me acostumar com aquilo. Deslizei minhas mãos até o seu pescoço, acariciando os seus cabelos. Uma de suas mãos agarrou os meus cabelos pela nuca me causando arrepios. Ele sorriu entre o beijo. Mordi o seu lábio e olhei em seus olhos.

—Para de me provocar, Thalia. -Soltei os seus lábios e balancei a cabeça em negação. Deslizei minhas mãos pelo seu peito até a barra de sua box. Ele rapidamente afastou a minha mão. -Thalia.

—Não estou fazendo nada. -Voltei a brincar com a barra da sua box. -Estou?

—Para.

—Mas o que é que eu estou fazendo? -Apertei-o sobre a box, ele fechou os olhos por alguns segundos e mordeu os lábios. -Nico, você está bem? -Ele me pegou no colo e caminhou até o lado de fora. Me deitou sobre a pedra e olhou em meus olhos. -Quem não queria transar na floresta mesmo?

—Eu te odeio. -Inverti as posições e me sentei em seu colo, comecei a rebolar devagar, meu corpo inteiro reagiu ao contato. -Puta que pariu. -Uni os nossos lábios e voltei a apertá-lo. Ele gemia baixo contra os meus lábios, me deixando ainda mais exitada.

—Preciso de você. -Sussurrei.

—Eu sei. -Ele inverteu as posições. -Mas não vamos transar na floresta. -Eu bufei. -Quero isso tanto quanto você, mas no momento temos companhia. -Ele virou o rosto e lá estava uma Annabeth vermelha, um Jackson olhando para o nada, um Jason pasmo, um Ares rindo, e uma Bianca com o celular nas mãos.

—Apaga. -Dissemos juntos. Ela riu e guardou o celular.

—Bom saber que você está bem. -Ares ironizou. Me levantei e cacei minhas roupas, joguei a do Nico para ele. Por mais que eu adorasse provocá-lo ninguém precisava vê-lo exitado.

—O que vocês querem?

—Vocês não atenderam ás nossas chamadas, ninguém achava vocês, então eu fiquei preocupada e fiz um feitiço de localização para procurar vocês. -Explicou a Annabeth.

—Estamos bem.

—Precisamos conversar. -Ares disse.

—Não temos nada para conversar. -Calcei os meus coturnos. -Você é um lobo, meu irmão é um traidor, a Annabeth é uma bruxa, e… Estou esquecendo algo?

—Todos temos motivos para fazermos o que fazemos. -Olhei em seus olhos verdes. -Me escuta.

—Não. -Tentei passar por ele, mas ele me segurou. -Ares…

—Sim, Thalia eu sou um lobo. Um lobo matou o meu pai e desde então eu os caço.

—O que fazia com Poseidon? Vocês e o Jason?

—Você não sabe a metade da história.

—Então, qual é a história, Ares? -Ele olhou para os demais.

—Não é tão simples.

—Simplifique. -Ele suspirou.

—Deixa que eu falo com ela Ares. -Olhei para ele sobre o ombro. -Ela não vai te ouvir.

—E vai ouvir a você, Di Ângelo?

—Não quero discutir com você, mas nós dois sabemos que ela vai me ouvir. -Ele cruzou os braços. -Percy, o que acha de levar Ares até a Clareira?

—Ainda não terminamos. -Ares passou por mim. -Eu sei o caminho, Perseu. -Logo estávamos apenas nós seis ali. Eu cruzei os braços e os olhei.

—É melhor se sentar. -A Annie disse. -A história é longa.

Notas finais
Primeiro, o capítulo não ficou como eu esperava. Nem perto disso. Eu queria por mais sei lá... drama e sentimento na história da Thalia, mas eu como eu disse antes não sou nem um pouco boa com isso. Então me desculpem por isso. Não demorarei com o próximo capítulo, ele está basicamente pronto, mas eu estou pensando se ponho ou não uma coisa nele. Não sei, estou pensando. Sim, morram de curiosidade. Para aqueles que assistem shadowhunters me digam o que acharam do último episódio. Eu pirei legal, fiquei maluquinha e fiz minha amiga começar a assistir shadowhunter por que eu sou dessas. Me digam o que acharam, por favor, a opinião de vocês são muito importantes para mim. Eu tentarei responder aos próximos comentários, via comentário e não Notas Iniciais, então já vou logo pedindo desculpas se ficar meio seca e fria minha resposta, okay? Podem falar comigo eu adoro os comentários de vocês, eles super me deixam feliz. Fiquei em uma bad esses dias e acabei lendo os comentários para poder dar um up na minha auto estima. Sim, eu realmente amo vocês. Então conversem comigo. Podem me mandar MP, eu sou feia mas não mordo (só se pedir), okay? Beijinhos Tia Amanda Kissus