WolfHill

12 Capítulo 11 - You are just like your mother


Notas iniciais
Oi Betas! Olha quem voltou? Eu juro que tentei postar antes mas foi impossível. Eu tentei postar na segunda, na verdade na madrugada, mas aí eu fui olhar o meu Twitter, e lá estava SHADOWHUNTERS TODAY. Pronto, pirei e não fiz mais nada na vida. Eu já devo ter assistido umas quinze vezes o episódio, fora a vez que vi ao vivo, então se você é tão viciado em TMI, como eu, vamos ser felizes juntos. Eu to com medo de vocês. Fui ameaçada no capítulo passado. RR Chase, eu ainda te amo, okay? Serial Killer, se você começou a assistir Teen Wolf agora continua, a quinta temporada tá divosa. Emily S2 RR Chase Lavine Romanoff Invisible Girl Serial Killer Eu amo vocês. Bom Capítulo

–Por que mesmo nós estamos indo para a casa dos Grace em plena lua cheia? -Eu perguntei, porém, não obtive respostas. -De todas as loucuras que nós já fizemos, essa com certeza bateu todos os recordes! Já pensou se o seu pai descobre? -Perguntei para o Percy. -Ou a sua mãe, Annabeth? -A loira desviou o olhar. -Se o meu pai descobrir, ele vai me matar, jogar um tapete vermelho sobre o meu caixão e pagar para desfilarem em cima.

–Menos, Nico. -Minha irmã disse e me olhou. -Nós já sabemos nos controlar, e entre nós você é o que mais tem controle. Então, para que isso tudo? -Todos me olharam. Se eu dissesse o motivo para eles, eu teria um grande problema. Então, apenas revirei os olhos.

–E eu só esqueci uma coisa na casa da Thalia. Vai ser rápido. -Ignorei a Annabeth e voltei a colocar os meus fones.

Em alguns minutos o Percy estacionou na frente da grande mansão Grace. Saltei do carro e os segui, e mesmo de fones, ouvi quando a Annie tocou a campainha. O Jason abriu a porta alguns segundos depois.

–Oi, Jason. -Olhando melhor para o loiro dava para perceber o olho inchado dele. -A Thalia, está?

–E onde mais aquela coisa estaria? -Ele falou de um jeito engraçado, como se só pudesse usar um lado da boca. -Entrem.

Caminhamos até a sala e a encontramos totalmente bagunçada, até os sofás estavam fora dos lugares. Mas o que mais chamava a atenção era a Thalia, ele estava jogada sobre um dos sofás, tinha o lábio inferior cortado, os cabelos revoltos, o suéter amarrotado e com a manga rasgada.

–O que aconteceu aqui? -A Annie perguntou.

–Eles só estavam brincando, Annie. -A Piper respondeu enquanto saia da cozinha. -Não foi nada grave.

–Ele rasgou o meu suéter preferido do Nirvana.

–Ela quase fraturou as minhas costelas. -Os dois disseram ao mesmo tempo.

–Eles estão bem. -A morena disse e sentou-se no sofá vazio. -O que vieram fazer aqui?

–Eu deixei o meu livro no quarto da Thalia.

–Me fez vir até aqui por causa de um livro? -Eu a perguntei. -Você tem 515 livros em casa, não podia ler aqueles?

–Não. Eu queria o 516º livro. -Eu revirei os olhos. -Thalia…

–Você sabe o caminho. -A Annie assentiu e subiu as escadas. -Você vai querer revanche, Jason?

–Não. -O loiro respondeu emburrado.

–Espera. Você ganhou do Jason? -A minha irmã perguntou. -Ele ganha de todo mundo.

–Hey! -Eu protestei.

–Ah, claro, ele perde para o Nico. -Ela revirou os olhos.

–O Jason é muito lerdo, é fácil ganhar dele.

–Está me chamando de fraco?

–Sim. -Ela sentou-se e prendeu o cabelo.

–Aposto 20 dólares que o Jason ganha da Thalia. -Todos olharam para a minha irmã. -Que foi? -Ela retirou a carteira da mochila.

–Estou junto com a Bianca. -O Percy disse. -E você, Nico?

–Aposto 30 dólares que a Thalia dá uma surra em vocês três. -A morena riu.

–Se a Thalia me ganhar, ela vai lutar com você. -O Jason disse. -Aposto 100 dólares roubados da carteira de Zeus na Thalia.

–Eu quero 50% dessas apostas. -A Thalia disse e se levantou. -Pode vir ameba.

