Wizards ~ Witches
8 VII
Notas iniciais
Descobrir que meus irmãos têm poder, foi uma coisa impactante, a parede chegou a rachar enquanto eu e Clara segurávamos o menino, Chris arrumava as malas. — Agora você acredita em mim? — Perguntei a Clara. — Ainda não estou acreditando, como eu sou uma das estranhas? — Clara falou dando risada. — Pois é, somos as estranhas. Na verdade, acho que nunca fomos as normais... — Falei e dei risada. — Vocês não perdem por esperar. — O menino falou. — Ah cala a boca bicha, vai ser só você contra nós três? — Clara perguntou. — Meu pai está chegando... E vocês verão o que é poder! — Ele falou, quando eu imaginei ele sendo engolido pelos tijolos e logo a parede se tornou liquida e engoliu ele. — Vamos sair daqui, antes de ficar pior. — Falei e Chris e Clara saíram correndo na frente, pulando os degraus da escada.
— Vocês vieram de que? — Chris perguntou. — Carro. — Clara falou, enquanto eu fechava a porta. Os barulhos do menino preso a parede continuavam, mas abafados. Os pelos das minhas costas arrepiaram. — Vocês sentiram isso? — Perguntei aos meus irmãos. Clara e Chris acenaram com a cabeça, confirmando. — ENTREM NO CARRO! AGORA!!! — Falei e corremos pulando da entrada de casa em direção ao carro e abrindo as portas. — Clara, dirige. — Falei e joguei a chave e Clara aparou com a mão, logo estávamos cantando pneu em direção a saída. Na portaria da saída, outro conhecido, Seu Joaquim. Que ainda queria parar pra conversar. — Seu Joaquim, não podemos falar agora. Só abre o portão. — Clara falou e o velho senhor abriu o portão e saímos novamente cantando pneu, subindo a avenida da Amizade. — É isso, acho que mesmo não querendo falar isso, eu estava certo. — Falei. — Chris como você deixou acontecer isso? — Clara falava olhando para trás rapidamente, pra poder olhar para meu irmão e olhar a estrada. — Eles estavam me ameaçando, começaram a me caçar na escola, acho que mamãe está enfeitiçada, ela me via machucado e não falava nada. — Chris falou. — E você não abre a boca pra falar com a gente? Só some? Gay, você poderia ter morrido. — Falei e Chris me olhou com a cara de quem comeu e não gostou, ele faz isso toda vez que eu chamo ele de gay, as vezes acabo falando, apenas pra irritar. — Eu não achei que vocês resolveriam. — Ele falou. — Você lembra que a gente tem pai né? Aquele que você não fala, mas ainda continua sendo seu pai. — Falei. — Nosso pai resolveu seguir um caminho muito tortuoso. — Ele começou aa falar, quando Clara interrompeu ele com um — SUPERA! — Seja adulto Chris, seja melhor, nosso pai e nossa mãe passaram anos nessa farsa, mantiveram ela até a gente crescer, se matando, podando. Melhore. — Falei. Os próximos minutos/horas foram de um silencio que só era interrompido pelo som do rádio do carro. Que essa hora tocava alguma musica da Beyonce que eu nem conseguia ouvir, por estar envolto em tantos pensamentos... A viagem nem demorou tanto, mas sentia me desmoronar por dentro, quando chegamos próximo de casa, vi viaturas de policia passando, algumas pararam na frente da nossa casa, meu sinal de telefone voltou e trezentas mensagem de texto e ligações perdidas apareceram, todas do meu pai.
