WolfHill
13 Capítulo 12 - I want you
Notas iniciais
P.O.V Nico
Era aula de matemática. E eu simplesmente odiava matemática. A Annie, que era a minha parceira, amava, o que não era nenhuma surpresa. Ela estava resolvendo uma conta no quadro, já que era a única que havia feito.
Sem mais aguentar aquela aula ergui a mão para o professor, pedi para ir ao banheiro e ele me dispensou com um aceno. Sai da sala o mais rápido que pude, saí tão rápido que acabei esbarrando em uma menina. Ela só não caiu porque eu a segurei. Ergui os meus olhos e a vi abrir um sorriso sem graça.
—Desculpa. -Eu pedi.
—Não. Tudo bem. -Eu nunca havia visto aquela menina ali. Mas sentia algo diferente nela.
—Desculpa perguntar, mas você é aluna nova?
—Sou sim. É o meu primeiro dia. -Ela ajeitou os livros nas mãos.
—Eu sou Nico. -Estendi a mão para ela.
—Calipso. -Ela apertou a minha mão. -O que acha de ma ajudar a chegar na aula de Inglês?
—Por que não?-Dei passagem para ela.
Caminhamos alguns minutos pelos corredores falando sobre banalidades. Descobri que ela estava morando com a avó, tinha uma irmã mais velha, e que tinha um fraco por sorvete de morango. Ela era legal, e em momento algum passou pela minha cabeça levá-la para alguma sala vazia e mostrá-la as maravilhas de WolfHill. Paramos na frente da sala e vi que ela ficou meio nervosa, bati na porta e esperei a professora me deixar entrar.
—Senhor Di Ângelo, precisa de alguma coisa? -Passei os olhos pela sala e encontrei um par inconfundível de olhos azuis.
—Na verdade não. Só estou acompanhando a aluna nova. -Calipso entrou na sala e olhou para a turma com uma cara assustada. -Ela estava perdida. -Virei-me para a menina atrás de mim e abri o meu melhor sorriso. -Está entregue. -Pisquei para ela e saí da sala. No caminho eu pude sentir os malditos olhos me seguindo, olhei para ela antes de fechar a porta, acabei sorrindo e a vi bufar.
…
—Por que faz isso?-Ergui os olhos para a loira.-Por que me deixa sozinha na aula?
—Estava com dor de cabeça. -Menti.
—Você ouve batimentos cardíacos, eu entro na sua cabeça.
—Entra? -Ela assentiu e abriu o livro sobre as suas pernas. Deixei as lembranças do dia em que transei com a Drew na escola invadirem a minha mente. Vi que as suas bochechas ficaram rosa rapidamente e ela arregalou os olhos.
—Isso é nojento! Para com isso, Nico! -Comecei a rir da cara de nojo dela. -Eu te odeio.
—Eu sei que isso é mentira. -Me levantei do chão e a olhei. -Já volto, loira.
—Isso sim é mentira.
Ela revirou os olhos e voltou a ler. Caminhei pelos corredores da escola, estava procurando a Thalia. Queria perturbá-la. Mas os meus planos mudaram completamente quando a minha cabeça girou. Me escorei na parede mais próxima, e fechei os olhos por alguns segundos. Parecia que o meu cérebro tinha sido jogado em um liquidificador e depois amaciado como carne.
Senti todos os meus músculos se retesarem e arregalei os olhos. Eu não podia me transformar no meio do corredor. Corri aos tropeços até o banheiro mais próximo. Me apoiei na pia e olhei para o espelho, meus olhos estavam vermelhos. Eu arregalei os olhos. Não, de novo não.
—Nico? -Ouvi a voz do Percy e rapidamente fechei os olhos. -Você está bem? -Assenti. Não era verdade, e o meu corpo demostrou isso. Senti os ossos da minha costela se moverem e gritei. -Nico.
—Chama a Annabeth. -Pedi e deixei o meu corpo cair no chão. Todos os meus músculos se moviam, assim como alguns dos meus osso. O que estava acontecendo comigo?
—Nico. -Senti a mão dele em meu ombro.
—Chama a Annabeth. -Pedi novamente. Urrei quando o meu joelho saiu do lugar.
—Mas Nico…-Abri os olhos e o olhei.
—Chama a Annebeth. -Ele arreglou os olhos e saiu do banheiro aos tropeços.