P.O.V Thalia

O Jason veio para cima de mim com tudo,seus braços enlaçaram o meu abdômen me fazendo perder o ar por alguns segundos. Dei uma cotovelada em sua costas e uma joelhada em seu abdômen, ele me soltou e cambaleou para trás. Lancei um sorriso divertido para ele.

–Eu vou te matar. -Ele disse e atacou novamente.

Desviei do primeiro soco, mas o segundo me pegou em cheio. Cambaleei, mas não caí. Segurei o seu braço quando ele tentou me socar novamente. Passei o seu braço sobre o meu ombro e fiz impulso para frente, o fazendo cair no chão a minha frente. Torci o seu braço, o fazendo gritar. Apoiei o meu pé sobre o seu pescoço e o olhei.

–Desiste?

–Não. E você? -Ele socou a parte de trás do meu joelho, me fazendo cair sobre ele.

Antes que eu pudesse pensar ele me prendeu em uma chave de braço. Levei as minhas mãos até os seus olhos e os apertei, mas não com muita força, não iria deixar o meu irmão cego. Ele me soltou rapidamente. Aproveitei o momento de distração e acertei uma cabeçada nele.

–Filha da…

–Minha mãe é a mesma que a sua. -Me levantei e chutei o seu peito, fazendo-o voltar ao chão. -Eu quero o meu dinheiro, Di Ângelo.

–Depois que você perder para mim. -Eu ri.

–Sonhar faz bem, Di Ângelo. -Ele riu e terminou de retirar o tênis, o outro já estava jogado ao lado do sofá.

–É melhor vocês irem lá para fora. -O Jason disse jogado no sofá. -Se quebrarmos outro vaso de Hera, vai ter problema.

Eu revirei os olhos e caminhei até o lado de fora, mas esbarrei propositalmente em um dos vasos de Hera, que foi ao chão. Ouvi o Jason me xingar, mas não liguei. Parei do lado de fora e esperei o Di Ângelo se aproximar.

–Primeiro as damas, Thalia.

–Então, fique á vontade, Di Ângelo. -Vi que ele não gostou nada da brincadeira. Bom saber que ele se irritava facilmente. -Olha, ele ficou irritado.

–Você ainda não me viu irritado.

Ele se moveu tão rápido que e mal vi, só senti o soco no meu estômago. Ofeguei e cambaleei para trás. Vi que um pequeno sorriso abriu em seu rosto. Aquilo não iria ficar assim. Quando ele tentou dar outro soco eu desviei, o que o fez socar o ar e dar alguns passos para frente. Acertei alguns socos em suas costelas, aproveitando que ele estava de costas. Ele girou tão rapidamente que eu só pude sentir o soco no pé do meu ouvido.

Eu me afastei dele e passei a mão pelo meu ouvido, senti a pele úmida e olhei para os meus dedos, estava sangrando. Fui tomada por pura fúria. Voltei a me aproximar, ele ficou em posição de ataque, apelei para o meu lado caçadora. Desviei dos dois primeiros socos, quando ele tentou dar o terceiro, eu segurei o seu braço e soquei a junta de seu cotovelo. Ele urrou. Acertei dois socos seguidos nele, e então um chute, que o fez se afastar.

Ele me olhou, podia jurar que os seus olhos estavam completamente negros. Vi o sangue escorrer pela sua boca, ele cuspiu na grama e me olhou. Eu podia ver que ele queria me matar. Assim como eu queria matá-lo.

–Eu acho que…

–Quieto, Jason! -Dissemos ao mesmo tempo.

Ele retirou a camisa e a enrolou no cotovelo que eu tinha socado. Aquilo era golpe baixo. Como eu ia me concentrar em bater nele, se ele estava sem camisa?

Balancei a cabeça e voltei a atacá-lo. Ele não só desviou, como defendeu todos os meus socos, até que segurou os meus braços, me girou e assim eu fique presa. Eu queria me soltar, mas o meu corpo traiçoeiro acabou se arrepiando. Se eu pudesse eu mesma me batia. Mas, foi bom saber que eu não fui a única afetada. A sua respiração ficou totalmente irregular, e não era por causa da luta.

Acabei olhando para ele sobre o ombro, sua respiração batia contra o meu rosto. Mesmo com o lábio sangrando, ele continuava lindo. Para! Esquece que é o Ni… Di Ângelo! Você tem que lutar! Respirei fundo e coloquei o meu cérebro para funcionar.