Paramos o carro e vimos meu pai, um outro homem, conversando com um policial, quando meu pai olhou e viu a gente saindo, ele veio correndo em nossa direção. — Vocês querem me matar?! — Ele perguntou. — Precisamos sair Pai. — Clara falou, revelando Chris que vinha atrás dela. — E não atendem o telefone? — Ele falou. — Eu fiquei sem sinal nessa bad trip. — Falei tentando abrir um sorriso. — E o que houve com a cara do seu irmão? — Ele perguntou. — Já encontramos ele assim... — Falei e logo Chris abraçou ele. — Que bom que eles apareceram. — O homem que estava ao lado do meu pai, chegou falando. Assim que ele começou a se aproximar, senti um calafrio, algo ruim, uma energia pesada vinda dele. — Quem é o carinha ali? — Perguntei. — Ah gente, ele é o detetive Will, ele que vocês viram as fotos. — Mas o login era de professor, não? — Clara perguntou. — Ele é professor na escola da policia que fica aqui perto, quando eu falei o que tinha acontecido, ele veio correndo, com as viaturas. — Meu pai falou e eu sorri um sorriso murcho, o homem era alto, cabelos e olhos pretos, não era lá muito diferente das fotos. — Bem, acho que não queria que fosse assim, mas Will, esses são meus filhos, Clara, Christopher e Chris... Galera esse é o Will. — Meu pai falou. — Que sensação ruim. — Ouvi a voz de Clara na minha mente. — Eu também senti. — Respondi, quando tomei um susto. — Espera, você está na minha mente? — Clara falou. — Estamos numa ligação, eu creio. — Respondi. — Será que a gente consegue pular essa merda? — Chris falou. — Acho que somos bruxos ou aliens... — Meu irmão completou. — Chris, nós estamos ouvindo. — Respondi. — Eu sei, mas achei que vocês já teriam superado o surto coletivo e estariam mais atentos... — Chris falou, Will se aproximou com mais passos tímidos e eu senti uma energia correndo novamente, do meu pé ao meu cabelo... Chris e Clara pararam para falar com ele, quando eu sai correndo e entrei em casa, passando pelas viaturas, luzes e policiais. — Meninas? Estão ai? — Perguntei. — Estamos, ficamos ansiosas, quando seu pai falou que você tinha sumido. — Amanda falou. — Precisava conversar com vocês, tipo agora. — Falei. — Hummm vocês sabe que são quase uma da manhã? — Paris falou. — Sei amiga, mas é tipo um caso de vida ou morte. — Falei e a conexão se calou. Quando meu celular começou a tocar, ao olhar, vi que era Paris. — Amanda está em conferencia, vamos nos encontrar na esquina da casa dela, lá tem uma casa na arvore no quintal dos Allicot. — Paris falou. — Esperamos você lá. — Amanda Respondeu. Eu peguei meu fone e abri a porta do meu quarto, quando dei de cara com o Will. — Oi, eu me perdi procurando o banheiro. — Ele falou, um arrepio desceu pela minha espinha em direção aos meus pés. — Fica naquela porta ali. — Falei apontando pra porta esquerda. — Você saiu correndo, a gente nem se conheceu. — Ele falou, olhando pra minha mão, nela estava a caixinha com meu fone. — É que a noite foi corrida pra mim... — Falei tentando desviar do homem, os braços tinham veias saltadas, o sorriso alinhado demais. Esse cara cheira a perigo, da ponta do cabelo que o gel segura pra cima, aos olhos profundamente pretos. — Eu percebi, você fez certo sabe, seu irmão estava correndo muito perigo... — Ele falou. — Mas como você sabia disso? — Rebati. — Pelos Ãh, machucados se supõe isso... — Ele falou quase que gagejando, Willian era uma pessoa eximiamente bonita, mas emanava mesma presença que um espirito ruim ou que um ovo podre aberto. — Bem agora eu tenho que ir. — Falei abrindo um sorriso torto pro homem... Ele saiu da minha frente e foi em direção ao banheiro. Desci as escadas e sai correndo pela porta, não dando atenção ao meu pai e meus irmão que estavam na sala, acho que meu pai estava cuidado dos machucados de Chris. Coloquei meu fone e sai correndo, meu sapato estava machucando o canto do meu dedo, mas iria correndo ainda assim, em direção à rua de Amanda, que ficava a apenas três quarteirões de casa. Meu fone de ouvido, comecei a ouvir alguma canção de amor, que estava tão perdida dentro da minha playlist que após ela, começou um Symph-Pop medonho cheio de batidas e revidadas, que me impulsionou a ir mais e mais rápido, até que senti outro arrepio, ao olhar para trás, vejo um cachorro preto vindo em minha direção, correndo. Eu virei a rua, tentando despistar o cachorro que continuava a correr em minha direção. Corri tanto até me cansaé me cansar e ainda estava na metade do caminho, parei para descasar e o cachorro parou há alguns