Wolf Liars

3 A Partner Can Hinder Your Walk


Notas iniciais
Blueberries, como vão? Eu sei, eu sei, era para eu postar semana passada, mas a minha casa está parecendo que viraram ela de cabeça para baixo, depois desviraram e só deixaram a bagunça no chão (Estamos arrumando o sótão, então devem imaginar). Além do mais, toda vez que eu vinha para terminar de escrever, sempre tinha alguém "Raquel, faz isso" "Raquel, faz aquilo" ou simplesmente "Raquel, sua viciada, sai desse computador" "Pare de olhar para o tempo". Mas enfim, vocês não vieram aqui para ler isso, e sim o capítulo. Leiam ao som de "Arshad - Nightmare (The Maze Runner)" QOTD: Duas músicas que está viciado no momento? AOTD: Castle e Gasoline da Halsey (ouçam, vocês vão gostar) Respondam nos comentários o QOTD. Link da roupa da Lydia: http://www.polyvore.com/cgi/set?id=188697315

P.O.V Lydia

— Peter! – Respondi com o meu típico sorriso sínico.

— Você não me deu uma resposta, eu estou esperando.

— Eu estou passeando... O que você acha? Estou perdida aqui! – Falei já sem paciência.

Em míseros dois minutos a fome me atracou de novo e, senti meu estomago “falar” comigo.

— Parece que vai precisar da minha nobre ajuda? – Lá vinha ele se exibindo.

— Naaa!* Acho que eu não preciso – Eu fiz graça, mas na verdade, estava desesperada por ajuda.

— Não faz assim docinho. Desse jeito você me ofende... – Ele fingia estar muito ofendido.

— Tá bom, eu aceito a sua ajuda – Falei meio à contra gosto, mas, não podia deixar o Peter ir embora e continuar naquele maldito lugar.

— Hum, que pena, a oferta já se encerrou – Nesse exato momento eu quis pular no pescoço dele – O máximo que posso te oferecer é uma maçã.

— Okay – Não podia desperdiçar aquela oportunidade, comida era o que eu mais precisava.

Os minutos se passavam somente com o som da minha maçã e a dele sendo mordidas.

— Na verdade eu também não sei como sair daqui – Admitiu.

— Por que mentiu?

— Não podia deixar você pensar que eu estava sendo idiota a esse ponto.

Eu simplesmente não disse nada.

— Na verdade, eu estou aqui por causa do seu pequeno “feitiço”. Pois é, eu sou um lobisomem e tragicamente fui escolhido para atacar o Scott e o resto dos amiguinhos dele, não que eu tenha ficado triste com isso, claro.

— Você atacou seu próprio sobrinho!

Tive o extinto de me afastar dele, mas lembrei que eu também me tornei uma criatura entranha, talvez mais estranha do que ele.

— Na verdade não, ele já era um desde que nasceu.

— Está blefando.

— Quer apostar?

— Não mesmo. Peter, sem mais delongas, eu estou dando o fora daqui – Falei me levantando — Não vou passar mais um dia aqui.

Eu não estava nem aí se era noite, se eu iria morrer, se iria ter uma outra fera para me atacar, pois dormir ao lado do Peter e suas piadinhas infames – que estão fora de cogitação — seria muito pior do que todo tipo de coisa que pudesse acontecer.

— Ei coisinha, vai com calma – Ele se levantou devagarzinho com um ridículo sorrisinho.

Que a verdade seja dita, eu e o Peter tivemos um rolo há alguns meses, mas – como sempre – ele foi um completo babaca, logo aos seus vinte anos de idade. Se achava no direito de abusar de mim, e cara, não sou dessas.

— Sério?! Acho que a piadinha está velha.

— Justamente, te irritar, é o meu premio final.

— Você não vai me irritar – Respirei fundo e entrei no jogo dele. Fazer o que, ele é gostoso!

Continuamos nessa por mais meia hora, e no final, acho que vocês já devem imaginar o que deu...

— Pet, já está de manhã, tá na hora da gente achar o rumo de casa – Dei duas batidinhas leves no peito dele – Coloque suas roupas.

— Argh, mas eu estava dormindo tão bem.

— Nem vem, temos que ir.