Ele segurava as minhas mãos sobre o meu suéter. Escorreguei a minhas mãos pelo suéter, me agachei rapidamente e o dei uma branda. Passei o meu suéter pelas suas mãos as amarrando. Ele me fuzilou com os olhos.

Me levantei e o olhei.

–E agora? -Para a minha completa surpresa ele se levantou. -Você não desiste nunca?

–Não daquilo que eu quero. -Aquilo me afetou mais do que deveria.

Afetada pela frase, eu deixei que ele se aproximasse. Ele passou os braços, ainda amarrados, pelo meu pescoço, e distribuiu uma sequencia de joelhadas no meu abdômen. Eu caí no chão ofegante, cuspi o sangue em minha boca. Tava na hora de apelar.

–Nico, chega. -Olhei em seus olhos. Deu para perceber que ele havia ficado afetado. -Por favor. -Vi os seus músculos relaxarem. Apoiei as minhas mãos no chão e acertei perfeitamente o meu pé em seu rosto. Ele caiu e eu me levantei rindo.

–Vadia. -Ele me fuzilou com os olhos.

–Eu já disse que não peço, por favor.

A única coisa que eu sentia era frio, a Annabeth deve ter colocado umas quinze bolsas de gelo no meu rosto, tanto que eu não o sentia mais. Tanto eu quanto o Jason e o Di Ângelo estávamos na sala deitados, no sofá, ou no meu caso, no chão, com gelo pelo corpo.

O Di Ângelo havia ficado realmente irritado com o que eu havia feito. Ele não me olhou o tempo inteiro, era provável que ele me me matasse. Ele ficou em silêncio o tempo inteiro, e é claro de cara amarrada. Já a sua irmã…

–Nico. Como você pode ter caído nessa? -Mais uma vez ele a ignorou. — E você, Grace, merece o prêmio de atriz do ano.

–Eu só pedi para ele parar, ele obedeceu por que quis. -Eu dei de ombros. -McLean, eu estou com fome.

–E desde quando eu sou sua empregada?

–Desde quando eu resolvi “brincar” com esses dois. -Fiz aspas com os dedos. Ela suspirou e eu logo ouvi passos. -Você é a melhor cunhada!

–Vá se ferrar, Thalia!

–Eu sei que você me ama. -Gritei em resposta.

–Eu acho que já está ficando tarde. Vamos? -O Jackson perguntou.

–Vamos. -A Annabeth confirmou. -Nico vai ficar aí?

–Nós não vamos a lugar algum com essa chuva.

–Que chuva? -A Annabeth perguntou, como resposta todos nós pudemos ouvir o barulho do trovão. -Ah!

–Annabeth. -Eu a chamei. -No armário do canto perto da cozinha tem lanternas. Deve ter o suficiente para nós.

–Para que você quer… -As luzes piscaram algumas vezes pouco antes de apagarem. -Ah! -Retirei o gelo do meu rosto e me sentei no sofá com certa dificuldade. Em poucos minutos ela voltou com as lanternas, as luzes de emergência estavam acesas, mas não era o suficiente. Ela entregou uma para cada um.

–Jason, consegue andar? -Ele assentiu. -Então, você e o Jackson vão até o terceiro andar pegar os colchões infláveis extras e edredom para todos.

–Eu vou junto para ajudar. -A Annabeth anunciou.

–Eu vou ver se a Piper quer ajuda. -A Di Ângelo seguiu para a cozinha.

Logo eles saíram, restando apenas eu e o Di Ângelo. Mesmo que ele tivesse com Gelo no rosto, eu sabia que ele estava com a cara amarrada. Eu não sabia se ria ou se ficava irritada. Havia sido só uma luta, qual era o problema? Mesmo que eu tenha feito o fiz, não era para ele estar daquela maneira.

–Eu te odeio. -Ele disse, me surpreendendo.

–Como é que é? -Ele retirou o gelo e me olhou.

–Eu te odeio. -Ele balançou a cabeça em negação.

–Mas eu não fiz nada! Só estávamos brincando. -Ele me fuzilou com os olhos. -Talvez, eu leve as coisas um pouco a sério de mais. Mas isso não é motivo para ficar irritado!

–Não estou irritado. -Eu o olhei. -Só… -Ele balançou a cabeça novamente. -Esquece.

–Di Ângelo…

–Chegamos. -A Annabeth anunciou. -Nico, enche um. -Ela jogou a caixa para ele, que pegou a caixa com a maior facilidade, o que era estranho.