metros de mim, olhei pra trás e lá estava ele, na escuridão da rua mal iluminada. Quando voltei a andar, ele me seguiu, continuou andando atrás de mim, mantendo uma distância “segura”, olhava pra trás, olhava pra frente e continuava a me seguir, continuei andando agora com calma, estava muito perto casa de Amanda, cheguei na esquina como combinado e sentadas na frente da varanda da casa, estavam Amanda e Paris, segurando uma sacola. — Oi meninas. — Falei tentando recuperar o fôlego. — O que você tinha de tão urgente pra dizer? — Paris perguntou. — Eu descobri que meus irmãos também tem poderes e que Chris estava sendo torturado por uma pessoa que conseguiu fugir de um feitiço meu. — Falei me atrapalhando um pouco nas palavras. — Pera, pera, o que? Nós não entendemos nada, vamos pra casa na árvore, lá podemos conversar melhor. — Paris falou. As meninas levantaram de onde estavam sentadas e foram em direção ao quintal, o cachorro começou a se aproximar, quando um gato saiu da varanda e foi em direção ao cachorro, que logo tratou de recuar. — Vamos lá, quero entender esse rolê todo. — Amanda falou. E eu fui conseguindo respirar melhor, quando subimos as escadas pra casa da árvore, Paris acendeu uma vela e o breu se tornou apenas um amontoado de sombras em torno de uma luz alaranjada. — Mas como assim, seus irmãos tem poderes? Como nós? — Amanda perguntou. — Na hora que falamos, parecíamos uma parede de som, uma versão humana de marionete cópia. Sei lá, nem sei como explicar essa coisa. — Falei e Paris sorriu. — Mas como ele conseguiu se liberar do seu feitiço? Você sentiu ele enfraquecer? — Ela perguntou. — Juro que não, senti o pode fluir, tipo fluir mesmo... — Falei. — Então ele é um bruxo, não tem outra explicação. — Paris respondeu me olhando. — E o cachorro lá embaixo? Ele veio te seguindo? — Amanda perguntou e eu balancei a cabeça — Acho que estamos sendo observadas, pra não dizer caçadas... — Amanda falou e um arrepio subiu de minha virilha, até minha nuca. — Impossível Amanda, você está pirando. — Paris falou. — Paris, você pode até discordar, mas soltamos mais poder e deixamos rastros de energia, capazes de destruir um planeta. — Amanda falou. — Nós ascendemos, os irmãos dele ascenderam, esse rastro de poder é maior que tudo! — Amanda falou. — E acho que aquele cachorro poderá nos tirar essa dúvida. — Ela continuou e começamos a descer as escadas, o cachorro ainda estava em frente a casa, o gato estava na frente dele, Paris olhou e saiu analisando. — Ele me parece da raça que o pessoal gosta de usar na caça as bruxas... — Ela falou psiquicamente. — Ele veio me seguindo de casa, ele apareceu junto com o novo namorado do meu pai... Inclusive ia falar sobre ele. — Falei. — Como assim? — Amanda perguntou. — Eu o conheci hoje, ele é professor na escola da polícia aqui da rua Alphiro Salazar. Ele tem uma energia estranha, algo ruim, não sei... — Amanda olhou pro gato. — Flocos, chega. Vem aqui. — Amanda falou. O gato saiu de perto do cachorro e Paris se aproximou, o cachorro olhou bem pra Paris. Quando uma corda apareceu na mão dela, ela laçou o cachorro e ele uivou tão alto que com toda certeza se ouviu a quilômetros de distância. — Vem aqui seu cachorro pulguento. — Paris falou, puxando o cachorro com a corda, quando eu fechei as mãos e o cachorro caiu, como se estivesse de patas atadas. Paris começou a puxar ele mais e mais forte, quando ele começou a grunhir mais e mais alto, novamente fechei minhas mãos e era como se ele tivesse sido amordaçado. — Você estava me seguindo, agora queremos respostas. — Falei olhando pro cachorro que agora me fitava com os olhos. — O que vamos fazer com ele? — perguntei olhando para Paris. — Vamos fazer ele falar... Tagarelar até entregar a localização das pulgas. — Paris falou e deu risada. Com uma dificuldade horrível, subimos o cachorro pra casa na árvore, Amanda foi até a casa, pegou as velas e um livro que tínhamos pegado da biblioteca. — Eu vi o feitiço. Se não vi, estou ficando louca... — Ela falou abrindo o livro antes mesmo de se colocar completamente dentro da casa da árvore. — Amiga sua memória é ótima. — Falei, pegando o livro da mão dela, Passei o dedo no Livro e falei — Feitiço de fala. — Quando o livro folheou e parou em uma página escrita “Tagarela”, demos as mãos em torno no cachorro e começamos a fazer o feitiço. Começamos a ler o feitiço e segurar as mãos uma das outras e quando finalizamos o feitiço, soltamos as mãos...
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