Retirei a minha camisa, que estava ensopada. Podia sentir os ossos das minhas mãos moverem-se, pelo menos aquilo doía menos. Depois de cinco longos minutos de dor, eu ouvi a voz da Annie, mas a dor era tanta que não ouvia o que ela dizia. Apenas sentia as suas mãos em mim. Até que eu apaguei.
—Hey. -Olhei para a menina a minha frente. -Segura. -Ela jogou uma maça para mim. -Sabe que pode confiar em mim, não sabe?
—Thalia? -Ela riu e se escondeu atrás de uma árvore. Caminhei até ela, mas quando me aproximei da árvore, ela não estava lá. -O que…
—Hey, bobinho. -Olhei para cima e lá estava ela. -Me segura. -Ela saltou do galho e caiu em meus braços. -Obrigado. -Ela me deu um selinho. -Quer ver uma coisa legal?
—O que? -Ela sorriu e me beijou.
Assim que os nossos lábios tocaram os meus eu ouvi um grito e em seguida a minha cabeça foi invadida por visões. Na primeira eu via Annie beijar o Percy, na segunda era a caverna com a qual havia sonhado antes, a terceira era a Annie chorando no colo da Thalia, ela dizia o tempo inteiro “Isso não pode estar acontecendo.” Quando ela me olhava ela corria e pulava em meu pescoço. “Eu os perdi Nico, perdi os meus poderes.”. E então a imagem que mais me assustou. A Thalia estava caída no chão, seu arco estava quebrado e caído ao seu lado, ela estava cheia de machucados, sangue saía da sua boca, ela olhou para mim e abriu um sorriso, até os seus olhos se fecharem lentamente.
—Nico. -Acordei com a Annie me chamando. -Graças a Deus, você acordou.
—O que aconteceu?
—Eu que faço essa pergunta. -Olhei para o Percy. -Que porra foi aquela? -Eu engoli em seco. -Seus olhos estavam vermelhos.
—Eu não…
—Percy, vai com calma. Ele acabou de acordar. -Olhei em volta e vi que estávamos na sala de Atena, me sentei no sofá e cocei os meus olhos.
—O que aconteceu? -Eu perguntei.
—Alguém estava tentando fazer você virar um lobo em público. -Ouvi a voz de Atena. -Só uma bruxa muito poderosa pode fazer isso Nico, e nós sabemos que eu não faria isso.
—É magia negra? -A Annie perguntou.
—É sim, querida. -Atena passou a mão pelos cabelos e sentou-se em sua cadeira.
—Quem faria isso? -Eu perguntei.
—Eu não sei. -Ela balançou a cabeça. -Com o que sonhou, Nico?
—Tive algumas visões. -Se tinha alguém que era impossível mentir, esse alguém se chamava Atena Chase. -Podem entrar, eu não vou reclamar. Atena fechou os olhos por alguns segundos, quando os abriu novamente ela arregalou os olhos para mim.
—Temos que descobrir quem fez isso. -A Annabeth estava quieta em um canto. -Ninguém vai encostar na minha filha.
P.O.V Thalia
—Você não vai usar isso. -Olhei para a minha fantasia e depois para o Jason.
—Sabe que eu sou mais velha, não sabe? -Ele revirou os olhos. -Vamos logo, comedor de grampeador.
—Hey. -Eu ri e saí de casa. Entrei no carro e olhei para Ares pelo retrovisor. -Por que vocês estão assim?
—Não estamos de jeito nenhum. -Eu disse.
—Sério? -Eu revirei os olhos.
—Cadê a McLean?
—Custa chamá-la pelo nome?-Eu suspirei.
—Cadê a Piper?-Ele sorriu satisfeito.
—Estava na casa da Annie. Disse que ia com ela.
—Hum...
Fiquei em silêncio pelo resto do caminho. O Jason havia reclamado da minha fantasia, mas a fantasia de super-homem dele estava hilária. Qual o problema de uma pessoa querer se fantasiar de caveira?
Assim que paramos na frente da casa da Takana eu saltei do carro. Ainda estava irritada com Ares, não o queria por perto. O Jason demorou mais alguns segundos para descer. Caminhamos até entrada onde havia uma índia Cherokee parada na porta. Vi o Jaosn ficar boquiaberto, e então fechar a cara.
—Piper. -Ele chamou, ela virou e sorriu para ele. -Que roupa é essa?
—Não gostou?
