Wolf Liars

2 A Legend Can Change Your Life


Notas iniciais
Olá blueberries, vim trazer mais um capítulo para vocês - que era para ter saído ontem, mas rolou uma briga com a minha mãe e perdi completamente a inspiração - com muito carinho. Gente, eu penei para fazer esse "P.O.V Lydia". Na verdade eu não sei porque, afinal, sempre tive facilidade em pensar e agir como outros personagens. Talvez seja porque essa fic é meio que um desafio para mim. Mas não é desculpa, vou dar meu máximo para fazer os capítulos ficarem tão bons quanto os que eu faço para romance. FELIZ 2016 galerinhaaa!! (tipo, isso tá bem atrasado, eu sei, mas acho que vale a intenção) QOTD: Sua fanfic preferida até agora no Nyah? AOTD: Alphas X Betas - Amor X Ódio escrita por Marceline & Contos De Uma Vilã escrita por Birdy. Respondam o QOTD nos comentários Beijinhos, Quequel. P.S: Leiam ao som de The Weeknd - The Hills (normalmente eu coloco músicas que tem a ver com o capítulo do dia, mas como não achei nada parecido - tradução: que não fosse eletronica - resolvi ficar com essa pois o ritmo combina, pelo menos - bom, eu acho, né?!)

P.O.V Lydia

Não sabia o que fazer! Haviam duas pessoas mortas na minha frente, e sem falar no absurdo grito ao qual saiu da minha garganta. Eu não poderia ter uma frequência vocal igual a essa, teria que ter passado metade da minha vida só cantando e treinando.

Impressionantemente, parte da minha mente estava muito calma e conformada com o acontecido, já a outra parte, pelo que aparenta, estava em choque, e me dava hipóteses completamente insanas de como resolver aquela situação, como por exemplo, esconder os corpos, e sair gritando pela mata. Mas o pior de tudo é o meu corpo, que não parava de tremer e correr desesperadamente sem qualquer rumo ou ideia de onde ir “A tia da Allison e o Aiden (meu namorado) acabaram de morrer, eu envolvi meus amigos na maior enrascada de suas vidas, por causa de uma maldita vidente, por causa de uma maldita história, por causa de uma maldita maldição sobre a minha família...”.

Isso começou a do nada martelar na minha cabeça, fazendo – estranhamente – eu voltar a ter controle de mim. Ajoelhando no chão cheio de folhas secas, comecei a raciocinar o que poderia fazer para sair dali. Lembro de ter pesquisado um pouco do mapa local antes de sair “Se lembre Lydia, se lembre Lydia!”, nada vinha a tona, menos uma estranha árvore, cujo o troco, parecia formar um C no final.

Achei que aquilo fosse impossível, não podia me localizar a partir de uma estúpida árvore, ou seja, vou precisar dormir – do resto da madrugada que sobrou — numa das florestas mais mal assombradas do mundo, onde eu presenciei dois assassinatos, da forma mais cruel, por uma criatura completamente estranha, meus amigos quase morrendo – se é que já não morreram – sem saber, porque estavam chapadões. Então ótimo, isso é ‘bem animador’.

Se eu tive sonhos? Não, pesadelos. Sabe quando você tem aqueles pesadelos que te fazem acordar assustado e com o olho inchado de água?! Não, não foi esse o tipo que eu tive. Eu acordei com um ataque de pânico (e olha que é só o Stiles que tem isso), tremendo, sentido como se tivesse uma faca no meu estômago girando e passando por dentro das minhas tripas, tentando ir para outros órgãos. O ataque de pânico foi ficando mais forte, e advinha, eu desmaiei.

O breu foi se dissipando e o primeiro som que eu ouvi foi o de urubus.

– O que urubus fariam aqui nessa área? – Falei sozinha levantando.

Foi então que me lembrei...

– KATE E AIDEN!

Corri, corri como se fosse o próprio Usain Bolt, mas eu não sabia como iria chegar a onde eu estava, daí eu parei, e tentei raciocinar de novo, olhei para a paisagem, e notei que estava nada mais, nada menos do que na árvore ao qual havia pensado mais cedo.

– Mas como eu...

– Querida, você não achou que iria se livrar de mim tão fácil, não é? – Diz uma voz conhecida.

Me virei para trás, e dei de cara com a minha tia Natalie, a doce e inocente desonra da família.

