Notas iniciais
Não sei se podemos chamar isso de interludio, de continuação do ultimo capitulo ou algo assim... Sei que sou o George R.R. Martin de mim mesme, sei que sou pessimo em manter a recorrencia. A historia em sí está finalizada. Mas a vida do GLS adulte é algo complicado. Enfim. Estamos continuando de onde Clara parou no capitulo passado e iremos continuar dentro do presente. Vamos entender um pouco mais sobre a relação de Chris, Christopher e Clara. Helene continua sem parecer algo essencial (talvez ela não seja mesmo... Ao menos por enquanto)

— Sou uma bruxa? Sim Clara, sou uma bruxa, poderosa? Também. — Falei e sai porta a fora. — Se você me seguir, eu vou fazer muito pior... — Falei e dei uma gargalhada abafada pela minha mão. Clara veio na porta e me olhou saindo. — Eu vou com você! — Ela falou, Clara pegou um casaco, eu passei no sofá e joguei uma manta encima do nosso pai e nós saímos. — Mas como vamos abrir a garagem, sem fazer barulho? — Clara sussurrou quando fechei a porta. — Olhe e verá. — Falei e quando chegamos na porta da garagem, usei a mesma técnica que havia usado antes. Pensei profundamente no que eu queria que acontecesse e o portão abriu de uma maneira silenciosa, que eu mesmo fiquei impressionado. — Eu ainda não estou acreditando no que estou vendo. — Clara falou. — Continue a não acreditar amada, isso vai continua acontecendo e você vai ficar com essa boco aberta toda a vez. — Falei sorrindo. — Entra no carro vadia. Vamo salvar nosso irmão. — Falei, quando Clara entrou no carro e eu fechei a porta. E nós saímos na maior velocidade que podíamos em direção a rodovia. — Qual o plano? — Clara falou. — Nenhum, vamos invadir a casa da nossa mãe e tirar o Chris de lá... — Falei quando acelerei o carro em direção a rodovia... — Eu não acredito que a mamãe deixou isso acontecer.

— Clara falou. — Nem eu entendo, principalmente por nossa mãe ser tão bem informada e protetiva. — Falei. — Pelo menos com o Chris né?! — Clara falou. Pra gente sempre ficou muito claro que nossa relação com nossa mãe era totalmente diferente, ele sempre foi o gêmeo preferido, perfeito e amável com a minha mãe. — Enfim, acho que isso está bem estranho e mal contado. — Clara falou. Eu comecei a ficar em silêncio e pensar como seria e o que faríamos pra levar Chris, não que fosse uma fuga de alcatraz, mas também não seria uma fuga de Rick E Morty. — Quando você descobriu os poderes? Foi no incidente do corredor? — Clara perguntou. — É uma longa história. Mas a parte curta é que foi. — Falei dando risada. — Você fez aquilo sozinho? — Clara perguntou. — Eu acho que eu e as meninas... — Respondi abrindo um sorriso. — Como que funciona? — Clara perguntou. — Eu não sei! Simplesmente fizemos. Ainda estamos aprendendo, tanto as meninas, quando eu, estamos lendo, estamos aprendendo a controlar, pra que o que aconteceu com Danilo não volte a ocorrer... — Falei e continuei em silêncio. A noite transcorreu, quando fui olhar no relógio do carro, já eram quase onze da noite, já tínhamos passado por várias cidades, pequenas e grandes, seguindo o mapa e as estrelas que mostrava que estávamos indo no caminho certo. — Gay o que está acontecendo? — A voz de Paris veio a minha cabeça. — Eu recebi uma notícia do meu irmão e estamos indo até ele, na verdade quase que resgatar ele. — Falei. A Voz de Paris sumiu, Clara começou a cochilar. Desliguei o rádio e coloquei meus fones, continuamos por mais uma hora e finalmente chegamos, Sumaré, a cidade de meus pesadelos, uma cidade que além de pequena, abrigava as pessoas com a menor mente no planeta. — Clara, acorda. Acho que chegamos... — Falei quando passamos a placa escrito “Bem Vindos a Sumaré”. Estávamos entrando na Avenida da Amizade, Clara acordou e junto com ela, uma barrinha de sinal do meu telefone voltou, subiram várias notificações de ligações perdidas do meu pai, antes de perder o sinal novamente. — Estamos chegando? — Eu sai dessa cidade e pra mim tudo aqui acabou se tornando igual/parecido. — Clara falou e sorriu, chegamos na frente do condomínio da minha mãe, encontro Ramos na portaria, que abriu a passagem pra gente. — Vocês vieram ver a dona Helene? — Ele pergunta. — Não Ramos. Viemos ver nosso irmão. — Ah é que dona Helene saiu e deixou Chris com os filhos do namorado dela. — Ele falou. — Quer que eu interfone pra lá? — Ramos continuou. — Não Seu Ramos, pode deixar. — Falei e seguimos pela rua 2 até chegarmos a paralela com a 13, nossa rua. Em nossa antiga casa, as luzes estavam ligadas e o silêncio era ensurdecedor. — Como vamos entrar? — Clara me perguntou.

— Uma magia chamada Chave. — Falei arrancando minha antiga chave do bolso. — Parece que ser acumulador pode ajudar as vezes... — Falei sorrindo. Abrimos a porta e na sala encontramos absolutamente nada, nem ninguém, quando começamos a adentrar os cômodos separados, Clara foi pra cozinha e eu subia as escadas, devagar, olhando atentamente acima dela, cheguei e no corredor, ainda não havia ninguém, quando comecei a abrir as portas, as primeiras foram o antigo quarto dos meus pais, depois o meu, depois o de clara, até chegar no de Chris, onde vejo, um menino que parece ser mais velho que nós, segurando Chris contra a parede. — Quem é você? — Falo quando abro a porta total. — Me ajuda. — Chris falou e logo eu mexo dois dedos e o menino voa para a parede oposta onde ele mantém Chris. — Claraaaaaaa. — Gritei. O vidro da janela do quarto de Chris começou a trincar e fazer pequenos barulhos, como se fosse estilhaçar. Chris veio em minha direção, mancando um pouco, olho roxo. — Vocês apareceram na hora correta. — ele falou abrindo um sorriso, um tanto doloroso, onde deu pra ver que seu lábio estava cortado. — Onde está mamãe? — Perguntei. — Saiu com o namorado, que é pai desse demônio aí. — Chris falou. — Ela viu isso? — Perguntei apontando pro rosto de Chris. — Viu, mas tive de falar pra ela que foi na escola. — Chris falou, quando Clara chegou, vi de relance que o menino havia escapado do meu feitiço e eu gritei, junto com Clara. — CUIDADO! — O grito foi tão potente que estilhaçou todos os vidros, o barulho deve ter sido audível até a avenida da Alegria. — Como você escapou do meu feitiço? — Perguntei. — Não é só você que tem seus truques... — Ele falou vindo em nossa direção com a faca. — Você vai sair de perto de nós. — Falamos juntos, como se fossemos uma parede de som, ele voltou a parede e ficou preso...

Notas finais
O que acontecerá em seguida? Veremos a Gay fazer algo? ou simplesmente DEITAR? Eu quero deitar e ficar deitada. Isso é um fato!