—Gostei sim. -Ele enlaçou a cintura dela. -Mas, não fui o único. -Olhei em volta e vi alguns meninos olhando para as pernas da Piper.
—Relaxa, Jay. -Ela deu um selinho nele. -Vamos?
—Aonde está a Annabeth?
—Vai vir com o Nico. -Ela disse.
Entramos na casa barulhenta. Havia todo o tipo de fantasia na festa, abelha, borboleta, princesa, anjo, fada, sereia, tudo o que você pudesse imaginar. A Piper nos guiou até o resto do grupo. A Levesque estava vestida de Chapeuzinho Vermelho, a Di Ângelo de deusa grega, e a La Rue de vampira. Eu fiquei com vontade apertar as bochechas da Levesque. Eu realmente fiquei com vontade de rir da fantasia do Jackson, ele estava de guerreiro espartano, só que o Jackson era tão magrelo que chegava a ser engraçado. O Zang estava de caçador, combinando com a namorada. O Rodrigues estava combinado com a La Rue.
—Como alguém consegue uma bebida nesse lugar? -Eu perguntei.
—Tem um bar na sala. -Eu assenti e segui até a sala.
Parei no meio do caminho quando vi a Takana descer as escadas. O vestido vermelho mal tampava um palmo da sua coxa, dava para ver que os seus seios estavam espremidos, o vestido marcava perfeitamente as suas curvas, mas aquele rabo estava muito engraçado. A Takana estava fantasiada de Diaba. Se eu ri? É claro.
Ela me achou no meio da multidão e caminhou até mim. A Dare estava vestida de policial ao seu lado. Assim que parou na minha frente ela me olhou de cima abaixo e abiu um pequeno sorriso.
—É bem a sua cara. -Ela disse. -Esquisito, e ninguém gostou.
—A sua também. Ficou mais vadia do que de costume. -Passei por ela e caminhei até o bar. Pedi ao bar-man que fosse criativo, não demorou muti para ele me entregar o copo.
—Você vem a minha festa sem ser convidada e ainda me ofende?
—Primeiro eu fui convidada sim, mas não por você. E eu ainda não te ofendi. -Virei o que tinha em meu copo, não sei o que era, mas era forte. Pedi outro ao bar-man. -Takana, é uma festa. Deixa de ser chata por uma noite? -Peguei a minha bebida e tentei passar por ela.
—Grace. -Ela segurou o meu braço. -É uma festa, mas se eu sequer imaginar você e o Nico juntos, você terá um sério problema.
—Primeiro, ele não é sua propriedade privada, segundo, que eu saiba vocês não estão namorando, e terceiro, não brinque comigo, Takana, você não sabe do que eu sou capaz. -Bebi um gole e do líquido em meu copo e me virei para sair.
Passei por entre as pessoas tentando achar o Jason, mas parei assim que olhei para a porta e vi o Di Ângelo parado. Eu iria matar a Annabeh. Assim como o meu, metade do rosto dele estava com uma maquiagem de caveira, mas ao contrário da minha pessoa, ele não usava camisa, seu abdômen também estava pintado, assim como os seus braços. apenas o lado esquerdo, mas estava. A calça preta, um tanto quanto larga, tinha alguns lugares rasgados.
Voltei a olhar e seus olhos quando senti a minha pele arder, lá estavam os lindos olhos castanhos me encarando. Ele olhou para a Annabeth, vestida de pirata, ao seu lado e depois para mim. Respirei fundo e voltei a procurar o Jason. O encontrei no mesmo lugar de antes. Assim que o achei roubei o copo da mão dele, virei de uma vez só, e me arrependi, era Vodka pura. Tossi um pouco e devolvi o copo a ele, virei o meu copo e também o entreguei a ele. Fechei os olhos por alguns segundos para me acostumar com a tontura e o enjoo.
—Você está bem? -Eu ouvi a Piper perguntar.
—Ainda não. -Peguei o copo dela e o virei também. -Não respondo pelos os meus atos esta noite. -Disse ao meu irmão.
—Oi, gente! -Ouvi a voz da Annabeth.
—Vamos dançar, Annie. -Eu agarrei a mão dela e a puxei para a local onde as pessoas dançavam.
Tocava Bang My Head do David Guetta. A Annabeth tinha os olhos arregalados e tentava desesperadamente pedir ajuda. Eu virei o seu rosto para mime abri o meu melhor sorriso, ela me olhou, mas não deixou de ficar assustada.
—Está bêbada?