Andamos por horas, não achando nenhuma rota viável para a cidade, mas mesmo assim, eu não conseguia desistir, tinha que achar o caminho da minha casa, tinha que achar um jeito de consertar as coisas, por mais difícil que fosse.

— Lya, pelo amor de Deus, pare um pouco, eu não aguento mais andar – Dizia Peter.

— Não, não iremos parar. Ative seu modo lobo, ou algo assim, precisamos seguir em frente.

— Pare de ser paranoica, se fosse para sair daqui assim, eu já teria encontrado o caminho a muito tempo, ou já se esqueceu que eu e o meu ‘lindo’ sobrinho moramos na entrada da floresta?

— Deixe quieto – Sentei no chão, quase sem esperanças.

De repente ouvi barulhos estranhos, como o de muros se movimentando. Mas não seria possível, seria?

— Peter, está ouvindo isso? – Perguntei

— Estou ouvindo você ficar louca, isso sim.

— Eu não estou brincando, é sério!

— Como eu disse, pare de ser paranoica.

Talvez eu estivesse um pouco, mas tinha certeza que aquele barulho era real. Resolvi dar o tempo que meu “parceiro” estava pedindo, descansar talvez fizesse eu recuperar a minha sanidade, que cá entre nós, não devia estar das melhores.

— Certo, ficaremos aqui por meia ou no máximo uma hora – Eu disse.

— Finalmente, a gatinha sem juízo fez algo não-insano – Ele queria provocar igual a noite passada.

— Peter, pode ir parando por aí, eu não vou ser a garota que vai ficar na obrigação de ficar contigo, só por que as outras simplesmente não te aguentam, seu imbecil.

— Uuuu, gostei disso, a gatinha ficou brava.

Ele e aquele estúpido sorrisinho...

— Minhas roupas já eram. Daqui a pouco elas vão se auto destruir de tão sujas.

— Por acaso, você percebeu que estou praticamente sem roupas?!

— Elas estão rasgadas, é diferente.

Eu acabei adormecendo, pensando se algum dia meus amigos iriam me perdoar pelo que eu fiz a eles, se algum dia tudo isso iria acabar, se em algum momento eu iria voltar a ser a inocente garota que eu era... Mas eu tenho que encarar os fatos, tudo isso é real, e vou ter que aprender a sobreviver sozinha.

— Acorda bela adormecida, já se passaram mais de uma hora.

— Droga Peter, porque você não me acordou antes?

— Dãhh, eu estava dormindo também.

— Vamos, levante daí, não podemos perder tempo.

Resumindo, caminho longo, comendo o que se vê de bom no caminho, e, nenhuma saída viável – basicamente repetindo o que aconteceu o dia inteiro — De repente, quando estava olhando o Peter pegar umas frutas, comecei a andar meio que de costas, até que alguém, ou melhor, algo, me interrompe de continuar: Um muro, somente um, mas gigantesco, se estendendo por toda a mata.

— Peter?! Acho melhor você vir aqui.

Ele vem correndo, e também se impressiona com o que está atrás de mim.

— Tenho quase certeza que não era para isso estar aí – Ele fala

Algo nos assusta, o muro começa a se movimentar, provocando aquele mesmo som que eu ouvi quilômetros atrás.

— Mas, como é possível? – Peter diz pasmo.

— Da mesma forma que eu consegui ouvir isso a quilômetros de distância e do mesmo jeito que todas as lendas se mostram reais, as bruxarias, os lobos, etc, etc. Isso só pode ser um labirinto encantado, ou algo no estilo daquele livro Maze Runner. Não sairemos daqui nunca e...

— Lydia, o que é você? – Ele me interrompe e pergunta sério.

— Segundo minha “amada” tia, ela me transformou em banshee.

Ele começou a passar a mão pelos cabelos desesperadamente, virava e mexia a cabeça.

— O que foi Peter?

— Alguém vai morrer aqui. Caso contrário, você não seria capaz de ouvir tudo isso de tão longe.

“Ah não, isso não pode estar acontecendo de novo, outra morte?” Era tudo e somente o que eu conseguia pensar.

Notas finais
***Vocabulário da Lya*** ***O "Naaa" dela, é o "Não" sarcástico que usamos.*** O que acharam? Se tiverem dúvidas, dicas ou críticas podem me falar. Beijos e até o próximo capitulo. Quel.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.