Depois de alguns, vulgo muitos (muitos mesmo), minutos comendo e enchendo os colchões, nós estávamos olhando para as camas prontas. Em cada colchão dava um casal, ou seja, três casais poderiam dormir ali. Um dos sofás teve que ser afastado, e nós colocamos algumas das decorações sobre ele, então nós tínhamos, três colchões e um sofá.

O primeiro foi fácil, o Jason ia dormir com a McLean. Problema um resolvido. Faltavam as outra cinco pessoas. A Annabeth não queria dormir com o Jackson. Eu não ia dormir nem com o Jackson, nem com o Di Ângelo. Ah! E ninguém queria dormir com a Di Ângelo, já que ela se movia muito durante o sono. Ótimo, ela poderia dormir no sofá. Problema dois resolvido.

–Então, dorme o Di Ângelo com o Jackson e eu durmo com a Annabeth.

–Não vou dormir com ele. -Os dois disseram ao mesmo tempo. Eu bufei já impaciente e os olhei.

–Então, vão se foder. Eu estou com sono. -Me joguei em um dos colchões e me cobri. -Agora se decidam. -Em poucos minutos, senti o colchão se mover, mas não virei para ver quem era. Já estava pegando no sono, então não me dei o trabalho.

Acordei com o sol batendo em meu rosto. Tateei até achar o meu celular, arregalei os olhos quando vi que eram 11h30min. Tentei me mover, mas parei quando senti um braço sobre mim. Olhei sobre o ombro e vi o Nico. Ele me prendia com tanta força, que parecia não querer me deixar ir nunca.

Olhei em volta e vi que apenas nós dois estávamos ali. Quanto mais eu me mexia mais eu ficava presa. Me girei e o olhei. Ele dormia tão serenamente que parecia até um anjinho. Eu quase acreditei naquilo.

–Di Ângelo. -Chamei. -Di Ângelo. -Nada. Nenhum movimento. -Nico.

–Hum. -Ele murmurou, e virou para o outro lado. Me soltando finalmente.

Olhei em volta e vi que ainda estávamos sozinhos. Por puro instinto eu levei minha mão até os seus cabelos e os acariciei. Desci os meus olhos por suas costas nuas e acabei franzindo o cenho quando vi que ele não tinha marca alguma, apenas pintas, mas nenhuma marca da luta de ontem.

Olhei para o seu rosto e vi que as marcas basicamente não existiam, apenas um arroxeado em sua maça do rosto e o lábio cortado. Levei a minha mão aos meus lábios. O Di Ângelo era… Não. Aquilo era… Loucura!

Sem pensar duas vezes retirei o meu cordão e encostei a corrente contra a pele dele, esperei alguns segundos e retirei a corrente. Nenhuma marca… Nada. Olhei para o meu reflexo no espelho e vi que as minhas feridas também estavam basicamente fechadas.

Mas como aquilo era possível? Eu era apenas uma humana. Não tinha como aquilo estar daquela maneira. A menos que…

Olhei em volta rapidamente peguei o copo em que havia bebido e, infelizmente, achei o que procurava. Senti o cheiro antes de achar os vestígios. Um erva estava no fundo do copo, quase imperceptível, mas estava lá.

–Te peguei. -Sussurrei.

Caminhei até a cozinha, passei um guardanapo pelo copo e o dobrei. Subi as escadas correndo, caminhei pelos corredores até achar o quarto de Héstia. Bati insistentemente na porta até ela abrir, o que quase me fez dar um soco nela.

–O que você quer?

–Preciso que descubra o que é isso. -Entreguei o papel a ela. -E, por favor, nada de contar a Zeus.

–E por que eu faria isso?

–Se contar a Zeus sobre isso, eu conto a ele que ao invés de estar cobrindo-o na Carolina do Norte, você estava trepando com Hermes. -Ela arregalou os olhos e engoliu em seco, mas por fim assentiu e pegou o papel da minha mãos. -Que bom que estamos entendidas. -Abri o meu melhor sorriso.

–Ele tem razão. -Ela disse me fuzilando com os olhos. -Você é exatamente como a sua mãe. -Ela bateu a porta na minha cara.

–Vadia.

Notas finais
Então, esse capítulo ficou "grande" por conta das lutas. Eu espero que vocês tenham curtido, eu gostei bastante (por mais incrível que pareça). E antes que vocês me matem, eu juro pelo Estige que ou no próximo capítulo ou no próximo do próximo (vocês entenderam?) tem Thalico. Acho que é só isso. Ah! Se você viu Shadowhunters, deixe um comentário dizendo o que achou, okay? Beiinhos Tia Amanda