– O que faz aqui? – Perguntei de sobrancelhas fechas e braços cruzados.

Fez cara de ofendida.

– Dê uma boa olhada, acho que você sabe exatamente o porquê estou aqui.

Olhei de cima a baixo, cabelo, pescoço, perna... Parei no tornozelo onde havia uma tatuagem escrita Banshee.

Memórias voltaram à tona, então uma raiva brotou de dentro do meu corpo. Eu a empurrei, mas senti algo meio que ‘saindo’ das minhas mãos.

– Parece que alguém já está aprendendo a usar seus poderes da maneira certa – Deu uma risada maléfica.

– Você destruiu a minha vida, a dos meus amigos, do meu namorado, da tia da minha melhor amiga. Sua vadia!

– Correção, benzinho, você destruiu a vida deles. Se não fosse tão estúpida, saberia que aquela lenda, era só uma coisa idiota ao qual eu inventei na sexta série.

– Você não inventou aquilo, eu pesquisei, era tudo verdade.

– Que peninha então – Natalie disse com sarcasmo – Quer dizer que realmente a 13ª geração da família, teria uma filha condenada a ter um demônio invadindo o corpo, e se tornar uma real máquina mortífera, com sua alma aprisionada, só vendo as pessoas que mais ama morrerem da forma mais cruel, assim que completasse 18 anos? E o único jeito de salvar você e sua família, era possuindo o poder de “bruxo/a” que foi se desgastando com as várias reencarnações dos seus 7 amigos mais próximos? Que babaquice Lydia, você é BURRA!

– Não, eu não sou, pedi para uma vidente reconhecer a maldição, e ela viu tudo que iria acontecer se eu não tentasse.

– Argh! Será que é tão impossível fazer você reconhecer que é a culpada disso?

– Eu tenho minha parcela de culpa, mas Natalie, você matou duas pessoas inocentes pessoas na minha frente, me causou calafrios, matou meus amigos...

– Pera aí – Ela me interrompeu – Eu não matei seus amigos, eles estão vivinhos da ‘silva’. Não fui eu que embebedou seus amiguinhos e com certeza, não fui que te jogou uma maldição, pelo menos a de transformar você e seus amados em seres sobrenaturais. Eu só ajudei os espíritos a cumprir o que foi jogado a vocês, mas foi com muito prazer, até porque, não deveria achar que as banshees tem aquele corpo feio não, a maior parte delas é bonita.

– Vai embora, só tá fazendo bagunça Natalie – A minha vontade era de socá-la, até ver o rosto dela, ficar da cor do meu cabelo.

– Vou sim, benzinho. Mas não se preocupe, vou deixar os espíritos do mal cuidando de você, eles vão te enlouquecer, literalmente. – Falou e deu uma gargalhada nada agradável.

Ela caminhava lentamente de costas para mim. Aproveitei a deixa e peguei uma pedra do meu lado, jogando nela, que no último segundo virou-se e pegou.

– Coisa de banshee, querida! – Deu uma piscadela.

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Mais tarde, aquele lugar já me causava claustrofobia. Andava quilômetros, sem ter se quer uma pista da saída, e aparentemente os quilômetros eram em círculos.

– Droga! – Mais uma vez falava sozinha.

Eu me sentia perseguida a qualquer lugar que fosse, acho que realmente Natalie falava sério quanto aos espíritos.

A desidratação e a fome tomavam conta, eu precisava achar um abrigo, achar comida, achar água. Passei mais uma hora caminhando até achar uma mísera bananeira, cujo metade das bananas estava estragada e o resto era verde. Eu já não aguentava mais, sentia quase meu corpo desmoronando, então comi as cinco bananas verdes que tinham.

Quando enfim estava – meio – alimentada, sentei no chão, perto do meu abrigo improvisado e comecei a pensar se em algum dia eu sairia daquele labirinto de árvores, daquele horroroso pesadelo. Sendo sincera, eu esperava que em determinado momento, acordasse e percebesse que foi tudo um sonho muito esquisito, e não existisse maldição, transformações, banshees e todo resto.

– O que faz sozinha aqui, gatinha? – Me virei e surpreendi-me com quem era. No mínimo, algo muito ruim vai acontecer hoje, (para variar) a se vai...

Notas finais
Comentem e falem o que acharam. Até a próxima amorecos. Vou tentar postar semana que vem - quem sabe até antes. Beijos, Quequel.