—Ainda não. -Eu ri. -Vamos, Annabeth, é só dançar.
—Eu não sei dançar. -Eu me aproximei dela e coloquei as minhas mãos em sua cintura. Comecei a movê-las lentamente de um lado para o outro, ela tentou retirar as minhas mãos, mas eu não deixei. -Thalia…
—É só curti Annie. -Ela assentiu. -Eu não vou beijar você, eu prometo.
—Você não é maluca. -Eu ri e comecei a dançar. Senti uma presença atrás de mim e olhei o sobre o ombro. Era a Piper.
—Se a sua intenção era provocar alguém, você conseguiu. -Eu a ouvi sussurrar e olhei para o Di Ângelo.
Senti as mãos da Piper escorregarem pela minha cintura até as minha coxas, abri um pequeno sorriso para ele levei uma das minhas mãos até a nuca da Annabeth. Ela arregalou os olhos, acariciei o local e vi a loira fechar os olhos. Roubei o seu chapéu e coloquei em minha própria cabeça. Puxei-a para mais perto, e assim como a Piper fazia comigo, deslizei as minhas mãos pelo seu corpo.
Olhei para os meninos e acabei rindo da expressão deles. Nenhum deles parava de olhar, as outras meninas haviam se juntado a nós, parecíamos um bando de taradas no meio da pista. Mas o importante era deixar os meninos felizes. E também a minha pessoa, ficar em WolfHill me deixou sem sexo, e aquilo não era legal. Ficamos dançando uma colada na outra por várias músicas, até que a Levesque me puxou para um canto.
—Pode, por favor, me ajudar com uma coisa?
—O que quer?
—Gelo. Na cozinha tem uma porta para a despensa. -Eu assenti. -Pode ir na frente, eu vou pedir ao Frank para ajudar. -Eu assenti novamente.
Comecei a caminhar entre as pessoas até achar a cozinha, abri a porta da despensa e entrei na mesma. Caminhei até a caixa térmica no chão e peguei um saco de gelo. Quando me virei para sair vi que outra pessoa entrava, apenas pela fantasia eu o reconheci.
—Di Ângelo?
—Thalia?
—O que faz aqui? -Perguntamos ao mesmo tempo.
—Eu vim pegar gelo. -Eu o ouvi praguejar e virar-se para a porta, ele tentou abri-la, mas parecia estar trancada.
—Eu vou matar a Hazel.
—Não pode matar a própria irmã. -Ouvi a voz do Jackson.
—Percy! Abre logo essa porta, me deixa sair.
—Não. Eu tenho mais medo da Annie do que de você. -Eu joguei o gelo no chão e bati na porta.
—Jackson, se não abrir essa porta eu vou arrancar as suas bolas.-Eu o ouvi rir.
—Ainda tenho mais medo da Annie. -Eu bufei e soquei a porta. -Eu perdi no palitinho. -Ele passou um pedaço de palito por baixo da porta.
—Você é um idiota. -Falamos juntos.
—Que bonitinho, falando juntos. -Eu revirei os olhos. — Facilitem as coisas. É só um beijo.
—Não vai acontecer. -Eu disse.
—Então, vocês não vão sair daí. -Eu bufei.
—Pega um refrigerante.
—O que?
—Pega a droga do refrigerante. -Eu fiz o que ele pediu, no segundo seguinte a lata estava na mão dele. -Presta atenção. –Ele começou a derramar o refrigerante lentamente. –Eles querem que eu te beije, então quando o refrigerante acabar eu vou te jogar contra a porta e você vai colocar dois dedos sobre os lábios, assim eu beijo os seus dedos e não os seus lábios.
Ele falou tão rápido que eu mal entendi, assim que o refrigerante acabou ele me jogou contra a porta, eu me assustei e esqueci de colocar os meus dedos. Quando eu dei por mim os seus lábios estavam colados nos meus. Eu queria afastá-lo, mas o meu corpo não deixava. Seus lábios eram tão macios, tão doces. Tão… Todo o encanto acabou quando ele se afastou. Quer dizer apenas os lábios.
—Eu falei para por os dedos! -Ele suspirou.
—Você falou muito rápido, eu não… -Parei de falar assim que o seu dedo tocou os meus lábios em um pedido de silêncio.
—Por que você, simplesmente, não pede? -Ele contornou os meus lábios com o dedo.
—Que merda. -Lutando contra todos os meus instintos, eu acariciei o seu cabelo e olhei em seus olhos. -Por favor, Nico. Me beija.
Eu não precisei sequer pensar em pedir uma segunda vez. Seus lábios cobriram os meus tão rapidamente que até eu fiquei surpresa. Sua língua pediu passagem e eu concedi (quem não concederia?), sua boca tinha o gosto fraco de álcool misturado com menta. Sua língua se enroscava na minha de um jeito tão gosto que eu tive que me controlar para não gemer.
Suas mãos escorregaram até a minha cintura, me mantendo o mais perto possível. Eu sentia que precisava de ar, mas não queria me separar dele, não tão rápido.
Meus pulmões agradeceram quando ele desceu os beijos para o meu pescoço. Sentia todo o meu corpo reagir aos seus lábios. Quem diria que Thalia Grace estaria louca apenas com um beijo.
Escorreguei as minhas mãos pelas suas costas, arranhando toda a pele que eu conseguia tocar. Ele gemeu contra o meu pescoço e isso me fez abrir um imenso sorriso. Ele se afastou dos meus lábios e olhou em meus olhos. Eu sabia o que ele estava pensando e ele sabia o que eu estava pensando. A noite terminaria com os dois muito ofegantes.
Ele me colou contra a porta e voltou os lábios para os meus. Enlacei as minhas pernas em sua cintura, o puxando para o mais perto possível. Suas mãos escorregaram para as minhas coxas e as apertaram com força, o que me fez gemer vergonhosamente.
Senti a porta ser aberta e voltei a fechá-la. Ouvi um “entendi” do Jackson e voltei a me concentra no Nico. Ele caminhou comigo até uma bancada e me fez sentar. Abri as minhas pernas e ele se colocou entre elas. Seus lábios voltaram a maltratar o meu pescoço, me fazendo suspirar e até gemer com as mordidas.
Fiz com que ele me olhasse e voltei a colar os nosso lábios. Seu beijo era viciante. Como descrever o beijo do Nico? Imagina o melhor beijo que você já deu em toda a sua vida, agora coloca ele ao cubo e com gosto de menta. Será algo perto do beijo dele.
Suas mãos escorregaram até e minha bunda, o que ele fez questão de apertar com vontade. Eu me separei dele e deixei outro gemido vergonhoso escapar. Ele mordeu o meu lábio inferior e o puxou, abrindo um sorriso puramente malicioso. Lá se vai a minha calcinha.
Antes que nós dois pudéssemos pensar a porta foi escancarada, ele soltou o meu lábio e virou na direção da porta. A Takana estava parada na porta com um expressão nada amigável.
—Eu te avisei, Grace. -Ela caminhou até mim, porém o Nico a segurou. -Não encosta em mim! -Ela o empurrou. -Eu te odeio, Nico.
—Acho que você quebrou o coração dela. -Eu disse e saltei da bancada. -Que pena.
—Eu vou matar você, Grace! -Ele a segurou novamente. -Vai defendê-la?
—Drew, você não vai querer fazer isso. -Ela olhou nos olhos dele. -Vamos.
Eu revirei os olhos e saí da despensa. Assim que cheguei na sala eu não vi nem o Nico, nem a Takana. Provavelmente, estavam se resolvendo no quarto mais próximo. Eu não sentia nada por ele, mas senti algo diferente quando pensei nisso, tanto que fiquei estática por alguns segundos.
“Você é Thalia Grace, para de ser uma idiota e ponha essas pernas para funcionar.”
Recuperei a minha pose de indiferença e voltei a andar. Passei pelo meu irmão, e o ouvi me chamar, porém, o ignorei e continuei o meu caminho até a porta. Vi que chovia, mas não me importei.
Segui pela rua deserta e escura, não me importava que alguém me visse naquela roupa, colada e molhada. Eu precisava pensar, e a melhor maneira de fazer aquilo era ficando sozinha.
Retirei as minhas botas e as minhas meias, estavam me incomodando. Retirei também aquelas coisas na minha mão. Continuei a andar sem rumo. A chuva caia fortemente sobre mim, era tão gostoso, parecia levar os meus problemas embora com ela.
—THALIA! -Parei assim que ouvi a sua voz. -Thalia. -Senti a sua mão tocar o meu ombro.
—O que você quer?-Vire e o encarei. Ele me encarou por alguns segundos. E, assim como eu, estava ensopado. -O que você quer, Nico?
—Eu quero você.
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